Questões de Concurso Sobre morfologia em português

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Q2445917 Português
Fenômeno da maratona morto aos 24 anos se preparava para feito histórico em abril

    Antes de sua vida ser interrompida aos 24 anos em um acidente de carro, Kelvin Kiptum pretendia fazer ainda mais história em sua breve, mas extraordinária, carreira de maratonista. Detentor do recorde mundial dos 42 km, o próximo desafio de Kiptum era tornar-se a primeira pessoa a quebrar a barreira das duas horas numa corrida oficial.   

    E ele pretendia fazer isso já na Maratona de Roterdã, em abril. Na busca desse objetivo, treinava de forma rigorosa e intensa. “Atualmente meus dias consistem em comer, dormir, treinar e repetir. Minha preparação é meu foco principal no momento”, escreveu Kiptum nas redes sociais no mês passado. 

    Mas o mundo nunca saberá se ele conseguiria quebrar o seu próprio recorde, nem a barreira das duas horas – uma das lendárias fronteiras da corrida de longa distância. No domingo, as carreiras de Kiptum e de seu técnico, Gervais Hakizimana, foram tragicamente interrompidas em um acidente de carro. Segundo a polícia queniana, um terceiro ocupante sobreviveu com ferimentos graves. “Um atleta incrível que deixou um legado incrível”, foi como Sebastian Coe, presidente do World Athletics, descreveu Kiptum.

    Em um curto espaço de tempo, Kiptum obteve um sucesso sem precedentes na maratona. Em sua estreia, na Maratona de Valência, ele ficou a 44 segundos do então recorde mundial do compatriota Eliud Kipchoge. Em Londres, quebrou o recorde do percurso e, depois, estabeleceu seu recorde mundial de duas horas e 35 segundos em Chicago. Dos sete tempos de maratona mais rápidos da história, Kiptum possui três.

    
    Sua ascensão foi meteórica, assim como seus tempos. Em cada uma de suas três maratonas, Kiptum deu uma aula magistral sobre como controlar o ritmo de divisões negativas e o termo para correr a segunda metade de uma corrida mais rápido que a primeira. Muitos argumentam que os recentes desenvolvimentos na tecnologia de calçado permitem que os atletas produzam tempos recordes, mas Kiptum, que usou o Alphafly 3 da Nike em Chicago, descrito pela empresa como “o calçado de maratona mais rápido do mundo”, atribuía o seu sucesso à dedicação, treinamento e preparação cuidadosa.

    Ele ficou conhecido pelo seu treino de alta quilometragem, por vezes correndo mais de 280 km por semana antes das corridas. Até começar a trabalhar com Hakizimana em 2023, Kiptum treinava sozinho. “Não há descanso semanal. Descansamos quando ele fica cansado. Se ele não apresentar sinais de cansaço ou dor por um mês, continuamos. Tudo o que ele faz é correr, comer, dormir.”, disse Hakizimana à AFP sobre o cronograma de treinamento de Kiptum antes da Maratona de Chicago.

    Kelvin Kiptum deixa esposa e dois filhos, além de uma lacuna no mundo das corridas de longa distância. A sua morte será sentida profundamente em Roterdã e nos Jogos Olímpicos, que eram as suas duas corridas previstas para 2024. “Vou chegar perto da barreira sub-dois, então porque não tentar quebrá-la? Isso pode parecer ambicioso, mas não tenho medo de estabelecer este tipo de meta. Não há limite para a energia humana”, disse Kiptum em novembro.

    
Fonte: Fenômeno da maratona morto aos 24 anos se preparava para feito histórico em abril | CNN Brasil

Assinale a alternativa que apresente a circunstância estabelecida pelo termo em destaque no período: Em Londres, quebrou o recorde do percurso e, depois, estabeleceu seu recorde mundial de duas horas e 35 segundos em Chicago.  
Alternativas
Q2445871 Português
Como designers estão mudando o conceito de vaso sanitário ao redor do mundo

        Consideremos o vaso sanitário – aquele humilde objeto de porcelana que armazena nossos resíduos várias vezes ao dia. Não é uma peça de tecnologia que muitas vezes recebe atualizações chamativas (embora descarga dupla, aquecimento de assento e recursos de bidê eletrônico possam certamente elevá-la), nem é uma queridinha do mundo do design.

