Questões de Concurso Sobre morfologia em português

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Q3482283 Português
Tratando-se da flexão de gênero dos substantivos, marque a alternativa incorreta.  
Alternativas
Q3482282 Português
No tocante à classe de palavras, assinale a alternativa incorreta.  
Alternativas
Q3482281 Português
Referindo-se à estrutura e formação das palavras, assinale (V) verdadeiro ou (F) falso e marque a alternativa devida.

( ) Afixos são elementos secundários (geralmente sem vida autônoma) que se agregam a um radical para formar palavras derivadas.
( ) Desinências nominais: indicam as flexões de número, pessoa, modo e tempo dos verbos.
( ) Desinências verbais: indicam flexões de gênero (masculino e feminino) e de número (singular e plural).
( ) Quando os afixos são colocados antes do radical, recebem o nome de prefixos.
( ) Quando os afixos são colocados depois do radical, são chamados de sufixos. 
Alternativas
Q3482080 Português
Novas regras dificultam imigração para o Reino Unido 


A partir de março, entrarão em vigor novas regras de imigração no Reino Unido.


O governo britânico tem como meta reduzir a migração legal, após estatísticas oficiais terem mostrado que o saldo migratório — a diferença entre o número de imigrantes e emigrantes — atingiu 745.000 em 2022, um recorde. Ou seja, o país "ganhou" 745.000 estrangeiros no ano passado.


Isso acendeu o alerta vermelho no governo, que tem prometido, a cada eleição, reduzir a imigração — legal e irregular — para o país.


Em artigo ao tabloide inglês The Sun, o primeiro-ministro do Reino Unido, Rishi Sunak, escreveu "Se você não pode contribuir com o Reino Unido, você não virá para o Reino Unido".


O número de brasileiros que imigra legalmente para lá é baixo, em comparação a outras nacionalidades. Mas os brasileiros estão entre os afetados pelas novas regras. 


De janeiro a setembro deste ano, segundo dados do Ministério do Interior britânico, quatro mil vistos foram concedidos a cidadãos brasileiros. Esse número inclui todo o tipo de visto, como o de trabalho, de estudante e de família.


Brasileiros não necessitam de visto em viagens de turismo ou negócios para o Reino Unido em estadias de até cento e oitenta dias.


As regras também impactam aqueles que já vivem legalmente no país e pretendem, por exemplo, trazer cônjuges ou parentes para morar com eles.


Segundo o Itamaraty, duzentos e vinte mil brasileiros vivem no Reino Unido. 


A principal mudança é o aumento do salário mínimo exigido, tanto para conseguir um visto de trabalho quanto para trazer um dependente: 38.700 libras brutas por ano (ou cerca de R$ 240 mil, na cotação atual).


Esse patamar é "irreal" na opinião da advogada de imigração brasileira Vitoria Nabas, que assessora empresas de pequeno e médio porte no processo de tramitação de vistos de trabalho.


"Estou estarrecida com tudo e extremamente frustrada como advogada atuante nesta área há mais de vinte anos. Não há dúvida de que o governo tenta fechar as portas cada vez mais para a imigração", diz ela.


Muitos especialistas concordam com Nabas e criticaram o anúncio do governo. Eles demonstraram preocupação sobretudo com o impacto na economia do Reino Unido, que deve crescer apenas 0,4% neste ano.


Para se ter uma ideia, segundo o Escritório de Estatísticas Nacionais (ONS, na sigla em inglês), o salário anual bruto médio para quem trabalha em tempo integral no Reino Unido era de 34.963 libras em abril deste ano.


No caso específico dos brasileiros, Nabas diz acreditar que os mais afetados serão aqueles que já vivem no Reino Unido e querem trazer cônjuges e outros membros da família para morar com eles.


"Imagine, por exemplo, um entregador de delivery que viva legalmente no Reino Unido e queira trazer a esposa e os filhos para viver com ele aqui. Ou o restante de sua família. A maioria deles não ganha um salário de 38,7 mil libras por ano", diz.


Nabas lembra, ainda, que muitos trabalhadores autônomos tampouco declaram o rendimento real ao fisco, o que é contra a lei, para evitar pagar mais imposto.


A especialista também destaca que, em sua visão, esse nível salarial é superior ao que a maioria das empresas a quem presta assessoria oferece.


Segundo ela, as ofertas de emprego que pagam salários na casa das quarenta mil libras por ano são raras, mesmo para trabalhadores qualificados. 


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cyj23y
O número de brasileiros que imigra legalmente para lá é baixo, em comparação a outras nacionalidades. Mas os brasileiros estão entre os afetados pelas novas regras.

Assinale a opção que contenha um adjetivo e um substantivo ou vice-versa.
Alternativas
Q3482013 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O que aconteceria se você se encontrasse com seu eu futuro?






Um clássico conto do escritor americano Ted Chiang conta a história de um jovem comerciante que viaja para o futuro e encontra o seu "eu" de anos depois. Ao longo da história, o homem recebe alertas, promessas e dicas daquela versão mais idosa e sábia de si próprio.


Essas premonições mudam o curso da vida do comerciante, até que ele acaba se tornando o homem mais velho, que encontra seu eu mais jovem e compartilha aquele mesmo conhecimento.


Este tipo de narrativa, por razões óbvias, sempre ficou restrito ao campo da ficção científica. Mas e se − um grande "se" − você realmente conseguisse encontrar o seu eu do futuro?


Esta é uma questão bastante estranha, mas acredito que vale a pena pensar mais sobre ela e nas pesquisas que realizei.


Meus estudos se concentraram principalmente em como as pessoas pensam e se relacionam com seus "eus" futuros, e publiquei recentemente um livro sobre o assunto. Nele, exploro os motivos que nos levam a ter tanta dificuldade para tomar decisões de longo prazo e como podemos fazer escolhas melhores, ampliando nossa conexão emocional com nosso eu futuro.


Minhas pesquisas me ensinaram que costumamos imaginar o nosso eu futuro como outra pessoa − e esta tendência pode nos criar problemas.


Pense em alguém na sua vida que você mal conhece: um vizinho ou um colega de trabalho, por exemplo. Se esse estranho pedisse que você se privasse de algo em seu benefício − que lhe emprestasse dinheiro, por exemplo − talvez você educadamente recusasse.


Se tratarmos o nosso eu futuro da mesma forma, faz sentido por que, às vezes, nós cedemos aos nossos desejos imediatos em vez de fazer algo que nos traria um bem maior a longo prazo.


Nós poderíamos pelo menos tentar fazer com que o nosso eu futuro se parecesse menos com estranhos e mais com pessoas próximas, como nossos parceiros, nossos entes queridos ou melhores amigos.


Em um estudo recente, por exemplo, meus colaboradores e eu fizemos uma parceria com um banco e descobrimos que clientes que recebem imagens de si próprios com o avanço da idade, ao lado de mensagens incentivando que eles economizem para a aposentadoria, são 16% mais propensos a fazer uma contribuição para a aposentadoria do que as pessoas que receberam apenas as mensagens de incentivo.


Outro estudo concluiu que escrever cartas para si próprio no futuro − e respondê-las − também pode fortalecer a conexão entre o eu atual e o do futuro.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckrpd3md325o.

Adaptado.



'Mas' 'e' 'se' você realmente conseguisse encontrar o seu eu do futuro?

Os três elementos destacados em sequência na frase são, respectivamente:
Alternativas
Q3481958 Português
A saga de uma década para traduzir o 'intraduzível' 'Grande Sertão: Veredas'

(Camilla Veras Mota)


Grande Sertão: Veredas é o Monte Everest do mundo da tradução. Como verter para outro idioma um romance experimental de 600 páginas sem divisão por capítulos, narrado por um jagunço que conta uma epopeia no sertão de Minas Gerais com neologismos, onomatopeias, paranomásias, aliterações e assonâncias?

Foi essa a pergunta que a australiana Alison Entrekin se fez em 2014, quando aceitou tocar um projeto para traduzir o clássico de Guimarães Rosa para o inglês. Ela sabia que o trabalho seria hercúleo, mas não imaginou que duraria uma década.

No fim de 2023, entregou uma primeira versão a seu agente literário, encarregado de apresentála ao mercado editorial. O livro foi arrematado em um leilão pela editora americana Simon & Schuster em meados de 2024 e tem publicação prevista para 2026.

Promete ser um acontecimento: a outra única edição em inglês de Grande Sertão, lançada em 1963, não passou da primeira tiragem e ficou conhecida como uma versão desidratada que não está à altura do original. O próprio Guimarães Rosa chegou a se queixar, em trocas de cartas com seu tradutor para o alemão, de que o texto não capturava a singularidade de sua obra.

Se um dos problemas apontados para o fracasso daquela época foi o conhecimento limitado do português da tradutora americana Harriet de Onís, que acabou largando o trabalho no meio do caminho, desta vez a situação não podia ser mais distinta. Entrekin vive no Brasil desde 1996, quando, vindo de Perth, na costa australiana, desembarcou em Santos (SP), a cidade natal do marido.

Por dez anos, de segunda a sexta, a australiana acordou cedo, levou a filha para a escola, voltou para casa e sentou na frente do computador para reconstruir em inglês o sertão de Minas Gerais.

(https://www.bbc.com/, com adaptações)
Em “Ela sabia que o trabalho seria hercúleo”, a palavra “hercúleo” funciona como um adjetivo, significa “esforço intenso, grandioso” e deriva de Hércules, personagem da mitologia grega. 
Alternativas
Q3480532 Português
Considere as seguintes sentenças:
I. Comprei apenas uma cadeira para o consultório. II. Minha poltrona preferida do cinema é a de número um. III. Um dia desses combinamos de almoçar juntas.
Nas sentenças apresentadas, a palavra “um” ocorre como numeral apenas em:
Alternativas
Q3480392 Português
Considere as seguintes sentenças:
I. Gostaria que os meus apontamentos fossem tomados como críticas construtivas. II. Os relatórios foram verificados pelo coordenador do projeto nesta manhã. III. Recebi o comunicado de que a prova foi suspensa.
Verifica-se a ocorrência de verbo abundante apenas em: 
Alternativas
Q3480388 Português
Paratethys, o maior lago que já existiu na Terra, ia da Suíça até o Irã

O avô dos atuais mares Negro e Cáspio foi lar de baleias com apenas 3 metros, e continha dez vezes mais água que todos os lagos da Terra atual somados.

Há 11,6 milhões de anos, no final de uma época chamada Mioceno, a Terra já era, em linhas gerais, um planeta muito parecido com o atual. Não existiam elefantes ou rinocerontes como você os conhece, mas já havia mamíferos claramente reconhecíveis como antepassados deles. Os continentes tampouco tinham os exatos contornos atuais. O Himalaia, os Alpes e os Andes estavam todos se formando. A Espanha estava conectada a Marrocos por um arquipélago. A Índia ainda estava se encaixando na Ásia. Mas você já encontraria o Brasil no mapa sem dificuldades.

Uma das diferenças fundamentais é que boa parte do Leste Europeu e da Ásia Central não existiam: uma região 10% maior que o atual Mar Mediterrâneo, compreendida entre atuais territórios da Suíça e do Irã, estava submersa no maior lago já encontrado no registro geológico, chamado Paratethys. Paratethys passou aproximadamente 5 milhões de anos – entre 11,6 milhões e 7 milhões de anos atrás – isolado dos outros corpos d’água da Terra. Isso permitiu a evolução de uma fauna aquática ˙nica e adequada às dimensões locais, que incluía algumas das menores baleias já encontradas por paleontólogos (como a Cetotherium riabinini, que tinha “só” 3 m de comprimento).

Quando Paratethys desapareceu, deixou dois descendentes famosos. O Mar Negro não chega a ser um lago: ele se conecta ao Mediterrâneo por uma finíssima faixa de água na Turquia, o Estreito de Bósforo. Já o Mar Cáspio não tem qualquer contato com outras massas de água salgada – e por isso, é considerado o maior lago do mundo atual.

A existência de Paratethys foi um tanto instável. Em períodos de seca exacerbada, o lago era tão raso que perdia cerca de um terço de seu volume em água e 70% de sua superfície. Os mares Negro e Cáspio atuais correspondem mais ou menos aos trechos mais fundos de Paratethys, que não desapareciam completamente em ocasiões como essa.

Paratethys começou a se formar há 34 milhões de anos, como um rabicho de uma massa de água maior chamada Tethys, que depois daria origem ao Oceano Índico. Daí o nome. O prefixo grego para- significa algo como “ao lado de” ou “próximo a”. Ou seja: o mar de Paratethys é, ao pé da letra, o mar próximo a Tethys.

Com as idas e vindas da deriva continental, montanhas recém-formadas no centro da Europa isolaram Paratethys dos demais mares e oceanos e formaram essa massa isolada, cuja salinidade era extrema em alguns trechos: algo entre 12% e 14%. Para fins de comparação, a salinidade média da água marinha é algo entre 3,5% e 5%. O Mar Morto alcança 35%.

No auge de sua extensão, um momento que durou de sua formação até 9,7 milhões de anos atrás, Paratethys conteve mais de dez vezes a quantidade de água de todos os lagos da Terra atual somados. Eram, ao todo, 1,77 milhão de quilômetros cúbicos de líquido. Em capítulos mais sofridos da existência do lago, porém, sua profundidade chegou a diminuir 250 metros. Esse grande mar interior cessou de existir quando se conectou ao mar Egeu, nos arredores da Grécia.

Revista Superinteressante. Adaptado. (Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/paratethyso-maior-lago-que-ja-existiu-na-terra-ia-da-suicaate-o-ira)
Considere o excerto: “O prefixo grego para significa algo como “ao lado de” ou “próximo a”. Ou seja: o mar de Paratethys é, ao pé da letra, o mar próximo a Tethys.” A descrição da formação da palavra Paratethys, apresentada no contexto dado, corresponde ao processo de: 
Alternativas
Q3480387 Português
Paratethys, o maior lago que já existiu na Terra, ia da Suíça até o Irã

O avô dos atuais mares Negro e Cáspio foi lar de baleias com apenas 3 metros, e continha dez vezes mais água que todos os lagos da Terra atual somados.

Há 11,6 milhões de anos, no final de uma época chamada Mioceno, a Terra já era, em linhas gerais, um planeta muito parecido com o atual. Não existiam elefantes ou rinocerontes como você os conhece, mas já havia mamíferos claramente reconhecíveis como antepassados deles. Os continentes tampouco tinham os exatos contornos atuais. O Himalaia, os Alpes e os Andes estavam todos se formando. A Espanha estava conectada a Marrocos por um arquipélago. A Índia ainda estava se encaixando na Ásia. Mas você já encontraria o Brasil no mapa sem dificuldades.

Uma das diferenças fundamentais é que boa parte do Leste Europeu e da Ásia Central não existiam: uma região 10% maior que o atual Mar Mediterrâneo, compreendida entre atuais territórios da Suíça e do Irã, estava submersa no maior lago já encontrado no registro geológico, chamado Paratethys. Paratethys passou aproximadamente 5 milhões de anos – entre 11,6 milhões e 7 milhões de anos atrás – isolado dos outros corpos d’água da Terra. Isso permitiu a evolução de uma fauna aquática ˙nica e adequada às dimensões locais, que incluía algumas das menores baleias já encontradas por paleontólogos (como a Cetotherium riabinini, que tinha “só” 3 m de comprimento).

Quando Paratethys desapareceu, deixou dois descendentes famosos. O Mar Negro não chega a ser um lago: ele se conecta ao Mediterrâneo por uma finíssima faixa de água na Turquia, o Estreito de Bósforo. Já o Mar Cáspio não tem qualquer contato com outras massas de água salgada – e por isso, é considerado o maior lago do mundo atual.

A existência de Paratethys foi um tanto instável. Em períodos de seca exacerbada, o lago era tão raso que perdia cerca de um terço de seu volume em água e 70% de sua superfície. Os mares Negro e Cáspio atuais correspondem mais ou menos aos trechos mais fundos de Paratethys, que não desapareciam completamente em ocasiões como essa.

Paratethys começou a se formar há 34 milhões de anos, como um rabicho de uma massa de água maior chamada Tethys, que depois daria origem ao Oceano Índico. Daí o nome. O prefixo grego para- significa algo como “ao lado de” ou “próximo a”. Ou seja: o mar de Paratethys é, ao pé da letra, o mar próximo a Tethys.

Com as idas e vindas da deriva continental, montanhas recém-formadas no centro da Europa isolaram Paratethys dos demais mares e oceanos e formaram essa massa isolada, cuja salinidade era extrema em alguns trechos: algo entre 12% e 14%. Para fins de comparação, a salinidade média da água marinha é algo entre 3,5% e 5%. O Mar Morto alcança 35%.

No auge de sua extensão, um momento que durou de sua formação até 9,7 milhões de anos atrás, Paratethys conteve mais de dez vezes a quantidade de água de todos os lagos da Terra atual somados. Eram, ao todo, 1,77 milhão de quilômetros cúbicos de líquido. Em capítulos mais sofridos da existência do lago, porém, sua profundidade chegou a diminuir 250 metros. Esse grande mar interior cessou de existir quando se conectou ao mar Egeu, nos arredores da Grécia.

Revista Superinteressante. Adaptado. (Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/paratethyso-maior-lago-que-ja-existiu-na-terra-ia-da-suicaate-o-ira)
A palavra “tampouco”, que ocorre no excerto “Os continentes tampouco tinham os exatos contornos atuais.”, é classificada gramaticalmente como: 
Alternativas
Q3480386 Português
Paratethys, o maior lago que já existiu na Terra, ia da Suíça até o Irã

O avô dos atuais mares Negro e Cáspio foi lar de baleias com apenas 3 metros, e continha dez vezes mais água que todos os lagos da Terra atual somados.

Há 11,6 milhões de anos, no final de uma época chamada Mioceno, a Terra já era, em linhas gerais, um planeta muito parecido com o atual. Não existiam elefantes ou rinocerontes como você os conhece, mas já havia mamíferos claramente reconhecíveis como antepassados deles. Os continentes tampouco tinham os exatos contornos atuais. O Himalaia, os Alpes e os Andes estavam todos se formando. A Espanha estava conectada a Marrocos por um arquipélago. A Índia ainda estava se encaixando na Ásia. Mas você já encontraria o Brasil no mapa sem dificuldades.

Uma das diferenças fundamentais é que boa parte do Leste Europeu e da Ásia Central não existiam: uma região 10% maior que o atual Mar Mediterrâneo, compreendida entre atuais territórios da Suíça e do Irã, estava submersa no maior lago já encontrado no registro geológico, chamado Paratethys. Paratethys passou aproximadamente 5 milhões de anos – entre 11,6 milhões e 7 milhões de anos atrás – isolado dos outros corpos d’água da Terra. Isso permitiu a evolução de uma fauna aquática ˙nica e adequada às dimensões locais, que incluía algumas das menores baleias já encontradas por paleontólogos (como a Cetotherium riabinini, que tinha “só” 3 m de comprimento).

Quando Paratethys desapareceu, deixou dois descendentes famosos. O Mar Negro não chega a ser um lago: ele se conecta ao Mediterrâneo por uma finíssima faixa de água na Turquia, o Estreito de Bósforo. Já o Mar Cáspio não tem qualquer contato com outras massas de água salgada – e por isso, é considerado o maior lago do mundo atual.

