Questões de Concurso Sobre morfologia em português

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Q3414589 Português
A Missão

O rio Lombe brilhava na vegetação densa. Vinte vezes o tinham atravessado. Teoria, o professor, tinha escorregado numa pedra e esfolara profundamente o joelho. O Comandante dissera a Teoria para voltar à Base, acompanhado de um guerrilheiro. O professor, fazendo uma careta, respondera: — Somos dezesseis. Ficaremos catorze. Matemática simples que resolvera a questão: era difícil conseguir-se um efetivo suficiente. De mau grado, o Comandante deu ordem de avançar. Vinha por vezes juntar-se a Teoria, que caminhava em penúltima posição, para saber como se sentia. O professor escondia o sofrimento. E sorria sem ânimo. À hora de acampar, alguns combatentes foram procurar lenha seca, enquanto o Comando se reunia. Pangu-Akitina, o enfermeiro, aplicou um penso no ferimento do professor. O joelho estava muito inchado e só com grande esforço ele podia avançar. Aos grupos de quatro, prepararam o jantar: arroz com corned-beef. Terminaram a refeição às seis da tarde, quando já o sol desaparecera e a noite cobrira o Mayombe. As árvores enormes, das quais pendiam cipós grossos como cabos, dançavam em sombras com os movimentos das chamas. Só o fumo podia libertar-se do Mayombe e subir, por entre as folhas e as lianas, dispersando-se rapidamente no alto, como água precipitada por cascata estreita que se espalha num lago. Eu, o Narrador, sou Teoria. Nasci na Gabela, na terra do café. Da terra recebi a cor escura de café, vinda da mãe, misturada ao branco defunto do meu pai, comerciante português. Trago em mim o inconciliável e é este o meu motor. Num Universo de sim ou não, branco ou negro, eu represento o talvez. Talvez é não, para quem quer ouvir sim e significa sim para quem espera ouvir não. A culpa será minha se os homens exigem a pureza e recusam as combinações? Sou eu que devo tornar-me em sim ou em não? Ou são os homens que devem aceitar o talvez? Face a este problema capital, as pessoas dividem-se aos meus olhos em dois grupos: os maniqueístas e os outros. É bom esclarecer que raros são os outros, o Mundo é geralmente maniqueísta.

(Fonte: Pepetela — Adaptado.)
Sobre o emprego verbal do trecho “O rio Lombe brilhava na vegetação densa. Vinte vezes o tinham atravessado. Teoria, o professor, tinha escorregado numa pedra e esfolara profundamente o joelho. O Comandante dissera a Teoria para voltar à Base, acompanhado de um guerrilheiro. O professor, fazendo uma careta, respondera: — Somos dezesseis. Ficaremos catorze. Matemática simples que resolvera a questão: era difícil conseguir-se um efetivo suficiente”, analisar os itens abaixo:

I. O verbo “brilhava” está conjugado em modo/tempo típico de gêneros narrativos.
II. Os verbos “esfolara”, “cobrira”, “era”, “dissera”, “respondera” e “resolvera” indicam uma ação no passado ocorrida antes de outra ação também no passado.
III. O verbo “esfolara” pode ser substituído sem qualquer prejuízo gramatical pela locução verbal “havia esfolado”.
IV. Verbos no pretérito mais-que-perfeito são amplamente utilizados na linguagem coloquial de gêneros orais.

Estão CORRETOS: 
Alternativas
Q3414436 Português
Leia este trecho e responda a seguir.

“A democracia e a educação são irmãs gêmeas. Ambas fazem parte do mesmo processo civilizatório desde a Grécia antiga.” http://portal.mec.gov.br

A palavra “democracia” é formada pelos radicais –demo e –cracia e significa governo do povo. Está incorreta a correspondência apresentada em:
Alternativas
Q3414427 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa.

A obra de Paulo Freire em novo projeto gráfico.


Pedagogia da autonomia reafirma o profundo compromisso ético de Paulo Freire na defesa da existência digna. Neste seu último livro publicado em vida, em 1996, o educador aprofunda sua teoria-ética de uma vida voltada para a liberdade, a verdade e a autenticidade dos sujeitos, contra a lógica do capital. A partir do amor revolucionário e do rigor crítico, reflete sobre o que o ato de ensinar exige de educadores e educandos.

“Gosto de ser homem, de ser gente, porque não está dado como certo, inequívoco, irrevogável que sou ou serei decente, que testemunharei sempre gestos puros, que sou e que serei justo, que respeitarei os outros, que não mentirei escondendo o seu valor porque a inveja de sua presença no mundo me incomoda e me enraivece. Gosto de ser homem, de ser gente, porque sei que a minha passagem pelo mundo não é predeterminada, preestabelecida. Que o meu ‘destino’ não é um dado, mas algo que precisa ser feito e de cuja responsabilidade não posso me eximir. Gosto de ser gente porque a história em que me faço com os outros e de cuja feitura tomo parte é um tempo de possibilidades, e não de determinismo. Daí que insista tanto na problematização do futuro e recuse sua inexorabilidade.”

https://www.record.com.br/produto/pedagogia-daautonomia-3
“Os prefixos ocorrentes em palavras portuguesas provieram do latim e do grego, línguas em que funcionavam como preposições ou advérbios, portanto como vocábulos autônomos.”
A palavra “Inequívoco”, empregada no texto, é um exemplo em que figura o prefixo in- que indica “Negação”. Esse assunto é tratado na seguinte parte da gramática:
Alternativas
Q3414411 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Leia o texto "Canção de Exílio", de José Paulo Paes, e responda o que se pede no comando da questão.


Canção do Exílio

José Paulo Paes (1926-98)


Um dia segui viagem

sem olhar sobre meu ombro.


Não vi terras de passagem

Não vi glórias nem escombros.


Guardei no fundo da mala

Um raminho de alecrim.


Apaguei a luz da sala

Que ainda brilhava por mim.


Fechei a porta da rua

a chave joguei no mar.


Andei tanto nesta rua

que já não sei mais voltar.


(PAES, José Paulo. Prosas Seguidas de Odes Mínimas) 
Leia o excerto seguinte e analise o que se pede.

"Guardei no fundo da mala
Um raminho de alecrim."

Todas as afirmativas estão corretas, com exceção de: 
Alternativas
Q3414310 Português
6 raças de cães proibidas ao redor do mundo

        Recentemente, o Reino Unido baniu a raça de cães American Bully XL no país. A raça foi considerada um “perigo para a comunidade” após uma série de ataques nos últimos anos — incluindo dois fatais, contra um homem de 52 anos e uma criança de 10.
        Na terra do rei, seu cão pode ser apreendido pelo governo caso seja de uma das raças proibidas — mesmo que ele não apresente qualquer comportamento agressivo ou reclamação da vizinhança. O cão não é sacrificado de imediato, mas você deve passar por um julgamento e provar que seu animal de estimação não é uma ameaça. Depois, o bichinho precisa ser castrado e registrado como “permitido” no país — além de andar sempre de focinheira, coleira e com chip.
        O pit bull é banido ou possui restrições em cerca de 24 países, como Reino Unido, Espanha, Rússia, Argentina, Itália e Nova Zelândia. Outros países têm leis que regulam a adoção desses cães. É o caso dos Estados Unidos, Austrália, Alemanha, Japão e Brasil — por aqui, eles precisam usar focinheira e devem ser castrados.
        A raça foi criada para ser um cão de guarda, por isso é comum que ele carregue o estereótipo agressivo. Eles são conhecidos pela sua força e robustez de sua mordida. Por causa de seu físico atlético e alta energia, é preciso passear bastante para mantê-lo saudável.
        O Doberman é banido em alguns países do leste europeu, além da Irlanda e de algumas partes dos EUA, que restringem a circulação da raça. Assim como o pit bull, ela foi criada como cão de guarda. Por causa de seus instintos protetores e pouca amistosidade com estranhos, eles costumam ser mal vistos. Sem o devido treinamento, seus instintos mais agressivos podem ser aflorados. Especialistas recomendam iniciar a socialização e convivência entre humanos logo quando filhote.
        A raça japonesa Tosa Inu é banida em 18 países, como Reino Unido, Dinamarca e França. Ela foi criada para ser utilizada em brigas de cães e, por isso, seu banimento também é uma forma de atrapalhar a prática ilegal. A raça de grande porte pode ser paciente e tranquila, mas apresenta comportamentos destrutivos se não for educada corretamente.
        No fim das contas, tudo vai depender da personalidade do bicho e da eficácia do adestramento. Independentemente da raça do cachorro, é preciso educá-lo da maneira correta.

(Fonte: Superinteressante — adaptado.)
Assinalar a alternativa que apresenta uma frase na qual a conjunção ou locução conjuntiva corresponde ao sentido indicado entre parênteses: 
Alternativas
Q3414282 Português
Como se forma um oásis no deserto?

         A cena até parece uma praia artificial: água clara, altas árvores e areia. Na verdade, são oásis, regiões no meio do deserto onde o lençol freático é mais raso e a vegetação é possível. Comerciantes e povos nômades da África que precisam cruzar o deserto já criam um roteiro em que os oásis estarão no caminho. Afinal, é o momento de poder descansar debaixo de uma sombra fresca. Sem eles, a viagem poderia ser impossível.
         O oásis surge quando, em uma determinada região do deserto, o lençol freático está mais próximo à superfície. Um dos principais motivos para a água aparecer é o desgaste do solo causado pelo vento. As fortes ventanias podem mover até 260 milhões de toneladas de areia por ano. A região fica rasa, e aí a água vinda dos lençóis aparece. Em alguns locais do deserto, governos locais perfuram poços bem profundos para encontrar água e, assim, forçar o surgimento desse tipo de sistema.
         Nem toda água dos lagos dos oásis são potáveis. Dependendo da composição do solo, são salgadas e, se forem ricas em potássio, por exemplo, podem funcionar como laxante. A tamareira, conhecida como a palmeira do oásis, é muito resistente ao calor e cresce rápido mesmo sob o sol escaldante. As raízes são poderosas, capazes de sugar a água de depósitos subterrâneos.

(Fonte: Revista Recreio — adaptado.)
Assinalar a alternativa em que há uma CORRETA correspondência entre a palavra masculina e seu respectivo feminino: 
Alternativas
Q3414116 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As receitas


Quando eu era menino, na escola, as professoras me ensinaram que o Brasil estava destinado a um futuro grandioso porque as suas terras estavam cheias de riquezas: ferro, ouro, diamantes, florestas e coisas semelhantes. Ensinaram errado. O que me disseram equivale a predizer que um homem será um grande pintor por ser dono de uma loja de tintas. Mas o que faz um quadro não é a tinta: são as ideias que moram na cabeça do pintor. São as ideias dançantes na cabeça que fazem as tintas dançar sobre a tela.


Por isso, sendo um país tão rico, somos um povo tão pobre. Somos pobres em idéias. Não sabemos pensar. Nisto nos parecemos com os dinossauros, que tinham excesso de massa muscular e cérebros de galinha. Hoje, nas relações de troca entre os países, o bem mais caro, o bem mais cuidadosamente guardado, o bem que não se vende, são as ideias. É com as ideias que o mundo é feito. Prova disso são os tigres asiáticos, Japão, Coreia, Formosa que, pobres de recursos naturais, se enriqueceram por ter se especializado na arte de pensar.


Minha filha me fez uma pergunta: "O que é pensar?" Disse-me que 'esta era uma pergunta que o professor de filosofia havia proposto à classe. Pelo que lhe dou os parabéns. Primeiro por ter ido diretamente à questão essencial. Segundo, por ter tido a sabedoria de fazer a pergunta, sem dar a resposta. Porque, se tivesse dado a resposta, teria com ela cortado as asas do pensamento. O pensamento é como a águia que só alça vôo nos espaços vazios do desconhecido. Pensar é voar sobre o que não se sabe. Não existe nada mais fatal para o pensamento que o ensino das respostas certas. Para isso existem as escolas: não para ensinar as respostas, mas para ensinar as perguntas. As respostas nos permitem andar sobre a terra firme. Mas somente as perguntas nos permitem entrar pelo mar desconhecido.