        Mas os banheiros necessitam desesperadamente de uma atualização – tal como toda a nossa abordagem ao esgoto, de acordo com muitos projetistas, engenheiros ambientais e especialistas em saneamento que esperam provocar uma mudança de paradigma.

        Descartar nossos resíduos é, de certa forma, um desperdício, sendo responsável por quase um terço do uso interno de água nas residências dos EUA, de acordo com a Agência de Proteção Ambiental (EPA).

        Em muitas partes do mundo, a utilização de instalações sanitárias com água tornou-se cada vez mais preocupante à medida que as alterações climáticas provocam secas extremas e inundações, que obstruem os esgotos e transbordam fossas sépticas. Em zonas de catástrofe ou em locais sem acesso a água corrente, a necessidade de inovação é ainda mais urgente. 

        Repensar a forma como lidamos com os resíduos também pode representar uma oportunidade: os nossos excrementos podem ser convertidos em calor renovável, eletricidade e fertilizantes. “Resíduo não é desperdício, é um recurso”, disse Arja Renell, uma artista e arquiteta finlandesa que trouxe o tema para a Bienal de Arquitetura de Veneza do ano passado como curadora do pavilhão do seu país. Ela não era uma especialista na área, mas ficou alarmada ao saber que algumas das águas residuais de Veneza são descarregadas diretamente nos seus canais e queria demonstrar uma abordagem circular ao saneamento: o banheiro “seco”.

        Conhecido como “Huussi” em finlandês, o banheiro seco separa a urina das fezes e é ventilado para impedir a entrada de odores – Na Finlândia, os banheiros secos são particularmente prevalentes em casas rurais de verão, disse Renell à CNN em uma videochamada.
    
        Os usuários cobrem o conteúdo da lixeira com turfa ou serragem após seus “afazeres”; uma vez cheios, eles movem os excrementos para um recipiente maior e hermético ao longo de vários meses, para que todos os microrganismos morram.

        O restante material, rico em nitrogênio e fósforo, pode ser usado como fertilizante natural, em vez do habitual tipo sintético, que emite gases de efeito estufa.

        O método de compostagem a seco será familiar para quem tem casas fora da rede. Nos EUA, os sanitários de compostagem seca têm sido construídos há muito tempo como alternativas aos autoclismos em casas rurais que não estão ligadas a um sistema de esgotos, ou por pessoas que não têm dinheiro para instalar uma fossa séptica neutralizante, que pode custar milhares de dólares. Kelsey McWilliams, uma engenheira ambiental que constrói sistemas circulares de saneamento em todo o país com a sua empresa Point of Shift, disse que a necessidade de soluções sustentáveis só aumentará em áreas atingidas por secas ou inundações.

Fonte: Como designers estão mudando o conceito de vaso sanitário ao redor do mundo | CNN Brasil 
Assinale a alternativa que apresente a classe morfológica da palavra em destaque no período: Consideremos o vaso sanitário – aquele humilde objeto de porcelana que armazena nossos resíduos várias vezes ao dia. 
Alternativas
Q2445764 Português
Assinale a opção que não contém um caso de adjetivo biforme:
Alternativas
Q2445602 Português



Internet:<www.periodicos.set.edu.br>  (com adaptações).

Acerca das ideias, da estrutura linguística e da seleção vocabular do texto, julgue o item.


A correção gramatical e o sentido do texto seriam mantidos caso a palavra “sobre” (linha 27) fosse substituída por sob.

Alternativas
Q2444384 Português
Bauman: Para que a utopia renasça é preciso confiar no potencial humano Dennis de Oliveira

Zygmunt Bauman é um dos pensadores contemporâneos que mais têm produzido obras que refletem os tempos contemporâneos.