A existência de Paratethys foi um tanto instável. Em períodos de seca exacerbada, o lago era tão raso que perdia cerca de um terço de seu volume em água e 70% de sua superfície. Os mares Negro e Cáspio atuais correspondem mais ou menos aos trechos mais fundos de Paratethys, que não desapareciam completamente em ocasiões como essa.

Paratethys começou a se formar há 34 milhões de anos, como um rabicho de uma massa de água maior chamada Tethys, que depois daria origem ao Oceano Índico. Daí o nome. O prefixo grego para- significa algo como “ao lado de” ou “próximo a”. Ou seja: o mar de Paratethys é, ao pé da letra, o mar próximo a Tethys.

Com as idas e vindas da deriva continental, montanhas recém-formadas no centro da Europa isolaram Paratethys dos demais mares e oceanos e formaram essa massa isolada, cuja salinidade era extrema em alguns trechos: algo entre 12% e 14%. Para fins de comparação, a salinidade média da água marinha é algo entre 3,5% e 5%. O Mar Morto alcança 35%.

No auge de sua extensão, um momento que durou de sua formação até 9,7 milhões de anos atrás, Paratethys conteve mais de dez vezes a quantidade de água de todos os lagos da Terra atual somados. Eram, ao todo, 1,77 milhão de quilômetros cúbicos de líquido. Em capítulos mais sofridos da existência do lago, porém, sua profundidade chegou a diminuir 250 metros. Esse grande mar interior cessou de existir quando se conectou ao mar Egeu, nos arredores da Grécia.

Revista Superinteressante. Adaptado. (Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/paratethyso-maior-lago-que-ja-existiu-na-terra-ia-da-suicaate-o-ira)
Assinale a alternativa em que, no excerto apresentado, ocorre numeral do tipo fracionário. 
Alternativas
Q3480384 Português
Paratethys, o maior lago que já existiu na Terra, ia da Suíça até o Irã

O avô dos atuais mares Negro e Cáspio foi lar de baleias com apenas 3 metros, e continha dez vezes mais água que todos os lagos da Terra atual somados.

Há 11,6 milhões de anos, no final de uma época chamada Mioceno, a Terra já era, em linhas gerais, um planeta muito parecido com o atual. Não existiam elefantes ou rinocerontes como você os conhece, mas já havia mamíferos claramente reconhecíveis como antepassados deles. Os continentes tampouco tinham os exatos contornos atuais. O Himalaia, os Alpes e os Andes estavam todos se formando. A Espanha estava conectada a Marrocos por um arquipélago. A Índia ainda estava se encaixando na Ásia. Mas você já encontraria o Brasil no mapa sem dificuldades.

Uma das diferenças fundamentais é que boa parte do Leste Europeu e da Ásia Central não existiam: uma região 10% maior que o atual Mar Mediterrâneo, compreendida entre atuais territórios da Suíça e do Irã, estava submersa no maior lago já encontrado no registro geológico, chamado Paratethys. Paratethys passou aproximadamente 5 milhões de anos – entre 11,6 milhões e 7 milhões de anos atrás – isolado dos outros corpos d’água da Terra. Isso permitiu a evolução de uma fauna aquática ˙nica e adequada às dimensões locais, que incluía algumas das menores baleias já encontradas por paleontólogos (como a Cetotherium riabinini, que tinha “só” 3 m de comprimento).

Quando Paratethys desapareceu, deixou dois descendentes famosos. O Mar Negro não chega a ser um lago: ele se conecta ao Mediterrâneo por uma finíssima faixa de água na Turquia, o Estreito de Bósforo. Já o Mar Cáspio não tem qualquer contato com outras massas de água salgada – e por isso, é considerado o maior lago do mundo atual.

A existência de Paratethys foi um tanto instável. Em períodos de seca exacerbada, o lago era tão raso que perdia cerca de um terço de seu volume em água e 70% de sua superfície. Os mares Negro e Cáspio atuais correspondem mais ou menos aos trechos mais fundos de Paratethys, que não desapareciam completamente em ocasiões como essa.

Paratethys começou a se formar há 34 milhões de anos, como um rabicho de uma massa de água maior chamada Tethys, que depois daria origem ao Oceano Índico. Daí o nome. O prefixo grego para- significa algo como “ao lado de” ou “próximo a”. Ou seja: o mar de Paratethys é, ao pé da letra, o mar próximo a Tethys.

Com as idas e vindas da deriva continental, montanhas recém-formadas no centro da Europa isolaram Paratethys dos demais mares e oceanos e formaram essa massa isolada, cuja salinidade era extrema em alguns trechos: algo entre 12% e 14%. Para fins de comparação, a salinidade média da água marinha é algo entre 3,5% e 5%. O Mar Morto alcança 35%.

No auge de sua extensão, um momento que durou de sua formação até 9,7 milhões de anos atrás, Paratethys conteve mais de dez vezes a quantidade de água de todos os lagos da Terra atual somados. Eram, ao todo, 1,77 milhão de quilômetros cúbicos de líquido. Em capítulos mais sofridos da existência do lago, porém, sua profundidade chegou a diminuir 250 metros. Esse grande mar interior cessou de existir quando se conectou ao mar Egeu, nos arredores da Grécia.

