Questões de Concurso Sobre morfologia - pronomes em português

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Q610471 Português
Examine as frases a seguir, da autoria de escritores modernistas.

1. "Quando vieram me chamar para o almoço, ainda me encontraram encantado diante da roda preguiçosa..." (J. L . do Rego)

2. "Este povo quer me passar a perna". (C . D. de Andrade)

3. "Pensava que daí a pouco poderia se sentar junto à caminha do doente" (Raquel de Queirós)

Essas frases mostram que, nos exemplos selecionados, os escritores brasileiros 

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Q610469 Português
Assinale a alternativa em que a abreviatura de um pronome de tratamento está equivocada.
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Q608712 Português
instrução : A questão refere-se ao texto abaixo.

                                                                                Extensões dos nossos corpos

 

             (MAUTNFR. Anna Verônica. Extensões dos nosso* corpos. Folha de. São Paulo. 6 dc novembro dc 2012.)

Leia. abaixo, tres passagens do texto em que ocorre “onde” .
Se os instrumentos são extensões do corpo, a casa onde moramos também é. (linhas 03 e 04) Mão adianta título de propriedade se não sei onde e a caixa de luz. (linha 24)
E bom quando a gente sabe onde esta o lenço, o analgésico e a toalha, ( linha 3 1)
Sobre as ocorrências dc “onde" acima citadas, é correto afirmar que,
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Q607951 Português
MEIO SÉCULO DEPOIS...
Cristovam Buarque, O Globo, 07/09/2013

    A quase totalidade dos discursos de políticos é irrelevante. São logo esquecidos. Mas, nesta semana, comemora-se em todo o mundo os 50 anos do discurso do dr. Martin Luther King em que ele disse que tinha sonhos: de que seus quatro filhos não sofreriam preconceitos por causa da cor da pele; e de que os filhos dos ex-escravos e os filhos dos ex-donos de escravos seriam capazes de sentar juntos na mesma mesa, como irmãos.
   Meio século depois, nós também temos sonhos.
   Sonhamos que um dia nenhum dos filhos do Brasil será privado de uma educação de qualidade que lhes permita entender a lógica do mundo, deslumbrar-se com suas belezas, indignar-se com suas injustiças, falar e escrever seus idiomas, ter uma profissão que lhes permita usufruir e melhorar o mundo onde vivem.
    Para isso, sonhamos fazer com que a mais pobre criança tenha, desde sua primeira infância, uma escola com a qualidade das melhores do mundo, que um dia os filhos dos trabalhadores estudarão nas escolas dos filhos de seus patrões, os filhos das favelas nas escolas dos filhos dos condomínios e, em consequência, o Brasil terá pontes em lugar de muros entre suas classes e seus espaços urbanos.
      Sonhamos que não está distante o dia em que todos os brasileiros acreditarão que isso é preciso e é possível. Deixarão de considerar o sonho como um delírio de utopista ou demagogia de político. Olharão ao redor e verão que muitos outros países já fizeram esta revolução, que chegará tardia ao Brasil, como nos chegou tardiamente a libertação dos escravos. Lembrarão que até 1863, na terra do dr. King, e, por décadas mais no Brasil, a ideia de que os negros um dia seriam livres do cativeiro era vista como estupidez. E hoje o presidente da República deles é negro.
     Sonhamos também que, acreditando nos seus sonhos, o Brasil se levantará para realizá-los. Porque o sonho não se realiza quando ele é solitário, nem tampouco quando os sonhadores continuam deitados em berço esplêndido. Só quando é de todos e todos se levantam é que ele começa a ser realidade.
“Realizá-los” mostra a junção do infinitivo “realizar” + o pronome oblíquo “os”. A forma verbal, do pretérito perfeito do indicativo do verbo pôr, que mostra uma inadequação formal com a junção com o pronome oblíquo “o” é:
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Q607943 Português
MEIO SÉCULO DEPOIS...
Cristovam Buarque, O Globo, 07/09/2013

    A quase totalidade dos discursos de políticos é irrelevante. São logo esquecidos. Mas, nesta semana, comemora-se em todo o mundo os 50 anos do discurso do dr. Martin Luther King em que ele disse que tinha sonhos: de que seus quatro filhos não sofreriam preconceitos por causa da cor da pele; e de que os filhos dos ex-escravos e os filhos dos ex-donos de escravos seriam capazes de sentar juntos na mesma mesa, como irmãos.
   Meio século depois, nós também temos sonhos.
   Sonhamos que um dia nenhum dos filhos do Brasil será privado de uma educação de qualidade que lhes permita entender a lógica do mundo, deslumbrar-se com suas belezas, indignar-se com suas injustiças, falar e escrever seus idiomas, ter uma profissão que lhes permita usufruir e melhorar o mundo onde vivem.
    Para isso, sonhamos fazer com que a mais pobre criança tenha, desde sua primeira infância, uma escola com a qualidade das melhores do mundo, que um dia os filhos dos trabalhadores estudarão nas escolas dos filhos de seus patrões, os filhos das favelas nas escolas dos filhos dos condomínios e, em consequência, o Brasil terá pontes em lugar de muros entre suas classes e seus espaços urbanos.
      Sonhamos que não está distante o dia em que todos os brasileiros acreditarão que isso é preciso e é possível. Deixarão de considerar o sonho como um delírio de utopista ou demagogia de político. Olharão ao redor e verão que muitos outros países já fizeram esta revolução, que chegará tardia ao Brasil, como nos chegou tardiamente a libertação dos escravos. Lembrarão que até 1863, na terra do dr. King, e, por décadas mais no Brasil, a ideia de que os negros um dia seriam livres do cativeiro era vista como estupidez. E hoje o presidente da República deles é negro.
     Sonhamos também que, acreditando nos seus sonhos, o Brasil se levantará para realizá-los. Porque o sonho não se realiza quando ele é solitário, nem tampouco quando os sonhadores continuam deitados em berço esplêndido. Só quando é de todos e todos se levantam é que ele começa a ser realidade.
“Meio século depois, nós também temos sonhos”. Nessa frase, o autor do texto emprega o pronome “nós”, o que se justifica porque:
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Q607907 Português
POEMA DO IDOSO 

Se meu andar é hesitante
e minhas mãos trêmulas, ampare-me.
Se minha audição não é boa e tenho de me
esforçar para ouvir o que você
está dizendo, procure entender-me.
Se minha visão é imperfeita
e o meu entendimento escasso,
ajude-me com paciência.
Se minha mão treme e derrubo comida
na mesa ou no chão, por favor,
não se irrite, tentei fazer o que pude.
Se você me encontrar na rua,
não faça de conta que não me viu.
Pare para conversar comigo. Sinto-me só.
Se você, na sua sensibilidade,
me ver triste e só,
simplesmente partilhe comigo um sorriso e seja solidário.
Se lhe contei pela terceira vez a mesma história num
só dia, não me repreenda, simplesmente ouça-me.
Se me comporto como criança, cerque-me de carinho.
Se estou doente e sendo um peso, não me abandone.
Se estou com medo da morte e tento negá-la,
por favor, ajude-me na preparação para o adeus.
(Autor desconhecido) 
 Sobre COLOCAÇÃO PRONOMINAL, analise os itens abaixo:

I. "e minhas mãos trêmulas, ampare-me" - gramaticalmente, a próclise estaria também correta.

II. "não se irrite, tentei fazer o que pude"- a próclise se justifica pela existência da palavra negativa "não" que atrai o pronome.

III. "por favor, ajude-me na preparação para o adeus" - o pronome está proclítico ao verbo.

IV. "Se me comporto como criança, cerque-me de carinho" - estaria também correto se o primeiro pronome sublinhado estivesse enclítico ao verbo.

Está CORRETO o que se afirma em 
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Q603848 Português

                   

Em "Nossa família cresceu", a palavra "nossa":

I. Exerce função sintática de adjunto adnominal.

II. É um pronome possessivo.

III. Refere-se a uma terceira pessoa do singular.

Está correto o que se afirma em: 

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Q603843 Português

Venda de medicamento cresce 7,6% em outubro

                                                                        11 de dezembro de 2012

GABRIELA FORLIN - Agência Estado

      A venda de medicamento fechou o mês de outubro com crescimento de 7,6% em relação a setembro e de 18,07% em relação ao mesmo período de 2011, para 229.9 milhões de unidades de dose, segundo dados da IMS Health compilados pela Associação Brasileira dos Distribuidores de Laboratórios Nacionais (Abradilan).

      Os medicamentos genéricos tiveram um crescimento menor em relação ao mês imediatamente anterior (+7,3%), mas apresentam um aumento de 21,29% em comparação com igual período do ano passado, para 60.9 milhões de unidades de dose.

      Para o diretor executivo da Abradilan, Geraldo Monteiro, o crescimento nas vendas dos medicamentos genéricos é visível. "O medicamento genérico ganhou a confiança da população, que passou a cuidar melhor da saúde sem ter de abrir mão de outras prioridades, como alimentação, educação, moradia", comentou o executivo, em nota. "Tanto é verdade que, de acordo com dados do IMS Health, já representam 26,5% do total das unidades de medicamentos vendidos no Brasil", acrescentou.

      De acordo com a entidade, os associados regionais, que representam 22% na participação da distribuição dos genéricos, sentiram o impacto positivo da movimentação nas vendas devido à grande fatia que atendem nas farmácias e drogarias em todas as regiões do País.

      Hoje, os associados da Abradilan distribuem medicamentos em 82% das cidades do Brasil, com visitação a 77% das 71 mil farmácias e drogarias, sendo 82% na região Sudeste, 75% na região Sul, 80% no Nordeste, 83% no Centro-Oeste e 34% no Norte do País.

                                                   (Disponível em www.estadao.com.br

Qual é a classificação morfológica da palavra em destaque em "O medicamento genérico ganhou a confiança da população, que passou a cuidar melhor da saúde sem ter de abrir mão de outras prioridades, como alimentação, educação, moradia"?
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Ano: 2013 Banca: AOCP Órgão: INES Prova: AOCP - 2013 - INES - Assistente de Alunos |
Q600066 Português

                                            Monteiro Lobato?

                                     Não com o nosso dinheiro

                                                                                                        Leando Narloch

    1.§    O movimento negro me odeia. Desde que mostrei, com o livro Guia do Politicamente Incorreto da História do Brasil, que Zumbi mantinha escravos no Quilombo de Palmares, os ativistas das cotas não estão contentes comigo. Do lado de cá, eu também me irrito com boa parte do que eles defendem. Mas, existe um ponto em que eu preciso concordar com eles: a polêmica dos livros do Monteiro Lobato.

    2.§    Se você acaba de despertar de um coma, o que aconteceu foi que, em 2010, o Conselho Nacional de Educação decidiu impedir a distribuição do livro Caçadas de Pedrinho em bibliotecas públicas. Disseram que esse clássico da literatura infantil era racista por causa de frases como “Tia Anastácia trepou que nem uma macaca de carvão” ou “Não vai escapar ninguém, nem Tia Anastácia, que tem carne preta”. Muita gente esperneou contra a decisão, afirmando que se tratava de um exagero, uma patrulha ideológica e um ato de censura contra um dos maiores autores brasileiros.

    3.§    É verdade que é preciso entender a época de Monteiro Lobato, quando o racismo era regra não só entre brancos, mas mesmo entre africanos. Até Gandhi, o líder mundial do bom-mocismo, escreveu e repetiu frases igualmente racistas nos 20 e poucos anos que viveu na África do Sul.

    4.§    A questão, porém, é outra: o governo deve investir em obras que parecem preconceituosas a parte da população? O Conselho Nacional de Educação não defendeu a proibição dos livros de Monteiro Lobato: foi contra apenas a distribuição bancada pelo governo. Pois bem: o Ministério da Educação deve gastar seu disputado dinheiro com esses livros? Eu acredito que não.

    5.§    Os negros que pagam impostos e os outros contribuintes que consideram Monteiro Lobato racista não devem ser obrigados a bancar edições do escritor. É mais ou menos essa a posição do economista Walter Williams, um dos principais intelectuais libertários dos EUA. Defensor da ideia de que o Estado deve se meter o mínimo possível na vida, nas escolhas e no bolso das pessoas, esse economista negro prega a liberdade de se fazer o que quiser desde que isso não implique violência a terceiros. Se um grupo quiser, por exemplo, criar um clube de tênis só para brancos, ou só para negros, tudo bem – desde que não use verba pública e não tente proibir manifestações de repúdio. Se tiver verba pública, não pode discriminar.

    6.§    Para libertários como Williams, ninguém, nem o governo, tem o direito de ameaçar ou praticar violência contra indivíduos pacíficos. Não é correto ameaçar um indivíduo de prisão por sonegação fiscal se ele não topar contribuir com essa ou aquela prática do governo. Um grupo de políticos que defende uma guerra com o Iraque não deve obrigar os cidadãos a contribuir para essa guerra. Do mesmo modo, se uma turma acredita ter uma boa ideia ao criar uma universidade, um estádio de futebol ou um festival de curtas-metragens, essa ideia deixa de ser boa quando implica a ameaça contra aqueles que não querem contribuir.

