Questões de Concurso Sobre morfologia em português

Foram encontradas 29.136 questões

Q3435220 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

A palavra “lavanderia” tem algo a ver com a flor de lavanda? Na verdade, é o contrário: a flor é que tem a ver com a lavanderia.

A raiz leue- já se referia ao ato de tirar sujeira das coisas na Europa pré-histórica de 4 mil anos atrás, e deu origem à raiz lav- em latim, que então desembocou em “lavar”, “lavanderia”, “lavabo” e afins em português. Quando os romanos começaram a usar óleo de lavanda para perfumar roupas lavadas, a flor ganhou o nome. Outras palavras que vêm da raiz leue- são “dilúvio” e “diluir”, que ganham o di(s)- antes. Essa partícula remete à noção de distância (algo que fica óbvio na própria palavra “distância”) e, junto de leue-, significa usar água para levar algo para longe. Por fim, existe a palavra “aluvião”, nome que se dá à terra, argila e cascalho carregados pela água corrente de um rio, que vão se acumulando. A partícula a- antes do lu- significa “para”, “com a finalidade de”. Ou seja, aquela sujeira seria algo “para lavar”.

Fonte: blog Origem da Palavra, Online Etymology Dictionary.

Oráculo. Revista Superinteressante. Disponível em <https://super.abril.com.br/coluna/oraculo/a-palavra-lavanderia-tem-algo-a-ver-com-a-flor-de-lavanda/>
Enquanto substantivos, a característica comum entre as palavras lavanda, lavanderia, aluvião e dilúvio é o fato de serem: 
Alternativas
Q3435219 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

A palavra “lavanderia” tem algo a ver com a flor de lavanda? Na verdade, é o contrário: a flor é que tem a ver com a lavanderia.

A raiz leue- já se referia ao ato de tirar sujeira das coisas na Europa pré-histórica de 4 mil anos atrás, e deu origem à raiz lav- em latim, que então desembocou em “lavar”, “lavanderia”, “lavabo” e afins em português. Quando os romanos começaram a usar óleo de lavanda para perfumar roupas lavadas, a flor ganhou o nome. Outras palavras que vêm da raiz leue- são “dilúvio” e “diluir”, que ganham o di(s)- antes. Essa partícula remete à noção de distância (algo que fica óbvio na própria palavra “distância”) e, junto de leue-, significa usar água para levar algo para longe. Por fim, existe a palavra “aluvião”, nome que se dá à terra, argila e cascalho carregados pela água corrente de um rio, que vão se acumulando. A partícula a- antes do lu- significa “para”, “com a finalidade de”. Ou seja, aquela sujeira seria algo “para lavar”.

Fonte: blog Origem da Palavra, Online Etymology Dictionary.

Oráculo. Revista Superinteressante. Disponível em <https://super.abril.com.br/coluna/oraculo/a-palavra-lavanderia-tem-algo-a-ver-com-a-flor-de-lavanda/>
Considere o excerto a seguir quanto à palavra “aluvião”: “A partícula a- antes do lu- significa “para”, “com a finalidade de”.” As características gramaticais dessa partícula, descritas no excerto apresentado, permitem classificá-la como um
Alternativas
Q3435218 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

A palavra “lavanderia” tem algo a ver com a flor de lavanda? Na verdade, é o contrário: a flor é que tem a ver com a lavanderia.

A raiz leue- já se referia ao ato de tirar sujeira das coisas na Europa pré-histórica de 4 mil anos atrás, e deu origem à raiz lav- em latim, que então desembocou em “lavar”, “lavanderia”, “lavabo” e afins em português. Quando os romanos começaram a usar óleo de lavanda para perfumar roupas lavadas, a flor ganhou o nome. Outras palavras que vêm da raiz leue- são “dilúvio” e “diluir”, que ganham o di(s)- antes. Essa partícula remete à noção de distância (algo que fica óbvio na própria palavra “distância”) e, junto de leue-, significa usar água para levar algo para longe. Por fim, existe a palavra “aluvião”, nome que se dá à terra, argila e cascalho carregados pela água corrente de um rio, que vão se acumulando. A partícula a- antes do lu- significa “para”, “com a finalidade de”. Ou seja, aquela sujeira seria algo “para lavar”.

Fonte: blog Origem da Palavra, Online Etymology Dictionary.

Oráculo. Revista Superinteressante. Disponível em <https://super.abril.com.br/coluna/oraculo/a-palavra-lavanderia-tem-algo-a-ver-com-a-flor-de-lavanda/>
Observando os radicais das palavras a seguir e levando em consideração os seus significados, conclui-se que a única palavra que não é formada a partir do mesmo radical mencionado no texto é:
Alternativas
Q3435217 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

A palavra “lavanderia” tem algo a ver com a flor de lavanda? Na verdade, é o contrário: a flor é que tem a ver com a lavanderia.

A raiz leue- já se referia ao ato de tirar sujeira das coisas na Europa pré-histórica de 4 mil anos atrás, e deu origem à raiz lav- em latim, que então desembocou em “lavar”, “lavanderia”, “lavabo” e afins em português. Quando os romanos começaram a usar óleo de lavanda para perfumar roupas lavadas, a flor ganhou o nome. Outras palavras que vêm da raiz leue- são “dilúvio” e “diluir”, que ganham o di(s)- antes. Essa partícula remete à noção de distância (algo que fica óbvio na própria palavra “distância”) e, junto de leue-, significa usar água para levar algo para longe. Por fim, existe a palavra “aluvião”, nome que se dá à terra, argila e cascalho carregados pela água corrente de um rio, que vão se acumulando. A partícula a- antes do lu- significa “para”, “com a finalidade de”. Ou seja, aquela sujeira seria algo “para lavar”.