Revista Superinteressante. Adaptado. (Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/paratethyso-maior-lago-que-ja-existiu-na-terra-ia-da-suicaate-o-ira)
Considere as seguintes sentenças, retiradas do texto:
I. “Paratethys, o maior lago que já existiu na Terra, ia da Suíça até o Irã”.
II. “No auge de sua extensão, um momento que durou de sua formação até 9,7 milhões de anos atrás, Paratethys conteve mais de dez vezes a quantidade de água de todos os lagos da Terra atual somados.”
os contextos apresentados, a palavra “até”, empregada para apontar limite, respectivamente, no espaço e no tempo, pertence à classe gramatical: 
Alternativas
Q3480382 Português
Paratethys, o maior lago que já existiu na Terra, ia da Suíça até o Irã

O avô dos atuais mares Negro e Cáspio foi lar de baleias com apenas 3 metros, e continha dez vezes mais água que todos os lagos da Terra atual somados.

Há 11,6 milhões de anos, no final de uma época chamada Mioceno, a Terra já era, em linhas gerais, um planeta muito parecido com o atual. Não existiam elefantes ou rinocerontes como você os conhece, mas já havia mamíferos claramente reconhecíveis como antepassados deles. Os continentes tampouco tinham os exatos contornos atuais. O Himalaia, os Alpes e os Andes estavam todos se formando. A Espanha estava conectada a Marrocos por um arquipélago. A Índia ainda estava se encaixando na Ásia. Mas você já encontraria o Brasil no mapa sem dificuldades.

Uma das diferenças fundamentais é que boa parte do Leste Europeu e da Ásia Central não existiam: uma região 10% maior que o atual Mar Mediterrâneo, compreendida entre atuais territórios da Suíça e do Irã, estava submersa no maior lago já encontrado no registro geológico, chamado Paratethys. Paratethys passou aproximadamente 5 milhões de anos – entre 11,6 milhões e 7 milhões de anos atrás – isolado dos outros corpos d’água da Terra. Isso permitiu a evolução de uma fauna aquática ˙nica e adequada às dimensões locais, que incluía algumas das menores baleias já encontradas por paleontólogos (como a Cetotherium riabinini, que tinha “só” 3 m de comprimento).

Quando Paratethys desapareceu, deixou dois descendentes famosos. O Mar Negro não chega a ser um lago: ele se conecta ao Mediterrâneo por uma finíssima faixa de água na Turquia, o Estreito de Bósforo. Já o Mar Cáspio não tem qualquer contato com outras massas de água salgada – e por isso, é considerado o maior lago do mundo atual.

A existência de Paratethys foi um tanto instável. Em períodos de seca exacerbada, o lago era tão raso que perdia cerca de um terço de seu volume em água e 70% de sua superfície. Os mares Negro e Cáspio atuais correspondem mais ou menos aos trechos mais fundos de Paratethys, que não desapareciam completamente em ocasiões como essa.

Paratethys começou a se formar há 34 milhões de anos, como um rabicho de uma massa de água maior chamada Tethys, que depois daria origem ao Oceano Índico. Daí o nome. O prefixo grego para- significa algo como “ao lado de” ou “próximo a”. Ou seja: o mar de Paratethys é, ao pé da letra, o mar próximo a Tethys.

Com as idas e vindas da deriva continental, montanhas recém-formadas no centro da Europa isolaram Paratethys dos demais mares e oceanos e formaram essa massa isolada, cuja salinidade era extrema em alguns trechos: algo entre 12% e 14%. Para fins de comparação, a salinidade média da água marinha é algo entre 3,5% e 5%. O Mar Morto alcança 35%.

No auge de sua extensão, um momento que durou de sua formação até 9,7 milhões de anos atrás, Paratethys conteve mais de dez vezes a quantidade de água de todos os lagos da Terra atual somados. Eram, ao todo, 1,77 milhão de quilômetros cúbicos de líquido. Em capítulos mais sofridos da existência do lago, porém, sua profundidade chegou a diminuir 250 metros. Esse grande mar interior cessou de existir quando se conectou ao mar Egeu, nos arredores da Grécia.

Revista Superinteressante. Adaptado. (Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/paratethyso-maior-lago-que-ja-existiu-na-terra-ia-da-suicaate-o-ira)
Considere o excerto: “Não existiam elefantes ou rinocerontes como você os conhece, mas já havia mamíferos claramente reconhecíveis como antepassados deles.” No contexto apresentado, a modificação do advérbio “claramente” recai sobre a expressão: 
Alternativas
Q3480313 Português
Assinale a alternativa em que o adjetivo superlativo sintético entre parênteses, que corresponde à forma superlativa analítica apresentada na sentença, está incorreto. 
Alternativas
Q3480311 Português
Considere as seguintes sentenças:
I. Estou escrevendo uma crônica sobre sonhos de infância.
II. O bolo que encomendei é de ameixa com doce de leite.
III. Ainda somos casados perante a lei.