    7.§    Nada impede, é claro, que os autores dessas ideias tentem convencer as pessoas de que seus projetos merecem contribuições. É o que fazem há séculos as melhores universidades americanas, as instituições de caridade, alguns tipos de fundos de investimento e, há poucos anos, os sites de crowdfunding, o “financiamento coletivo”. Nada impede, também, que os admiradores de Monteiro Lobato se organizem, reúnam doações e publiquem quantas edições quiserem das ótimas histórias do Sítio do Pica-Pau Amarelo.

                         Revista Superinteressante, edição 312, de dezembro de 2012.

Leia os fragmentos abaixo, extraídos do texto e alterados quanto à colocação pronominal. Em seguida, assinale a alternativa correta.

I. Defensor da ideia de que o Estado deve meter-se... (5.§)

II. O movimento negro odeia-me. (1.§)

III. Do lado de cá, eu também irrito-me... (1.§)

IV. ...os admiradores de Monteiro Lobato organizem-se... (7.§)

V. ...afirmando que tratava-se de um exagero... (2.§)

As colocações corretas são

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Q593717 Português
   
  Por mais de dois mil anos, segundo o filósofo inglês Roger Scruton, a Arte serviu como remédio para os problemas da sociedade, uma maneira tanto de relatar como de escapar da infelicidade da vida cotidiana; atualmente, em vez disso, a beleza foi posta de lado e a Arte não serve de refúgio, mas dá suporte ao egoísmo dos nossos dias. Roger Scruton aponta o culto à feiúra e o pragmatismo como as principais causas do problema.
.............................................................................................................................

      No primeiro caso, argumenta ele, a Arte, ao abandonar a beleza, perdeu seu principal objetivo, o de fazer com que atribuamos sentido à vida, nos consolando das tristezas, como para Platão, ou ainda, como defendiam os filósofos iluministas, ajudando a galgar alguns degraus da escadaria que nos conduz para longe das banalidades do cotidiano.

      A partir de um momento decisivo da história da Arte, a beleza teve sua importância diminuída. O propósito da Arte deixa de ser atribuir sentido à vida e é substituído pelo desejo de causar impacto a todo custo. O caminho mais curto para isso, de acordo com Scruton, foi romper com a moral tradicional e estabelecer o escárnio moral. A quebra de tabus passou a ser a bandeira da Arte dita moderna: profanar e dessacralizar o sacro, cultuar o feio – levando todos, dos especialistas ao apreciador comum, à total confusão. Isso se deve a uma concepção de Arte equivocada, presente no discurso de parte da crítica: “O repúdio à Beleza ganha forma com base em uma visão particular da Arte moderna e de sua história. De acordo com muitos críticos atuais, um trabalho [de Arte] se justifica a si próprio ao anunciar-se como um visitante do futuro. O valor da Arte está em chocar: a Arte existe para nos despertar de nossa situação histórica e nos lembrar da interminável mudança, que é a única coisa permanente na natureza humana".

      Já o culto ao valor prático das coisas levou ao estado atual, que, por sua vez, faz com que o valor das coisas resida na sua utilidade prática – o chamado pragmatismo. Scruton menciona em seu documentário que Oscar Wilde já afirmava que “toda Arte é inútil", mesma posição de Hannah Arendt. A beleza (e a Arte) não têm utilidade, mas é justamente por isso, enfatiza Scruton, que podemos ressaltar sua importância como valor universal; valor que, no entender do filósofo inglês, está enraizado na própria natureza humana. Com isso ele remete sua apologia da beleza a Shaftesbury e a Kant.

      A fruição estética é uma atividade desinteressada e, portanto, inútil. Mas isso desmerece em algum sentido a contemplação? Não, no mesmo sentido em que a amizade, o amor, o ato de ouvir uma música ou ainda o sorriso de um bebê, embora não tenham “utilidade prática", não perdem seu valor nem passam a ser coisas que dispensamos sem sofrer algum tipo de consequência. Mesmo sem ter uma utilidade prática definida, você já se imaginou sem amor, sem amizade, sem apreciar boa música, bom cinema? Ou, lembrando [...] a Arquitetura – inútil, na perspectiva pragmatista –, não nos sentimos melhor em um prédio belo? A busca das pessoas, na Grã-Bretanha, de prédios construídos no período vitoriano não corroboraria essa hipótese?

                     (BARRETO, André Asso. Rev. Filosofia: agosto de 2012, p. 27-29.)

O português padrão desaprova o deslocamento do pronome átono proposto em:
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Q593707 Português
   
  Por mais de dois mil anos, segundo o filósofo inglês Roger Scruton, a Arte serviu como remédio para os problemas da sociedade, uma maneira tanto de relatar como de escapar da infelicidade da vida cotidiana; atualmente, em vez disso, a beleza foi posta de lado e a Arte não serve de refúgio, mas dá suporte ao egoísmo dos nossos dias. Roger Scruton aponta o culto à feiúra e o pragmatismo como as principais causas do problema.
.............................................................................................................................

      No primeiro caso, argumenta ele, a Arte, ao abandonar a beleza, perdeu seu principal objetivo, o de fazer com que atribuamos sentido à vida, nos consolando das tristezas, como para Platão, ou ainda, como defendiam os filósofos iluministas, ajudando a galgar alguns degraus da escadaria que nos conduz para longe das banalidades do cotidiano.

      A partir de um momento decisivo da história da Arte, a beleza teve sua importância diminuída. O propósito da Arte deixa de ser atribuir sentido à vida e é substituído pelo desejo de causar impacto a todo custo. O caminho mais curto para isso, de acordo com Scruton, foi romper com a moral tradicional e estabelecer o escárnio moral. A quebra de tabus passou a ser a bandeira da Arte dita moderna: profanar e dessacralizar o sacro, cultuar o feio – levando todos, dos especialistas ao apreciador comum, à total confusão. Isso se deve a uma concepção de Arte equivocada, presente no discurso de parte da crítica: “O repúdio à Beleza ganha forma com base em uma visão particular da Arte moderna e de sua história. De acordo com muitos críticos atuais, um trabalho [de Arte] se justifica a si próprio ao anunciar-se como um visitante do futuro. O valor da Arte está em chocar: a Arte existe para nos despertar de nossa situação histórica e nos lembrar da interminável mudança, que é a única coisa permanente na natureza humana".

      Já o culto ao valor prático das coisas levou ao estado atual, que, por sua vez, faz com que o valor das coisas resida na sua utilidade prática – o chamado pragmatismo. Scruton menciona em seu documentário que Oscar Wilde já afirmava que “toda Arte é inútil", mesma posição de Hannah Arendt. A beleza (e a Arte) não têm utilidade, mas é justamente por isso, enfatiza Scruton, que podemos ressaltar sua importância como valor universal; valor que, no entender do filósofo inglês, está enraizado na própria natureza humana. Com isso ele remete sua apologia da beleza a Shaftesbury e a Kant.

      A fruição estética é uma atividade desinteressada e, portanto, inútil. Mas isso desmerece em algum sentido a contemplação? Não, no mesmo sentido em que a amizade, o amor, o ato de ouvir uma música ou ainda o sorriso de um bebê, embora não tenham “utilidade prática", não perdem seu valor nem passam a ser coisas que dispensamos sem sofrer algum tipo de consequência. Mesmo sem ter uma utilidade prática definida, você já se imaginou sem amor, sem amizade, sem apreciar boa música, bom cinema? Ou, lembrando [...] a Arquitetura – inútil, na perspectiva pragmatista –, não nos sentimos melhor em um prédio belo? A busca das pessoas, na Grã-Bretanha, de prédios construídos no período vitoriano não corroboraria essa hipótese?

                     (BARRETO, André Asso. Rev. Filosofia: agosto de 2012, p. 27-29.)

Há evidente equívoco na indicação do segmento de texto a que se refere o pronome destacado em:
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Q577885 Português
Para responder à questão, leia a tirinha abaixo. Nela, interagem a Mônica e seu amigo, Cebolinha.


                                
 (Disponível em http://www.mouroalthoff.com/poginas/cortoon/mauric...)            
Em "É para os seus dentes" não há:
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Q575780 Português
Assinale a frase em que o uso do acento indicador da crase e a colocação dos pronomes estão de acordo com a norma-padrão da língua.
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Q575285 Português
Comunicação
Luís Fernando Veríssimo

É importante saber o nome das coisas. Ou, pelo menos, sabercomunicar o que você quer. Imagine-se entrando numa loja para comprar um... um... como é mesmo o nome?
“Posso ajudá-lo, cavalheiro?”
“Pode. Eu quero um daqueles, daqueles...”
“Pois não?”
“Um... como é mesmo o nome?”
“Sim?”
“Pomba! Um... um... Que cabeça a minha. A palavra me escapoupor completo. É uma coisa simples, conhecidíssima”.
“Sim senhor.”
“O senhor vai dar risada quando souber.”
“Sim senhor.”“Olha, é pontuda, certo?”
“O quê, cavalheiro?”
“Isso que eu quero. Tem uma ponta assim, entende? Depois vem assim, assim, faz uma volta, aí vem reto de novo, e na outra ponta tem uma espécie de encaixe, entende? Na ponta tem outra volta, só que esta é mais fechada. E tem um, um... Uma espéciede, como é que se diz? De sulco. Um sulco onde encaixa a outra
ponta, a pontuda, de sorte que o, a, o negócio, entende, fica fechado.É isso. Uma coisa pontuda que fecha. Entende?”
“Infelizmente, cavalheiro...”
“Ora, você sabe do que eu estou falando.”
“Estou me esforçando, mas...”
“Escuta. Acho que não podia ser mais claro. Pontudo numa ponta, certo?”
“Se o senhor diz, cavalheiro.”
“Como, se eu digo? Isso já é má vontade. Eu sei que é pontudo numa ponta. Posso não saber o nome da coisa, isso é um detalhe. Mas sei exatamente o que eu quero.”

(Crônicas 06. São Paulo: Ática, 2002. p.28-29.Série Para gostar de ler. Fragmento)
A expressão “a palavra me escapou” (7.º parágrafo), mantendo-se o mesmo sentido, poderia ser assim reformulada:
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Q575282 Português

O Sr. Pip


    Todo mundo o chamava de Olho Arregalado. Mesmo na época em que eu era uma garota magrinha de treze anos, eu achava que ele sabia do seu apelido mas não ligava. Os olhos dele estavam interessados demais no que havia lá em cima para reparar num bando de garotos descalços.

    Ele tinha o ar de alguém que tinha visto ou vivido um grande sofrimento e que não havia sido capaz de esquecê-lo. Seus olhos grandes na cabeça grande eram mais saltados do que os de qualquer pessoa – como se quisessem abandonar a superfície do rosto dele. Eles nos faziam pensar em alguém que está louco para sair de casa.

    Olho Arregalado usava o mesmo terno de linho todos os dias. As calças colavam nos seus joelhos ossudos devido à umidade.Tinha dias em que ele usava um nariz de palhaço. O nariz dele já era grande o suficiente. Ele não precisava daquela lâmpadavermelha. Mas, por motivos que não conseguíamos imaginar,ele usava o nariz vermelho em determinados dias que talvez tivessem algum significado para ele.

(Jones, Lloyd. O Sr. Pip. Trad. Léa Viveiros de Castro.Rio de Janeiro: Rocco, 2007. p.09. Fragmento)

Alterando-se a oração “As calças colavam nos seus joelhos devido à umidade" mantém-se a crase em
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Q575278 Português
Somos muitos ou somos poucos?
Contardo Calligaris


    Na sexta passada, imobilizado na av. Nove de Julho enquanto se aproximava a hora da sessão de cinema para a qual eu tinha adquirido meu ingresso, eu pensava que, decididamente, somos muitos. Em compensação, sozinho, à noite, numa fazenda na região do Urucuia, em Minas Gerais, ou numa ilha de Angra, já me aconteceu de pensar que somos muito poucos.
    No fim de semana, li o novo livro de Dan Brown, “Inferno”.O romance me divertiu menos do que “O Código Da Vinci” e“Anjos e Demônios”; mesmo assim, terminei em dois dias.
    O tema da vez é o crescimento demográfico. O vilão da história acha que o mundo tem um único problema sério: a humanidade está crescendo de tal forma que, em breve, sua subsistência se tornará impossível.
    Todas as inquietações ecológicas (a perspectiva da falta de água potável ou de alimentos, o aquecimento global etc.) seriam,de fato, consequências do crescimento enlouquecido de nossa espécie – fadada a desaparecer por seu próprio sucesso.
   Ora, enquanto Dan Brown me convencia de que somos muitos,a “Veja” de sábado passado publicou uma matéria de capas obre as mulheres que decidem não ter filhos. O olho anunciava:“o número de famílias brasileiras sem filhos cresce três vezes mais do que o daquelas com crianças”.
   Em geral, quanto mais um povo se desenvolve cultural e economicamente (ou seja, quanto mais um povo se parece como Ocidente moderno e desenvolvido), tanto menor o número médio de filhos por família.
   Em conclusão, quem tem razão, “Veja” ou Dan Brown?Vamos desaparecer porque estamos crescendo demais? Ou vamos desaparecer por extinção, como os pandas, que deixaram de se reproduzir como deveriam?
(Folha de S. Paulo. Ilustrada. E-10. 30 maio 2013. Adaptado)
O pronome sua, no 3.º parágrafo, remete a
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Q575277 Português
Somos muitos ou somos poucos?
Contardo Calligaris


    Na sexta passada, imobilizado na av. Nove de Julho enquanto se aproximava a hora da sessão de cinema para a qual eu tinha adquirido meu ingresso, eu pensava que, decididamente, somos muitos. Em compensação, sozinho, à noite, numa fazenda na região do Urucuia, em Minas Gerais, ou numa ilha de Angra, já me aconteceu de pensar que somos muito poucos.
    No fim de semana, li o novo livro de Dan Brown, “Inferno”.O romance me divertiu menos do que “O Código Da Vinci” e“Anjos e Demônios”; mesmo assim, terminei em dois dias.
    O tema da vez é o crescimento demográfico. O vilão da história acha que o mundo tem um único problema sério: a humanidade está crescendo de tal forma que, em breve, sua subsistência se tornará impossível.
    Todas as inquietações ecológicas (a perspectiva da falta de água potável ou de alimentos, o aquecimento global etc.) seriam,de fato, consequências do crescimento enlouquecido de nossa espécie – fadada a desaparecer por seu próprio sucesso.
   Ora, enquanto Dan Brown me convencia de que somos muitos,a “Veja” de sábado passado publicou uma matéria de capas obre as mulheres que decidem não ter filhos. O olho anunciava:“o número de famílias brasileiras sem filhos cresce três vezes mais do que o daquelas com crianças”.
   Em geral, quanto mais um povo se desenvolve cultural e economicamente (ou seja, quanto mais um povo se parece como Ocidente moderno e desenvolvido), tanto menor o número médio de filhos por família.
   Em conclusão, quem tem razão, “Veja” ou Dan Brown?Vamos desaparecer porque estamos crescendo demais? Ou vamos desaparecer por extinção, como os pandas, que deixaram de se reproduzir como deveriam?
(Folha de S. Paulo. Ilustrada. E-10. 30 maio 2013. Adaptado)
Ao refletir sobre o tema do texto, o autor emprega a expressão “Em compensação, sozinho, à noite, numa fazenda na região do Urucuia, em Minas Gerais, ou uma ilha deAngra…” (1.º parágrafo), pode-se afirmar que o termo em destaque tem função
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Q561822 Português

                                       Felicidade

      Vocês sabem o que é querofobia? Pasmem. É medo da alegria, da felicidade. Como pode, não é? Ganhei um livrinho – livrinho porque é bastante pequeno –Dicionário Igor de Fobias , com mais de 1000 verbetes, organizado pelo professor Igor Rafailov, um brasileiro de pai russo e mãe alemã, nascido em São Paulo, criado na França e que mora no Recife. Como todos os meus prováveis leitores sabem e o professor define, “fobias são medos irracionais, mórbidos, de coisas (animadas ou inanimadas), ideias ou situações”.

      Com esse livrinho ficamos conhecendo fobias incríveis, como a eretofobia, que é o medo mórbido do ato sexual, menos estranha porém que califobia, que é o pavor do belo, do bonito, assim como filemafobia é o de beijar e ser beijado.

      Eu poderia preencher o espaço de uma dúzia de crônicas com as fobias mais estranhas e improváveis, mas nada me impressionou mais do que a querofobia, principalmente por estarmos nos primeiros dias de um novo ano, em que recebemos e enviamos votos de felicidade.

      Edgar, um amigo de muito tempo, não estranha, não se impressiona como eu. Ao contrário, ele mesmo se acha um querófobo:

      – Sempre que me sinto muito feliz, tenho medo. Medo de que esses momentos prazerosos venham para anunciar uma desgraça que deverá chegar a seguir. E isso me impede de gozar – por um minuto que seja – de uma felicidade plena.

      Sei que existem muitas pessoas assim, que não curtem os bons momentos, desconfiados de que sejam uma armadilha. E há mesmo a afirmação corrente de que toda vitória é véspera de uma derrota.

      Não penso assim. Acredito que as alegrias e tristezas, vitórias e derrotas, felicidades e desgraças surjam cada uma a seu tempo, independentemente de se seguirem umas às outras. E creio também que pensar positivamente seja uma forma de atrair bons acontecimentos ou, pelo menos, afugentar os maus. Mas admiro os céticos e os cínicos, os de talento e humor, como Drummond, que afirma: 

      “...o amor é isso

      que você está vendo:

      hoje beija, amanhã não beija,

      depois de amanhã é domingo

      e segunda-feira ninguém sabe o que será.”

      Existem também os felizes e os infelizes profissionais, aqueles para quem tudo está sempre bem ou sempre mal. Que reclamam porque faz muito calor ou muito frio; se chove ou se faz sol. [...]

      Acredito que todos nós temos direito à felicidade, que nascemos mesmo para ela e que a desgraça é um desarranjo na máquina que põe em movimento a nossa vida. Mas acredito também que é preciso identificar e gozar os instantes felizes, estejam eles num almoço familiar de domingo, num beijo da mulher amada, no aperto de mão de um amigo, no sorriso de um filho, na birra manhosa de um neto. Viver todos esses momentos sem medo e sem esforço, naturalmente, sabendo que se tem direito a eles. Fernando Pessoa nos ensina que “um dia de sol é tão belo quanto um dia de chuva. Cada um é o que é”. Se agirmos assim, acreditando que a felicidade existe e que, se é passageira, também a desgraça tem seus dias contados, chegaremos à velhice menos sofridos e amargos. E não correremos o risco de repetir, no fim da vida, a melancólica frase de Jorge Luis Borges: “No passado cometi o maior pecado que um homem pode cometer: não fui feliz”.

      Felicidades para todos neste ano que se inicia.

                                                                                  Manoel Carlos, in VEJA RIO, 05/01/2005 

Marque a opção que indica, correta e respectivamente, a classe gramatical a que pertencem as palavras destacadas nos versos de Drummond. 

“... o amor é ISSO

QUE você está vendo:

hoje beija, amanhã não beija,

depois DE amanhã é domingo

e segunda-feira ninguém sabe O que será." 


Alternativas
Ano: 2013 Banca: ESPP Órgão: BANPARÁ Prova: ESPP - 2013 - BANPARÁ - Médico do Trabalho |
Q553807 Português
Considere o período e as afirmações abaixo.

Os jovens da atual geração, tem fácil acesso a informações que levam - os a conhecer mais sobre vários assuntos.

I. Há um problema de concordância verbal.

II. Há um problema de colocação pronominal.

III. Há problema na pontuação.

Está correto que se afirma somente em 

Alternativas
Q543344 Português

TEXTO 2


“ Eu passo o dia inteiro no telefone, vendo e-mail, redes sociais, sites diversos qualquer dúvida que eu tenho, coloco no Google”, confessa Eduardo. Ele conta que já passou apuros sem o celular. “Fui a um compromisso e quando percebi que eu estava sem meu celular fui correndo para o carro vê se estava lá, quando vi que não fiquei louco”, conta. “Voltei para casa na hora, e quando cheguei ele estava em cima da cama. No final acabei perdendo um evento por causa disso”, lamenta.


HTTP://acritica.uol.com.br/vida/Vicio-celular-transtorno-comportamento- especialista_o_687531267.html Acesso em: 24 out. 2013


Considere o seguinte trecho, do Texto 2, e as afirmações que se seguem:


“Fui a um compromisso e quando percebi que eu estava sem meu celular fui correndo para o carro vê se estava lá, quando vi que não fiquei louco”


I – As aspas utilizadas marcam o discurso do interlocutor.


II – Há um problema de ambiguidade provocado pela ausência de pontuação.


III – A forma verbal “vê” foi utilizada indevidamente, pois o correto seria “ver”.


IV – O pronome pessoal “eu” pode ser retirado do trecho, sem prejuízo de sentido.


V – O trecho apresenta problemas de pontuação, no que se refere à ausência de vírgulas.


Está CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Respostas
12501: A
12502: B
12503: C
12504: D
12505: C
12506: A
12507: A
12508: A
12509: A
12510: E
12511: B
12512: E
12513: A
12514: A
12515: B
12516: D
12517: E
12518: A
12519: A
12520: E