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Questões de Concurso Sobre morfologia em português

Foram encontradas 26.992 questões

Ano: 2024 Banca: Avança SP Órgão: FSPSS Prova: Avança SP - 2024 - FSPSS - Office Boy |
Q3425202 Português
Analise as sentenças a seguir e identifique aquela em que o verbo "trazer" está corretamente conjugado
Alternativas
Q3423716 Português

Leia o texto a seguir e responda posteriormente a questão.


Teoria é um conjunto de suposições interrelacionadas para explicar alguma coisa. Sem questionamento as suposições são aceitas pelos adeptos da teoria. O valor de qualquer teoria depende da sua capacidade de explicar e resolver problemas concretos e prover uma base para planejar. As teorias organizacionais podem ser entendidas como um conjunto de princípios e prescrições que visam a facilitar a realização dos objetivos das organizações e serão mais ou menos válidas na medida em que isso efetivamente ocorrer.


Cada uma das abordagens reflete, em grande parte, as preocupações e as relações econômicas e sociais da época em que foram formuladas. Muitas teorias organizacionais contêm princípios que ainda são assaz válidos. Uma nova teoria não elimina as que a precederam, mas as completa, aborda novos ângulos e amplia a visão dos administradores para a solução de problemas e o aproveitamento de oportunidades. [...] Como alguns administradores não têm ciência dessa amplitude, acabam perdendo tais oportunidades.


Fonte: LACOMBE, F. Teoria geral da administração. São Paulo: Saraiva, 2009.

Destaque a seguir a alternativa que condiz com o sentido expresso em cada um dos três advérbios que aparecem na oração abaixo:


“Muitas teorias organizacionais contêm princípios que ainda são assaz válidos”.

Alternativas
Q3423710 Português

Observe a charge a seguir e responda posteriormente a questão.

Fonte: https: //www.culturaestadão.com.br

Observe o primeiro balão: “A mamãe não está se sentindo bem. Por isso eu estou fazendo um cartão pra ela”. Qual das alternativas não apresenta nenhum erro de classificação gramatical?
Alternativas
Q3422776 Português

Em relação aos adjetivos, analise as sentenças a seguir e marque a alternativa correta.

 

"O antigo relógio da praça ainda marcava as horas precisamente."

 

Neste caso, o termo "antigo" classifica-se como:

Alternativas
Q3422764 Português

"Tomara

Que você volte depressa

Que você não se despeça

Nunca mais do meu carinho

E chore, se arrependa

E pense muito

Que é melhor se sofrer junto

Que viver feliz sozinho


Tomara

Que a tristeza te convença

Que a saudade não compensa

E que a ausência não dá paz

E o verdadeiro amor de quem se ama

Tece a mesma antiga trama

Que não se desfaz


E a coisa mais divina

Que há no mundo

É viver cada segundo

Como nunca mais…"


Vinicius de Moraes 

Com base no verso "E o verdadeiro amor de quem se ama", a qual classe de palavras pertence a palavra "verdadeiro", e qual sentido ela imprime ao substantivo que modifica?

Alternativas
Q3422396 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O DIREITO DE NÃO AMAR



Se o homem destrói aquilo que mais ama como afirmava Oscar Wilde, a vontade de destruição se aguça demais quando aquilo está amando um outro. O egoísmo, sem dúvida o traço mais poderoso de qualquer sexo, transborda então intenso e borbulhante como água em pia entupida, artérias e canos congestionados na explosão aguda: "nem comigo nem com ninguém!" Deste raciocínio para o tiro, veneno ou faca, vai um fio.


A segunda porta foi a que escolheu aquele meu colega de Academia quando descobriu que a pior das vinganças é não matar mas deixar o objeto amado viver, viver à vontade, "pois que ela viva!" − decidiu ele na sua fúria vingativa.


