Questões de Concurso Sobre morfologia em português

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Ano: 2018 Banca: IF-SP Órgão: IF-SP Prova: IF-SP - 2018 - IF-SP - Português/Inglês |
Q947593 Português

Considere os seguintes enunciados:


I. Não lhe restaram se não uns poucos reais no bolso.

II. Não lhe restaram senão uns poucos reais no bolso.


Considerando a escrita padrão, moldada nos preceitos da gramática normativa prescritiva, analise os termos sublinhados nas sentenças acima e assinale a alternativa adequada:

Alternativas
Q946887 Português
O termo sublinhado em “Muitos moradores sequer sabem o significado da cruz afixada para demarcar o local da primeira missa celebrada na cidade de Maricá.” (linhas 24-26) tem valor:
Alternativas
Q946885 Português
A breve biografia de Padre Anchieta apresenta como recurso de impessoalização bastante produtivo:
Alternativas
Q946884 Português
Em termos morfológicos, todas as opções a seguir apresentam palavras no grau diminutivo, EXCETO a seguinte:
Alternativas
Q946837 Português

Leia o Texto I


    A ética é daquelas coisas que todo mundo sabe o que são, mas que não são fáceis de explicar, quando alguém pergunta.

    Tradicionalmente, ela é entendida como um estudo ou uma reflexão, científica ou filosófica, e eventualmente até teológica, sobre os costumes ou sobre as ações humanas. Mas também chamamos de ética a própria vida, quando conforme aos costumes considerados corretos. A ética pode ser o estudo das ações ou dos costumes, e pode ser a própria realização de um tipo de comportamento.

    Enquanto uma reflexão científica, que tipo de ciência seria a ética? Tratando de normas de comportamentos, deveria chamar-se uma ciência normativa. Tratando de costumes, pareceria uma ciência descritiva. Ou seria uma ciência de tipo mais especulativo, que tratasse, por exemplo, da questão fundamental da liberdade?

    Que outra ciência estuda a liberdade humana, enquanto tal, e em suas realizações práticas? Onde se situa o estudo que pergunta se existe a liberdade? E como ela deveria ser definida teoricamente, e como deveria ser vivida, praticamente? Ora, ligado ao problema da liberdade, aparece sempre o problema do bem e do mal, e o problema da consciência moral e da lei, e vários outros problemas deste tipo.

    Didaticamente, costuma-se separar os problemas teóricos da ética em dois campos: num, os problemas gerais e fundamentais (como liberdade, consciência, bem, valor, lei e outros); e, no segundo, os problemas específicos, de aplicação concreta, como os problemas da ética profissional, da ética política, de ética sexual, de ética matrimonial, de bioética etc. É um procedimento didático ou acadêmico, pois na vida real eles não vêm assim separados.


VALLS, Á. L. M. O que é ética. São Paulo: Brasiliense, 2005, p. 7-8 (com adaptações).

A respeito da estrutura morfossintática da primeira frase do texto: “A ética é daquelas coisas que todo mundo sabe o que são, mas que não são fáceis de explicar, quando alguém pergunta”, é CORRETO afirmar que:
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Q946091 Português
Assinale a alternativa em que a palavra a NÃO é preposição:
Alternativas
Q945653 Português

TEXTO 3

A Rua dos Cataventos

VII

(Para Dyonélio Machado)


Recordo ainda… e nada mais me importa…

Aqueles dias de uma luz tão mansa

Que me deixavam, sempre, de lembrança,


Algum brinquedo novo à minha porta...

Mas veio um vento de Desesperança

Soprando cinzas pela noite morta!

E eu pendurei na galharia torta


Todos os meus brinquedos de criança...

Estrada afora após segui… Mas, ai,

Embora idade e senso eu aparente,


Não vos iluda o velho que aqui vai:

Eu quero os meus brinquedos novamente!

Sou um pobre menino… acreditai...

Que envelheceu, um dia, de repente!


Quintana, Mario, Quintana de Bolso/ Mario Quintana – Porto Alegre: L&PM, 2009, p.13.

Analise as proposições em relação ao Texto 3, e assinale (V) para verdadeira e (F) para falsa.


( ) O poema apresenta uma linguagem literária, subjetiva, mesclada com figuras de linguagem e a função da linguagem predominante é a poética ou emotiva.

