Questões de Concurso Sobre morfologia em português

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Q750293 Português
INSTRUÇÃO: A questão deve ser respondida com base no texto 1. Leia-o atentamente, antes de responder a questão.

TEXTO 1
Resíduos sólidos urbanos
Atores envolvidos devem investir na educação
RODRIGO COELHO*

  [1º§] Nos últimos 140 anos, a população brasileira sofreu um relevante crescimento, com aumento aproximado em 20 vezes no número de habitantes entre 1872 e 2010, data de realização do mais recente Censo. Tais padrões de crescimento e desenvolvimento desencadearam a necessidade de se preservar e de adotar políticas sustentáveis de desenvolvimento.
  [2º§] A política de gestão de coleta e de disposição de resíduos sólidos é um dos maiores desafios nos Planos de Gestão das grandes metrópoles. O que fazer com o lixo gerado após o consumo? O que fazer com o eletrodoméstico velho após a compra de um novo? 
  [3º§] Dados apontam que, no ano de 2013, o estado de São Paulo gerou 59.291 toneladas/dia de resíduos sólidos urbanos. No município de São Paulo, de acordo com dados fornecidos pela prefeitura, a cidade gera, em média, 20 mil toneladas de resíduos por dia. 
 [4º§] Atualmente, cerca de 50% dos resíduos urbanos têm destinação inadequada em razão de não serem atendidos por coleta seletiva. Grande parte dos rejeitos ainda é depositada irregularmente em áreas vulgarmente conhecidas como lixões, exemplos concretos de passivos ambientais. As discussões das crises ambientais deixaram de ser assuntos coadjuvantes em qualquer pauta de governo e da sociedade. Atitudes realizadas durante séculos vêm impactando negativamente em toda a biodiversidade do planeta, acelerando alterações climáticas e degradando o meio ambiente e a qualidade de vida da população.
  [5º§] Diante deste cenário, torna-se iminente a necessidade de gestões efetivas dos resíduos, prevendo mudanças drásticas nos padrões de destinação, mudanças nos processos de descarte e criação de diretrizes para a retomada daqueles resíduos aptos para ingressar novamente em processos produtivos. Evitando, então, a geração de novos resíduos, diminuindo aqueles já existentes, evitando impactos ambientais por contaminação de solo e de corpos d’água, gerando renda e promovendo a manutenção da qualidade de vida da população.
  [6º§] Na última década, o programa da Organização das Nações Unidas para o meio ambiente apresentou um relatório relacionado aos níveis atuais de consumo, apontando que já excedemos a capacidade de restauração da biosfera em 40%, considerando o consumo de alimentos, recursos naturais e energia. Esses dados indicam a iminente necessidade de uma mudança comportamental, dando atenção às ações relacionadas à reciclagem, reuso de materiais, diminuição no consumo de recursos não renováveis, bem como a implementação de tecnologias limpas. 
  [7º§] Para a participação consciente e mobilizada da população, os demais atores envolvidos – setores público e privado – devem investir na educação. É por meio de educação ambiental que o indivíduo adquire instrumentos e conhecimentos suficientes para compreender todas as interações do meio ambiente, atribuindo a esse contexto todas as suas variantes.

*Bacharel em Ciências Biológicas pela UMC Universidade.
Fonte: jornal Estado de Minas, 16 mai. 2016 – Caderno Opinião. 
No trecho: “(...) criação de diretrizes para a retomada daqueles resíduos aptos para ingressar novamente em processos produtivos. Evitando, então, a geração de novos resíduos, diminuindo aqueles já existentes, evitando impactos ambientais por contaminação de solo e de corpos d’água, gerando renda e promovendo a manutenção da qualidade de vida da população.”, a palavra negritada/grifada introduz um sentido de
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Q750291 Português
INSTRUÇÃO: A questão deve ser respondida com base no texto 1. Leia-o atentamente, antes de responder a questão.

TEXTO 1
Resíduos sólidos urbanos
Atores envolvidos devem investir na educação
RODRIGO COELHO*

  [1º§] Nos últimos 140 anos, a população brasileira sofreu um relevante crescimento, com aumento aproximado em 20 vezes no número de habitantes entre 1872 e 2010, data de realização do mais recente Censo. Tais padrões de crescimento e desenvolvimento desencadearam a necessidade de se preservar e de adotar políticas sustentáveis de desenvolvimento.
  [2º§] A política de gestão de coleta e de disposição de resíduos sólidos é um dos maiores desafios nos Planos de Gestão das grandes metrópoles. O que fazer com o lixo gerado após o consumo? O que fazer com o eletrodoméstico velho após a compra de um novo? 
  [3º§] Dados apontam que, no ano de 2013, o estado de São Paulo gerou 59.291 toneladas/dia de resíduos sólidos urbanos. No município de São Paulo, de acordo com dados fornecidos pela prefeitura, a cidade gera, em média, 20 mil toneladas de resíduos por dia. 
 [4º§] Atualmente, cerca de 50% dos resíduos urbanos têm destinação inadequada em razão de não serem atendidos por coleta seletiva. Grande parte dos rejeitos ainda é depositada irregularmente em áreas vulgarmente conhecidas como lixões, exemplos concretos de passivos ambientais. As discussões das crises ambientais deixaram de ser assuntos coadjuvantes em qualquer pauta de governo e da sociedade. Atitudes realizadas durante séculos vêm impactando negativamente em toda a biodiversidade do planeta, acelerando alterações climáticas e degradando o meio ambiente e a qualidade de vida da população.
  [5º§] Diante deste cenário, torna-se iminente a necessidade de gestões efetivas dos resíduos, prevendo mudanças drásticas nos padrões de destinação, mudanças nos processos de descarte e criação de diretrizes para a retomada daqueles resíduos aptos para ingressar novamente em processos produtivos. Evitando, então, a geração de novos resíduos, diminuindo aqueles já existentes, evitando impactos ambientais por contaminação de solo e de corpos d’água, gerando renda e promovendo a manutenção da qualidade de vida da população.
  [6º§] Na última década, o programa da Organização das Nações Unidas para o meio ambiente apresentou um relatório relacionado aos níveis atuais de consumo, apontando que já excedemos a capacidade de restauração da biosfera em 40%, considerando o consumo de alimentos, recursos naturais e energia. Esses dados indicam a iminente necessidade de uma mudança comportamental, dando atenção às ações relacionadas à reciclagem, reuso de materiais, diminuição no consumo de recursos não renováveis, bem como a implementação de tecnologias limpas. 
  [7º§] Para a participação consciente e mobilizada da população, os demais atores envolvidos – setores público e privado – devem investir na educação. É por meio de educação ambiental que o indivíduo adquire instrumentos e conhecimentos suficientes para compreender todas as interações do meio ambiente, atribuindo a esse contexto todas as suas variantes.

*Bacharel em Ciências Biológicas pela UMC Universidade.
Fonte: jornal Estado de Minas, 16 mai. 2016 – Caderno Opinião. 

Considere o trecho, a seguir, retirado do 4º parágrafo:

Atitudes realizadas durante séculos vêm impactando negativamente em toda a biodiversidade do planeta, acelerando alterações climáticas e degradando o meio ambiente e a qualidade de vida da população.

As palavras negritadas/grifadas recebem classificação morfológica, respectivamente, de

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Q750082 Português
O feminino da palavra “genro” é:
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Q750080 Português

COLAR DE CAROLINA


Cecília Meireles

Com seu colar de coral,
Carolina
corre por entre as colunas
da colina.

O colar de Carolina
colore o colo de cal,
torna corada a menina.

E o sol, vendo aquela cor
do colar de Carolina,
põe coroas de coral

nas colunas da colina.

Fonte: Disponível em:
http://www.jornaldepoesia.jor.br/ceci22.html
Assinale a alternativa que apresenta uma palavra no gênero masculino:
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Q749789 Português

Leia o texto para responder à questão.

COLAR DE CAROLINA


Cecília Meireles

Com seu colar de coral,

Carolina

corre por entre as colunas

da colina.


O colar de Carolina

colore o colo de cal, 

torna corada a menina.


E o sol, vendo aquela cor 

do colar de Carolina,

põe coroas de coral 


nas colunas da colina.

Fonte: Disponível em: http://www.jornaldepoesia.jor.br/ceci22.html

Assinale a alternativa em que há ERRO no uso do plural:
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Q749756 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.


Para responder à questão, considere o seguinte trecho:

Com planos, seus interesses focam naquilo que está sendo construído, e informações novas tendem a melhorar as condições e viabilizar aquilo que parecia pouco viável. Planeje e transforme – o momento é bom para isso. (l.27-30)

Assinale a alternativa que apresenta de forma correta e respectiva a classificação gramatical das palavras sublinhadas.

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Q748783 Português

Imagem associada para resolução da questão

Assinale a alternativa que contenha uma palavra formada por derivação sufixal a partir de um vocábulo presente na charge

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Ano: 2016 Banca: FUNCAB Órgão: CODESA Prova: FUNCAB - 2016 - CODESA - Guarda Portuário |
Q748455 Português

Surpresa: venda de livros impressos supera a de e-books

    Não é incomum ainda se ouvir que a tendência do mercado editorial é que os livros digitais superem e, em um futuro não muito distante, até substituam os impressos. As expectativas não parecem se confirmar na prática. Segundo pesquisa do Financial Times, as vendas de livros em papel têm crescido e superado a de e-books, especialmente entre os jovens, e a previsão é de que continue assim. Uma agradável notícia para aqueles leitores que gostam de ter às mãos suas obras preferidas, para tocá-las, cheirá-las e marcá-las à vontade.

    De acordo com Paul Lee, analista da empresa editorial Deloitte: “Jornais impressos são resistentes entre aqueles que cresceram com jornais impressos. Livros impressos são resistentes entre todas as idades”. Por que será?

    Apesar das vantagens de ter um leitor de ebook, como o peso, o espaço de armazenamento e a praticidade, os leitores continuam apegados à versão física do livro. Os motivos parecem ser de ordem emocional, e nem tanto racional. A capa, a diagramação, o irresistível cheiro de livro novo, a facilidade de manipulação e de troca entre leitores, conquistam mesmo as novas gerações, imersas na tecnologia desde cedo.

    A verdade é que não precisa haver competição tão acirrada entre livros digitais e impressos. Ambos possuem suas vantagens e desvantagens. Não é preciso abandonar completamente os manuscritos para aderir ao mundo literário digital, nem é preciso ser tão inflexível em relação à nova possibilidade de leitura. Por que não aproveitar os benefícios de ambos os tipos? A literatura só tem a ganhar com a variedade. E o leitor também.

Nicole Ayres Luz. Disponível em homoliteratus.com/surpresavenda-de-livros-impressos-supera-de-ebooks. Acesso em 2/1/16

Em “cheirá-las e marcá-las à vontade.”, apresenta-se um exemplo de emprego do acento grave em uma locução adverbial de modo. Outra frase que contém exemplo de locução adverbial de modo é:
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Q748018 Português

Leia o texto para responder à questão.

                                                       Tudo é Química

Se pensarmos bem, a Química está em quase tudo o que vemos no nosso cotidiano. Diariamente – ou quase diariamente – todos nós usamos produtos de limpeza, cosméticos, cozinhamos. Fazer um bolo é química pura. O fermento, seu modo de funcionamento na hora de fazer crescer a massa, os processos que levam uma mistura de ingredientes secos e molhados a se transformar em um alimento macio, sem gosto de farinha e (se tudo der certo) de sabor agradável, que em nada lembra o gosto da farinha crua. Mas não é assim que pensamos a Química. Assim como as demais ciências exatas, ela nos é apresentada como algo distante, difícil, um obstáculo a ser vencido, um problema a ser resolvido com paciência e perseverança. Isso só traz prejuízos: o aluno se sente obrigado a1 aprender, o professor se sente desestimulado a2 ensinar e, por fim, o jovem termina o Ensino Médio com a certeza de que as ciências exatas, dentre elas a3 Química, são apenas disciplinas que exigem o treino mecânico, a4 repetição e o cálculo. As ciências exatas, então, são apresentadas de maneira limitada, como se fossem apenas a representação de átomos, equações e fórmulas escritos em um papel. Quando, na verdade, as ciências exatas são muito, muito mais do que isso. Física, Química e Matemática são maneiras de explicar o mundo. E não há nada que possa ser mais próximo de nós todos do que isso. Vivemos este mundo e ele só é assim porque o homem, por meio dos instrumentos mentais e práticos que possui (como as ciências exatas), transformou-o até chegar a este ponto. Beatriz Duarte de Alcântara 

