Questões de Concurso
Comentadas sobre morfologia - verbos em português
Foram encontradas 11.236 questões
O oceano está ficando mais escuro?
Segundo uma pesquisa, as causas do escurecimento dos oceanos vão desde mudanças na dinâmica dos florescimentos de algas até variações na temperatura da superfície do mar.
O escurecimento é visto com frequência em regiões costeiras, onde águas ricas em nutrientes sobem à superfície e o aumento das chuvas arrasta os sedimentos e resíduos agrícolas para o mar, alimentando florescimentos de plâncton.
Episódios de chuvas intensas têm se tornado mais comuns e mais fortes em muitos locais do mundo, impulsionados pelas mudanças climáticas.
Já no oceano aberto, o escurecimento está relacionado ao aumento da temperatura da superfície do mar, o que leva ao aumento de plâncton, que bloqueia a luz.
O estudo identificou que mais de 9% do oceano — uma área similar ao tamanho da África — teve uma redução na luz de mais de cinquenta metros. Em 2,6% foi registrada uma redução de mais de cem metros.
A pesquisa também aponta que as alterações mais significativas na profundidade da zona fótica foram vistas no topo da Corrente do Golfo, assim como nas regiões Ártica e Antártida, áreas do planeta que passam por mudanças evidentes devido à mudança climática.
O escurecimento também foi generalizado em regiões costeiras e mares fechados, incluindo o Mar Báltico.
Contudo, nem todas as partes do oceano estão escurecendo, aponta o estudo. Cerca de 10% dele ficou mais claro durante o mesmo período.
De acordo com os autores da pesquisa, esse cenário misto reflete a complexidade dos sistemas oceânicos e os diversos fatores que influenciam a claridade da água.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0qg3jkk952o.adaptado.
Em relação à concordância verbal, é correto afirmar que:
O universo e suas consequências no futuro cósmico
Uma das teorias que busca desvendar o epílogo do universo tem como base justamente a continuidade do seu processo expansionista.
A teoria é que todas as estruturas e as partículas ficarão cada vez mais distantes entre si.
Em algum momento, até mesmo os gases necessários para a formação de novas estrelas estarão esparsos demais.
Essa baixa densidade dos gases, pelo distanciamento entre as partículas, impedirá a formação desses corpos celestes, responsáveis por prover luz e calor.
E, com o passar do tempo, as estrelas já formadas passarão por todas as fases de desenvolvimento até, finalmente, morrerem.
"Tudo indica que o universo ficará cada vez mais vazio, mais frio e mais distante", observa o pesquisador Raul Abramo, do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP).
"As galáxias se afastarão cada vez mais, as estrelas envelhecerão e irão morrer. Trata-se de um estado final onde o universo será essencialmente um cemitério", caracteriza ele.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgq35wx1dg7o.adaptado.
As galáxias se afastarão cada vez mais, as estrelas envelhecerão e irão morrer. Trata-se de um estado final onde o universo será essencialmente um cemitério, caracteriza ele.
Em relação à concordância verbal, é correto afirmar que
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.
Perigo da Inteligência Artificial (IA) não vem dos robôs, mas de nós
Em seu livro mais recente, "The Al Mirror" ("O espelho da IA"), a filósofa americana Shannon Vallor sustenta que o perigo oferecido pela inteligéncia artificial é muito diferente do que se costuma imaginar. O "risco existencial" para nossa espécie não viria da progressiva substituição de gente por máquinas, geradora de desemprego e, no limite, de nossa extinção. O perigo estaria em nós mesmos, em nosso enamoramento pela imagem quea IA reflete, como o de Narciso em seu lago.
Especialista em ética da tecnologia, a autora acredita que, se não abrirmos o olho, veremos "os poderes e virtudes mais vigorosos da espécie - nossa capacidade de pensamento criativo, ambição moral, imaginação política e, acima de tudo, sabedoria serem afogados no espelho da lA". Afogados porque rendidos, entregues de graça ou em troca de miçangas coloridas. Terceirizados, por narcisismo e preguiça, a algoritmos que se baseiam no que decidimos no passado para decidir em nosso nome no futuro. Decidir tudo: escolher gente para vagas de emprego, prender gente com base em reconhecimento facial, dosar fluxos de socorro humanitário para populações flageladas, resumir um grosso relatório em meia página.
Mas qual seria o problema disso tudo, ferramentas que podem ser tão úteis na solução de problemas? Segundo a autora, o risco é nada menos que a estagnação da espécie. Junto com o poder de decidir, estamos abrindo mão do domínio dos próprios meios para a tomada de decisões: escrever, fazer contas, projetar, raciocinar, escolher.