Amou-a perdidamente. Acho que nunca vi ninguém amar tanto assim, talvez com a mesma intensidade com que amava o primo, disse isso mesmo numa hora de impaciência, estou apaixonada por outro, quer ter a bondade de desaparecer da minha frente? Mas o meu colega (vinte anos?) acreditava na luta e como ele lutou, meu Deus, como ele lutou! Tentou conquista-la com presentes, era rico. Depois, com intermináveis poemas de amor, era poeta. Na fase final, no auge da cólera − era violento − começou com as ameaças. Ela guardou os presentes, rasgou os poemas, fez a queixa a um tio que era delegado da seção de homicídios e foi cair nos braços do primo sem o recurso das rimas e dos diamantes mas que conseguia fazê-la palpitar mais branca e perfumada do que a açucena do campo.


Meu colega dava murros nas paredes, nos móveis. Puxava os cabelos, "ela não tem o direito de me fazer isso!". Com a débil voz da razão, tentei dizer-lhe que ela bem que tinha esse direito de amar ou não amar, vê se entende essa coisa tão simples! Mas ele era só ilogicidade e desordem: "Vou lá, dou-lhe um tiro no peito e me mato em seguida!" - jurou. Mas a tantos repetiu esse juramento que fiquei mais tranquilizada, com a presença de que a energia canalizada para o ato acabaria se exaurindo nas palavras.


O que aconteceu. Uma noite me procurou todo penteado, todo contido, com um sorrisinho no canto da boca, sorriso meio sinistro, mas lúcido: "Achei uma solução melhor", foi logo dizendo. "Vou ficar quieto, que se case com esse tipo, ótimo que se casem depressa porque é nesse casamento que está minha vingança. No casamento e no tempo. Se nenhum casamento dá certo, por que o deles vai dar? Vai ser infeliz à beça! Pobre, com um filho debiloide, já andei investigando tudo, ele tem retardados na família, ih! O quando ela vai se arrepender, por que não me casei com o outro? Vai ficar gorda, tem propensão para engordar e eu estarei jovem e lépido porque sou esportista e rico, vou me conservar, mas ela, velha, obesa, ô delícia!".


Há ainda uma terceira porta, saída de emergência para os desiludidos do amor, não, nada de matar o objeto da paixão ou esperar com o pensamento negro de ódio que ela vire uma megera jogando moscas na sopa do marido hemiplégico, mas renunciar. Simplesmente renunciar com o coração limpo de mágoa ou rancor, tão limpo que em meio do maior abandono (difícil, hem!) ainda tenha forças para se voltar na direção da amada como um girassol na despedida do crepúsculo. E desejar que ao menos ela seja feliz.


(Lygia Fagundes Telles)
Tendo em foco o excerto: "Se o homem destrói aquilo que mais ama como afirmava Oscar Wilde, a vontade de destruição se aguça (...)", assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, uma conjunção condicional - um pronome relativo - conjunção conformativa.
Alternativas
Q3422124 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Língua nativa influencia na conectividade do cérebro, conclui estudo


Cientistas do Instituto Max Planck de Ciências Humanas Cognitivas e do Cérebro, na Alemanha, encontraram evidências de que o idioma que falamos molda a conectividade em nosso cérebro, possivelmente influenciando a maneira como pensamos. O trabalho será publicado na edição de abril da revista científica NeuroImage. 


Com a ajuda de tomografias de ressonância magnética, os estudiosos examinaram profundamente cérebros de falantes nativos de alemão e de árabe, e descobriram diferenças na fiação das regiões cerebrais associadas à linguagem.


Xuehu Wei, que é aluna de doutorado na equipe de pesquisa de Alfred Anwander e Angela Friederici no Instituto Max Planck, comparou varreduras cerebrais de 94 falantes nativos dos idiomas escolhidos, todos com idades entre 18 e 34 anos. As imagens de alta resolução não apenas mostram a anatomia do cérebro, mas também permitem derivar a conectividade entre as áreas cerebrais, usando uma técnica chamada imagem ponderada por difusão.


Os dados mostraram que as conexões de axônios da substância branca da rede de linguagem se adaptam às demandas e dificuldades de processamento da língua materna. “Os falantes nativos de árabe mostraram uma conectividade mais forte entre os hemisférios esquerdo e direito do que os falantes nativos de alemão”, explica Alfred Anwander, último autor do estudo, em comunicado. “Esse fortalecimento também foi encontrado entre as regiões semânticas da linguagem e pode estar relacionado ao processamento semântico e fonológico relativamente complexo do árabe.”


Ainda de acordo com a pesquisa, os falantes nativos de alemão mostraram uma conectividade mais forte na rede de idiomas do hemisfério esquerdo. Os autores argumentam que suas descobertas podem estar relacionadas ao complexo processamento sintático do alemão, devido à ordem livre das palavras e à maior distância de dependência dos elementos da frase.


 “A conectividade cerebral é modulada pela aprendizagem e pelo ambiente durante a infância, o que influencia o processamento e o raciocínio cognitivo no cérebro adulto. Nosso estudo fornece novas informações sobre como o cérebro se adapta às demandas cognitivas, ou seja, o conectoma estrutural da linguagem é moldado pela língua materna”, resume Anwander.


Esse é um dos primeiros estudos a documentar as diferenças entre os cérebros de pessoas que cresceram com diferentes idiomas nativos e pode dar pistas para entender as diferenças de processamento intercultural no cérebro. Em uma próxima análise, a equipe pretende investigar mudanças estruturais longitudinais no cérebro de adultos de língua árabe à medida que aprendem alemão ao longo de seis meses.


Revista Superinteressante. Adaptado. Disponível em https://revistagalileu.globo.com/sociedade/comportamento/noticia/2023/03/lingua-nativa-influencia-na-conectividade-do-cerebro-conclui-estudo.ghtml

As palavras “conectividade”, “processamento” e “relativamente”, que ocorrem no texto, são formadas por derivação sufixal. Assinale a alternativa que contém três palavras com as quais ocorre esse mesmo processo em sua formação. 
Alternativas
Q3422122 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Língua nativa influencia na conectividade do cérebro, conclui estudo


Cientistas do Instituto Max Planck de Ciências Humanas Cognitivas e do Cérebro, na Alemanha, encontraram evidências de que o idioma que falamos molda a conectividade em nosso cérebro, possivelmente influenciando a maneira como pensamos. O trabalho será publicado na edição de abril da revista científica NeuroImage. 


Com a ajuda de tomografias de ressonância magnética, os estudiosos examinaram profundamente cérebros de falantes nativos de alemão e de árabe, e descobriram diferenças na fiação das regiões cerebrais associadas à linguagem.


Xuehu Wei, que é aluna de doutorado na equipe de pesquisa de Alfred Anwander e Angela Friederici no Instituto Max Planck, comparou varreduras cerebrais de 94 falantes nativos dos idiomas escolhidos, todos com idades entre 18 e 34 anos. As imagens de alta resolução não apenas mostram a anatomia do cérebro, mas também permitem derivar a conectividade entre as áreas cerebrais, usando uma técnica chamada imagem ponderada por difusão.


Os dados mostraram que as conexões de axônios da substância branca da rede de linguagem se adaptam às demandas e dificuldades de processamento da língua materna. “Os falantes nativos de árabe mostraram uma conectividade mais forte entre os hemisférios esquerdo e direito do que os falantes nativos de alemão”, explica Alfred Anwander, último autor do estudo, em comunicado. “Esse fortalecimento também foi encontrado entre as regiões semânticas da linguagem e pode estar relacionado ao processamento semântico e fonológico relativamente complexo do árabe.”


Ainda de acordo com a pesquisa, os falantes nativos de alemão mostraram uma conectividade mais forte na rede de idiomas do hemisfério esquerdo. Os autores argumentam que suas descobertas podem estar relacionadas ao complexo processamento sintático do alemão, devido à ordem livre das palavras e à maior distância de dependência dos elementos da frase.


 “A conectividade cerebral é modulada pela aprendizagem e pelo ambiente durante a infância, o que influencia o processamento e o raciocínio cognitivo no cérebro adulto. Nosso estudo fornece novas informações sobre como o cérebro se adapta às demandas cognitivas, ou seja, o conectoma estrutural da linguagem é moldado pela língua materna”, resume Anwander.


Esse é um dos primeiros estudos a documentar as diferenças entre os cérebros de pessoas que cresceram com diferentes idiomas nativos e pode dar pistas para entender as diferenças de processamento intercultural no cérebro. Em uma próxima análise, a equipe pretende investigar mudanças estruturais longitudinais no cérebro de adultos de língua árabe à medida que aprendem alemão ao longo de seis meses.


Revista Superinteressante. Adaptado. Disponível em https://revistagalileu.globo.com/sociedade/comportamento/noticia/2023/03/lingua-nativa-influencia-na-conectividade-do-cerebro-conclui-estudo.ghtml

Considere o seguinte excerto: “Os falantes nativos de árabe mostraram uma conectividade mais forte entre os hemisférios esquerdo e direito do que os falantes nativos de alemão”. Nesse contexto, a qualidade expressa pelo adjetivo “forte” se apresenta no grau:
Alternativas
Q3421776 Português
Analise a estrutura das palavras a seguir e assinale a alternativa em que a palavra dada é formada pelo processo de derivação parassintética.
Alternativas
Q3421775 Português
Analise as sentenças a seguir quanto à classe gramatical das palavras que as compõem. Assinale a alternativa em que se verifica uma preposição acidental.
Alternativas
Q3421425 Português
A palavra destacada na frase "Os agricultores dependem das chuvas para o SUSTENTO de suas plantações" é formada por
Alternativas
Q3419688 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O alerta de médicos após homem ter garganta perfurada ao tentar conter espirro 


Uma equipe médica emitiu um alerta depois que um homem teve a garganta perfurada ao tentar conter um espirro.


O paciente, que tinha por volta de 30 anos, foi levado ao hospital na Inglaterra, com fortes dores após ter fechado o nariz e a boca para não espirrar.


Os exames revelaram que ele sofreu uma ruptura de dois milímetros na traqueia.


Médicos da Universidade de Dundee disseram que, se você fechar a boca e o nariz durante um espirro, a pressão nas vias aéreas superiores aumenta cerca de vinte vezes.


Isso causa lesões, como ruptura de tímpanos, aneurismas e até costelas quebradas.


O caso foi documentado na revista médica BMJ Case Reports.


Um rompimento repentino na garganta, conhecido clinicamente como "ruptura traqueal espontânea", é raro e pode ser potencialmente fatal.


Apenas alguns casos foram relatados, incluindo um em 2018, quando um homem também na Inglaterra teve uma lesão ao tentar conter um espirro.


No novo caso relatado, médicos examinaram o paciente e ouviram um estalo ao tocar seu pescoço.


O homem, que não foi identificado, dirigia no momento do espirro e tinha histórico de alergias e irritação na garganta.


O paciente não necessitou de tratamento cirúrgico e foi mantido em observação no hospital.


 Teve alta e recebeu medicação analgésica e anti-histamínica. Os médicos também aconselharam evitar atividades físicas extenuantes por duas semanas. Cinco semanas depois, um exame mostrou que a lesão havia cicatrizado.


Rasads Misirovs, principal autor do relato do caso, disse à BBC que se deve permitir que espirros escapem porque são o mecanismo de defesa natural do corpo para expelir substâncias irritantes das passagens nasais.


"Devemos cobrir suavemente o rosto com a mão ou com a parte interna do cotovelo para evitar que agentes como vírus, junto com saliva e muco, cheguem às pessoas ao redor."


