Questões de Concurso
Sobre morfologia - verbos em português
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I. As paroxítonas não são em geral acentuadas graficamente; recebem, no entanto, acento agudo as vogais, quando atendem a determinadas finalizações, como: l, n, r, x, os, dentre outras. II. Em poucas palavras oxítonas terminadas em –e tônico, geralmente provenientes do francês, essa vogal, por ser articulada nas pronúncias cultas ora como aberta, ora como fechada, admite tanto o acento agudo como o acento circunflexo, como, por exemplo, bebé ou bebê; mantiné ou matinê. III. As formas verbais têm e vêm (3ª pessoa do plural do presente do indicativo de ter e de vir) são acentuadas por se tratarem de monossílabos tônicos – ou oxítonos – terminados em –em’.
Quais estão corretas?

Essa atribuição de sentidos será moldada pelas experiências anteriores do leitor com eventos de leitura semelhantes ao que está vivenciando, práticas sociais mediadas por esses textos, tema em foco, informações pressupostas ou indiretamente acionadas pelo texto, outros textos, desejos, expectativas, receios ou preconceitos, repertórios de recursos linguístico-discursivos que conhece.
A correta conversão da frase ‘Essa atribuição de sentidos será moldada pelas experiências anteriores do leitor com eventos de leitura semelhantes ao que está vivenciando’ para a voz ativa está expressa na alternativa:
( ) Em “eu nunca tinha estado”, a forma verbal pode ser substituída por “estivera” sem alterar seu significado temporal.
( ) Em “A viagem teve efeitos inesperados”, o verbo tem sentido existencial.
( ) No primeiro parágrafo, as expressões “(d)o poeta” e “(d)o autor de ‘A máquina do mundo’” fazem referência a Carlos Drummond de Andrade.
( ) Em “onde eu nunca tinha estado”, “que desembocam neste livro” e “que envolvem […]”, os vocábulos sublinhados funcionam como pronomes relativos que substituem termo da respectiva oração anterior e estabelecem relação entre orações.
( ) A expressão “todos juntos” é uma retomada de “sinais contemporâneos gritantes”.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
1. A primeira frase da segunda resposta se conecta sintaticamente à parte da pergunta: “[A]s megatendências da gestão sustentável para os próximos anos serão […]”.
2. As palavras “precificação”, “penalização” e “intensificação” (2a resposta) são nominalizações que funcionam como recursos coesivos, pois fazem remissão anafórica no texto.
3. Em “uma vez que os recursos ficam mais escassos” (2a resposta) e “porque nos obrigou a pensar o consumo” (3a resposta), os conectores sublinhados podem ser substituídos entre si, sem prejuízo da relação semântica estabelecida entre as respectivas orações.
4. Os verbos auxiliares nas locuções “podem criar” (3a resposta) e “deve ter” (4a resposta) expressam valores modais de dúvida e de intenção, respectivamente.
5. Em “conforme se mostram capazes” (3a resposta), o vocábulo “conforme” pode ser substituído por “a medida em que” sem prejuízo de significado no texto e sem ferir a norma culta da língua escrita.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao
longo do texto estão citados na questão.

Fonte: https://super.abril.com.br/saude/suplementos-proteicos-podem-afetar-o-humor-e-o-peso/ – texto adaptado.
Leia o texto para responder a questão.
Adolescentes que passam menos tempo na frente de telas são
mais felizes
Se você conhece algum adolescente é bem provável que tenha ficado incomodado com a frequência em que ele checa o celular. Agora, se você é um adolescente, é bem provável que tenha ficado incomodado com a frequência em que pessoas mais velhas reclamam do seu uso do celular. Agora a ciência revelou que um dos lados está certo. Má notícia para os mais jovens. Seus pais têm toda razão: aquele iPhone te deixa infeliz.
[...] Entre os anos de 1991 e 2016, cientistas da Universidade de Michigan entrevistaram 1,1 milhão de alunos que estavam no nono ano do ensino fundamental, no primeiro e no terceiro ano do ensino médio.
[...]
