Questões de Concurso
Sobre morfologia - verbos em português
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( ) No trecho “Rayssa Leal foi eleita pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) como a melhor atleta do skate em 2022.”, os termos sublinhados podem ser substituídos por “foi nomeada” de maneira a manter o mesmo sentido.
() No trecho “A skatista agora está concorrendo ao troféu de Melhor Atleta do Ano do Prêmio Brasil Olímpico 2022.”, os termos sublinhados podem ser substituídos por “está competindo” de maneira a manter o mesmo sentido.
( ) No trecho “O nome da vencedora será divulgado no dia 2 de fevereiro, em evento na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro.”, os termos sublinhados podem ser substituídos por “será delatado” de maneira a manter o mesmo sentido.
( ) O verbo “haver” em “O COB já havia anunciado Rayssa entre as indicadas [...]” funciona como um verbo de ligação, pois indica um tempo composto.
( ) Em “O anúncio das finalistas foi realizado no dia 19 de janeiro”, o verbo sublinhado é um verbo auxiliar, seguido de um gerúndio para indicar ação passada.
Transpondo os verbos destacados para o 'pretérito imperfeito do indicativo', tem-se:
Na semana passada, meus irmãos __________ respeito de mudanças _________ que passar no próximo ano.

Com base nas informações do texto e nas estruturas morfossintáticas que o constituem, julgue (C ou E) o item a seguir.
Na oração “a garotada respondeu em coro” (linha 7), a forma verbal sublinhada deveria, de acordo com a norma-padrão, estar empregada na terceira pessoa do plural.
Leia o texto para responder à questão.
Auxiliar de transporte
O Movimento Maio Amarelo está completando dez anos. Uma década de ousadia de convocar toda a sociedade a refletir sobre um tema que quase ninguém, até então, havia parado para pensar. Ousadia de querer mobilizar um País inteiro, que no início do movimento já passava de 200 milhões de habitantes. E de acreditar que uma ONG pudesse ser ouvida e acreditada na proposta de alertar a todos que a dura e cruel realidade de mortes e feridos diariamente no trânsito poderia mudar.
Nascia, em 2014, o que hoje já é considerada a maior mobilização social em torno da causa segurança no trânsito. A maioria das pessoas se identifica com o propósito do movimento e sua missão de salvar vidas no trânsito. Essa identificação acontece porque a maioria dos brasileiros conhece ou teve algum familiar que sofreu um acidente, mas poucos cidadãos param para pensar em como poderiam ajudar a melhorar os índices, que continuam, como em 2014, estarrecedores: 88 pessoas morrem todo dia no Brasil.
Alertamos muitos brasileiros que suas atitudes fazem toda a diferença para trazer mais segurança viária para toda a sociedade. Esse propósito foi facilmente incorporado, no início, pelos órgãos gestores, e, em seguida, por outras ONGs que também trabalhavam na conscientização do cidadão comum com o objetivo de que o Brasil saia do ranking dos países mais violentos no trânsito do mundo. Quando o cidadão se depara com os números de acidentes de trânsito no Brasil e entende que nenhuma guerra mata mais do que nosso trânsito, ele compreendeu a mensagem do Maio Amarelo: tenha atenção pela vida.
Nesta celebração de dez anos, nosso desejo é que cada pessoa faça do mês de maio o ponto de partida para que péssimos hábitos sejam transformados, como se distrair no trânsito com o celular, não usar ou mesmo deixar de cobrar do outro o uso do cinto no banco traseiro e do passageiro, exceder os limites de velocidade, ou, ainda mais grave, beber álcool e dirigir. É urgente que se mudem comportamentos, para sermos exemplos de atenção pela vida!
(Embaixador Paulo Guimarães CEO do Observatório Nacional de Segurança Viária. O Estado de S.Paulo, 26 de abril de 2023. Adaptado)
Leia o texto para responder à questão.
A criança está com raiva? Respire fundo
Todos os que já tiveram a oportunidade ou a responsabilidade de conviver com crianças sabem que as emoções que elas experimentam são bastante intensas. Quem já não testemunhou uma criança com raiva? É sempre bom lembrar que o motivo para desencadear a raiva pode ser, na visão do adulto, banal. Mas para a criança, nunca é.
Não faz muito tempo que o trabalho com as emoções das crianças tem sido considerado parte importante da formação delas, tanto para a família quanto para a escola. Expressões como “inteligência emocional” e “habilidades socioemocionais” já soam familiares a pais e educadores profissionais e até são consideradas prioridade nos tempos atuais.
O que acontece no momento em que a criança apresenta uma crise de birra, por exemplo? As emoções tomam conta dela a tal ponto que se descontrola globalmente. O que era emoção vai ao ato e se transforma em comportamento raivoso. Hoje, não é incomum observarmos isso em adultos, inclusive. Aí está: as emoções não precisam, necessariamente, se transformar em atos. Mas para que isso possa acontecer é preciso um aprendizado.
Uma criança bem pequena sente raiva do irmão que acabou de nascer e rouba o tempo da mãe, que antes era só dela; a reação foi a de tentar bater no bebê. A mãe, atenta, interveio antes que o ato ocorresse e disse à filha: “Você está com ciúme e raiva de seu irmão, mas não pode bater nele. Quando isso acontecer novamente, bate nesta almofada”.
Genial a reação dessa mãe, por dois motivos: primeiro, traduziu em palavras as emoções que a filha, de 2 anos, estava experimentando, o que colabora para o autoconhecimento; segundo, porque intuiu que nessa idade ainda é difícil conter uma reação comportamental, ou seja, controlar-se, por isso ela trocou o objeto para diminuir o risco de a filha tentar bater no bebê. Para ela, funcionou.
Em qualquer ação educativa, é preciso respeitar a criança e/ou o adolescente e agir de modo digno, justo e amoroso com os mais novos.
(Rosely Sayão. O Estado de S.Paulo, 30 de abril de 2023. Adaptado)
Leia o texto para responder à questão.
A caverna conectada
Sócrates explicava: “Imagine que todos os homens vivam em um mundo escuro, fracamente iluminado pelos seus smartphones. Tudo o que sabem das formas vem pela luz das telas. É uma imensa caverna onde só podem contemplar seus aparelhos”.
Glauco começava a conceber o ambiente. Pela luz dos aparelhos, passavam imagens refletidas, pequenos vídeos, dancinhas, notícias falsas e trends*. Os moradores da caverna nunca viram o mundo, apenas suas telas iluminadas. Eles foram sendo adestrados a usar o indicador e passar adiante, sem análise. Na caverna, as coisas só existem se postadas. “Que coisa terrível!”, comentava Glauco. “Que vida medonha essas pessoas levariam!” “Sim!”, disse o sábio calvo, “se eles pudessem conversar, não acha que, nomeando as sombras que veem, pensariam nomear seres reais?”. O discípulo consentiu.
"Agora imagine, caro, se um deles decidisse desligar o aparelho e saísse para o mundo real. Seria um caminho árduo até lá fora. Em um primeiro instante, os olhos doeriam diante da luz real. Enfim, uma pessoa liberta veria o Sol do real e não mais mensagens com imagens (e um texto com emojis).”
O filósofo continuava a incentivar que Glauco navegasse na alegoria. “E se a pessoa que viu o mundo real voltasse para a caverna e começasse a dizer dos objetos concretos, mas não mais do critério do real dado por likes e seguidores? ‘Existe um mundo fora do algoritmo’, diria o ser iluminado. É possível comer sem fotografar e ver o mar sem postar. O que vemos são simulacros, representações. Há algo lá fora!”
O jovem Glauco amou a história. Imaginou com o mestre que o ser “iluminado” pelo Sol real seria desacreditado pelos outros habitantes da funda caverna. Sofreria até violência real. Que aula Sócrates tinha dado! Ao se despedir, o rapaz foi até o orientador e pediu uma selfie. Queria publicar no horário que lhe ensinaram a ter mais visualizações. Saiu da casa feliz. “O post sobre a prisão das redes está bombando!”, comentou Glauco, impactado com a sabedoria filosófica daquela república. Melhorou a luz da foto, colocou uma música e pronto! Agora tinha esperança de viralizar nas redes!
(Leandro Karnal, O Estado de S.Paulo, 8 de julho de 2022.Adaptado)
*Trends: tendências.
