Questões de Concurso
Sobre morfologia - verbos em português
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As questões de 01 a 10 dizem respeito ao texto. Leia-o atentamente antes de respondê-las.

I- Não há denotação clara no texto;
II- O texto aborda como o corpo lida com o medo;
III- Com expressões imperativas, o texto é, predominantemente, injuntivo;
IV- Os tempos verbais mistos alteram a formalidade e a constituição linguística.
Dos itens acima:
Relacione classe de palavras (Coluna 1) com palavras do texto (Coluna 2).
Coluna 1
(1) Substantivo.
(2) Adjetivo.
(3) Verbo.
(4) Pronome.
Coluna 2
( ) ‘Italianos’ (linha 13).
( ) ‘Onda’ (linha 29).
( ) ‘Presentear’ (linha 03).
( ) ‘Seus’ (linha 04)
( ) ‘Trabalhadores’ (linha 25).
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses?
A questão diz respeito ao texto. Leia-o atentamente antes de respondê-la.

I- É conjugado por ‘cientistas espanhóis’; II- Está no tempo Pretérito Imperfeito; III- A desinência número-pessoa é a 3ª do plural; IV- ‘Pretend’ é a raiz verbal, tornando-o um verbo regular.
Dos itens acima:
“(…) o Lobisomem, depois de estraçalhar dois ou três em defesa própria, é morto a tiros pelo próprio pai na penúltima cena.”
Se passássemos a construção acima para a voz ativa, a alternativa correta seria:
Conexão
Por Tulio Milman

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/tulio-milman/noticia/2024/10/conexaocm2md3q1y008y012dwg0qnzn7.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Uma breve história da expectativa de vida
(Disponível em: uper.abril.com.br/coluna/. Acesso em: 10/07/2024. Adaptado.)
I. O 'os' de 'os de grande impacto' refere-se exclusivamente aos 'ciclones'.
II. O sujeito do verbo 'atingir' é 'ventos'.
III. O núcleo do sujeito do verbo 'costumar' é 'os'.
IV. 'Na imprensa' é adjunto adverbial.
Estão corretas:
Leia o texto a seguir para responder a questão.
Seu Afredo
Seu Afredo (ele sempre subtraía o “l” do nome, ao se apresentar com uma ligeira curvatura: “Afredo Paiva, um seu criado...”) tornou-se inesquecível à minha infância porque tratava-se muito mais de um linguista que de um encerador. Como encerador, não ia muito lá das pernas. Lembro-me que, sempre depois de seu trabalho, minha mãe ficava passeando pela sala com uma flanelinha debaixo de cada pé, para melhorar o lustro. Mas, como linguista, cultor do vernáculo e aplicador de sutilezas gramaticais, seu Afredo estava sozinho.
Tratava-se de um mulato quarentão, ultrarrespeitador, mas em quem a preocupação linguística perturbava às vezes a colocação pronominal. Um dia, numa fila de ônibus, minha mãe ficou ligeiramente ressabiada quando seu Afredo, casualmente de passagem, parou junto a ela e perguntou-lhe à queima-roupa, na segunda do singular:
– Onde vais assim tão elegante?
Nós lhe dávamos uma bruta corda. Ele falava horas a fio, no ritmo do trabalho, fazendo os mais deliciosos pedantismos que já me foi dado ouvir. Uma vez, minha mãe, em meio à lide caseira, queixou-se do fatigante ramerrão do trabalho doméstico. Seu Afredo virou-se para ela e disse:
– Dona Lídia, o que a senhora precisa fazer é ir a um médico e tomar a sua quilometragem. Diz que é muito bão.
De outra feita, minha tia Graziela, recémchegada de fora, cantarolava ao piano enquanto seu Afredo, acocorado perto dela, esfregava cera no soalho. Seu Afredo nunca tinha visto minha tia mais gorda. Pois bem: chegou-se a ela e perguntou-lhe:
– Cantas?
Minha tia, meio surpresa, respondeu com um riso amarelo:
– É, canto às vezes, de brincadeira…
Mas, um tanto formalizada, foi queixar-se a minha mãe, que lhe explicou o temperamento do nosso encerador:
– Não, ele é assim mesmo. Isso não é falta de respeito, não. É excesso de... gramática.
Conta ela que seu Afredo, mal viu minha tia sair, chegou-se a ela com ar disfarçado e falou:
– Olhe aqui, dona Lídia, não leve a mal, mas essa menina, sua irmã, se ela pensa que pode cantar no rádio com essa voz, tá redondamente enganada. Nem em programa de calouro!
E, a seguir, ponderou:
– Agora, piano é diferente. Pianista ela é! E acrescentou:
– Eximinista pianista!
MORAES, V. Seu Afredo. In: Para uma menina com uma flor. São Paulo: Companhia das Letras, 2009, p. 65-66.