Ele acrescentou que existem alguns métodos que as pessoas podem usar para reprimir espirros sem fechar o nariz e a boca.


"Pessoalmente, utilizo outra técnica: pressiono o polegar no lábio superior, logo abaixo do nariz, sem bloquear as fossas nasais por alguns segundos; isso funciona para mim", disse ele.


"Ao deixar as narinas abertas, o espirro escapa se a pressão dos lábios não funcionar."


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4ny5xqe 1e7o. Adaptado. 

Médicos da Universidade de Dundee disseram que, se você fechar a boca e o nariz durante um espirro, a pressão nas vias aéreas superiores aumenta cerca de vinte vezes.


Assinale a opção que contenha apenas conjunções.

Alternativas
Q3419470 Português
Leia o texto para responder à questão.


    Feições geológicas no subsolo do centro de São Paulo indicam que houve um terremoto de grande magnitude há pelo menos 2,5 milhões de anos – bem pouco tempo do ponto de vista geológico. Um trabalho recente, publicado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal do ABC (UFABC), é o primeiro a documentar registros de abalos sísmicos de magnitude tão alta na região.

     O estudo revela que pelo menos um grande terremoto ocorreu na região, alcançando magnitude de no mínimo 6 graus na escala Richter – o que seria suficiente para destruir boa parte do centro da cidade se ocorresse nos dias de hoje. Os pesquisadores não sabem exatamente o que pode ter causado terremoto tão intenso na capital paulista, mas uma das principais suspeitas é de que tenha sido provocado pela queda de um meteorito.

    Os bairros de Colônia e Vargem Grande foram erguidos na região onde o meteorito teria caído. Apenas na década de 1960, imagens aéreas e de satélite revelaram a cratera. Pela análise das bordas e dos sedimentos do fundo do grande buraco, é possível dizer que ele foi causado pela queda de um meteorito.

    A outra hipótese levantada pelos pesquisadores é de que o terremoto tenha sido causado por atividade tectônica. Contudo, os abalos sísmicos são raros por aqui, pois o Brasil está localizado bem no centro da placa Sul-Americana. Terremotos são muito mais frequentes em regiões onde placas diferentes se encontram justamente porque há o risco de choque entre elas. É o caso de países como o Chile ou o Japão.

    Entretanto, os cientistas alertam para a possibilidade de tremores também em outras áreas pela simples movimentação das placas. Se foi essa movimentação que provocou os abalos sísmicos, existe um risco, ainda que remoto, de ela acontecer novamente na região.


(Roberta Jansen. O que cientistas descobriram sobre grande terremoto que atingiu área da cidade de São Paulo? www.estadao.com.br, 11.02.2024. Adaptado)
No trecho “Terremotos são muito mais frequentes em regiões onde placas diferentes se encontram…” (6o parágrafo), o vocábulo muito pertence à mesma classe de palavras que o destacado em: 
Alternativas
Q3419469 Português
Leia o texto para responder à questão.


    Feições geológicas no subsolo do centro de São Paulo indicam que houve um terremoto de grande magnitude há pelo menos 2,5 milhões de anos – bem pouco tempo do ponto de vista geológico. Um trabalho recente, publicado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal do ABC (UFABC), é o primeiro a documentar registros de abalos sísmicos de magnitude tão alta na região.

     O estudo revela que pelo menos um grande terremoto ocorreu na região, alcançando magnitude de no mínimo 6 graus na escala Richter – o que seria suficiente para destruir boa parte do centro da cidade se ocorresse nos dias de hoje. Os pesquisadores não sabem exatamente o que pode ter causado terremoto tão intenso na capital paulista, mas uma das principais suspeitas é de que tenha sido provocado pela queda de um meteorito.

    Os bairros de Colônia e Vargem Grande foram erguidos na região onde o meteorito teria caído. Apenas na década de 1960, imagens aéreas e de satélite revelaram a cratera. Pela análise das bordas e dos sedimentos do fundo do grande buraco, é possível dizer que ele foi causado pela queda de um meteorito.

