Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q2048981 Português
“Diversos autores afirmam que, em eventos como o 11 de Setembro, a guerra contra o Afeganistão e a invasão do Iraque, a imprensa costuma ser atingida por dois problemas: a dependência das fontes oficiais e o controle de informações por parte dos governos dos países envolvidos nos conflitos (Fontenelle, 2004; Dorneles, 2002). Outros autores acrescentam que, no caso do jornalismo internacional brasileiro, há outra deficiência, a falta de uma rede de correspondentes que tenha acesso direto aos fatos que relata (Steinberger, 2005). Com isso, a cobertura internacional acabaria se tornando, muitas vezes, dependente das agências internacionais de notícias, mesmo nos grandes veículos de comunicação. A possibilidade de escapar à informação homogeneizada estaria no uso dos recursos oferecidos pela rede mundial de computadores (Natali, 2003) e no investimento do jornalismo de análise, que pode ser feito pela Internet ou por telefone (Buarque, 2008).”
O trecho acima faz parte de um trabalho acadêmico que explora o uso da imprensa na cobertura do atentado terrorista às torres gêmeas, em Nova York, no dia 11 de setembro de 2001.

A partir deste trecho, compreende-se que:
Alternativas
Q2047089 Português
Fogo: da catástrofe à conservação ambiental

O fogo em vegetação é um fator ecológico que pode ser benéfico ou maléfico, dependendo de como, onde, quando e por que ele ocorre. Se descontrolado, torna-se incêndio florestal e causa destruição; se bem planejado, pode contribuir para a manutenção do clima e conservar a sociobiodivesidade. Assim, o manejo do fogo - que, no Brasil, pode estar prestes a ganhar legislação federal própria - deve considerar as necessidades ambientais e sociais, para reduzir seus efeitos negativos.
O mundo enfrenta incêndios cada vez mais catastróficos, com efeitos severos sobre clima, biodiversidade e pessoas. Esse agravamento dos efeitos negativos do fogo está relacionado às alterações climáticas (ventos mais fortes, regime pluviométrico alterado e temperaturas elevadas), associadas à ampliação das fontes de ignição, provenientes do aumento populacional e da ocupação irregular de novas áreas.
As alterações climáticas tornam a vegetação mais seca - que se torna matéria combustível -, facilitam a propagação do fogo e tornam mais difícil seu combate - mesmo que este último conte com aumento de investimentos financeiros, aporte de pessoal e mais infraestrutura. Além disso, a meta de 'fogo-zero' em vegetação gera um processo de retroalimentação positiva aos incêndios, pois mais combustível fica acumulado no ambiente.
Como exemplo, podem ser citados os incêndios: em Portugal, em 2017; na Austrália, em 2019 e no ano seguinte; no Pantanal brasileiro, em 2020; e na Grécia e Califórnia, em 2021. Em 2022, também não faltaram exemplos ruins: novamente na Califórnia (EUA), na Sibéria, em Chernobyl (Ucrânia) e vários países da Europa.
No Brasil, podemos citar o incêndio que atingiu o Parque Nacional de Brasília, afetando aproximadamente 30% de sua área, e os da Amazônia, onde o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais registrou a maior quantidade de focos de calor dos últimos 12 anos.
Situações extremas como essas atingiram vidas humanas, geraram perda de solo fértil, alteraram a qualidade e quantidade de água, bem como aumentaram as emissões de gases de efeito estufa.
É inegável que o medo que o fogo exerce contribui para sua predominante visão negativa. O fogo foi usado indiscriminadamente em guerras, controle e dominação, provocando devastação social e ambiental. O processo de colonização do Brasil iniciou-se em um bioma considerado sensível ao fogo, a Mata Atlântica, no litoral, onde incêndios impactavam bens de consumo e exportação, como lenha, pau-brasil e madeiras de importância naval.
Há, porém, a possibilidade de empregá-lo como uma forma de conservação ambiental embora, claro, seja necessário tomar todo o cuidado e ter certificação de que o uso do fogo é seguro tanto para pessoas quanto para ecossistemas. Dessa forma, não se argumenta em favor de queimadas em qualquer lugar, horário e feitas de qualquer forma, visto que é justamente isso que se busca prevenir por meio do uso do fogo como meio de conservação ambiental.