    Nascido na Polônia em 1925, o sociólogo tem um histórico de vida que passa pela ocupação nazista durante a Segunda Guerra Mundial, pela ativa militância em prol da construção do socialismo no seu país sob a direta influência da extinta União Soviética e pela crise e desmoronamento do regime socialista. Atualmente, vive na Inglaterra, em tempo de grande mobilidade de populações na Europa. Professor emérito de sociologia da Universidade de Leeds, Bauman propõe o conceito de “modernidade líquida” para definir o presente, em vez do já batido termo “pós-modernidade”, que, segundo ele, virou mais um qualificativo ideológico.

    Bauman define modernidade líquida como um momento em que a sociabilidade humana experimenta uma transformação que pode ser sintetizada nos seguintes processos: a metamorfose do cidadão, sujeito de direitos, em indivíduo em busca de afirmação no espaço social; a passagem de estruturas de solidariedade coletiva para as de disputa e competição; o enfraquecimento dos sistemas de proteção estatal às intempéries da vida, gerando um permanente ambiente de incerteza; a colocação da responsabilidade por eventuais fracassos no plano individual; o fim da perspectiva do planejamento a longo prazo; e o divórcio e a iminente apartação total entre poder e política. A seguir, a íntegra da entrevista concedida pelo sociólogo à revista CULT.

CULT – Na obra Tempos líquidos, o senhor afirma que o poder está fora da esfera da política e há uma decadência da atividade do planejamento a longo prazo. Entendo isso como produto da crise das grandes narrativas, particularmente após a queda dos regimes do Leste Europeu. Diante disso, é possível pensar ainda em um resgate da utopia? 

Zygmunt Bauman – Para que a utopia nasça, é preciso duas condições. A primeira é a forte sensação (ainda que difusa e inarticulada) de que o mundo não está funcionando adequadamente e deve ter seus fundamentos revistos para que se reajuste. A segunda condição é a existência de uma confiança no potencial humano à altura da tarefa de reformar o mundo, a crença de que “nós, seres humanos, podemos fazê-lo”, crença esta articulada com a racionalidade capaz de perceber o que está errado com o mundo, saber o que precisa ser modificado, quais são os pontos problemáticos, e ter força e coragem para extirpá-los. Em suma, potencializar a força do mundo para o atendimento das necessidades humanas existentes ou que possam vir a existir.


Adaptado de:
https://revistacult.uol.com.br/home/entrevistazygm unt-bauman/>. 
[Questão inédita] No trecho “Em suma, potencializar a força do mundo para o atendimento das necessidades humanas existentes ou que possam vir a existir.”, o conectivo em destaque introduz o valor semântico de:
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Q2444378 Português
        A era dos memes na crise política atual Seria cômico, se não fosse trágico, o estado de irreverência do brasileiro frente à crise em que o país encontra-se imerso. A nossa capacidade de fazer piada de nós mesmos e da acentuada crise político-econômica atual nos instiga a refletir se estamos “jogando a toalha” ou se este é apenas um “jeitinho brasileiro” de encarar a realidade. A criatividade de produzir piadas, memes e áudios engraçados expõe um certo tipo de estratégia do brasileiro para lidar com situações de conflito: “Tira a Dilma. Tira o Aécio. Tira o Cunha. Tira o Temer. Tira a calça jeans e bota um fio dental, morena você é tão sensual”. Eis uma das milhares de piadas que circulam nas redes sociais e que, de forma irreverente, estimulam o debate. Não há aquele que não se divirta com essa piada ou outra congênere; que não gargalhe diante dos diversos textos engraçados que circulam por meio de postagens ou mensagens de celular, independentemente do grau de escolaridade de quem compartilha. Seja por meio do deboche e do riso, é de “notório saber” que todas as classes estão conscientes da gravidade da situação e que, por conseguinte, concordam que medidas enérgicas precisam ser tomadas. A diferença está na forma ideologicamente defendida para a tomada de medidas.


