Questões de Concurso
Sobre morfologia - pronomes em português
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O “que” da linha 12 constitui uma forma pronominal que substitui “sistema econômico” (l. 11)
“O brasileiro foi um dos primeiros no mundo a reconhecer a tese de que o mosquito era o causador da epidemia .”
O termo “lá” (L.25) se refere a “Bolívia” (L.21).

Considerando as ideias e as estruturas linguísticas do texto, julgue
os itens de 41 a 45.

Considerando as ideias e as estruturas linguísticas do texto, julgue
os itens de 41 a 45.


A respeito do texto acima, julgue os itens de 11 a 20.
Tanto o pronome “sua” (l.6) quanto o pronome “esta” (l.9) têm a função textual de retomar a palavra “Autogestão”, nas linhas 5 e 8, respectivamente.
I – Devem ser tratados por Vossa excelência: governadores de estado e do Distrito Federal, embaixadores, secretários-executivos de ministérios e reitores.
II – Devem ser tratados por Vossa senhoria: juízes, deputados e senadores e ofciais generais das Forças Armadas.
III – Devem ser tratados por Vossa Magnifcência: cardeais e padres.
A sequência correta é:
O moderno conceito de etnia desenvolveu-se no século XX, em oposição às teorias racistas que evocavam argumentos de ordem biológica para justificar a dominação de um grupo humano sobre outros. A ciência considera incorreto falar em diferentes raças quando se trata de seres humanos. Todos os homens pertencem ao gênero Homo e à espécie Homo sapiens. Eventuais variações genéticas são mínimas e insuficientes para configurar diferenciações raciais.
Os homens agrupam-se socialmente, e as semelhanças e diferenças que estabelecem entre si decorrem de processos históricos, sempre culturais, jamais naturais. Fundamentalmente, um indivíduo pertence a determinada etnia porque acredita nisso, e tal crença é compartilhada pelos demais indivíduos que compõem o mesmo grupo.
A existência de vários grupos étnicos no interior das mesmas fronteiras nacionais é uma situação comum, pois as populações humanas não são homogêneas, em razão das migrações no decorrer da história. Mas as diferenças étnicas, em diversos casos, são manipuladas para acirrar conflitos de fundo político ou econômico. O próprio conceito de raça humana, há muito não admitido pela antropologia moderna, serviu (e por vezes ainda serve) de pretexto para justificar as mais cruéis manifestações de preconceito,violência e barbárie.
Atenção: A questão refere-se ao texto
seguinte, do filósofo francês Montaigne, influente
pensador do século XVI.
Da moderação
Como se tivéssemos infeccioso o tato, ocorre-nos corromper, se as manusearmos em excesso, as coisas que em si são belas e boas. A virtude pode tornar-se vício se ao seu exercício nos dedicarmos com demasiada avidez e violência. E jogam com as palavras os que dizem não haver excesso na virtude porque não há virtude onde há excesso: “Não é sábio o sábio, nem justo o justo, se seu amor à virtude é exagerado”.
Trata-se de uma sutileza filosófica. Pode-se dedicar imoderado amor à virtude e ser excessivo em uma causa justa. Preconiza o apóstolo São Paulo, a esse respeito, um equilíbrio razoável: “Não sejais mais comportados do que o necessário; ponde alguma sobriedade no bom comportamento”. Vi um dos grandes deste mundo prejudicar a religião por se entregar a práticas religiosas incompatíveis com a sua condição social. Aprecio os caracteres moderados e prudentes: ultrapassar a medida, ainda que no sentido do bem, é coisa que me espanta, se não me incomoda, e a que não sei como chamar. Mais estranha do que justa se me afigura a conduta da mãe de Pausânias, que foi a primeira a denunciá-lo e a contribuir com a primeira pedra para a morte do filho*; nem tampouco aprovo a atitude do ditador Postúmio, mandando matar o filho que, no en- tusiasmo da mocidade, saíra das fileiras para atacar o inimigo, com felicidade, aliás. Não me sinto propenso nem a aconselhar nem a imitar tão bárbara virtude.
Falha o arqueiro que ultrapassa o alvo, da mesma maneira que aquele que não o alcança. Minha vista se perturba se de repente enfrenta uma luz violenta, quando então vejo tão pouco como na mais profunda escuridão.
*Nota: A mãe de Pausânias depositara um tijolo diante do templo de Minerva, onde se refugiara o rei, seu filho. Os lacedemônios, aprovando-lhe o julgamento simbólico, ergueram muros em torno do refúgio e deixaram o prisioneiro morrer de fome.
O Brasil deu um passo importante ao estabelecer um Plano Nacional de Mudanças Climáticas com metas para a redução do desmatamento da Amazônia e, por consequência, das emissões de gases do efeito estufa. O documento, porém, deixa uma lacuna em relação às adaptações aos danos que devem ser provocados pelo aquecimento global, mesmo se as emissões fossem zeradas hoje. A opinião é de ambientalistas e cientistas envolvidos com a questão.
afetadas no país, em especial a de soja, e que a região Nordeste será a mais afetada, com intensificação do processo de desertificação e perdas significativas no PIB.
Mas ainda faltam dados regionalizados que possam servir de instrumento para a criação de políticas de adaptação. Item pouco estudado é o da precipitação de chuvas, necessário para identificar a vulnerabilidade das cidades. Só com esses dados será possível prever enchentes e seu impacto na infraestrutura dos municípios, em sua economia e na saúde da população. A secretária de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente admite a falha. “A verdade é que, por muito tempo, houve uma resistência em todo o mundo: discutir adaptação era como jogar a toalha. Como se, ao admitir que vai esquentar mesmo, estaríamos desistindo de atuar em mitigação. Hoje não se pensa mais assim. Mitigação e adaptação são complementares, mas isso é muito complexo quando não se sabe direito o que vai ocorrer e onde. É um item mais fraco no plano, porque o conhecimento das vulnerabilidades é menor.”
(Adaptado de Marcio Silva. O Estado de S. Paulo, Especial H4, 5 de dezembro de 2008)
O pronome grifado substitui corretamente, considerando- se o contexto,
Assinale a opção que, segundo o registro culto e formal da língua, preenche as lacunas acima.
Novas pesquisas sugerem que a prática regular de
exercícios estimula a multiplicação de neurônios e
favorece a aprendizagem
O cérebro de quem pratica atividade física
regularmente funciona melhor. Os atletas e os
profissionais de educação física dizem isso há muito
tempo. Pela primeira vez, porém, os cientistas
conseguiram reunir um conjunto de evidências para
sustentar a afirmação que antes parecia ser apenas
um recurso para manter os alunos estimulados. Com
a ajuda de imagens de ressonância magnética, os
pesquisadores conseguiram determinar o que
acontece no cérebro de quem malha. Concluíram que
fazer exercício uma hora por dia, pelo menos três
vezes por semana, estimula a produção de neurônios
e favorece a aprendizagem. Em outras palavras:
quem se exercita fica mais esperto.
Cientistas da Universidade Colúmbia e do
Instituto de Pesquisas Salk, nos Estados Unidos,
submeteram um grupo de voluntários a essa rotina de
malhação durante três meses. Concluíram que a
prática dobrou o fluxo de sangue no cérebro e
provocou o nascimento de novas células no
hipocampo, a área relacionada com a memória e com
a capacidade de aprendizagem.
Para investigar esse fenômeno, os
pesquisadores da Universidade Estadual de
Campinas decidiram analisar a cabeça dos judocas
profissionais. O cérebro deles foi comparado com o de
indivíduos sedentários pelo educador físico Wantuir
Jancini, sob a orientação do neurologista Li Li Min.
Imagens de ressonância magnética revelaram que os
atletas possuíam maior quantidade de massa cinzenta
em áreas ligadas ao desenvolvimento motor e à
concentração.
(Revista Época, 5/11/2002, p. 128)