E, no entanto, não podemos viver sem as respostas. As asas, para o impulso inicial do vôo, dependem de pés apoiados na terra firme. Os pássaros, antes de saber voar, aprendem a se apoiar sobre os seus pés. Também as crianças, antes de aprender a voar, tém que aprender a caminhar sobre a terra firme. Terra firme: as milhares de perguntas para as quais as gerações passadas já descobriram as respostas. O primeiro momento da educação é a transmissão deste saber. Nas palavras de Roland Barthes: "Há um momento em que se ensina o que se sabe..." E o curioso é que este aprendizado é justamente para nos poupar da necessidade de pensar.


As gerações mais velhas ensinam as mais novas as receitas que funcionam. Sei amarrar os meus sapatos automaticamente, sei dar o né na minha gravata automaticamente: as mãos fazem o seu trabalho com destreza enquanto as ideias andam por outros lugares. Aquilo que um dia eu não sabia me foi ensinado; eu aprendi com o corpo e esqueci com a cabeça. E a condição para que minhas mãos saibam bem é que a cabeça não pense sobre o que elas estão fazendo. Um pianista que, na hora da execução, pensa sobre os caminhos que seus dedos deverão seguir, tropeçará fatalmente. Há a estória de uma centopeia que andava feliz pelo jardim, quando foi interpelada por um grilo: "Dona Centopeia, sempre tive curiosidade sobre uma coisa: quando a senhora anda, qual, dentre as suas cem pernas, é aquela que a senhora movimenta primeiro?" "Curioso", ela respondeu. "Sempre andei, mas nunca me propus esta questão. Da próxima vez, prestarei atenção." Termina a estória dizendo que a centopéia nunca mais conseguiu andar.


Todo mundo fala, e fala bem. Ninguém sabe como a linguagem foi ensinada e nem como ela foi aprendida. A despeito disto, o ensino foi tão eficiente que não preciso pensar para falar. Ao falar não sei se estou usando um substantivo, um verbo ou um adjetivo, e nem me lembro das regras da gramatica. Quem, para falar, tem de se lembrar destas coisas, não sabe falar. Há um nível de aprendizado em que o pensamento é um estorvo. Só se sabe bem com o corpo aquilo que a cabeça esqueceu. E assim escrevemos, lemos, andamos de bicicleta, nadamos, pregamos pregos, guiamos carros: sem saber com a cabeça, porque o corpo sabe melhor. É um conhecimento que se tornou parte inconsciente de mim mesmo. E isso me poupa do trabalho de pensar o já sabido. Ensinar aqui, é inconscientizar.


O sabido é o não-pensado, que fica guardado, pronto para ser usado como receita, na memória desse computador que se chama cérebro. Basta apertar a tecla adequada para que a receita apareça no vídeo da consciência. Aperto a tecla moqueca. A receita aparece no meu vídeo cerebral: panela de barro, azeite, peixe, tomate, cebola, coentro, cheiro verde, urucum, sal, pimenta, seguidos de uma se série de instruções sobre o que fazer. Não é coisa que eu tenha inventado. Me foi ensinado. Não precisei pensar. Gostei. Foi para a memória. Esta é a regra fundamental desse computador que vive no corpo humano: só vai para a memória aquilo que e objeto do desejo.

A tarefa primordial do professor: seduzir o aluno para que ele deseje e, desejando, aprenda. E o saber fica memorizado de cor — etimologicamente, no coração -, a espera de que a tecla do desejo de novo o chame do seu lugar de esquecimento. Mem: um saber que o passado sedimentou. Indispensável para se repetir as receitas que os mortos nos legaram. E elas são boas.


Tão boas que elas nos fazem esquecer que é preciso voar. Permitem que andemos pelas trilhas batidas. Mas nada têm a dizer sobre mares desconhecidos. Muitas pessoas, de tanto repetir as receitas, metamorfosearam-se de águias em tartarugas. E não são poucas as tartarugas que possuem diplomas universitários. Aqui se encontra o perigo das escolas: de tanto ensinar o que o passado legou - e ensinar bem — fazem os alunos se esquecer de que o seu destino não é o passado cristalizado em saber, mas um futuro que se abre como vazio, um não saber que somente pode ser explorado com as asas do pensamento. Compreende-se então que Barthes tenha dito que, seguindo-se ao tempo em que se ensina o que se sabe, deve chegar o tempo quando se ensina o que não se sabe. -



(Rubem Alves, no livro "A alegria de ensinar". São Paulo: Ars Poetica Editora Ltda, 1994.)

"Mas(1) o(2) que(3) faz o(4) quadro não é a tinta: são as ideias que moram na cabeça do pintor". Há erro na classificação morfológica em:  
Alternativas
Q3414091 Português

Como os cânions são formados?



    Os cânions são extensos vales escavados entre paredões, pela ação da água no decorrer de milhões de anos. O desgaste do solo e das rochas realizado por estes agentes é chamado de erosão. Os cânions são esculpidos em regiões onde a força dos rios consegue vencer camadas mais duras e resistentes das rochas. Com a ação da água dos rios, as rochas são desfeitas e levadas pela correnteza, produzindo esses vales.

    Além das águas, a formação dos cânions pode surgir de um processo que ocorre no interior da Terra. O movimento da crosta terrestre pode comprimir e elevar o relevo. Com a inclinação no terreno, a velocidade das águas é maior, e os vales que se formam são cada vez mais profundos.

    O cânion mais famoso do mundo é o Grand Canyon, localizado no estado do Arizona, nos Estados Unidos. Ele tem 29 quilômetros de largura e 446 quilômetros de extensão. Alguns penhascos do Grand Canyon atingem 1600 metros de profundidade. A paisagem foi esculpida pelas águas do Rio Colorado, além da chuva e vento.



(Fonte: Abril — adaptado.)

Leia as frases a seguir:



⋅ Luís caminha todas as manhãs no parque.


⋅ Os alunos estudam para a prova.



As formas verbais sublinhadas indicam tempo: 

Alternativas
Q3414089 Português

Como os cânions são formados?



    Os cânions são extensos vales escavados entre paredões, pela ação da água no decorrer de milhões de anos. O desgaste do solo e das rochas realizado por estes agentes é chamado de erosão. Os cânions são esculpidos em regiões onde a força dos rios consegue vencer camadas mais duras e resistentes das rochas. Com a ação da água dos rios, as rochas são desfeitas e levadas pela correnteza, produzindo esses vales.

    Além das águas, a formação dos cânions pode surgir de um processo que ocorre no interior da Terra. O movimento da crosta terrestre pode comprimir e elevar o relevo. Com a inclinação no terreno, a velocidade das águas é maior, e os vales que se formam são cada vez mais profundos.

    O cânion mais famoso do mundo é o Grand Canyon, localizado no estado do Arizona, nos Estados Unidos. Ele tem 29 quilômetros de largura e 446 quilômetros de extensão. Alguns penhascos do Grand Canyon atingem 1600 metros de profundidade. A paisagem foi esculpida pelas águas do Rio Colorado, além da chuva e vento.



(Fonte: Abril — adaptado.)

Está ERRADO o plural em:
Alternativas
Q3414087 Português

Como os cânions são formados?



    Os cânions são extensos vales escavados entre paredões, pela ação da água no decorrer de milhões de anos. O desgaste do solo e das rochas realizado por estes agentes é chamado de erosão. Os cânions são esculpidos em regiões onde a força dos rios consegue vencer camadas mais duras e resistentes das rochas. Com a ação da água dos rios, as rochas são desfeitas e levadas pela correnteza, produzindo esses vales.

    Além das águas, a formação dos cânions pode surgir de um processo que ocorre no interior da Terra. O movimento da crosta terrestre pode comprimir e elevar o relevo. Com a inclinação no terreno, a velocidade das águas é maior, e os vales que se formam são cada vez mais profundos.

    O cânion mais famoso do mundo é o Grand Canyon, localizado no estado do Arizona, nos Estados Unidos. Ele tem 29 quilômetros de largura e 446 quilômetros de extensão. Alguns penhascos do Grand Canyon atingem 1600 metros de profundidade. A paisagem foi esculpida pelas águas do Rio Colorado, além da chuva e vento.



(Fonte: Abril — adaptado.)

Em relação às palavras oxítonas, assinalar a alternativa correspondente a essa classificação: 
Alternativas
Q3414086 Português

Como os cânions são formados?



    Os cânions são extensos vales escavados entre paredões, pela ação da água no decorrer de milhões de anos. O desgaste do solo e das rochas realizado por estes agentes é chamado de erosão. Os cânions são esculpidos em regiões onde a força dos rios consegue vencer camadas mais duras e resistentes das rochas. Com a ação da água dos rios, as rochas são desfeitas e levadas pela correnteza, produzindo esses vales.

    Além das águas, a formação dos cânions pode surgir de um processo que ocorre no interior da Terra. O movimento da crosta terrestre pode comprimir e elevar o relevo. Com a inclinação no terreno, a velocidade das águas é maior, e os vales que se formam são cada vez mais profundos.

    O cânion mais famoso do mundo é o Grand Canyon, localizado no estado do Arizona, nos Estados Unidos. Ele tem 29 quilômetros de largura e 446 quilômetros de extensão. Alguns penhascos do Grand Canyon atingem 1600 metros de profundidade. A paisagem foi esculpida pelas águas do Rio Colorado, além da chuva e vento.



(Fonte: Abril — adaptado.)

Qual das palavras sublinhadas abaixo é classificada como um adjetivo, dentro do contexto apresentado?
Alternativas
Q3413399 Português

Considere o excerto a seguir para responder à questão:


Tanto o ‘anel’ quanto o Arco Gigante no Céu desafiam o Princípio Cosmológico devido aos seus tamanhos. Este princípio assume que o universo que podemos enxergar é uma ‘amostra justa’ do que esperamos que o restante dos cosmos seja, segundo explica a pesquisadora.

Em relação à gradação que exprimem na qualidade designada, os adjetivos “gigante”, “cosmológico” e “justa” correspondem ao tipo:
Alternativas
Q3413396 Português

Considere o excerto a seguir para responder à questão:


Tanto o ‘anel’ quanto o Arco Gigante no Céu desafiam o Princípio Cosmológico devido aos seus tamanhos. Este princípio assume que o universo que podemos enxergar é uma ‘amostra justa’ do que esperamos que o restante dos cosmos seja, segundo explica a pesquisadora.

Os vocábulos “do” e “dos” nesse contexto são contrações da preposição “de” com elementos de outras classes gramaticais, que são, respectivamente:
Alternativas
Q3413297 Português

TEXTO I

Pais e filhos: tão perto, tão longe


    A sociedade contemporânea se assenta, segundo vários pensadores das ciências humanas, por uma polaridade: de um lado o excesso, de outro a falta. No entanto, há muitos anos a psicanálise nos ensina: todo excesso esconde uma falta.

    Vivemos um momento sócio-histórico de excessos de trabalho, compromissos, desejos, expectativas e estímulos que atingem indistintamente crianças, adolescentes e adultos. Vivemos ocupados, com agendas cheias de cursos, reuniões, compromissos e atividades extracurriculares. Não há tempo a perder e nunca antes tivemos tanto a sensação de estarmos correndo em busca do tempo perdido. A excelência de desempenho acompanha a todos na escola, no trabalho, nos demais ambientes em que estamos inseridos. Estamos conectados permanentemente e devemos estar disponíveis todo o tempo.

    Esse ambiente de estimulação e exigências constantes, no qual às vezes damos conta das demandas que nos são impostas por nós mesmos ou pelo outro, e outras vezes não, tem uma única consequência a todos: a exaustão.

    Exaustos, ao chegarmos a casa, só queremos ficar mergulhados no nosso mundo, para de certa forma termos (ainda que na nossa fantasia) uma compensação pelas frustrações enfrentadas ao longo do dia. E é nesse ponto que começamos a nos distanciar do nosso parceiro e dos nossos filhos, porque passamos a nos tornar indisponíveis ao outro.

    Educar filhos, formá-los, é tarefa para a vida inteira e exige disposição, tempo, vitalidade e dedicação, e o fato é que, embora na teoria estejamos todos comprometidos com isso, na prática nem sempre estamos dispostos. Terceirizamos essas tarefas para professores, psicólogos, avós e babás. E, quando não temos essas pessoas à disposição, silenciamos as crianças dando-lhes a possibilidade de passar horas diante de alguma telinha: se antes era a televisão, hoje vemos crianças em idades cada vez mais precoces com um Ipad na mão. Não queremos ser perturbados no nosso mundo, no nosso silêncio e, sem percebermos, vamos criando abismos nas nossas relações.