SILVA, Camila Souza. Et al. Fogo: da catástrofe à conservação ambiental. Ciência hoje. Disponível em: ental ://cienciahoje.org.br/artigo/fogo-da-catastrofe-a-conservacao-ambiental/ Acesso em: 04 nov., 2022. 
Assinale a alternativa que apresenta o mais adequado resumo do texto "Fogo: da catástrofe à conservação ambiental": 
Alternativas
Q2046022 Português
Fogo: da catástrofe à conservação ambiental

O fogo em vegetação é um fator ecológico que pode ser benéfico ou maléfico, dependendo de como, onde, quando e por que ele ocorre. Se descontrolado, torna-se incêndio florestal e causa destruição; se bem planejado, pode contribuir para a manutenção do clima e conservar a sociobiodivesidade. Assim, o manejo do fogo - que, no Brasil, pode estar prestes a ganhar legislação federal própria - deve considerar as necessidades ambientais e sociais, para reduzir seus efeitos negativos.

O mundo enfrenta incêndios cada vez mais catastróficos, com efeitos severos sobre clima, biodiversidade e pessoas. Esse agravamento dos efeitos negativos do fogo está relacionado às alterações climáticas (ventos mais fortes, regime pluviométrico alterado e temperaturas elevadas), associadas à ampliação das fontes de ignição, provenientes do aumento populacional e da ocupação irregular de novas áreas.

As alterações climáticas tornam a vegetação mais seca - que se torna matéria combustível -, facilitam a propagação do fogo e tornam mais difícil seu combate - mesmo que este último conte com aumento de investimentos financeiros, aporte de pessoal e mais infraestrutura. Além disso, a meta de 'fogo-zero' em vegetação gera um processo de retroalimentação positiva aos incêndios, pois mais combustível fica acumulado no ambiente.

Como exemplo, podem ser citados os incêndios: em Portugal, em 2017; na Austrália, em 2019 e no ano seguinte; no Pantanal brasileiro, em 2020; e na Grécia e Califórnia, em 2021. Em 2022, também não faltaram exemplos ruins: novamente na Califórnia (EUA), na Sibéria, em Chernobyl (Ucrânia) e vários países da Europa.

No Brasil, podemos citar o incêndio que atingiu o Parque Nacional de Brasília, afetando aproximadamente 30% de sua área, e os da Amazônia, onde o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais registrou a maior quantidade de focos de calor dos últimos 12 anos.

Situações extremas como essas atingiram vidas humanas, geraram perda de solo fértil, alteraram a qualidade e quantidade de água, bem como aumentaram as emissões de gases de efeito estufa.

É inegável que o medo que o fogo exerce contribui para sua predominante visão negativa. O fogo foi usado indiscriminadamente em guerras, controle e dominação, provocando devastação social e ambiental. O processo de colonização do Brasil iniciou-se em um bioma considerado sensível ao fogo, a Mata Atlântica, no litoral, onde incêndios impactavam bens de consumo e exportação, como lenha, pau-brasil e madeiras de importância naval.

Há, porém, a possibilidade de empregá-lo como uma forma de conservação ambiental embora, claro, seja necessário tomar todo o cuidado e ter certificação de que o uso do fogo é seguro tanto para pessoas quanto para ecossistemas. Dessa forma, não se argumenta em favor de queimadas em qualquer lugar, horário e feitas de qualquer forma, visto que é justamente isso que se busca prevenir por meio do uso do fogo como meio de conservação ambiental.

