Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia em português

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Q3938815 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Saúde realiza Dia D+ de Teleconsultas para ampliar acesso a especialidades médicas.


Com foco na redução da demanda reprimida por atendimentos especializados no Sistema Único de Saúde (SUS), o Governo do Espírito Santo, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), realiza nos dias 6 e 7 de fevereiro a ação Dia D+ de Teleconsulta. A iniciativa contempla pacientes de todos os 78 municípios capixabas, com atendimentos simultâneos realizados por meio da estratégia de telemedicina.


A ação foi estruturada para atender especialidades como angiologia, psiquiatria, urologia, neurologia (adulto), reumatologia, dermatologia, cardiologia e otorrinolaringologia. Ao todo, estão previstos cerca de 900 atendimentos, previamente agendados pelo Sistema Estadual de Regulação.


As teleconsultas ocorrem em salas devidamente equipadas nos próprios municípios, permitindo que os usuários sejam atendidos sem a necessidade de deslocamento para grandes centros urbanos. A medida garante maior comodidade aos pacientes e contribui para a ampliação do acesso aos serviços especializados de forma equânime em todas as regiões do Estado.


De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Tyago Hoffmann, a iniciativa reforça o compromisso do Governo com a modernização da rede assistencial. "O Dia D+ de Teleconsultas é uma estratégia concreta para enfrentar a demanda reprimida por especialidades médicas no Espírito Santo. Ao levar o atendimento especializado até os municípios, utilizamos a tecnologia para garantir mais agilidade, resolutividade e cuidado com a população, fortalecendo a Rede de Atenção à Saúde em todo o Estado", destacou o secretário.


O cronograma do Dia D+ foi organizado de forma regionalizada, com definição de especialidades, número de vagas e municípios contemplados.


https://www.es.gov.br/Noticia/saude-realiza-dia-d-de-teleconsultas-para-ampliar-acesso-a-especialidades-medicas 

"Ao todo, estão previstos cerca de 900 atendimentos, previamente agendados pelo Sistema Estadual de Regulação."


Com base na concordância verbal e nominal, julgue as afirmativas a seguir:



I.A expressão 'cerca de 900 atendimentos' admite concordância do verbo tanto no singular quanto no plural, sem prejuízo da correção gramatical.


II.O adjetivo 'agendados' estabelece concordância adequada com o substantivo 'atendimentos', atribuindo-lhe uma característica circunstancial.


III.A substituição de 'cerca de 900 atendimentos' por 'um total aproximado de 900 atendimentos' exigiria a manutenção do verbo no plural.


IV. A concordância também está adequada em 'Está prevista a reformulação dos atendimentos nos municípios'.



É correto o que se afirma em:

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Q3938589 Português
• Texto para a questão.


Em xeque, o tabu da participação feminina nas instituições militares

Ofensiva da Procuradoria-Geral da República tenta derrubar as últimas barreiras à ampla presença das mulheres nas Forças Armadas e na Polícia Militar


     Foi em meados de 1821, no pequeno município baiano de Cachoeira, que um jovem na faixa dos 20 anos bateu à porta do Regimento de Artilharia do Exército Brasileiro, apresentou-se como José Medeiros e colocou-se à disposição para combater as tropas portuguesas que contestavam a legitimidade de Dom Pedro I, então príncipe regente. O disfarce não durou muito — durante as diversas lutas vitoriosas do Batalhão dos Periquitos, descobriu-se que o soldado, na verdade, chamava-se Maria Quitéria de Jesus. Mais tarde, ela ganharia reconhecimento oficial como a primeira militar brasileira e heroína da Independência, com direito a uma estátua na Praça da Soledade, emSalvador. O triunfo damenina órfã, que aprendeu sozinha amanusear equipamentos bélicos, foi o primeiro passo, mas a aceitação de mulheres no ambiente militar sempre andou de forma lenta, travada pela desconfiança de que não teriam a mesma condição de exercer atividades de força como os homens.


Disponível em: https://veja.abril.com.br/brasil/em-xeque-o-tabu-da-participacao-feminina-nas-instituicoes-militares/. Acesso em: 10 jan. 2026.
“[...] que aprendeu sozinha a manusear equipamentos bélicos”.

Equipamentos bélicos são equipamentos de guerra. Logo, a partir da correta relação entre adjetivo e locução adjetiva, aponte a seguir o item em que essa correlação também esteja conforme a norma-padrão de emprego das classes de palavras.
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Q3938512 Português
Certos medos e angústias não têm relação com a idade e são universais


    Anos atrás, eu achava que os 80 anos me encontrariam num estado de serenidade plena. Claro que não tinha a pretensão de resolver as contradições do mundo, muito menos a de decifrar os mistérios da condição humana, mas achava que estaria livre das angústias e dos desacertos existenciais que me atormentavam.

    Eu estava enganado. Os medos, a ansiedade, as frustrações e perdas atribuídas ao envelhecimento são universais, não importa se você tem 40 ou 70, ou 90 anos. Lord Byron escreveu aos 36 anos: “Meus dias estão nas folhas amarelas/ As flores e frutos do amor se foram/ O verme, a doença, e o luto/ São somente meus”.

    A preocupação com o envelhecimento aflige a mulher e o homem moderno, muito mais do que inquietava nossos ancestrais. Eles viviam cercados por tantos perigos, que pensar nos problemas da velhice não fazia o menor sentido. Assolados por doenças graves, guerras, fome e epidemias, completar 30 anos era privilégio de poucos no tempo das cavernas. Embora sempre tenha havido mulheres e homens com 70 ou 80 anos, eles costumavam atingir essa idade em condições tão deploráveis que se referiam à velhice como fonte inesgotável de dores, limitações cognitivas, prazeres perdidos e decadência física.

    Montagne escreveu há mais de 450 anos: “Que fantasia inútil esperar a morte causada pela perda dos poderes trazida pela idade avançada... Uma vez que essa é a mais rara das mortes... Nós a chamamos de natural, como se fosse contrário à natureza ver um homem quebrar o pescoço numa queda, afogar-se num naufrágio, ser dizimado pela peste ou pleurisia... Morrer em idade avançada é um evento raro, singular e extraordinário, portanto menos natural do que os outros”. 

    Desde Montagne, a expectativa de vida aumentou devagar. Num de seus textos, Machado de Assis se refere a um “velho gaiteiro de 50 anos”. Anos atrás, quem chegava aos 60 anos era sexagenário. No início da carreira, ao ouvir uma paciente dizer que tinha 70 anos, mas não se considerava velha, julguei que lhe faltasse autocrítica.

    Em meados do século 20, o crítico literário Irving Howe escreveu: “Já tendo chegado aos 60 anos, penso com frequência na morte... Algumas vezes em resposta às mensagens do corpo: uma flechada no peito, um ranger nos ossos da bacia. Outras vezes penso no desejo de mais tempo: para terminar outro livro, o fim de outro tirano para ser celebrado. As pessoas se iludem supondo que a fome de viver tenha alguma validade objetiva”. Com a mesma idade, William Yeats publicou o poema: “O que farei com este absurdo/ Oh coração, Oh coração atormentado – esta caricatura,/ Idade decrépita que foi amarrada a mim/ Como a cauda num cachorro?”.

    Howe e Yeats morreram sem saber que, no século seguinte, os brasileiros com mais de 60 anos constituiriam a faixa etária que mais cresce. Se eles tivessem chegado a essa idade no Brasil de hoje, teriam a expectativa de viver mais 22 anos, em média.

    Ao contrário dos que se retiravam da vida ativa aos 50, em obediência às recomendações médicas de “fazer repouso”, o desafio agora é envelhecer com sabedoria, o que implica em aceitar as limitações impostas pelo corpo, sem abandonar a atividade física e o desejo de experimentar o novo. É combater a vontade de desistir, de isolar-se, de achar que não vale a pena viver, de se queixar de tudo e de todos, o tempo inteiro.

    É não se irritar quando se referem a nós, velhos, com eufemismos: terceira idade, melhor idade e idoso, palavras que nos infantilizam. Você compraria um vinho idoso ou da terceira idade? Pior ainda quando dizem que temos cabeça de jovem. Como você se sentiria aos 30 se lhe dissessem que sua cabeça é de 15?

    Em mais de 50 anos de oncologia, adquiri a impressão de que quem passou a existência sem fé religiosa, como eu, aceita com mais naturalidade a ideia do eterno não ser. Enquanto não recebo a visita da indesejável senhora, procuro conduzir a minha vida seguindo a filosofia do poeta: “Que não seja imortal posto que é chama, mas que seja infinita enquanto dure”. Ou, de acordo com a linguagem simples de seu José Araújo, carcereiro do antigo Carandiru: “Sabendo levar, doutor, a vida é uma festa”.


(Por: Drauzio Varella. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/drauziovarella. Acesso em: janeiro de 2026. Adaptado.)
Considerando o título do texto – “Certos medos e angústias não têm relação com a idade e são universais” – marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) A conjunção “com” expressa ideia de associação.
( ) A forma verbal “têm” recebe acento circunflexo por ser um monossílabo tônico.
( ) A reescrita “medos e angústias certos” modifica o sentido morfológico da frase.

A sequência está correta em
Alternativas
Q3938450 Português
TEXTO: Uso de canetas para obesidade entre idosos exige cuidados extras; entenda

Emagrecimento rápido é fator de risco para problemas como a sarcopenia, que favorece quedas e fraturas  


    As canetas de análogos de GLP-1 [...] têm se mostrado grandes aliadas no tratamento da obesidade e do diabetes, com eficácia e segurança comprovadas para diversos tipos de pacientes. Idosos também podem se beneficiar do uso desses medicamentos, mas com atenção redobrada e acompanhamento multiprofissional ainda mais rigoroso, já que os riscos associados à utilização incorreta aumentam de maneira significativa.

    Especialistas explicam que existem peculiaridades para os pacientes na terceira idade. Se usado inadvertidamente, o medicamento pode por exemplo favorecer a sarcopenia (perda progressiva e generalizada de massa, força e função muscular), tendo como consequência quedas e fraturas. 

    Independentemente da idade, durante a perda de peso, quase um terço da redução é de massa magra, incluindo a massa muscular, cuja preservação é fundamental para manter a força, a mobilidade e a autonomia. Ao envelhecer, porém, o organismo já tende a perder músculo e ganhar gordura.

     “O corpo da pessoa idosa é diferente de um adulto jovem — tem mais gordura e menos músculo, por isso, cada grama de músculo perdido na terceira idade tem um impacto maior”, afirma o geriatra Ivan Aprahamian, diretor científico da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG).

    Por isso, nessa faixa etária, o emagrecimento rápido ou acentuado pode favorecer fraqueza, quedas, fraturas e, assim, acelerar o processo de perda de funcionalidade, explica o endocrinologista Fernando Valente, professor da Faculdade de Medicina do ABC e diretor da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).

    “O efeito combinado do menor apetite com as náuseas e a rápida perda de peso provocadas pelas canetas pode precipitar síndromes geriátricas, como sarcopenia e fragilidade física”, diz Aprahamian.

    Outros problemas relacionados ao uso das canetas para diabetes e obesidade são a desidratação e a perda de eletrólitos, quando o paciente fica muito tempo sem se hidratar — o que acontece devido à falta de apetite ocasionada pela medicação.

    Casos graves de desidratação podem comprometer a função renal. Junto a isso, a baixa ingestão calórica aumenta o risco de deficiências nutricionais, além de aumentar o risco de hipoglicemia, o que, em casos mais graves, pode ter como sintomas até mesmo confusão mental.


Fonte: https://www.estadao.com.br/saude/uso-decanetas-para-obesidade-entre-idosos-exige-cuidadosextras-entenda/. Acesso em 07/01/2026. Excerto adaptado
Há uma preposição e uma conjunção destacadas, nessa ordem, em:
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Q3938239 Português
TEXTO: Pode ser doloroso para alguns, mas é hora de reconhecer: a internet Millennial está morta

As formas de expressão, os artefatos digitais e a cultura online associados aos Millennials estão desaparecendo ou perdendo relevância em uma inevitável troca de guarda geracional sobre a relevância do domínio digital; o protagonismo agora é da geração Z

    Em 2026, os membros mais novos da geração Millennial se tornarão trintões. É um marco que sinaliza para os nascidos entre 1981 e 1996 a plenitude da vida adulta. Para alguns deles pode ser doloroso, mas junto desta celebração é chegado também o momento de reconhecer: a “internet Millennial”, tal como a conhecemos nos últimos 25 anos, está morta.
    Isso não significa que as pessoas nesta faixa etária estejam abandonando a rede, ou deixando de se adaptar aos novos formatos e linguagens — elas ainda estão lá, mas algo mudou. As formas de expressão, os artefatos digitais e a cultura online associados aos Millennials estão desaparecendo ou perdendo relevância em uma inevitável troca de guarda geracional sobre a relevância do domínio digital.
    Se você acha que “fds” significa “final de semana” no dialeto atual da internet, ou se acha que o emoji de caveira tem conotação negativa, a sua era de protagonismo na rede passou. Saem os Millenials, entra a geração Z.  
    A lista de artefatos digitais dos Millenials que desapareceu ou perdeu relevância é extensa. Ao olhar para os anos 2000, a fila de aposentados inclui Orkut, Fotolog, Flogão, Trama Virtual, MySpace, MSN, Blogger, Google Reader e todos os serviços de compartilhamentos de arquivos. Quando os anos 2010 entram no radar, surgem nomes como BuzzFeed, VICE, Gawker Media, Tumblr e até o “Facebook do velho testamento” (quando a rede de Mark Zuckerberg tinha aspecto mais social). Não dá nem para dizer que os GIFs, os filtros de fotos do Instagram e o Twitter (hoje chamado de X) gozam do mesmo prestígio de outrora.
    Mas não são só os serviços e ferramentas que se tornaram obsoletos: o ambiente que permitia a existência desta internet também já saiu de cena. “Com o avanço das tecnologias e a ascensão das big techs, as pessoas acabaram ficando muito mais acomodadas”, diz Alexandre Inagaki, consultor de redes sociais e pioneiro dos blogs no Brasil.
    Ele faz referência ao fato de que a estrutura da internet Millennial exigia que os usuários fossem proativos. A rede era aberta e fragmentada em diversos serviços, longe da lógica de plataforma fechada que ganhou força na segunda metade dos anos 2010 com a economia dos apps. Construir e consumir algo naquela época exigia uma certa lógica punk de “faça você mesmo” — é dessa lógica que surge a internet colaborativa, batizada de “web 2.0”.
    O que substitui esse modelo a partir da segunda metade dos anos 2010 é uma estrutura de plataformas controladas por gigantes da tecnologia, que disputam intensamente a atenção dos usuários por meio de algoritmos viciantes. As conexões sociais como mediador da cultura digital perdem protagonismo e a internet se torna mais passiva, com os algoritmos fazendo a entrega dos conteúdos.
    “Acho que fomos roubados. Para um Millennial, dói saber como a internet era e o que ela se tornou. As big techs estão tentando tirar nossa autonomia. Elas querem controlar e filtrar a informação que chega na gente. Querem controlar como a gente consome, procura e busca informação. Isso é um projeto de poder”, afirma Manuela Barem, fundadora e ex-editora chefe do BuzzFeed Brasil.

Fonte: https://www.estadao.com.br/link/culturadigital/pode-ser-doloroso-para-alguns-mas-e-hora-dereconhecer-a-internet-millennial-esta-morta/. Acesso em 07/01/2026. Excerto. 
“A lista de artefatos digitais dos Millenials que desapareceu ou perdeu relevância é extensa” (4º parágrafo). Nesse trecho, as palavras em destaque são, respectivamente, classificadas como: 
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Q3938206 Português

Complete as lacunas com "mau" ou "mal" e suas respectivas flexões, conforme o uso adequado.



I.O ator foi___recebido na cidade onde passou a maior parte da infância.


II.Ele não era um___profissional, mas enfrentava dificuldades momentâneas.


III.Não estavam___os resultados obtidos pelos candidatos nesta etapa do concurso.


IV.Ele teve___criação, embora tenha aprendido, com o tempo, a agir com respeito e responsabilidade.



A sequência que completa corretamente as lacunas a seguir é:

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Q3938197 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Fantasias de policiais para prender ladrões de celular no Carnaval deram certo.


Criatividade é tudo! A Polícia Militar de São Paulo voltou a usar um "disfarce" pra lá de inusitado como parte da estratégia de segurança durante o Carnaval de rua. Os agentes atuaram fantasiados de extraterrestres e prenderam quatro suspeitos durante um megabloco neste sábado (7), no Parque Ibirapuera, em São Paulo.


Os policiais faziam parte de uma operação integrada da Polícia Militar com a Polícia Civil, incluindo equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O uso de fantasias foi adotado como estratégia para permitir a circulação entre os foliões de forma discreta.


Segundo as autoridades, um suspeito foi preso por furto de celulares e outros três por venda de bebidas adulteradas. As ocorrências foram registradas no 27º Distrito Policial, e o material apreendido foi encaminhado para perícia.


O uso de fantasias integra o planejamento de segurança para grandes eventos de rua durante o Carnaval. Segundo a polícia, a caracterização dos policiais permite que os agentes se misturem ao público, permitindo que eles observem as grandes aglomerações.


No caso do megabloco no Ibirapuera, os policiais vestidos de extraterrestres acompanharam a movimentação dos foliões desde o início do evento.


De acordo com a Polícia Militar, a estratégia busca reduzir a previsibilidade das ações policiais e dificultar a atuação de criminosos em ambientes com grande fluxo de pessoas.


Além dos policiais infiltrados, o esquema de segurança contou com postos de observação em pontos estratégicos do circuito. O monitoramento aéreo foi feito com o uso de drones e do helicóptero Águia.


Segundo a Polícia Militar, essa combinação de recursos permite acompanhar o deslocamento do público e apoiar as equipes em solo sempre que necessário. A integração entre as forças policiais facilita a identificação de ocorrências e a resposta imediata.


A Secretaria da Segurança Pública informou que a estratégia seguirá sendo utilizada ao longo do Carnaval em eventos com grande concentração de pessoas.


https://www.sonoticiaboa.com.br/2026/02/10/fantasias-policiais-prender-ladroes-celular-carnaval-deram-certo-video

"As ocorrências foram registradas no 27º Distrito Policial, e o material apreendido foi encaminhado para perícia."


Analise a concordância no trecho acima e marque com V, para as afirmativas verdadeiras, ou com F, para as falsas.



(__)A palavra 'registradas' está no plural e flexionada no feminino para concordar com 'Distrito Policial".


(__)A palavra 'apreendido' está no singular para concordar com 'material'.


(__)A forma verbal 'foram' concorda com 'ocorrências', que também está no plural.


(__)O artigo 'as' não concorda com nenhum termo da oração.



A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é:

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Q3936896 Português

Leia o texto a seguir.



A violeta é introvertida e sua introspecção é profunda. Dizem que se esconde por modéstia. Não é. Esconde-se para poder captar o próprio segredo. Seu quase não-perfume é glória abafada mas exige da gente que o busque. Não grita nunca o seu perfume. Violeta diz levezas que não se podem dizer.


LISPECTOR, Clarice. Água Viva. Rio de Janeiro: Rocco, p. 53, 1998.  

Na descrição poética que a narradora faz sobre a flor violeta, predomina a figura de linguagem
Alternativas
Q3936887 Português

Leia o texto a seguir.



O Agente Secreto (2025) - Crítica


O filme é impecavelmente inteligente, sem pontas soltas e não deixa espaço para qualquer sentimento que não seja diretamente ligado à trama; somos completamente engolidos por uma fotografia espetacular que não tem medo da luz e tem a cor como sua maior aliada; o filme tem uma edição e montagem criativas e ousadas que desafiam uma indústria datada e monótona com cortes entre planos com uma difusão longa e momentos em que a tela se divide entre dois planos, um som desenhado e articuladamente planejado para nos imergir em uma experiência única e extraordinária que a direção proporciona. 


MENDES, Nicolas. “O Agente Secreto (2025) Crítica”. Universidade Federal 

Fluminense. Jul 30, 2025 (fragmento). Disponível em:

https://oca.observatorio.uff.br/?p=8587. Acesso em: 23 dez. 2025.

A crítica sobre o filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, tem a particularidade de exaltar aspectos técnicos do filme, fazendo uso de termos típicos da linguagem cinematográfica. Esses termos, que ocorrem em número significativo no texto, são  
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Q3936881 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Cientistas registram pela primeira vez vaca usando vassoura para se coçar


Cientistas estão revendo o que acreditavam sobre as capacidades dos bovinos após a observação de um comportamento inédito protagonizado por uma vaca austríaca chamada Veronika, flagrada utilizando ferramentas com notável destreza.

O achado, relatado por pesquisadores em Viena, indica que as vacas possuem habilidades cognitivas significativamente mais complexas do que se supunha até agora.

Veronika, que vive em uma pequena vila nas montanhas do interior da Áustria, passou anos aperfeiçoando a prática de se coçar com o auxílio de galhos e cabos de vassoura, demonstrando um domínio progressivo desse comportamento.

A repercussão da história chegou a especialistas em inteligência animal na capital austríaca, que constataram que a vaca utilizava as duas extremidades de um mesmo objeto de forma funcionalmente distinta.

Para alcançar as costas ou áreas que exigiam um atrito mais intenso, Veronika recorria à parte da vassoura com cerdas. Já quando precisava de um contato mais delicado, especialmente na região sensível da barriga, optava pela extremidade lisa do cabo.

Esse tipo de uso intencional e diferenciado de ferramentas é extremamente raro no reino animal e jamais havia sido documentado em bovinos.

De acordo com Antonio Osuna-Mascaro, da Universidade de Medicina Veterinária de Viena, não se esperava que vacas fossem capazes de usar ferramentas e, menos ainda, que manipulassem um objeto como instrumento multifuncional.

Ele ressalta que, até então, comportamentos desse tipo haviam sido descritos de maneira consistente apenas em chimpanzés.

Os chimpanzés são o grupo que apresenta a maior diversidade de uso de ferramentas depois dos seres humanos, recorrendo, por exemplo, a gravetos para capturar formigas e cupins e a pedras para quebrar nozes.

Apesar de cerca de dez mil anos de convivência entre humanos e bovinos, esta é a primeira vez que cientistas registram formalmente uma vaca utilizando uma ferramenta.

Segundo os pesquisadores, a descoberta reforça a ideia de que as vacas são mais inteligentes do que geralmente se acredita e sugere que outros indivíduos da espécie poderiam desenvolver habilidades semelhantes caso tivessem condições favoráveis.

O proprietário de Veronika, o agricultor orgânico Witgar Wiegele, afirma esperar que os talentos inesperados da vaca levem as pessoas a valorizar mais o mundo natural.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c99kjyl1km1o.adaptado. 
O achado, relatado por pesquisadores em Viena, indica que as vacas "possuíam" habilidades cognitivas significativamente mais complexas do que se "supunha" até agora.

Os verbos destacados encontram-se conjugados, respectivamente, no:
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Q3936785 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.

TEXTO I

Restos de Carnaval Clarice Lispector 

Não, não deste último carnaval. Mas não sei por que este me transportou para a minha infância e para as quartasfeiras de cinzas nas ruas mortas onde esvoaçavam despojos de serpentina e confete. Uma ou outra beata com um véu cobrindo a cabeça ia à igreja, atravessando a rua tão extremamente vazia que se segue ao carnaval. Até que viesse o outro ano.

E quando a festa ia se aproximando, como explicar a agitação íntima que me tomava? Como se enfim o mundo se abrisse de botão que era em grande rosa escarlate. Como se as ruas e praças do Recife enfim explicassem para que tinham sido feitas. Como se vozes humanas enfim cantassem a capacidade de prazer que era secreta em mim. Carnaval era meu, meu. 

No entanto, na realidade, eu dele pouco participava. Nunca tinha ido a um baile infantil, nunca me haviam fantasiado. Em compensação deixavam-me ficar até umas 11 horas da noite à porta do pé de escada do sobrado onde morávamos, olhando ávida os outros se divertirem. Duas coisas preciosas eu ganhava então e economizava-as com avareza para durarem os três dias: um lança-perfume e um saco de confete. Ah, está se tornando difícil escrever. Porque sinto como ficarei de coração escuro ao constatar que, mesmo me agregando tão pouco à alegria, eu era de tal modo sedenta que um quase nada já me tornava uma menina feliz.

E as máscaras? Eu tinha medo, mas era um medo vital e necessário porque vinha de encontro à minha mais profunda suspeita de que o rosto humano também fosse uma espécie de máscara. À porta do meu pé de escada, se um mascarado falava comigo, eu de súbito entrava no contato indispensável com o meu mundo interior, que não era feito só de duendes e príncipes encantados, mas de pessoas com o seu mistério. Até meu susto com os mascarados, pois, era essencial para mim.

Não me fantasiavam: no meio das preocupações com minha mãe doente, ninguém em casa tinha cabeça para carnaval de criança. Mas eu pedia a uma de minhas irmãs para enrolar aqueles meus cabelos lisos que me causavam tanto desgosto e tinha então a vaidade de possuir cabelos frisados pelo menos durante três dias por ano. Nesses três dias, ainda, minha irmã acedia ao meu sonho intenso de ser uma moça – eu mal podia esperar pela saída de uma infância vulnerável – e pintava minha boca de batom bem forte, passando também ruge nas minhas faces. Então eu me sentia bonita e feminina, eu escapava da meninice.

Mas houve um carnaval diferente dos outros. Tão milagroso que eu não conseguia acreditar que tanto me fosse dado, eu, que já aprendera a pedir pouco. É que a mãe de uma amiga minha resolvera fantasiar a filha e o nome da fantasia era no figurino Rosa. Para isso comprara folhas e folhas de papel crepom cor-de-rosa, com as quais, suponho, pretendia imitar as pétalas de uma flor. Boquiaberta, eu assistia pouco a pouco à fantasia tomando forma e se criando. Embora de pétalas o papel crepom nem de longe lembrasse, eu pensava seriamente que era uma das fantasias mais belas que jamais vira.

Foi quando aconteceu, por simples acaso, o inesperado: sobrou papel crepom, e muito. E a mãe de minha amiga – talvez atendendo a meu apelo mudo, ao meu mudo desespero de inveja, ou talvez por pura bondade, já que sobrara papel – resolveu fazer para mim também uma fantasia de rosa com o que restara de material. Naquele carnaval, pois, pela primeira vez na vida eu teria o que sempre quisera: ia ser outra que não eu mesma.

Até os preparativos já me deixavam tonta de felicidade. Nunca me sentira tão ocupada: minuciosamente, minha amiga e eu calculávamos tudo, embaixo da fantasia usaríamos combinação, pois se chovesse e a fantasia se derretesse pelo menos estaríamos de algum modo vestidas – à idéia de uma chuva que de repente nos deixasse, nos nossos pudores femininos de oito anos, de combinação na rua, morríamos previamente de vergonha – mas ah! Deus nos ajudaria! não choveria! Quanto ao fato de minha fantasia só existir por causa das sobras de outra, engoli com alguma dor meu orgulho, que sempre fora feroz, e aceitei humilde o que o destino me dava de esmola.

Mas por que exatamente aquele carnaval, o único de fantasia, teve que ser tão melancólico? De manhã cedo no domingo eu já estava de cabelos enrolados para que até de tarde o frisado pegasse bem. Mas os minutos não passavam, de tanta ansiedade. Enfim, enfim! Chegaram três horas da tarde: com cuidado para não rasgar o papel, eu me vesti de rosa. 

Muitas coisas que me aconteceram tão piores que estas, eu já perdoei. No entanto essa não posso sequer entender agora: o jogo de dados de um destino é irracional? É impiedoso. Quando eu estava vestida de papel crepom todo armado, ainda com os cabelos enrolados e ainda sem batom e ruge – minha mãe de súbito piorou muito de saúde, um alvoroço repentino se criou em casa e mandaram-me comprar depressa um remédio na farmácia. Fui correndo vestida de rosa – mas o rosto ainda nu não tinha a máscara de moça que cobriria minha tão exposta vida infantil – fui correndo, correndo, perplexa, atônita, entre serpentinas, confetes e gritos de carnaval. A alegria dos outros me espantava.

Quando horas depois a atmosfera em casa acalmou-se, minha irmã me penteou e pintou-me. Mas alguma coisa tinha morrido em mim. E, como nas histórias que eu havia lido sobre fadas que encantavam e desencantavam pessoas, eu fora desencantada; não era mais uma rosa, era de novo uma simples menina. Desci até a rua e ali de pé eu não era uma flor, era um palhaço pensativo de lábios encarnados. Na minha fome de sentir êxtase, às vezes começava a ficar alegre mas com remorso lembrava-me do estado grave de minha mãe e de novo eu morria. 

Só horas depois é que veio a salvação. E se depressa agarrei-me a ela é porque tanto precisava me salvar. Um menino de uns 12 anos, o que para mim significava um rapaz, esse menino muito bonito parou diante de mim e, numa mistura de carinho, grossura, brincadeira e sensualidade, cobriu meus cabelos, já lisos, de confete: por um instante ficamos nos defrontando, sorrindo, sem falar. E eu então, mulherzinha de 8 anos, considerei pelo resto da noite que enfim alguém me havia reconhecido: eu era, sim, uma rosa.

Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/5892/restosde-carnaval
“Um menino de uns 12 anos, o que para mim significava um rapaz, esse menino muito bonito parou diante de mim” (último parágrafo), as palavras destacadas pertencem, RESPECTIVAMENTE, às classes de:
Alternativas
Q3935892 Português
Leia o Texto I para responder à questão.


Viajante espacial: porque cometa 3I/Atlas continua a intrigar?

Recentemente, o objeto acelerou de maneira inesperada, movendo-se mais rápido do que a gravidade permitiria

Internacional| Do R7

06/11/2025 - 02h00 (Atualizado em 06/11/2025 - 02h00)


    Desde que foi avistado no início de julho, o cometa 3I/Atlas tem despertado curiosidade entre astrônomos do mundo todo. Detectado por um telescópio no Chile, o corpo celeste logo se destacou por apresentar características diferentes das de um cometa comum, sugerindo que foi formado em outro sistema estelar.

    Com velocidade e trajetória que indicam que ele não está preso à gravidade do Sol, o 3I/Atlas é apenas o terceiro objeto interestelar já confirmado pela ciência. Enquanto alguns cientistas o consideram um cometa qualquer, outros chamam atenção para seu comportamento único.

    Novos debates surgiram após a aproximação do cometa com o Sol no final de outubro. Instrumentos de observação detectaram que ele acelerou de maneira inesperada, movendo-se mais rápido do que a gravidade permitiria. Essa anomalia fez muitos cientistas reavaliarem o comportamento de cometas. Isso porque, geralmente, eles se deslocam mais lentamente, movidos pelos gases liberados de suas superfícies geladas.

    Além da aceleração, o cometa surpreendeu ao mudar de cor, passando de um tom avermelhado para um azul intenso. A alteração chamou atenção, já que, normalmente, os cometas ficam com uma coloração vermelha devido à luz solar. Ele também apresentou um aumento repentino de brilho, indicando que grandes quantidades de material estavam sendo ejetadas, possivelmente por conta da vaporização do gelo em sua superfície, causada pelo calor.

    Astrônomos estimam que ele seja cerca de 3 bilhões de anos mais antigo que o Sistema Solar, tornando-o talvez o cometa mais velho já observado. Suas imagens mais recentes foram obtidas pelo espectrógrafo infravermelho do James Webb, que detectou grandes concentrações de dióxido de carbono em sua composição.

    As imagens do telescópio espacial mostraram que o cometa interestelar passou por uma transformação ao longo dos bilhões de anos vagando pela Via Láctea, desenvolvendo uma crosta irradiada de dezenas de metros após ser exposto a tanta radiação cósmica.

    O 3I/Atlas atingiu o periélio, ponto mais próximo do Sol, no dia 29 de outubro. Ele continua em órbita ao redor da estrela, enquanto especialistas esperam que a radiação exponha suas camadas internas. Dessa forma, será possível estudar a composição original do corpo, expandindo o que se sabe sobre cometas.

    Apesar da repercussão sobre as características estranhas do corpo celeste, a Nasa garantiu que ele não representa nenhuma ameaça para a Terra e permanecerá distante.


Fonte : Viajante espacial: por que cometa 3I/Atlas continua a intrigar? R7 Internacional, 06 nov. 2025. Disponível em: https://noticias.r7.com/internacional/viajante-espacial-por-que-cometa-3iatlas-continua-a-intrigar-06112025/ Acesso em: 10 nov. 2025. 
Considerando o Texto I, analise as assertivas que seguem.

I- No trecho “Além da aceleração, o cometa surpreendeu ao mudar de cor” (4º parágrafo), o substantivo aceleração retoma o fenômeno físico mencionado anteriormente no texto, garantindo coesão referencial e continuidade temática.
II- Em “passando de um tom avermelhado para um azul intenso”, observa-se o uso de um adjunto adverbial de tempo, que expressa o momento em que a mudança ocorreu, marcando o processo gradativo descrito.
III- O uso dos substantivos aceleração, cometa, coloração e luz solar reforça a coerência temática do período, pois contribui para a construção de um campo semântico ligado à observação astronômica e aos fenômenos físicos.

É CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q3933839 Português

Texto CB3A1-I



Internet: <instagram.com>.

No texto CB3A1-I, a forma verbal “Conheça” é empregada na
Alternativas
Q3933742 Português
Texto CB1A1-I


    A 30.ª Conferência do Clima da ONU (COP 30), realizada em Belém – PA, em novembro de 2025, terminou com decisões consideradas insuficientes diante da gravidade da crise climática. Temas centrais como a eliminação dos combustíveis fósseis e o enfrentamento ao desmatamento ficaram de fora dos resultados, enquanto o financiamento climático — elemento crucial para reparação histórica e apoio aos países em desenvolvimento — avançou pouco e segue distante do que seria um compromisso justo, público e acessível.

    Por outro lado, a COP 30 registrou conquistas históricas. Após quatro conferências com restrições à participação social, Belém se tornou palco de uma mobilização global inédita. A Cúpula dos Povos reuniu 25 mil pessoas e mais de mil organizações do mundo inteiro em cinco dias de plenárias, debates e articulações na Universidade Federal do Pará. A presença indígena também foi marcante: cerca de 3 mil representantes formaram uma grande aldeia na cidade. A Marcha Global pelo Clima levou 70 mil pessoas às ruas sob o lema "A resposta somos nós!".

    Também, pela primeira vez na história das COP, o tema do racismo ambiental ganhou destaque oficial. A presidência brasileira publicou uma declaração conclamando todas as nações a enfrentar as desigualdades que impactam de forma desproporcional pessoas negras, povos indígenas e comunidades tradicionais. O termo "afrodescendente" apareceu em documentos oficiais relativos à Transição Justa, ao Plano de Ação de Gênero e aos Objetivos Globais de Adaptação — um marco sem precedentes. O tema também foi transversal em diversos eixos da Cúpula dos Povos.

    Outro avanço importante foi a aprovação do Plano de Ação de Gênero 2026-2034, com vitórias importantes após forte atuação de movimentos feministas, negros e latino-americanos. O documento reconhece defensoras ambientais, o trabalho de cuidados, a violência de gênero e, pela primeira vez, mulheres e meninas afrodescendentes como centrais na ação climática.

    Apesar dos avanços históricos em temas como justiça de raça e gênero, participação social e transição justa, o resultado final ficou longe da urgência necessária para o enfrentamento da crise climática, sobretudo no que diz respeito à eliminação dos combustíveis fósseis, ao combate ao desmatamento e ao financiamento climático. "As divisões geopolíticas ficaram expostas", afirmou Cristiane Ribeiro, do colegiado de gestão do Instituto de Estudos Socioeconômicos (INESC).


Internet:  <www.inesc.org.br> (com adaptações).
Assinale a opção correta a respeito de aspectos linguísticos do texto CB1A1-I. 
Alternativas
Q3933627 Português

Texto CB2A7

 

A 30.ª Conferência do Clima da ONU (COP 30), realizada em Belém – PA, em novembro de 2025, teve como eixo central a implementação dos objetivos do Acordo de Paris. Sob a presidência brasileira, 195 países aprovaram por consenso o “Pacote de Belém” — 29 decisões que renovaram compromissos em temas como transição justa, financiamento da adaptação, gênero e tecnologia.

O presidente da COP 30, André Corrêa do Lago, ressaltou, em seu discurso de encerramento, que o momento em Belém “não deve ser lembrado como o fim de uma conferência, mas como o início de uma década de mudança”. Em meio a um clima político tenso — com intensos debates sobre o futuro dos combustíveis fósseis e pressões de nações produtoras — ficou evidente que o foco brasileiro foi integrar agendas ambientais, sociais e econômicas. Desde o início, representantes brasileiros destacaram que “a proteção de florestas, oceanos e territórios indígenas não é apenas conservação — é estratégia climática global”, que une justiça social, inclusão de comunidades tradicionais e combate às mudanças climáticas em uma mesma agenda.

Essa ênfase se refletiu em anúncios concretos: no Dia dos Povos Indígenas, o governo do Brasil demarcou dez novas terras indígenas, ampliando áreas protegidas e fortalecendo a mitigação de emissões.

Por outro lado, o impasse negociador levou o presidente da COP a assumir compromissos paralelos, como a promessa de elaborar, nos próximos 12 meses, “dois mapas do caminho”: um para frear e reverter o desmatamento e outro para afastar gradativamente os combustíveis fósseis. Esses temas, embora apoiados por muitos países, não foram incorporados ao texto final por falta de unanimidade. Em suma, a COP 30 selou avanços significativos em implementação — da cooperação internacional à justiça climática — ao mesmo tempo em que assumiu a tarefa de manter a pressão política sobre os pontos pendentes.


Internet: <www.gdd.eco>. (com adaptações).

Assinale a opção correta em relação a aspectos linguísticos do texto CB2A7.
Alternativas
Q3931029 Português

Texto para o item abaixo.


    Pessoas idosas são as que mais fazem uso simultâneo de muitos medicamentos, principalmente em razão de condições crônicas, como doenças cardiovasculares, diabetes, neoplasias e doenças respiratórias. Essas enfermidades exigem tratamentos contínuos, prolongados e complexos, e estão entre as principais causas de mortalidade nessa faixa etária.


    A adesão ao tratamento medicamentoso – entendida como a correspondência do indivíduo às recomendações de profissionais de saúde, incluindo o uso correto de medicamentos, a observância de dietas específicas e a execução de mudanças no estilo de vida – pode ser um desafio para idosos com condições crônicas. Fatores como o declínio cognitivo, a severidade do estado de saúde e o uso de múltiplos medicamentos aumentam a dificuldade que esses pacientes têm de seguir corretamente o tratamento prescrito.


    A baixa adesão compromete o sucesso terapêutico, e pode levar ao agravamento de doenças crônicas, ao aumento de internações hospitalares, à sobrecarga dos serviços de saúde e à elevação de custos, além de impactar negativamente a morbimortalidade nessa população. Pesquisas indicam que a adesão medicamentosa entre idosos varia entre 40% e 80%, valores considerados piores do que os da população em geral, estimada em aproximadamente 50%.


    Para alcançar boa adesão à medicação, é essencial que os idosos compreendam informações relacionadas à sua saúde e ao seu tratamento, como a leitura correta de rótulos de medicamentos, as prescrições e as orientações fornecidas por profissionais de saúde. Muitas vezes, limitações cognitivas, sensoriais ou educacionais dificultam essa compreensão, contribuindo para o uso inadequado ou o abandono do tratamento.


    Nesse contexto, o letramento funcional em saúde (LFS) – definido como o conjunto de conhecimentos, habilidades e motivação necessário para acessar, interpretar e aplicar informações de saúde, a fim de gerir cuidados próprios e manter ou melhorar a qualidade de vida – apresenta relação direta com a adesão medicamentosa. Conhecer essa relação, especialmente no contexto da Atenção Primária à Saúde (APS) e da Estratégia Saúde da Família (ESF), é fundamental para que enfermeiros e demais profissionais planejem intervenções direcionadas ao tratamento medicamentoso, considerando‑se o LFS do paciente, e, assim, promovam melhores resultados terapêuticos e maior qualidade de vida.


Internet: (com adaptações)


Quanto à estruturação linguístico‑gramatical do texto, julgue o item a seguir.




No segmento “A baixa adesão compromete o sucesso terapêutico, e pode levar ao agravamento de doenças crônicas, ao aumento de internações hospitalares, à sobrecarga dos serviços de saúde e à elevação de custos, além de impactar negativamente a morbimortalidade nessa população.”, o vocábulo “agravamento” é um substantivo derivado de verbo, empregado com sentido denotativo.
Alternativas
Q3930988 Português
Cadê a indignação com a emergência habitacional?

    Certos problemas urbanos deixam brasileiros indignados. Edifícios altos que mudam a paisagem do bairro. Fios elétricos aéreos e outdoors que geram poluição visual. A proliferação de Oxxos e farmácias. São posts que viralizam e temas focais de discussões urbanas em jornais e planos diretores. A indignação, no entanto, parece ignorar um problema mais grave.
    No Brasil, 16 milhões de pessoas, equivalente à população da Holanda, moram em favelas. Isso significa, via de regra, precariedade habitacional e ausência de titularidade de terra e, portanto, de infraestrutura básica e serviços públicos. Cerca de 500 mil desses domicílios não possuem sequer acesso à rede de distribuição de água. Perante o vácuo institucional, esses territórios também se tornam reféns do crime organizado. Há uma relação íntima entre (a falta de) urbanismo e segurança pública.
    Essas favelas estão na periferia de Teresina, onde centenas de casas de taipa (construídas com técnica rudimentar de madeira e barro) não surgiram no século passado, mas em 2020, durante a pandemia. Estão também no Morumbi, em São Paulo, onde apenas em Paraisópolis moram mais de 50 mil pessoas. Ou no centro do Rio de Janeiro, onde a favela do Morro da Providência, considerada a primeira do país, é solenemente ignorada há nada menos que 130 anos. A pobreza, aparentemente, não atrapalha a paisagem urbana, tampouco gera indignação cuja raiz nasce da necessidade.
    Nossa política habitacional tem focado, desde a criação do BNH (Banco Nacional da Habitação) em 1964, o financiamento de novos conjuntos habitacionais. "Moradia Digna", dizia o painel mostrando o recém-inaugurado empreendimento do Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV) na periferia de Imperatriz, no interior do Maranhão. A imagem que acompanhava era de casas idênticas e repetidas, com acesso precário a empregos, serviços ou redes de transporte.
    O estudo "Morar Longe", do Instituto Escolhas em parceria com o Cepesp/FGV, avalia o resultado do PMCMV mostrando que a solução tem incentivado a ocupação de áreas mais distantes do centro das cidades. Com o financiamento, esses moradores também ficam "presos" ao seu endereço por uma década, dificultando uma troca de emprego que poderia levar à mobilidade social. Mesmo com milhões de unidades entregues, entre o Censo de 2010 e 2022 o Brasil apresentou um crescimento de 43,5% na sua população morando em favelas, evidenciando não apenas a insuficiência do PMCMV como a necessidade de atuar sobre territórios já consolidados.
    Ao tomar a decisão de não fazer nada, perpetuamos as desigualdades e deixamos as portas abertas para os territórios do crime. É urgente uma reflexão profunda sobre o alvo da nossa indignação urbana.

Texto de Anthony Ling (adaptado). Disponível em https:// www1.folha.uol.com.br/colunas/caos-planejado/2025/12/ acesso em 02 de dezembro de 2025.
Está corretamente analisado, do ponto de vista da sua formação vocabular, na morfologia da língua portuguesa, o vocábulo: 
Alternativas
Q3928533 Português

Considere:



I –Tomara que sua saúde mental esteja em dia.


II – Cuidado! A saúde mental pede atenção.



Pelo contexto, as interjeições destacadas expressam, respectivamente:

Alternativas
Q3928529 Português

Considere os períodos a seguir:



I- Com a seca, o gado começou a morrer.


II- O lenhador cortou a árvore com o machado


III- Todos o tratavam com respeito.



Nas orações acima, a preposição “com” estabelece as seguintes relações semânticas:

Alternativas
Q3928528 Português
Dos verbos seguintes, assinale o único que não apresenta duplo particípio:
Alternativas
Respostas
981: D
982: B
983: B
984: A
985: D
986: D
987: C
988: D
989: C
990: A
991: A
992: D
993: C
994: A
995: D
996: C
997: B
998: A
999: C
1000: C