    A outra hipótese levantada pelos pesquisadores é de que o terremoto tenha sido causado por atividade tectônica. Contudo, os abalos sísmicos são raros por aqui, pois o Brasil está localizado bem no centro da placa Sul-Americana. Terremotos são muito mais frequentes em regiões onde placas diferentes se encontram justamente porque há o risco de choque entre elas. É o caso de países como o Chile ou o Japão.

    Entretanto, os cientistas alertam para a possibilidade de tremores também em outras áreas pela simples movimentação das placas. Se foi essa movimentação que provocou os abalos sísmicos, existe um risco, ainda que remoto, de ela acontecer novamente na região.


(Roberta Jansen. O que cientistas descobriram sobre grande terremoto que atingiu área da cidade de São Paulo? www.estadao.com.br, 11.02.2024. Adaptado)
No trecho “Por meio da análise das bordas e dos sedimentos do fundo do grande buraco, é possível dizer…”, a expressão destacada pode ser substituída, sem prejuízo do sentido e da correção gramatical, por: 
Alternativas
Q3419299 Português
Considere as seguintes sentenças:

I. A resposta à carta chegou rápido.
II. Ele correu rápido para escapar da chuva.
III. O rápido cortejo demonstrou seu interesse.

Nas sentenças dadas, a palavra “rápido” ocorre como adjetivo apenas em:
Alternativas
Q3419298 Português
Considere a sentença: Conforme o tempo passa, a Terra está ficando cada vez mais quente. Nesse contexto, o advérbio “mais” exprime:
Alternativas
Q3419297 Português
Leia o texto para responder à questão.



Como funciona o “manto da invisibilidade” desenvolvido por chineses 


Batizado de Chimera, projeto experimental foi inspirado em características do camaleão, da rã-de-vidro e do dragão-barbudo; detalhes foram publicados em revista científica


Acadêmicos das universidades de Tsinghua e de Jilin, ambas na China, têm feito pesquisas com o objetivo de desenvolver um “manto da invisibilidade”. Em artigo publicado no último dia 29 de janeiro na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), a equipe compartilha o andamento do projeto. “Nosso trabalho tira as tecnologias de camuflagem de um cenário restrito e as leva para terrenos em constante mudança”, afirmam.


Denominado Chimera, o “manto da invisibilidade” é feito de metamateriais, ou seja, materiais sintéticos capazes de manipular ondas eletromagnéticas e ficarem imperceptíveis a radares, conforme explica o South China Morning Post. E o nome não foi escolhido à toa: aspectos fundamentais do projeto estão associados a três animais diferentes — a quimera, por sua vez, é uma figura mitológica grega cujo corpo consiste em uma mistura de animais.


O trabalho tem como base características de répteis de sangue frio. Do camaleão, a habilidade de mudar de cor; da rã-de-vidro, a capacidade de tornar parte do corpo transparente; e do lagarto dragão-barbudo, o poder de regular a temperatura corporal. A ideia é construir uma “metassuperfície” que seja indetectável a luz visível, micro-ondas e raios infravermelhos.


Segundo o artigo disponível na PNAS, a Chimera demonstrou capacidade de se adaptar a diferentes paisagens (incluindo superfícies aquáticas, praias, desertos e solos congelados) devido à propriedade de reflexão de microondas. E, utilizando plástico PET e vidro de quartzo, os pesquisadores também conseguiram que ela ficasse transparente, do ponto de vista óptico, como a rã-de-vidro. Além disso, para evitar que o calor gerado pela eletricidade da Chimera fosse captado por detectores de infravermelho, os pesquisadores recorreram aos conhecimentos sobre o dragão-barbudo, que controla a temperatura corporal mudando a cor das suas costas. Com uma tecnologia mecânica baseada nesse fato, foi possível diminuir a diferença térmica da Chimera.


Apesar de ainda ser uma tecnologia experimental, os pesquisadores apontam possíveis aplicações. Por exemplo, no âmbito militar, a Chimera poderia esconder objetos ou pessoas, sendo assim uma ferramenta estratégica. Já no âmbito da preservação ambiental, o “manto da invisibilidade” poderia contribuir para a observação não invasiva de animais em seus habitats.


Revista Galileu. Adaptado. Adaptado. Disponível em
<https://revistagalileu.globo.com/tecnologia/notici
a/2024/02/como-funciona-o-manto-dainvisibilidade-desenvolvido-por-chineses.ghtml>
Analise as palavras a seguir, que ocorrem no texto. Aquela que indica um processo de composição é:
Alternativas
Q3418904 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As receitas


Quando eu era menino, na escola, as professoras me ensinaram que o Brasil estava destinado a um futuro grandioso porque as suas terras estavam cheias de riquezas: ferro, ouro, diamantes, florestas e coisas semelhantes. Ensinaram errado. O que me disseram equivale a predizer que um homem será um grande pintor por ser dono de uma loja de tintas. Mas o que faz um quadro não é a tinta: são as ideias que moram na cabeça do pintor. São as ideias dançantes na cabeça que fazem as tintas dançar sobre a tela.


Por isso, sendo um país tão rico, somos um povo tão pobre. Somos pobres em idéias. Não sabemos pensar. Nisto nos parecemos com os dinossauros, que tinham excesso de massa muscular e cérebros de galinha. Hoje, nas relações de troca entre os países, o bem mais caro, o bem mais cuidadosamente guardado, o bem que não se vende, são as ideias. É com as ideias que o mundo é feito. Prova disso são os tigres asiáticos, Japão, Coreia, Formosa que, pobres de recursos naturais, se enriqueceram por ter se especializado na arte de pensar.


Minha filha me fez uma pergunta: "O que é pensar?" Disse-me que 'esta era uma pergunta que o professor de filosofia havia proposto à classe. Pelo que lhe dou os parabéns. Primeiro por ter ido diretamente à questão essencial. Segundo, por ter tido a sabedoria de fazer a pergunta, sem dar a resposta. Porque, se tivesse dado a resposta, teria com ela cortado as asas do pensamento. O pensamento é como a águia que só alça vôo nos espaços vazios do desconhecido. Pensar é voar sobre o que não se sabe. Não existe nada mais fatal para o pensamento que o ensino das respostas certas. Para isso existem as escolas: não para ensinar as respostas, mas para ensinar as perguntas. As respostas nos permitem andar sobre a terra firme. Mas somente as perguntas nos permitem entrar pelo mar desconhecido.


E, no entanto, não podemos viver sem as respostas. As asas, para o impulso inicial do vôo, dependem de pés apoiados na terra firme. Os pássaros, antes de saber voar, aprendem a se apoiar sobre os seus pés. Também as crianças, antes de aprender a voar, têm que aprender a caminhar sobre a terra firme. Terra firme: as milhares de perguntas para as quais as gerações passadas já descobriram as respostas. O primeiro momento da educação é a transmissão deste saber. Nas palavras de Roland Barthes: "Há um momento em que se ensina o que se sabe ... " E o curioso é que este aprendizado é justamente para nos poupar da necessidade de pensar.


As gerações mais velhas ensinam às mais novas as receitas que funcionam. Sei amarrar os meus sapatos automaticamente, sei dar o nó na minha gravata automaticamente: as mãos fazem o seu trabalho com destreza enquanto as ideias andam por outros lugares. Aquilo que um dia eu não sabia me foi ensinado; eu aprendi com o corpo e esqueci com a cabeça. E a condição para que minhas mãos saibam bem é que a cabeça não pense sobre o que elas estão fazendo. Um pianista que, na hora da execução, pensa sobre os caminhos que seus dedos deverão seguir, tropeçará fatalmente. Há a estória de uma centopeia que andava feliz pelo jardim, quando foi interpelada por um grilo: "Dona Centopeia, sempre tive curiosidade sobre uma coisa: quando a senhora anda, qual, dentre as suas cem pernas, é aquela que a senhora movimenta primeiro?" "Curioso", ela respondeu. "Sempre andei, mas nunca me propus esta questão. Da próxima vez, prestarei atenção." Termina a estória dizendo que a centopéia nunca mais conseguiu andar. 