SILVA, Camila Souza. Et al. Fogo: da catástrofe à conservação ambiental. Ciência hoje. Disponível em: ental ://cienciahoje.org.br/artigo/fogo-da-catastrofe-a-conservacao-ambiental/ Acesso em: 04 nov., 2022.
A partir da leitura do texto "Fogo: da catástrofe à conservação ambiental", analise as afirmações a seguir. Marque V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)O fogo pode ser positivo ou negativo, considerando-se alguns fatores, como o motivo de ter iniciado, a região onde ocorre e quando ele ocorre.
(__)Os efeitos negativos do fogo dizem respeito, exclusivamente, aos fatores ambientais, pois os biomas são extremamente afetados.
(__)Um dos principais argumentos contra o uso do fogo como meio de conservação ambiental é o medo causado pelo histórico do uso desse elemento.
(__)É importante atear fogo em diversos locais, indiscriminadamente, a fim de proteger as pessoas que moram nas redondezas desses locais de perigos que vivem na vegetação.
Assinale a alternativa com a sequência correta:
Alternativas
Q2045712 Português

Dois tipos de ideias

        Há dois tipos de ideias: ideias inertes e ideias com poder gravitacional. As ideias inertes, como o nome está dizendo, são destituídas de poder. Estão onde estão e isso é tudo. Como pedras. A maior parte das ideias que se ensinam nas escolas pertence a essa categoria. Um bom exemplo se encontra naquele parágrafo do livro de biologia que minha neta tinha de aprender. Via de regra, essas ideias são logo esquecidas. A memória as deleta e joga na lixeira. Algumas permanecem na memória consciente como lixo. Por exemplo, aprendi no curso de admissão que a ilha de Tupinambarana é a segunda maior ilha fluvial do mundo. Essa informação não fez nada com a minha cabeça. Note-se que as ideias inertes, frequentemente, possuem os critérios cartesianos de clareza e distinção. As ideias com poder gravitacional são aquelas que têm o poder de chamar outras. Elas nunca estão sozinhas. São sóis do sistema solar que é a nossa mente. Elas produzem big bangs na cabeça dos quais nascem universos. É assim que acontecem a poesia, a literatura, a música: uma única ideia explode e eis a obra.

(ALVES, R. Ostra feliz não faz pérola. São Paulo: Planeta, 2008.)
Assinale a alternativa que apresenta substituições adequadas às expressões adverbiais da frase Via de regra, essas ideias são logo esquecidas.
Alternativas
Q2045711 Português

Dois tipos de ideias

        Há dois tipos de ideias: ideias inertes e ideias com poder gravitacional. As ideias inertes, como o nome está dizendo, são destituídas de poder. Estão onde estão e isso é tudo. Como pedras. A maior parte das ideias que se ensinam nas escolas pertence a essa categoria. Um bom exemplo se encontra naquele parágrafo do livro de biologia que minha neta tinha de aprender. Via de regra, essas ideias são logo esquecidas. A memória as deleta e joga na lixeira. Algumas permanecem na memória consciente como lixo. Por exemplo, aprendi no curso de admissão que a ilha de Tupinambarana é a segunda maior ilha fluvial do mundo. Essa informação não fez nada com a minha cabeça. Note-se que as ideias inertes, frequentemente, possuem os critérios cartesianos de clareza e distinção. As ideias com poder gravitacional são aquelas que têm o poder de chamar outras. Elas nunca estão sozinhas. São sóis do sistema solar que é a nossa mente. Elas produzem big bangs na cabeça dos quais nascem universos. É assim que acontecem a poesia, a literatura, a música: uma única ideia explode e eis a obra.

(ALVES, R. Ostra feliz não faz pérola. São Paulo: Planeta, 2008.)
A respeito do texto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) O autor faz uma crítica ao que as escolas ensinam, são ideias inertes.
( ) Em São sóis do sistema solar que é a nossa mente, há metáforas, para sugerir ideias com poder gravitacional e para a mente humana.
( ) Uma única ideia com poder gravitacional, mesmo com critérios cartesianos, não consegue provocar o surgimento de outras ideias.
( ) Em Algumas permanecem na memória consciente como lixo, sugere-se que há ideias que não são esquecidas, mas de nada valem.
Assinale a sequência correta.
Alternativas
Q2045343 Português
URUBUS E SABIÁS
(Rubem Alves)

Tudo aconteceu numa terra distante, no tempo em que os bichos falavam... Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem grandes dotes para o canto, decidiram que, mesmo contra a natureza eles haveriam de se tornar grandes cantores.

E para isto fundaram escolas e importaram professores, gargarejaram dó-ré-mi-fá, mandaram imprimir diplomas, e fizeram competições entre si, para ver quais deles seriam os mais importantes e teriam a permissão para mandar nos outros. Foi assim que eles organizaram concursos e se deram nomes pomposos, e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em início de carreira, era se tornar um respeitável urubu titular, a quem todos chamam de Vossa Excelência. Tudo ia muito bem até que a doce tranquilidade da hierarquia dos urubus foi estremecida. A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos tagarelas, que brincavam com os canários e faziam serenatas para os sabiás... Os velhos urubus entortaram o bico, o rancor encrespou a testa, e eles convocaram pintassilgos, sabiás e canários para um inquérito.

— Onde estão os documentos dos seus concursos? E as pobres aves se olharam perplexas, porque nunca haviam imaginado que tais coisas houvessem. Não haviam passado por escolas de canto, porque o canto nascera com elas. E nunca apresentaram um diploma para provar que sabiam cantar, mas cantavam simplesmente...

— Não, assim não pode ser. Cantar sem a titulação devida é um desrespeito à ordem.

E os urubus, em uníssono, expulsaram da floresta os passarinhos que cantavam sem alvarás...”.

MORAL: Em terra de urubus diplomados não se houve canto de sabiá.
Considerando a relação de sinonímia entre as palavras, no trecho “E as pobres aves se olharam perplexas...”, a frase também poderia ser escrita da seguinte forma, sem alterar o sentido do texto: 
Alternativas
Q2045342 Português
URUBUS E SABIÁS
(Rubem Alves)

Tudo aconteceu numa terra distante, no tempo em que os bichos falavam... Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem grandes dotes para o canto, decidiram que, mesmo contra a natureza eles haveriam de se tornar grandes cantores.

E para isto fundaram escolas e importaram professores, gargarejaram dó-ré-mi-fá, mandaram imprimir diplomas, e fizeram competições entre si, para ver quais deles seriam os mais importantes e teriam a permissão para mandar nos outros. Foi assim que eles organizaram concursos e se deram nomes pomposos, e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em início de carreira, era se tornar um respeitável urubu titular, a quem todos chamam de Vossa Excelência. Tudo ia muito bem até que a doce tranquilidade da hierarquia dos urubus foi estremecida. A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos tagarelas, que brincavam com os canários e faziam serenatas para os sabiás... Os velhos urubus entortaram o bico, o rancor encrespou a testa, e eles convocaram pintassilgos, sabiás e canários para um inquérito.

— Onde estão os documentos dos seus concursos? E as pobres aves se olharam perplexas, porque nunca haviam imaginado que tais coisas houvessem. Não haviam passado por escolas de canto, porque o canto nascera com elas. E nunca apresentaram um diploma para provar que sabiam cantar, mas cantavam simplesmente...

— Não, assim não pode ser. Cantar sem a titulação devida é um desrespeito à ordem.

E os urubus, em uníssono, expulsaram da floresta os passarinhos que cantavam sem alvarás...”.

MORAL: Em terra de urubus diplomados não se houve canto de sabiá.
No trecho “Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem grandes...”, a palavra em destaque exprime a ideia de:
Alternativas
Q2045341 Português
URUBUS E SABIÁS
(Rubem Alves)

Tudo aconteceu numa terra distante, no tempo em que os bichos falavam... Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem grandes dotes para o canto, decidiram que, mesmo contra a natureza eles haveriam de se tornar grandes cantores.

E para isto fundaram escolas e importaram professores, gargarejaram dó-ré-mi-fá, mandaram imprimir diplomas, e fizeram competições entre si, para ver quais deles seriam os mais importantes e teriam a permissão para mandar nos outros. Foi assim que eles organizaram concursos e se deram nomes pomposos, e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em início de carreira, era se tornar um respeitável urubu titular, a quem todos chamam de Vossa Excelência. Tudo ia muito bem até que a doce tranquilidade da hierarquia dos urubus foi estremecida. A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos tagarelas, que brincavam com os canários e faziam serenatas para os sabiás... Os velhos urubus entortaram o bico, o rancor encrespou a testa, e eles convocaram pintassilgos, sabiás e canários para um inquérito.

— Onde estão os documentos dos seus concursos? E as pobres aves se olharam perplexas, porque nunca haviam imaginado que tais coisas houvessem. Não haviam passado por escolas de canto, porque o canto nascera com elas. E nunca apresentaram um diploma para provar que sabiam cantar, mas cantavam simplesmente...

— Não, assim não pode ser. Cantar sem a titulação devida é um desrespeito à ordem.

E os urubus, em uníssono, expulsaram da floresta os passarinhos que cantavam sem alvarás...”.

MORAL: Em terra de urubus diplomados não se houve canto de sabiá.
Assinale a alternativa que NÃO expressa a ideia contida na moral do texto: 
Alternativas
Q2045340 Português
URUBUS E SABIÁS
(Rubem Alves)

Tudo aconteceu numa terra distante, no tempo em que os bichos falavam... Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem grandes dotes para o canto, decidiram que, mesmo contra a natureza eles haveriam de se tornar grandes cantores.

E para isto fundaram escolas e importaram professores, gargarejaram dó-ré-mi-fá, mandaram imprimir diplomas, e fizeram competições entre si, para ver quais deles seriam os mais importantes e teriam a permissão para mandar nos outros. Foi assim que eles organizaram concursos e se deram nomes pomposos, e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em início de carreira, era se tornar um respeitável urubu titular, a quem todos chamam de Vossa Excelência. Tudo ia muito bem até que a doce tranquilidade da hierarquia dos urubus foi estremecida. A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos tagarelas, que brincavam com os canários e faziam serenatas para os sabiás... Os velhos urubus entortaram o bico, o rancor encrespou a testa, e eles convocaram pintassilgos, sabiás e canários para um inquérito.

— Onde estão os documentos dos seus concursos? E as pobres aves se olharam perplexas, porque nunca haviam imaginado que tais coisas houvessem. Não haviam passado por escolas de canto, porque o canto nascera com elas. E nunca apresentaram um diploma para provar que sabiam cantar, mas cantavam simplesmente...

— Não, assim não pode ser. Cantar sem a titulação devida é um desrespeito à ordem.

E os urubus, em uníssono, expulsaram da floresta os passarinhos que cantavam sem alvarás...”.

MORAL: Em terra de urubus diplomados não se houve canto de sabiá.
De acordo com o texto, por que os urubus expulsaram os pássaros da floresta?
Alternativas
Q2045339 Português
URUBUS E SABIÁS
(Rubem Alves)

Tudo aconteceu numa terra distante, no tempo em que os bichos falavam... Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem grandes dotes para o canto, decidiram que, mesmo contra a natureza eles haveriam de se tornar grandes cantores.

E para isto fundaram escolas e importaram professores, gargarejaram dó-ré-mi-fá, mandaram imprimir diplomas, e fizeram competições entre si, para ver quais deles seriam os mais importantes e teriam a permissão para mandar nos outros. Foi assim que eles organizaram concursos e se deram nomes pomposos, e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em início de carreira, era se tornar um respeitável urubu titular, a quem todos chamam de Vossa Excelência. Tudo ia muito bem até que a doce tranquilidade da hierarquia dos urubus foi estremecida. A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos tagarelas, que brincavam com os canários e faziam serenatas para os sabiás... Os velhos urubus entortaram o bico, o rancor encrespou a testa, e eles convocaram pintassilgos, sabiás e canários para um inquérito.

— Onde estão os documentos dos seus concursos? E as pobres aves se olharam perplexas, porque nunca haviam imaginado que tais coisas houvessem. Não haviam passado por escolas de canto, porque o canto nascera com elas. E nunca apresentaram um diploma para provar que sabiam cantar, mas cantavam simplesmente...

— Não, assim não pode ser. Cantar sem a titulação devida é um desrespeito à ordem.

E os urubus, em uníssono, expulsaram da floresta os passarinhos que cantavam sem alvarás...”.

MORAL: Em terra de urubus diplomados não se houve canto de sabiá.
Assinale a alternativa em que corresponda ao desfecho do texto: 
Alternativas
Q2045338 Português
URUBUS E SABIÁS
(Rubem Alves)

Tudo aconteceu numa terra distante, no tempo em que os bichos falavam... Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem grandes dotes para o canto, decidiram que, mesmo contra a natureza eles haveriam de se tornar grandes cantores.

E para isto fundaram escolas e importaram professores, gargarejaram dó-ré-mi-fá, mandaram imprimir diplomas, e fizeram competições entre si, para ver quais deles seriam os mais importantes e teriam a permissão para mandar nos outros. Foi assim que eles organizaram concursos e se deram nomes pomposos, e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em início de carreira, era se tornar um respeitável urubu titular, a quem todos chamam de Vossa Excelência. Tudo ia muito bem até que a doce tranquilidade da hierarquia dos urubus foi estremecida. A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos tagarelas, que brincavam com os canários e faziam serenatas para os sabiás... Os velhos urubus entortaram o bico, o rancor encrespou a testa, e eles convocaram pintassilgos, sabiás e canários para um inquérito.

— Onde estão os documentos dos seus concursos? E as pobres aves se olharam perplexas, porque nunca haviam imaginado que tais coisas houvessem. Não haviam passado por escolas de canto, porque o canto nascera com elas. E nunca apresentaram um diploma para provar que sabiam cantar, mas cantavam simplesmente...

— Não, assim não pode ser. Cantar sem a titulação devida é um desrespeito à ordem.

E os urubus, em uníssono, expulsaram da floresta os passarinhos que cantavam sem alvarás...”.

MORAL: Em terra de urubus diplomados não se houve canto de sabiá.
Assinale a alternativa que represente o clímax do texto:
Alternativas
Q2045337 Português
URUBUS E SABIÁS
(Rubem Alves)

Tudo aconteceu numa terra distante, no tempo em que os bichos falavam... Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem grandes dotes para o canto, decidiram que, mesmo contra a natureza eles haveriam de se tornar grandes cantores.

E para isto fundaram escolas e importaram professores, gargarejaram dó-ré-mi-fá, mandaram imprimir diplomas, e fizeram competições entre si, para ver quais deles seriam os mais importantes e teriam a permissão para mandar nos outros. Foi assim que eles organizaram concursos e se deram nomes pomposos, e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em início de carreira, era se tornar um respeitável urubu titular, a quem todos chamam de Vossa Excelência. Tudo ia muito bem até que a doce tranquilidade da hierarquia dos urubus foi estremecida. A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos tagarelas, que brincavam com os canários e faziam serenatas para os sabiás... Os velhos urubus entortaram o bico, o rancor encrespou a testa, e eles convocaram pintassilgos, sabiás e canários para um inquérito.

— Onde estão os documentos dos seus concursos? E as pobres aves se olharam perplexas, porque nunca haviam imaginado que tais coisas houvessem. Não haviam passado por escolas de canto, porque o canto nascera com elas. E nunca apresentaram um diploma para provar que sabiam cantar, mas cantavam simplesmente...

— Não, assim não pode ser. Cantar sem a titulação devida é um desrespeito à ordem.