     A “memecrítica” é uma categoria de crítica social que tem causado desconforto nos políticos e membros dos poderes judiciário e executivo, estimulando, inclusive, tentativas frustradas de mapeamento e controle do uso da internet por parte dos internautas.


[...]


Por outro lado, questionar as contradições presentes apenas por meio da piada, em certo aspecto politizada, não garante mudanças sociais de grande impacto. Esses manifestos e/ou críticas de formas isoladas (ou uníssonas) podem, mesmo sem intenção, relegar os cidadãos brasileiros a um estado de inércia, a uma condição de estado permanente de sonolência eterna em “berço esplêndido”. Já os manifestos, protestos e/ou passeatas nas ruas e demais enfrentamentos em espaços de poder instituídos ainda são os mecanismos mais eloquentes e potenciais para contrapor discursos e práticas opressoras que contribuem para o caos social. É preciso o tête-à-tête, o diálogo crítico e reflexivo em casa, na comunidade e demais ambientes socioculturais. Entretanto, um diálogo respeitoso, cordial, que busca a alteridade. Que apresente discordâncias, entretanto respeite a opinião divergente, sem abrir mão da ética e do respeito aos direitos humanos.



(Luciano Freitas Filho – Carta Capital (adaptado), junho/2017. Disponível em:<http://justificando.cartacapital.com.br/2017/06/07/
era-dos-memes-na-crise-politica-atual/>  .)
[Questão inédita] Deve-se considerar o valor semântico de um conectivo no contexto em que está sendo empregado. Desse modo, em “Seja por meio do deboche e do riso, é de “notório saber” que todas as classes estão conscientes da gravidade da situação e que, por conseguinte, concordam que medidas enérgicas precisam ser tomadas.”, a conjunção destacada introduz um valor semântico:
Alternativas
Q2444373 Português
     Estaremos criando uma sociedade de jovens de pais ausentes, distraídos demais com a Internet, à qual Leonardo Calembo, de 41 anos, pai de um dos adolescentes mortos a tiros no colégio de Goiânia por um colega de classe, chamou, enquanto enterrava o filho, de “órfãos de pais vivos”, de pais já mortos para eles, porque ignoram seus problemas?


     O eco da tragédia de Goiânia, que se revela a cada dia com informações mais alarmantes sobre a personalidade complexa do jovem de 14 anos que disparou na sala de aula contra os colegas, levará tempo para se dissipar, já que despertou o alarme em não poucas famílias. É como se, de repente, nos perguntássemos se realmente conhecemos nossos filhos e o que estão vivendo sem que saibamos.[…]


    Enquanto escrevo esta coluna, o jornal Folha de S. Paulo publica o que chama de “o mapa da morte”, com os dados de homicídios no Brasil em 2016, com um aumento de quase 4% em relação ao ano anterior. No total foram 61.689 homicídios, o que equivale a sete a cada hora, algo que supera muitas guerras juntas. É como se o Brasil sofresse a cada ano a explosão de uma bomba atômica. A de Hiroshima matou pouco mais do que se mata no Brasil todos os anos.


     Algo que agrava esse mapa da morte é que metade desses homicídios é de jovens, o que significa que mais de 30.000 pais e mães tenham que enterrar filhos, algo que fere as leis da natureza. O normal é que os filhos enterrem os pais. A matança desses milhares de jovens conduz à aberração de que os pais se sintam órfãos dos filhos, sem poder desfrutar deles em vida. 

 
     Permitir ou não que as crianças e jovens vejam todo o tipo de violência virtual nos jogos, nos filmes, na televisão e nos celulares? Quando eu era estudante de psicologia em Roma, tive uma discussão com um de meus professores que defendia que as crianças deviam familiarizar-se com a violência para poder administrá-la quando adultas. É o que pensam ainda hoje até mesmo ilustres sociólogos. Para mim, porém, a vida real de hoje já oferece doses de sobra de violência, desde que se nasce, dentro e fora das casas, para que seja preciso acrescentar-lhe a violência virtual.

