Não se aprende por exercícios, mas por práticas
significativas.
Essa afirmação fica quase óbvia se pensarmos em
como uma criança aprende a falar com os adultos
com quem convive e com seus colegas de brinquedo e interação em geral. O domínio de uma língua é o resultado de práticas efetivas, significativas,
contextualizadas.
A escola poderia aprender muito com os procedimentos
“pedagógicos” de mães, babás e crianças. Duvido que
alguém tenha visto ou ouvido falar de uma mãe que dá
exercícios do tipo completar frases, dar listas de diminutivos, decorar conjugações verbais, construir afirmativas,
negativas, interrogativas, etc. Crianças de alguns anos
de idade utilizam-se, no entanto, de todas essas formas.
Perguntam, afirmam, exclamam, negam sempre que
lhes parecer relevante ou tiverem oportunidade. Como
aprenderam? Ouvindo, dizendo e sendo corrigidas
quando utilizam formas que os adultos não aceitam.
Sendo corrigidas: isso é importante. No processo de
aquisição fora da escola existe correção. Mas não existe
reprovação, humilhação, castigo, exercícios, etc.
POSSENTI, Sírio. Sobre o ensino de português na escola. In: GERALDI,
João Wanderley (Org.). O texto em sala de aula. São Paulo: Ática, 2011,
p. 31.
Com base no Texto 2 e na variedade padrão da língua escrita, assinale a alternativa correta em relação aos verbos presentes na sentença “Ouvindo, dizendo e sendo corrigidas quando utilizam formas que os adultos não aceitam.”
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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