No segundo parágrafo do texto, há quatro ocorrências de "a" assinaladas com números de 1 a 4. Assinale a alternativa que apresente a correta classificação morfológica de cada uma delas.
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Q747825 Português

Medo da eternidade

    Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade. 
    Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas. 
    Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou: 
    − Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira. 
    − Como não acaba? – Parei um instante na rua, perplexa. 
    − Não acaba nunca, e pronto. 
    Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual eu já começara a me dar conta. 
    Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca. 
    − E agora que é que eu faço? − perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver. 
    − Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários. 
    Perder a eternidade? Nunca. 
    O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola. 
    − Acabou-se o docinho. E agora? 
    − Agora mastigue para sempre. 
    Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito. 
    Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava era aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar. 
    Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia. 
    − Olha só o que me aconteceu! – disse eu em fingidos espanto e tristeza. Agora não posso mastigar mais! A bala acabou! 
    − Já lhe disse, repetiu minha irmã, que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá. 
    Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra da boca por acaso. Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.

06 de junho de 1970

(LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo – crônicas. Rio de Janeiro: Rocco, 1999, p.289-91)

Atente para as afirmações abaixo.

I. Em Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade (1º parágrafo), os adjetivos empregados para qualificar esse contato visam estabelecer um contraste com os acontecimentos que serão efetivamente narrados, deixando entrever a sugestão da autora de que esses fatos, aparentemente importantes, seriam na verdade banais e corriqueiros. II. Em Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita (15º parágrafo), a repetição do verbo “mastigar”, cujo início ecoa ainda na conjunção Mas que inicia a frase seguinte, busca sugerir no campo da própria expressão o que havia de repetitivo nessa atividade e o aborrecimento que já advinha do mascar da goma insossa. III. Em – Olha só o que me aconteceu! – disse eu em fingidos espanto e tristeza. Agora não posso mastigar mais! A bala acabou! (18º parágrafo), o reiterado emprego do sinal de exclamação sugere o exagero próprio do fingimento.

Está correto o que se afirma APENAS em

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Q747725 Português

a cultura da impunidade é perigosa. (l. 11)

O prefixo “im” pode indicar negação, como na palavra impunidade, que significa ausência de punição. O prefixo da seguinte palavra também indica negação:

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Q746347 Português
Poema em linha reta
Fernando Pessoa 
(Álvaro de Campos) 

Nunca conheci quem tivesse levado porrada. 
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, 
Indesculpavelmente sujo, 
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho, 
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo, 
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas, 
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante, 
Que tenho sofrido enxovalhos e calado, 
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda; 
[...] 
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar, 
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco; 
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas, 
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo. 

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo 
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho, 
Nunca foi senão príncipe – todos eles príncipes – na vida... 

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia; 
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia! 
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam. 
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil? 
Ó príncipes, meus irmãos, 

Arre, estou farto de semideuses! 
Onde é que há gente no mundo? 

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra? 

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos – mas ridículos nunca! 
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído, 
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear? 
Eu, que venho sido vil, literalmente vil, 
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Levando em consideração os adjetivos empregados pelo eu lírico para caracterizar a si próprio, pode-se deduzir a respeito de como ele se vê:
Alternativas
Q746302 Português
Houve uma união de preposição por combinação em:
Alternativas
Q746301 Português

Observe as frases abaixo:


I. Nossa viagem deu certo.
II. Este é um automóvel rápido.
III. Você come rápido.
IV. Fala-se por aí que certa bebida “desce redondo”.
V. Fale pausado e sem medo.


Quanto as palavras destacadas:

Alternativas
Q746294 Português
Poema em linha reta
Fernando Pessoa 
(Álvaro de Campos) 

Nunca conheci quem tivesse levado porrada. 
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, 
Indesculpavelmente sujo, 
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho, 
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo, 
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas, 
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante, 
Que tenho sofrido enxovalhos e calado, 
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda; 
[...] 
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar, 
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco; 
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas, 
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo. 

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo 
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho, 
Nunca foi senão príncipe – todos eles príncipes – na vida... 

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia; 
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia! 
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam. 
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil? 
Ó príncipes, meus irmãos, 

Arre, estou farto de semideuses! 
Onde é que há gente no mundo? 

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra? 

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos – mas ridículos nunca! 
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído, 
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear? 
Eu, que venho sido vil, literalmente vil, 
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
A palavra “arre” empregada no poema:
Alternativas
Q745934 Português
São palavras femininas, exceto?
Alternativas
Q745931 Português
Indique o plural INCORRETO:
Alternativas
Q745019 Português

Os dez mandamentos do e-mail

    A escrita não produz o mesmo efeito da fala. A afirmação, óbvia, parece ignorada por pessoas cada vez mais conectadas o tempo todo por tablets, smartphones ou computadores. A comunicação escrita parece ter tomado a dianteira em várias frentes antes dominadas pela fala. Essa prevalência fica clara na preferência crescente por e-mails, torpedos, chats, tuiters, comentários e posts como forma de expressão e comunicação.
    Pesquisa da Pew Global, de 2011, mostra que 92% dos internautas usam o e-mail como principal ferramenta de comunicação, mais que smartphones e redes sociais. Mas, na era da web 2.0, da conexão móvel, constante e com alta interatividade, avança também o outro extremo, de internautas que capengam ao escrever um e-mail eficiente. Começando por aqueles na dianteira da web 2.0.
    O uso indevido de abreviações, formalidades ora excessivas ora inexistentes, o equívoco de linguagem e tratamento, a falta de objetividade e assertividade são ruídos corriqueiros na comunicação eletrônica.
    Segundo Ruy Leal, superintendente do Instituto Via de Acesso, que prepara e insere jovens no mercado de trabalho, 90% da comunicação feita e recebida pelas entidades privadas hoje é via e-mail.
    Isso é uma arma que o colaborador tem na mão. Se não estiver muito bem orientado e preparado, pode escrever absurdos em seus e-mails – alerta.
    Munido de um e-mail corporativo, qualquer um pode falar em nome da organização. Leal sabe que rispidez, ironias e brincadeiras mal interpretadas geram desentendimentos por conta da linguagem que se pretende distante e próxima ao mesmo tempo. Por isso, os especialistas e as empresas tentam sistematizar as regras que regem a comunicação por e-mail.
    A apreensão tem levado empresas a consultores que capacitem funcionários a redigir emails não só sem deslizes na língua portuguesa, mas eficientes e adequados à comunicação profissional. Coach executiva e educadora corporativa da Atingir Coaching e Treinamento, Regina Gianetti Dias Pereira se especializou em oferecer cursos de comunicação empresarial, e diz que treinamentos para mensagens eletrônicas são cada vez mais pedidos.
    E-mails mal escritos, confusos, pouco claros, feitos sem consistência, geram mal-entendidos, perdas de negócios, tempo e, especialmente, produtividade – observa.
    A primeira lição é que dominar a tecnologia não significa domínio do uso da linguagem. Daí a falsa impressão de que pessoas conectadas e integradas tecnologicamente se comunicam via internet com mais propriedade, quando na verdade uma habilidade independe da outra. O que faz diferença são alguns cuidados de adequação da linguagem para o contexto da comunicação.
    Regina conta o caso de uma instituição que gerencia pensões e aposentadorias e que possui cadastrados milhares de pensionistas. Segundo ela, a administração enviou um e-mail sobre uma mudança que seria feita nos pagamentos.
    Era para ser algo simples, mas foi escrito de uma maneira tão confusa que ocorreu um colapso na central de atendimento da empresa, porque ninguém entendeu a mensagem, terminou se assustando e teve de ligar – relata. [...]
Disponível em: http://www.revistamelhor.com.br/os-dezmandamentos-do- e-mail/. Fragmento. Acesso em 14 de setembro de 2016.
As conjunções destacadas em: “uso indevido de abreviações, formalidades ORA excessivas ORA inexistentes” expressam, no contexto, ideia de:
Alternativas
Q745015 Português