Todo mundo fala, e fala bem. Ninguém sabe como a linguagem foi ensinada e nem como ela foi aprendida. A despeito disto, o ensino foi tão eficiente que não preciso pensar para falar. Ao falar não sei se estou usando um substantivo, um verbo ou um adjetivo, e nem me lembro das regras da gramática. Quem, para falar, tem de se lembrar destas coisas, não sabe falar. Há um nível de aprendizado em que o pensamento é um estorvo. Só se sabe bem com o corpo aquilo que a cabeça esqueceu. E assim escrevemos, lemos, andamos de bicicleta, nadamos, pregamos pregos, guiamos carros: sem saber com a cabeça, porque o corpo sabe melhor. É um conhecimento que se tornou parte inconsciente de mim mesmo. E isso me poupa do trabalho de pensar o já sabido. Ensinar aqui, é inconscientizar.


O sabido é o não-pensado, que fica guardado, pronto para ser usado como receita, na memória desse computador que se chama cérebro. Basta aper tar a tecla adequada para que a receita apareça no vídeo da consciência. Aperto a tecla moqueca. A receita aparece no meu vídeo cerebral: panela de barro, azeite, peixe, tomate, cebola, coentro, cheiro verde, urucum, sal, pimenta, seguidos de uma se série de instruções sobre o que fazer. Não é coisa que eu tenha inventado. Me foi ensinado. Não precisei pensar. Gostei. Foi para a memória. Esta é a regra fundamental desse computador que vive no corpo humano: só vai para a memória aquilo que e objeto do desejo.


A tarefa primordial do professor: seduzir o aluno para que ele deseje e, desejando, aprenda. E o saber fica memorizado de cor - etimologicamente, no coração -, à espera de que a tecla do desejo de novo o chame do seu lugar de esquecimento. Memória: um saber que 0 passado sedimentou. Indispensável para se repetir as receitas que os mortos nos legaram. E elas são boas. Tão boas que elas nos fazem esquecer que é preciso voar. Permitem que andemos pelas trilhas batidas. Mas nada têm a dizer sobre mares desconhecidos. Muitas pessoas, de tanto repetir as receitas,  metamorfosearam-se de águias em tartarugas. E não são poucas as tartarugas que possuem diplomas universitários. Aqui se encontra o perigo das escolas: de tanto ensinar o que o passado legou - e ensinar bem - fazem os alunos se esquecer de que o seu destino não é o passado cristalizado em saber, mas um futuro que se abre como vazio, um não saber que somente pode ser explorado com as asas do pensamento. Compreende-se então que 8arthes tenha dito que, seguindo-se ao tempo em que se ensina o que se sabe, deve chegar o tempo quando se ensina o que não se sabe. 


(Rubem Alves, no livro "A alegria de ensinar". São Paulo: Ars Poetica Editora Lida, 1994.) 
"Mas(1) o(2) que(3) faz o(4) quadro não é a tinta: são as ideias que moram na cabeça do pintor''. Há erro na classificação morfológica em: 
Alternativas
Q3418760 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



"As gerações mais velhas ensinam às mais novas as receitas que funcionam.". 

É correto afirmar sobre a oração: 
Alternativas
Respostas
5581: C
5582: C
5583: A
5584: E
5585: D
5586: B
5587: C
5588: A
5589: B
5590: D
5591: C
5592: B
5593: D
5594: A
5595: A
5596: C
5597: D
5598: A
5599: D
5600: B