Questões de Concurso
Sobre morfologia em português
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“...que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório.” (L. 19-20)
Quanto às classes de palavras, os elementos destacados nas passagens acima são, respectivamente:
Na linha argumentativa do texto, a oração “que a gente banaliza o olhar” em relação à oração “de tanto ver” encerra uma
O uso do termo “diferenciada” com sentido negativo ressuscita o preconceito de classe
“Você já viu o tipo de gente que fica ao redor das estações do metrô? Drogados, mendigos, uma gente diferenciada.” As palavras atribuídas à psicóloga Guiomar Ferreira, moradora há 26 anos do bairro Higienópolis, em São Paulo, colocaram lenha na polê- mica sobre a construção de uma estação de metrô na região, onde se concentra parte da elite paulistana. Guiomar nega ser a autora da frase. Mas a autoria, convenhamos, é o de menos. A menção a camelôs e usuários do transporte público ressuscitou velhos preconceitos de classe, e pode deixar como lembran- ça a volta de um clichê: o termo “diferenciada”. A palavra nunca fora usada até então com viés pejorativo no Brasil. Habitava o jargão corporativo e publicitário, sendo usada como sinônimo vago de algo “especial”, “destacado” ou “diferente” (sempre para melhor). – Não me consta que já houvesse um “diferenciado” negativamente marcado. Não tenho nenhum conhecimento de existência desse “clichê”. Parece-me que a origem, aí, foi absolutamente episódica, nascida da infeliz declaração – explica Maria Helena Moura Neves, professora da Unesp de Araraquara (SP) e do Mackenzie. Para a professora, o termo pode até ganhar as ruas com o sentido negativo, mas não devido a um deslizamento semântico natural. Por natural, entenda-se uma direção semântica provocada pela configuração de sentido do termo originário. No verbo “diferenciar”, algo que “se diferencia” será bom, ao contrário do que ocorreu com o verbo “discriminar”, por exemplo. Ao virar “discriminado”, implicou algo negativo. Maria Helena, porém, não crê que a nova acepção de “diferenciado” tenha vida longa. – Não deve vingar, a não ser como chiste, aquelas coisas que vêm entre aspas, de brincadeira – emenda ela. [...] MURANO, Edgard. Disponível em: . Acesso em: 05 jul. 2011. Adaptado
“A palavra nunca fora usada até então com viés pejorativo no Brasil." (L. 13-14)
A outra possibilidade de escritura, na forma passiva, na qual o sentido NÃO se altera é:

Com relação aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto acima,
julgue os itens de 1 a 5.


Em “a tradição política no tocante à representação" (l.1-2), o emprego do sinal indicativo de crase é obrigatório, ao passo que, no segmento no que toca a representação, tal emprego é facultativo.
Entre os elementos de coesão utilizados nesse fragmento de texto incluem-se numerais ordinais.
No primeiro parágrafo do texto, as formas nominais “Convocada", “instalada" e “dissolvida" têm como substantivos correlatos, respectivamente, convocação, instalação e dissolvição.
TEXTO 2 – NÃO APELE PARA A AUTOMEDICAÇÃO
Superinteressante, Nov. 2010
Diante de uma dor de cabeça alucinante ou de uma
queimação no estômago depois do jantar, bate um ímpeto de
correr à farmácia e liquidar o mal-estar por conta própria. Ou
então, ao acordar com dor de garganta, a saída mais fácil parece
ser usar aquele antibiótico receitado para outra pessoa, em
outra ocasião. Tentações assim são perigosas, especialmente
para quem se automedica com frequência. Para início de conversa,
é muito difícil acertar em cheio no tipo de droga, na
dose e no tempo de tratamento necessários para resolver um
problema de saúde, principalmente uma infecção. A probabilidade
de o micro-organismo envolvido na história se tornar
resistente e contra-atacar é enorme. Pior: algumas substâncias,
à medida que se acumulam no organismo, sobrecarregam
órgãos vitais, como rins e fígado. Outras têm o poder de
anular ou potencializar os efeitos de medicamentos associados
a elas. No último caso, sintomas como sonolência, tontura,
enjoo e falta de concentração podem perturbar o sujeito e
até desencadear quadros mais graves. Não arrisque sua saú-
de! Ouça um profissional antes de engolir qualquer remédio
ou até mesmo um suplemento. Só eles conhecem as peculiaridades
de cada substância e são capazes de prescrevê-las, garantindo
a sua segurança. Você não vai querer arrumar outra
dor de cabeça, vai?
TEXTO 1 – SAÚDE: UMA QUESTÃO DE CONFIANÇA
Hans Dohmann. O Globo, 20/11/2010
Prevenção é a palavra de ordem para quem trabalha com riscos e deveria funcionar dessa forma também para a Saúde. Deixar para tratar a população quando já está doente é uma estratégia cara e arriscada, e vai contra qualquer lógica, seja econômica ou médica. No Rio de Janeiro, houve investimentos maciços durante anos em hospitais, mas se deixou de investir na atenção primária.
Os serviços de saúde realizam pelo menos 70% dos atendimentos no campo da baixa complexidade, da atenção primária. Dessa forma, é importante para o sucesso de todo investimento do SUS – Sistema Único de Saúde – o fortalecimento de unidades básicas e do atendimento primário, garantindo qualidade quando necessários serviços de alta complexidade.
