Questões de Concurso Sobre morfologia em português

Foram encontradas 27.798 questões

Q4430837 Português
“Já podeis da Pátria filhos,
Ver contente a Mãe gentil!
Já raiou a Liberdade
No Horizonte do Brasil,


Brava Gente Brasileira
Longe vá, temor servil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.


Os grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil,
Houve Mão mais poderosa,
Zombou deles o Brasil.


O Real Herdeiro Augusto
Conhecendo o engano vil,
Em despeito dos Tiranos
Quis ficar no seu Brasil.


Ressoavam sombras tristes
Da cruel Guerra Civil,
Mas fugiram apressadas
Vendo o Anjo do Brasil.


Não temais ímpias falanges,
Que apresentam face hostil:
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.


Mostra Pedro a vossa fronte
Alma intrépida e viril:
Tende nele o Digno Chefe
Deste Império do Brasil.


Parabéns, oh Brasileiros,
Já com garbo varonil
Do Universo entre as Nações
Resplandece a do Brasil”.
Considere as opções a seguir e marque a que contém APENAS adjetivos que aparecem na letra do Hino da Independência.
Alternativas
Q4430832 Português
“Já podeis da Pátria filhos,
Ver contente a Mãe gentil!
Já raiou a Liberdade
No Horizonte do Brasil,


Brava Gente Brasileira
Longe vá, temor servil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.


Os grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil,
Houve Mão mais poderosa,
Zombou deles o Brasil.


O Real Herdeiro Augusto
Conhecendo o engano vil,
Em despeito dos Tiranos
Quis ficar no seu Brasil.


Ressoavam sombras tristes
Da cruel Guerra Civil,
Mas fugiram apressadas
Vendo o Anjo do Brasil.


Não temais ímpias falanges,
Que apresentam face hostil:
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.


Mostra Pedro a vossa fronte
Alma intrépida e viril:
Tende nele o Digno Chefe
Deste Império do Brasil.


Parabéns, oh Brasileiros,
Já com garbo varonil
Do Universo entre as Nações
Resplandece a do Brasil”.
 Na expressão “Brava Gente Brasileira”, o adjetivo “brava” indica um sentido de:
Alternativas
Q4430369 Português
“A escravidão moderna repousa sobre uma base diversa da escravidão antiga: a cor preta. Ninguém pensa em reduzir homens brancos ao cativeiro: para este ficaram reservados tão-somente os negros. Nós não somos um povo exclusivamente branco, e não devemos portanto admitir essa maldição da cor; pelo contrário, devemos tudo fazer por esquecê-la. A escravidão, por felicidade nossa, não azedou nunca a alma do escravo contra o senhor – falando coletivamente – nem criou entre as duas raças o ódio recíproco que existe naturalmente entre opressores e oprimidos. Por esse motivo, o contato entre elas foi sempre isento de asperezas, fora da escravidão, e o homem de cor achou todas as avenidas abertas diante de si. A cor no Brasil não é, como nos Estados Unidos, um preconceito social contra cuja obstinação pouco pode o caráter, o talento e o mérito de quem incorre nele. Essa boa inteligência em que vivem os elementos, de origem diferente, da nossa nacionalidade é um interesse público de primeira ordem para nós”.


(Joaquim Nabuco. O Abolicionismo. Brasília: Senado Federal, 2003, com adaptações).
O autor afirma que a escravidão não “criou entre as duas raças o ódio recíproco”. Nesse caso, sem prejuízo ao sentido pretendido pelo autor, o termo “recíproco” poderia ser substituído no texto por: 
Alternativas
Q4430294 Português
O texto a seguir foi extraído da obra O Abolicionismo, escrita pelo diplomata Joaquim Nabuco à época da escravidão no Brasil. Leia-o atentamente para responder as próximas questões.


“No princípio da nossa colonização, Portugal descarregava no nosso território os seus criminosos, as suas mulheres erradas, as suas fezes sociais todas, no meio das quais excepcionalmente vinham emigrantes de outra posição. No século XVI ou XVII o espírito de emigração não estava bastante desenvolvido em Portugal para mover o povo, como desde o fim do século passado até hoje, a procurar na América portuguesa o bem-estar e a fortuna que não achava na Península. Os poucos portugueses que se arriscavam a atravessar o oceano à vela e a ir estabelecer-se nos terrenos incultos do Brasil, representavam a minoria dos espíritos aventureiros, absolutamente destemidos, indiferentes aos piores transes na luta da vida, minoria que em Portugal, hoje mesmo, não é grande e não podia sê-lo, há dois ou três séculos. Apesar de se haver estendido pelo mundo todo o domínio português à América do Sul, à África ocidental, austral e oriental, à Índia e até à China, Portugal não tinha corpo, nem forças, para possuir mais do que nominalmente esse imenso império. Por isso, o território do Brasil foi distribuído entre donatários sem meios, nem capitais, nem recursos de ordem alguma, para colonizar as suas capitanias, isto é, de fato entregue aos jesuítas. A população européia era insignificante para ocupar essas ilimitadas expansões de terra, cuja fecundidade a tentava. Estando a África nas mãos de Portugal, começou então o povoamento da América por negros; lançou-se, por assim dizer, uma ponte entre a África e o Brasil, pela qual passaram milhões de africanos, e estendeu-se o hábitat da raça negra das margens do Congo e do Zambeze às do São Francisco e do Paraíba do Sul. A africanização do Brasil pela escravidão é uma nódoa que a mãe-pátria imprimiu na sua própria face, na sua língua, e na única obra nacional verdadeiramente duradoura que conseguiu fundar. Se Portugal tivesse tido no século XVI a intuição de que a escravidão é sempre um erro, e força bastante para puni-la como crime, o Brasil não se teria tornado no que vemos; seria ainda talvez uma colônia portuguesa, mas estaria crescendo sadio, forte e viril como o Canadá e a Austrália”.

(Trecho com adaptações).
O autor do texto argumenta que “a africanização do Brasil pela escravidão é uma nódoa que a mãe-pátria imprimiu na sua própria face”. Dentre as opções a seguir, identifique a que contém uma palavra que poderia substituir no texto a palavra “nódoa”, sem prejuízo ao sentido pretendido pelo autor.
Alternativas
Q4430288 Português
O texto a seguir foi extraído da obra O Abolicionismo, escrita pelo diplomata Joaquim Nabuco à época da escravidão no Brasil. Leia-o atentamente para responder as próximas questões.


“No princípio da nossa colonização, Portugal descarregava no nosso território os seus criminosos, as suas mulheres erradas, as suas fezes sociais todas, no meio das quais excepcionalmente vinham emigrantes de outra posição. No século XVI ou XVII o espírito de emigração não estava bastante desenvolvido em Portugal para mover o povo, como desde o fim do século passado até hoje, a procurar na América portuguesa o bem-estar e a fortuna que não achava na Península. Os poucos portugueses que se arriscavam a atravessar o oceano à vela e a ir estabelecer-se nos terrenos incultos do Brasil, representavam a minoria dos espíritos aventureiros, absolutamente destemidos, indiferentes aos piores transes na luta da vida, minoria que em Portugal, hoje mesmo, não é grande e não podia sê-lo, há dois ou três séculos. Apesar de se haver estendido pelo mundo todo o domínio português à América do Sul, à África ocidental, austral e oriental, à Índia e até à China, Portugal não tinha corpo, nem forças, para possuir mais do que nominalmente esse imenso império. Por isso, o território do Brasil foi distribuído entre donatários sem meios, nem capitais, nem recursos de ordem alguma, para colonizar as suas capitanias, isto é, de fato entregue aos jesuítas. A população européia era insignificante para ocupar essas ilimitadas expansões de terra, cuja fecundidade a tentava. Estando a África nas mãos de Portugal, começou então o povoamento da América por negros; lançou-se, por assim dizer, uma ponte entre a África e o Brasil, pela qual passaram milhões de africanos, e estendeu-se o hábitat da raça negra das margens do Congo e do Zambeze às do São Francisco e do Paraíba do Sul. A africanização do Brasil pela escravidão é uma nódoa que a mãe-pátria imprimiu na sua própria face, na sua língua, e na única obra nacional verdadeiramente duradoura que conseguiu fundar. Se Portugal tivesse tido no século XVI a intuição de que a escravidão é sempre um erro, e força bastante para puni-la como crime, o Brasil não se teria tornado no que vemos; seria ainda talvez uma colônia portuguesa, mas estaria crescendo sadio, forte e viril como o Canadá e a Austrália”.

(Trecho com adaptações).
De acordo com Joaquim Nabuco, em certa época, “o espírito de emigração não estava bastante desenvolvido em Portugal”. Em relação ao termo “emigração”, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4430268 Português
“Quem alisa os meus cabelos?
Quem me tira o paletó?
Quem, à noite, antes do sono,
acarinha meu corpo cansado?
Quem cuida de minha roupa?
Quem me vê sempre nos sonhos?
Quem pensa que sou o rei desta pobre criação?
Quem nunca se aborrece de ouvir a minha voz?
Quem paga o meu cinema, seja de dia ou de noite?
Quem calça os meus sapatos e acha meus pés tão
lindos?
Eu mesmo.”

Analise as opções a seguir e marque a que indica APENAS palavras no plural que aparecem no poema.
Alternativas
Q4430237 Português
A letra do Hino da Independência foi composta em 1822 pelo poeta Evaristo da Veiga. Leia atentamente os trechos a seguir para responder a questão.


Na expressão “Brava Gente Brasileira”, o adjetivo “brava” indica um sentido de:
Alternativas
Q4430071 Português
O texto a seguir foi extraído da obra O Abolicionismo, escrita no final do século XIX pelo diplomata brasileiro Joaquim Nabuco. Leia-o atentamente para responder a próxima questão.


“Já existe, felizmente, em nosso país, uma consciência nacional – em formação, é certo – que vai introduzindo o elemento da dignidade humana em nossa legislação, e para a qual a escravidão, apesar de hereditária, é uma verdadeira mancha de Caim, que o Brasil traz na fronte. Essa consciência, que está temperando a nossa alma, e há de por fim humanizá-la, resulta da mistura de duas correntes diversas: o arrependimento dos descendentes de senhores, e a afinidade de sofrimento dos herdeiros de escravos. Não tenho, portanto, medo de que o presente livro não encontre o acolhimento que eu espero por parte de um número bastante considerável de compatriotas meus, a saber: os que sentem a dor do escravo como se fora própria, e ainda mais, como parte de uma dor maior – a do Brasil, ultrajado e humilhado; os que têm a altivez de pensar – e a coragem de aceitar as conseqüências desse pensamento – que a pátria, como a mãe, quando não existe para os filhos mais infelizes, não existe para os mais dignos; aqueles para quem a escravidão, degradação sistemática da natureza humana por interesses mercenários e egoístas, se não é infamante para o homem educado e feliz que a inflige, não pode sê-lo para o ente desfigurado e oprimido que a sofre; por fim, os que conhecem as influências sobre o nosso país daquela instituição no passado, e, no presente, o seu custo ruinoso, e prevêem os efeitos da sua continuação indefinida. Possa ser bem aceita por eles esta lembrança de um correligionário ausente, mandada do exterior, donde se ama ainda mais a pátria do que no próprio país – pela contingência de não tornar a vê-la, pelo trabalho constante da imaginação, e pela saudade que Garrett nunca teria pintado ao vivo se não tivesse sentido a nostalgia – e onde o patriotismo, por isso mesmo que o Brasil é visto como um todo no qual homens e partidos, amigos e adversários se confundem na superfície alumiada pelo sol dos trópicos, parece mais largo, generoso e tolerante”.

(Trecho com adaptações).
Em relação à estrutura e formação da palavra “compatriota”, pode-se afirmar que o seu prefixo “com-” exprime uma noção de: 
Alternativas
Q4427504 Português
No período:

“A menina chorou muito, mas acabou sendo consolida, depois que o médico explicou a gravidade do problema”.

A expressão em destaque é morfologicamente:
Alternativas
Q4427495 Português

O FIM DE PALMARES


João Felício dos Santos



    ...Domingos Jorge Velho atravessou o pátio, pisando por sobre os mortos, vencedor mas exausto.


    Rasgado nas malhas fortes da véstia e no couro da carne, a barba grossa de suor e sangue, um pé descalço, negro pela fuligem do solo, o terrível paulista era a encarnação viva da vingança, da violência, da destruição.


    Junto do poste-rei, Dandara acompanhava com os olhos fixos o Bandeirante que se aproximava do precipício. O resto da tropa vinha em segundo plano: era como uma silhueta vaga no olhar da mulata.


    Foi então que a última e mais querida ialê de Zumbi-Rei adivinhou naquele gigante feroz surgido dos derrotados da aldeia finada o Chefe-Maior dos inimigos do seu povo: o Gana-Branco.


    Esfarrapada, também, pela refrega de dois dias, coberta de pó, queimada pelas fagulhas que se despendiam em haustos ardentes da aldeia carbonizada, pés chumbados no chão, pernas muito abertas, como troncos, as coxas grossas lanhadas de rijo nas roscas da pele mulata, os braços em chagas virilmente cruzados sob os peitos feridos, os talhos abertos em bocas imponentes de ódio e despeito, Dandara bambula, de costa voltadas para a trágica descida rochosa, de tal modo tesou o olhar posto no Bandeirante que Jorge Velho estacou, surpreso, a uma distância de doze passos.


    Antes tanta audácia, a prepotência petulante do guerreiro se amesquinhou por momentos. Mediramse os dois dos pés a cabeça. Jorge Velho sentiu a vontade de terminar. Falou:


    - Onde estão todos ... todos os que ...


    Mas a voz , arranhando o imponente silêncio do fim, só fez levantar um bando de urubus já pousado nas pontas restantes e sangrentas dos estrepes, no solo morto, nos galhos torados de bala ...


    - Onde estão? Eram cinco ou seis ... Eu os vi! Que rumo levaram?


    Dominando de novo o ambiente como senhor supremo de uma vitória evidente, Velho exigiu:


    - Vamos! Responda!


    Ouvindo a pergunta, a ordem depois, Dandara voltou-se sem pressa e cuspiu sua repulsa imensa no fundo do precipício:


    - Estão lá! - e tornou a encarar o paulista.


    - Onde está Zumbi? Mais demoradamente ainda, Dandara repetiu o gesto, escarrando com mais força, lá embaixo, no grotão sinistro.


    Com um aceno seco, Jorge Velho chamou seus ajudantes e se encaminhou para Dandara.


    Ainda sem nenhuma pressa, a mulata voltou-se pela terceira vez para o precipício. Então, cuspiu sobre aqueles homens rotos e imundos a última centelha de um ódio repleto de asco, resvalou as pernas na curva do terreno e se deixou cair pelo despenhadeiro.


    Debruçando-se, Jorge Velho ainda teve tempo de ver o corpo volteando no ar, as roscas da pele mulata lanhadas de cinza batendo nas crinas cruas da pedra, num dilaceramento de carnes, largando pedaços no ar, pintando mil raivas de rubro nos sangues ...


    Sobre o poste-rei, a caveira de boi de longos chifres parecia, alvinha do tempo, que se ria da vitória de Domingos Jorge Velho.


(Ganga-Zumba. Edição de Ouro, Rio de Janeiro, 1967) 

Observe as frases a seguir e indique aquela em que está empregada no plural de forma INCORRETA:
Alternativas
Q4422163 Português
Assinale a alternativa na qual a concordância nominal esteja INCORRETA: 
Alternativas
Q4421387 Português

Acerca do processo de formação de palavras, relacione o exemplo de acordo com o código:



I- Derivação prefixal.


II- Derivação sufixal.


III- Derivação parassintética.



(__) Enterrar.


(__) Desleal.


(__) Terraço.



Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA: 

Alternativas
Q4421384 Português
Assinale a alternativa na qual a palavra destacada seja um substantivo simples e concreto: 
Alternativas
Q4421383 Português
Assinale a sentença na qual a palavra destacada seja formada pelo processo de justaposição: 
Alternativas
Q4415729 Português
A partir das palavras PEDRA, CAVALO, ÁGUA e VINHO, qual apresenta formação INCORRETA. 
Alternativas
Q4415724 Português
Leia a frase e assinale a alternativa CORRETA quanto ao plural das palavras grifadas.
Não coloque essa mão suja em meu pão. Você acabou de passar sua mão naquele corrimão e pegou o talão de notas.
Alternativas
Q4404256 Português

Assinale a alternativa que é sinônima de “demasiadamente”: 

Alternativas
Q4394406 Português
Morfologicamente, na sentença “O ladrão conseguiu adentrar a construção silenciosamente” as palavras sublinhadas tratam-se, respectivamente, de: 
Alternativas
Q4388116 Português
Analise as frases abaixo.

I. O mensageiro trouxe-nos ______________ informações sobre a situação. (bastante)
II. Os viajantes estavam _______________ cansados. (bastante)
III. Ela tem argumentos ________________ para nos convencer. (bastante)
IV.A plateia ficou ___________ revoltada. (meio)
V. Ela andou _____________ quadra e parou. (meio)

A alternativa que completa corretamente as lacunas acima, levando em consideração as regras de concordância nominal é, respectivamente: 
Alternativas
Q4386694 Português

Flores


Titãs, Os Paralamas do Sucesso 



Olhei até ficar cansado


De ver os meus olhos no espelho


Chorei por ter despedaçado


As flores que estão no canteiro 


Os punhos e os pulsos cortados


E o resto do meu corpo inteiro


Há flores cobrindo o telhado


E embaixo do meu travesseiro


Há flores por todos os lados


Há flores em tudo que eu vejo


A dor vai curar essas lástimas


O soro tem gosto de lágrimas


As flores têm cheiro de morte


A dor vai fechar esses cortes


Flores, Flores


As flores de plástico não morrem


(...)

Olhei até ficar cansado



De ver os meus olhos no espelho



Chorei por ter despedaçado



As flores que estão no canteiro



Quanto às palavras destacadas, morfologicamente, são, respectivamente:

Alternativas
Respostas
15181: A
15182: D
15183: A
15184: C
15185: B
15186: D
15187: D
15188: D
15189: D
15190: C
15191: D
15192: C
15193: D
15194: B
15195: C
15196: B
15197: C
15198: A
15199: C
15200: C