Questões de Concurso
Sobre morfologia em português
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“O estudante Gabriel [...] destacou a importância da oportunidade não apenas para sua trajetória pessoal, mas como um momento de representação para toda a sua comunidade escolar, cidade e, mais amplamente, o estado da Paraíba.”
Nesse fragmento, é CORRETO afirmar que
Leia o texto I e responda à questão.

Sobre “BEM VINDO ÀS ESTRELAS” julgue as assertivas a seguir.
I. A crase em “ÀS ESTRELAS” é justificada pela fusão da preposição “a” com um segundo “a”, que é artigo feminino.
II. A palavra "BEM VINDO" é utilizada para expressar satisfação e alegria pela chegada de alguém nesse contexto.
III. De acordo com o Novo Acordo ortográfico, há desvio na grafia de “BEM VINDO”, pois a escrita correta é “bem-vindo”.
IV. "BEM VINDO" é um substantivo próprio neste contexto.
A sequência CORRETA é:
As alterações climáticas estão aos poucos tornando inabitáveis diversas zonas do planeta. No nordeste da Franga as enchentes têm sido tão frequentes que muitas pessoas estão abandonando a regido. A cidade de Atenas pode vir a se tornar inabitável por causa do calor, que no verão pode chegar a 50 graus. Os furacões no Caribe estão cada vez mais frequentes e mais violentos. Os pequenos países insulares correm o risco de serem submersos pelas águas dos oceanos. O rio Indo, dos maiores do mundo, pode ter seu volume de água reduzido em 50 por cento nos próximos anos.
O sul do Brasil, especialmente o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, vai sofrer com desastres climáticos mais e mais frequentes e mais e mais devastadores. A tragédia de agora, tudo leva a crer, é o prelúdio de coisa ainda pior por vir nos próximos anos (sendo nos próximos meses). Já faz tempo que se emprega a expressão “refugiados do clima” para designar as pessoas que são obrigadas a deixar sua terra de origem por efeito das secas prolongadas, das inundações, dos deslizamentos de terreno etc.
A brutal mudança que ocorre no clima do mundo é consequência direta da ação humana, mas não de todos os seres humanos e sim daqueles que controlam a economia mundial, radicalizam o inerente fascismo que é o capitalismo neoliberal, chantageiam os governos, corrompem a política, desprezam o resto da humanidade, produzem bilhões de toneladas de lixo sem que nada lhes oponha uma barreira mínima. Temos exemplo disso agora, na tragédia do Rio Grande do Sul: autoridades coniventes com a especulação imobiliária que invade áreas de proteção ambiental, incentivadoras do agronegócio que infesta a terra de veneno para obter mais lucro dela, desmanteladoras de todas as medidas de prevenção etc. etc. etc.
E para remate dos males, autoridades eleitas que trabalham para entidades de extrema-direita que propagandeiam aos sete ventos o negacionismo climático mais imbecil e canhestro. Neste exato instante, no Congresso brasileiro, escorrem feito lama fétida diversos projetos de lei que preveem a destruição total da legislação de proteção ambiental. Os cientistas alertam para um possível ponto de não-retorno, quando nada mais será possível fazer para defender a vida no planeta. Desconfio que eles não querem alarmar a gente, porque cada vez mais fica 6bvio que esse não-retorno já foi ultrapassado faz tempo - não só o não-retorno climático, mas também o não-retorno da estupidez mais criminosa.
(Autor desconhecido, texto de opinião veiculado nas plataformas digitais. 09 de Maio, 14:00)
Marque a opção em que a ortografia da palavra no plural acontece tal a que está em destaque:
Observe cada um dos elementos formativos do trecho supracitado e destaque a classe gramatical que foi construída de forma errônea.
Leia o texto a seguir para responder a questão.
O facão do seu Manuel
Seu Manuel era português e tinha um açougue. Acordava cedo e trabalhava duro e foi assim que educou os filhos e conseguiu até que Joaquim, o Joca, se formasse em economia na PUC e fizesse mestrado em Harvard. Nem no dia da chegada do Joca dos Estados Unidos, onde ganhara nota altíssima com sua dissertação de mestrado Viés restritivo diagonal e viés distensivo horizontal nas economias emergentes, o seu Manuel deixou de trabalhar. Tanto que, depois da recepção no aeroporto, o Joca foi direto para o açougue abraçar o pai, nem se importando com o avental sujo de sangue contra o seu Armani.
Ficou contando do sucesso da sua dissertação para o seu Manuel enquanto este continuava a servir a freguesia, pois era um dia movimentado no açougue. Foi quando Joca viu, horrorizado, que toda vez que colocava a carne na balança, seu Manuel fingia distração e pressionava o prato da balança com seu facão, aumentando o peso. Não quis fazer uma cena na frente dos fregueses mas, assim que pôde, protestou. Que imoralidade era aquela? O pai não via que aquilo era desonesto? E, mesmo, o aumento no peso era tão pequeno que não compensava o risco de um freguês descobrir e fazer um escândalo. O pai não tinha vergonha?
Ó desgraçado, estás a cagare no prato em que comes — ponderou seu Manuel. E explicou que eram aquela pequena pressão do facão e aquele pequeno aumento no peso, repetidos várias vezes ao dia, durante anos, que tinham pago os estudos do Joca, inclusive o mestrado em Harvard e o Armani. Ou, continuou seu Manuel (em outras palavras, é claro), ele acreditava que cobrando preços justos, contentando-se com lucros honestos e, acima de tudo, tendo vergonha, o Brasil teria produzido a elite que produzira, inclusive economistas tão bons e tão elegantes para lhe dizer o que fazer? O Joca podia escolher entre trabalhar no açougue ou no governo. Seria rico e feliz, desde que nunca mais questionasse o facão.
Joca, apesar de fictício, hoje é funcionário do Banco Central, onde sempre justifica algum episódio de cegueira conveniente ou moral relativa lembrando a pressão do facão do seu Manuel no prato da balança. Que ele chama de viés conjuntural perpendicular.
VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Leia atentamente a tirinha a seguir da Turma da Mônica, de Maurício de Sousa.