Os resultados mostravam que, quanto mais tempo os jovens passavam na frente de uma tela, mais infelizes eles eram. Os adolescentes mais infelizes eram aqueles que usavam aparelhos eletrônicos por mais de 20 horas semanais. E os mais felizes, na outra ponta, eram aqueles que estavam acima da média nas interações ao vivo – e abaixo da média no uso de redes sociais.
Mas não adianta jogar o celular dos adolescentes pela janela. O estudo concluiu que o uso moderado é o melhor caminho. Os jovens que passaram pouco tempo na frente das telas – entre 1 e 5 horas semanais – eram mais felizes do que aqueles sem qualquer tipo de contato com meios digitais. “A razão pode ser porque eles acabam excluídos do contexto social de um colégio. Atualmente, é muito difícil manter uma amizade sem mandar mensagens, ou estar nas redes sociais”, afirma Twenge. [...]
Fonte: GERMANO, F. Adolescentes que passam menos tempo na frente de telas são mais felizes. Revista Superinteressante. 19 de fev. de 2018. Disponível em: https://super.abril.com.br/comportamento/adolescentes-que-passam-menos-tempo- -na-frentede-telas-sao-mais-felizes/. Acesso: 18 jun. 2019.
Leia o TEXTO 2 para responder a questão..
TEXTO 2
EDUCAÇÃO E COOPERAÇÃO: PRÁTICAS QUE SE RELACIONAM
A educação e a cooperação são duas práticas sociais em que, sob certos aspectos, uma contém a outra. Na educação, podem-se identificar práticas cooperativas; na cooperação, podem-se identificar práticas educativas. Entrelaçam-se e potencializam-se como processos sociais. A organização da cooperação exige de seus atores uma comunicação de interesses, de objetivos, a respeito dos quais precisam falar, argumentar e decidir. Nesse processo de interlocução de saberes, acontece a educação. Há, portanto, uma estreita relação entre esses dois fenômenos: na prática cooperativa, para além de seus propósitos e interesses específicos, produz-se conhecimento, aprendizagem, educação; na prática educativa, como um processo complexo de relações humanas, produz-se cooperação. Assim, as práticas cooperativas na escola podem constituir-se em privilegiados "espaços pedagógicos", através dos quais os seus sujeitos tomam consciência das diferentes dimensões da vida social.
FRANTZ, Walter. Educação e cooperação: práticas que se relacionam. Sociologias [online]. 2001, n.6, pp.242-
264. ISSN 1517-4522. http://dx.doi.org/10.1590/S1517-45222001000200011. Disponível em:<http://dx.doi.org/10.1590/S1517-45222001000200011>
Se nós fôssemos eternos, se eles _________ eternos.


Texto adaptado. Disponível em: https://istoe.com.br/oceanos-sao-chave-na-luta-contra-oaquecimento/ (20/09/19)
( ) Entende-se por verbo a unidade de significado categorial que se caracteriza por ser um molde pelo qual organiza o falar seu significado textual, conforme nos diz Bechara. ( ) Os modos verbais, conforme a posição do falante em face da relação entre a ação verbal e seu agente, são: indicativo (em referência a fatos como verossímeis ou tidos como tais), subjuntivo (em referência a fatos incertos), condicional (em referência a fatos dependentes de certa condição), optativo (em relação a ação como desejada pelo agente) e imperativo (em relação a um ato que se exige do agente). ( ) As vozes verbais são: ativa – em que o verbo se apresenta para normalmente indicar que a pessoa a que se refere é o agente da ação; passiva – que indica que a pessoa é o objeto da ação verbal; e reflexiva – que indica que a ação verbal não passa a outro ser (negação da transitividade), podendo reverter-se ao próprio agente, atuar reciprocamente entre mais de um agente.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:


Texto adaptado. Disponível em: https://istoe.com.br/oceanos-sao-chave-na-luta-contra-oaquecimento/ (20/09/19)
( ) Entende-se por verbo a unidade de significado categorial que se caracteriza por ser um molde pelo qual organiza o falar seu significado textual, conforme nos diz Bechara. ( ) Os modos verbais, conforme a posição do falante em face da relação entre a ação verbal e seu agente, são: indicativo (em referência a fatos como verossímeis ou tidos como tais), subjuntivo (em referência a fatos incertos), condicional (em referência a fatos dependentes de certa condição), optativo (em relação a ação como desejada pelo agente) e imperativo (em relação a um ato que se exige do agente). ( ) As vozes verbais são: ativa – em que o verbo se apresenta para normalmente indicar que a pessoa a que se refere é o agente da ação; passiva – que indica que a pessoa é o objeto da ação verbal; e reflexiva – que indica que a ação verbal não passa a outro ser (negação da transitividade), podendo reverter-se ao próprio agente, atuar reciprocamente entre mais de um agente.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Quando confrontados pelos aspectos mais obscuros ou espinhosos da existência, os antigos gregos costumavam consultar os deuses (naquela época, não havia psicanalistas). Para isso, existiam os oráculos – locais sagrados onde os seres imortais se manifestavam, devidamente encarnados em suas sacerdotisas. Certa vez, talvez por brincadeira, um ateniense perguntou ao conceituado oráculo de Delfos se haveria na Grécia alguém mais sábio que o esquisitão Sócrates. A resposta foi sumária: “não”.
O inesperado elogio divino chegou aos ouvidos de Sócrates, causando-lhe uma profunda sensação de estranheza. Afinal de contas, ele jamais havia se considerado um grande sábio. Pelo contrário: considerava-se tão ignorante quanto o resto da humanidade. Após muito meditar sobre as palavras do oráculo, Sócrates chegou à conclusão de que mudaria sua vida (e a história do pensamento). Se ele era o homem mais sábio da Grécia, então o verdadeiro sábio é aquele que tem consciência da própria ignorância. Para colocar à prova sua descoberta, ele foi ter com um dos figurões intelectuais da época. Após algumas horas de conversa, percebeu que a autoproclamada sabedoria do sujeito era uma casca vazia. E concluiu: “Mais sábio que esse homem eu sou. É provável que nenhum de nós saiba nada de bom, mas ele supõe saber alguma coisa e não sabe, enquanto eu, se não sei, tampouco suponho saber. Parece que sou um tantinho mais sábio que ele exatamente por não supor saber o que não sei”. A partir daí, Sócrates começou uma cruzada pessoal contra a falsa sabedoria humana – e não havia melhor palco para essa empreitada que a vaidosíssima Atenas. Em suas próprias palavras, ele se tornou um “vagabundo loquaz” – uma usina ambulante de insolência iluminadora, movida pelo célebre bordão que Sócrates legou à posteridade: “Só sei que nada sei”.
Para sua tarefa audaz, Sócrates empregou o método aprendido com os professores sofistas. Mas havia grandes diferenças entre a dialética de Sócrates e a de seus antigos mestres. Em primeiro lugar, Sócrates não cobrava dinheiro por suas “lições” – aceitava conversar com qualquer pessoa, desde escravos até políticos poderosos, sem ganhar um tostão. Além disso, os diálogos de Sócrates não serviam para defender essa ou aquela posição ideológica, mas para questionar a tudo e a todos sem distinção. Ele geralmente começava seus debates com perguntas diretas sobre temas elementares: “O que é o amor?” “O que é a virtude?” “O que é a mentira?” Em seguida, destrinchava as respostas que lhe eram dadas, questionando o significado de cada palavra. E continuava fazendo perguntas em cima de perguntas, até levar os exaustos interlocutores a conclusões opostas às que haviam dado inicialmente – e tudo isso num tom perfeitamente amigável. Assim, o pensador demonstrava uma verdade que até hoje continua universal: na maior parte do tempo, a grande maioria das pessoas (especialmente as que se consideram mais sabichonas) não sabe do que está falando.
(José Francisco Botelho. Revista Vida
Simples. Edição 91. Com adaptações.)
Quando confrontados pelos aspectos mais obscuros ou espinhosos da existência, os antigos gregos costumavam consultar os deuses (naquela época, não havia psicanalistas). Para isso, existiam os oráculos – locais sagrados onde os seres imortais se manifestavam, devidamente encarnados em suas sacerdotisas. Certa vez, talvez por brincadeira, um ateniense perguntou ao conceituado oráculo de Delfos se haveria na Grécia alguém mais sábio que o esquisitão Sócrates. A resposta foi sumária: “não”.
O inesperado elogio divino chegou aos ouvidos de Sócrates, causando-lhe uma profunda sensação de estranheza. Afinal de contas, ele jamais havia se considerado um grande sábio. Pelo contrário: considerava-se tão ignorante quanto o resto da humanidade. Após muito meditar sobre as palavras do oráculo, Sócrates chegou à conclusão de que mudaria sua vida (e a história do pensamento). Se ele era o homem mais sábio da Grécia, então o verdadeiro sábio é aquele que tem consciência da própria ignorância. Para colocar à prova sua descoberta, ele foi ter com um dos figurões intelectuais da época. Após algumas horas de conversa, percebeu que a autoproclamada sabedoria do sujeito era uma casca vazia. E concluiu: “Mais sábio que esse homem eu sou. É provável que nenhum de nós saiba nada de bom, mas ele supõe saber alguma coisa e não sabe, enquanto eu, se não sei, tampouco suponho saber. Parece que sou um tantinho mais sábio que ele exatamente por não supor saber o que não sei”. A partir daí, Sócrates começou uma cruzada pessoal contra a falsa sabedoria humana – e não havia melhor palco para essa empreitada que a vaidosíssima Atenas. Em suas próprias palavras, ele se tornou um “vagabundo loquaz” – uma usina ambulante de insolência iluminadora, movida pelo célebre bordão que Sócrates legou à posteridade: “Só sei que nada sei”.
Para sua tarefa audaz, Sócrates empregou o método aprendido com os professores sofistas. Mas havia grandes diferenças entre a dialética de Sócrates e a de seus antigos mestres. Em primeiro lugar, Sócrates não cobrava dinheiro por suas “lições” – aceitava conversar com qualquer pessoa, desde escravos até políticos poderosos, sem ganhar um tostão. Além disso, os diálogos de Sócrates não serviam para defender essa ou aquela posição ideológica, mas para questionar a tudo e a todos sem distinção. Ele geralmente começava seus debates com perguntas diretas sobre temas elementares: “O que é o amor?” “O que é a virtude?” “O que é a mentira?” Em seguida, destrinchava as respostas que lhe eram dadas, questionando o significado de cada palavra. E continuava fazendo perguntas em cima de perguntas, até levar os exaustos interlocutores a conclusões opostas às que haviam dado inicialmente – e tudo isso num tom perfeitamente amigável. Assim, o pensador demonstrava uma verdade que até hoje continua universal: na maior parte do tempo, a grande maioria das pessoas (especialmente as que se consideram mais sabichonas) não sabe do que está falando.
(José Francisco Botelho. Revista Vida
Simples. Edição 91. Com adaptações.)
Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) de acordo com o texto II.
( ) Em: “a idade da primeira menstruação diminuiu progressivamente desde o início do século 20”, linhas 1 - 2 , as palavras em destaque são artigos.
( ) Em: “Em 1900, as moças menstruavam pela primeira vez ao redor dos 17 anos. Hoje, nem bem completam 11 ou 12 anos e já menstruam”, linhas 3 - 4, as palavras em destaque são numerais ordinais.
( ) Em: “o investimento na educação de uma ou duas crianças consome tanta energia, que os casais responsáveis planejam com extremo cuidado o tamanho de suas famílias”, linhas 12 - 14, as palavras em destaque são verbos conjugados no presente do indicativo.
( ) Em: “as mulheres brasileiras seguem de perto a tendência internacional de completar os estudos”, linhas 15 - 16, as palavras em destaque são substantivos.
( ) Em: “as mulheres brasileiras seguem de perto a tendência internacional de completar os estudos”, linhas 15 -16, as palavras sem destaque são adjetivos.
Assinale a alternativa CORRETA:
