Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q2345949 Português
Os amantes 

    Nos dois primeiros dias, sempre que o telefone tocava, um de nós esboçava um movimento, um gesto de quem vai atender. Mas o movimento era cortado no ar. Ficávamos imóveis, ouvindo a campainha bater, silenciar, bater outra vez. Havia um certo susto, como se aquele trinado repetido fosse uma acusação, um gesto agudo nos apontando.
    Era preciso que ficássemos imóveis, talvez respirando com mais cuidado, até que o aparelho silenciasse. Então tínhamos um suspiro de alívio. Havíamos vencido mais uma vez os nossos inimigos. Nossos inimigos eram toda a população da cidade imensa, que transitava lá fora nos veículos dos quais nos chegava apenas um ruído distante de motores, a sinfonia abafada das buzinas, às vezes o ruído do elevador.
    Sabíamos quando alguém parava o elevador em nosso andar; tínhamos o ouvido apurado, pressentíamos os passos na escada antes que eles se aproximassem. A sala da frente estava sempre de luz apagada. Sentíamos, lá fora, o emissário do inimigo. Esperávamos quietos. Um segundo, dois – e a campainha da porta batia, alto, rascante. Ali, a dois metros, atrás da porta escura, estava respirando e esperando um inimigo. Se abríssemos, ele – fosse quem fosse – nos lançaria um olhar, diria alguma coisa – e então o nosso mundo seria invadido.
    No segundo dia ainda hesitamos; mas resolvemos deixar que o pão e o leite ficassem lá fora; o jornal era remetido por baixo da porta, mas nenhum de nós o recolhia. Nossas provisões eram pequenas; no terceiro dia já tomávamos café sem açúcar, no quarto a despensa estava praticamente vazia. No apartamento mal iluminado íamos emagrecendo de felicidade. Devíamos estar ficando pálidos, e às vezes, unidos, olhos nos olhos, nos perguntávamos se tudo não era um sonho.
   O relógio parara, havia apenas aquela tênue claridade que vinha das janelas sempre fechadas. Mais tarde essa luz do dia distante, do dia dos outros, ia se perdendo, e então era apenas uma pequena lâmpada no chão que projetava nossas sombras nas paredes do quarto e vagamente escoava pelo corredor, lançava ainda uma penumbra confusa na sala, onde não íamos mais. Pouco falávamos: se o inimigo estivesse escutando às nossas portas, mal ouviria vagos murmúrios; e a nossa felicidade imensa era ponteada de alegrias menores e inocentes, a água forte e grossa do chuveiro, a fartura festiva de toalhas limpas, de lençóis de linho.
    O mundo ia pouco a pouco desistindo de nós; o telefone batia menos e a campainha da porta quase nunca. Ah, nós tínhamos vindo de muito e muito amargor, muita hesitação, longa tortura e remorso; agora a vida era nós dois apenas. Sabíamos estar condenados; os inimigos, os outros, o resto da população do mundo nos esperava para lançar olhares, dizer coisas, ferir com maldade ou tristeza o nosso mundo, nosso pequeno mundo que ainda podíamos defender um dia ou dois, nosso mundo trêmulo de felicidade, sonâmbulo, irreal, fechado, e tão louco e tão bobo e tão bom como nunca mais haverá.
    No sexto dia sentimos que tudo conspirava contra nós. Que importa a uma grande cidade que haja um apartamento fechado em alguns de seus milhares edifícios – que importa que lá dentro não haja ninguém, ou que um homem e uma mulher ali estejam, pálidos, se movendo na penumbra como dentro de um sonho? Entretanto, a cidade, que durante uns dois ou três dias parecia nos haver esquecido, voltava subitamente a atacar.
    O telefone tocava, batia dez, quinze vezes, calava-se alguns minutos, voltava a chamar: e assim três, quatro vezes sucessivas. Alguém vinha e apertava a campainha; esperava; apertava outra vez; experimentava a maçaneta da porta; batia com os nós dos dedos, cada vez mais forte, como se tivesse certeza de que havia alguém lá dentro.
    Ficávamos quietos, abraçados, até que o desconhecido se afastasse, voltasse para a rua, para a sua vida, nos deixasse em nossa felicidade que fluía num encantamento constante. Eu sentia dentro de mim, doce, essa espécie de saturação boa, como um veneno que tonteia, como se os meus cabelos já tivessem o cheiro de seus cabelos, como se o cheiro de sua pele tivesse entrado na minha.
    Nossos corpos tinham chegado a um entendimento que era além do amor, eles tendiam a se parecer no mesmo repetido jogo lânguido, e uma vez que, sentado de frente para a janela, por onde filtrava um eco pálido de luz, eu a contemplava tão pura e nua, ela disse: “Meu Deus, seus olhos estão esverdeando”. Nossas palavras baixas eram murmuradas pela mesma voz, nossos gestos eram parecidos e integrados, como se o amor fosse um longo ensaio para que um movimento chamasse outro; inconscientemente compúnhamos esse jogo de um ritmo imperceptível como um lento bailado.
    Mas naquela manhã ela se sentiu tonta, e senti também minha fraqueza; resolvi sair, era preciso dar uma escapada para obter víveres; vesti-me, lentamente, calcei os sapatos como quem faz algo de estranho; que horas seriam? Quando cheguei à rua e olhei, com um vago temor, um sol extraordinariamente claro me bateu nos olhos, na cara, desceu pela minha roupa, senti vagamente que aquecia meus sapatos.
    Fiquei um instante parado, encostado à parede, olhando aquele movimento sem sentido, aquelas pessoas e veículos irreais que se cruzavam; tive uma tonteira, e uma sensação dolorosa no estômago. Havia um grande caminhão vendendo uvas, pequenas uvas escuras; comprei cinco quilos, o homem fez um grande embrulho; voltei, carregando aquele embrulho de encontro ao peito, como se fosse a minha salvação. 
    E levei dois, três minutos, na sala de janelas absurdamente abertas, diante de um desconhecido, para compreender que o milagre se acabara; alguém viera e batera à porta e ela abrira pensando que fosse eu, e então já havia também o carteiro querendo recibo de uma carta registrada e, quando o telefone bateu, foi preciso atender, e nosso mundo foi invadido, atravessado, desfeito, perdido para sempre – senti que ela me disse isto num instante, num olhar entretanto lento (achei seus olhos muito claros, há muito tempo que não os via assim, em plena luz) um olhar de apelo e de tristeza, onde, entretanto, ainda havia uma inútil, resignada esperança.