[…]


     Jovens órfãos de pais vivos, pais que se veem sujeitos a enterrar filhos em flor e, se fosse pouco, desde 1980 até hoje segue aumentando no Brasil o número de suicídios juvenis, segundo o IPEA. É o ápice da tragédia da sociedade. […]


     Mais do que saber se têm mais votos Lula, Doria ou Bolsonaro, os institutos de pesquisa deveriam se interessar em descobrir por que a juventude de uma sociedade como a do Brasil, que sempre teve como vocação a felicidade e os encontros festivos, se vê de repente representada por um triplo drama de orfandade. Quem salvará o Brasil não será, de fato, nenhum caudilho, herói ou messias, mas a tomada de consciência da sociedade de que as famílias precisam apostar para que seus filhos voltem “a ser sonhadores”, como pedia o jovem de outra escola em Olinda.


     Quando um jovem pede aos pais que lhe dediquem mais tempo que a seu celular, ele lhes está suplicando mais afeto, ou está tentando contar-lhes que algo se está rompendo dentro dele. Quando lhe dizem: “depois, agora estou ocupado”, esse “depois” poderia ser tragicamente tarde.


(Disponível na internet)
[Questão inédita] O emprego das classes de palavras contribui para a construção de efeitos expressivos. No trecho a seguir, os vocábulos destacados contribuem para esse efeito e classificam-se, respectivamente, como:

Estaremos criando uma sociedade de jovens de pais ausentes, distraídos demais com a Internet, à qual Leonardo Calembo, de 41 anos, pai de um dos adolescentes mortos a tiros no colégio de Goiânia por um colega de classe, chamou, enquanto enterrava o filho, de “órfãos de pais vivos”, de pais já mortos para eles, porque ignoram seus problemas?
Alternativas
Q2444275 Português
Tecnoescravo


Quanto mais nos conectamos, mais nos alienamos.


         Certa vez, enquanto eu estava em um ônibus cheio, um homem sentado ao meu lado atirou seu celular pela janela. Ao ouvir o toque do seu telefone, em vez de atendê-lo prontamente, ele casualmente o jogou fora. Fiquei perplexo. Ele olhou para mim, deu de ombros e desviou o olhar. Eu não tinha ideia se o telefone era seu, se ele o tinha roubado ou sequer se sabia o que era um celular. Mas em um movimento aparentemente despreocupado, ele conseguiu se libertar daquilo que me tem consumido completamente.

    Quando meu celular toca, uma vibração incessante e aborrecida me rouba a atenção imediatamente. Eu praguejo, mas sou incapaz de ignorá-lo. Seja no meio de uma conversa, no chuveiro ou dormindo profundamente, o ressonar do telefone me causa tal pânico e excitação que sou compelido a atendê-lo.

     “A pressão para responder imediatamente ao pulso ou ao chamado deixa os tecnoescravos ansiosos por receber uma mensagem, levam-nos a se afastar na tentativa de obter um melhor sinal e/ou lidar com a urgência do momento como se fosse uma situação de vida ou morte”, escreve Gerald Celente, editor do jornal The Trends Journal. “… E com que propósito? Para dizer ‘alô’, criar intrigas e resmungar ou fazer negócios pelo telefone?”

         A tecnologia deveria nos libertar das amarras do trabalho e nos dar mais tempo livre para o lazer. No entanto, tem acontecido exatamente o oposto. Uma pesquisa realizada em 2005 pelo Leger Marketing para o jornal de tecnologia Computing Canadá mostrou que, para a maioria das pessoas, tecnologia significa mais trabalho e menos tempo com suas famílias. Sejam celulares, Blackberry’s, videogames ou e-mail, nós nos tornamos uma cultura escravizada pelos nossos eletrônicos.