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 03 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 03

Disponível em: https://otimistaoficial.@com. Acesso em: 31 mar. 2024.
I- A palavra “que”, em todas as ocorrências no texto, foi usada como elemento de coesão, uma vez que retoma substantivos referidos anteriormente.
II- A expressão “melhor que” foi usada no texto com a intenção de se estabelecerem ideias comparativas.
III- A expressão “não deixe” foi usada no modo imperativo negativo com o objetivo de fazer um aconselhamento.
IV- O termo “imperfeito” foi usado no texto como antônimo de “perfeito” e com correspondência ao termo “bom”.
V- O termo “perfeito” e o termo “bom”, em “Não deixe o perfeito ser inimigo do bom”, passaram pelo fenômeno de substantivação por meio do uso do artigo “o”.
Estão CORRETAS as afirmativas
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 02

Disponível em: https://-tiras-de-armandinho. Acesso em: 31 mar. 2024.
Leia o texto a seguir para responder a questão.
Amor
A verdade é que devemos tudo aos amores infelizes, aos amores que não dão certo. A poesia se faz antes ou depois do amor, ninguém jamais fez um bom poema durante um amor feliz. Pois se o amor está tão bom, pra que interrompê-lo? O amor feliz não é assunto de poesia, o amor feliz é em vez de poesia. Literatura é quando o amor ainda não veio ou quando já acabou, literatura durante é mentira. Ou ela é empolgação ou é remorso, revolta, saudade, tédio, divagação desesperada — enfim, tudo que de bom texto. Desconfie de quem explica um estado de exaltação criativa dizendo que está amando. Algo deve estar errado.
— Você está amando, mas ela não está correspondendo, é isso?
— Não, não. Ela também me ama. … maravilhoso.
— É maravilhoso, mas você sabe que não pode durar, é isso? Seu poema é sobre a transitoriedade de todas as coisas, sobre o efêmero, sobre o fim inevitável da felicidade num mundo em que...
— Não! É sobre a felicidade sem fim!
— Não pode ser.
— Mas é. Acabei o poema e vou fazer uma canção. Depois, talvez, uma cantata. E estou pensando num romance. Tudo inspirado no nosso amor. Não posso parar de criar. Estou transbordando de amor e ideia. Crio dia e noite.
— E a mulher amada?
— Quem? Ah, ela. Bom, ela sabe que a atenção que não lhe dou, dou ao nosso amor perfeito.
Está explicado. Ele não canta a amada ou seu amor. Está fascinado por ele mesmo, amando. E o poema certamente é ruim. Porque o amor, para ser de verdade, tem de emburrecer. Só devem lhe ocorrer bobagens para dizer ou escrever durante um caso de amor. Ou é kitsch, de mau gosto, piegas ou copiado, ou não é amor. Qualquer sinal de originalidade pode até ser suspeito.
— Esses seus versos para mim... Estão ótimos.
— Obrigado.
— Essas juras de amor, essas rimas, essa métrica... De onde você tirou tudo isso?
— Eu mesmo inventei. Pensando em você.
— Seu falso!
— O quê?
— Só deixando de pensar em mim por algumas horas você faria uma coisa assim pensando em mim. Só tomando dist‚ncia, escrevendo ou reescrevendo, raciocinando e burilando você faria isso. Um verso plagiado do Vinicius eu entenderia. Um verso original, e bom desse jeito, é traição. Só não sendo sincero você seria tão inteligente!
— Mas...
— Não fale mais comigo.
Pronto. O amor acabou, agora você pode ser criativo sem remorso. Você está infeliz, mas console-se. Pense em como isso melhorar·o seu estilo.
VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Bananada, elenco, floricultura, caminhada
Leia o texto a seguir.
“Treze horas. Horário de almoço. Hora da sesta. Já se passa de meiodia. ________ tarde está iniciando já com o reflexo do outono espalhado pelo chão, e sentindo o perfume da estação trazido pelo o sopro do vento. E aqui estou eu ________ parque, em meio ao centro urbano, observando as árvores, escutando a melodia passarinhando por entre os galhos, esperando o tempo dizer a hora de voltar. _______ manhã, o trabalho foi pesado, pois tive de dar conta de muitas encomendas para despachar. Gosto de sempre vir aqui no horário da sesta. Traz-me nostalgia de minha infância já encaixotada. Interessante, pois, estar aqui, não dá nem pra perceber que, lá fora, estamos rodeados de arranha-céus.”
(Tulius Mendonça)