Todas as tecnologias sempre desafiaram moralmente os seres humanos, levando-os a conceber novos valores e formas de viver em sociedade. A seta sempre apontou para o futuro - até agora. "Precisamos abraçar, renovar e aprofundar esse aprendizado moral", pregaa autora, "porque a IA representa uma forte tentação de esquecé-lo, aceitando em seu lugar um reflexo pálido e estático daquilo que um dia soubemos a nosso respeito. Estamos diante de crises planetárias e civilizacionais que a humanidade nunca enfrentou antes. Você planejaria sua escalada de uma montanha perigosa e desconhecida olhando pelo espelho, para aquilo que ficou para trás?"
(Adaptado de: RODRIGUES, Sérgio. Folha de S.Paulo. 02/04/2025)
Com base no texto, julgue o item a seguir.
No título do texto, a expressão “tem prisão convertida” contém uma locução verbal formada por “tem” e “convertida”.
Assinale a alternativa em que o verbo sublinhado NÃO é impessoal, considerando o contexto em que ocorre:
(https://www.portugues.com.br/gramatica/verbosimpessoais.html)
Texto para responder a questão.

A forma correta de flexionar alguns verbos costuma trazer dúvidas. Sabendo disso, assinale abaixo a única alternativa em que a flexão do verbo em destaque está correta tanto do ponto de vista do sentido quanto da grafia recomendada pela norma culta da língua portuguesa.
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.
Os deuses da cidade
Para ver uma cidade não basta ficar de olhos abertos. É preciso primeiramente descartar tudo aquilo que impede de vê-la, todas as ideias recebidas, as imagens pré-constituídas que continuam a estorvar o campo visual e a capacidade de compreensão. Depois é preciso saber simplificar, reduzir ao essencial o enorme número de elementos que a cada segundo a cidade põe diante dos olhos de quem a observa, e ligar os fragmentos espalhados num desenho analítico e ao mesmo tempo unitário, como o diagrama de uma máquina, com o qual se possa compreender como ela funciona.
A comparação da cidade com uma máquina é, ao mesmo tempo, pertinente e desviante. Pertinente porque uma cidade vive na medida em que funciona, isso é, em que serve para se viver nela e para fazer viver. Desviante porque, diferentemente das máquinas, que são criadas com vistas a uma determinada função, as cidades são todas ou quase todas o resultado de adaptações sucessivas a funções diferentes, não previstas por sua fundação anterior (penso nas cidades italianas com sua história de séculos ou de milênios).
Mais do que com a máquina, é a comparação com o organismo vivo na evolução da espécie que pode nos dizer alguma coisa importante sobre a cidade: como, ao passar de uma era para outra, as espécies vivas adaptam seus órgãos para novas funções ou desaparecem, assim também as cidades. E não podemos esquecer que na história da evolução toda espécie carrega consigo саracterísticas que parecem de outras eras, na medida em que já não correspondem a necessidades vitais, mas que talvez um dia, em condições ambientais transformadas, serão as que salvarão a espécie da extinção. Assim a força da continuidade de uma cidade pode consistir em características e elementos que hoje parecem prescindíveis, porque esquecidos ou contraditos por seu funcionamento atual.
Os antigos representavam o espírito de uma cidade com aquele tanto de vago e aquele tanto de preciso que essa operação implica, evocando os nomes dos deuses que presidiram sua fundação: nomes que equivalem a personificações de posturas vitais do comportamento humano e que tinham de garantir a vocação profunda da cidade. Uma cidade pode passar por catástrofes e anacronismos, ver estirpes diferentes sucedendo-se em suas casas, ver suas casas mudarem cada pedra, mas deve, no momento certo, sob formas diferentes, reencontrar os próprios deuses.
(Adaptado de CALVINO, Ítalo. Assunto encerrado. Trad. Roberta Barni. São Paulo: Companhia das Letras. 2006, p. 333-336, passim)
Julgue o item que se seguem, com base na estruturação linguística do texto CG1A1 e no vocabulário nele empregado.
A oração que constitui o primeiro período do texto é construída na voz passiva.
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma verbal resultante deverá ser
“(...) não existiam, em minha casa, comentários a respeito.”
Caso o verbo em destaque fosse substituído pelo verbo “haver”, mantendo os mesmos tempo e modo verbais, a correta redação seria: