Questões de Concurso Sobre morfologia - verbos em português

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Q4106341 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

RS tem 'alto risco' para doenças respiratórias por baixa adesão à vacina da gripe, aponta Fiocruz

        O Rio Grande do Sul entrou em nível de alto risco para casos de Síndrome Respiratoria Aguda Grave (SRAG). A classificação foi divulgada em um novo boletim da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no dia 28 de maio.

        O aumento de internações e a baíxa adesão à vacina contra a gripe causam o cenário de alerta no estado. A campanha de vacinação contra a influenza terminou no último final de semana, mas apenas 42%" do público-alvo recebeu a dose.

        A adesão é considerada baixa pela Secretaria Estadual de Saúde (SES). Menos da metade dos idosos e das gestantes procurou os postos. Entre as crianças, apenas uma em cada quatro foi imunizada.

        O Rio Grande do Suljá registrou mais de 4,g mil internações por síndrome respiratória em 2026. A doença causou 322 mortes no estado. Segundo especialistas, a queda nas temperaturas aumenta a circulação e apenas a vacina previne sintomas severos e internações em UTIs.

        Em Capão Bonito do Sul, na Região Norte, um surto de gripe infectou 50 alunos e provocou o cancelamento das aulas por dois dias.

        Em Santo Ângelo, nas Missões, o uso de máscara voltou a ser obrigatório em unidades de saúde. Em passo Fundo, no Norte, a imunização foi ampliada para o público em geral. Já Santa Maria, na Região Central, abriu três novos pontos de vacinação para este fim de semana. 

        A aplicação das doses continua nos postos de saúde enquanto houver estoque, mesmo com o fim oÍicial da campanha. Para receber a vacina, e necessário apresentar documento de identificação e, se possível, a carteira de vacinação.

Fonte: https://g 1 .globo.com/rslrio grande do_ sul/nolicia/2026/05/29/rs-lem-alto-risco-para-doencas- respiratoriaspor-baixa-adesao-a-vacina-da-gripe-aponta-fiocruz.ghtml (adaptado)
Observe as duas construções retiradas do texto: apenas 42% do público-alvo recebeu a dose e Menos da metade dos idosos e das gestantes procurou os postos. Sobre a flexão dos verbos sublinhados à luz da norma-padrão culta, assinale a afirmação CORRETA.
Alternativas
Q4105941 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Aviso de Operação Especial de Trânsito — Zona de Proteção Viária


A Coordenação de Operações Viárias comunica a instituição, em caráter permanente, de Zona de Proteção Viária nas imediações de estabelecimentos de ensino situados em corredores de tráfego intenso. Nessas áreas, os agentes de trânsito atuarão com poder de autuação, orientação e ordenamento do fluxo, podendo suspender o uso de faixas de rolamento e determinar desvios de rota sempre que o quadro operacional assim indicar. A eficácia da medida depende da convergência entre a atuação dos agentes e o comportamento dos usuários da via. O descumprimento das determinações emitidas no exercício regular da função sujeita o infrator às sanções do ordenamento vigente, sem prejuízo das medidas administrativas cabíveis.
No trecho "podendo suspender o uso de faixas de rolamento e determinar desvios de rota sempre que o quadro operacional assim indicar", a forma verbal "indicar" integra uma estrutura subordinada. A classificação morfossintática que descreve a natureza dessa forma verbal e sua relação com a oração principal é:
Alternativas
Q4105875 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.


texto.jpg (336×324)

No que se refere aos aspectos morfossintáticos e semânticos estabelecidos na tirinha, analise as partes que seguem:
(1ª parte): A estrutura Lembre-se disso ao ouvir o canto das cigarras! expressa uma relação de temporalidade, de modo que sua perfeíta substtuição por uma oração desenvolvida exige o emprego da conjunção conquanto.
(2ª parte): O vocábulo poucos, no segundo quadrinho, classifica-se como um pronome indefínido adjetivo, cuja função sintátíca e determinar o advérbio de tempo dias.
(3ª parte): O acento circunflexo no termo têm, no segundo quadrinho, é de natureza diferencial, justificando-se pela concordância com o sujeito plural.
Pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q4105451 Português
Aponte a alternativa, onde temos a indicação de tempo futuro. 
Alternativas
Q4105178 Português

Imagem associada para resolução da questão


CAZO. Dia mundial da água. Disponível em <https://blogdoaftm.com.br/charge-22-de-maio/>


Na expressão “vamos ter que mudar", utilizada na charge acima, mantendo o mesmo sentido, a parte destacada pode ser substituída corretamente por:

Alternativas
Q4105175 Português
Assinale a alternativa cuja forma verbal destacada está sendo empregada corretamente quanto às normas oficiais de concordância.
Alternativas
Q4104957 Português
Marque a alternativa, onde temos uma frase optativa. 
Alternativas
Q4104956 Português
Sinalize a alternativa, onde temos a indicação de tempo passado. 
Alternativas
Q4104644 Português

Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.



Procurar o quê*


   O que a gente procura muito e sempre não é isto nem aquilo. É outra coisa.

   

 Se me perguntam que coisa é essa, não respondo, porque não é da conta de ninguém o que estou procurando.   


   Mesmo que quisesse responder, eu não podia. Não sei o que procuro. Deve ser por isso mesmo que procuro.


   Me chamam de bobo porque vivo olhando aqui e ali, nos ninhos, nos caramujos, nas panelas, nas folhas de bananeira, nas do muro, nos espaços vazios.


   Até agora não encontrei nada. Ou encontrei coisas que não eram a coisa procurada sem saber, e desejava.


   Meu irmão diz que não tenho mesmo jeito, porque não sinto o prazer dos outros na água do açude, na comida, na manga, e no inventar um prazer que ninguém sentiu ainda.


   Ele tem experiência de mato e de cidade, sabe explorar os mundos, as horas. Eu tropeço no possível e não desisto de fazer a descoberta do que tem dentro da casa do impossível.


   Um dia descubro. Vai ser fácil, existente, de pegar na mão e sentir. Não sei o que é. Não imagino forma, cor, tamanho. Nesse dia vou rir de todos.


   Ou não. A coisa que me espera, não poderei mostrar a ninguém. Há de ser invisível para todo mundo, menos para mim, que de tanto procurar fiquei com merecimento de achar e direito de esconder.



* Este poema em prosa é de Carlos Drummond de Andrade, e consta do livro Esquecer para lembrar, no qual o poeta se dedica a recordar experiências marcantes de sua infância. Rio de Janeiro: José Olympio, 1979, p. 43.

As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:
Alternativas
Q4104641 Português

Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.



Procurar o quê*


   O que a gente procura muito e sempre não é isto nem aquilo. É outra coisa.

   

 Se me perguntam que coisa é essa, não respondo, porque não é da conta de ninguém o que estou procurando.   


   Mesmo que quisesse responder, eu não podia. Não sei o que procuro. Deve ser por isso mesmo que procuro.


   Me chamam de bobo porque vivo olhando aqui e ali, nos ninhos, nos caramujos, nas panelas, nas folhas de bananeira, nas do muro, nos espaços vazios.


   Até agora não encontrei nada. Ou encontrei coisas que não eram a coisa procurada sem saber, e desejava.


   Meu irmão diz que não tenho mesmo jeito, porque não sinto o prazer dos outros na água do açude, na comida, na manga, e no inventar um prazer que ninguém sentiu ainda.


   Ele tem experiência de mato e de cidade, sabe explorar os mundos, as horas. Eu tropeço no possível e não desisto de fazer a descoberta do que tem dentro da casa do impossível.


   Um dia descubro. Vai ser fácil, existente, de pegar na mão e sentir. Não sei o que é. Não imagino forma, cor, tamanho. Nesse dia vou rir de todos.


   Ou não. A coisa que me espera, não poderei mostrar a ninguém. Há de ser invisível para todo mundo, menos para mim, que de tanto procurar fiquei com merecimento de achar e direito de esconder.



* Este poema em prosa é de Carlos Drummond de Andrade, e consta do livro Esquecer para lembrar, no qual o poeta se dedica a recordar experiências marcantes de sua infância. Rio de Janeiro: José Olympio, 1979, p. 43.

O menino mantém sua busca em alta intensidade, não acatando as sugestões dos companheiros.