E os urubus, em uníssono, expulsaram da floresta os passarinhos que cantavam sem alvarás...”.

MORAL: Em terra de urubus diplomados não se houve canto de sabiá.
Qual o tema central do texto? 
Alternativas
Q2044974 Português
Leia o texto abaixo e responda a questão.

Sonhos são um “grande teatro privado”; entenda os benefícios de anotá-los

        Tem sido meu sonho há anos apresentar o programa “Saturday Night Live”. Literalmente. Eu tive esse sonho repetidamente, voltando durante décadas.

        Eu viajei para o espaço, voltei no tempo e me transformei em um super-herói. Eu fui amigo íntimo de muitas celebridades. Criei novas memórias com amigos e familiares, alguns falecidos. Cometi crimes terríveis. E eu salvei o dia, repetidamente.

        Nossa mente adormecida é um “teatro privado” onde você é o diretor e geralmente a estrela, e não há limite para o orçamento da produção. Sim, alguns deles são chatos (a maioria dos meus são sobre trabalho), mas muitos são divertidos, incisivos e ocasionalmente solucionadores de problemas. É por isso que você deve considerar transformar um caderno em branco em seu primeiro diário de sonhos.

        Há pouca pesquisa científica sobre os benefícios do diário de sonhos, mas aqueles que fazem disso uma prática o consideram útil ou perspicaz na melhor das hipóteses e, no mínimo, interessante.

(Texto adaptado de https://www.cnnbrasil.com.br/saude/sonhos-sao-um-grande-teatro-privado-entenda-os-beneficios-de-anota-los)
Sobre o texto lido, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q2044973 Português
Leia o texto seguinte e responda a questão.

O presente artigo aborda a realidade social e respectivo campo normativo de regulamentação das relações conjugais na sociedade contemporânea, global, plural e complexo, tudo ao mesmo tempo. Partindo da ideia geracional passada de quase modelo único de família para o sistema de variadas formas de associação e convívio conjugal e suas consequências com o Direito em vigor, expectativas de câmbios ou manutenção de status jurídicos, o estudo apresenta o problema em meio à realidade que ferve por respostas mais seguranças e garantistas de tamanha diversidade cultural, não necessariamente absorvida por leis e códigos. Ao final algumas considerações formais são postas à prova do leitor com a certeza única de que a regulação das relações conjugais demanda mais do que simples análise de correspondência cultural ou jurídica aos modelos tradicionalmente ofertas pelos países no mundo.

(Lucas, I. P. “o problema da regulamentação das relações conjugais na atualidade”. In: Revista da Graduação em Direito Estácio, nº1 Vº1 ANO 2019)
Sobre o texto lido, avalie as assertivas abaixo:
I- A expressão “tudo ao mesmo tempo” poderia ser substituída, sem prejuízo de sentido, por “simultaneamente”. II- O trecho “...o estudo apresenta o problema em meio à realidade que ferve por respostas mais seguranças e garantistas”, apresenta uma incoerência, já que o correto seria substituir a palavra destacada pelo adjetivo seguras.” III- As palavras necessariamente e tradicionalmente são classificadas como advérbios. IV- As palavras necessariamente e tradicionalmente são classificadas como adjetivos.
Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q2044970 Português
Leia o texto e responda a questão.


Os anjos
(Legião Urbana)

