Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Foram encontradas 36.580 questões

Q4137821 Português

Leia o texto para responder às próximas seis questões.


A mulher e a patroa. (Martha Medeiros).


Há homens que têm patroa. Ela sempre está em casa quando ele chega do trabalho. O jantar é rapidamente servido à mesa. Ela recebe um apertão na bochecha. A patroa pode ser jovem e bonita, mas tem uma atitude subserviente, o que lhe confere um certo ar robusto, como se fosse uma senhora de muitos anos atrás.


Há homens que têm mulher. Uma mulher que está em casa na hora que pode, às vezes chega antes dele, às vezes depois. Sua casa não é sua jaula nem seu fogão é industrial. A mulher beija seu marido na boca quando o encontra no fim do dia e recebe dele o melhor dos abraços. A mulher pode ser robusta e até meio feia, mas sua independência lhe confere um ar de garota, regente de si mesma.


Há homens que têm patroa, e mesmo que ela tenha tido apenas um filho, ou um casal, parece que gerou uma ninhada, tanto as crianças a solicitam e ela lhes é devota. A patroa é uma santa, muito boa esposa e muito boa mãe, tão boa que é assim que o marido a chama quando não a chama de patroa: mãezinha.


Há homens que têm mulher. Minha mulher, Suzana. Minha mulher, Cristina. Minha mulher, Tereza. Mulheres que têm nome, que só são chamadas de mãe pelos filhos, que não arrastam os pés pela casa nem confiscam o salário do marido, porque elas têm o dela. Não mandam nos caras, não obedecem os caras: convivem com eles.


Há homens que têm patroa. Vou ligar pra patroa. Vou perguntar pra patroa. Vou buscar a patroa. É carinho, dizem. Às vezes, é deboche. Quase sempre é muito cafona.


Há homens que têm mulher. Vou ligar para minha mulher. Vou perguntar para minha mulher. Vou buscar minha mulher. Não há subordinação consentida ou disfarçada. Não há patrões nem empregados. Há algo sexy no ar.


Há homens que têm patroa.


Há homens que têm mulher.


E há mulheres que escolhem o que querem ser.

De acordo com o texto, pode-se compreender que a expressão “subserviente” significa: 
Alternativas
Q4137816 Português

Leia o texto para responder às próximas seis questões.


A mulher e a patroa. (Martha Medeiros).


Há homens que têm patroa. Ela sempre está em casa quando ele chega do trabalho. O jantar é rapidamente servido à mesa. Ela recebe um apertão na bochecha. A patroa pode ser jovem e bonita, mas tem uma atitude subserviente, o que lhe confere um certo ar robusto, como se fosse uma senhora de muitos anos atrás.


Há homens que têm mulher. Uma mulher que está em casa na hora que pode, às vezes chega antes dele, às vezes depois. Sua casa não é sua jaula nem seu fogão é industrial. A mulher beija seu marido na boca quando o encontra no fim do dia e recebe dele o melhor dos abraços. A mulher pode ser robusta e até meio feia, mas sua independência lhe confere um ar de garota, regente de si mesma.


Há homens que têm patroa, e mesmo que ela tenha tido apenas um filho, ou um casal, parece que gerou uma ninhada, tanto as crianças a solicitam e ela lhes é devota. A patroa é uma santa, muito boa esposa e muito boa mãe, tão boa que é assim que o marido a chama quando não a chama de patroa: mãezinha.


Há homens que têm mulher. Minha mulher, Suzana. Minha mulher, Cristina. Minha mulher, Tereza. Mulheres que têm nome, que só são chamadas de mãe pelos filhos, que não arrastam os pés pela casa nem confiscam o salário do marido, porque elas têm o dela. Não mandam nos caras, não obedecem os caras: convivem com eles.


Há homens que têm patroa. Vou ligar pra patroa. Vou perguntar pra patroa. Vou buscar a patroa. É carinho, dizem. Às vezes, é deboche. Quase sempre é muito cafona.


Há homens que têm mulher. Vou ligar para minha mulher. Vou perguntar para minha mulher. Vou buscar minha mulher. Não há subordinação consentida ou disfarçada. Não há patrões nem empregados. Há algo sexy no ar.


Há homens que têm patroa.


Há homens que têm mulher.


E há mulheres que escolhem o que querem ser.

Analise o texto e marque a alternativa incorreta.
Alternativas
Q4137681 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Brain rot: vício em telas e o “apodrecimento” do cérebro

O membro da Comissão Organizadora do XV Congresso Paulista de Neurologia fala sobre o longo tempo gasto em telas e em conteúdos não estimulantes

    “Brain rot” foi eleita a expressão mais procurada do último ano, de acordo com o Dicionário Oxford. Ao pé da letra, o significado é “cérebro apodrecido” e está relacionado às consequências do vício em telas – principalmente entre crianças e adolescentes – ao consumir conteúdos pouco desafiadores e superficiais. Os efeitos desta condição são graves e preocupantes, já que estão diretamente atrelados ao desenvolvimento de transtornos mentais e prejudicam as interações sociais dos indivíduos.
Nesta edição, a Revista da APM conversou com o neurologista Marcel Simis, membro da Comissão Organizadora do XV Congresso Paulista de Neurologia, para esclarecer alguns pontos fundamentais sobre o tema. Ele demonstra como o brain rot pode potencializar distúrbios já existentes, de que forma se desenvolve, como evitar a condição e como tratá-la. Confira a seguir.

Como se caracteriza o brain rot e quais são os seus efeitos?

    Brain rot foi eleita a palavra do ano de 2024 pela Oxford University Press, mas é importante destacar que este não é um termo e nem um diagnóstico médico, já que não está incluído no DSM-5, que é o Manual Diagnóstico Estatístico dos Transtornos Mentais, e nem no CID10, que é o Manual das Doenças, então é um termo que não é um diagnóstico clínico. Porém, é um termo interessante que, inclusive, serve como importante alerta para a sociedade, porque está associado ao consumo excessivo de materiais e conteúdos online que são considerados triviais ou pouco desafiadores para a atividade cognitiva cerebral.
    Então, em tese, o termo coloca como se fosse um “apodrecimento cerebral” por uma exposição excessiva de conteúdos on-line que não geram maior engajamento mental ou maior atividade intelectual. No entanto, temos que tomar cuidado em dizer a expressão “apodrecimento cerebral”, porque, para alguns, pode soar que verdadeiramente acontece dos neurônios e das células cerebrais morrerem e apodrecerem, e não é isso. É até um termo que eu, pessoalmente, não gosto, por passar uma ideia como se fosse um dano estrutural dos neurônios que, na verdade, não acontece desta maneira. Todavia, embora não aconteça o dano estrutural, é algo, sim, preocupante, visto que o excesso de exposição a este tipo de conteúdo on-line pode trazer prejuízos para a vida da pessoa. 

Como o brain rot pode potencializar transtornos já existentes, como ansiedade, depressão e síndrome do pânico?

    Já existem estudos mostrando que a exposição excessiva a telas e diferentes conteúdos on-line está relacionada com a depressão, ansiedade, estresse e alteração na qualidade do sono. É interessante que não gera um dano neuronal, mas gera uma disfunção de circuitos neuronais. Um circuito que comumente é relatado, e há artigos científicos sobre o assunto, é um circuito dopaminérgico, ou seja, o que está relacionado com aspectos de recompensa e de reforço, que são associados à motivação, à vontade de perseguir algum objetivo. No caso, esse tipo de exposição a, por exemplo, vídeos curtos em aplicativos como YouTube e TikTok, entre outros, faz com que a pessoa fique engajada naquela atividade por muito tempo, buscando, então, essa rápida recompensa. Assim, bagunçando e desregulando o circuito dopaminérgico, a pessoa desenvolve algo semelhante mesmo a um vício dessa atividade online. É essa desregulação dos circuitos que predispõe a transtornos mentais nas pessoas que têm esse uso excessivo de telas.

Há algum tratamento para conseguir reverter esta situação? Quais as possibilidades?

    A boa notícia é que isso é tratável, então são alterações reversíveis. Na questão da criança é mais preocupante, porque não se sabe o quanto esse tipo de alteração pode ser duradoura ao longo da vida. Mas, já se sabe que muito desse processo é reversível, então com a pessoa deixando de ficar exposta à tela, essas alterações de circuitos dopaminérgicos, entre outros circuitos neuronais, tendem a se reestabelecer e aí reverte esse processo. Então, como tratar? É reduzindo, e muito, o tempo de exposição a esse tipo de conteúdo. Esse seria o principal tratamento, se fiscalizar e os pais fiscalizarem as crianças e os adolescentes em relação a esse conteúdo e, realmente, retirar, evitar essa exposição abrangente a celulares, tablets, televisões e computadores.


Fonte: Matéria publicada na edição 749 (Março/Abril de 2025) da Revista da APM. Disponível em: https://www.apm.org.br/brain-rotvicio-em-telas-e-o-apodrecimento-do-cerebro/ Acesso em 14 de maio de 2026.
De acordo com o texto, o termo “brain rot”:
Alternativas
Q4137341 Português
Leia o Texto 4 para responder à questão.

Texto 4

Vygotsky (1995) atribuía grande importância ao domínio da cultura no processo de desenvolvimento psicológico da criança. Por isso, voltou-se para o estudo das relações entre cultura e desenvolvimento, trazendo, com isso, inúmeras contribuições para o campo pedagógico. Ele nos afirmava, por exemplo, que, até então, os psicólogos haviam estudado de maneira unilateral o processo do desenvolvimento cultural na educação, uma vez que apenas procuravam averiguar quais capacidades naturais condicionavam a possibilidade do desenvolvimento da criança, e em quais funções naturais o pedagogo deveria se apoiar para introduzi-la na esfera da aprendizagem cultural.
Analisava-se, assim, como o desenvolvimento da linguagem ou a aprendizagem da aritmética dependiam de funções naturais, mas não procuravam entender o contrário, ou seja, como a internalização da linguagem ou da aritmética transformavam essas funções naturais em funções culturais reorganizando todo o curso do pensamento natural.
Para Vygotsky, essa compreensão é fundamental ao educador. Quando a criança adentra na cultura, não somente toma algo dela, não apenas se enriquece com o que está fora dela. A própria cultura reelabora em profundidade a composição natural da conduta, dando uma orientação completamente nova a todo curso do desenvolvimento [...].
Sob a lógica do princípio evolutivo, a socialidade animal é substrato da socialidade humana, assim como a natureza é substrato e a condição de emergência da cultura. No entanto, a socialidade não é dada pela natureza, mas concretizada pelo homem, à medida que este último cria suas condições de existência material, expressas em produções culturais. Logo, para Vygotsky, a cultura é um produto da vida social e, ao mesmo tempo, da atividade social do homem. Permeado por essa concepção histórica de cultura, o autor analisa o desenvolvimento cultural da conduta humana, à luz da qual postula a “lei genética geral do desenvolvimento cultural”, que se desdobra na grande importância conferida à internalização de signos [...].
Mas em que radica a grande importância conferida à educação escolar nessa concepção teórica? A resposta a essa questão nos conduz à transmissão dos signos historicamente constituídos, posto que na escola essa transmissão deva se realizar de maneira planejada e sistematizada e, assim sendo, com amplas possibilidades para interferirem mais efetivamente na vida dos indivíduos, isto é, para promoverem a conversão dos signos externos em “instrumentos” psíquicos.

MARTINS, Lígia Márcia; RABATINI, Vanessa Gertrudes. A concepção de cultura em Vygotsky: contribuições para a educação escolar. Psicologia Política, 11(22), 345-358, 2011.
Considerando o excerto apresentado no Texto 4, por que é importante que o professor conheça a forma específica do desenvolvimento psicológico humano? 
Alternativas
Q4136531 Português
Leia o texto a seguir.

A discussão sobre saúde mental tem se tornado central na sociedade, mas o entendimento sobre a complexidade do construto ainda está em evolução. Embora investigado há décadas, apenas recentemente seu lado positivo ganhou destaque na ciência e, mais recentemente ainda, foi interligado ao esporte […] é uma simplificação que ignora fatores cruciais como a causalidade […]
TOZETTO, Willen Remon. BOBATO TOZETTO, Alexandre. Bem-estar no esporte: reflexões a partir das abordagens patogênicas e salutogênicas de saúde mental. Motrivivência, (Florianópolis), v. 37, n. 68, p. 01-21, 2025. Universidade Federal de Santa Catarina. p. 15.

As perspectivas paradigmáticas patogênica e salutogênica revelam disputas no campo da saúde. A partir de uma perspectiva crítica, torna-se necessário considerar a relação entre a prática esportiva e a saúde mental de maneira ampliada, contextualizada e socialmente determinada em 
Alternativas
Q4135755 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

OMS aprova primeiro tratamento de malária para recém-nascidos

-

Assim como a grande maioria das enfermidades transmitidas por mosquitos, a malária é uma doença tropical negligenciada. Por isso, só agora o primeiro tratamento destinado a recém-nascidos e bebês pequenos (pesando entre dois e cinco quilos) foi pré-qualificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Essa é a principal novidade da instituição alusiva ao Dia Internacional da Malária – que ocorreu em 25 de abril. De acordo com um comunicado da OMS, a designação de pré-qualificação indica que o medicamento atende a padrões internacionais de qualidade, segurança e eficácia. "A pré-qualificação da OMS permitirá compras pelo setor público, contribuindo para fechar uma lacuna histórica de tratamento para cerca de 30 milhões de bebês que nascem a cada ano em áreas endêmicas de malária na África", diz a publicação.

Esse é um tratamento que une arteméter e lumefantrina. Atualmente, bebês com malária são medicados com formulações destinadas a crianças mais velhas. Isso aumenta o risco de erros de dosagem, efeitos colaterais e toxicidade.

"Durante séculos, a malária roubou filhos de seus pais, e saúde, recursos e esperança das comunidades", diz Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. "Mas hoje a história está mudando. Novas vacinas, testes para diagnóstico, mosquiteiros de nova geração e medicamentos eficazes, inclusive os adaptados para os mais jovens, estão ajudando a reverter esse quadro. Acabar com a malária em nossa vida já não é um sonho — é uma possibilidade real, mas apenas com efetivo compromisso político e financeiro. Agora nós podemos. Agora nós devemos", complementa.

[...]

Segundo o mais recente relatório da OMS sobre a malária, houve uma estimativa de 282 milhões de casos e 610 mil mortes em 2024. Isso representa um aumento em relação ao ano anterior. Apesar de ser facilmente tratável, uma pesquisa publicada em abril aponta que a malária pode afetar a cognição de crianças até uma década após a infecção.

As duas vacinas desenvolvidas contra a malária são recentes, com a pioneira sendo aprovada pela OMS em 2021. Camarões foi o primeiro país com uma campanha de vacinação, realizada em 2024 para bebês.

Transmitida pelo mosquito-prego (Anopheles), a doença é endêmica na Amazônia, mas os imunizantes não estão disponíveis em nosso país. O principal motivo é o fato de que as vacinas disponíveis agem sobre o parasita plasmodium falciparum e mais de 80% dos casos brasileiros são causados pelo plasmodium vivax. 
No contexto do texto, a expressão "doença tropical negligenciada" indica que a malária:
Alternativas
Q4135752 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

OMS aprova primeiro tratamento de malária para recém-nascidos

-

Assim como a grande maioria das enfermidades transmitidas por mosquitos, a malária é uma doença tropical negligenciada. Por isso, só agora o primeiro tratamento destinado a recém-nascidos e bebês pequenos (pesando entre dois e cinco quilos) foi pré-qualificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Essa é a principal novidade da instituição alusiva ao Dia Internacional da Malária – que ocorreu em 25 de abril. De acordo com um comunicado da OMS, a designação de pré-qualificação indica que o medicamento atende a padrões internacionais de qualidade, segurança e eficácia. "A pré-qualificação da OMS permitirá compras pelo setor público, contribuindo para fechar uma lacuna histórica de tratamento para cerca de 30 milhões de bebês que nascem a cada ano em áreas endêmicas de malária na África", diz a publicação.

Esse é um tratamento que une arteméter e lumefantrina. Atualmente, bebês com malária são medicados com formulações destinadas a crianças mais velhas. Isso aumenta o risco de erros de dosagem, efeitos colaterais e toxicidade.

"Durante séculos, a malária roubou filhos de seus pais, e saúde, recursos e esperança das comunidades", diz Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. "Mas hoje a história está mudando. Novas vacinas, testes para diagnóstico, mosquiteiros de nova geração e medicamentos eficazes, inclusive os adaptados para os mais jovens, estão ajudando a reverter esse quadro. Acabar com a malária em nossa vida já não é um sonho — é uma possibilidade real, mas apenas com efetivo compromisso político e financeiro. Agora nós podemos. Agora nós devemos", complementa.

[...]

Segundo o mais recente relatório da OMS sobre a malária, houve uma estimativa de 282 milhões de casos e 610 mil mortes em 2024. Isso representa um aumento em relação ao ano anterior. Apesar de ser facilmente tratável, uma pesquisa publicada em abril aponta que a malária pode afetar a cognição de crianças até uma década após a infecção.

As duas vacinas desenvolvidas contra a malária são recentes, com a pioneira sendo aprovada pela OMS em 2021. Camarões foi o primeiro país com uma campanha de vacinação, realizada em 2024 para bebês.

Transmitida pelo mosquito-prego (Anopheles), a doença é endêmica na Amazônia, mas os imunizantes não estão disponíveis em nosso país. O principal motivo é o fato de que as vacinas disponíveis agem sobre o parasita plasmodium falciparum e mais de 80% dos casos brasileiros são causados pelo plasmodium vivax. 
No trecho "Isso aumenta o risco de erros de dosagem, efeitos colaterais e toxicidade", o termo destacado retoma:
Alternativas
Q4135751 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

OMS aprova primeiro tratamento de malária para recém-nascidos

-

Assim como a grande maioria das enfermidades transmitidas por mosquitos, a malária é uma doença tropical negligenciada. Por isso, só agora o primeiro tratamento destinado a recém-nascidos e bebês pequenos (pesando entre dois e cinco quilos) foi pré-qualificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Essa é a principal novidade da instituição alusiva ao Dia Internacional da Malária – que ocorreu em 25 de abril. De acordo com um comunicado da OMS, a designação de pré-qualificação indica que o medicamento atende a padrões internacionais de qualidade, segurança e eficácia. "A pré-qualificação da OMS permitirá compras pelo setor público, contribuindo para fechar uma lacuna histórica de tratamento para cerca de 30 milhões de bebês que nascem a cada ano em áreas endêmicas de malária na África", diz a publicação.

Esse é um tratamento que une arteméter e lumefantrina. Atualmente, bebês com malária são medicados com formulações destinadas a crianças mais velhas. Isso aumenta o risco de erros de dosagem, efeitos colaterais e toxicidade.

"Durante séculos, a malária roubou filhos de seus pais, e saúde, recursos e esperança das comunidades", diz Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. "Mas hoje a história está mudando. Novas vacinas, testes para diagnóstico, mosquiteiros de nova geração e medicamentos eficazes, inclusive os adaptados para os mais jovens, estão ajudando a reverter esse quadro. Acabar com a malária em nossa vida já não é um sonho — é uma possibilidade real, mas apenas com efetivo compromisso político e financeiro. Agora nós podemos. Agora nós devemos", complementa.

[...]

Segundo o mais recente relatório da OMS sobre a malária, houve uma estimativa de 282 milhões de casos e 610 mil mortes em 2024. Isso representa um aumento em relação ao ano anterior. Apesar de ser facilmente tratável, uma pesquisa publicada em abril aponta que a malária pode afetar a cognição de crianças até uma década após a infecção.

As duas vacinas desenvolvidas contra a malária são recentes, com a pioneira sendo aprovada pela OMS em 2021. Camarões foi o primeiro país com uma campanha de vacinação, realizada em 2024 para bebês.

Transmitida pelo mosquito-prego (Anopheles), a doença é endêmica na Amazônia, mas os imunizantes não estão disponíveis em nosso país. O principal motivo é o fato de que as vacinas disponíveis agem sobre o parasita plasmodium falciparum e mais de 80% dos casos brasileiros são causados pelo plasmodium vivax. 
Assinale a alternativa que sintetiza a ideia central do texto.
Alternativas
Q4135686 Português
Mulheres que amam de menos... (Martha Medeiros).

Eu quero dar meu depoimento. Creio ter um problema. Se mulheres que amam demais são aquelas que sufocam seus parceiros, que não confiam neles, que investigam cada passo que eles dão e que não conseguem pensar em mais nada a não ser em fantasiosas traições, então eu preciso admitir: sou uma mulher que ama de menos.
Eu nunca abri a caixa de mensagens do celular do meu marido.
Eu nunca abri um papel que estivesse em sua carteira.
Eu nunca fico irritada se uma colega de trabalho telefona pra ele.
Eu não escuto a conversa dele na extensão.
Eu não controlo o tanque de gasolina do carro dele para saber se ele andou muito ou pouco.
Eu não me importo quando ele acha outra mulher bonita, desde que ela seja realmente bonita.
Se não for, é porque ele tem mau gosto
Eu não me sinto insegura se ele não me faz declarações de amor a toda hora.
Eu não azucrino a vida dele.
Segundo o que tenho visto por aí, meu diagnóstico é lamentável: eu o amo pouco. Será?
Obsessão e descontrole são doenças sérias e merecem respeito e tratamento, mas batizar isso de "amar demais" é uma romantização e um desserviço às mulheres e aos homens. Fica implícito que amar tem medida, que amar tem limite, quando na verdade amar nunca é demais. O que existem são mulheres e homens que têm baixa autoestima, que têm níveis exagerados de insegurança e que não sabem a diferença entre amor e possessão. E tem aqueles que são apenas ciumentos e desconfiados, tornando-se chatos demais.
Mas se todo mundo concorda que uma patologia pode ser batizada de "amor demais", então eu vou fundar As Mulheres que Amam De Menos, porque, pelo visto, quem é calma, quem não invade a privacidade do outro e quem confia na pessoa que escolheu pra viver também está doente.
Analise o texto e marque a alternativa incorreta.
Alternativas
Q4135406 Português
A lição desperdiçada na crise em Ormuz

        Na história das civilizações, quando um sistema entra em colapso, a dor imediata frequentemente atua como o mais poderoso catalisador para a inovação. É exatamente sob essa lente histórica que o atual estrangulamento do Estreito de Ormuz, causado ora pelo Irã, ora pelos EUA, deve ser interpretado. A situação é a prova incontestável da dependência da humanidade em petróleo e escancara a urgência da transição energética.

        A asfixia imediata da economia global, causada pelo bloqueio militar da rota por onde passa um quarto do óleo consumido no planeta, deveria servir como o ultimato perfeito para forçar a transição definitiva rumo às matrizes limpas. Em vez de tratar o caos no Golfo Pérsico apenas como uma emergência bélica a ser contornada, a humanidade tem diante de si a oportunidade histórica para decretar, de uma vez por todas, o fim da era dos combustíveis fósseis.

        Em um mundo governado pela racionalidade e pelo instinto de sobrevivência, o bloqueio de Ormuz soaria como o alarme definitivo. Seria o momento em que governos e mercados decidiriam direcionar a fortuna gasta para proteger e subsidiar rotas petroleiras rumo à transição energética sustentável e definitiva.

        Ocorre que a governança global tem se mostrado míope para os perigos da crise climática e apegada a soluções de curto prazo. Longe de enxergar o gargalo no Golfo Pérsico como um ultimato para a descarbonização, a reação instintiva das superpotências ilustra o tamanho do problema.

        A prioridade absoluta nos países ocidentais e nas suas periferias — incluindo o Brasil — não é libertar a economia da dependência do petróleo, mas garantir que as bombas de combustível continuem cheias a qualquer custo. Em vez de injetar capital massivo na infraestrutura de matrizes limpas com senso de urgência, a energia política do mundo se esvai em manobras navais e manobras artificiais para conter a fúria inflacionária do eleitorado.

        O fechamento de Ormuz funciona hoje como um rascunho sombrio do futuro. A escassez de energia fóssil que a guerra impõe agora pela força bélica será provocada, logo mais, pelo próprio esgotamento climático e ambiental do planeta. A crise que virá pela escassez do petróleo deveria ser o empurrão que nos faltava para pular do barco antes que ele afunde por completo.

        Contudo, tudo indica que a humanidade deixará mais essa janela histórica se fechar. Quando a tensão militar eventualmente ceder, os acordos provisórios forem assinados e os superpetroleiros voltarem a cruzar o estreito, as bolsas de valores e as lideranças globais celebrarão com alívio o fim da crise. Mas, na prática, estaremos apenas comemorando o direito de voltar à exata mesma armadilha fóssil da qual, por um breve e doloroso momento, a humanidade teve a chance de escapar para criar um futuro mais sustentável e limpo — e que parece cada vez mais distante e impossível, para a tragédia das futuras gerações.

(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 15.04.2026. Adaptado)
Considere as passagens:
•  A situação é a prova incontestável da dependência da humanidade em petróleo e escancara a urgência da transição energética. (1º parágrafo)
•  Longe de enxergar o gargalo no Golfo Pérsico como um ultimato para a descarbonização, a reação instintiva das superpotências ilustra o tamanho do problema. (4º parágrafo)

No contexto em que estão empregados, os termos destacados significam, correta e respectivamente:
Alternativas
Q4135404 Português
A lição desperdiçada na crise em Ormuz

        Na história das civilizações, quando um sistema entra em colapso, a dor imediata frequentemente atua como o mais poderoso catalisador para a inovação. É exatamente sob essa lente histórica que o atual estrangulamento do Estreito de Ormuz, causado ora pelo Irã, ora pelos EUA, deve ser interpretado. A situação é a prova incontestável da dependência da humanidade em petróleo e escancara a urgência da transição energética.

        A asfixia imediata da economia global, causada pelo bloqueio militar da rota por onde passa um quarto do óleo consumido no planeta, deveria servir como o ultimato perfeito para forçar a transição definitiva rumo às matrizes limpas. Em vez de tratar o caos no Golfo Pérsico apenas como uma emergência bélica a ser contornada, a humanidade tem diante de si a oportunidade histórica para decretar, de uma vez por todas, o fim da era dos combustíveis fósseis.

        Em um mundo governado pela racionalidade e pelo instinto de sobrevivência, o bloqueio de Ormuz soaria como o alarme definitivo. Seria o momento em que governos e mercados decidiriam direcionar a fortuna gasta para proteger e subsidiar rotas petroleiras rumo à transição energética sustentável e definitiva.

        Ocorre que a governança global tem se mostrado míope para os perigos da crise climática e apegada a soluções de curto prazo. Longe de enxergar o gargalo no Golfo Pérsico como um ultimato para a descarbonização, a reação instintiva das superpotências ilustra o tamanho do problema.

        A prioridade absoluta nos países ocidentais e nas suas periferias — incluindo o Brasil — não é libertar a economia da dependência do petróleo, mas garantir que as bombas de combustível continuem cheias a qualquer custo. Em vez de injetar capital massivo na infraestrutura de matrizes limpas com senso de urgência, a energia política do mundo se esvai em manobras navais e manobras artificiais para conter a fúria inflacionária do eleitorado.

        O fechamento de Ormuz funciona hoje como um rascunho sombrio do futuro. A escassez de energia fóssil que a guerra impõe agora pela força bélica será provocada, logo mais, pelo próprio esgotamento climático e ambiental do planeta. A crise que virá pela escassez do petróleo deveria ser o empurrão que nos faltava para pular do barco antes que ele afunde por completo.

        Contudo, tudo indica que a humanidade deixará mais essa janela histórica se fechar. Quando a tensão militar eventualmente ceder, os acordos provisórios forem assinados e os superpetroleiros voltarem a cruzar o estreito, as bolsas de valores e as lideranças globais celebrarão com alívio o fim da crise. Mas, na prática, estaremos apenas comemorando o direito de voltar à exata mesma armadilha fóssil da qual, por um breve e doloroso momento, a humanidade teve a chance de escapar para criar um futuro mais sustentável e limpo — e que parece cada vez mais distante e impossível, para a tragédia das futuras gerações.

(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 15.04.2026. Adaptado)
O parágrafo final do texto permite concluir corretamente que, com o fim da tensão militar no Estreito de Ormuz, a humanidade 
Alternativas
Q4135403 Português
A lição desperdiçada na crise em Ormuz

        Na história das civilizações, quando um sistema entra em colapso, a dor imediata frequentemente atua como o mais poderoso catalisador para a inovação. É exatamente sob essa lente histórica que o atual estrangulamento do Estreito de Ormuz, causado ora pelo Irã, ora pelos EUA, deve ser interpretado. A situação é a prova incontestável da dependência da humanidade em petróleo e escancara a urgência da transição energética.

        A asfixia imediata da economia global, causada pelo bloqueio militar da rota por onde passa um quarto do óleo consumido no planeta, deveria servir como o ultimato perfeito para forçar a transição definitiva rumo às matrizes limpas. Em vez de tratar o caos no Golfo Pérsico apenas como uma emergência bélica a ser contornada, a humanidade tem diante de si a oportunidade histórica para decretar, de uma vez por todas, o fim da era dos combustíveis fósseis.

        Em um mundo governado pela racionalidade e pelo instinto de sobrevivência, o bloqueio de Ormuz soaria como o alarme definitivo. Seria o momento em que governos e mercados decidiriam direcionar a fortuna gasta para proteger e subsidiar rotas petroleiras rumo à transição energética sustentável e definitiva.

        Ocorre que a governança global tem se mostrado míope para os perigos da crise climática e apegada a soluções de curto prazo. Longe de enxergar o gargalo no Golfo Pérsico como um ultimato para a descarbonização, a reação instintiva das superpotências ilustra o tamanho do problema.

        A prioridade absoluta nos países ocidentais e nas suas periferias — incluindo o Brasil — não é libertar a economia da dependência do petróleo, mas garantir que as bombas de combustível continuem cheias a qualquer custo. Em vez de injetar capital massivo na infraestrutura de matrizes limpas com senso de urgência, a energia política do mundo se esvai em manobras navais e manobras artificiais para conter a fúria inflacionária do eleitorado.

        O fechamento de Ormuz funciona hoje como um rascunho sombrio do futuro. A escassez de energia fóssil que a guerra impõe agora pela força bélica será provocada, logo mais, pelo próprio esgotamento climático e ambiental do planeta. A crise que virá pela escassez do petróleo deveria ser o empurrão que nos faltava para pular do barco antes que ele afunde por completo.

        Contudo, tudo indica que a humanidade deixará mais essa janela histórica se fechar. Quando a tensão militar eventualmente ceder, os acordos provisórios forem assinados e os superpetroleiros voltarem a cruzar o estreito, as bolsas de valores e as lideranças globais celebrarão com alívio o fim da crise. Mas, na prática, estaremos apenas comemorando o direito de voltar à exata mesma armadilha fóssil da qual, por um breve e doloroso momento, a humanidade teve a chance de escapar para criar um futuro mais sustentável e limpo — e que parece cada vez mais distante e impossível, para a tragédia das futuras gerações.

(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 15.04.2026. Adaptado)
O editorial defende a ideia de que a situação atualmente vivida no Estreito de Ormuz 
Alternativas
Q4135347 Português
Ar poluído até no interior

        Uma pesquisa do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP) revelou que o ar do interior paulista pode ser pior que o da capital. Isso porque, segundo o estudo conduzido pela química Aleinnys Yera, pesticidas associados ao risco de câncer foram detectados na zona agrícola de Piracicaba em concentração superior à registrada na cidade de São Paulo e no polo petroquímico de Capuava, entre Mauá e Santo André. E chama a atenção o fato de as substâncias prejudiciais à saúde terem sido encontradas tanto na zona rural como nas áreas urbana e industrial.

        O trabalho identificou em Piracicaba um nível mais alto de atrazina, um composto usado para controle de pragas nas culturas de cana-de-açúcar. Na área urbana da capital e na industrial de Capuava, o estudo mapeou o malationa e a permetrina, que são usados no combate a mosquitos transmissores de doenças, como a dengue. E nos três pontos de medição houve registro de alta exposição diária ao heptacloro, que, embora seja proibido há anos no Brasil, ainda está presente no ar.

        Um dos principais achados da pesquisa é o potencial impacto dos pesticidas para além da região onde são usados. O estudo afirma que, considerando o peso da atividade agrícola e o uso intensivo de agrotóxicos no País, é “provável” que haja a presença generalizada de pesticidas no ar. O cultivo da cana-de-açúcar, por exemplo, é o que mais recebe pulverização aérea no Estado, que, aliás, é o maior produtor de cana do Brasil. Trata-se, portanto, de uma evidência de que, transportados pelo ar, esses produtos alcançam áreas muito afastadas de onde foram aplicados.

        Para minimizar tudo isso, o governo paulista disse que capacita produtores rurais para que façam o manejo racional dos defensivos agrícolas e afirmou que fiscaliza o uso dos pesticidas e pune os infratores. Parece insuficiente. Do contrário, os resultados da pesquisa do IQ-USP não seriam tão ruins.