Transpondo a frase acima para a voz passiva, seus verbos assumem as seguintes formas:

Alternativas
Q4104636 Português

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.



Um inseto sentimental


    A primeira frase da crônica é quase sempre a mais difícil, mas quando as palavras aparecem no papel, a mão que segura a caneta fica mais leve e envereda para um lugar desconhecido...


    No entanto, basta surgir um inseto para mudar toda a história: o movimento da mão é interrompido pelo intruso, que voa em círculos e faz com insistência. Uma picada no pescoço ou no braço pode acabar com a alegria de escrever uma crônica, mesmo sabendo que vou reescrevê-la mais tarde. Deixo a caneta na mesa, pego ao acaso uma revista e tento afugentar o intruso. Não há mais silêncio, já me desconcentrou, apagou a ideia luminosa da crônica que nasceria.


    Apago a lâmpada: talvez ele se acalme na penumbra. O voo lento pode ser uma trégua e, pensando bem, o inseto não é tão ameaçador assim. De repente, um voo rápido em espiral, e três palmos ele se equilibra no helicóptero perfeito. Uns segundos depois, navega na horizontal e se refugia numa caixa de papelão.


    Acendo a lâmpada, me aproximo da caixa e vejo meu ex-inimigo no centro de uma fotografia antiga. Repousa no rosto de uma mulher ainda jovem, que sorri para a lente do fotógrafo. Pego com cuidado a foto, saio do quarto e o inseto some na tarde morna. Minha mãe me abraça numa manhã de 1960: nós dois alinhados no banco da praça da Matriz, aonde ela levara seu menino para ver o aviário e conversar com os pássaros. Devo essa lembrança ao inseto estranho e sentimental, que me roubou a ideia de uma crônica, mas me deu outra. Agora, quando já escurece, o pegar a caneta e escrever a primeira frase, quase sempre a mais difícil.



                                                                           (Adaptado de HATUM, Milton. Um solitário à espreita. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 11-12)

Todas as formas verbais estão corretamente flexionadas na frase:
Alternativas
Q4104626 Português

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.




Palavras de amor



    Os sentimentos funcionam como picadas de mosquito, que coçamos e recoçamos até que se tornem feridas infectadas e, às vezes, septicemias fatais. Salvo um exercício difícil de autocontrole, qualquer picada pode adquirir uma relevância desmedida. A gente tende a se coçar muito além da conta porque descobre nisso um prazer autônomo.


    Por isso mesmo, em geral, não confio nos sentimentos: nem nos meus, nem nos dos outros. Não é que suponho que os humanos mintam quando amam, odeiem, ou se desesperam: nada disso. Apenas verifico que os sentimentos podem ser condições autodiluídas, transtornos ou desvios produzidos pelos próprios indivíduos, que os não procuram sanar para se coçar (como diz o ditado), no mínimo adorar coçar as sarnas que têm.


    Tomemos o exemplo do amor. Eu encontro, conheço ou vislumbro de longe uma pessoa que preenche algumas condições básicas para que goste dela. Sussurrando entre quatro paredes ou gritando em praça pública, anotando no meu diário ou escrevendo para grandes editoras, passo a encher o ar ou as páginas com as descrições da beleza inigualável da pessoa adorada e com declarações hiperbólicas do meu sentimento.


    Claro, minha prosa ou minha poesia poderão, quem sabe, conquistar o meu objeto de amor, mas esse é um efeito colateral. O efeito mais importante de minhas palavras de amor não é tanto o de seduzir o objeto de meus sonhos, mas o de eu me apaixonar cada vez mais. Pois a intensidade do meu amor será diretamente proporcional à insistência e à virulência das minhas declarações.


    Em linguística chamamos performativas aquelas expressões que, ao serem proferidas, constituem o fato do qual elas falam. Exemplo clássico: um chefe de Estado dizendo “Declaro a guerra”: essa frase é a própria declaração de guerra. Algo semelhante ocorre com o amor: a gente aprende a amar e a declarar o amor pelas palavras dos escritores, e o amor se torna relevante em nossa vida à força de ser idealizado pela literatura. Sim, os tempos mudam, e talvez se afirme hoje, aos poucos, uma retórica nova, menos sentimental, capaz de dar valor literário a uma vida sem amores e paixões.



(Adaptado de CALLIGARIS, Contardo. Aproveitar a vida e suas dores. São Paulo: Planeta do Brasil, 2025, p. 155-157)

A forma verbal no plural é rigorosamente justificável em:
Alternativas
Q4104325 Português

Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.



Procurar o quê*



    O que a gente procura muito e sempre não é isto nem aquilo. É outra coisa.


    Se me perguntam que coisa é essa, não respondo, porque não é da conta de ninguém o que estou procurando.


    Mesmo que quisesse responder, eu não podia. Não sei o que procuro. Deve ser por isso mesmo que procuro.


    Me chamam de bobo porque vivo olhando aqui e ali, nos ninhos, nos caramujos, nas panelas, nas folhas de bananeira, nas do muro, nos espaços vazios.


    Até agora não encontrei nada. Ou encontrei coisas que não eram a coisa procurada sem saber, e desejava.


    Meu irmão diz que não tenho mesmo jeito, porque não sinto o prazer dos outros na água do açude, na comida, na manga, e no inventar um prazer que ninguém sentiu ainda.


    Ele tem experiência de mato e de cidade, sabe explorar os mundos, as horas. Eu tropeço no possível e não desisto de fazer a descoberta do que tem dentro da casa do impossível.


    Um dia descubro. Vai ser fácil, existente, de pegar na mão e sentir. Não sei o que é. Não imagino forma, cor, tamanho. Nesse dia vou rir de todos.


    Ou não. A coisa que me espera, não poderei mostrar a ninguém. Há de ser invisível para todo mundo, menos para mim, que de tanto procurar fiquei com merecimento de achar e direito de esconder.


* Este poema em prosa é de Carlos Drummond de Andrade, e consta do livro Esquecer para lembrar, no qual o poeta se dedica a recordar experiências marcantes de sua infância. Rio de Janeiro: José Olympio, 1979, p. 43.

O menino mantém sua busca em alta intensidade, não acatando as sugestões dos companheiros.


Transpondo a frase acima para a voz passiva, seus verbos assumem as seguintes formas:

Alternativas
Q4104323 Português

Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.



Procurar o quê*



    O que a gente procura muito e sempre não é isto nem aquilo. É outra coisa.


    Se me perguntam que coisa é essa, não respondo, porque não é da conta de ninguém o que estou procurando.


    Mesmo que quisesse responder, eu não podia. Não sei o que procuro. Deve ser por isso mesmo que procuro.


    Me chamam de bobo porque vivo olhando aqui e ali, nos ninhos, nos caramujos, nas panelas, nas folhas de bananeira, nas do muro, nos espaços vazios.


    Até agora não encontrei nada. Ou encontrei coisas que não eram a coisa procurada sem saber, e desejava.


    Meu irmão diz que não tenho mesmo jeito, porque não sinto o prazer dos outros na água do açude, na comida, na manga, e no inventar um prazer que ninguém sentiu ainda.


    Ele tem experiência de mato e de cidade, sabe explorar os mundos, as horas. Eu tropeço no possível e não desisto de fazer a descoberta do que tem dentro da casa do impossível.


    Um dia descubro. Vai ser fácil, existente, de pegar na mão e sentir. Não sei o que é. Não imagino forma, cor, tamanho. Nesse dia vou rir de todos.


    Ou não. A coisa que me espera, não poderei mostrar a ninguém. Há de ser invisível para todo mundo, menos para mim, que de tanto procurar fiquei com merecimento de achar e direito de esconder.


* Este poema em prosa é de Carlos Drummond de Andrade, e consta do livro Esquecer para lembrar, no qual o poeta se dedica a recordar experiências marcantes de sua infância. Rio de Janeiro: José Olympio, 1979, p. 43.

As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:
Alternativas
Q4104319 Português

Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.



Um inseto sentimental



    A primeira frase da crônica é quase sempre a mais difícil, mas quando as palavras aparecem no papel, a mão que segura a caneta fica mais leve e envereda para um lugar desconhecido...


    No entanto, basta surgir um inseto para mudar toda a história: o movimento da mão é interrompido pelo intruso, que voa em círculos e faz com insistência. Uma picada no pescoço ou no braço pode acabar com a alegria de escrever uma crônica, mesmo sabendo que vou reescrevê-la mais tarde. Deixo a caneta na mesa, pego ao acaso uma revista e tento afugentar o intruso. Não há mais silêncio, já me desconcentrou, apagou a ideia luminosa da crônica que nasceria.


    Apago a lâmpada: talvez ele se acalme na penumbra. O voo lento pode ser uma trégua e, pensando bem, o inseto não é tão ameaçador assim. De repente, um voo rápido em espiral, e três palmos ele se equilibra no helicóptero perfeito. Uns segundos depois, navega na horizontal e se refugia numa caixa de papelão.


    Acendo a lâmpada, me aproximo da caixa e vejo meu ex-inimigo no centro de uma fotografia antiga. Repousa no rosto de uma mulher ainda jovem, que sorri para a lente do fotógrafo. Pego com cuidado a foto, saio do quarto e o inseto some na tarde morna. Minha mãe me abraça numa manhã de 1960: nós dois alinhados no banco da praça da Matriz, aonde ela levara seu menino para ver o aviário e conversar com os pássaros. Devo essa lembrança ao inseto estranho e sentimental, que me roubou a ideia de uma crônica, mas me deu outra. Agora, quando já escurece, o pegar a caneta e escrever a primeira frase, quase sempre a mais difícil.


                                                                           (Adaptado de HATUM, Milton. Um solitário à espreita. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p.11-12).

Todas as formas verbais estão corretamente flexionadas na frase:
Alternativas
Q4104317 Português

Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.



Um inseto sentimental



    A primeira frase da crônica é quase sempre a mais difícil, mas quando as palavras aparecem no papel, a mão que segura a caneta fica mais leve e envereda para um lugar desconhecido...


    No entanto, basta surgir um inseto para mudar toda a história: o movimento da mão é interrompido pelo intruso, que voa em círculos e faz com insistência. Uma picada no pescoço ou no braço pode acabar com a alegria de escrever uma crônica, mesmo sabendo que vou reescrevê-la mais tarde. Deixo a caneta na mesa, pego ao acaso uma revista e tento afugentar o intruso. Não há mais silêncio, já me desconcentrou, apagou a ideia luminosa da crônica que nasceria.


    Apago a lâmpada: talvez ele se acalme na penumbra. O voo lento pode ser uma trégua e, pensando bem, o inseto não é tão ameaçador assim. De repente, um voo rápido em espiral, e três palmos ele se equilibra no helicóptero perfeito. Uns segundos depois, navega na horizontal e se refugia numa caixa de papelão.


    Acendo a lâmpada, me aproximo da caixa e vejo meu ex-inimigo no centro de uma fotografia antiga. Repousa no rosto de uma mulher ainda jovem, que sorri para a lente do fotógrafo. Pego com cuidado a foto, saio do quarto e o inseto some na tarde morna. Minha mãe me abraça numa manhã de 1960: nós dois alinhados no banco da praça da Matriz, aonde ela levara seu menino para ver o aviário e conversar com os pássaros. Devo essa lembrança ao inseto estranho e sentimental, que me roubou a ideia de uma crônica, mas me deu outra. Agora, quando já escurece, o pegar a caneta e escrever a primeira frase, quase sempre a mais difícil.


                                                                           (Adaptado de HATUM, Milton. Um solitário à espreita. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p.11-12).

É plenamente adequada a correlação entre os tempos e modos verbais na frase
Alternativas
Q4104310 Português

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.



Palavras de amor


    Os sentimentos funcionam como picadas de mosquito, que coçamos e recoçamos até que se tornem feridas infectadas e, às vezes, septicemias fatais. Salvo um exercício difícil de autocontrole, qualquer picada pode adquirir uma relevância desmedida. A gente tende a se coçar muito além da conta porque descobre nisso um prazer autônomo.


    Por isso mesmo, em geral, não confio nos sentimentos: nem nos meus, nem nos dos outros. Não é que suponho que os humanos mintam quando amam, odeiem, ou se desesperam: nada disso. Apenas verifico que os sentimentos podem ser condições autodiluídas, transtornos ou desvios produzidos pelos próprios indivíduos, que os não procuram sanar para se coçar (como diz o ditado), no mínimo adorar coçar as sarnas que têm.


    Tomemos o exemplo do amor. Eu encontro, conheço ou vislumbro de longe uma pessoa que preenche algumas condições básicas para que goste dela. Sussurrando entre quatro paredes ou gritando em praça pública, anotando no meu diário ou escrevendo para grandes editoras, passo a encher o ar ou as páginas com as descrições da beleza inigualável da pessoa adorada e com declarações hiperbólicas do meu sentimento.


    Claro, minha prosa ou minha poesia poderão, quem sabe, conquistar o meu objeto de amor, mas esse é um efeito colateral. O efeito mais importante de minhas palavras de amor não é tanto o de seduzir o objeto de meus sonhos, mas o de eu me apaixonar cada vez mais. Pois a intensidade do meu amor será diretamente proporcional à insistência e à virulência das minhas declarações.


    Em linguística chamamos performativas aquelas expressões que, ao serem proferidas, constituem o fato do qual elas falam. Exemplo clássico: um chefe de Estado dizendo “Declaro a guerra”: essa frase é a própria declaração de guerra. Algo semelhante ocorre com o amor: a gente aprende a amar e a declarar o amor pelas palavras dos escritores, e o amor se torna relevante em nossa vida à força de ser idealizado pela literatura. Sim, os tempos mudam, e talvez se afirme hoje, aos poucos, uma retórica nova, menos sentimental, capaz de dar valor literário a uma vida sem amores e paixões.


(Adaptado de CALLIGARIS, Contardo. Aproveitar a vida e suas dores. São Paulo: Planeta do Brasil, 2025, p. 155-157)

A forma verbal no plural é rigorosamente justificável em:
Alternativas
Q4103080 Português
TEXTO 2



Eu, o Poema Hoje — que hoje? Que o hoje,
só seu, não é o mesmo que o meu. Eu, o poema, não vibro
no ar, se ninguém me leu.
Não deixa que o livro te engane:
foi corpo o que me aconteceu,
e se hoje eu, cantando, sou canto,
seu corpo é que me reviveu:
por este ectoplasma estranho
de som, de inscrição, de sonho,
seu corpo bate no meu.
Hoje, quem diz o poema
não sei se sou eu ou eu.


MOSTAZO, João. Eu, o poema. In: MOSTAZO, João. Coisa de
mamíferos. São Paulo: Editora 34, 2023.
Abaixo estão alguns trechos de Machado de Assis adaptados. Em relação à concordância verbal, assinale a alternativa em que o verbo está empregado de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Q4102970 Português
“A administração pública municipal depende diretamente da atuação dos servidores públicos para garantir a efetividade das políticas públicas e a continuidade dos serviços essenciais oferecidos à população.

O servidor público municipal exerce funções estratégicas relacionadas à saúde, educação, assistência social, infraestrutura arrecadação tributária e planejamento urbano. Sua atuação está vinculada aos princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, previstos no artigo 37 da Constituição Federal.

Além da execução técnica das atividades administrativas, o servidor público desempenha papel fundamental na promoção da cidadania e na redução das desigualdades sociais, assegurando o acesso da população aos direitos básicos garantidos pelo Estado. Em municípios de pequeno e médio porte, a qualidade do serviço público influencia diretamente os indicadores sociais e o desenvolvimento local, tornando indispensável a valorização, a capacitação contínua e o compromisso ético dos profissionais que compõem a administração pública.” CONFEDERAÇÃO NACIONAL DE MUNICÍPIOS. A importância do serviço público municipal. Brasília, DF: CNM, 2023. Disponível em: CNM. Acesso em: 18 de maio 2026.
Na frase “O servidor público desempenha papel fundamental”, a palavra “desempenha” expressa: 
Alternativas
Q4102670 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Analise o período proferido pelo robô:



Este é o emprego mais Iegal que já roubei!



Considerando a estrutura morfossintática do período, os aspectos relacionados à voz verbal e as relações entre fonemas e grafemas presentes nas palavras do enunciado, assinale a alternativa CORRETA. 

Alternativas
Respostas
241: C
242: A
243: A
244: C
245: E
246: B
247: B
248: A
249: A
250: B
251: D
252: B
253: E
254: D
255: B
256: B
257: E
258: C
259: B
260: C