(Disponível em: 200 crônicas escolhidas: as melhores de Rubem Braga. Record. 1977.) 
“Se abríssemos, ele – fosse quem fosse – nos lançaria um olhar, diria alguma coisa – e então o nosso mundo seria invadido.” (3º§) Tendo em vista que os tempos verbais assumem diversos valores semânticos, na passagem anterior, as expressões destacadas exprimem ações 
Alternativas
Q2345948 Português
Os amantes 

    Nos dois primeiros dias, sempre que o telefone tocava, um de nós esboçava um movimento, um gesto de quem vai atender. Mas o movimento era cortado no ar. Ficávamos imóveis, ouvindo a campainha bater, silenciar, bater outra vez. Havia um certo susto, como se aquele trinado repetido fosse uma acusação, um gesto agudo nos apontando.
    Era preciso que ficássemos imóveis, talvez respirando com mais cuidado, até que o aparelho silenciasse. Então tínhamos um suspiro de alívio. Havíamos vencido mais uma vez os nossos inimigos. Nossos inimigos eram toda a população da cidade imensa, que transitava lá fora nos veículos dos quais nos chegava apenas um ruído distante de motores, a sinfonia abafada das buzinas, às vezes o ruído do elevador.
    Sabíamos quando alguém parava o elevador em nosso andar; tínhamos o ouvido apurado, pressentíamos os passos na escada antes que eles se aproximassem. A sala da frente estava sempre de luz apagada. Sentíamos, lá fora, o emissário do inimigo. Esperávamos quietos. Um segundo, dois – e a campainha da porta batia, alto, rascante. Ali, a dois metros, atrás da porta escura, estava respirando e esperando um inimigo. Se abríssemos, ele – fosse quem fosse – nos lançaria um olhar, diria alguma coisa – e então o nosso mundo seria invadido.
    No segundo dia ainda hesitamos; mas resolvemos deixar que o pão e o leite ficassem lá fora; o jornal era remetido por baixo da porta, mas nenhum de nós o recolhia. Nossas provisões eram pequenas; no terceiro dia já tomávamos café sem açúcar, no quarto a despensa estava praticamente vazia. No apartamento mal iluminado íamos emagrecendo de felicidade. Devíamos estar ficando pálidos, e às vezes, unidos, olhos nos olhos, nos perguntávamos se tudo não era um sonho.
   O relógio parara, havia apenas aquela tênue claridade que vinha das janelas sempre fechadas. Mais tarde essa luz do dia distante, do dia dos outros, ia se perdendo, e então era apenas uma pequena lâmpada no chão que projetava nossas sombras nas paredes do quarto e vagamente escoava pelo corredor, lançava ainda uma penumbra confusa na sala, onde não íamos mais. Pouco falávamos: se o inimigo estivesse escutando às nossas portas, mal ouviria vagos murmúrios; e a nossa felicidade imensa era ponteada de alegrias menores e inocentes, a água forte e grossa do chuveiro, a fartura festiva de toalhas limpas, de lençóis de linho.
    O mundo ia pouco a pouco desistindo de nós; o telefone batia menos e a campainha da porta quase nunca. Ah, nós tínhamos vindo de muito e muito amargor, muita hesitação, longa tortura e remorso; agora a vida era nós dois apenas. Sabíamos estar condenados; os inimigos, os outros, o resto da população do mundo nos esperava para lançar olhares, dizer coisas, ferir com maldade ou tristeza o nosso mundo, nosso pequeno mundo que ainda podíamos defender um dia ou dois, nosso mundo trêmulo de felicidade, sonâmbulo, irreal, fechado, e tão louco e tão bobo e tão bom como nunca mais haverá.
    No sexto dia sentimos que tudo conspirava contra nós. Que importa a uma grande cidade que haja um apartamento fechado em alguns de seus milhares edifícios – que importa que lá dentro não haja ninguém, ou que um homem e uma mulher ali estejam, pálidos, se movendo na penumbra como dentro de um sonho? Entretanto, a cidade, que durante uns dois ou três dias parecia nos haver esquecido, voltava subitamente a atacar.
    O telefone tocava, batia dez, quinze vezes, calava-se alguns minutos, voltava a chamar: e assim três, quatro vezes sucessivas. Alguém vinha e apertava a campainha; esperava; apertava outra vez; experimentava a maçaneta da porta; batia com os nós dos dedos, cada vez mais forte, como se tivesse certeza de que havia alguém lá dentro.
    Ficávamos quietos, abraçados, até que o desconhecido se afastasse, voltasse para a rua, para a sua vida, nos deixasse em nossa felicidade que fluía num encantamento constante. Eu sentia dentro de mim, doce, essa espécie de saturação boa, como um veneno que tonteia, como se os meus cabelos já tivessem o cheiro de seus cabelos, como se o cheiro de sua pele tivesse entrado na minha.
    Nossos corpos tinham chegado a um entendimento que era além do amor, eles tendiam a se parecer no mesmo repetido jogo lânguido, e uma vez que, sentado de frente para a janela, por onde filtrava um eco pálido de luz, eu a contemplava tão pura e nua, ela disse: “Meu Deus, seus olhos estão esverdeando”. Nossas palavras baixas eram murmuradas pela mesma voz, nossos gestos eram parecidos e integrados, como se o amor fosse um longo ensaio para que um movimento chamasse outro; inconscientemente compúnhamos esse jogo de um ritmo imperceptível como um lento bailado.
    Mas naquela manhã ela se sentiu tonta, e senti também minha fraqueza; resolvi sair, era preciso dar uma escapada para obter víveres; vesti-me, lentamente, calcei os sapatos como quem faz algo de estranho; que horas seriam? Quando cheguei à rua e olhei, com um vago temor, um sol extraordinariamente claro me bateu nos olhos, na cara, desceu pela minha roupa, senti vagamente que aquecia meus sapatos.
    Fiquei um instante parado, encostado à parede, olhando aquele movimento sem sentido, aquelas pessoas e veículos irreais que se cruzavam; tive uma tonteira, e uma sensação dolorosa no estômago. Havia um grande caminhão vendendo uvas, pequenas uvas escuras; comprei cinco quilos, o homem fez um grande embrulho; voltei, carregando aquele embrulho de encontro ao peito, como se fosse a minha salvação. 
    E levei dois, três minutos, na sala de janelas absurdamente abertas, diante de um desconhecido, para compreender que o milagre se acabara; alguém viera e batera à porta e ela abrira pensando que fosse eu, e então já havia também o carteiro querendo recibo de uma carta registrada e, quando o telefone bateu, foi preciso atender, e nosso mundo foi invadido, atravessado, desfeito, perdido para sempre – senti que ela me disse isto num instante, num olhar entretanto lento (achei seus olhos muito claros, há muito tempo que não os via assim, em plena luz) um olhar de apelo e de tristeza, onde, entretanto, ainda havia uma inútil, resignada esperança.

(Disponível em: 200 crônicas escolhidas: as melhores de Rubem Braga. Record. 1977.) 
Considerando aspectos e estrutura textuais, é correto afirmar que o texto tem como principal objetivo: 
Alternativas
Q2345886 Português
Os segmentos a seguir fazem parte de um texto único, mas estão colocados fora da ordem original.

1. — O Lobo, mostrando—se mais raivoso tornou a falar: — Por isso, tens que praguejar? Há seis meses teu pai também me ofendeu! Respondeu o Cordeiro: — Creio que há um engano, porque eu nasci há apenas três meses, então não havia nascido e por isso não tenho culpa. 
2. — Em um pequeno córrego, bebia água um Lobo esfomeado, quando chegou, mais abaixo da corrente de água um Cordeiro, que começou também a beber. 
3. — O Lobo replicou: — Tens culpa pelo estrago que fizestes pastando em meu campo. Disse o Cordeiro: — Isso não parece possível, porque ainda não tenho dentes. 
4. — O Lobo olhou com os olhos sanguinários e arreganhando os dentes disse: — Como ousas turvar a água onde bebemos?  O Cordeiro respondeu com humildade: — Eu estou abaixo de onde bebes e não poderia sujar a tua água. 
5. — O Lobo, sem mais razões, saltou sobre o Cordeiro, e o comeu.