( ) Interjeição é a palavra ou grupo de palavras que busca exprimir sentimento ou emoção. No verso “Estrada afora após segui... Mas, ai,” a interjeição usada revela o sentimento de dor do poeta pela infância que não mais existe.

( ) Os versos “E eu pendurei na galharia torta” e “Todos os meus brinquedos de criança” revelam que o poeta, quando chegou à adolescência, abandonou seus brinquedos, decorando as árvores.

( ) Nos versos 5, 6 e 7 os vocábulos “Desesperança”, “cinzas”, “noite”, “morta” e “torta”, semanticamente, sugerem uma atmosfera de desapontamento, dor e angústia.

( ) No verso “Todos os meus brinquedos de criança” a expressão destacada, em relação à morfologia, é locução adjetiva, logo pode ser substituída pelo adjetivo infantis, sem que ocorra alteração de sentido no texto.


Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.

Alternativas
Q945652 Português

TEXTO 3

A Rua dos Cataventos

VII

(Para Dyonélio Machado)


Recordo ainda… e nada mais me importa…

Aqueles dias de uma luz tão mansa

Que me deixavam, sempre, de lembrança,


Algum brinquedo novo à minha porta...

Mas veio um vento de Desesperança

Soprando cinzas pela noite morta!

E eu pendurei na galharia torta


Todos os meus brinquedos de criança...

Estrada afora após segui… Mas, ai,

Embora idade e senso eu aparente,


Não vos iluda o velho que aqui vai:

Eu quero os meus brinquedos novamente!

Sou um pobre menino… acreditai...

Que envelheceu, um dia, de repente!


Quintana, Mario, Quintana de Bolso/ Mario Quintana – Porto Alegre: L&PM, 2009, p.13.

Analise as proposições em relação ao Texto 3.


I. Pela leitura do poema constata-se que a mensagem que o poeta quer passar está centrada na palavra pessimismo.

II. No verso “Estrada afora após segui... Mas, ai,” as palavras destacadas, quanto à morfologia, são advérbio, preposição, conjunção e interjeição, sequencialmente.

III. A leitura do verso “Eu quero os meus brinquedos novamente” leva o leitor a inferir o desejo do poeta de voltar à infância, aos tempos de criança – menino.

IV. No verso “Sou um pobre menino... acreditai” os verbos destacados, quanto à flexão verbal, estão, na sequência, no Presente do indicativo e no Imperativo Afirmativo.

V. Da leitura do verso “Aqueles dias de uma luz tão mansa”, depreende-se que o poeta relembra, saudosamente, a calmaria da infância.


Assinale a alternativa correta.

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Q945650 Português

Analise as proposições em relação ao Texto 2.


I. Na estrutura “O expediente de vender o próximo artigo a um preço mais baixo sob a condição” (linhas 17 e 18) as palavras destacadas, quanto à morfologia, são preposição e artigo definido, sequencialmente.

II. O autor usa a expressão em latim “modus operandi ” (linha 16), que significa modo de operação, como um atrativo para despertar no cliente a aspiração pela compra.

III. Anafórico é o termo que se refere a outro enunciado anteriormente citado no texto. A palavra “nele” (linha 16) é anafórico de “mundo” (linha 16), enquanto a palavra “que” (linha 20) é anafórico de “companhias” (linha 20).

IV. A substituição do termo destacado por pelas em “mais praticado por companhias que trabalham com produtos para o lar” (linhas 20 e 21) não altera o sentido original, no texto, e nem constitui desvio do domínio da norma culta quanto à regência.

V. A palavra “ambos” (linha 6), quanto à classe gramatical, classifica-se como numeral, pois é equivalente a dois; passando-nos essa ideia de numeral, quantidade, conforme mostra a estrutura: “contentar com o que tem ou o que é” (linha 5).


Assinale a alternativa correta.

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Q945649 Português

Analise as proposições em relação ao Texto 2, e assinale (V) para verdadeira e (F) para falsa.


( ) Da leitura do sintagma “perde seu poder de seduzir o público ou o seu valor de mercado” (linhas 11 e 12), depreende-se que se perde a competência de alcançar e manter a posição social a que o mercado consumista aspira e que impõe.

( ) No primeiro parágrafo do texto há quatro advérbios terminados em –mente, todos derivam de adjetivos e são usados com objetivo de persuadir a clientela consumidora.

( ) Na estrutura “é cada vez mais praticado por companhias que trabalham com produtos para o lar” (linhas 20 e 21) a palavra destacada, pode ser substituída pela expressão as quais, sem que haja alteração de sentido, de classificação morfológica e sintática, no texto.

( ) A estrutura “fazer o melhor com aquilo que o destino lhe ofereceu” (linhas 7 e 8) é uma forma de mostrar que o destino conspira a favor do consumidor, quando se trata do ato de comprar, efetivamente.

( ) A expressão “faça-você-mesmo” (linha 14) está grafada com hífen para representar um substantivo composto, valorizando a peça reciclada e assim assumir um índice maior de venda no mercado.


Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.

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Q945648 Português

Analise as proposições em relação ao Texto 2.


I. No período “o que tem ou o que é” (linha 5) as palavras destacadas, quanto à morfologia, classificam-se como pronome demonstrativo.

II. No período “que o destino lhe ofereceu” (linhas 7 e 8) a palavra destacada, quanto à morfossintaxe, é pronome oblíquo/objeto indireto.

III. Crase é a fusão (ou contração) de duas vogais idênticas em uma só. Na linguagem escrita, a crase é representada pelo acento grave. No período “seja devolvido à loja” (linha 19) o uso da crase é obrigatório.

IV. Por colocação pronominal entende-se o estudo do posicionamento do pronome oblíquo, na frase, em relação ao verbo. No período “e se acredita que seja reabastecido para sempre caso seu estoque se esgote temporariamente” (linhas 3 e 4) há duas ocorrências de próclise.

V. No período “O depósito dessas peças é constante” (linhas 2 e 3), a palavra destacada é uma contração da preposição de com o pronome demonstrativo essas, sendo empregada como pronome demonstrativo correspondente à terceira pessoa do discurso.


Assinale a alternativa correta.

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Ano: 2018 Banca: UFRR Órgão: UFRR Prova: UFRR - 2018 - UFRR - Assistente Social |
Q943958 Português

                                     TEXTO I

                     SOBRE HIENAS E VIRA-LATAS


      Aproveitando o momento de vulnerabilidade política e econômica do nosso país, os defensores de uma integração dependente do Brasil na economia internacional estão lançando uma nova ofensiva, facilitada pelas agruras do ajuste fiscal, com queda nos investimentos governamentais e o descrédito – convenientemente estimulado – das empresas estatais, na esteira do escândalo da Petrobrás. Em vez de atacar a raiz desses ilícitos, que é o financiamento empresarial das campanhas eleitorais (o que não diminui a responsabilidade dos transgressores da lei), os pós-neoliberais preferem investir contra os poucos instrumentos de política industrial que o Estado brasileiro ainda detém. A estratégia é ampla e não se limita a aspectos internos da economia. Incide diretamente sobre a forma pela qual o Brasil se insere na economia mundial.

      Três linhas de ação têm sido perseguidas. Uma já faz parte do antigo receituário de boa parte dos comentaristas em matéria econômica: o Brasil deveria abandonar a sua preferência pelo sistema multilateral (representado pela Organização Mundial do Comércio) e dar mais atenção a acordos bilaterais com economias desenvolvidas, seja com a União Europeia, seja com os Estados Unidos da América. O refinamento, não totalmente novo, é o de que, para chegar a esses acordos, o Brasil deve buscar a “flexibilização” do Mercosul, privando-o de sua característica essencial de uma união aduaneira. Sem perceber que a motivação principal da integração é política – já que a Paz é o maior bem a ser preservado – os arautos da liberalização, sob o pretexto de aumentar nossa autonomia em relação aos nossos vizinhos, facilitando a abertura do mercado brasileiro, na verdade empurrarão os sócios menores (não em importância, mas em tamanho) para os braços das grandes potências. É de esperar que não venham a reclamar quando bases militares estrangeiras surgirem próximo das nossas fronteiras.

      O segundo pilar do tripé, que está sendo gestado em gabinetes de peritos desprovidos de visão estratégica, consiste em tornar o Brasil membro pleno da OCDE, a organização que congrega primordialmente economias desenvolvidas. Essa atitude contraria a posição de aproximação cautelosa seguida até aqui e que nos tem permitido participar de vários grupos, sem tolher nossa liberdade de ação. A lógica para a busca ansiosa pelo status de membro pleno residiria na melhoria do nosso rating junto às agências de risco, decorrente do nosso compromisso com políticas de investimentos, compras governamentais e propriedade intelectual (entre outras) estranhas ao modelo de crescimento defendido por sucessivos governos brasileiros, independentemente de partidos ou de ideologias. O ganho no curto prazo se limitaria, se tanto, a um aspecto de marketing, e seria muito pequeno quando comparado com o custo real, representado pela perda de latitude de escolha de nossas políticas (industrial, ambiental, de saúde, etc.).

      Finalmente – e esse é o aspecto mais recente da ofensiva pós-neoliberal – há quem já fale em ressuscitar a Área de Livre Comércio das Américas, cujas negociações chegaram a um impasse entre 2003 e 2004, quando ficou claro que os EUA não abandonariam suas exigências em patentes farmacêuticas (inclusive no que tange ao método para a solução de controvérsias) e pouco ou nada nos ofereceriam em agricultura. A Alca, tal como proposta, previa não apenas uma ampla abertura comercial em matéria de bens e serviços, de efeitos danosos para nosso parque industrial, mas também regras muito mais estritas e desfavoráveis aos nossos interesses do que as que haviam sido negociadas multilateralmente (isto é, no sistema GATT/OMC), inclusive por governos que antecederam ao do Presidente Lula. Tudo isso, sob a hegemonia da maior potência econômica do continente americano (e, por enquanto pelo menos, do mundo).

      Medidas desse tipo não constituem ajustes passageiros. São mudanças estruturais, que, caso adotadas, alterariam profundamente o caminho de desenvolvimento que, com maior ou menor ênfase, sucessivos governos escolheram trilhar. Os que propugnam por esse redirecionamento de nossa inserção no mundo parecem ignorar que mudanças desse porte, sem um mandato popular expresso nas urnas, seriam não só prejudiciais economicamente, mas constituiriam uma violência contra a democracia. Evidentemente nosso governo não se deixará levar por pressões midiáticas, mas até alguns ardorosos defensores de um Brasil independente e soberano podem não ser de todo infensos a influências de intelectuais que granjearam alguma respeitabilidade pela obra passada. Daí a necessidade do alerta: “intelectuais progressistas, preparai-vos para o debate”. Ele vai ser duro e não se dará somente nos salões acadêmicos ou nos corredores palacianos. Terá que ir às ruas, às praças e às portas de fábrica.

                         (Texto de Celso Amorim, Carta Maior - 14 de abril de 2015)

O advérbio de modo pode ser substituído pelo adjetivo sem prejuízo de significado em:
Alternativas
Q943488 Português
No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.

A conjunção “Portanto” (linha 30) introduz oração de sentido explicativo em relação ao que se afirma no período anterior. 
Alternativas
Q943364 Português

Em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.


O termo “vitais” (linha 5) classifica-se como adjetivo e significa necessários à manutenção da vida.

Alternativas
Q943177 Português
E se o Império Romano não tivesse acabado?

    Em vez da França, a província de Gália. Em vez da Inglaterra, a Bretanha. Em vez da Bulgária, a Trácia. Quem já leu as aventuras de Asterix conhece bem esses nomes esquisitos de regiões dominadas pelos exércitos de Roma (as histórias do herói gaulês se passam por volta de 50 a.C., época do apogeu do Império Romano). Pois assim seria o Velho Mundo se o império com sede em Roma não tivesse se desintegrado: uma única nação contornando o Mediterrâneo ao longo das costas europeia, asiática e africana. Mas a mudança dos nomes das localidades europeias é a menos importante das diferenças. O mundo seria outro. O capitalismo talvez ainda não tivesse surgido e, sem ele, a conquista e a colonização da América não aconteceriam. No final das contas, o Brasil poderia ser até hoje uma terra de índios.
    Mas vamos aos poucos. Primeiro é bom lembrar o que houve com o império de Roma. O poder imperial começou a se esfarelar no século 3, quando ocorreram lutas internas entre generais e vivia-se uma verdadeira anarquia militar. Para se ter uma ideia, em 50 anos houve pelo menos 20 imperadores, que foram destituídos um após o outro (alguns inclusive reinaram simultaneamente, em conflito). 
    Não era para menos. A economia romana era baseada no trabalho escravo e o suprimento de escravos dependia da conquista de novos territórios. O problema foi que o reino tornou-se grande demais para ser administrado, as conquistas minguaram, os escravos escassearam e a vida boa acabou. A arrecadação de impostos diminuiu e a população pobre começou a reclamar. Para ajudar, ainda havia o cristianismo (que era contra a escravidão e a riqueza da elite) e uma peste que varreu a região. Nessa barafunda de problemas, tentou-se de tudo, até a divisão administrativa do império em dois, o do Ocidente (com sede em Roma) e o do Oriente (o Império Bizantino), com sede em Constantinopla (onde antes ficava Bizâncio).
    Para este último, a solução foi eficaz. Mas o Império Romano do Ocidente, assolado pela crise econômica, perdeu seu poder militar e foi aos poucos invadido por guerreiros germânicos. Em 395, a divisão administrativa transformou-se em divisão política e o império rachou em dois. Deixada à própria sorte, a metade ocidental durou pouco. A queda definitiva ocorreu em 476, quando a tribo do rei Odoacro derrubou o último chefe de Roma, Rômulo Augústulo. No Oriente, no entanto, o Império Romano continuou existindo por quase mil anos, até 1453, quando os turcos tomaram Constantinopla.
    Se o Império Romano resistisse, possivelmente ele seria parecido com sua metade oriental, diz Pedro Paulo Funari, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Em primeiro lugar, o imperador seria também o papa, como em Constantinopla, onde o imperador governava tudo o que interessava: o Exército e a Igreja. Ou isso ou haveria uma divisão de poderes com a Igreja. Essa mistureba de papéis provavelmente criaria situações curiosas, como bispos governando uma província como Portugal, ou melhor, a Lusitânia, e párocos dirigindo cidades.
    A influência religiosa seria ainda maior do que foi na Idade Média ou atualmente. Nas províncias, o divórcio e o aborto provavelmente seriam proibidos e não seria nenhum absurdo que alguns costumes alimentares cristãos, como comer peixe às sextas-feiras, tivessem a força de lei, com penas severas (o açoite, o exílio e a prisão domiciliar eram comuns) para quem degustasse uma costelinha no dia sagrado.
    As línguas derivadas do latim, como o português, o espanhol, o francês e o italiano, provavelmente seriam muito diferentes. O português, por exemplo, não teria sofrido a influência das línguas árabe e germânica, já que, nesse nosso mundo hipotético, possivelmente não ocorreriam as invasões dos germânicos e muçulmanos na península Ibérica. Palavras de origem árabe e tão portuguesas, como azeite, não fariam parte do nosso vocabulário.
    E o capitalismo? “Provavelmente demoraria mais para acontecer”, afirma Funari. “Impérios em geral dificultam o desenvolvimento do capitalismo, que depende do individualismo para se desenvolver. Um Estado muito forte e controlador é um obstáculo”, diz o historiador. Na Europa, o feudalismo e a fragmentação do poder favoreceram o surgimento do capitalismo. No Japão, onde houve a fragmentação do Estado e a implantação de um sistema de shogunato, isso também aconteceu, ao contrário da China, um império que durou até 1911. Retardado o capitalismo, a colonização da América também seria outra. E os astecas, incas, tupinambás e guaranis talvez tivessem se desenvolvido mais e oferecido maior resistência aos europeus. Indo mais longe, um império inca talvez pudesse existir até hoje. Mas essa é uma outra hipótese.

(Lia Hama e Adriano Sambugaro – http://super.abril.com.br/cultura/se-imperio-romano-nao-tivesse-acabado-444330.shtml?utm_source= redesabril_super&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_jovem.)