(Valdeli Vieira Pais e filhos: tão perto, tão longe (adaptado) REVISTA E: https://www.sescsp.org.br/online/artigo/13291_PAISEFILHOS.)

Marque a alternativa que aponta entre parênteses classificação morfológica incorreta para o vocábulo destacado.
Alternativas
Q3413294 Português

TEXTO I

Pais e filhos: tão perto, tão longe


    A sociedade contemporânea se assenta, segundo vários pensadores das ciências humanas, por uma polaridade: de um lado o excesso, de outro a falta. No entanto, há muitos anos a psicanálise nos ensina: todo excesso esconde uma falta.

    Vivemos um momento sócio-histórico de excessos de trabalho, compromissos, desejos, expectativas e estímulos que atingem indistintamente crianças, adolescentes e adultos. Vivemos ocupados, com agendas cheias de cursos, reuniões, compromissos e atividades extracurriculares. Não há tempo a perder e nunca antes tivemos tanto a sensação de estarmos correndo em busca do tempo perdido. A excelência de desempenho acompanha a todos na escola, no trabalho, nos demais ambientes em que estamos inseridos. Estamos conectados permanentemente e devemos estar disponíveis todo o tempo.

    Esse ambiente de estimulação e exigências constantes, no qual às vezes damos conta das demandas que nos são impostas por nós mesmos ou pelo outro, e outras vezes não, tem uma única consequência a todos: a exaustão.

    Exaustos, ao chegarmos a casa, só queremos ficar mergulhados no nosso mundo, para de certa forma termos (ainda que na nossa fantasia) uma compensação pelas frustrações enfrentadas ao longo do dia. E é nesse ponto que começamos a nos distanciar do nosso parceiro e dos nossos filhos, porque passamos a nos tornar indisponíveis ao outro.

    Educar filhos, formá-los, é tarefa para a vida inteira e exige disposição, tempo, vitalidade e dedicação, e o fato é que, embora na teoria estejamos todos comprometidos com isso, na prática nem sempre estamos dispostos. Terceirizamos essas tarefas para professores, psicólogos, avós e babás. E, quando não temos essas pessoas à disposição, silenciamos as crianças dando-lhes a possibilidade de passar horas diante de alguma telinha: se antes era a televisão, hoje vemos crianças em idades cada vez mais precoces com um Ipad na mão. Não queremos ser perturbados no nosso mundo, no nosso silêncio e, sem percebermos, vamos criando abismos nas nossas relações.



(Valdeli Vieira Pais e filhos: tão perto, tão longe (adaptado) REVISTA E: https://www.sescsp.org.br/online/artigo/13291_PAISEFILHOS.)

Assinale a alternativa cujo morfema destacado na palavra esteja plenamente indicado entre parênteses.
Alternativas
Q3413177 Português

Momentos fora de série


Há algo inegavelmente mágico em mergulhar nas profundezas do universo da adolescência. É uma espécie de caldeirão efervescente onde se misturam hormônios, sonhos, e aquela sensação inebriante de que tudo é possível — e ao mesmo tempo, absolutamente terrível. E é nesse turbilhão de emoções que a diretora Olivia Wilde (Não se Preocupe, Querida; Wake Up) decide nos lançar em seu filme Fora de Série (2019) - disponível no Prime. Uma obra que não é apenas comédia, mas sim um espelho perspicaz da juventude contemporânea. 


A trama nos guia através da vida de duas melhores amigas, Molly (Beanie Feldstein) e Amy (Kaitlyn Dever), que estão prestes a se formar no Ensino Médio - e determinadas a provar que não são apenas nerds - e, então, decidem extravasar em uma noite de festa antes da formatura. Elas subitamente se dão conta de que passaram os últimos anos tão focadas nos estudos, que perderam todas as experiências típicas da adolescência, e assim, embarcam numa jornada hilariante e tocante, repleta de reviravoltas e autoconhecimento.


Olivia Wilde captura com maestria a essência da juventude, com todas as suas contradições e complexidades, sem jamais perder de vista o humor e as emoções que tornam essa fase da vida tão única e inesquecível. Os típicos estereótipos desse gênero de filme são questionados e quebrados — uma refrescante surpresa.


Os ritos de passagem do amadurecimento são explorados sem subestimar a inteligência do público nem cair nos clichês habituais. Sexo e drogas estão presentes, mas não de forma glamorizada; ao contrário, são tratados com naturalidade, e é essa abordagem autêntica e despretensiosa que torna a obra cativante. Os adultos também têm o seu espaço na película, mas não como meros antagonistas unidimensionais - eles são retratados de maneira realista, com todas as suas falhas e inseguranças, mas também com amor e compreensão. É um lembrete para os adolescentes que criticam os mais velhos, como se não fossem envelhecer também. Todos nós enfrentamos desafios similares nessa fase da vida.


Cada personagem é como um fragmento de uma memória, uma lembrança dos momentos "que contando ninguém acredita" pelos quais todos já passamos ao deixar os livros de lado e sair para nos divertir. E se você não se identificar com pelo menos um desses personagens, então talvez não tenha realmente aproveitado sua adolescência.


O longa-metragem nos convida a relembrar nossos próprios dias de escola, repletos de sonhos e desafios e - é claro - muita diversão. Então, se você está pronto para uma dose de nostalgia e diversão sagaz, não deixe de assistir Fora de Série. E, lembre-se, que nunca é tarde para vivenciarmos momentos fora de série.



Laira Vieira (Revista Isto É. 05/04/2024)

O adjetivo que condensaria o título do texto é: 
Alternativas
Q3412873 Português

Considere o excerto a seguir para responder à questão.


Durante dez anos, Jacinta ouvira críticas à sua omelete. Quando Luiz Augusto anunciara que encontrara uma mulher que fazia omeletes perfeitas — melhores, inclusive, que as do Caio Ribeiro — e que iria morar com ela, acrescentou: — Você não pode dizer que não lhe dei todas as chances, Cintinha.

Dentre todas as palavras que ocorrem no excerto apresentado, pertencem à classe gramatical das preposições: 
Alternativas
Q3412753 Português
“Meninas e meninos que tinham cachorro se engajaram entre sete e oito ocasiões de atividade [física] a mais por semana do que aquelas sem um cão. Estudo [australiano] também mediu impacto da morte do animal na movimentação. Crianças que moram em casas com um cão são mais fisicamente [ativas] do que aquelas que não contam com o [animal] no seu cotidiano, concluiu um estudo australiano publicado nesta terça-feira (30/01).”
(Fonte: https://revistaplaneta.com.br/criancas-com-caes-se-movimentam-mais-mostra-estudo/)

Qual das palavras destacadas no trecho acima é um adjetivo pátrio?
Alternativas
Q3412750 Português
“Em meio a um denso bosque, um castelo dava refúgio a quantos a noite houvesse surpreendido em viagem: __________ e damas, cortejos reais e simples viandantes.”
(Fonte: CALVINO, Ítalo. O castelo dos destinos cruzados. São Paulo: Companhia das Letras, 1991)

Qual é a forma masculina plural correspondente ao substantivo grifado no trecho acima?
Alternativas
Q3412743 Português
Leia o texto com atenção e responda:
        “Os brasileiros estão perdendo o hábito de comer feijão diariamente, em meio a mudanças culturais, avanço dos alimentos ultraprocessados e aumento de preços do produto.
        Seguindo a tendência dos últimos anos, o feijão deixará de ser consumido de forma regular – de 5 a 7 dias na semana – em 2025, conforme estudo [...] da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). A partir daquele ano, a maior parte dos brasileiros passará a comer o alimento símbolo nacional com frequência considerada irregular (1 a 4 dias), de acordo com a pesquisa.
        A perda de espaço do feijão no prato nacional, e sua substituição por alternativas menos saudáveis, tem consequências para a segurança alimentar e para a saúde da população. Segundo o levantamento da UFMG, não consumir feijão está associado a uma chance 10% maior de desenvolver excesso de peso e 20% maior de obesidade, em relação à parcela da população que consome o produto com alguma frequência. [...]”
(Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c90935j2k8go)

Em qual dos parágrafos do texto acima é possível ver o uso de um artigo indefinido?
Alternativas
Respostas
6221: B
6222: D
6223: B
6224: B
6225: C
6226: B
6227: C
6228: A
6229: D
6230: D
6231: B
6232: A
6233: A
6234: D
6235: C
6236: D
6237: E
6238: D
6239: A
6240: C