Fonte: blog Origem da Palavra, Online Etymology Dictionary.

Oráculo. Revista Superinteressante. Disponível em <https://super.abril.com.br/coluna/oraculo/a-palavra-lavanderia-tem-algo-a-ver-com-a-flor-de-lavanda/>
O processo de formação de palavras como lavanda dilúvio, referenciado no texto, é o de:
Alternativas
Q3435216 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

A palavra “lavanderia” tem algo a ver com a flor de lavanda? Na verdade, é o contrário: a flor é que tem a ver com a lavanderia.

A raiz leue- já se referia ao ato de tirar sujeira das coisas na Europa pré-histórica de 4 mil anos atrás, e deu origem à raiz lav- em latim, que então desembocou em “lavar”, “lavanderia”, “lavabo” e afins em português. Quando os romanos começaram a usar óleo de lavanda para perfumar roupas lavadas, a flor ganhou o nome. Outras palavras que vêm da raiz leue- são “dilúvio” e “diluir”, que ganham o di(s)- antes. Essa partícula remete à noção de distância (algo que fica óbvio na própria palavra “distância”) e, junto de leue-, significa usar água para levar algo para longe. Por fim, existe a palavra “aluvião”, nome que se dá à terra, argila e cascalho carregados pela água corrente de um rio, que vão se acumulando. A partícula a- antes do lu- significa “para”, “com a finalidade de”. Ou seja, aquela sujeira seria algo “para lavar”.

Fonte: blog Origem da Palavra, Online Etymology Dictionary.

Oráculo. Revista Superinteressante. Disponível em <https://super.abril.com.br/coluna/oraculo/a-palavra-lavanderia-tem-algo-a-ver-com-a-flor-de-lavanda/>
A formação de palavras de base latina na língua portuguesa, temática do texto apresentado, evoca o conceito gramatical de: 
Alternativas
Q3435210 Português
Leia o texto para responder a questão.


Vacina anticâncer para cães dobra a taxa de sobrevivência dos animais


Com tratamentos convencionais como quimioterapia, cachorros com certos tipos de câncer têm 35% mais chances de sobreviver por um período extra de um ano. Com uma nova vacina anticâncer, essa probabilidade sobe para 60% – praticamente o dobro.
Os resultados foram publicados na revista Translational Oncology em 2021, mas só foram divulgados em 5 de março pela Universidade de Yale, nos Estados Unidos. O tratamento é uma forma de imunoterapia e está atualmente sob revisão pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
A vacina foi submetida a múltiplos ensaios clínicos ao longo dos últimos oito anos. Ela foi aplicada inclusive no golden retriever Hunter, de 11 anos, que, também passou por quimioterapia e, dois anos após seu diagnóstico inicial, não apresenta mais sinais de câncer.
O cachorro brincalhão que trabalhava antes como cão de resgate em locais de desastres agora vive com apenas três patas. Ele passou por uma amputação da pata dianteira esquerda após ser diagnosticado com osteossarcoma, forma de câncer ósseo que mata mais de 65% dos cães que aflige dentro de 12 meses.
“Cães, assim como humanos, desenvolvem câncer espontaneamente; eles crescem, metastatizam e mutam, assim como os cânceres humanos”, diz em comunicado um dos desenvolvedores da vacina, Mark Mamula, professor de reumatologia na Escola de Medicina de Yale.
O especialista conta que perdeu seu próprio cachorro para um câncer inoperável há cerca de 11 anos atrás. “Se pudermos fornecer algum benefício, algum alívio – uma vida sem dor – esse é o melhor resultado que poderíamos ter”, ele afirma.


Resultados promissores

Hunter recebeu sua primeira dose da vacina antes de sua cirurgia de amputação. A segunda dose veio antes do cachorro iniciar a quimioterapia e depois ele ainda recebeu um reforço.
Até agora, mais de 300 cães foram tratados com o imunizante durante uma série de ensaios clínicos, que ainda estão em andamento em 10 locais nos EUA e Canadá. Os resultados mostraram que a vacina cria anticorpos que encontram e se ligam a tumores, interferindo com as vias de sinalização responsáveis pelo crescimento tumoral.
Além de aumentar a taxa de sobrevivência de um ano após a vacinação, o tratamento também reduz os tumores em muitos dos cães. Por enquanto, a intervenção só se aplica a cachorros que já foram diagnosticados com câncer, mas, no futuro, os cientistas esperam descobrir se isso poderá ser aplicado para reduzir a incidência de tumores em cães saudáveis.
Mark Mamula criou uma empresa chamada TheraJan, que deve produzir eventualmente a vacina. “Recebo muitos e-mails de proprietários de cães gratos que foram informados de que seus animais de estimação teriam semanas ou meses de vida, mas que agora estão dois ou três anos além de seu diagnóstico de câncer”, ele relata.


Revista Superinteressante. Adaptado. Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia/2024/03/vacina-anti-cancer-para-caes-dobra-a-taxa-de-sobrevivencia-dos-animais.ghtml>

Considere o seguinte excerto: “Até agora, mais de 300 cães foram tratados com o imunizante durante uma série de ensaios clínicos (...)”. Dentre as palavras a seguir, que ocorrem no excerto apresentado, atua como advérbio apenas: 
Alternativas
Q3434531 Português
Referindo-se à flexão de número dos substantivos, marque a alternativa incorreta.
Alternativas
Q3434300 Português

Texto para responder à questão.


 Templo egípcio de 2 mil anos revela cenas mitológicas e “Ano Novo” divino


Centenas de figuras e representações egípcias foram reveladas durante um trabalho de restauração do teto do Templo de Esna, estrutura erguida há cerca de 2,2 mil anos que passou por uma grande reforma há aproximadamente dois milênios, quando os romanos dominaram o Egito. As novidades foram divulgadas no último dia 16 de outubro pela Universidade de Tubinga, na Alemanha, cujos especialistas colaboraram em parceria com o Ministério de Turismo e Antiguidades do Egito para a restauração do templo ao longo de cinco anos.


Uma equipe de 30 pesquisadores limpou a sujeira e a fuligem de centenas de figuras e representações astronômicas, revelando-as em suas cores originais. “A conclusão da restauração do teto marca o primeiro e talvez mais importante marco do projeto”, diz Christian Leitz, do Instituto de Estudos do Antigo Oriente Próximo da Universidade de Tubinga, em comunicado. Os relevos coloridos do teto mostram deuses, figuras mitológicas e representações do sol, da lua, além de signos do zodíaco e várias constelações. O teto é dividido em seis seções, cada uma com um tema. Entre eles estão o diário do sol, as fases da lua, as diferentes horas da noite e até o “Dia de Ano Novo”.


A mitologia que detalha o “Ano Novo” egípcio é representada em uma cena com divindades: Órion (que representa a constelação de mesmo nome), Sótis (nome egípcio para Sirius, a principal estrela da constelação de Cão Maior) e Anúquis (deusa da água). Os três deuses estão em barcos vizinhos com a deusa do céu, Nut, engolindo o céu noturno acima deles.“Sirius é invisível no céu noturno 70 dias por ano até que ela apareça novamente no leste”, explica Leitz. “Esse ponto era o Dia de Ano Novo no antigo Egito e também anunciava a inundação anual do Nilo.” No sistema de crenças dos egípcios, a deusa Anúquis era responsável pelo recuo das águas da inundação do Nilo cerca de 100 dias depois.”


Além das pinturas mitológicas, a restauração do templo revelou quase 200 inscrições em tinta que eram completamente desconhecidas. Essas inscrições ajudaram os pesquisadores a identificar muitas das imagens representadas. Agora que a restauração do teto foi concluída, os pesquisadores estão limpando paredes, colunas e pronaos (área frontal) do templo. Espera-se que esse trabalho revele novas cores e particularidades de imagens, como os “tronos dos deuses” e detalhes sobre suas roupas, segundo Leitzi informou em e-mail ao site Live Science.


Com 37 metros de comprimento, 20 metros de largura e 15 metros de altura, o pronaos era uma estrutura de arenito colocada na frente do edifício real durante o reinado do imperador romano Cláudio (41-54 d.C.). Sua localização no centro da cidade provavelmente contribuiu para a preservação e evitou que a área fosse usada como pedreira para materiais de construção, conforme ocorreu com outros edifícios antigos durante a industrialização do Egito.


Além do templo de Esna, onde predominam as cores amarelo e vermelho nas pinturas, há outro teto de templo astronômico excepcionalmente bem preservado no Egito. Este está no templo de Dendera, cerca de 60 km ao norte de Luxor, onde as cores predominantes são o branco e o azul claro, embora alguns dos mesmos temas estejam representados.


 Revista Galileu. (Adaptado). Disponível em https://revistagalileu.globo.com/ciencia/arqueologia/noticia/2023/10/templo-egipcio-de-2-mil-anos-revela-cenas-mitologicas-e-ano-novo-divino.ghtml

Considere o excerto: “Além das pinturas mitológicas, a restauração do templo revelou quase 200 inscrições em tinta que eram completamente desconhecidas.”. Nesse contexto, a modificação denotada pela palavra “completamente”, considerando sua classe gramatical, recai principalmente sobre: 
Alternativas
Q3434299 Português

Texto para responder à questão.


 Templo egípcio de 2 mil anos revela cenas mitológicas e “Ano Novo” divino


Centenas de figuras e representações egípcias foram reveladas durante um trabalho de restauração do teto do Templo de Esna, estrutura erguida há cerca de 2,2 mil anos que passou por uma grande reforma há aproximadamente dois milênios, quando os romanos dominaram o Egito. As novidades foram divulgadas no último dia 16 de outubro pela Universidade de Tubinga, na Alemanha, cujos especialistas colaboraram em parceria com o Ministério de Turismo e Antiguidades do Egito para a restauração do templo ao longo de cinco anos.


Uma equipe de 30 pesquisadores limpou a sujeira e a fuligem de centenas de figuras e representações astronômicas, revelando-as em suas cores originais. “A conclusão da restauração do teto marca o primeiro e talvez mais importante marco do projeto”, diz Christian Leitz, do Instituto de Estudos do Antigo Oriente Próximo da Universidade de Tubinga, em comunicado. Os relevos coloridos do teto mostram deuses, figuras mitológicas e representações do sol, da lua, além de signos do zodíaco e várias constelações. O teto é dividido em seis seções, cada uma com um tema. Entre eles estão o diário do sol, as fases da lua, as diferentes horas da noite e até o “Dia de Ano Novo”.


A mitologia que detalha o “Ano Novo” egípcio é representada em uma cena com divindades: Órion (que representa a constelação de mesmo nome), Sótis (nome egípcio para Sirius, a principal estrela da constelação de Cão Maior) e Anúquis (deusa da água). Os três deuses estão em barcos vizinhos com a deusa do céu, Nut, engolindo o céu noturno acima deles.“Sirius é invisível no céu noturno 70 dias por ano até que ela apareça novamente no leste”, explica Leitz. “Esse ponto era o Dia de Ano Novo no antigo Egito e também anunciava a inundação anual do Nilo.” No sistema de crenças dos egípcios, a deusa Anúquis era responsável pelo recuo das águas da inundação do Nilo cerca de 100 dias depois.”


Além das pinturas mitológicas, a restauração do templo revelou quase 200 inscrições em tinta que eram completamente desconhecidas. Essas inscrições ajudaram os pesquisadores a identificar muitas das imagens representadas. Agora que a restauração do teto foi concluída, os pesquisadores estão limpando paredes, colunas e pronaos (área frontal) do templo. Espera-se que esse trabalho revele novas cores e particularidades de imagens, como os “tronos dos deuses” e detalhes sobre suas roupas, segundo Leitzi informou em e-mail ao site Live Science.


Com 37 metros de comprimento, 20 metros de largura e 15 metros de altura, o pronaos era uma estrutura de arenito colocada na frente do edifício real durante o reinado do imperador romano Cláudio (41-54 d.C.). Sua localização no centro da cidade provavelmente contribuiu para a preservação e evitou que a área fosse usada como pedreira para materiais de construção, conforme ocorreu com outros edifícios antigos durante a industrialização do Egito.


Além do templo de Esna, onde predominam as cores amarelo e vermelho nas pinturas, há outro teto de templo astronômico excepcionalmente bem preservado no Egito. Este está no templo de Dendera, cerca de 60 km ao norte de Luxor, onde as cores predominantes são o branco e o azul claro, embora alguns dos mesmos temas estejam representados.


 Revista Galileu. (Adaptado). Disponível em https://revistagalileu.globo.com/ciencia/arqueologia/noticia/2023/10/templo-egipcio-de-2-mil-anos-revela-cenas-mitologicas-e-ano-novo-divino.ghtml

Considere o excerto: “há outro teto de templo astronômico excepcionalmente bem preservado no Egito. Este está no templo de Dendera, cerca de 60 km ao norte de Luxor, onde as cores predominantes são o branco e o azul claro, embora alguns dos mesmos temas estejam representados.” Levando em conta todos os advérbios e locuções adverbiais que ocorrem no excerto dado, verifica-se que por eles são expressas as noções de:
Alternativas
Q3434137 Português
Metafísica


   Contam que um admirador de Albert Einstein foi visitar o mestre em sua casa e o encontrou estirado numa poltrona, com a cabeça para trás e os olhos fechados. Não querendo perturbar o aparente repouso do professor, o visitante sentou-se num canto e ficou esperando que ele acordasse.

  Passou meia hora, o professor continuava estirado na poltrona, a cabeça para trás e os olhos fechados. Foi quando o visitante viu um ratinho aparecer debaixo da mesa e dirigir-se para os pés de Albert Einstein. O visitante ficou em pânico. O que fazer? O ratinho se aproximava dos pés do mestre com passinhos curtos mas resolutos. Devia acordar Einstein e avisar do perigo iminente? Ou esperar que o ratinho mudasse de rota? Ou, silenciosamente, sem acordar o professor, enxotar o ratinho?

   Enquanto o visitante decidia o que fazer, o ratinho chegou até o pé direito de Einstein e deu uma mordidinha no seu dedão pelo buraco do chinelo. Einstein nem abriu os olhos. Fez que sim com a cabeça. O ratinho voltou correndo para sua toca. Minutos mais tarde, Einstein abriu os olhos e deu com o visitante no canto. Este desculpou-se, disse que não pretendia acordá-lo, mas Einstein o silenciou com um gesto. Não estava dormindo. Estava pensando.

   Sempre fazia isso. Sentava naquela poltrona, atirava a cabeça para trás, fechava os olhos e deixava o cérebro funcionar. Pensava no universo, pensava no funcionamento do universo, pensava nas explicações para o funcionamento do universo... Mas precisava ter cuidado. Sua mente tinha uma tendência muito grande para a metafísica. Escapava ao controle, disparava, quando ele via ela estava perdida no infinito, em equações fantásticas...

   Felizmente, sempre que isto acontecia, ele sentia uma cosquinha no dedão. Era o sinal para voltar à física, à realidade e às coisas prováveis. Fora assim que desenvolvera a sua teoria da relatividade. Seu cérebro indo em todas as direções, mas a cosquinha no dedão indicando o caminho, alertando-o para os excessos, chamando-o de volta à realidade e à razão.

   O visitante engoliu em seco.

   — E o senhor tem... uma explicação para a cosquinha no dedão?

   Einstein não respondeu em seguida. Suspirou. Coçou a cabeça. Depois disse:

   — Aí é que está. Só pode ser explicada como um sinal divino. Mas eu preciso resistir à metafísica!

   O visitante procurou o ratinho com o olhar mas não o avistou. Além de tudo, era modesto.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Considere o excerto: “Felizmente, sempre que isto acontecia, ele sentia uma cosquinha no dedão.” No contexto apresentado, o advérbio “felizmente” modifica:
Alternativas
Q3433882 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As surpreendentes vantagens de se andar com os pés descalços


Nas últimas décadas, o hábito de caminhar de pés descalços ganhou cada vez mais adeptos.


Enquanto alguns veem a moda como passageira, outros argumentam que é uma prática saudável, enraizada em nossa natureza.


Na verdade, muitos pais e mães de crianças que ainda não aprenderam a andar mostram grande preocupação com o desenvolvimento dos pés infantis, o que ajuda a explicar a ampla adoção, atualmente, do chamado calçado minimalista, aquele que proporciona uma experiência semelhante à de andar descalço, na idade pediátrica.


Andar descalço seria igualmente importante para os adultos? O pé não é simplesmente um elemento para caminhar e suportar o nosso peso. Ele é um complexo sistema biomecânico composto por vinte e oito ossos especializados em outras várias funções relacionadas à estabilidade, ao equilíbrio e à eficiência ao caminhar.


Em alguns centímetros quadrados, o pé assegura que possamos realizar uma atividade tão básica quanto nos deslocarmos de um lugar a outro. Além disso, a sola do pé tem quase tantas terminações nervosas quanto as das mãos e é uma grande reguladora da nossa postura e movimento.


Andar descalço por vontade própria não é uma invenção moderna. Algumas culturas antigas consideravam que, ao fazê-lo, era estabelecida uma conexão direta com a terra. No entanto, com a invenção do calçado, priorizou-se a proteção e o status em detrimento da naturalidade.


Nas sociedades modernas, o calçado é um elemento essencial de vestuário, tanto por razões de higiene quanto de posição social. Faz sentido, então, prescindir dele em muitos momentos?


As pesquisas científicas revelam que favoreceria a conexão com a natureza e, de um ponto de vista emocional, com nós mesmos.


No que diz respeito aos aspectos meramente físicos, há diferenças entre andar calçado ou de pés descalços, e sabe-se disso há algum tempo.


Já em 1905, o Dr. Phil Hoffman comparou os pés de pessoas que andavam descalças com os de quem usava calçados e encontrou grandes diferenças entre eles, tanto na forma quanto na função do pé. Uma revisão sistemática realizada em 2015 endossou os achados de Hoffman e detectou várias diferenças-chave.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c51nnlqq5yvo. adaptado.
Andar descalço 'seria' igualmente importante para os adultos?

O verbo destacado na frase encontra-se conjugado no:
Alternativas
Q3433881 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As surpreendentes vantagens de se andar com os pés descalços


Nas últimas décadas, o hábito de caminhar de pés descalços ganhou cada vez mais adeptos.


Enquanto alguns veem a moda como passageira, outros argumentam que é uma prática saudável, enraizada em nossa natureza.


Na verdade, muitos pais e mães de crianças que ainda não aprenderam a andar mostram grande preocupação com o desenvolvimento dos pés infantis, o que ajuda a explicar a ampla adoção, atualmente, do chamado calçado minimalista, aquele que proporciona uma experiência semelhante à de andar descalço, na idade pediátrica.


Andar descalço seria igualmente importante para os adultos? O pé não é simplesmente um elemento para caminhar e suportar o nosso peso. Ele é um complexo sistema biomecânico composto por vinte e oito ossos especializados em outras várias funções relacionadas à estabilidade, ao equilíbrio e à eficiência ao caminhar.


Em alguns centímetros quadrados, o pé assegura que possamos realizar uma atividade tão básica quanto nos deslocarmos de um lugar a outro. Além disso, a sola do pé tem quase tantas terminações nervosas quanto as das mãos e é uma grande reguladora da nossa postura e movimento.


Andar descalço por vontade própria não é uma invenção moderna. Algumas culturas antigas consideravam que, ao fazê-lo, era estabelecida uma conexão direta com a terra. No entanto, com a invenção do calçado, priorizou-se a proteção e o status em detrimento da naturalidade.


Nas sociedades modernas, o calçado é um elemento essencial de vestuário, tanto por razões de higiene quanto de posição social. Faz sentido, então, prescindir dele em muitos momentos?


As pesquisas científicas revelam que favoreceria a conexão com a natureza e, de um ponto de vista emocional, com nós mesmos.


No que diz respeito aos aspectos meramente físicos, há diferenças entre andar calçado ou de pés descalços, e sabe-se disso há algum tempo.


Já em 1905, o Dr. Phil Hoffman comparou os pés de pessoas que andavam descalças com os de quem usava calçados e encontrou grandes diferenças entre eles, tanto na forma quanto na função do pé. Uma revisão sistemática realizada em 2015 endossou os achados de Hoffman e detectou várias diferenças-chave.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c51nnlqq5yvo. adaptado.
Uma revisão sistemática realizada em 2015 endossou os achados de Hoffman e detectou várias 'diferenças-chave'.

O termo destacado, morfologicamente, trata-se de:
Alternativas
Q3433880 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As surpreendentes vantagens de se andar com os pés descalços


Nas últimas décadas, o hábito de caminhar de pés descalços ganhou cada vez mais adeptos.


Enquanto alguns veem a moda como passageira, outros argumentam que é uma prática saudável, enraizada em nossa natureza.


Na verdade, muitos pais e mães de crianças que ainda não aprenderam a andar mostram grande preocupação com o desenvolvimento dos pés infantis, o que ajuda a explicar a ampla adoção, atualmente, do chamado calçado minimalista, aquele que proporciona uma experiência semelhante à de andar descalço, na idade pediátrica.


Andar descalço seria igualmente importante para os adultos? O pé não é simplesmente um elemento para caminhar e suportar o nosso peso. Ele é um complexo sistema biomecânico composto por vinte e oito ossos especializados em outras várias funções relacionadas à estabilidade, ao equilíbrio e à eficiência ao caminhar.


Em alguns centímetros quadrados, o pé assegura que possamos realizar uma atividade tão básica quanto nos deslocarmos de um lugar a outro. Além disso, a sola do pé tem quase tantas terminações nervosas quanto as das mãos e é uma grande reguladora da nossa postura e movimento.


Andar descalço por vontade própria não é uma invenção moderna. Algumas culturas antigas consideravam que, ao fazê-lo, era estabelecida uma conexão direta com a terra. No entanto, com a invenção do calçado, priorizou-se a proteção e o status em detrimento da naturalidade.


Nas sociedades modernas, o calçado é um elemento essencial de vestuário, tanto por razões de higiene quanto de posição social. Faz sentido, então, prescindir dele em muitos momentos?


As pesquisas científicas revelam que favoreceria a conexão com a natureza e, de um ponto de vista emocional, com nós mesmos.


No que diz respeito aos aspectos meramente físicos, há diferenças entre andar calçado ou de pés descalços, e sabe-se disso há algum tempo.


Já em 1905, o Dr. Phil Hoffman comparou os pés de pessoas que andavam descalças com os de quem usava calçados e encontrou grandes diferenças entre eles, tanto na forma quanto na função do pé. Uma revisão sistemática realizada em 2015 endossou os achados de Hoffman e detectou várias diferenças-chave.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c51nnlqq5yvo. adaptado.
O pé não é simplesmente um elemento para caminhar e suportar o nosso peso. Ele é um complexo sistema biomecânico composto por vinte e oito ossos especializados.

Assinale a opção que contenha apenas substantivos.
Alternativas
Q3433875 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As surpreendentes vantagens de se andar com os pés descalços


Nas últimas décadas, o hábito de caminhar de pés descalços ganhou cada vez mais adeptos.


Enquanto alguns veem a moda como passageira, outros argumentam que é uma prática saudável, enraizada em nossa natureza.


Na verdade, muitos pais e mães de crianças que ainda não aprenderam a andar mostram grande preocupação com o desenvolvimento dos pés infantis, o que ajuda a explicar a ampla adoção, atualmente, do chamado calçado minimalista, aquele que proporciona uma experiência semelhante à de andar descalço, na idade pediátrica.


Andar descalço seria igualmente importante para os adultos? O pé não é simplesmente um elemento para caminhar e suportar o nosso peso. Ele é um complexo sistema biomecânico composto por vinte e oito ossos especializados em outras várias funções relacionadas à estabilidade, ao equilíbrio e à eficiência ao caminhar.


Em alguns centímetros quadrados, o pé assegura que possamos realizar uma atividade tão básica quanto nos deslocarmos de um lugar a outro. Além disso, a sola do pé tem quase tantas terminações nervosas quanto as das mãos e é uma grande reguladora da nossa postura e movimento.


Andar descalço por vontade própria não é uma invenção moderna. Algumas culturas antigas consideravam que, ao fazê-lo, era estabelecida uma conexão direta com a terra. No entanto, com a invenção do calçado, priorizou-se a proteção e o status em detrimento da naturalidade.


Nas sociedades modernas, o calçado é um elemento essencial de vestuário, tanto por razões de higiene quanto de posição social. Faz sentido, então, prescindir dele em muitos momentos?


As pesquisas científicas revelam que favoreceria a conexão com a natureza e, de um ponto de vista emocional, com nós mesmos.


No que diz respeito aos aspectos meramente físicos, há diferenças entre andar calçado ou de pés descalços, e sabe-se disso há algum tempo.


Já em 1905, o Dr. Phil Hoffman comparou os pés de pessoas que andavam descalças com os de quem usava calçados e encontrou grandes diferenças entre eles, tanto na forma quanto na função do pé. Uma revisão sistemática realizada em 2015 endossou os achados de Hoffman e detectou várias diferenças-chave.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c51nnlqq5yvo. adaptado.
Enquanto alguns veem a moda como passageira, outros argumentam que é uma prática saudável, enraizada em nossa natureza.

Em relação ao artigo simples, é correto afirmar que há:
Alternativas
Q3433677 Português

INSTRUÇÃO: Leia o fragmento do texto a seguir para responder à questão.



Saia da cadeira! Caminhar por 15 minutos já reduz risco de infarto e AVC



Passar muitas horas do dia sentado é prejudicial à saúde e aumenta o risco de morte, em especial por doenças cardiovasculares (como infarto e AVC). No entanto, movimentar-se por ao menos 15 minutos diariamente parece reduzir os prejuízos que a “cadeira” traz para a saúde.


É o que afirma um grande estudo realizado em Taiwan com quase meio milhão de pessoas e publicado na semana passada no «JAMA Network Open».



