Uma das funções do uso de tempos e modos verbais em portugu...

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Q3502624 Português
       Desde que me lembro por gente, sempre gostei muito da escola. No Ensino Médio, como estudei em ETEC, precisei escolher um técnico. Das minhas opções a que mais calhava era Técnico em Saneamento. No fim do Ensino Médio, por pura pressão, acabei escolhendo Química Tecnológica na UNICAMP. Fui por impulso, orgulhosa por ‘não estar perdendo tempo’, direto do Ensino Médio pra faculdade, sem saber ao certo o que queria. Logo arrumei um emprego e estudava à noite. Foi quase um ano e meio assim. Nunca me senti apaixonada pela graduação, mas sempre colocava a culpa em trabalhar de dia, dormir pouco, morar longe... Até que resolvi largar o emprego para ver se melhorava. Mas eu estava tão confusa e exausta da vida a esse ponto, que percebi que não trabalhar mais não ajudou em nada na minha motivação, só piorou.
           Eu empurrava meus dias com a barriga e uma certeza cresceu em mim, um sentimento, de que ali não era meu lugar. Em questão de uma semana tranquei meu curso, sem ideia do que queria fazer do meu futuro. Foi uma época de rompimento total com tudo, na parte afetiva, profissional e acadêmica. Estava perdida, mas sabia que no sentido certo.
        Depois disso, fui deixando a vida me levar, entregando currículos, até que por uma coincidência, comecei como Jovem Aprendiz em um banco. Gostei da área, fui pesquisar cursos a respeito e me interessei muito por Economia. Comecei Ciências Econômicas numa faculdade pequena. A decisão não foi difícil de tomar em nenhum momento porque em algum lugar eu já sentia que a vida que eu tentei levar não era pra mim. Hoje, consegui um emprego fixo como efetiva no banco e estou muito feliz com isso. Agora sim, sinto que achei o meu lugar. Talvez não pra sempre, mas pelo menos por hora. Não me arrependo de ter feito nada na vida. Pra mim não foi perda de tempo. Consigo ver que misturei uma paixão, hobbie e a conexão com a natureza que sempre senti com a minha vocação profissional.


YARA SZLACHKA, BANCÁRIA, 20 ANOS.
Revista Ler & saber. Ano 2 – nº 28 (adaptado)

Uma das funções do uso de tempos e modos verbais em português é estabelecer a ordem cronológica das ações narradas. No texto, sabemos primeiro que Yara sempre gostou de estudar, depois que ela não sabia ao certo o que queria quando terminou o Ensino Médio, depois que ela escolheu o curso de Química Tecnológica e por fim que ela nunca se apaixonou por este curso. Sabendo disso, assinale a alternativa que corretamente representa, por meio do uso dos tempos e modos verbais, esta sequência de ações.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Comentário:

Tema central: Morfologia – Tempos e Modos Verbais na organização da cronologia narrativa. A questão exige atenção ao valor semântico dos tempos verbais para representar corretamente a ordem das ações narradas, com base na norma-padrão.

Justificativa da alternativa correta (E):

  • “sempre gostara”: Uso do pretérito mais-que-perfeito, que indica uma ação anterior a outras também passadas. Aqui, mostra que o gosto pelos estudos já existia antes dos eventos subsequentes.
  • “não sabia ao certo o que queria”: Pretérito imperfeito, destacando estados contínuos, típicos do contexto narrativo.
  • “escolheu” e “nunca se apaixonou”: Pretérito perfeito, indicando ações pontuais e concluídas em momentos específicos do passado.
O emprego articulado desses tempos garante a sequência cronológica correta, respeitando a progressão dos fatos, como ensinam Bechara e Cunha & Cintra em suas gramáticas.

Análise das alternativas incorretas:

  • A: O pretérito imperfeito (“gostava”) não marca anterioridade e “saberia” está inadequado, pois é condicional.
  • B: O uso de “apaixonara” (mais-que-perfeito) é indevido aqui; esse tempo verbal deveria indicar anterioridade, mas a ação de não se apaixonar vem depois da escolha e não antes.
  • C: Alternância incoerente de tempos: presente e passado na mesma narrativa (“sabe”, “quer”, “escolhe” x “gostou”, “apaixonou”), o que fere a unidade temporal.
  • D: O futuro do presente (“escolherá”) não cabe ao relatar eventos passados, comprometendo a coesão cronológica.

Dica de prova: Sempre acompanhe a sequência dos eventos e repare na linha do tempo dos verbos. O pretérito mais-que-perfeito é o “passado do passado”, recurso típico para narrativa cronológica.

Conclusão: A alternativa E respeita a cronologia e o valor semântico exigido para cada tempo verbal, refletindo o uso adequado conforme a norma culta da língua portuguesa e os manuais de referência.

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Comentários

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como apaixonar é a ultima ação, não daria pra colocar preterito mais que perfeito. boa questao

GAB: E

“Gostara” – pretérito mais-que-perfeito: indica que o gosto por estudar veio antes do momento em que ela estava indecisa.

“Sabia” / “queria” – pretérito imperfeito: mostra um estado contínuo no passado.

“Escolheu” – pretérito perfeito: ação pontual e concluída.

“Nunca se apaixonou” – também pretérito perfeito, indicando que mesmo após a escolha, o sentimento não surgiu.

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GAB.E

pretérito mais-que-perfeito do INDICATIVO é um tempo verbal empregado para indicar uma ação passada..

- Simples: vira, comera, fizera, partira etc.

- Composto: tinha visto, tinha comido, tinha feito, tinha partido etc.

OTIMOS ESTUDOS!

GABARITO LETRA E

Sequência apresentada no enunciado

  1. Hábito passado → “Yara sempre gostou de estudar.”
  2. Ação posterior no passado → “ela não sabia ao certo o que queria quando terminou o Ensino Médio.”
  3. Decisão no passado → “ela escolheu o curso de Química Tecnológica.”
  4. Resultado ainda no passado → “ela nunca se apaixonou por este curso.”

Tudo em passado, sem antecipação para o futuro nem mistura com presente.

Analisando alternativas

A) Yara sempre gostava... não saberia... quer fazer... escolhe... nunca se apaixonou

  • Confusão total: mistura de pretérito imperfeito (gostava), futuro do pretérito (saberia), presente (quer), presente (escolhe).
  • ❌ Errada.

B) Yara sempre gostou... não sabia... queria... escolheu... nunca se apaixonara

  • Usa corretamente pretérito perfeito e imperfeito, mas fecha com mais-que-perfeito composto (apaixonara), que não foi sugerido no enunciado.
  • ❌ Errada.

C) Yara sempre gostou... não sabe... quer... escolhe... nunca se apaixonou

  • Mistura passado (gostou, se apaixonou) com presente (sabe, quer, escolhe).
  • ❌ Errada.

D) Yara sempre gostou... não sabia... queria... escolherá... nunca se apaixonou

  • “Escolherá” está no futuro do presente → quebra a cronologia.
  • ❌ Errada.

E) Yara sempre gostara... não sabia... queria... escolheu... nunca se apaixonou

Aqui está coerente:

  • Gostara (pretérito mais-que-perfeito simples) = anterioridade em relação a “não sabia”.
  • Não sabia / queria = ações no passado.
  • Escolheu = decisão no passado.
  • Nunca se apaixonou = conclusão no passado.
  • ✔️ Certa, mantém ordem cronológica consistente.

 

Resposta E

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