          À medida que as pessoas mergulham ainda mais em seus equipamentos, cientistas e psicólogos começam a considerar a dependência tecnológica um grave problema de saúde pública, colocando-a na mesma categoria que o alcoolismo, o vício em jogos e em drogas. O estresse criado por esse vício tem gerado em suas vítimas artrite, enxaquecas e úlceras. Essas dependências físicas vêm causando ainda excesso de peso, problemas de coluna e de pele. O mais preocupante, no entanto, é o profundo impacto que exerce sobre o nosso desenvolvimento pessoal. Ao que parece, quanto mais conectados estamos, mais alheios ficamos.

        “Os seres humanos estão caindo na armadilha do ciclo da alta tecnologia, que impede suas mentes de viver o presente, observando a vida e absorvendo o que acontece ao seu redor”, descreve Celente. “Enquanto a tecnologia tem alterado radicalmente a vida externa, ainda não atingiu nada tangível capaz de melhorar a vida interna das pessoas: valores morais, emocionais, filosóficos e espirituais.”

          Observando com um olhar vazio a tela do computador por horas a fio, às vezes chego a me perguntar se há, escondida, naquele labirinto tecnológico, alguma mensagem secreta. No entanto, não importa o quanto eu olhe, termino sempre encontrando a mesma resposta: estou aprisionado.


(SLATE, Eric. Tecnoescrevo. Tradução de Nicolaus Linneu de Holanda. Adbusters, n. 77. Acesso em: 10/12/2023.)
Quanto à classe de palavras, assinale a alternativa que classifica adequadamente os seguintes vocábulos sublinhados em: “Eu não tinha ideia se o telefone era seu, se ele o tinha roubado ou sequer se sabia o que era um celular.” (1º§)
Alternativas
Q2444244 Português
Este item de cozinha pode estar causando estragos à sua saúde








(Disponível em: www.catracalivre.com.br/saude-bem-estar/este-item-de-cozinha-pode-estar-causandoestragos-a-sua-saude/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o fragmento adaptado do texto “Nesse artigo acadêmico, os estudiosos teorizaram [...]”, qual palavra é classificada como adjetivo?
Alternativas
Q2444239 Português
Este item de cozinha pode estar causando estragos à sua saúde








(Disponível em: www.catracalivre.com.br/saude-bem-estar/este-item-de-cozinha-pode-estar-causandoestragos-a-sua-saude/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando a palavra “artigo”, retirada do texto, assinale a alternativa que apresenta a ordem alfabética das letras que compõem essa palavra.
Alternativas
Q2444064 Português

Não estou falando de abelhas


Por Pedro Guerra








(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2024/02/nao-estoufalando-de-abelhas – texto adaptado especialmente para esta prova). 

Assinale a alternativa em que o termo sublinhado é uma conjunção.
Alternativas
Q2444060 Português

Não estou falando de abelhas


Por Pedro Guerra








(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2024/02/nao-estoufalando-de-abelhas – texto adaptado especialmente para esta prova). 

Tendo em vista o fragmento adaptado do texto “estamos preparados para esperar esse tempo, seja ele qual for?”, assinale a alternativa que indica uma preposição. 
Alternativas
Q2444059 Português

Não estou falando de abelhas


Por Pedro Guerra








(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2024/02/nao-estoufalando-de-abelhas – texto adaptado especialmente para esta prova). 

Tendo em vista o fragmento adaptado do texto “Mas se paro e penso que, em contrapartida, estamos seguidamente reclamando do quão rápido o tempo passa, um mês duradouro não seria motivo de festa?”, assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, a classificação dos termos sublinhados. 
Alternativas
Q2443917 Português

O golpe quase perfeito da avó em seus netos


Por Fabrício Carpinejar








(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/02/o-golpe-quase-perfeitoda-avo-em-seus-netos-clsw7zw4c000201ewxgmo1gam.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Tendo em vista o fragmento “Eles não pisam em bancos, não perdem tempo com burocracia”, retirado do texto, assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, um advérbio e uma preposição. 
Alternativas
Q2443585 Português

O golpe quase perfeito da avó em seus netos


Por Fabrício Carpinejar









(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/02/o-golpe-quase-perfeitoda-avo-em-seus-netos-clsw7zw4c000201ewxgmo1gam.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

As palavras “bancários” (l. 01), “seus” (l. 02) e “ou” (l. 03) são classificadas, respectivamente, como:
Alternativas
Q2443078 Português
Estamos ligadas para sempre: Maria Claudete e eu

Por Claudia Tajes





(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/claudia-tajes/noticia/2024/02/estamos-ligadas-parasempre-maria-claudete-e-eu – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que indica a correta classe de palavras às quais pertencem os vocábulos sublinhados no trecho a seguir, respectivamente:
“Sei lá, vai que descobriu que o meu pai a teve fora do casamento ou, melhor ainda, a minha mãe”.
Alternativas
Q2442707 Português
A origem do carnaval como sendo uma festa popular típica, na qual as pessoas celebram e dançam disfarçadas pelas ruas, acontece em muitos países do mundo, como explica a Encyclopedia Britannica (plataforma de conhecimento e ensino alocada no Reino Unido), e remonta a comemorações bastante antigas.

Ainda de acordo com a Britannica, o carnaval teria nascido de um emaranhado de costumes do antigo Império Romano após este se tornar cristão. Ele se espalhou pelo Ocidente com o passar do tempo, sendo celebrado ainda hoje em lugares como Itália, Espanha, Portugal, França e Alemanha, além de países da América Latina como Argentina, Colômbia e Brasil. Este último, por sua vez, se consagrou como o destino sinônimo de carnaval no mundo no por causa de sua magnitude, importância e diversidade cultural dentro do país.

Mas ainda que exista em diversos lugares do globo com características locais, algo que não mudou no carnaval praticamente desde o seu surgimento é o uso de fantasias para celebrá-lo.


Adaptado de: https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia /2024/02/qual-e-a-origem-da-fantasia-de-carnaval.
Na frase plataforma de conhecimento e ensino alocada no Reino Unido, o vocábulo Reino Unido é classificado, gramaticalmente, como: 
Alternativas
Q2442679 Português
Como reescrever o passado? Como refazer um passado que pode estar perdido? É isto que tenta fazer Vinicius Calderoni em sua dramaturgia Museu Nacional [Todas as vozes do fogo]. Texto teatral narrado por Luzia, o mais antigo fóssil humano encontrado na América Latina, conta a História do Brasil a partir da tragédia de grandes proporções que atingiu o Museu Nacional, instituição bicentenária que abrigava mais de 20 milhões de itens de diversas áreas de pesquisa.

Em setembro de 2018, o Brasil acompanhou com estupor o incêndio do Palácio de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, sede do Museu Nacional, instituição científica e museológica que abrigava mais de 20 milhões de itens das áreas de antropologia, zoologia, geologia, etnologia, paleontologia e arqueologia.Entre eles, Luzia, o mais antigo fóssil humano encontrado na América Latina, um dos únicos remanescentes do fogo.

Pela voz de Luzia e outros personagens componentes do acervo, que interpretam quinze canções inéditas, compostas com a Companhia Barca dos Corações Partidos para o espetáculo, o musical percorre o imenso edifício imperial e, transitando entre passado, presente e futuro, flagra histórias que foram e que poderiam ser, de personagens históricos e de gente comum, de seres animados e inanimados, de objetos materiais e imateriais.