“(...) Hoje não dá
Hoje não dá
A maldade humana agora não tem nome
Hoje não dá

Pegue duas medidas de estupidez
Junte trinta e quatro partes de mentira
Coloque tudo numa forma
Untada previamente
Com promessas não cumpridas
Adicione a seguir o ódio e a inveja
Dez colheres cheias de burrice
Mexa tudo e misture bem
E não se esqueça antes de levar ao forno temperar
Com essência de espírito de porco
Duas xícaras de indiferença
e um tablete e meio de preguiça (...)”.
O fenômeno recursivo que se manifesta na produção do texto lido é denominado:
Alternativas
Q2044966 Português
Leia o poema abaixo e assinale a alternativa CORRETA:
Neologismo (Manuel Bandeira)
Beijo pouco, falo menos ainda. Mas invento palavras Que traduzem a ternura mais funda E mais cotidiana. Inventei, por exemplo, o verbo teadorar. Intransitivo: Teadoro, Teodora.
Alternativas
Q2044965 Português
Analise a tirinha seguinte e responda à questão: Imagem associada para resolução da questão Fonte: https://tirasarmandinho.tumblr.com/post/114791164189/umadas- primeiras-tiras-est%C3%A1-no-armandinho-zero

I- O humor da tira é ocasionado pela compreensão adequada de Armandinho quanto à intencionalidade da fala de sua mãe no primeiro quadrinho. II- O humor da tira é constituído pela ambiguidade presente no verbo “falar”, que possibilita mais de uma interpretação ao seu interlocutor na tirinha lida. III- O verbo “falar” poderia ser trocado, sem prejuízo de sentido para a tirinha, pelo verbo “perguntar”.
Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q2044963 Português
Leia o poema e analise as proposições seguintes:
A Pesca
Affonso Romano de Sant'Anna                                            A garganta O anil                                                                                    A âncora O anzol                                                                                 O peixe O azul                                                                                               A boca O silêncio                                                                              O arranco O tempo                                                                                O rasgão   O peixe                                                                                              Aberta a água                                                                                      A agulha                                                                                Aberta a chaga  vertical                                                                                   Aberto o anzol mergulha                                                                                               Aquelíneo                                                                                   A água                                                                                   Ágil-claro A linha                                                                                   Estabanado A espuma                                                                                              O peixe  O tempo                                                                                A areia                                                                   O peixe                                                                                 O sol.                                                                      O silêncio                                                                                                                                    SANT'ANNA, Affonso Romano de.                                                                                                                             Poesia sobre poesia. Rio de Janeiro,                                                                                                                             Imago, 1975. p.145. 
I-  Apesar de haver poucos elementos de coesão por conexão, temos um texto coerente porque há unidade de sentido que é estabelecida a partir do próprio título. II- A coesão estabelecida no texto é uma condição necessária para a efetivação da coerência. III-  A penúltima estrofe é constituída de adjetivos que qualificam o peixe.
Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q2044962 Português
Leia o texto abaixo e analise as proposições seguintes:
Assaré de 1957
Assaré meu! Assaré meu! Terra do meu coração! Sempre digo que tu é A terra mió do chão. Me orguio quando me lembro Que tu também é um membro Do valente Ceará. Pra mim, que te adoro tanto, Te jurgo o mió recanto Da terra de Juvená
(Patativa do Assaré: Ispinho e Fulô – 2012)
( ) O texto em prosa lido expressa a relação de Patativa do Assaré com seu lugar de origem. ( ) Alinguagem utilizada no texto lido denota a variedade linguística regional do poeta. ( ) O poema apresenta um registro linguístico informal, empregando termos exclusivos da variedade padrão. ( ) A estrofe lida apresenta como interlocutor principal Assaré.

Asequência CORRETAde preenchimento dos parênteses é:
Alternativas
Q2044961 Português
Tendo em vista a suposta apresentação do texto abaixo em um determinado edital de seleção sobre o caráter argumentativo que a palavra “automaticamente” imprime à sentença em itálico. Analise as proposições e, em seguida, assinale a alternativa CORRETA:
A prova será realizada sem consulta e sem identificação nominal do/a candidato/a, e terá duração de 03 (três) horas com início às 08:00 horas. O/Acandidato/a que chegar após o início da prova estará automaticamente eliminado/a do Processo Seletivo.
Alternativas
Respostas
12961: C
12962: E
12963: C
12964: D
12965: A
12966: C
12967: C
12968: E
12969: A
12970: E
12971: E
12972: C
12973: D
12974: C
12975: C
12976: D
12977: A
12978: A
12979: D
12980: B