Questões de Concurso
Sobre morfologia em português
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TRECHO DO TEXTO I
“[O caderno de receitas da minha mãe] sumiu, foi perdido. Talvez esteja no meio das tralhas na casa da velha, talvez tenha sido emprestado e nunca devolvido.”
TEXTO II
Disponível em: https://digofreitas.com/tag/chef/. Acesso em: 11 ago. 2025.
Considere o trecho do texto I e o texto II e preencha as lacunas da afirmativa a seguir.
De acordo com Cegalla (2010, p. 259), “Advérbio é uma palavra que modifica o sentido do verbo, do adjetivo e do próprio advérbio. A maioria dos advérbios modifica o verbo, ao qual acrescentam uma circunstância”. Segundo esse postulado, no trecho do texto I, a palavra __________ modifica o verbo “esteja”, atribuindo‑lhe um sentido de dúvida ou possibilidade. Já no texto II, o termo __________ introduz uma interrogativa direta e tem a função de modificar o verbo “arranjar”, indicando localidade.
Assinale a alternativa que apresenta as palavras que preenchem correta e respectivamente as lacunas da afirmativa anterior.
“...arandua jaikuaa nhanhembo’ea rupi va’e mã pavẽ pe ojapo porã va’e rã ae....” (Maher, 2006, p.20)
Na frase desta professora afirma-se que:
“...Nhande nhanhombo’ea/mba’emõ jaikuaa, nhande Educação Indígena, ha’e mã opaixagua regua rupi nhanhembo’e. Ha’e va’e mã nhanhopytyvõ-a rupi joupive-pive arandua re jaikuaa pota reve nhanhembo’ea...”
“...nhanhombo’ea/mba’emõ...” nas comunidades indígenas é:
Nhande kuery ma avaxi ogueru ity gui omboyru ajaka py ha’e rire oguera’rã ngoo py. Ha’e gui avaxiky oguereko katu pa vy, ojou rã peteĩ hy’a guaxu ha’e gui ma oikyty rã avaxi mbyta rã. Oikyty pa rire ogueru rã peguao onhovã aguã mbyta rã oikyty va’ekue, ha’e rire omoĩ rã oja py oexy aguã. Oexy pa rire oguenoē’rã tata gui, ha’e rire ho’u rã mbyta jykue, ha’e nunga ma ymagua kuery rembi’u, aȳ teĩ ho’ua teri.
Mba’exagua re tu texto yvate’i oĩ va’e ijayvu:
Guyrapa ete mã, mba’emo jajuka aguã ri vy ma jajou’rã yvyra hatã va’e. Hery ma guajavi, jaxy inhepytũ jave’rã jajaya ixĩgua’yĩ e’ȳ aguã.
Mba’exagua yvyra gui tu ha’eve jajapo aguã hu’y?
Leia o Texto 2 para responder à questão.
Texto 2
As escolas indígenas e quilombolas do RS e sua relação com a educação ambiental
[...]
A educação ambiental naturalmente está integrada ao currículo das escolas indígenas, já que a relação com a natureza faz parte da vivência dos povos de todas as etnias. “A gente ensina e aprende debaixo da árvore, com o som dos pássaros, com o vento. Isso é, para nós, a escola verdadeira. Para estudar Língua Portuguesa, a gente vai embaixo da árvore. Na disciplina de Geografia, a gente vai na trilha, tirando foto, fazendo mapa da aldeia. Então eu acho que aqui, na escola e na aldeia, a natureza está sempre fazendo parte dessa construção de conhecimento. A escola começa na natureza”, reforça Karai.
Adaptado de: https://novaescola.org.br/conteudo/22146/escolas-indigenas-quilombolas-rs-relacao-com-a-educacao-ambiental?utm_source=chatgpt.com
Assinale a alternativa que preenche a lacuna do excerto a seguir mantendo o sentido presente no Texto 2:
“A gente ensina e aprende ___________ árvore, com o som dos pássaros, com o vento.”
Considere o texto a seguir para responder à questão.
Texto 1
Nuvem não é nuvem, amigo não é amigo
[...]
Por Sérgio Rodrigues
Quantos anos você tinha quando descobriu que a nuvem que armazena seus documentos e suas fotos – a memória de sua vida inteira, pode confessar – não é bem uma nuvem? Estou brincando, claro: todo mundo sabe que a nuvem (de dados) não fica no céu. De todo modo, bem menos gente foi informada de que a tal nebulosa, chame-se ela Google, iCloud ou Tabajara, não só carece de parentesco com cúmulos e cirros como vai no sentido verticalmente oposto – se enterra no chão. Sim, é um fato: os servidores remotos que abrigam a nuvem, devoradores de recursos naturais, se alojam no subsolo do planeta. Deve haver uma mensagem secreta aí. Quer dizer que, em vez de céu, estamos falando do inferno?
Deixemos de lado por ora as considerações morais. Restam questões bem objetivas: se a nuvem se situa nas profundezas da Terra, então incorremos em erro quando dizemos “baixar” um filme ao trazê-lo de alguma cinemateca virtual para nossa máquina. Deveríamos dizer “subir”. E vice-versa. No varejo, é evidente que nada disso faz muita diferença na vida de ninguém. No mundo pós-revolução digital, Alice já atravessou o espelho e nuvem não é nuvem, baixar é subir, subir é baixar – e daí?
O problema se revela no atacado, na escala em que a linguagem digital reprogramou nossas palavras. A nuvem de dados é apenas uma das formas que ela tem de nos apresentar uma face familiar, sorridente, enquanto demole e reconstrói o edifício das relações sociais inteiro. De cima até embaixo. Se a nuvem não é nuvem, o amigo de rede social será mesmo amigo, quer dizer, amigo-amigo de verdade, amigo em qualquer sentido que vá além do figurado?
Estamos no terreno da metáfora, claro. Força indomável da linguagem, criadora de novos sentidos por analogia, é ela que explica a página que não é página, a janela que não é janela, a navegação que não é navegação, o vírus que não é vírus, a reunião que não é reunião. Alguém pode argumentar que tudo isso é perfeitamente inofensivo, quem sabe até uma bênção: tratando-se de uma tecnologia que cria tanta coisa nova, é bom que ela se expresse assim em vez de poluir a paisagem com neologismos frios, não?
O argumento é válido em tese, mas desconsidera algo fundamental: o quanto a metaforização digital ampla e irrestrita nos impede de compreender a profundidade da mudança em nossas vidas – e reagir com a cautela que o bom senso recomendaria. A comunidade online não é antropologicamente comparável a nada do que os seres humanos entendiam por “comunidade” desde que a palavra foi criada até... outro dia de manhã. Como esperar que as nossas democracias permaneçam as mesmas?
Fazendo parecer familiar e seguro um meio de comunicação agressivamente dedicado a reconfigurar a paisagem social nos mínimos detalhes, a linguagem nos induz a um estado de negação. Se nossos filhos pequenos não estivessem apenas se divertindo entre “amigos”, navegando por instrutivas “páginas”, acessando “nuvens” bucólicas, será que os deixaríamos por tanto tempo sozinhos diante de telas, sem nenhuma supervisão?
Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergio-rodrigues/2025/06/nuvem-nao-e-nuvem-amigo-nao-e-amigo.shtml. Acesso em: 17 jul. 2025.
INSTRUÇÃO: Leia o texto I a seguir para responder à questão.
TEXTO I
Cuidado: chatbots
Ruy Castro
Um amigo veio me falar dos chatbots: “Cuidado! São um perigo! Se conversar com um deles, não diga nada que possa te comprometer! Não faça confidências, não peça conselhos e não acredite em tudo o que ele diz!”. Envergonhado por não saber direito o que era um chatbot — nem como conversar com ele, se nunca lhe fui apresentado e não tenho ideia de onde vive —, apenas escutei e concordei enfaticamente.
Pela terminação do nome em bot, como em “robot”, intuí brilhantemente que um chatbot seria um robô que fala. Algo como a linda robota de “Metrópolis” (1927), o Robbie de “Planeta Proibido” (1956) ou o C‑3PO de “Guerra nas Estrelas” (1977). Mas, pelo que li no Google, esses avós da robótica não chegam nem ao chinelo de um chatbot — um programa de computador, baseado em inteligência artificial, que simula conversas com falantes em qualquer língua, nível intelectual e tipo de conteúdo. Se você tentar tapeá‑lo falando na língua do P, ele te respespondeperapá no apatopó.
Pelo grau de evolução da coisa, ouvi que os cientistas estão alarmados, porque muitos chatbots, controlados por uma facção de algoritmos fora da lei, aprenderam a se passar por humanos. Se for verdade, isso comprometerá todas as relações pessoais e sociais. Em quem poderemos confiar? Chatbots “humanos” terão acesso aos centros de decisões mundiais, induzindo os poderosos a fazer coisas.
Um exemplo. Um chatbot disseminará uma fake news capaz de abalar um país. Um segundo chatbot o “denunciará” como um farsante, com o que se tornará digno de confiança, e disseminará outra fake news ainda mais grave — e nesta todos acreditarão —, iniciando talvez uma guerra. Você perguntará: por que eles fariam isso? Por causa da velha (e tão humana) ambição de dominar o mundo, curvando‑o a um controle planetário.
Só uma coisa preocupa um chatbot: alguém arrancar seu fio da tomada da parede.
FOLHA DE SÃO PAULO. Folha de S.Paulo, Cotidiano, Opinião,
11 abr. 2025, p. A2 (adaptado).
Leia os textos a seguir.
TRECHO DO TEXTO I
“Envergonhado por não saber direito o que era um chatbot — nem como conversar com ele [...]. Em quem poderemos confiar? [...] Um chatbot disseminará uma fake news capaz de abalar um país.”
TEXTO III

Considerando os aspectos fonéticos e morfológicos, as palavras e termos que compõem os dois textos, analise as afirmativas a seguir.
1. Segundo a norma‑padrão, as palavras “disseminará” (trecho do texto I) e “você” (texto III) recebem acento na última sílaba por exemplificarem um(a) __________ terminado(a) em vogal.
2. As palavras “envergonhado” e “capaz” (trecho do texto I) pertencem à classe gramatical dos __________.
3. No texto III, a(s) linguagem(ns) __________ faz(em)-se presente(s).
A sequência que preenche correta e respectivamente as afirmativas anteriores é:
Texto 3
Dicas para não cair em golpes na internet

No trecho acima, a palavra destacada “sistema” pertence à classe gramatical de: