Questões de Concurso
Sobre morfologia - verbos em português
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Para que a frase abaixo, esteja correta, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, por:
I. João correu para alcançar o ônibus.
II. Maria corre todos os dias no parque.
III. Os pássaros correm atrás das migalhas de pão.
Em narrativas que descrevem cenários ou hábitos passados, o uso do pretérito imperfeito do indicativo é apropriado para expressar a continuidade ou regularidade das ações, como em "Ele caminhava pela praia todas as manhãs".
Na língua portuguesa, a flexão verbal é simples e se limita a três tempos verbais principais: passado, presente e futuro, sem variações significativas de modos ou aspectos. A conjugação dos verbos segue um padrão único, o que torna a aprendizagem da morfologia verbal direta e sem complexidades adicionais.

I. O trecho “A Philip Morris é patrocinadora da feira” está na voz ativa.
II. Na frase “As empresas encontraram a brecha na lei”, o verbo “encontraram” está no futuro do presente do modo indicativo.
III. Na frase “A logo da Philip Morris aparece no site da Parada do Orgulho”, a palavra “logo” é um advérbio.
Quais estão corretas?


Com base na estrutura linguística do texto e em sua tipologia, julgue o item a seguir.
O sentido da forma verbal “evidenciam” (linha 12) no
texto é colocam em evidência, destacam.

Com base na estrutura linguística do texto e em sua tipologia, julgue o item a seguir.
A forma verbal “ocorreram” (linha 4) poderia ser
substituída no texto, mantendo‑se seu sentido original
e sua correção gramatical, por houve.
TEXTO 1
"Eu e casca de bala".
Se você usa muito o TikTok, é bem provável que tenha se deparado com essa expressão nas últimas semanas.
O artista de São João do Rio do Peixe (PB) explica: "Casca de Bala é aquele amigo que tá ali para tudo que vier".
Mas esse significado é novo. Rafael Gustavo Rigolon, professor de Ensino de Ciências na Universidade Federal de Viçosa (UFV), explica a Splash que essa definição ganhou força após o sucesso da música.
Originalmente, a bala era a bala a bala que sai da arma mesmo. Já a casca, era a cápsula. "Em grande parte da literatura de algumas décadas atrás, o termo 'casca de bala' aparece apenas com o sentido de 'cápsula, cilindro que contém o projétil da arma de fogo'.
Originalmente, então, a bala em questão não é a guloseima e a casca não é a embalagem", explica Rigolon.
Assistindo ao clipe da música, ainda há outra interpretação: a de que o apelido do amigo é Casca de Bala. "Provavelmente, 'Casca de Bala' foi um termo que, no início, estaria associado a passar uma imagem de medo. Parece-me que o intuito de 'Casca de Bala', no 'hit' atual, era para ser um nome engraçado, já que o parceiro representado no clipe também pretende ser. Se 'Casca de Bala' causa medo; no clipe, a ironia caiu bem".
O termo foi ressignificado de forma bastante positiva e hoje você
pode chamar seu amigão, parceiro e companheiro inseparável, de
'casca de bala', mesmo ele sendo um docinho.
(Fonte: https://chc.org.br/artigo/marte-aqui-vamos-nos/)
Quais são os modos verbais dos verbos em destaque no trecho acima, na ordem em que aparecem?
“Na moda entre crianças, o uso de cremes de pele indicados para adultos pode deixá-las com problemas dermatológicos, alerta a Associação Britânica de Dermatologistas.”
(Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cmmgld5365zo)
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.
As mãos
O mundo é mais fácil com ternura
Carlos Starling | 23/01/2024
Hoje ganhei de uma paciente um creme para as mãos. Junto havia um bilhetinho de agradecimento pelo sucesso obtido através de tratamento de uma situação complexa contra a qual lutava há mais de quatro anos.
O bilhete escrito em papel minúsculo e o simbolismo do creme para as mãos foram emocionantes.
Comecemos pela escrita com caneta esferográfica azul em espaço reduzido. Palavras de carinho com letras miúdas expressam gratidão do fundo da alma. Coisa de alguém que sofreu e não perdeu a esperança. Amor atomizado.
O creme é a expressão máxima de ternura para com as mãos ressecadas pelo álcool, que lhe deram alívio. Simboliza o fim da aspereza com que a vida lhe tratará até o controle de sua tormenta infecciosa. Felicidade compartilhava comigo. O meu ‘eu médico’, com 42 anos de trabalho, se sentiu acolhido e realizado.
O cuidado dela com as minhas mãos expressava a consciência máxima do respeito ao profissional que a atendera.
Ao longo de todos esses anos, já recebi presentes e carinho de inúmeros pacientes.
Durante o internato rural, em Jequitaí, Norte de Minas, um pescador, percebendo a minha total inabilidade para aquela atividade beira-rio, me presenteou com um belíssimo dourado. Mais tarde, celebrando o “meu” feito e contando estória de pescador, tomamos uma no bar da esquina. Ele confirmou a minha versão dos fatos.
Dias depois, fiz o parto de sua mulher. Nasceu uma linda menina, que hoje já deve ser mãe, e ele avô! Milagre dos peixes?! Claro que sim!
Vida que flui com carinho, como as águas do Jequitaí para o São Francisco e deste para o mar.
Outro presente inesquecível foi um cordeiro inteiro deixado dentro de uma megacaixa de isopor na portaria do hospital. O meu susto e do porteiro ao abrirmos a caixa foi enorme. Pensamos se tratar de um corpo. Era um corpo. Corpo de cordeiro, que pelo tamanho não havia geladeira que coubesse. Fui socorrido pelo superchefe Ivo Faria, que transformou o problema em prazerosa solução.
Na madrugada do meu dia de São Sebastião, ganhei um presente às avessas. A fiação do prédio onde fica o nosso centro de pesquisas foi furtada. Furto frequente em BH, que compromete a vida de muita gente.
No nosso caso, comprometeu um estoque de vacinas contra Covid-19, que estamos pesquisando em parceria com o CT-Vacinas da UFMG. Consequência grave, que atrasa todo esforço para nos tornarmos independentes na produção de vacinas. Ainda deve estar fresco na memória de todos o sufoco que passamos há cerca de três anos, quando os países produtores de vacinas reservaram os seus estoques para as suas próprias populações.
A pandemia de Covid-19 nos deu a oportunidade de enxergar um outro conceito de segurança nacional. Muito além de armas para proteger nossas fronteiras e território, precisamos de gente capacitada para fazer ciência e desenvolver insumos que protejam nossa população. [...]
As mãos que furtam fios nas madrugadas de BH certamente são estômagos vazios de uma complexa rede criminosa promovida pela desigualdade social. Coisa que só nossas mãos podem resolver.
Presentes às avessas também me emocionam. Flechas de São Sebastião.
STARLING, Carlos. As mãos. Estado de Minas, 23 de janeiro de 2024. Colunistas. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/carlosstarling/2023/12/6668841-tretas-da-vida.html. Acesso em: 23 jan. 2024. Adaptado.
Agarrados à tela
Por Leandra Souza e Renata Buono

(Disponível em: piaui.folha.uol.com.br/igualdades-redes-sociais-vicio-celular/ – texto adaptado especialmente
para esta prova).
— Não é uma gracinha?
Eu tinha vontade de morder a tal senhora.