Por se tratar de um texto que constitui uma realidade conjectural, os autores se valem de diferentes estratégias lexicais e gramaticais para caracterizar dessa maneira algumas informações. Das estratégias apresentadas a seguir para que se obtenha esse efeito nas informações de natureza hipotética, apenas uma NÃO pode ser encontrada no texto. Que característica é essa?
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Ano: 2018 Banca: AOCP Órgão: SUSIPE-PA Prova: AOCP - 2018 - SUSIPE-PA - Agente Prisional |
Q942986 Português

                                               TEXTO II


                    IBGE: 24,8 milhões das pessoas de 14 a 29 anos

                                 não frequentam escolas no país

                                                                   21/12/2017 11h43 - Rio de Janeiro


      A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) 2016 divulgada hoje (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que 24,8 milhões das pessoas de 14 a 29 anos de idade não frequentavam escola, cursos pré-vestibular, técnico de nível médio ou de qualificação profissional no ano passado.

      As razões mais frequentes para não estarem estudando foram por motivo de trabalho, seja porque trabalhava, estava procurando trabalho ou conseguiu trabalho que iria começar em breve (41%); não tinha interesse em continuar os estudos (19,7%); e por ter que cuidar dos afazeres domésticos ou de criança, adolescente, idosos ou pessoa com necessidades especiais (12,8%).

      Os motivos relacionados ao mercado de trabalho para não ir à escola foram mais frequentes entre os homens (50,5%). Além disso, entre eles, 24,1% disseram não ter interesse, e 8,2% já tinham concluído o nível de estudo que desejavam.

      Para as mulheres, o motivo relacionado a trabalho para não estudar também foi o mais frequente (30,5%); 26,1% delas alegaram ter que cuidar dos afazeres domésticos ou de criança, adolescente, idosos ou pessoa com necessidades especiais, proporção 30 vezes superior à observada entre os homens; e 14,9% não tinham interesse.

      No Brasil, em 2016, havia 51,6 milhões de pessoas de 14 a 29 anos de idade. Desse total, 13,3% estavam ocupadas e estudavam; 20,5% não trabalhavam e não estudavam; 32,7% não trabalhavam, mas estudavam e 33,4% estavam ocupadas e não estudavam. [...]



CAMPOS, Ana Cristina. IBGE: 24,8 milhões das pessoas de 14 a 29 anos não frequentam escolas no país. Disponível em: < http:// agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2017-12/ibge-248-milhoesdas-pessoas-de-14-29-anos-nao-frequentam-escolas-no-pais>. Acesso em: 10 jan. 2018.

Em “Além disso, entre eles, 24,1% disseram não ter interesse, e 8,2% já tinham concluído o nível de estudo que desejavam.”, a expressão em destaque imprime ao excerto uma ideia de
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Q942649 Português

Leia o parágrafo a seguir.


“O acelerado desenvolvimento da humanidade vem gerando crescentes e apreensivos problemas em que se destacam os referentes ao equilíbrio homem / meio ambiente, tendo, muitas vezes, a interligá-los – como subprodutos danosos – as diversas modalidades de poluição que resultam, afinal, na redução dos recursos naturais, na diminuição da produtividade e na poluição biopsíquica e moral que vem definhando e matando, principalmente nas civilizações mais evoluídas. Esta é uma das razões por que a poluição, consequente do desenvolvimento industrial é considerada como um dos principais problemas da atualidade. E sendo ela geradora de desperdício, antagônica ao desenvolvimento, necessário se faz uma campanha cerrada para combatê-la. Mas, para tanto, é fundamental que tenhamos uma formação com base ecológica. Só assim estaremos contribuindo de fato para o progresso do País. “

Fonte: Revista Petrobrás, nº 271, 1975.


Escreva (CA) para o que for causa e (CO) para o que for consequência, de acordo com o parágrafo.


( ) acelerado desenvolvimento da humanidade

( ) problemas referentes ao equilíbrio homem/meio ambiente

( ) crescentes e apreensivos problemas

( ) desenvolvimento industrial

( ) desperdício

( ) contribuição para o progresso do país


A sequência correta, de cima para baixo, é:

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Q942317 Português
A palavra “gentilmente” pertence à classe dos(as):
Alternativas
Q942276 Português

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou seu perfil no Twitter para ameaçar o mandatário do Irã, Hassan Rohani, e disse que o país pode enfrentar "consequências que poucos na história sofreram antes".

