Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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1. — O Lobo, mostrando—se mais raivoso tornou a falar: — Por isso, tens que praguejar? Há seis meses teu pai também me ofendeu! Respondeu o Cordeiro: — Creio que há um engano, porque eu nasci há apenas três meses, então não havia nascido e por isso não tenho culpa.
2. — Em um pequeno córrego, bebia água um Lobo esfomeado, quando chegou, mais abaixo da corrente de água um Cordeiro, que começou também a beber.
3. — O Lobo replicou: — Tens culpa pelo estrago que fizestes pastando em meu campo. Disse o Cordeiro: — Isso não parece possível, porque ainda não tenho dentes.
4. — O Lobo olhou com os olhos sanguinários e arreganhando os dentes disse: — Como ousas turvar a água onde bebemos? O Cordeiro respondeu com humildade: — Eu estou abaixo de onde bebes e não poderia sujar a tua água.
5. — O Lobo, sem mais razões, saltou sobre o Cordeiro, e o comeu.
Assinale a opção que indica a ordem desses segmentos que restabelece a forma original da fábula.

Pode-se concluir dessa placa que
( ) Já existiam povos que se organizavam e ocuparam o território com suas culturas próprias desde antes de 1500 e até hoje permanecem. ( ) Os índios se subordinaram de forma pacífica aos colonizadores ao longo de todo processo de ocupação do território brasileiro. ( ) Os europeus trouxeram consigo doenças contagiosas e letais para os indígenas que até então não haviam tido contato com tais enfermidades, doenças como a varíola, o sarampo, a tuberculose, a gripe e a coqueluche. ( ) No processo de expansão da coroa portuguesa no Brasil, alguns indígenas, com a ilusão de que suas vidas, de alguma forma, seriam facilitadas, aliançaram-se aos portugueses, auxiliando até mesmo nas guerras contra outros povos.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
"Mulher biônica": sueca recupera sensibilidade com mão robótica controlada pela mente
Houve uma época em que a mão biônica de Luke Skywalker em "Star Wars" parecia uma coisa completamente distante, uma "viagem" mesmo. Mas agora, uma mulher sueca de 50 anos tem pelo menos uma coisa em comum com o Mestre Jedi − ou quase isso.
Karin perdeu a mão direita há mais de 20 anos em um acidente agrícola. Durante essas duas décadas, ela fez uso das próteses tradicionais, mas sempre precisou lidar com a dor fantasma "insuportável" e o desconforto.
Segundo ela, a sensação era de que sua mão estava "constantemente em um moedor de carne, o que causava muito estresse" e que, por isso, "precisava tomar várias doses e diferentes analgésicos".
Ela concordou em fazer parte de um experimento que lhe daria uma mão biônica − e agora é a primeira pessoa no mundo com uma amputação abaixo do cotovelo que consegue conectar com sucesso a prótese com o seu sistema neuro musculoesquelético.
Girar maçanetas, cozinhar e realizar outras atividades cotidianas voltou a fazer parte da vida da sueca. Os engenheiros e médicos responsáveis são do Center for Bionics and Pain Research, uma colaboração multidisciplinar entre diversas organizações internacionais.
O estudo, publicado na Science Robotics, afirma que Karin consegue realizar 80% do que costumava fazer com as duas mãos e ainda sentir algumas sensações no braço artificial.
Para isso, a equipe incorporou um controlador, uma bateria em forma de pulso e um acoplador mecatrônico (um dispositivo usado para transmitir energia) que se conecta à interface neuro musculoesquelética. Eles reorganizaram músculos e nervos que restavam no braço, além de eliminar os neuromas (um dos responsáveis pela dor fantasma quando alguém perde um membro, segundo Max Ortiz Catalan, coautor do estudo e chefe de pesquisa em próteses neurais do Bionics Institute da Austrália).
Para transmitir os sinais do cérebro à mão biônica, enviar os comandos e proporcionar uma sensação de tato, os médicos transferiram um enxerto muscular da perna de Karin para o braço − assim, os nervos puderam se conectar novamente com um alvo natural.
Com um eletrodo nos músculos, um sinal elétrico do cérebro para mão é impulsionado e algoritmos de inteligência artificial dentro da prótese interpretam o comando, permitindo que ela movimente o membro.
Ortiz Catalan disse à CNN que as dores podem ser reduzidas de forma significativa. Para Karin, o nível caiu de 5 para 3, tanto que ela não precisa mais de analgésicos para dormir.
"Ainda estamos longe das mãos de Luke Skywalker", disse Catalan. "E não estamos perto de todas as funções de uma mão biológica, mas definitivamente demos um passo considerável".
