Questões de Concurso
Sobre morfologia - verbos em português
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“A própria ciência ainda sabe muito pouco sobre o funcionamento do cérebro”.
No Microscópio

Por Cláudia Laitano
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/claudia-laitano/noticia/2023/08/no-microscopiocll08szt9000e015tl6v5su0m.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
I. O espaço pontilhado deve ser preenchido com “ss”.
II. A palavra é um verbo e sinônima de “propaga-se”.
III. Sem seu complemento, o verbo não tem sentido completo.
Quais estão corretas?
Arte Longa, Vida Breve

Por Cláudia Laitano
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/claudia-laitano/noticia/2023/06/arte-longa-vida-breveclj20eyoj004r0151yd34rba7.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
“Quando as luzes se apagaram e o céu se abriu sobre a plateia”.
I. Em “Aprecio o movimento.”, a forma verbal sublinhada exprime ideia de tempo presente.
II. Em “Visitarei os pontos turísticos.”, a forma verbal sublinhada exprime ideia de tempo passado.
Leia com atenção o texto abaixo para responder à questão:
A falência da globalização (João Fernandes Teixeira).
A indústria 4.0 está chegando, um fato celebrado pelos entusiastas das novas tecnologias. Grandes mudanças estão previstas, sobretudo pelo emprego de inteligência artificial na produção industrial que levará, também, a uma grande reconfiguração tecnológica do trabalho. Mas, deixando de lado o discurso entusiasmado, o que está realmente acontecendo?
Com a indústria 4.0 haverá uma grande racionalização e otimização da produção para que os desperdícios de material e de mão de obra se tornem mínimos. A produção e o consumo precisam ser rigorosamente ajustados e, para isso, contamos agora técnicas de Big Data. Estamos em outros tempos, nos quais temos a percepção da escassez de recursos naturais e da necessidade premente de reciclar tudo o que for possível. Se quisermos que a economia continue funcionando, não podemos mais esbanjar. A economia se desenvolve na contramão da natureza.
A lição que estamos aprendendo é que gerar energia limpa e conter as emissões de dióxido de carbono não são apenas obrigações ecológicas e morais em relação ao nosso planeta, mas um imperativo econômico, que exige que a indústria se coloque em novo patamar de produtividade para sobreviver. A indústria 4.0 não levará à expansão da economia, mas apenas evitará que ela encolha. Não podemos mais manter os mesmos padrões de consumo, que estão danificando de forma irreversível o nosso planeta.
Esses danos não se restringem apenas ao aquecimento global, que passou a ser chamado de mudança climática. [...]
Desde que se estabeleceu uma correlação entre o aumento das temperaturas médias no planeta e a industrialização, iniciada no século XVIII, o aquecimento global passou a ser o vilão da história da humanidade. Diminuir o uso de combustíveis passou a ser a grande bandeira dos ecologistas.[...]
Contudo, o aquecimento global não é o único desafio. Mesmo que sua origem possa ser contestada, desvinculando-a da queima de combustíveis fósseis, nossa indústria agride o planeta de forma irreparável.
Como não podemos reverter a economia do petróleo no curto prazo, a única solução está sendo desacelerar a economia. Essa desaceleração, na contramão do aumento da produção planetária, está tendo custos sociais dolorosos. Combinada com a automação, grande projeto da indústria 4.0, ela gera um desemprego crescente, para o qual não se vislumbra uma solução nas próximas décadas.
Mas há algo ainda mais importante que está surgindo dessa desaceleração: a percepção de que a globalização se tornou um projeto inviável. Não será mais possível estender os padrões de produção e consumo para todos os países do planeta, pois isso aceleraria sua destruição de forma drástica. O globalismo ocidental está refluindo e, como consequência, voltam a surgir os nacionalismos exacerbados.
[...] Fonte: (Revista Filosofia – Ano III, no 150 – www.portalespaçodosaber.com.br).
A sequência CORRETA de associação é:
O primeiro beijo
Os dois mais murmuravam que conversavam: havia pouco iniciara-se o namoro e ambos andavam tontos, era o amor. Amor com o que vem junto: ciúme.
– Está bem, acredito que sou a sua primeira namorada, fico feliz com isso. Mas me diga a verdade, só a verdade: você nunca beijou uma mulher antes de me beijar?
Ele foi simples:
– Sim, já beijei antes uma mulher.
– Quem era ela? perguntou com dor.
Ele tentou contar toscamente, não sabia como dizer.
O ônibus da excursão subia lentamente a serra. Ele, um dos garotos no meio da garotada em algazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no rosto e entrar-lhe pelos cabelos com dedos longos, finos e sem peso como os de uma mãe. Ficar às vezes quieto,sem quase pensar, e apenas sentir era tão bom. A concentração no sentir era difícil no meio da balbúrdia dos companheiros.
E mesmo a sede começara: brincar com a turma, falar bem alto, mais alto que o barulho do motor, rir, gritar, pensar, sentir, puxa vida! como deixava a garganta seca.
E nem sombra de água. O jeito era juntar saliva, e foi o que fez. Depois de reunida na boca ardente engolia-a lentamente, outra vez e mais outra. Era morna, porém, a saliva, e não tirava a sede. Uma sede enorme maior do que ele próprio, que lhe tomava agora o corpo todo.
A brisa fina, antes tão boa, agora ao sol do meio-dia tornara-se quente e árida e ao penetrar pelo nariz secava ainda mais a pouca saliva que pacientemente juntava.
E se fechasse as narinas e respirasse um pouco menos daquele vento de deserto? Tentou por instantes mas logo sufocava. O jeito era mesmo esperar, esperar. Talvez minutos apenas, talvez horas, enquanto sua sede era de anos.
Não sabia como e por que mas agora se sentia mais perto da água, pressentia-a mais próxima, e seus olhos saltavam para fora da janela procurando a estrada, penetrando entre os arbustos, espreitando, farejando.
O instinto animal dentro dele não errara: na curva inesperada da estrada, entre arbustos, estava... O chafariz de onde brotava num filete a água sonhada.
O ônibus parou, todos estavam com sede mas ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra, antes de todos.
De olhos fechados entreabriu os lábios e colou-os ferozmente ao orifício de onde jorrava a água. O primeiro gole fresco desceu, escorrendo pelo peito até a barriga.
Era a vida voltando, e com esta encharcou todo o seu interior arenoso até se saciar. Agora podia abrir os olhos.
Abriu-os e viu bem junto de sua cara dois olhos de estátua fitando-o e viu que era a estátua de uma mulher e que era da boca da mulher que saía a água. Lembrou-se de que realmente ao primeiro gole sentira nos lábios um contato gélido, mais frio do que a água.
E soube então que havia colado sua boca na boca da estátua da mulher de pedra. A vida havia jorrado dessa boca, de uma boca para outra.
Intuitivamente, confuso na sua inocência, sentia intrigado: mas não é de uma mulher que sai o líquido vivificador, o líquido germinador de vida... Olhou a estátua nua.
Ele a havia beijado.
Sofreu um tremor que não se via por fora e que se iniciou bem dentro dele e tomou-lhe o corpo todo estourando pelo rosto em brasa viva.
Deu um passo para trás ou para a frente, nem sabia mais o que fazia. Perturbado, atônito, percebeu que uma parte de seu corpo, sempre antes relaxada, estava agora com uma tensão agressiva, e isso nunca lhe tinha acontecido.
Estava de pé, docemente agressivo, sozinho no meio dos outros, de coração batendo fundo, espaçado, sentindo o mundo se transformar. A vida era inteiramente nova, era outra, descoberta com sobressalto.
Perplexo, num equilíbrio frágil.
Até que, vinda da profundeza de seu ser, jorrou de uma fonte oculta nele a verdade. Que logo o encheu de susto e logo também de um orgulho antes jamais sentido: ele...
Ele se tornara homem.
(LISPECTOR, Clarice. Felicidade Clandestina: Contos. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.)
I. Na passagem “A brisa fina, antes tão boa, agora ao sol do meio-dia tornara-se quente e árida [...]” (10º§), os adjetivos sublinhados estabelecem concordância nominal com o núcleo do sujeito “brisa”. II. No trecho “[...] havia pouco iniciara-se o namoro [...]” (1º§), o verbo em destaque apresenta concordância verbal regular, uma vez que se flexiona no singular para concordar com o seu sujeito paciente – “o namoro”. III. No fragmento “O ônibus parou, todos estavam com sede [...]” (14º§), a forma verbal “estavam” encontra-se corretamente flexionada no plural para concordar com o pronome substantivo “todos”, que exerce a função de sujeito. IV. No recorte “[...] havia colado sua boca na boca da estátua [...]” (18º§), o pronome possessivo em destaque apresenta concordância nominal obrigatória com o possuidor (o protagonista masculino), o que justifica sua forma gramatical no contexto.
Está correto o que se afirma em
“E todo o tempo, para que não persistissem dúvidas, quanto à realidade oculta pela lengalenga especiosa de Goldstein, por trás de sua cabeça, na teletela, infindas colunas do exército eurasiano – fileiras após fileiras de homens sólidos com rostos asiáticos, sem expressão, que até a superfície da placa e sumiam, para ser seguidos por outros exatamente idênticos. O ritmo cavo e monótono das botas dos soldados uma cortina sonora para os balidos de Goldstein.”
George Orwell. 1984. SP, Cia Ed. Nacional, 2004, p. 15
Assinale a alternativa cujas formas verbais completam, respectivamente, as lacunas do texto, compondo a concordância dos elementos nos períodos.
...De repente, Honório olhou para o chão e viu uma carteira. Abaixar-se, apanhá-la e guardá-la foi obra de alguns instantes. Ninguém o viu, salvo um homem que estava à porta de uma loja, e que, sem o conhecer, lhe disse rindo:
— Olhe, se não dá por ela; perdia-a de uma vez.
— É verdade, concordou Honório envergonhado.
[...]
Contos - Machado de Assis. SP, Ciranda Cultural Editora, p. 15. Fragmento.
Dadas as afirmativas quanto às informações e à estrutura gramatical do texto,
I. A forma verbal “Abaixar-se” constitui-se um exemplo de voz reflexiva do verbo.
II. O pronome oblíquo “o” presente em “o viu” e em “o conhecer” indica casos de ênclise pronominal.
III. Nas formas verbais “apanhá-la” e “guardá-la”, as formas pronominais têm como referente único o termo “carteira” presente no período anterior.
IV. A expressão “à porta” recebe o acento grave por ser uma expressão adverbial.
verifica-se que está(ão) correta(s)
A notícia sobre a mancha de óleo nas praias do Nordeste brasileiro pautou os noticiários da imprensa brasileira. Considerando esse assunto, leia o texto I para responder à questão:
Texto I
Manchas de óleo no Nordeste: o que se sabe sobre o problema
Petróleo cru atinge 200 localidades em 78 municípios de 9 estados. Petrobras diz que óleo não é produzido nem comercializado pela companhia.
As manchas de petróleo em praias do Nordeste já atingiram 200 localidades em 78 municípios de 9 estados desde o início de setembro — o balanço mais recente do governo é desta segunda (21). A substância é a mesma em todos os locais: petróleo cru. O fenômeno tem afetado a vida de animais marinhos e causado impactos nas cidades litorâneas. A origem do material poluente está sob investigação [...]
1. Onde e quando o problema surgiu?
Inicialmente o Ibama divulgou que as primeiras manchas apareceram em 2 de setembro nas cidades de Ipojuca e Olinda, em Pernambuco. No entanto, em atualizações mais recentes, o instituto concluiu que os primeiros registros surgiram ainda em 30 de agosto na Paraíba, nas praias de Tambaba e Gramame, no município de Conde, e na Praia Bela, em Pitimbu.
2. Quantos estados foram atingidos?
O balanço de 21 de outubro aponta que 200 localidades em 78 municípios de 9 estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.
3. Quem investiga?
As investigações são conduzidas pela Marinha em coordenação com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO), a Polícia Federal, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) e a Força Aérea Brasileira. Participam ainda os governos de alguns estados e municípios afetados. O Ibama e a Capitania dos Portos solicitaram apoio da Marinha e da Petrobras na elaboração de laudos sobre a substância. Há ainda pesquisas sobre o material em andamento na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e na Universidade Federal da Bahia (UFBA).
4. O que dizem os órgãos?
O presidente Jair Bolsonaro disse suspeitar de um incidente criminoso e que a investigação é “bastante complexa”. Sem citar nome, afirmou que existe um país “no radar”. “Pode ser algo criminoso, pode ser um vazamento acidental, pode ser um navio que naufragou também. Agora, é complexo. Temos, no radar, um país que pode ser o da origem do petróleo e continuamos trabalhando da melhor maneira possível”, disse Bolsonaro [...]. “Cada petróleo teria entre aspas um DNA específico. Então, esse conteúdo de moléculas que está em cada amostra é que me permite diferenciar um petróleo do outro e correlacioná-los, buscar semelhanças ou diferenças. Então a gente, grosseiramente, pode dizer que cada petróleo tem um DNA diferente”, afirmou o geólogo Mário Rangel, gerente do laboratório de geo-química da Petrobras. Barris da empresa Shell foram encontrados com óleo que, segundo análise da Universidade Federal de Sergipe, eram a mesma substância identificada nas praias. Porém, a Shell afirmou que provavelmente seus barris foram reutilizadas por terceiros, pois os barris são de lubrificantes, ela mesma não faz esse tipo de reaproveitamento de embalagens e tampouco transporta barris em rotas transatlânticas.
5. Quais as possíveis origens?
Até 21 de outubro, não havia conclusões sobre as origens do material. A Marinha está fazendo o monitoramento de navios para identificar a origem do petróleo. No dia 9, a Marinha anunciou que iria notificar 30 navios suspeitos na investigação. O presidente da Petrobras, Castello Branco, disse que ainda não é possível dizer de onde o óleo veio, mas aponta três hipóteses: um navio afundado; um acidente durante a passagem de óleo de um navio para outro; despejo criminoso. A primeira hipótese levantada por especialistas é que a contaminação seja de navios petroleiros, que poderiam ter efetuado uma limpeza em tanques e descartado os rejeitos no mar [...]. O resultado da análise do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) reforça a teoria de que o óleo não veio boiando pelo oceano até atingir as praias, mas que estava submerso.
6. Quais os riscos para as pessoas?
O petróleo bruto é uma complexa mistura de hidrocarbonetos, que apresenta contaminações variadas de enxofre, nitrogênio, oxigênio e metais. A substância é tóxica. É importante que a população evite contato direto com o material encontrado nas praias [...].
7. Quais os riscos para os animais?
Os animais marinhos podem ser afetados tanto pela ingestão da substância quanto pelo contato com líquido que gruda e compromete a locomoção. A oceanógrafa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) Maria Christina Araújo alerta que o ecossistema do litoral brasileiro é frágil. “No manguezal, um ambiente com biodiversidade excepcional, é praticamente impossível remover o óleo. O dano pode ser irreparável e os ecossistemas levarão anos para se recuperar”, afirma [...].
8. O problema está diminuindo ou aumentando?
O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou em 8 de outubro que é um “desastre muito preocupante” e não há sinais de que está retrocedendo. A impressão é confirmada por quem acompanha a situação nas praias: as manchas estão “cada vez maiores”, diz presidente do Instituto Biota de Conservação, Bruno Estefanis [...].
9. Já houve casos assim no Brasil?
Em abril, manchas de óleo surgiram na Região dos Lagos, no estado do Rio de Janeiro, atingindo as praias de Arraial do Cabo, Cabo Frio e Búzios. O acesso às praias chegou a ser interditado durante uma manhã para a retirada do material, de acordo com a Secretaria de Ambiente de Arraial do Cabo. Após análise, foi comprovado que as placas de óleo eram resíduos de operações da Petrobras. No atual caso, a Petrobras afirma que não tem ligação com o problema.
(Disponível em https://g1.globo.com/natureza/noticia/2019/09/26/manchas-de-oleo-no-nordeste-o-que-se-sabe-sobre-o-problema.ghtml. Acesso em 27/09/19)
Faça a leitura do TEXTO I e contextualize os excertos abaixo, analisando as afirmações em torno da sua organização sintática e tomando como referência o verbo destacado.
Excerto 01
“Sem citar nome, afirmou que existe um país “no radar”.
Excerto 02
“Então a gente, grosseiramente, pode dizer que cada petróleo tem um DNA diferente, afirmou o geólogo Mário Rangel.”
Excerto 03
“A Shell afirmou que provavelmente seus barris foram reutilizadas por terceiros”.
Marque a alternativa que apresenta o sujeito do verbo “afirmar” em cada sentença, respectivamente.
DOSTOIEVSKI, Fiodor. Notas do subsolo. Porto Alegre: L&pm POCKET, 2011, р. 28.
Ao lado de cada lacuna há um verbo entre parênteses. Considerando que a oração destacada nos remete a uma condicionalidade, assinale a alternativa cuja conjugação dos verbos obedeça à possibilidade do futuro condicional.

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
O médico cantor que toca músicas escolhidas pelos pacientes em UTI de hospital de Porto Alegre

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/porto-alegre/noticia/2021/10/ – Texto adaptado
especialmente para esta prova).
I. Em casa, onde manteve mais de uma dezena de equipamentos, viu essa paixão ser acompanhada...
II. Em casa, onde mantinha mais de uma dezena de equipamentos, via essa paixão ser acompanhada...
III. Em casa, quando manter mais de uma dezena de equipamentos, verá essa paixão ser acompanhada...
Quais estão corretas?
Leia os textos a seguir para responder à questão
Retrato
Eu não tinha este rosto de hoje,
Assim calmo, assim triste, assim magro,
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
Que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
— Em que espelho ficou perdida
a minha face?
MEIRELES, Cecília. Viagem: poesia. Lisboa: Império, 1939. p. 21.
Não, ela não se envergonhava de seu narcisismo. Era com ele que ela compunha e recompunha toda a sua dignidade. Encarou novamente o espelho e se lembrou de um poema, em que uma mulher, contemplando a sua imagem refletida, perguntava angustiada onde é que ela deixara a sua imagem refletida, perguntava angustiada onde é que ela deixara a sua outra face, a antiga, pois não se reconhecia naquela que estava sendo apresentada.
EVARISTO, Conceição. Luamanda. Olhos d’água. Rio de Janeiro: Pallas, 2014. p. 63.
( ) A conjugação dessa forma verbal na primeira pessoa do singular no presente do indicativo é “coloro”. ( ) A forma verbal está conjugada no texto na terceira pessoa do singular do presente do indicativo. ( ) De acordo com sua sílaba tônica, a forma verbal é paroxítona.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:


