Questões de Concurso Sobre morfologia em português

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Q1905287 Português
Assinalar  a  alternativa  cuja  palavra  é  do  gênero  masculino: 
Alternativas
Q1905283 Português
Em relação à  flexão de grau dos substantivos, assinalar a  alternativa cuja palavra está no aumentativo:  
Alternativas
Q1904202 Português
Após a leitura do texto abaixo, avalie as proposições com (V) para verdadeiras e (F) para falsas
Furtos e rapinas

As palavras perdem o seu sentido, enquanto perdem sua cor o mar e o céu azul, que haviam sido pintados pela gentileza das algas que jorraram oxigênio durante três bilhões de anos. E a noite perde suas estrelas. Já existem placas de protesto cravadas nas grandes cidades do mundo: Não nos deixam ver as estrelas. Assinado: As pessoas. E no firmamento apareceram muitas placas que clamam: Não nos deixam ver as pessoas. Assinado: As estrelas. 
(GALEANO, Eduardo. Bocas do tempo. Porto Alegre, RS: L&PM POCKET, 2011)
( ) O texto inicia com a apresentação de fatos que ocorrem simultaneamente: perda de sentido das palavras, de cor do mar e do céu, e das estrelas da noite, para evidenciar prejuízos nos planos da humanidade e da natureza.
( ) Em “enquanto perdem sua cor o mar verde e o céu azul”, ocorre, do ponto de vista gramatical, uma inversão na ordem dos termos da oração, em que o sujeito simples vem posposto ao verbo.
( ) No plano global, o texto se sustenta, em um paralelo, pois não só no início, mas no corpo do texto, o autor destaca fatos simultâneos, tanto que a menção aos protestos poderia assim ser parafraseada: já existem placas de protesto cravadas nas grandes cidades do mundo, assinadas pelas pessoas, enquanto apareceram muitas outras no firmamento, assinadas pelas estrelas.
( ) Há um consenso de que a linguagem é essencialmente argumentativa, porém, por se tratar de uma crônica, em que se evidencia a função emotiva, essa força argumentativa ou a função apelativa se esvai, de modo que a denúncia contra a destruição da natureza melhor se adequa a outro gênero textual.
A sequência CORRETA de preenchimento é:


Alternativas
Q1904197 Português
Após a leitura do fragmento textual abaixo, que compreende o 1º e o último parágrafos de uma matéria jornalística, responda à questão.



A unidade de sentido do texto depende da inter-relação das informações, o que pode ocorrer dentre outros mecanismos, pela retomadas de partes textuais (expressões, frases, parágrafos), processo rotulado de coesão referencial. Analise as proposições abaixo relacionadas, que explicam o uso de algumas formas gramaticais nessa função de retomada, e assinale (V) verdadeiro ou (F) falso.
( ) O substantivo ESTADO, no constituinte “a cara do estado”, no sub título, tem como referente o termo “Texas”
( ) O advérbio pronominal LÁ, na oração “gigantes do setor de tecnologia estão de mudança para” (Linhas 4-5), recupera o constituinte “Califórnia”.
( ) O constituinte “O movimento” (Linha 5) retoma de forma resumida todo o conteúdo anterior, relativo à migração das empresas de tecnologia da Califórnia para o Texas.
( ) O substantivo “transposição” no constituinte “Um efeito da transposição de californianos para o conservador Texas” (Linha 12) retoma por nominalização a informação precedente relativa à mudança do Vale do Silício e arredores para o Texas .
( ) No processo de remissão, empregam-se ora termos neutros ora avaliativos (que dão pistas de como o autor se insere no texto). No texto, “movimento”, “transposição” e “invasão”, este último referindo-se à entrada dos progressistas/democratas californianos no conservador/republicano Texas, são formas nominais neutras.
A sequência de preenchimento CORRETA é 
Alternativas
Q1902932 Português
Assinale a alternativa em que a palavra em destaque funcione como um adjetivo.
Alternativas
Q1901236 Português
As seguintes reescritas do título do texto (Se o latim é uma língua morta, quando morreu?) preservam o sentido original, EXCETO: 
Alternativas
Q1900491 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.

   Quando alguém lhe disser que você não sabe o que diz, o melhor é concordar. Eu concordo sempre, pois também conheço as armadilhas que as palavras montam.
   Por exemplo, quando digo que determinado acontecimento foi auspicioso, estou a falar em pássaros. A palavra auspício vem da expressão latina “avis spicium”, ou seja, contemplar as aves, por causa de um antigo método de prever o futuro. Se digo que montei um alarme residencial, revelo o meu caráter belicista, pois a palavra alarme deriva da locução italiana “all’arme”, que é um apelo às armas. 
  A expressão que, sem o sabermos, mais nos ensina é o “pomo da discórdia”. Quando descobri que a palavra pomo designa um fruto, a minha vida mudou. Nos restaurantes, na hora da sobremesa, pergunto sempre se há pomos. Os empregados, em regra, ficam alarmados. O que não auspicia nada de bom para a minha refeição. 
   O “pomo da discórdia” original era uma maçã. Eris, a deusa da discórdia, não foi convidada para o casamento de Peleu e Tétis. Mesmo assim, apareceu na boda e deixou uma maçã de ouro com uma nota: “Para a mais bela da festa”.
   As deusas Hera, Atena e Afrodite pediram a Zeus que decidisse qual delas era a mais bela. Zeus entregou a missão a Páris. Para convencer Páris a dar-lhe o prêmio, cada deusa prometeu-lhe um presente. Hera disse que o faria rei da Europa e da Ásia, Atena ofereceu-lhe sabedoria, e Afrodite jurou entregar-lhe o amor de Helena de Troia.
   Páris deu a vitória a Afrodite, seduziu Helena e deu origem a uma guerra de dez anos. É uma história estranha por várias razões: não ser convidado para casamento é uma benção e, no entanto, Eris ficou magoada; três deusas competem por uma maçã de ouro, uma peça de decoração brega que não fica bem em casa nenhuma. Zeus, mesmo sendo o todo-poderoso, sabe que não é prudente ser jurado em concursos de beleza. Páris, podendo escolher capacidades que lhe garantiriam várias mulheres, opta por ter apenas uma. 
   Pessoalmente, discordo do pomo da discórdia.

(PEREIRA, Ricardo Araújo. O pomo da discórdia. Folha de São Paulo,
09.02.2020. Adaptado).

Analise a oração abaixo para responder à questão.

“Eu concordo sempre, ‘pois’ também conheço as armadilhas que as palavras montam”.

O termo destacado desempenha a função de conjunção
Alternativas
Q1897872 Português
Texto para o item.  


Alex Weymer. Conflito de gerações: o paradoxo. In: Humanitas, ano 14,
ed. 138, set./2020 (com adaptações).
Acerca dos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.

Se a conjunção “porém” (linha 32) fosse substituída por mas, os sentidos e a correção gramatical do texto seriam preservados, pois ambas as conjunções são utilizadas para expressar oposição. 
Alternativas
Q1897870 Português
Texto para o item.  


Alex Weymer. Conflito de gerações: o paradoxo. In: Humanitas, ano 14,
ed. 138, set./2020 (com adaptações).
Acerca dos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.

No texto, o adjetivo “resistentes” (linha 19) está empregado como um elogio aos profissionais mais experientes.  
Alternativas
Q1897868 Português
Texto para o item.  


Alex Weymer. Conflito de gerações: o paradoxo. In: Humanitas, ano 14,
ed. 138, set./2020 (com adaptações).
Acerca dos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.

Na linha 4, o emprego da preposição “à” é exigido pela palavra “necessárias”. 
Alternativas
Q1896963 Português
   No fim do século XVIII e começo do XIX, a despeito de algumas grandes fogueiras, a melancólica festa de punição vai-se extinguindo. Nessa transformação, misturaram-se dois processos. Não tiveram nem a mesma cronologia, nem as mesmas razões de ser. De um lado, a supressão do espetáculo punitivo. O cerimonial da pena vai sendo obliterado e passa a ser apenas um novo ato de procedimento ou de administração. A punição pouco a pouco deixou de ser uma cena. E tudo o que pudesse implicar de espetáculo desde então terá um cunho negativo; e como as funções da cerimônia penal deixavam pouco a pouco de ser compreendidas, ficou a suspeita de que tal rito que dava um “fecho” ao crime mantinha com ele afinidades espúrias: igualando-o, ou mesmo ultrapassando-o em selvageria, acostumando os espectadores a uma ferocidade de que todos queriam vê-los afastados, mostrando-lhes a frequência dos crimes, fazendo o carrasco se parecer com criminoso, os juízes com os assassinos, invertendo no último momento os papéis, fazendo do supliciado um objeto de piedade e de admiração.
   A execução pública é vista então como uma fornalha em que se acende a violência. A punição vai-se tornando, pois, a parte mais velada do processo penal, provocando várias consequências: deixa o campo da percepção quase diária e entra no da consciência abstrata; sua eficácia é atribuída à sua fatalidade, não à sua intensidade visível; a certeza de ser punido é que deve desviar o homem do crime e não mais o abominável teatro; a mecânica exemplar da punição muda as engrenagens. 

Michel Foucault. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Tradução: Raquel Ramalhete. Petrópolis: Vozes, 1987 (com adaptações).

Com relação aos aspectos linguísticos e aos sentidos do texto apresentado, julgue o item seguinte.


No trecho “E tudo o que pudesse implicar de espetáculo desde então terá um cunho negativo” (primeiro parágrafo), a supressão da preposição “de” manteria a correção gramatical e os sentidos originais do texto. 

Alternativas
Q1896827 Português

VÍNCULOS DO TEMPO

O ritmo frenético não justifica deixar de fazer o que é relevante.

    É preciso ir devagar se quisermos ir longe, diz o ditado, com a sabedoria das constatações simples, aquelas que nascer da observação da natureza. Os Índios, por exemplo, são mestres no ofício de tirar lições de vida a partir das circunstâncias que lhes cercam e determinam sua existência. O céu, o rio, a floresta, as estações, tudo para os Índios tem um valor que nós, habitantes da cidade, com frequência subestimamos - o valor sublime daguilo que nos é dado pelo universo. Como o tempo.

    Apesar de tentarmos controlá-lo com ponteiros ou telas digitais, o tempo não é mensurável por um único padrão. Ele acelera e desacelera de acordo com nosso estado de espirito. Há o tempo medido pela urgência, quando um prazo se impõe. Há o tempo do lazer, da conversa agradável, que se dissipa num piscar de olhos. Há o tempo preguiçoso, que escore por entre os dedos desperdiçado coma água preciosa. Há o tempo de festa e o tempo de luto, cada um dura quanto deve durar, mais curto e intenso para uns, mais longo e diluído para outros. É subjetiva, portanto, a percepção do tempo, esse “tambor de todos os ritmos”, na definição precisa de Caetano Veloso.

     Nas últimas décadas, nos acostumamos a um ritmo frenético, inimaginável para nossos pais e avós. Os avanços da tecnologia multiplicaram nossas obrigações. ironicamente, cada facilidade a que temos acesso corresponde a uma dificuldade exira, uma tarefa adiclonal. O celular, por exemplo, nos franqueia o contato imediato com o mundo, mas demanda atenção a inúmeros grupos, nem todos realmente importantes. Com tantas facilidades ao nosso dispor, ficou mais complicado conciliar todas as esferas da vida - trabalho, estudo, família, amigos, lazer. Assim, engolidos pela rotina, vamos passando os dias sem dedicar um minuto a nós mesmos ou negligenciando os que nos são mais próximos.

    Até que ponto, no entanto, as múltiplas distrações da vida modema são desculpa para não fazermos o que mais importa?

    Algumas pessoas têm um admirável talento para fazer o tempo render, a convicção de que quinze minutos da agenda é tempo precioso. Fazem tudo com consciência, aproveitam cada reunião, cada conversa, para extrair o máximo do momento. Além de excelentes administradores do tempo, são notáveis gestores da informação que recebem - o que também os faz economizar tempo para apreciá-lo da maneira que se deve.

    Conheço executivos que só comissionam trabalhos a quem “não tem tempo”. Sabem que os profissionais mais demandados produzirão o tempo extra que for necessário. Sim, porque é possivel fazer o própriotempo.

    O distanciamento social mudou um pouco nossa relação com o tempo. Reduzimos a marcha, o que nos deu a oportunidade de rever a maneira como o desfrutamos. É esse o momento de encarar aquele projeto pessoal tantas vezes adiado. Pode ser o que for: testar uma receita nova, planejar uma viagem dos sonhos para quando tudo isso passar, se dedicar a montar a árvore genealógica da família, ler aquete clássico com calma que ele merece. E, sobretudo, conviver mais com quem amamos. Aliás, é sempre bom lembrar que o tempo compartilhado com alguém é a mais poderosa força criadora de vínculos.

FONTE: DINIZ, Lucília. Veja, 14/04/21

Assinale a alternativa em que o termo destacado entre parênteses não apresenta a ideia ou função descrita.  
Alternativas
Q1896825 Português

VÍNCULOS DO TEMPO

O ritmo frenético não justifica deixar de fazer o que é relevante.

    É preciso ir devagar se quisermos ir longe, diz o ditado, com a sabedoria das constatações simples, aquelas que nascer da observação da natureza. Os Índios, por exemplo, são mestres no ofício de tirar lições de vida a partir das circunstâncias que lhes cercam e determinam sua existência. O céu, o rio, a floresta, as estações, tudo para os Índios tem um valor que nós, habitantes da cidade, com frequência subestimamos - o valor sublime daguilo que nos é dado pelo universo. Como o tempo.

    Apesar de tentarmos controlá-lo com ponteiros ou telas digitais, o tempo não é mensurável por um único padrão. Ele acelera e desacelera de acordo com nosso estado de espirito. Há o tempo medido pela urgência, quando um prazo se impõe. Há o tempo do lazer, da conversa agradável, que se dissipa num piscar de olhos. Há o tempo preguiçoso, que escore por entre os dedos desperdiçado coma água preciosa. Há o tempo de festa e o tempo de luto, cada um dura quanto deve durar, mais curto e intenso para uns, mais longo e diluído para outros. É subjetiva, portanto, a percepção do tempo, esse “tambor de todos os ritmos”, na definição precisa de Caetano Veloso.

     Nas últimas décadas, nos acostumamos a um ritmo frenético, inimaginável para nossos pais e avós. Os avanços da tecnologia multiplicaram nossas obrigações. ironicamente, cada facilidade a que temos acesso corresponde a uma dificuldade exira, uma tarefa adiclonal. O celular, por exemplo, nos franqueia o contato imediato com o mundo, mas demanda atenção a inúmeros grupos, nem todos realmente importantes. Com tantas facilidades ao nosso dispor, ficou mais complicado conciliar todas as esferas da vida - trabalho, estudo, família, amigos, lazer. Assim, engolidos pela rotina, vamos passando os dias sem dedicar um minuto a nós mesmos ou negligenciando os que nos são mais próximos.

    Até que ponto, no entanto, as múltiplas distrações da vida modema são desculpa para não fazermos o que mais importa?

    Algumas pessoas têm um admirável talento para fazer o tempo render, a convicção de que quinze minutos da agenda é tempo precioso. Fazem tudo com consciência, aproveitam cada reunião, cada conversa, para extrair o máximo do momento. Além de excelentes administradores do tempo, são notáveis gestores da informação que recebem - o que também os faz economizar tempo para apreciá-lo da maneira que se deve.

    Conheço executivos que só comissionam trabalhos a quem “não tem tempo”. Sabem que os profissionais mais demandados produzirão o tempo extra que for necessário. Sim, porque é possivel fazer o própriotempo.

    O distanciamento social mudou um pouco nossa relação com o tempo. Reduzimos a marcha, o que nos deu a oportunidade de rever a maneira como o desfrutamos. É esse o momento de encarar aquele projeto pessoal tantas vezes adiado. Pode ser o que for: testar uma receita nova, planejar uma viagem dos sonhos para quando tudo isso passar, se dedicar a montar a árvore genealógica da família, ler aquete clássico com calma que ele merece. E, sobretudo, conviver mais com quem amamos. Aliás, é sempre bom lembrar que o tempo compartilhado com alguém é a mais poderosa força criadora de vínculos.

FONTE: DINIZ, Lucília. Veja, 14/04/21

Em: “Nas últimas décadas, nos acostumamos a um ritmo frenético, inimaginável para nossos pais e avós.”, não se pode afirmar que:  
Alternativas
Q1896822 Português

VÍNCULOS DO TEMPO

O ritmo frenético não justifica deixar de fazer o que é relevante.

    É preciso ir devagar se quisermos ir longe, diz o ditado, com a sabedoria das constatações simples, aquelas que nascer da observação da natureza. Os Índios, por exemplo, são mestres no ofício de tirar lições de vida a partir das circunstâncias que lhes cercam e determinam sua existência. O céu, o rio, a floresta, as estações, tudo para os Índios tem um valor que nós, habitantes da cidade, com frequência subestimamos - o valor sublime daguilo que nos é dado pelo universo. Como o tempo.

    Apesar de tentarmos controlá-lo com ponteiros ou telas digitais, o tempo não é mensurável por um único padrão. Ele acelera e desacelera de acordo com nosso estado de espirito. Há o tempo medido pela urgência, quando um prazo se impõe. Há o tempo do lazer, da conversa agradável, que se dissipa num piscar de olhos. Há o tempo preguiçoso, que escore por entre os dedos desperdiçado coma água preciosa. Há o tempo de festa e o tempo de luto, cada um dura quanto deve durar, mais curto e intenso para uns, mais longo e diluído para outros. É subjetiva, portanto, a percepção do tempo, esse “tambor de todos os ritmos”, na definição precisa de Caetano Veloso.

     Nas últimas décadas, nos acostumamos a um ritmo frenético, inimaginável para nossos pais e avós. Os avanços da tecnologia multiplicaram nossas obrigações. ironicamente, cada facilidade a que temos acesso corresponde a uma dificuldade exira, uma tarefa adiclonal. O celular, por exemplo, nos franqueia o contato imediato com o mundo, mas demanda atenção a inúmeros grupos, nem todos realmente importantes. Com tantas facilidades ao nosso dispor, ficou mais complicado conciliar todas as esferas da vida - trabalho, estudo, família, amigos, lazer. Assim, engolidos pela rotina, vamos passando os dias sem dedicar um minuto a nós mesmos ou negligenciando os que nos são mais próximos.

    Até que ponto, no entanto, as múltiplas distrações da vida modema são desculpa para não fazermos o que mais importa?

    Algumas pessoas têm um admirável talento para fazer o tempo render, a convicção de que quinze minutos da agenda é tempo precioso. Fazem tudo com consciência, aproveitam cada reunião, cada conversa, para extrair o máximo do momento. Além de excelentes administradores do tempo, são notáveis gestores da informação que recebem - o que também os faz economizar tempo para apreciá-lo da maneira que se deve.

    Conheço executivos que só comissionam trabalhos a quem “não tem tempo”. Sabem que os profissionais mais demandados produzirão o tempo extra que for necessário. Sim, porque é possivel fazer o própriotempo.

    O distanciamento social mudou um pouco nossa relação com o tempo. Reduzimos a marcha, o que nos deu a oportunidade de rever a maneira como o desfrutamos. É esse o momento de encarar aquele projeto pessoal tantas vezes adiado. Pode ser o que for: testar uma receita nova, planejar uma viagem dos sonhos para quando tudo isso passar, se dedicar a montar a árvore genealógica da família, ler aquete clássico com calma que ele merece. E, sobretudo, conviver mais com quem amamos. Aliás, é sempre bom lembrar que o tempo compartilhado com alguém é a mais poderosa força criadora de vínculos.

FONTE: DINIZ, Lucília. Veja, 14/04/21

“O céu, o rio, a floresta, as estações, tudo para os índios tem um valor que nós, habitantes da cidade, com frequência subestimamos - o valor sublime daquilo que nos é dado pelo universo. Como o tempo.” 


O prefixo de “subestimamos” tem, semanticamente, valor de: 

Alternativas
Q1896591 Português

Leia o texto.

Marcela

Gastei trinta dias para ir do Rocio Grande ao coração de Marcela, não já cavalgando o corcel do cego desejo, mas o asno da paciência, a um tempo manhoso e teimoso. (…)

Teve duas fases a nossa paixão, ou ligação, ou qualquer outro nome, que eu de nomes não curo; teve a fase consular e a fase imperial. Na primeira, que foi curta, regemos o Xavier e eu, sem que ele jamais acreditasse dividir comigo o governo de Roma; mas, quando a credulidade não pôde resistir à evidência, o Xavier depôs as insígnias, e eu concentrei todos os poderes na minha mão: foi a fase cesariana. Era o meu universo; mas, ai triste! não o era de graça. Foi-me preciso coligir dinheiro, multiplicá-lo, inventá-lo. Primeiro explorei as larguezas de meu pai; ele dava-me tudo o que lhe pedia, sem repreensão, sem demora, sem frieza; dizia a todos que eu era rapaz e que ele o fora também. Mas a tal extremo chegou o abuso, que ele restringiu um pouco as franquezas, depois mais, depois mais. Então recorri a minha mãe, e induzi-a a desviar alguma cousa (sic), que me dava às escondidas. Era pouco; lancei mão de um recurso último: entrei a sacar sobre a herança de meu pai, a assinar obrigações, que devia resgatar um dia com usura. Machado de Assis.

Memórias Póstumas de Brás Cubas. Excerto.

Escolha a palavra correta (entre aquelas colocadas entre parênteses). Considere o texto lido.


◾ (Embora/Posto que) Marcela tenha amado Xavier, manteve relacionamento com outro também.

◾ (Como/Conquanto) não tinha mais dinheiro, recorreu ao pai.

◾ Não iria ao seu encontro (mesmo que/desde que) me implorasse.

◾ Xavier ficou triste (depois/assim que) que Marcela o deixou.

◾ Marcela tinha dois amantes: Xavier e outro. (Este/Esse/aquele) pedia dinheiro ao pai; (aquele/esse/este) a deixou.


Assinale a alternativa que indica as palavras corretas, na sequência.

Alternativas
Q1896340 Português

Texto CG2A1-II  


   Você pode adorar morango e lhe ser alérgico. Se comer, já sabe, é um desastre. Outro pode ter horror a cebola e não lhe ser alérgico. Não come porque detesta. Assim como não se discutem, gostos também não se explicam. São tabus. A alergia é uma descoberta do princípio do século passado. O sujeito nasce com uma hipersensibilidade para isto ou aquilo. Os alérgenos. Há, por exemplo, quem não suporte perfume. Um determinado tipo de perfume.

   No caso de alimento, você evita. Se a alergia é a pluma, estofado de pluma sempre se pode evitar. Já perfume é mais difícil. Causa a ruptura de uma amizade, ou até de um amor. Se o outro insiste, é porque não há amor nem amizade. Nada mais prosaico do que um namorado ou uma namorada que se põe a espirrar à simples aproximação do parceiro ou da parceira. Uma tempestade alérgica pode liquidar com um amor. Sábia é a natureza ao impor as suas repulsas e as suas afinidades. 


Otto Lara Resende. Sufoco hipersensível. Internet:<cronicabrasileira.org.br> (com adaptações).


No período “Assim como não se discutem, gostos também não se explicam”, do primeiro parágrafo do texto CG2A1-II, a locução “Assim como” introduz uma oração  
Alternativas
Q1896002 Português
Assinale a alternativa que corresponde à classificação CORRETA do elemento em destaque a seguir:
“Pedro Henrique queria muito saber se Laura iria à formatura.”
Alternativas
Q1895998 Português
Assinale a alternativa na qual os termos em destaque correspondem, RESPECTIVAMENTE, a uma conjunção e a um adjetivo:
Alternativas
Q1895995 Português
Assinale a alternativa que CORRESPONDE à classe gramatical a qual pertence o termo em destaque no excerto a seguir: “Fiz doces durante quatorze anos seguidos. Ganhei o dinheiro necessário. Tinha compromissos e não tinha recursos. Fiz um nome bonito de doceira, minha glória maior.” (Cora Coralina, em “Vintém de cobre”, 2013)
Alternativas
Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: TCE-RO Prova: FGV - 2021 - TCE-RO - Técnico Judiciário |
Q1895166 Português
Sobre expressões como “Uma mãe é uma mãe”, “Uma mulher é uma mulher”, “A Amazônia é a Amazônia”, é correto afirmar que:
Alternativas
Respostas
16441: D
16442: C
16443: B
16444: D
16445: B
16446: C
16447: D
16448: E
16449: E
16450: E
16451: E
16452: D
16453: B
16454: D
16455: D
16456: B
16457: A
16458: B
16459: B
16460: E