Os dez mandamentos do e-mail

    A escrita não produz o mesmo efeito da fala. A afirmação, óbvia, parece ignorada por pessoas cada vez mais conectadas o tempo todo por tablets, smartphones ou computadores. A comunicação escrita parece ter tomado a dianteira em várias frentes antes dominadas pela fala. Essa prevalência fica clara na preferência crescente por e-mails, torpedos, chats, tuiters, comentários e posts como forma de expressão e comunicação.
    Pesquisa da Pew Global, de 2011, mostra que 92% dos internautas usam o e-mail como principal ferramenta de comunicação, mais que smartphones e redes sociais. Mas, na era da web 2.0, da conexão móvel, constante e com alta interatividade, avança também o outro extremo, de internautas que capengam ao escrever um e-mail eficiente. Começando por aqueles na dianteira da web 2.0.
    O uso indevido de abreviações, formalidades ora excessivas ora inexistentes, o equívoco de linguagem e tratamento, a falta de objetividade e assertividade são ruídos corriqueiros na comunicação eletrônica.
    Segundo Ruy Leal, superintendente do Instituto Via de Acesso, que prepara e insere jovens no mercado de trabalho, 90% da comunicação feita e recebida pelas entidades privadas hoje é via e-mail.
    Isso é uma arma que o colaborador tem na mão. Se não estiver muito bem orientado e preparado, pode escrever absurdos em seus e-mails – alerta.
    Munido de um e-mail corporativo, qualquer um pode falar em nome da organização. Leal sabe que rispidez, ironias e brincadeiras mal interpretadas geram desentendimentos por conta da linguagem que se pretende distante e próxima ao mesmo tempo. Por isso, os especialistas e as empresas tentam sistematizar as regras que regem a comunicação por e-mail.
    A apreensão tem levado empresas a consultores que capacitem funcionários a redigir emails não só sem deslizes na língua portuguesa, mas eficientes e adequados à comunicação profissional. Coach executiva e educadora corporativa da Atingir Coaching e Treinamento, Regina Gianetti Dias Pereira se especializou em oferecer cursos de comunicação empresarial, e diz que treinamentos para mensagens eletrônicas são cada vez mais pedidos.
    E-mails mal escritos, confusos, pouco claros, feitos sem consistência, geram mal-entendidos, perdas de negócios, tempo e, especialmente, produtividade – observa.
    A primeira lição é que dominar a tecnologia não significa domínio do uso da linguagem. Daí a falsa impressão de que pessoas conectadas e integradas tecnologicamente se comunicam via internet com mais propriedade, quando na verdade uma habilidade independe da outra. O que faz diferença são alguns cuidados de adequação da linguagem para o contexto da comunicação.
    Regina conta o caso de uma instituição que gerencia pensões e aposentadorias e que possui cadastrados milhares de pensionistas. Segundo ela, a administração enviou um e-mail sobre uma mudança que seria feita nos pagamentos.
    Era para ser algo simples, mas foi escrito de uma maneira tão confusa que ocorreu um colapso na central de atendimento da empresa, porque ninguém entendeu a mensagem, terminou se assustando e teve de ligar – relata. [...]
Disponível em: http://www.revistamelhor.com.br/os-dezmandamentos-do- e-mail/. Fragmento. Acesso em 14 de setembro de 2016.
Assinale a opção em que a palavra destacada exprime, no contexto, a mesma ideia da destacada em: “90% da comunicação feita E recebida pelas entidades privadas hoje é via e-mail.”
Alternativas
Respostas
21721: C
21722: D
21723: C
21724: C
21725: C
21726: E
21727: E
21728: C
21729: A
21730: E
21731: B
21732: B
21733: B
21734: B
21735: C
21736: A
21737: C
21738: B
21739: A
21740: C