VARELLA, Mariana. Disponível em: https://www.uol.com.br/ vivabem/colunas/mariana-varella/2024/01/25/saia-da-cadeiracaminhar-por-15-minutos-ja-reduz-risco-de-infarto-e-avc.htm. Acesso em: 25 jan. 2024. [Fragmento]

Releia este trecho:



“Passar muitas horas do dia sentado é prejudicial à saúde e aumenta o risco de morte, em especial por doenças cardiovasculares [...].”



Assinale a alternativa cujas palavras pertençam à mesma classe gramatical da palavra em destaque no trecho apresentado.

Alternativas
Q3433671 Português

Sentou na minha frente e pôs-se ______ ler um livro ______ luz do abajur. Já está preparada para dormir: o macio roupão azul sobre a camisola, a chinela de rosinhas azuis, o frouxo laçarote de fita prendendo os cabelos alourados, a pele tão limpa, tão brilhante, cheirando ______ sabonete provavelmente azul, tudo tão vago, tão imaterial. Celestial.



TELLES, Lygia Fagundes. Eu era mudo e só. Disponível em:

https://contobrasileiro.com.br/eu-era-mudo-e-so-conto-de-lygia

fagundes-telles/. Acesso em: 23 jan. 2024. [Fragmento]



Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente os espaços do texto.

Alternativas
Q3433346 Português

Texto para a questão: 


Ele foi albergado, incentivou quem mora na rua a ler e se tornou bibliotecário 




Disponível em: https://www1.folha.ual.com br.

Dentre as sentenças apresentadas a seguir, assinale aquela na qual a palavra destacada exerce papel substantivo. 
Alternativas
Q3433132 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Células podem indicar chave para frear efeitos do envelhecimento


Elas estão espalhadas por todo o nosso corpo — do cérebro ao fígado —, e atuam liberando moléculas prejudiciais que degradam os tecidos, afetando a cognição, aumentando a fragilidade e enfraquecendo o sistema imunológico. E seu número aumenta à medida que envelhecemos.


Estamos nos referindo às células senescentes, muitas vezes, chamadas de "células zumbis".


Com a idade, elas passam por um processo de senescência, um estado em que não crescem e não se dividem, no entanto resistem em morrer e liberam uma combinação prejudicial de sinais biológicos nocivos.


Quando uma pessoa é jovem, o sistema imunológico elimina células senescentes. Mas muitas conseguem perseverar, contribuindo para problemas de saúde e doenças associadas ao avanço da idade.


Há mais de uma década, várias equipes de cientistas pesquisam formas de destruir estas células, e assim, deter os problemas do envelhecimento.


As doenças, as lesões e os outros fatores de estresse danificam as células de todo o nosso corpo.


 Idealmente, nosso sistema imunológico elimina as células danificadas por meio de um processo chamado apoptose.


Mas, à medida que envelhecemos, o nosso organismo já não é tão eficaz na eliminação de células disfuncionais, e isso contribui para o enfraquecimento do sistema imunológico e outros processos biológicos menos eficientes


Mas, à medida que envelhecemos, o nosso organismo já não é tão eficaz na eliminação de células disfuncionais, e isso contribui para o enfraquecimento do sistema imunológico e outros processos biológicos menos eficientes.


Nas dezenas de ensaios clínicos realizados em células senescentes atualmente, os pesquisadores usam desde medicamentos — novos e adaptados — até biomarcadores e ferramentas genéticas para reprogramar e matar estas células, na esperança de acabar com as doenças associadas ao avanço da idade.


"Sabemos que as pessoas envelhecem em ritmos diferentes, e que a idade cronológica de uma pessoa nem sempre coincide com a sua idade biológica", explicou Jennifer Sauver, principal autora do estudo.


 "Descobrimos que um grupo de diversas proteínas liberadas pelas células zumbis funciona como biomarcadores da senescência e prevê resultados relacionados à saúde em adultos mais velhos."


Os pesquisadores também descobriram que medir estes biomarcadores no sangue ajuda a prever a mortalidade, para além da combinação da idade cronológica, do sexo e da presença de uma doença crônica.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4nn0v2g45mo

Elas estão espalhadas por todo o nosso corpo — do cérebro ao fígado —, e atuam liberando moléculas prejudiciais que degradam os tecidos, afetando a cognição.


Assinale a expressão que contenha substantivo e adjetivo, independente da ordem.

Alternativas
Q3432970 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Células podem indicar chave para frear efeitos do envelhecimento


Elas estão espalhadas por todo o nosso corpo — do cérebro ao fígado —, e atuam liberando moléculas prejudiciais que degradam os tecidos, afetando a cognição, aumentando a fragilidade e enfraquecendo o sistema imunológico. E seu número aumenta à medida que envelhecemos.


Estamos nos referindo às células senescentes, muitas vezes, chamadas de "células zumbis".



Com a idade, elas passam por um processo de senescência, um estado em que não crescem e não se dividem, no entanto resistem em morrer e liberam uma combinação prejudicial de sinais biológicos nocivos.


 Quando uma pessoa é jovem, o sistema imunológico elimina células senescentes. Mas muitas conseguem perseverar, contribuindo para problemas de saúde e doenças associadas ao avanço da idade.


Há mais de uma década, várias equipes de cientistas pesquisam formas de destruir estas células, e assim, deter os problemas do envelhecimento. 


As doenças, as lesões e os outros fatores de estresse danificam as células de todo o nosso corpo.


Idealmente, nosso sistema imunológico elimina as células danificadas por meio de um processo chamado apoptose.