        O Estado de São Paulo é uma potência agrícola, o interior paulista é pujante e o agronegócio impulsiona a economia, mas nada pode colocar em risco a saúde da população. São necessárias práticas ainda mais sustentáveis.


(https://www.estadao.com.br/opiniao, 06.04.2026. Adaptado)
Na passagem “... o interior paulista é pujante e o agronegócio impulsiona a economia...”, os termos destacados significam, correta e respectivamente:
Alternativas
Q4135345 Português
Ar poluído até no interior

        Uma pesquisa do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP) revelou que o ar do interior paulista pode ser pior que o da capital. Isso porque, segundo o estudo conduzido pela química Aleinnys Yera, pesticidas associados ao risco de câncer foram detectados na zona agrícola de Piracicaba em concentração superior à registrada na cidade de São Paulo e no polo petroquímico de Capuava, entre Mauá e Santo André. E chama a atenção o fato de as substâncias prejudiciais à saúde terem sido encontradas tanto na zona rural como nas áreas urbana e industrial.

        O trabalho identificou em Piracicaba um nível mais alto de atrazina, um composto usado para controle de pragas nas culturas de cana-de-açúcar. Na área urbana da capital e na industrial de Capuava, o estudo mapeou o malationa e a permetrina, que são usados no combate a mosquitos transmissores de doenças, como a dengue. E nos três pontos de medição houve registro de alta exposição diária ao heptacloro, que, embora seja proibido há anos no Brasil, ainda está presente no ar.

        Um dos principais achados da pesquisa é o potencial impacto dos pesticidas para além da região onde são usados. O estudo afirma que, considerando o peso da atividade agrícola e o uso intensivo de agrotóxicos no País, é “provável” que haja a presença generalizada de pesticidas no ar. O cultivo da cana-de-açúcar, por exemplo, é o que mais recebe pulverização aérea no Estado, que, aliás, é o maior produtor de cana do Brasil. Trata-se, portanto, de uma evidência de que, transportados pelo ar, esses produtos alcançam áreas muito afastadas de onde foram aplicados.

        Para minimizar tudo isso, o governo paulista disse que capacita produtores rurais para que façam o manejo racional dos defensivos agrícolas e afirmou que fiscaliza o uso dos pesticidas e pune os infratores. Parece insuficiente. Do contrário, os resultados da pesquisa do IQ-USP não seriam tão ruins.

        O Estado de São Paulo é uma potência agrícola, o interior paulista é pujante e o agronegócio impulsiona a economia, mas nada pode colocar em risco a saúde da população. São necessárias práticas ainda mais sustentáveis.


(https://www.estadao.com.br/opiniao, 06.04.2026. Adaptado)
O último parágrafo do texto deixa claro que
Alternativas
Q4135344 Português
Ar poluído até no interior

        Uma pesquisa do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP) revelou que o ar do interior paulista pode ser pior que o da capital. Isso porque, segundo o estudo conduzido pela química Aleinnys Yera, pesticidas associados ao risco de câncer foram detectados na zona agrícola de Piracicaba em concentração superior à registrada na cidade de São Paulo e no polo petroquímico de Capuava, entre Mauá e Santo André. E chama a atenção o fato de as substâncias prejudiciais à saúde terem sido encontradas tanto na zona rural como nas áreas urbana e industrial.

        O trabalho identificou em Piracicaba um nível mais alto de atrazina, um composto usado para controle de pragas nas culturas de cana-de-açúcar. Na área urbana da capital e na industrial de Capuava, o estudo mapeou o malationa e a permetrina, que são usados no combate a mosquitos transmissores de doenças, como a dengue. E nos três pontos de medição houve registro de alta exposição diária ao heptacloro, que, embora seja proibido há anos no Brasil, ainda está presente no ar.

        Um dos principais achados da pesquisa é o potencial impacto dos pesticidas para além da região onde são usados. O estudo afirma que, considerando o peso da atividade agrícola e o uso intensivo de agrotóxicos no País, é “provável” que haja a presença generalizada de pesticidas no ar. O cultivo da cana-de-açúcar, por exemplo, é o que mais recebe pulverização aérea no Estado, que, aliás, é o maior produtor de cana do Brasil. Trata-se, portanto, de uma evidência de que, transportados pelo ar, esses produtos alcançam áreas muito afastadas de onde foram aplicados.

        Para minimizar tudo isso, o governo paulista disse que capacita produtores rurais para que façam o manejo racional dos defensivos agrícolas e afirmou que fiscaliza o uso dos pesticidas e pune os infratores. Parece insuficiente. Do contrário, os resultados da pesquisa do IQ-USP não seriam tão ruins.

        O Estado de São Paulo é uma potência agrícola, o interior paulista é pujante e o agronegócio impulsiona a economia, mas nada pode colocar em risco a saúde da população. São necessárias práticas ainda mais sustentáveis.


(https://www.estadao.com.br/opiniao, 06.04.2026. Adaptado)
O estudo conduzido pela química Aleinnys Yera constatou que o ar no interior paulista
Alternativas
Q4135282 Português
Lixo, impressão digital da sociedade

        Pelo lixo de uma família é possível saber muito de seus hábitos, mas principalmente, o que consome. Se um estrangeiro vasculhasse os nossos lixões, diria que, no País, ninguém passa fome, o que é uma piada completa. Em todo o mundo, o Brasil é um dos países com maior quantidade de matéria orgânica jogada no lixo: 70% das 156 mil toneladas produzidas, por dia, por seus habitantes.

    Na verdade, o brasileiro é esbanjador, desperdiça o que poderia ser aproveitado. Se há grande desperdício dentro das casas, fora delas há um verdadeiro exército de famílias vivendo do que pode catar nos lixões. Além da comida, nosso lixo é composto de 21,6% de papel, 7,4% de plástico, 3,8% de vidro e 2% de metal, o que evidencia o aumento do consumo de embalagens e produtos descartáveis.