Observe a seguinte passagem do texto:
“Agora imagine, caro, se um deles decidisse desligar o aparelho...
Assinale a alternativa em que a reescrita da passagem, substituindo-se as formas verbais e mantendo-se, correta e respectivamente, os mesmos tempos verbais da frase apresentada, está correta.
Leia a crônica para responder à questão.
Fiscais de barriga
Confesso: nos últimos tempos engordei. Não, não virei uma bola de boliche, mas esses últimos quilos se concentraram na barriga. Todos eles. Tornei-me o alvo ideal para um tipo que virou uma praga na vida urbana. É o fiscal de barriga. Trata-se de uma criatura empenhada em contabilizar o peso alheio. Você se encontra com o tipo, ele abre um sorriso até as orelhas e tasca:
– Engordou, hein?!
Todo fofo sabe quando e quanto subiu de peso. Quem nunca observou uma pessoa volumosa aferindo os gramas numa balança de farmácia? Primeiro sobe, com expressão de esperança. Ao observar o marcador implacável, o rosto se contorce entre dúvida e desespero. Algumas tiram o casaco, como se um reles objeto pudesse pesar os 5 ou 10 quilos extras apontados. Suspira fundo e olha o marcador novamente.
Agora a expressão é de desconfiança, quando não de fúria:
– Balança de farmácia não presta!!
E sai à procura de outra.
O fiscal de barriga só serve para acrescentar fel1 à vida dos outros. Conheço um, diretor de teatro, com a silhueta elegante como um balde. Deveria ficar quieto, mas mede o peso de cada um com olhos argutos2:
– Quando fomos almoçar juntos, você estava bem mais magro.
– Que é isso? Eu já estava gordinho – defendo-me.
– Não, não... agora você está pior – contesta satisfeito.
Na fofura e na magreza, sempre haverá um fiscal para comentar que, depois de se comportar como um inquisidor, dá a estocada final:
– Só falo porque sou seu amigo.
Que ninguém acredite na expressão de solidariedade. Torturar o próximo, eis seu maior prazer.
(Walcyr Carrasco. VEJA SP, 06.11.1996. Adaptado)
1 fel: amargura, azedume.
2 argutos: muito atentos.
Leia o texto para responder à questão.
Meu pai
Sempre que vejo um canário me lembro do meu pai. Cresci cercado por gaiolas, repleto de pássaros coloridos. Eu ajudava a dar alpiste e a encher os bebedouros de água. Acompanhava as fêmeas chocando os ovos. Era fantástico ver os filhostinhos piando. Minha mãe preparava uma papa de ração, que meu pai dava com colherzinha.
Às vezes, eram tantos os cuidados que eu sentia ciúme. E se gostasse mais dos canários que de mim?
Meu pai não foi dado a atenção de carinho. Talvez porque tenha sido criado num meio em que o homem não expressava os sentimentos. Talvez porque nunca recebi muito carinho do próprio pai. Saiu de casa aos 13 anos e foi morar com um irmão.
Queria ter continuado os estudos, mas, casado e com filhos, não poderia seguir adiante.
Era ferroviário, telegrafista, uma profissão mal remunerada; porém a pobreza, em minha infância no interior, foi mais digna que a de hoje em dia.
A duras penas, consegui batalhar por um projeto de vida para os filhos. Seu maior compromisso era nos fazer estudar. Todos os esforços da família eram orientados para nossa educação. Até a fuga dos canários causaria menos dor a meu pai que ver um filho repetir de ano.
Aos 13 anos, já anunciei meu desejo de ser escritor e ganhei dele minha máquina de escrever: era um modelo primeiro simples, comprado em prestações a perder de vista. Nunca esquecereii a sensação de sentir o cheiro de tinta e a letra surgindo no papel!
Ao longo da vida, tive a chance de sentir seu apoio várias vezes. Ele sempre força por nós.
Meu pai era um homem simples, mas teve grandeza.
(Walcyr Carrasco. VEJA SP, 2001. Adaptado)
Leia o texto para responder à questão.
Meu pai
Sempre que vejo um canário me lembro do meu pai. Cresci cercado por gaiolas, repleto de pássaros coloridos. Eu ajudava a dar alpiste e a encher os bebedouros de água. Acompanhava as fêmeas chocando os ovos. Era fantástico ver os filhostinhos piando. Minha mãe preparava uma papa de ração, que meu pai dava com colherzinha.
Às vezes, eram tantos os cuidados que eu sentia ciúme. E se gostasse mais dos canários que de mim?
Meu pai não foi dado a atenção de carinho. Talvez porque tenha sido criado num meio em que o homem não expressava os sentimentos. Talvez porque nunca recebi muito carinho do próprio pai. Saiu de casa aos 13 anos e foi morar com um irmão.
Queria ter continuado os estudos, mas, casado e com filhos, não poderia seguir adiante.
Era ferroviário, telegrafista, uma profissão mal remunerada; porém a pobreza, em minha infância no interior, foi mais digna que a de hoje em dia.
A duras penas, consegui batalhar por um projeto de vida para os filhos. Seu maior compromisso era nos fazer estudar. Todos os esforços da família eram orientados para nossa educação. Até a fuga dos canários causaria menos dor a meu pai que ver um filho repetir de ano.
Aos 13 anos, já anunciei meu desejo de ser escritor e ganhei dele minha máquina de escrever: era um modelo primeiro simples, comprado em prestações a perder de vista. Nunca esquecereii a sensação de sentir o cheiro de tinta e a letra surgindo no papel!
Ao longo da vida, tive a chance de sentir seu apoio várias vezes. Ele sempre força por nós.
Meu pai era um homem simples, mas teve grandeza.
(Walcyr Carrasco. VEJA SP, 2001. Adaptado)
Considere os trechos do texto:
• Eu ajudava a dar alpiste e a encher os bebedouros...
• Acompanhava as fêmeas chocando os ovos.
As formas verbais destacadas indicam ações que
Ter chorado mais
Ter visto o Sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer
Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria
E a dor que traz no coração
[...]
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o Sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor
[...]
Disponível em: <https://www.letras.mus.br/titas/48968/>. Acesso em: 31 jan. 2023.
Analise as afirmativas que seguem, considerando as marcas linguísticas e, em especial, o modo de organização do discurso que caracterizam a letra da canção.
I. Na letra da canção, o verbo “ter” se combina com o particípio de verbos principais para constituírem novos tempos verbais, chamados compostos.
II. As combinações em que aparecem o verbo “ter” exprimem que a ação verbal está concluída. São tempos compostos, que, unidos aos simples, indicam conjugações da voz ativa.
III. As aplicações das formas verbais em destaque na letra da canção configuram exemplos de verbo auxiliar modal, cuja combinação com o infinitivo do verbo principal tem a função de determinar o modo como se realiza ou se deixa de realizar a ação verbal.
Verifica-se que está/ão correta/s
“A própria ciência ainda sabe muito pouco sobre o funcionamento do cérebro”.
No Microscópio

Por Cláudia Laitano
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/claudia-laitano/noticia/2023/08/no-microscopiocll08szt9000e015tl6v5su0m.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
I. O espaço pontilhado deve ser preenchido com “ss”.
II. A palavra é um verbo e sinônima de “propaga-se”.
III. Sem seu complemento, o verbo não tem sentido completo.
Quais estão corretas?
Arte Longa, Vida Breve

Por Cláudia Laitano
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/claudia-laitano/noticia/2023/06/arte-longa-vida-breveclj20eyoj004r0151yd34rba7.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
“Quando as luzes se apagaram e o céu se abriu sobre a plateia”.
“E todo o tempo, para que não persistissem dúvidas, quanto à realidade oculta pela lengalenga especiosa de Goldstein, por trás de sua cabeça, na teletela, infindas colunas do exército eurasiano – fileiras após fileiras de homens sólidos com rostos asiáticos, sem expressão, que até a superfície da placa e sumiam, para ser seguidos por outros exatamente idênticos. O ritmo cavo e monótono das botas dos soldados uma cortina sonora para os balidos de Goldstein.”
George Orwell. 1984. SP, Cia Ed. Nacional, 2004, p. 15
Assinale a alternativa cujas formas verbais completam, respectivamente, as lacunas do texto, compondo a concordância dos elementos nos períodos.