Essa é só uma das boas notícias que o CNN Good News traz nesta semana. O programa digital vai ao ar toda sexta-feira, no canal do YouTube da CNN Pop, e fica disponível para rever sempre que quiser dar um respiro na semana.
Parceria com o AdoteViCa
O programa de boas notícias da CNN Brasil conta com cachorrinhos que estão a espera de uma nova família. Todo programa, o "elenco" pode ser adotado no AdoteViCa, um centro que recebe animais resgatados ou em situação de risco de ONGs parceiras.
É possível encontrar todos os bichinhos para adoção na página do Instagram do Adote ViCa, além de informações sobre idade, raça, vacinas e idade.
https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/tecnologia/mulher-bionica-sueca-recupera-sensibilidade-e-com-mao-robotica-controlada-pela-mente/
O texto seguinte servirá de base para responder à questão
Nem surgisse um olhar de piedade ou de amor
Nem houvesse uma branca mão que apaziguasse minha fronte palpitante...
Eu estaria sempre como um círio queimando para o céu a minha fatalidade
Sobre o cadáver ainda morno desse passado adolescente.
Talvez no espaço perfeito aparecesse a visão nua
Ou talvez a porta do oratório se fosse abrindo misteriosamente...
Eu estaria esquecido, tateando suavemente a face do filho morto
Partido de dor, chorando sobre o seu corpo insepultável.
Talvez da carne do homem prostrado se visse sair uma sombra igual à minha
Que amasse as andorinhas, os seios virgens, os perfumes e os lírios da terra
Talvez... mas todas as visões estariam também em minhas lágrimas boiando
E elas seriam como óleo santo e como pétalas se derramando sobre o nada.
Alguém gritaria longe: - "Quantas rosas nos deu a primavera!..."
Eu olharia vagamente o jardim cheio de sol e de cores noivas se enlaçando
Talvez mesmo meu olhar seguisse da flor o voo rápido de um pássaro
Mas sob meus dedos vivos estaria a sua boca fria e os seus cabelos luminosos.
Rumores chegariam a mim, distintos como passos na madrugada
Uma voz cantou, foi a irmã, foi a irmã vestida de branco! - a sua voz é fresca como o orvalho...
Beijam-me a face - irmã vestida de azul, por que estás triste?
Deu-te a vida a velar um passado também?
Voltaria o silêncio - seria uma quietude de nave em Senhor Morto
Numa onda de dor eu tomaria a pobre face em minhas mãos angustiadas
Auscultaria o sopro, diria à toa - Escuta, acorda
Por que me deixaste assim sem me dizeres quem eu sou?
E o olhar estaria ansioso esperando
E a cabeça ao sabor da mágoa balançando
E o coração fugindo e o coração voltando
E os minutos passando e os minutos passando...
No entanto, dentro do sol a minha sombra se projeta
Sobre as casas avança o seu vago perfil tristonho
Anda, dilui-se, dobra-se nos degraus das altas escadas silenciosas
E morre quando o prazer pede a treva para a consumação da sua miséria.
É que ela vai sofrer o instante que me falta
Esse instante de amor, de sonho, de esquecimento
E quando chega, a horas mortas, deixa em meu ser uma braçada de lembranças
Que eu desfolho saudoso sobre o corpo embalsamado do eterno ausente.
Nem surgisse em minhas mãos a rósea ferida
Nem porejasse em minha pele o sangue da agonia...
Eu diria - Senhor, por que me escolheste a mim que sou escravo
Por que me chagaste a mim cheio de chagas?
Nem do meu vazio te criasses, anjo que eu sonhei de brancos seios
De branco ventre e de brancas pernas acordadas
Nem vibrasses no espaço em que te moldei perfeita...
Eu te diria - Por que vieste te dar ao já vendido?
Oh, estranho húmus deste ser inerme e que eu sinto latente
Escorre sobre mim como o luar nas fontes pobres
Embriaga o meu peito do teu bafo que é como o sândalo
Enche o meu espírito do teu sangue que é a própria vida!
Fora, um riso de criança - longínqua infância da hóstia consagrada
Aqui estou ardendo a minha eternidade junto ao teu corpo frágil!
Eu sei que a morte abrirá no meu deserto fontes maravilhosas
E vozes que eu não sabia em mim lutarão contra a Voz.
Agora porém estou vivendo da tua chama como a cera
O infinito nada poderá contra mim porque de mim quer tudo
Ele ama no teu sereno cadáver o terrível cadáver que eu seria
O belo cadáver nu cheio de cicatriz e de úlceras. Quem chamou por mim, tu, mãe? Teu filho sonha...
Lembras-te, mãe, a juventude, a grande praia enluarada...
Pensaste em mim, mãe? Oh, tudo é tão triste
A casa, o jardim, o teu olhar, o meu olhar, o olhar de Deus...
E sob a minha mão tenho a impressão da boca fria murmurando
Sinto-me cego e olho o céu e leio nos dedos a mágica lembrança
Passastes, estrelas... Voltais de novo arrastando brancos véus
Passastes, luas... Voltais de novo arrastando negros véus... ?
Vinicius de Moraes?. em: Moraes, V. de. Poesia completa e prosa. 4a ed., rio de Janeiro, nova aguilar, 2004.
Leia o texto abaixo.
Depois do anoitecer
Bem na hora em que a gente começa a ficar com sono, outros animais estão só começando o dia. Trocar o dia pela noite pode parecer estranho para nós, mas faz parte do estilo de vida de algumas espécies. Por exemplo, três quartos dos mamíferos da fauna brasileira têm hábitos noturnos, ou seja, concentram suas atividades – como se reproduzir, comer e marcar território – no período da noite. Alguns exemplos são o gato-do-mato, o maracajá, a jaguatirica, a suçuarana, a onça-pintada, o gato-palheiro e o lobo-guará. Mas há muitos outros.
O jupará, por exemplo, mamífero da família do guaxinim, faz tudo durante a noite. Típico da Mata Atlântica, esse bicho se alimenta principalmente da carne que captura em suas caçadas noturnas (apesar de gostar de comer fruta de vez em quando). E não quer sair de dia de jeito nenhum! Para você ter uma ideia, no Zoológico do Rio de Janeiro havia um viveiro com sete juparás e, mesmo assim, era praticamente impossível vê-los durante o dia. [...]
FARAH, Pedro Paulo; FERREIRA, Maria Beatriz. Ciência Hoje das Crianças, Rio de janeiro, n. 206, p. 4, out. 2009. Fragmento.
Leia o texto abaixo para responder à questão.
Preço do livro é o que mais desmotiva novos leitores, segundo pesquisa inédita
O preço dos livros é determinante na escolha do leitor brasileiro — ou do leitor em potencial — de comprar ou não um exemplar, conforme mostra uma pesquisa inédita divulgada pela consultoria Nielsen em parceria com a Câmara Brasileira do Livro.
O estudo fez um panorama de quem são os consumidores de livros no país, concluindo que hoje 16% da população brasileira tem esse hábito — ou seja, afirma ter pago por ao menos um exemplar nos últimos 12 meses. Desses leitores, 57% são mulheres. Entre as pessoas que não compram livros, 35% respondem que o principal motivo é julgar o produto caro demais, uma percepção quase homogênea entre todas as classes sociais. O valor salgado pontua na pesquisa acima de outros fatores como a ausência de lojas por perto ou a falta de tempo para leitura.
É curioso perceber, no entanto, que 85% dos brasileiros que não se identificam como compradores de livros ainda afirmam que a leitura é uma atividade importante ou muito importante, e a maioria deles diz ter intenção de ler mais no próximo ano. A percepção comum de que o livro é caro no Brasil alarma o mercado editorial, que costuma trabalhar com previsões de lucro modestas e teme a desvalorização do produto, dada a quantidade de descontos que têm virado regra na indústria.
Basta ver que 55% dos compradores de livros impressos, segundo a pesquisa, preferem o varejo online, que trabalha com descontos bem mais agressivos que as livrarias físicas. 64% dos compradores de livros nas plataformas virtuais afirmam ter sido estimulados por descontos, enquanto nas lojas presenciais essa taxa fica em 43%. Os motivos citados pelos compradores como decisivos são, acima de tudo, os preços, logo seguidos por comodidades como frete grátis, velocidade de entrega e disponibilidade.
A pesquisa da Nielsen foi realizada em outubro por meio de um questionário com 16 mil pessoas com mais de 18 anos, com marjem de erro de 0,8 ponto percentual.
PORTO, Walter. Preço do livro é o que mais desmotiva novos leitores, segundo
pesquisa inédita. Folha de São Paulo. Adaptado. Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2023/12/preco-do-livro-e-o-que-mais
desmotiva-novos-leitores-segundo-pesquisa-inedita.shtml. Acesso em
09/12/2023.
Leia o texto abaixo para responder à questão.
Preço do livro é o que mais desmotiva novos leitores, segundo pesquisa inédita
O preço dos livros é determinante na escolha do leitor brasileiro — ou do leitor em potencial — de comprar ou não um exemplar, conforme mostra uma pesquisa inédita divulgada pela consultoria Nielsen em parceria com a Câmara Brasileira do Livro.
O estudo fez um panorama de quem são os consumidores de livros no país, concluindo que hoje 16% da população brasileira tem esse hábito — ou seja, afirma ter pago por ao menos um exemplar nos últimos 12 meses. Desses leitores, 57% são mulheres. Entre as pessoas que não compram livros, 35% respondem que o principal motivo é julgar o produto caro demais, uma percepção quase homogênea entre todas as classes sociais. O valor salgado pontua na pesquisa acima de outros fatores como a ausência de lojas por perto ou a falta de tempo para leitura.
É curioso perceber, no entanto, que 85% dos brasileiros que não se identificam como compradores de livros ainda afirmam que a leitura é uma atividade importante ou muito importante, e a maioria deles diz ter intenção de ler mais no próximo ano. A percepção comum de que o livro é caro no Brasil alarma o mercado editorial, que costuma trabalhar com previsões de lucro modestas e teme a desvalorização do produto, dada a quantidade de descontos que têm virado regra na indústria.
Basta ver que 55% dos compradores de livros impressos, segundo a pesquisa, preferem o varejo online, que trabalha com descontos bem mais agressivos que as livrarias físicas. 64% dos compradores de livros nas plataformas virtuais afirmam ter sido estimulados por descontos, enquanto nas lojas presenciais essa taxa fica em 43%. Os motivos citados pelos compradores como decisivos são, acima de tudo, os preços, logo seguidos por comodidades como frete grátis, velocidade de entrega e disponibilidade.
A pesquisa da Nielsen foi realizada em outubro por meio de um questionário com 16 mil pessoas com mais de 18 anos, com marjem de erro de 0,8 ponto percentual.
PORTO, Walter. Preço do livro é o que mais desmotiva novos leitores, segundo
pesquisa inédita. Folha de São Paulo. Adaptado. Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2023/12/preco-do-livro-e-o-que-mais
desmotiva-novos-leitores-segundo-pesquisa-inedita.shtml. Acesso em
09/12/2023.
Leia o texto abaixo e responda a questão:
A campanha "Agosto Dourado" conscientiza sobre a importância do aleitamento materno
O mês de agosto é conhecido como “Agosto Dourado” por simbolizar a luta pelo incentivo à amamentação – a cor dourada está relacionada ao padrão ouro de qualidade do leite materno.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), por ano, cerca de seis milhões de vidas são salvas por causa do aumento das taxas de amamentação exclusiva até o sexto mês de idade.
O leite materno é considerado o alimento mais completo para os primeiros meses de vida. É nele que estão contidas todas as proteínas, vitaminas, gorduras, água e os nutrientes necessários para o saudável desenvolvimento dos bebês.
(https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-nordeste/hujb-ufcg/comunicacao/noticias/acampanha-agosto-dourado-conscientiza-a-importancia-do-aleitamento-materno)
Leia o texto abaixo e responda a questão:
A lebre e a tartaruga
— Tenho pena de você —, disse uma vez a lebre à tartaruga: — obrigada a andar com a tua casa às costas, não podes passear, correr, brincar, e livrar-te de teus inimigos.
— Guarda para ti a tua compaixão — disse a tartaruga — pesada como sou, e tu ligeira como te gabas de ser, apostemos que eu chego primeiro do que tu a qualquer meta que nos proponhamos a alcançar.
— Vá feito, disse a lebre: só pela graça aceito a aposta. Ajustada a meta, pôs-se a tartaruga a caminho; a lebre que a via, pesada, ir remando em seco, ria-se como uma perdida; e pôs-se a saltar, a divertir-se; e a tartaruga ia-se adiantando.
— Olá! camarada, disse-lhe a lebre, não te canses assim! Que galope é esse? Olha que eu vou dormir um pouquinho.
E se bem o disse, melhor o fez; para escarnecer da tartaruga, deitou-se, e fingiu dormir, dizendo: sempre hei de chegar a tempo. De súbito olha; já era tarde; a tartaruga estava na meta, e vencedora lhe retribuía os seus deboches:
— Que vergonha! Uma tartaruga venceu em ligeireza a uma lebre!
MORAL DA HISTÓRIA: Nada vale correr; cumpre partir em tempo, e não se divertir pelo caminho.
(https://www.culturagenial.com/fabulas-de-esopo/)