Essa reviravolta é possível e depende apenas de gestão. E
gerir não é somente fazer escolhas, mas essencialmente colocá-las
em execução com eficiência.
TEXTO 1 – SAÚDE: UMA QUESTÃO DE CONFIANÇA
Hans Dohmann. O Globo, 20/11/2010
Prevenção é a palavra de ordem para quem trabalha com riscos e deveria funcionar dessa forma também para a Saúde. Deixar para tratar a população quando já está doente é uma estratégia cara e arriscada, e vai contra qualquer lógica, seja econômica ou médica. No Rio de Janeiro, houve investimentos maciços durante anos em hospitais, mas se deixou de investir na atenção primária.
Os serviços de saúde realizam pelo menos 70% dos atendimentos no campo da baixa complexidade, da atenção primária. Dessa forma, é importante para o sucesso de todo investimento do SUS – Sistema Único de Saúde – o fortalecimento de unidades básicas e do atendimento primário, garantindo qualidade quando necessários serviços de alta complexidade.
Essa reviravolta é possível e depende apenas de gestão. E
gerir não é somente fazer escolhas, mas essencialmente colocá-las
em execução com eficiência.
Dicionário histórico – Brasil. Ângela Vianna Botelho e Liana Maria Reis
As drogas medicinais ou “drogas da virtude”, prescritas pelos físicos, odontólogos e médicos homeopatas ou alopatas eram manipuladas por boticários, que importavam remédios europeus e usavam produtos nativos em sua formulação. Os remédios objetivavam muito mais a sintomatologia que a etiologia. A partir de 1837, houve adoção oficial do “Codex medicamentarius gallicus”, que vigorou no Brasil até 1926. Muitas vezes, entretanto, a população recorria à obra Medicina Doméstica, de Buchan, e, posteriormente, à de Chernoviz, bem como à homeopatia de Hahnemann, acabando por se automedicar. As drogas medicinais mais receitadas continuaram a ser o mercúrio, a quina e os vomitivos, purgativos, diuréticos e sudoríficos, muitas vezes extraídos das plantas e raízes nativas, de comprovada eficácia. Eram também muito utilizados os emplastros, fricções e escalda-pés. Aplicações de ventosas, sangrias e sanguessugas eram comumente receitadas, sendo que os banhos de mar e termais passaram a ser prescritos principalmente para infecções cutâneas.
Dicionário histórico – Brasil. Ângela Vianna Botelho e Liana Maria Reis
As drogas medicinais ou “drogas da virtude”, prescritas pelos físicos, odontólogos e médicos homeopatas ou alopatas eram manipuladas por boticários, que importavam remédios europeus e usavam produtos nativos em sua formulação. Os remédios objetivavam muito mais a sintomatologia que a etiologia. A partir de 1837, houve adoção oficial do “Codex medicamentarius gallicus”, que vigorou no Brasil até 1926. Muitas vezes, entretanto, a população recorria à obra Medicina Doméstica, de Buchan, e, posteriormente, à de Chernoviz, bem como à homeopatia de Hahnemann, acabando por se automedicar. As drogas medicinais mais receitadas continuaram a ser o mercúrio, a quina e os vomitivos, purgativos, diuréticos e sudoríficos, muitas vezes extraídos das plantas e raízes nativas, de comprovada eficácia. Eram também muito utilizados os emplastros, fricções e escalda-pés. Aplicações de ventosas, sangrias e sanguessugas eram comumente receitadas, sendo que os banhos de mar e termais passaram a ser prescritos principalmente para infecções cutâneas.
Dicionário histórico – Brasil. Ângela Vianna Botelho e Liana Maria Reis
As drogas medicinais ou “drogas da virtude”, prescritas pelos físicos, odontólogos e médicos homeopatas ou alopatas eram manipuladas por boticários, que importavam remédios europeus e usavam produtos nativos em sua formulação. Os remédios objetivavam muito mais a sintomatologia que a etiologia. A partir de 1837, houve adoção oficial do “Codex medicamentarius gallicus”, que vigorou no Brasil até 1926. Muitas vezes, entretanto, a população recorria à obra Medicina Doméstica, de Buchan, e, posteriormente, à de Chernoviz, bem como à homeopatia de Hahnemann, acabando por se automedicar. As drogas medicinais mais receitadas continuaram a ser o mercúrio, a quina e os vomitivos, purgativos, diuréticos e sudoríficos, muitas vezes extraídos das plantas e raízes nativas, de comprovada eficácia. Eram também muito utilizados os emplastros, fricções e escalda-pés. Aplicações de ventosas, sangrias e sanguessugas eram comumente receitadas, sendo que os banhos de mar e termais passaram a ser prescritos principalmente para infecções cutâneas.
No segmento destacado, o adjetivo nativas:
Identificam-se nas frases acima, respectivamente,
O período que finaliza o primeiro parágrafo está na ordem inversa, como indica o emprego inicial da conjunção “Pois”, que introduz uma oração subordinada anteposta à oração principal.
Os termos “uma composição da arte” (l.3) e “a mesma verdade do historiador” (l.6-7) exercem, na oração em que se inserem, função de complemento verbal.