        Devidamente separados e catados, os materiais recicláveis poderiam gerar renda para mais famílias que por enquanto não têm outra fonte de sobrevivência.

(Marlyana Tavares, Jornal Estado de Minas. Belo Horizonte, dez. 2002. Adaptado)
Na frase “Na verdade, o brasileiro é esbanjador…”, o antônimo da palavra “esbanjador” é:
Alternativas
Q4135281 Português
Lixo, impressão digital da sociedade

        Pelo lixo de uma família é possível saber muito de seus hábitos, mas principalmente, o que consome. Se um estrangeiro vasculhasse os nossos lixões, diria que, no País, ninguém passa fome, o que é uma piada completa. Em todo o mundo, o Brasil é um dos países com maior quantidade de matéria orgânica jogada no lixo: 70% das 156 mil toneladas produzidas, por dia, por seus habitantes.

    Na verdade, o brasileiro é esbanjador, desperdiça o que poderia ser aproveitado. Se há grande desperdício dentro das casas, fora delas há um verdadeiro exército de famílias vivendo do que pode catar nos lixões. Além da comida, nosso lixo é composto de 21,6% de papel, 7,4% de plástico, 3,8% de vidro e 2% de metal, o que evidencia o aumento do consumo de embalagens e produtos descartáveis.

        Devidamente separados e catados, os materiais recicláveis poderiam gerar renda para mais famílias que por enquanto não têm outra fonte de sobrevivência.

(Marlyana Tavares, Jornal Estado de Minas. Belo Horizonte, dez. 2002. Adaptado)
Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação correta do texto.
Alternativas
Q4135280 Português
Lixo, impressão digital da sociedade

        Pelo lixo de uma família é possível saber muito de seus hábitos, mas principalmente, o que consome. Se um estrangeiro vasculhasse os nossos lixões, diria que, no País, ninguém passa fome, o que é uma piada completa. Em todo o mundo, o Brasil é um dos países com maior quantidade de matéria orgânica jogada no lixo: 70% das 156 mil toneladas produzidas, por dia, por seus habitantes.

    Na verdade, o brasileiro é esbanjador, desperdiça o que poderia ser aproveitado. Se há grande desperdício dentro das casas, fora delas há um verdadeiro exército de famílias vivendo do que pode catar nos lixões. Além da comida, nosso lixo é composto de 21,6% de papel, 7,4% de plástico, 3,8% de vidro e 2% de metal, o que evidencia o aumento do consumo de embalagens e produtos descartáveis.

        Devidamente separados e catados, os materiais recicláveis poderiam gerar renda para mais famílias que por enquanto não têm outra fonte de sobrevivência.

(Marlyana Tavares, Jornal Estado de Minas. Belo Horizonte, dez. 2002. Adaptado)
De acordo com as informações do texto, o lixo de uma parte das famílias brasileiras mostra que
Alternativas
Q4135221 Português
        Em um zoológico nos arredores de Tóquio, o recinto dos macacos se tornou uma atração imperdível graças a uma dupla inseparável: Punch, um filhote de macaco-japonês, e seu companheiro, um orangotango de pelúcia.

        Punch foi abandonado pela mãe assim que nasceu, há sete meses, no zoológico da cidade de Ichikawa. Os filhotes de macaco-japonês geralmente se agarram às mães para desenvolver força muscular e obter uma sensação de segurança, então Punch precisou de uma intervenção rápida.

        Os tratadores experimentaram substitutos, incluindo toalhas enroladas e outros bichos de pelúcia, antes de optarem pelo orangotango laranja de olhos esbugalhados.

        “Este bicho de pelúcia tem pelos longos e vários lugares fáceis de segurar”, conta um dos tratadores. “Pensamos que sua semelhança com um macaco poderia ajudar Punch a se reintegrar ao grupo, e foi por isso que o escolhemos.”

        Desde então, Punch raramente é visto sem ele e está sempre arrastando o brinquedo de pelúcia para todo lado, mesmo o bichinho sendo maior que ele, e encantando os fãs que têm lotado o zoológico desde que os vídeos dos dois viralizaram nas redes sociais.

(Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/ macaco-adota-pelucia-apos-morte-da-mae-e-rejeicao- -em-zoologico-no-japao/. Adaptado)
Por que Punch virou uma atração no zoológico?
Alternativas
Q4135216 Português
        Que reviravolta linda! Shay Taylor, uma funcionária que atuou por anos como faxineira na limpeza de um hospital nos Estados Unidos, vai retornar ao mesmo local em uma nova função: como médica residente.

         A mudança de carreira não seguiu um caminho tradicional. Após concluir o ensino médio com bom desempenho, Shay não teve condições de pagar uma universidade nem teve acesso a programas de auxílio financeiro, o que a levou a ingressar diretamente no mercado de trabalho.

        Foi um problema de saúde na família, mais especificamente de sua mãe, que a fez mudar de ideia e ingressar em um curso de medicina. Hoje, já formada, ela troca de função, mas não de local de trabalho. E com muito orgulho!

(Disponível em: https://www.sonoticiaboa.com.br/2026/03/26/ mulher-trabalhou-faxineira-hospital-volta-medica- -10-anos-depois. Adaptado)
O que motivou a mudança de carreira de Shay Taylor?
Alternativas
Respostas
661: A
662: C
663: E
664: A
665: C
666: C
667: A
668: E
669: D
670: C
671: A
672: B
673: B
674: D
675: E
676: B
677: E
678: C
679: D
680: A