  A declaração chegou horas depois de Rohani alertar para Trump "não brincar com fogo", ou "se arrependerá". "Tenha em mente que você não pode provocar o povo iraniano com a desculpa da segurança e dos interesses de seu país. O Irã é soberano e não será o faztudo de ninguém", disse o presidente iraniano, acrescentando que um conflito entre os EUA e a nação persa seria "a mãe de todas as guerras".         No Twitter, Trump disse para Rohani "nunca mais ameaçar os Estados Unidos de novo". "Ou você sofrerá consequências que poucos através da história sofreram antes. Não somos mais um país que apoiará suas dementes palavras de violência e morte.

  Cuidado!", escreveu o presidente, em letras maiúsculas, como se estivesse gritando.

  Além disso, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, acusou o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, de ter um fundo especulativo "secreto" com US$ 95 bilhões em ativos. Os recursos, segundo Pompeo, são usados pela Guarda Revolucionária do país persa. "O nível de corrupção e riqueza entre os líderes do regime demonstra que o Irã é administrado por algo que se parece mais com a máfia do que com um governo", reforçou.

  A primeira resposta à Casa Branca veio do chefe da Justiça iraniana, Sadeg Larijani, que disse que as declarações de Trump foram feitas por uma "pessoa incapaz e estúpida". "Qualquer ação pouco sábia dos EUA levará a uma resposta inesquecível do Irã", disse.

  Em abril passado, o presidente norte-americano rasgou o acordo sobre o programa nuclear iraniano, assinado em 2015, na gestão Obama, com outras cinco potências: China, Rússia, Reino Unido, França e Alemanha.

   Desde então, os países remanescentes tentam salvar o pacto, mas as sanções impostas pelos EUA podem impedir que empresas multinacionais invistam na economia iraniana. (www.terra.com.br/noticias/mundo- 23.07.18) 

Na frase: “Desde então, os países remanescentes tentam salvar o pacto, mas as sanções impostas pelos EUA podem impedir que empresas multinacionais invistam na economia iraniana”, a palavra grifada trata-se de:
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Q942238 Português
“Pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que o medo do desemprego cresceu em junho entre os brasileiros e chegou ao mesmo nível de 1996, quando começou a série histórica. O Índice do Medo do Desemprego subiu para 67,9 pontos em junho, 4,2 pontos acima do registrado em março. O índice de 67,9 pontos é o maior valor da série histórica iniciada em maio de 1996, empatado com os valores registrados em maio de 1999 e em junho de 2016. O índice está 18,3 pontos acima da média histórica de 49,6 pontos. O indicador varia de 0 a 100 pontos. Quanto maior o índice, maior o medo do desemprego. “O medo do desemprego voltou para o maior nível que tinha alcançado durante a crise porque a recuperação da economia está muito lenta e as pessoas ainda não perceberam a queda da inflação e a melhora no emprego”, afirma o gerente-executivo de Pesquisas e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca. De acordo com a pesquisa, o medo do desemprego cresceu mais para os homens e as pessoas com menor grau de instrução. Entre março e junho, o indicador subiu 5,6 pontos para os homens e 2,8 pontos para as mulheres. Para os brasileiros que têm até a 4ª série do ensino fundamental, o índice subiu 10,4 pontos entre março e junho e alcançou 72,4 pontos. Entre os que possuem educação superior, o índice subiu 0,6 ponto e passou de 59,9 para 60,5 pontos. O índice de medo do desemprego é maior entre quem ganha até 1 salário mínimo - subiu 7,4 pontos de março para junho. O menor é entre quem ganha mais de 5 salários mínimos - 55,2 pontos. O medo de perder o emprego é maior entre quem mora na periferia - 73,9 pontos - e no Nordeste (74,1 pontos). Em relação à faixa etária, o medo de ficar sem trabalho é maior entre as idades de 16 a 24 anos (70,8 pontos). O levantamento ouviu 2 mil pessoas em 128 municípios entre os dias 21 e 24 de junho.” (https://g1.globo.com -10.07.18)
Na passagem do texto: “(...) porque a recuperação da economia está muito lenta e as pessoas ainda não perceberam a queda da inflação e a melhora no emprego, a palavra ainda trata-se de:
Alternativas
Respostas
21661: B
21662: B
21663: D
21664: B
21665: D
21666: C
21667: D
21668: A
21669: A
21670: B
21671: A
21672: B
21673: E
21674: C
21675: B
21676: E
21677: B
21678: C
21679: A
21680: E