Assinale a opção que indica a ordem desses segmentos que restabelece a forma original da fábula.
Alternativas
Q2345881 Português
As formas de comparar duas coisas são muito variadas; assinale a frase em que não ocorre uma comparação. 
Alternativas
Q2345880 Português
Assinale a opção que indica a frase que não se encaixa no campo temático da religião. 
Alternativas
Q2345879 Português
Assinale a opção que indica o vocábulo que não está ligado ao campo semântico da fala. 
Alternativas
Q2345806 Português
Pela situação textual de cada fragmento a seguir, pode-se inferir a profissão do personagem; assinale a opção em que a indicação dessa profissão é inadequada. 
Alternativas
Q2345508 Português
Em uma oficina mecânica, havia um cartaz que dizia: 
Imagem associada para resolução da questão

Pode-se concluir dessa placa que 
Alternativas
Q4381540 Português
Os indígenas são povos que há milhares de anos já habitavam – principalmente – a costa do território brasileiro, muito antes da invasão europeia. Estimativas demográficas calcularam a existência de cerca de 5 milhões de índios na época em que Pedro Álvares Cabral chegou à terra atualmente conhecida como Brasil. (OS INDÍGENAS, 2023).
Analise as proposições a seguir e marque V ou F, conforme sejam verdadeiras ou falsas.
( ) Já existiam povos que se organizavam e ocuparam o território com suas culturas próprias desde antes de 1500 e até hoje permanecem. ( ) Os índios se subordinaram de forma pacífica aos colonizadores ao longo de todo processo de ocupação do território brasileiro. ( ) Os europeus trouxeram consigo doenças contagiosas e letais para os indígenas que até então não haviam tido contato com tais enfermidades, doenças como a varíola, o sarampo, a tuberculose, a gripe e a coqueluche. ( ) No processo de expansão da coroa portuguesa no Brasil, alguns indígenas, com a ilusão de que suas vidas, de alguma forma, seriam facilitadas, aliançaram-se aos portugueses, auxiliando até mesmo nas guerras contra outros povos.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a
Alternativas
Q4381539 Português
Os indígenas são povos que há milhares de anos já habitavam – principalmente – a costa do território brasileiro, muito antes da invasão europeia. Estimativas demográficas calcularam a existência de cerca de 5 milhões de índios na época em que Pedro Álvares Cabral chegou à terra atualmente conhecida como Brasil. (OS INDÍGENAS, 2023).
Sobre os povos indígenas que habitavam o Brasil é incorreto afirmar: 
Alternativas
Q4379012 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



"Mulher biônica": sueca recupera sensibilidade com mão robótica controlada pela mente



Houve uma época em que a mão biônica de Luke Skywalker em "Star Wars" parecia uma coisa completamente distante, uma "viagem" mesmo. Mas agora, uma mulher sueca de 50 anos tem pelo menos uma coisa em comum com o Mestre Jedi − ou quase isso.


Karin perdeu a mão direita há mais de 20 anos em um acidente agrícola. Durante essas duas décadas, ela fez uso das próteses tradicionais, mas sempre precisou lidar com a dor fantasma "insuportável" e o desconforto.


Segundo ela, a sensação era de que sua mão estava "constantemente em um moedor de carne, o que causava muito estresse" e que, por isso, "precisava tomar várias doses e diferentes analgésicos".


Ela concordou em fazer parte de um experimento que lhe daria uma mão biônica − e agora é a primeira pessoa no mundo com uma amputação abaixo do cotovelo que consegue conectar com sucesso a prótese com o seu sistema neuro musculoesquelético.


Girar maçanetas, cozinhar e realizar outras atividades cotidianas voltou a fazer parte da vida da sueca. Os engenheiros e médicos responsáveis são do Center for Bionics and Pain Research, uma colaboração multidisciplinar entre diversas organizações internacionais.


O estudo, publicado na Science Robotics, afirma que Karin consegue realizar 80% do que costumava fazer com as duas mãos e ainda sentir algumas sensações no braço artificial.


Para isso, a equipe incorporou um controlador, uma bateria em forma de pulso e um acoplador mecatrônico (um dispositivo usado para transmitir energia) que se conecta à interface neuro musculoesquelética. Eles reorganizaram músculos e nervos que restavam no braço, além de eliminar os neuromas (um dos responsáveis pela dor fantasma quando alguém perde um membro, segundo Max Ortiz Catalan, coautor do estudo e chefe de pesquisa em próteses neurais do Bionics Institute da Austrália).


Para transmitir os sinais do cérebro à mão biônica, enviar os comandos e proporcionar uma sensação de tato, os médicos transferiram um enxerto muscular da perna de Karin para o braço − assim, os nervos puderam se conectar novamente com um alvo natural.


Com um eletrodo nos músculos, um sinal elétrico do cérebro para mão é impulsionado e algoritmos de inteligência artificial dentro da prótese interpretam o comando, permitindo que ela movimente o membro.


Ortiz Catalan disse à CNN que as dores podem ser reduzidas de forma significativa. Para Karin, o nível caiu de 5 para 3, tanto que ela não precisa mais de analgésicos para dormir.


"Ainda estamos longe das mãos de Luke Skywalker", disse Catalan. "E não estamos perto de todas as funções de uma mão biológica, mas definitivamente demos um passo considerável".


Essa é só uma das boas notícias que o CNN Good News traz nesta semana. O programa digital vai ao ar toda sexta-feira, no canal do YouTube da CNN Pop, e fica disponível para rever sempre que quiser dar um respiro na semana.


Parceria com o AdoteViCa


O programa de boas notícias da CNN Brasil conta com cachorrinhos que estão a espera de uma nova família. Todo programa, o "elenco" pode ser adotado no AdoteViCa, um centro que recebe animais resgatados ou em situação de risco de ONGs parceiras.


É possível encontrar todos os bichinhos para adoção na página do Instagram do Adote ViCa, além de informações sobre idade, raça, vacinas e idade.



https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/tecnologia/mulher-bionica-sueca-recupera-sensibilidade-e-com-mao-robotica-controlada-pela-mente/


Qual foi o resultado do experimento realizado com a sueca Karin, que recebeu uma mão biônica? 
Alternativas
Q4378994 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão



Nem surgisse um olhar de piedade ou de amor


Nem houvesse uma branca mão que apaziguasse minha fronte palpitante...


Eu estaria sempre como um círio queimando para o céu a minha fatalidade


Sobre o cadáver ainda morno desse passado adolescente.


Talvez no espaço perfeito aparecesse a visão nua


Ou talvez a porta do oratório se fosse abrindo misteriosamente...


Eu estaria esquecido, tateando suavemente a face do filho morto


Partido de dor, chorando sobre o seu corpo insepultável.


Talvez da carne do homem prostrado se visse sair uma sombra igual à minha


Que amasse as andorinhas, os seios virgens, os perfumes e os lírios da terra


Talvez... mas todas as visões estariam também em minhas lágrimas boiando


E elas seriam como óleo santo e como pétalas se derramando sobre o nada.


Alguém gritaria longe: - "Quantas rosas nos deu a primavera!..."


Eu olharia vagamente o jardim cheio de sol e de cores noivas se enlaçando


Talvez mesmo meu olhar seguisse da flor o voo rápido de um pássaro


Mas sob meus dedos vivos estaria a sua boca fria e os seus cabelos luminosos.


Rumores chegariam a mim, distintos como passos na madrugada


Uma voz cantou, foi a irmã, foi a irmã vestida de branco! - a sua voz é fresca como o orvalho...


Beijam-me a face - irmã vestida de azul, por que estás triste?


Deu-te a vida a velar um passado também?


Voltaria o silêncio - seria uma quietude de nave em Senhor Morto


Numa onda de dor eu tomaria a pobre face em minhas mãos angustiadas


Auscultaria o sopro, diria à toa - Escuta, acorda


Por que me deixaste assim sem me dizeres quem eu sou?


E o olhar estaria ansioso esperando


E a cabeça ao sabor da mágoa balançando 


E o coração fugindo e o coração voltando


E os minutos passando e os minutos passando...


No entanto, dentro do sol a minha sombra se projeta


Sobre as casas avança o seu vago perfil tristonho


Anda, dilui-se, dobra-se nos degraus das altas escadas silenciosas


E morre quando o prazer pede a treva para a consumação da sua miséria.


É que ela vai sofrer o instante que me falta


Esse instante de amor, de sonho, de esquecimento


E quando chega, a horas mortas, deixa em meu ser uma braçada de lembranças


Que eu desfolho saudoso sobre o corpo embalsamado do eterno ausente.


Nem surgisse em minhas mãos a rósea ferida


Nem porejasse em minha pele o sangue da agonia...


Eu diria - Senhor, por que me escolheste a mim que sou escravo


Por que me chagaste a mim cheio de chagas?


Nem do meu vazio te criasses, anjo que eu sonhei de brancos seios


De branco ventre e de brancas pernas acordadas


Nem vibrasses no espaço em que te moldei perfeita...


Eu te diria - Por que vieste te dar ao já vendido?


Oh, estranho húmus deste ser inerme e que eu sinto latente


Escorre sobre mim como o luar nas fontes pobres


Embriaga o meu peito do teu bafo que é como o sândalo


Enche o meu espírito do teu sangue que é a própria vida!


Fora, um riso de criança - longínqua infância da hóstia consagrada


Aqui estou ardendo a minha eternidade junto ao teu corpo frágil!


Eu sei que a morte abrirá no meu deserto fontes maravilhosas


E vozes que eu não sabia em mim lutarão contra a Voz.


Agora porém estou vivendo da tua chama como a cera


O infinito nada poderá contra mim porque de mim quer tudo


Ele ama no teu sereno cadáver o terrível cadáver que eu seria


O belo cadáver nu cheio de cicatriz e de úlceras. Quem chamou por mim, tu, mãe? Teu filho sonha...


Lembras-te, mãe, a juventude, a grande praia enluarada...


Pensaste em mim, mãe? Oh, tudo é tão triste 


 A casa, o jardim, o teu olhar, o meu olhar, o olhar de Deus...


E sob a minha mão tenho a impressão da boca fria murmurando


Sinto-me cego e olho o céu e leio nos dedos a mágica lembrança


Passastes, estrelas... Voltais de novo arrastando brancos véus


Passastes, luas... Voltais de novo arrastando negros véus... ?



Vinicius de Moraes?. em: Moraes, V. de. Poesia completa e prosa. 4a ed., rio de Janeiro, nova aguilar, 2004. 

Assinale a alternativa que melhor descreva o sentimento do eu lírico no poema O Olhar para Trás de Vinicius de Moraes:
Alternativas
Q4375921 Português

Leia o texto abaixo. 



Depois do anoitecer


        Bem na hora em que a gente começa a ficar com sono, outros animais estão só começando o dia. Trocar o dia pela noite pode parecer estranho para nós, mas faz parte do estilo de vida de algumas espécies. Por exemplo, três quartos dos mamíferos da fauna brasileira têm hábitos noturnos, ou seja, concentram suas atividades – como se reproduzir, comer e marcar território – no período da noite. Alguns exemplos são o gato-do-mato, o maracajá, a jaguatirica, a suçuarana, a onça-pintada, o gato-palheiro e o lobo-guará. Mas há muitos outros. 


        O jupará, por exemplo, mamífero da família do guaxinim, faz tudo durante a noite. Típico da Mata Atlântica, esse bicho se alimenta principalmente da carne que captura em suas caçadas noturnas (apesar de gostar de comer fruta de vez em quando). E não quer sair de dia de jeito nenhum! Para você ter uma ideia, no Zoológico do Rio de Janeiro havia um viveiro com sete juparás e, mesmo assim, era praticamente impossível vê-los durante o dia. [...] 



FARAH, Pedro Paulo; FERREIRA, Maria Beatriz. Ciência Hoje das Crianças, Rio de janeiro, n. 206, p. 4, out. 2009. Fragmento.

Nesse texto, qual é o animal que gosta de comer fruta de vez em quando?  
Alternativas
Q4375550 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.


Preço do livro é o que mais desmotiva novos leitores, segundo pesquisa inédita


       O preço dos livros é determinante na escolha do leitor brasileiro — ou do leitor em potencial — de comprar ou não um exemplar, conforme mostra uma pesquisa inédita divulgada pela consultoria Nielsen em parceria com a Câmara Brasileira do Livro.


        O estudo fez um panorama de quem são os consumidores de livros no país, concluindo que hoje 16% da população brasileira tem esse hábito — ou seja, afirma ter pago por ao menos um exemplar nos últimos 12 meses. Desses leitores, 57% são mulheres. Entre as pessoas que não compram livros, 35% respondem que o principal motivo é julgar o produto caro demais, uma percepção quase homogênea entre todas as classes sociais. O valor salgado pontua na pesquisa acima de outros fatores como a ausência de lojas por perto ou a falta de tempo para leitura.


        É curioso perceber, no entanto, que 85% dos brasileiros que não se identificam como compradores de livros ainda afirmam que a leitura é uma atividade importante ou muito importante, e a maioria deles diz ter intenção de ler mais no próximo ano. A percepção comum de que o livro é caro no Brasil alarma o mercado editorial, que costuma trabalhar com previsões de lucro modestas e teme a desvalorização do produto, dada a quantidade de descontos que têm virado regra na indústria.


        Basta ver que 55% dos compradores de livros impressos, segundo a pesquisa, preferem o varejo online, que trabalha com descontos bem mais agressivos que as livrarias físicas. 64% dos compradores de livros nas plataformas virtuais afirmam ter sido estimulados por descontos, enquanto nas lojas presenciais essa taxa fica em 43%. Os motivos citados pelos compradores como decisivos são, acima de tudo, os preços, logo seguidos por comodidades como frete grátis, velocidade de entrega e disponibilidade.


        A pesquisa da Nielsen foi realizada em outubro por meio de um questionário com 16 mil pessoas com mais de 18 anos, com marjem de erro de 0,8 ponto percentual.


PORTO, Walter. Preço do livro é o que mais desmotiva novos leitores, segundo

pesquisa inédita. Folha de São Paulo. Adaptado. Disponível em:

https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2023/12/preco-do-livro-e-o-que-mais

desmotiva-novos-leitores-segundo-pesquisa-inedita.shtml. Acesso em

09/12/2023.

No trecho “(...)que trabalha com descontos bem mais agressivos que as livrarias físicas.”, o termo em destaque pode ser substituído, de acordo com o contexto, por
Alternativas
Q4375549 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.


Preço do livro é o que mais desmotiva novos leitores, segundo pesquisa inédita


       O preço dos livros é determinante na escolha do leitor brasileiro — ou do leitor em potencial — de comprar ou não um exemplar, conforme mostra uma pesquisa inédita divulgada pela consultoria Nielsen em parceria com a Câmara Brasileira do Livro.


        O estudo fez um panorama de quem são os consumidores de livros no país, concluindo que hoje 16% da população brasileira tem esse hábito — ou seja, afirma ter pago por ao menos um exemplar nos últimos 12 meses. Desses leitores, 57% são mulheres. Entre as pessoas que não compram livros, 35% respondem que o principal motivo é julgar o produto caro demais, uma percepção quase homogênea entre todas as classes sociais. O valor salgado pontua na pesquisa acima de outros fatores como a ausência de lojas por perto ou a falta de tempo para leitura.


        É curioso perceber, no entanto, que 85% dos brasileiros que não se identificam como compradores de livros ainda afirmam que a leitura é uma atividade importante ou muito importante, e a maioria deles diz ter intenção de ler mais no próximo ano. A percepção comum de que o livro é caro no Brasil alarma o mercado editorial, que costuma trabalhar com previsões de lucro modestas e teme a desvalorização do produto, dada a quantidade de descontos que têm virado regra na indústria.


        Basta ver que 55% dos compradores de livros impressos, segundo a pesquisa, preferem o varejo online, que trabalha com descontos bem mais agressivos que as livrarias físicas. 64% dos compradores de livros nas plataformas virtuais afirmam ter sido estimulados por descontos, enquanto nas lojas presenciais essa taxa fica em 43%. Os motivos citados pelos compradores como decisivos são, acima de tudo, os preços, logo seguidos por comodidades como frete grátis, velocidade de entrega e disponibilidade.


        A pesquisa da Nielsen foi realizada em outubro por meio de um questionário com 16 mil pessoas com mais de 18 anos, com marjem de erro de 0,8 ponto percentual.


PORTO, Walter. Preço do livro é o que mais desmotiva novos leitores, segundo

pesquisa inédita. Folha de São Paulo. Adaptado. Disponível em:

https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2023/12/preco-do-livro-e-o-que-mais

desmotiva-novos-leitores-segundo-pesquisa-inedita.shtml. Acesso em

09/12/2023.

De acordo com o texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q4375451 Português
Texto II

Nosso Sonho

[...]
Naquele lugar, naquele local
Era lindo o seu olhar
Eu te avistei, foi fenomenal
Houve uma chance de falar

Gostei de você, quero te alcançar
Tem um ímã que fez eu me hospedar
Nossas emoções eram ilícitas
Que, apesar das vibrações
Proibia o amor em nossos corações

Ziguezaguiei no vira, virou
Você quis me dar as mãos, não alcançou
Bem que eu tentei, algo atrapalhou
A distância não deixou

Foi com muita fé nessa ilustração
Que eu não dei bola para a ilusão
Homem e mulher, vira em inversão
Bate forte o coração

Tumultuado, o palco quase caiu
Eu desditoso e você se distraiu
Quando estendi as mãos pra poder te segurar
Já arranhado, e toda hora vinha uma
A impressão que o palco era de espuma
Você tentou chegar, não deu pra me tocar

Nosso sonho não vai terminar
Desse jeito que você faz
Se o destino adjudicar
Esse amor poderá ser capaz, gatinha!
osso sonho não vai terminar
Desse jeito que você faz
E depois que o baile acabar
Vamos nos encontrar logo mais
[...]

Os teus cabelos cobriam os lábios teus
Não permitindo encontrar os meus
E você é baixinha, gatinha, eu vou parar
Mas tudo isso porque eu me sinto coroão
Tu tens apenas metade da minha ilusão
Seus doze aninhos permitem somente um olhar

Nosso sonho não vai terminar
Desse jeito que você faz
Se o destino adjudicar
Esse amor poderá ser capaz
Nosso sonho não vai terminar
Desse jeito que você faz
E depois que o baile acabar
Vamos nos encontrar logo mais
Nosso sonho não vai terminar

(Composição: MC Buchecha)


Uma interpretação possível para o termo “adjudicar” no contexto empregado no Texto II seria:
Alternativas
Q4375450 Português
Texto II

Nosso Sonho

[...]
Naquele lugar, naquele local
Era lindo o seu olhar
Eu te avistei, foi fenomenal
Houve uma chance de falar

Gostei de você, quero te alcançar
Tem um ímã que fez eu me hospedar
Nossas emoções eram ilícitas
Que, apesar das vibrações
Proibia o amor em nossos corações

Ziguezaguiei no vira, virou
Você quis me dar as mãos, não alcançou
Bem que eu tentei, algo atrapalhou
A distância não deixou

Foi com muita fé nessa ilustração
Que eu não dei bola para a ilusão
Homem e mulher, vira em inversão
Bate forte o coração

Tumultuado, o palco quase caiu
Eu desditoso e você se distraiu
Quando estendi as mãos pra poder te segurar
Já arranhado, e toda hora vinha uma
A impressão que o palco era de espuma
Você tentou chegar, não deu pra me tocar

Nosso sonho não vai terminar
Desse jeito que você faz
Se o destino adjudicar
Esse amor poderá ser capaz, gatinha!
osso sonho não vai terminar
Desse jeito que você faz
E depois que o baile acabar
Vamos nos encontrar logo mais
[...]

Os teus cabelos cobriam os lábios teus
Não permitindo encontrar os meus
E você é baixinha, gatinha, eu vou parar
Mas tudo isso porque eu me sinto coroão
Tu tens apenas metade da minha ilusão
Seus doze aninhos permitem somente um olhar

Nosso sonho não vai terminar
Desse jeito que você faz
Se o destino adjudicar
Esse amor poderá ser capaz
Nosso sonho não vai terminar
Desse jeito que você faz
E depois que o baile acabar
Vamos nos encontrar logo mais
Nosso sonho não vai terminar

(Composição: MC Buchecha)


De acordo com o Texto II, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4373542 Português

Leia o texto abaixo e responda a questão:



A campanha "Agosto Dourado" conscientiza sobre a importância do aleitamento materno



    O mês de agosto é conhecido como “Agosto Dourado” por simbolizar a luta pelo incentivo à amamentação – a cor dourada está relacionada ao padrão ouro de qualidade do leite materno.


    De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), por ano, cerca de seis milhões de vidas são salvas por causa do aumento das taxas de amamentação exclusiva até o sexto mês de idade.


    O leite materno é considerado o alimento mais completo para os primeiros meses de vida. É nele que estão contidas todas as proteínas, vitaminas, gorduras, água e os nutrientes necessários para o saudável desenvolvimento dos bebês.



(https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-nordeste/hujb-ufcg/comunicacao/noticias/acampanha-agosto-dourado-conscientiza-a-importancia-do-aleitamento-materno)

Assinale a alternativa incorreta, de acordo com o texto: 
Alternativas
Q4373502 Português
Fóssil gaúcho mostra ‘saco aéreo’ que empoderou dinos


    Quando surgiram, há quase 300 milhões de anos, os dinossauros tinham tamanhos que variavam entre alguns centímetros e poucos metros. Uma inovação nas suas evoluções foi o segredo para que gerações seguintes alcançassem até 40 metros de altura, enquanto outros conseguiam voar: o “saco aéreo”, estrutura que permitia a entrada de mais oxigênio nos ossos.
     Um grupo de paleontólogos brasileiros descobriu no Rio Grande do Sul o fóssil mais antigo de dinossauro beneficiado por esse recurso. O Macrocollum itaquii, descrito em um artigo na revista Anatomical Record, viveu no período Triássico, há cerca de 225 milhões de anos. Ele possuía 3 metros de comprimento e era o maior do seu tempo. A descoberta foi feita no sítio paleontológico de Agudo (RS).
    Primeiro autor do artigo, tema de sua tese de doutorado, Tito Aureliano explicou que a ciência já sabia da existência dos sacos aéreos. Mas essa foi a primeira vez que se localizou a origem dessa estrutura. “Foi uma inovação da evolução, que permitiu os dois caminhos: o gigantismo de alguns grupos, e o voo, no caso dos pterossauros” explicou o paleontólogo da Unicamp. “Era uma vantagem evolutiva. Em algum momento, surgiram os sacos aéreos, que serviram para ampliar a quantidade de oxigênio dentro dos bichos. O dinossauro tinha maiores condições para ser mais explosivo, caçar e correr.”
      O Macrocollum itaquii surgiu cerca de 8 milhões de anos após o início da existência dos dinossauros. Aureliano explica que, por muito tempo, havia um grande enigma sobre se havia um ancestral comum com saco aéreo para as três linhagens destes animais (dinossauros carnívoros, pescoçudos e pterossauros), ou esse traço evolutivo ocorreu independentemente em cada linhagem. Com essa descoberta, confirmouse a hipótese de que as evoluções aconteceram de forma independente. O Macrocollum está na origem evolutiva dos dinossauros dos tipos pescoçudos, que englobam os titanossauros, herbívoros que chegaram a ter até 40 metros de altura nos períodos Jurássico e Cretáceo, e viveram principalmente, no Hemisfério Sul, como no Sudeste brasileiro. Segundo Aureliano, as próximas pesquisas devem ser sobre as origens das outras duas linhagens. “Falta descobrir as linhagens dos carnívoros e dos pterossauros” diz , lembrando de outra lacuna: “Algo aconteceu que os dinossauros gigantes foram se dando melhor nessas regiões tropicais e subtropicais do Hemisfério Sul”.



Fonte: Jornal O Globo, edição de 20 de abril de 2023.  
 Com base nas informações do texto e nas relações existentes entre as partes que o compõem, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q4370784 Português

Leia o texto abaixo e responda a questão:



A lebre e a tartaruga



    — Tenho pena de você —, disse uma vez a lebre à tartaruga: — obrigada a andar com a tua casa às costas, não podes passear, correr, brincar, e livrar-te de teus inimigos.

    — Guarda para ti a tua compaixão — disse a tartaruga — pesada como sou, e tu ligeira como te gabas de ser, apostemos que eu chego primeiro do que tu a qualquer meta que nos proponhamos a alcançar.

    — Vá feito, disse a lebre: só pela graça aceito a aposta. Ajustada a meta, pôs-se a tartaruga a caminho; a lebre que a via, pesada, ir remando em seco, ria-se como uma perdida; e pôs-se a saltar, a divertir-se; e a tartaruga ia-se adiantando.

    — Olá! camarada, disse-lhe a lebre, não te canses assim! Que galope é esse? Olha que eu vou dormir um pouquinho.

    E se bem o disse, melhor o fez; para escarnecer da tartaruga, deitou-se, e fingiu dormir, dizendo: sempre hei de chegar a tempo. De súbito olha; já era tarde; a tartaruga estava na meta, e vencedora lhe retribuía os seus deboches:

    — Que vergonha! Uma tartaruga venceu em ligeireza a uma lebre!


    MORAL DA HISTÓRIA: Nada vale correr; cumpre partir em tempo, e não se divertir pelo caminho.



(https://www.culturagenial.com/fabulas-de-esopo/)

Quais as personagens da história?
Alternativas
Respostas
9981: A
9982: C
9983: B
9984: E
9985: D
9986: C
9987: A
9988: B
9989: E
9990: C
9991: A
9992: C
9993: C
9994: C
9995: D
9996: C
9997: D
9998: C
9999: E
10000: C