Adaptado de: https://jornalnota.com.br/2024/02/01/museu-nacionaldramaturgia-musical-parte-do-acervo-que-sobreviveu-ao-incendio-paranarrar-o-brasil/. 
Em qual das expressões apresentadas abaixo NÃO há um adjetivo — classe de palavras que serve para descrever características de seres ou coisas? 
Alternativas
Q2442507 Português
História do brigadeiro: saiba como foi criado o doce favorito dos brasileiros




(Disponível em: receitas.band.uol.com.br/noticias/historia-do-brigadeiro-saiba-como-foi-criado-odoce-favorito-dos-brasileiros-16447860 – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que apresenta um substantivo masculino no plural. 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: SUSTENTE Órgão: COREN-PE Prova: SUSTENTE - 2024 - COREN-PE - Motorista |
Q2442197 Português
Fúria no trânsito


Existe uma forma simples de avaliar o grau de evolução do ser humano. Basta observar dois sujeitos após uma batida. Saem dos veículos arrebentando as portas. Olhares ferozes. Torsos inclinados para a frente. Mãos crispadas. Batem boca. Bastaria mudar o cenário, trocar os ternos por peles e entregar um porrete para cada um. Estaríamos de volta à pré-história. Poucas atividades humanas despertam tanto o espírito selvagem como a guerra no trânsito.

Tenho um amigo de fala mansa, calmo e sensato. Outro dia estávamos no carro. Chuviscava. O suficiente para que os carros entrassem numa luta desenfreada no asfalto. Cortadas súbitas. Buzinas. Ele passou a costurar por todos os lados. Fomos ao Morumbi Shopping. Havia uma fila para o estacionamento vip (quem almoça em alguns restaurantes de lá tem direito à manobrista gratuito).

- Um idiota está parado lá na frente - ele anunciou.

- Por que idiota? Você não sabe o motivo ... - comecei a dizer.

Não pude terminar a frase. Agarrei-me ao banco. Ele atirou o carro para a direita. O da frente fez o mesmo. Para não bater, meu amigo jogou o seu sobre o canteiro. Veio a pancada. O pneu arrebentou. O veículo parado mexeu-se, vagarosamente, e partiu. Meu amigo esbravejou. Trocou o pneu. Depois foi a uma borracharia, onde acabou brigando também. Passou o resto do dia num humor de cão. Telefonou:

- Tudo por culpa daquele imbecil!

Argumentei:

- Você não sabia o motivo de o carro estar parado. A pessoa podia estar se sentindo mal. Pense. Por causa de alguém que não conhece, você quase amassou o carro, arrebentou seu pneu e está furioso. Como permite que um desconhecido faça tudo isso com você?

Silêncio sepulcral. Depois, ouvi um clique do telefone sendo desligado.

Costumo dirigir devagar. Quando vou para o Litoral Norte é uma tortura. A estrada só tem uma pista, com muitos locais de ultrapassagem proibida. Tento me manter na velocidade exigida pelas placas. Adianta? Alguém sempre gruda em mim. Volta e meia, quando ultrapassam, ouço me xingarem.

Nestes tempos politicamente corretos, já não se ouvem tantos gritos do tipo:

- Ô dona Maria, vá pilotar fogão! [...]

Soube de um rapaz que certa vez foi fechado numa grande avenida. Gritou:

- Safado, você vai ver!

Seguiu atrás, buzinando. O outro tentava fugir, ele perseguia. Deu uma superfechada, obrigando o carro a parar. Saiu furioso, pronto para a briga. Aproximou-se. No banco do motorista estava uma senhora idosa, tremendo de medo. Ele caiu em si.

- Parecia que eu estava em um filme, me assistindo.

Gaguejou. Pediu desculpa. Partiu.

No dia seguinte, vendeu o carro.

- Não confio em mim mesmo ao volante. Eu me torno outra pessoa. Prefiro não dirigir.

Claro que não é uma receita para todo mundo. Para ele, funcionou. Anda de ônibus, táxi ou metrô. Sentese feliz. Como se tivesse abandonado a pré-história e, finalmente, ingressado na civilização.


Walcyr Carrasco
“Saiu furioso, pronto para a briga.” 15º§
O mesmo processo de formação da palavra acima destacada é observado em:
Alternativas
Respostas
9941: C
9942: E
9943: A
9944: E
9945: D
9946: B
9947: C
9948: D
9949: C
9950: B
9951: E
9952: B
9953: E
9954: C
9955: A
9956: B
9957: A
9958: B
9959: D
9960: B