Mas, à medida que envelhecemos, o nosso organismo já não é tão eficaz na eliminação de células disfuncionais, e isso contribui para o enfraquecimento do sistema imunológico e outros processos biológicos menos eficientes.


Nas dezenas de ensaios clínicos realizados em células senescentes atualmente, os pesquisadores usam desde medicamentos — novos e adaptados — até biomarcadores e ferramentas genéticas para reprogramar e matar estas células, na esperança de acabar com as doenças associadas ao avanço da idade.


"Sabemos que as pessoas envelhecem em ritmos diferentes, e que a idade cronológica de uma pessoa nem sempre coincide com a sua idade biológica", explicou Jennifer Sauver, principal autora do estudo.


"Descobrimos que um grupo de diversas proteínas liberadas pelas células zumbis funciona como biomarcadores da senescência e prevê resultados relacionados à saúde em adultos mais velhos."


 Os pesquisadores também descobriram que medir estes biomarcadores no sangue ajuda a prever a mortalidade, para além da combinação da idade cronológica, do sexo e da presença de uma doença crônica.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4nn0v2g45mo

Elas estão espalhadas por todo o nosso corpo — do cérebro ao fígado —, e atuam liberando moléculas prejudiciais que degradam os tecidos, afetando a cognição.


Assinale a expressão que contenha substantivo e adjetivo, independente da ordem.

Alternativas
Q3432781 Português

Dinheiro na mão é vendaval

Notas e moedas sumiram de nossas vidas – e ninguém percebeu.

Walcyr Carrasco



    Outro dia eu resolvi ir a um restaurante no Rio de Janeiro, localizado em um bairro da Zona Sul, tradicional e elegante. Vesti uma roupa especial para a ocasião, passei um bom perfume, peguei a carteira com meus cartões, apesar de usar mais os virtuais hoje em dia. Empoderado e bem acompanhado, entrei no local, certo de que faria uma deliciosa refeição. Pedi uma mesa para dois. Quando sentamos, o garçom nos trouxe o menu. E perguntou: “Já conhecem o restaurante?”. Respondi: "Não, mas já há algum tempo queria conhecer”. Ele disse: “Só quero adiantar que não trabalhamos com cartões.” Sorri e disse: “Tudo bem, eu faço um Pix.” Aí ele frisou: “Só aceitamos pagamento em cash.” Meu mundo desmoronou. Ele nos acompanhou até a saída. Logo ao lado havia outro restaurante. Entramos. A mesma cena se repetiu. Surpreso, soube que os dois eram do mesmo dono. Questionei como isso era possível nos dias atuais. Há muito tempo não passava por uma situação assim. O segundo garçom explicou que os dois restaurantes eram frequentados por clientes antigos e fiéis, que já conheciam as normas e sempre estavam preparados. Realmente, observei e o restaurante estava longe de parecer vazio. Corremos para um food truck, e nos resolvemos.


    Refleti que de fato eu utilizo cada vez menos dinheiro em papel ou moeda, assim como todos os meus amigos e conhecidos. Antes eu sempre tinha um trocado. Separava o dinheiro do restaurante, do táxi, da gorjeta. Sempre tinha uma bolsinha para as moedas. Hoje, basicamente, eu preciso do meu celular. Carro é por aplicativo, reservas on-line, restaurantes pagos por aproximação com o celular. E a gorjeta? O exército de profissionais que dependia de gorjetas dançou, porque ninguém mais anda com dinheiro vivo. A não ser que se dê a gorjeta também no cartão. Mas o mundo avançou tanto na seara digital que, há pouco tempo, na entrada do Aeroporto Santos Dumont, um senhor me estendeu a mão pedindo uma ajuda. Respondi que não tinha dinheiro em mãos. “Aceito Pix", ele respondeu. Para um amigo que queria um queijo coalho na Praia de Ipanema e estava desprevenido, a vendedora propôs, mostrando um cartão: “Aponta seu celular pra esse QR code que o pagamento vai cair direto na minha conta.” Minha reflexologista anda com uma maquininha de cobrança no próprio celular. Mas dinheiro virou algo simbólico. Obsoleto. Mesmo os grandes bancos se resolvem com cifras digitais. Imagine se todos os correntistas de qualquer banco exigirem, no mesmo dia, retirar tudo em dinheiro. O banco entra em colapso.


    As cédulas coloridas, as moedas desenhadas, o cheirinho da grana, tudo isso tornou-se raro. Uma mala cheia de dinheiro vivo hoje em dia é suspeita. No mínimo, vão achar que é propina de político. Ou algum pagamento questionável, que alguém recebe e não declara. Outro dia vi a clássica imagem de Tio Patinhas nadando em dinheiro. Hoje em dia seria impossível. O próprio Tio Patinhas teria seus apps. A canção de Paulinho da Viola intitulada Pecado Capital diz que dinheiro na mão é vendaval na vida de um sonhador. Foi premonitória. O vendaval já passou. Dinheiro na mão? Ninguém tem mais.


Publicado em VEJA de 1° de março de 2024, edição n° 2882.

"Outro dia vi a clássica imagem de Tio Patinhas nadando em dinheiro." 3º§ 


A conjugação do verbo destacado, na terceira pessoa do plural do presente do indicativo, é:

Alternativas
Respostas
6381: C
6382: B
6383: D
6384: A
6385: A
6386: B
6387: A
6388: B
6389: E
6390: D
6391: A
6392: B
6393: A
6394: D
6395: B
6396: A
6397: B
6398: A
6399: A
6400: C