As palavras “sobre”, “com” e “perante”, que ocorrem nas sentenças apresentadas, desempenham o mesmo papel gramatical, de conexão de elementos intraoracionais. Sendo assim, pertencem à classe gramatical:
Alternativas
Q3480309 Português
Assinale a alternativa em que a forma pluralizada da palavra apresentada está incorreta, considerando o emprego do hífen. 
Alternativas
Q3480304 Português
Tijolos da Mesopotâmia revelam anomalia antiga no campo magnético da Terra

Cruzando dados do campo magnético do planeta com inscrições em blocos de argila, cientistas confirmaram a existência de um fenômeno ocorrido h· 3 mil anos.

O campo magnético da Terra não foi sempre o mesmo. O polo Norte e o polo Sul já trocaram de lugar algumas vezes ao longo das eras geológicas. Além disso, sua intensidade aumenta e diminui com o tempo, às vezes de maneira desigual. Essas mudanças deixam cicatrizes químicas em certos minerais, que se tornam boas pistas para investigar o passado da magnetosfera. Átomos de ferro presentes, por exemplo, podem ter se alinhado ao campo em um certo ponto do passado, e então permanecido travados nessa posição – o que os torna uma janela para um instante exato da história do planeta. Uma pesquisa publicada recentemente no periódico especializado Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) investigou essas cicatrizes em minerais um tanto especiais: grãos de Óxido de ferro presentes em 32 tijolos fabricados na Mesopotâmia há mais de 3 mil anos. Como esses blocos de argila têm inscrições indicando o nome do déspota que governava o território na época de sua fabricação, torna-se possível cruzar o dado histórico com o químico, o que torna a datação extremamente precisa.

O estudo confirma a existência de um fenômeno chamado “anomalia geomagnética da Idade do Ferro no Levante”. Entre 1050 e 550 a.C., o campo magnético da Terra era estranhamente forte na região do Levante (os arredores de Iraque, Jordânia, Síria e Israel), por razıes ainda misteriosas. Evidências dessa anomalia já haviam sido detectadas em lugares distantes, mas dados vindos do próprio Oriente Médio eram escassos.

Arqueomagnetismo

Um mapeamento cada vez mais detalhado das mudanças no campo magnético da Terra com o passar das eras dá aos arqueólogos uma ferramenta cada vez melhor para datar artefatos antigos. “Muitas vezes dependemos de métodos de datação, como radiocarbono, para ter uma noção da cronologia na antiga Mesopotâmia. No entanto, alguns dos vestígios culturais mais comuns, como tijolos e cerâmicas, não podem ser facilmente datados porque não contém material orgânico [ou seja, material com ·tomos de carbono]”, diz Mark Altaweel, coautor do artigo, em declaração â imprensa. “Este trabalho agora ajuda a criar uma importante base que permite que outros se beneficiem da datação absoluta usando o arqueomagnetismo.” Em sua fala, Altaweel se refere ao método de datação mais comum da arqueologia, em que os pesquisadores descobrem quando um objeto foi fabricado (ou, no caso de um ser vivo, quando ele viveu) pela taxa a que ·tomos de carbono radioativos presentes nessa coisa se desmancham em outros átomos, mais estáveis. Grosso modo, quanto mais antigo o item, menos carbono radioativo haverá nele. A equipe espera que a área de pesquisa incipiente do arqueomagnetismo – a busca por assinaturas do campo magnético da Terra em artefatos arqueológicos –, aumente a precisão com que conhecemos história desse escudo invisível que circunda o planeta (e, de quebra, que melhore nossa capacidade de datar o passado da nossa própria espécie).

Revista Superinteressante. Adaptado. (Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/tijolos-damesopotamia-revelam-anomalia-antiga-no-campomagnetico-da-terra)
Considere o excerto: “Este trabalho agora ajuda a criar uma importante base que permite que outros se beneficiem da datação absoluta usando o arqueomagnetismo.” Em relação â classe gramatical, no contexto em que ocorrem, as palavras “este”, “agora”, “outros” e “arqueomagnetismo” são, respectivamente: 
Alternativas
Q3479963 Português
Leia o texto para responder a questão.

        A Revolução Industrial propiciou à humanidade a realização de feitos notáveis: do aumento geral da oferta de bens até a ida à Lua. Esse mesmo desenvolvimento é responsável pelo desequilíbrio do ecossistema da Terra.

        Durante bilhões de anos, o planeta passou por diversas transformações radicais, algumas levando a extinções em massa. A diferença é que, agora, são ações humanas que vêm afetando o meio ambiente em grande velocidade, e a mudança climática é o sintoma mais contundente desse processo.

        O observatório Copernicus, da Agência Espacial Europeia, confirmou o que a população mundial sentiu na pele: 2023 foi o ano mais quente desde o início da série histórica de medições, em 1850. A média global foi de 14,98 ºC, o que representa 0,17 ºC a mais do que o recorde anterior, de 2016.

        No Brasil, 2023 foi o ano mais quente desde 1961, início da série histórica do Instituto Nacional de Meteorologia. A temperatura média foi de 24,92 ºC, superando a média histórica em 0,69 ºC. O país viveu eventos climáticos extremos, como seca inédita na Amazônia, tempestades e enchentes no sul, e seguidas ondas de calor.

        O El Niño, que aquece as águas dos oceanos, contribui para a alta mundial dos termômetros, mas as temperaturas dos oceanos já haviam atingido recordes em abril, e o fenômeno teve início em julho.

        A responsável pelas anomalias de temperatura é a emissão de gases que provocam o efeito estufa, notadamente aqueles oriundos da queima de combustíveis fósseis, responsáveis por 75% das emissões. O mecanismo é velho conhecido, mas até agora pouco foi feito para acabar com a dependência de petróleo, carvão e gás natural.

(https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2024/01/o-ano-mais-quente.shtml. 09.01.2024. Adaptado)
Considere os trechos:
… são ações humanas que vêm afetando o meio ambiente em grande velocidade… (2º parágrafo)
… as temperaturas dos oceanos já haviam atingido recordes em abril… (5º parágrafo)
A expressão e o vocábulo destacados apresentam, correta e respectivamente, circunstâncias de 
Alternativas
Q3479922 Português

(Willian Leite. Anésia # 551. www.willtirando.com.br. 26.03.2021)

Assinale a alternativa em que se faz afirmação quanto a alterações na tira, preservando-se a norma-padrão.
Alternativas
Q3473779 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


Corais danificados pelo aquecimento global são recuperados 


"Esta parte do mundo é muito especial", afirma a bióloga marinha Taryn Foster sobre o arquipélago dos Abrolhos no Oceano Índico, a 64 km a oeste do litoral da Austrália. 


"Não há palmeiras, nem vegetação exuberante", prossegue ela. "Mas, quando você entra na água, vê todas essas espécies de corais e peixes tropicais.


Os corais são animais conhecidos como pólipos, encontrados principalmente nas águas tropicais. Os pólipos têm corpos moles e formam uma casca externa dura, extraindo carbonato de cálcio do mar. Com o passar do tempo, essas cascas se acumulam, formando as bases dos recifes que observamos hoje em dia.


Os recifes de coral cobrem apenas 0,2% do leito do oceano, mas fornecem habitat para mais de um quarto das espécies marinhas do planeta. Essas criaturas são sensíveis ao calor e à acidificação. Por isso, nos últimos anos, com os oceanos ficando mais quentes e mais ácidos, os corais ficaram sujeitos a doenças mortais.


Os corais doentes ficam brancos. E Foster testemunhou em primeira mão o processo de branqueamento. Segundo a Rede Global de Monitoramento dos Recifes de Coral, um aumento de 1,5°C da temperatura da água causa perdas de 70% a 90% dos recifes do planeta. E alguns cientistas afirmam que, até 2070, todos os recifes terão desaparecido.


"As mudanças climáticas são a ameaça mais significativa para os recifes de coral em todo o mundo", alerta Cathie Page, do Instituto Australiano de Ciências Marinhas. "Graves eventos de branqueamento causados pelas mudanças climáticas têm efeitos muito negativos", prossegue ela, "e ainda não temos boas soluções." 


Os esforços de restauração dos corais costumam envolver o transplante de corais minúsculos, cultivados em viveiros, sobre os recifes danificados. Este trabalho é lento, de alto custo e apenas uma fração dos recifes ameaçados recebe ajuda. Mas é nas águas rasas do arquipélago dos Abrolhos no litoral da Austrália que Foster testa um sistema que, segundo ela, reviverá os recifes com mais rapidez.


O processo envolve o enxerto de fragmentos de coral em pequenos suportes, que são inseridos em uma base moldada maior. Estas bases são agrupadas em lotes e colocadas sobre o leito do oceano. Foster foi quem projetou a base, em forma de disco plano com ranhuras e uma alça, feita de concreto de rocha calcária.


"Queríamos que fosse algo que pudéssemos produzir em massa, a preço razoável", explica a bióloga. "E que fosse facilmente lançado por um mergulhador ou por um veículo de operação remota." Até o momento, os resultados foram animadores.


"Nós desenvolvemos diversos protótipos diferentes dos nossos esqueletos de coral", explica Foster. "E também testamos com quatro espécies diferentes. Todas elas crescem maravilhosamente." 

Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/ articles/c72j3n9x88zo.adaptado.


Graves eventos de branqueamento causados pelas mudanças climáticas têm efeitos muito negativos", prossegue ela, "e ainda não temos boas soluções.

Assinale a opção que contenha apenas adjetivos: 
Alternativas
Respostas
5941: B
5942: C
5943: B
5944: B
5945: D
5946: C
5947: D
5948: C
5949: A
5950: D
5951: A
5952: E
5953: C
5954: D
5955: C
5956: B
5957: A
5958: E
5959: E
5960: A