Questões de Concurso
Sobre morfologia - pronomes em português
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Para responder à questão, analise a tirinha apresentada abaixo.
Fonte: https://www.facebook.com/DepositoDeTirinhas/photos/2136 279439753415
I. Utilizou-se corretamente a ênclise, visto que o verbo aparece após uma pausa sinalizada pela vírgula.
II. O pronome do caso oblíquo “as” deveria ser substituído pelo pronome do caso reto “elas”.
III. Como antes do verbo “tornar” há uma vírgula, o autor deveria ter utilizado a próclise, ou seja, o pronome antes do verbo.
Está correto o que se afirma em:

Leia a tira a seguir:

Levando-se em consideração o tratamento pronominal do 2o quadro, e em conformidade com a norma-padrão de emprego e colocação pronominal, assinale a alternativa que completa as lacunas.
TEXTO
ARQUEOLOGIA NA AMAZÔNIA GANHA FORÇA COM TECNOLOGIA E VERBAS
Por muito tempo, acreditou-se que a Amazônia não oferecia condições para o desenvolvimento de sociedades mais complexas. O calor, a umidade e a vegetação densa seriam obstáculos intransponíveis, diziam naturalistas europeus do século 19. Eles estavam errados – mas teria sido difícil acertarem com a tecnologia da época.
Civilizações antigas como os incas, os maias e os astecas usavam pedras para construir vias, casas e templos, alguns dos quais seguem de pé até hoje. Já os povos originários da Amazônia alteravam seu ambiente com movimentações de terra e o uso de madeira e palha, que se decompõem com o tempo. Por isso, era mais fácil para um desbravador antigo nas Américas encontrar um templo maia ou uma estrada inca do que vestígios de uma vila pré-colombiana no meio da Amazônia.
Isso vem mudando nos últimos anos, com uma mãozinha da tecnologia: o uso do LiDAR, um radar de pulsos de laser que consegue escanear com detalhes o solo abaixo da copa das árvores. A imagem criada pode revelar estruturas construídas pelo homem na floresta, como valas, estradas e vestígios de casas. No Brasil, o uso do LiDAR é bem recente – começou em 2024, no projeto Amazônia Revelada, que tem como meta escanear cada vez mais áreas da floresta em busca de sítios arqueológicos.
Antes, em 2015 uma pesquisa do tipo no Equador encontrou um conjunto de antigas cidades na floresta que abrigaram milhares de pessoas há cerca de 2.500 anos. Em 2019, um grupo de arqueólogos bolivianos e alemães também fez isso na Amazônia boliviana. Além do avanço tecnológico, há mais arqueólogos interessados em trabalhar na Amazônia e verbas disponíveis, como mostra a iniciativa Amazônia +10, uma aliança de fundações estaduais de fomento que apoia projetos de pesquisa de várias disciplinas na região da floresta.
Em 2022, na primeira chamada para pedidos de financiamento, os projetos de arqueologia representaram 0,65% do total de submissões e nenhum foi contemplado com verbas. Na segunda chamada, em 2024, projetos de arqueologia representaram 4,19% das submissões e receberam 18,95% da verba disponível, ou R$ 14,4 milhões.
Arqueólogos também relatam maior interesse dos povos indígenas em autorizar pesquisas em suas terras, motivados pela percepção de que o conhecimento documentado sobre seus ancestrais fortalece a defesa de seus territórios e modos de vida – sob a lei brasileira, sítios arqueológicos são protegidos como patrimônio cultural.
O projeto Amazônia Revelada escaneou na sua primeira fase com o LiDAR 1,6 mil km² de floresta, área equivalente à da cidade de São Paulo, e localizou diversos sítios arqueológicos, incluindo um conjunto no sul do Amazonas. Esses sítios são caracterizados por geoglifos, formados por valas ou montículos de grandes dimensões, e outros indícios confirmados no local, como a presença de terra preta, um solo rico em nutrientes criado por indígenas que viveram na floresta há milhares de anos.
Os voos da segunda fase do projeto, que cobrirá uma extensão muito maior, começam em abril de 2026. À frente da iniciativa está Eduardo Góes Neves, professor e diretor do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP. Ele considera que o impacto do LiDAR na arqueologia é comparável ao da datação por carbono-14, desenvolvida na década de 1940. “Ele permite que enxerguemos sítios arqueológicos abaixo da copa das árvores. E por meio das imagens conseguimos ter acesso a locais muito difíceis de se chegar”, diz.
Neves avalia que o uso da tecnologia na Amazônia brasileira chegou mais tarde que na Bolívia ou no Equador devido, entre outros motivos, à imensidão da floresta no território do país “A logística é mais difícil, em Quito ou Santa Cruz de La Sierra você pega um aviãozinho e em meia hora está na Amazônia. No Brasil, a escala é muito maior”, diz. Ele enfatiza que o maior interesse por arqueologia na Amazônia também está associado à consolidação de programas de pós-graduação nos últimos 25 anos – “que geraram doutores que hoje são professores e estão orientando mais gente fazendo pesquisa”.
Secretário-executivo da iniciativa Amazônia+10, Rafael Andery considera que o LiDAR “mudou o jogo” das pesquisas arqueológicas na Amazônia, já que a logística para fazer trabalhos de campo nos confins da floresta é complexa. “É muito caro custear uma pesquisa, especialmente se ela for feita longe dos grandes centros, das vias de transporte, das hidrovias. E muitas das descobertas que temos visto na Amazônia em termos de arqueologia são justamente em territórios menos acessíveis”, afirma.
Entre os projetos de arqueologia apoiados pela Amazônia+10, estão um para mapear a herança biocultural e desenvolver esforços de etnoconservação na região entre os rios Xingu e Tapajós, e outro para criar um inventário dos sítios arqueológicos de Roraima – estado muito pouco estudado “onde tudo quase é novidade”, diz Andery.
Na Amazônia boliviana, um projeto pioneiro conduzido por pesquisadores do Instituto Alemão de Arqueologia, da Universidade de Bonn e da Universidade de Exeter com o uso de LiDAR encontrou resquícios de centenas de povoados ocupados entre os séculos 6 e 15, que compunham uma estrutura urbana de baixa densidade populacional criada pelo povo casarabe, similar à dos maias.
Outro projeto da Universidade de Bonn, que teve a cooperação de três universidades brasileiras (UFAM, UFOPA e UFSC), estudou o modo de vida e os elementos arqueológicos de quatro povos amazônicos: os tacana, tsimane e mosetén na Bolívia e os waiwai no Brasil.
Carla Jaimes Betancourt, coordenadora do projeto e professora do departamento de Antropologia das Américas da Universidade de Bonn, considera que estudar vestígios de povoados antigos é especialmente relevante para a garantia de direitos dos indígenas contemporâneos.
Os quatro povos estudados na sua pesquisa foram consultados previamente e participaram como protagonistas do debate e conceituação de seus territórios e heranças culturais. No projeto Amazônia Revelada, de Eduardo Neves, os povos indígenas também foram consultados se autorizavam o sobrevoo e escaneamento de seus territórios.
Betancourt considera que esses três fatores estão por trás do interesse crescente por arqueologia na região da floresta: resistência dos povos indígenas a ameaças à Amazônia, formação recente de muitos arqueólogos dedicados ao tema e a tecnologia do LiDAR. Os achados recentes na Amazônia “têm a ver com a ideia de que o passado não está desconectado do presente, no qual os povos amazônicos lutam por seus territórios, ligados à sua história”, diz. “A arqueologia tem um papel importante para demonstrar que não são territórios vazios, que têm um passado muito profundo, um legado dos povos indígenas.”
Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/arqueologia-na-amazônia-ganha-força-com-tecnologia-e-mais-verbas/a76280184>. Adaptado. Acesso em: 27 de março de 2026.
Leia.
A inteligência artificial (IA) está transformando setores da economia, sendo aliada na automação de tarefas repetitivas, permitindo que os profissionais se concentrem em atividades criativas. Porém, esta levanta questões sobre a substituição de empregos humanos. Muitas pessoas temem que as máquinas, como robôs e computadores, possam substituir trabalhadores. No entanto, especialistas acreditam que, ao invés de substituir, ela pode auxiliar os profissionais, criando novas oportunidades de emprego. Essa tecnologia pode ser uma ferramenta poderosa, desde que utilizada de forma ética.
Com base no texto acima e nos trechos destacados, analise as afirmativas a seguir.
I - Os pronomes demonstrativos “esta” e “essa” desempenham função de retomada no texto, contudo, divergem quanto ao referente nominal, sendo inadequado afirmar que ambos recuperam a mesma entidade discursiva (“inteligência artificial”).
II - As conjunções adversativas presentes no texto introduzem orações que estabelecem relações de contraste semântico, funcionando como operadores argumentativos e constituindo mecanismos coesivos.
III - No domínio textual, o pronome “essa” poderia ser substituído por “aquela” sem prejuízo de entendimento, pois ambos têm o mesmo valor de proximidade no contexto apresentado.
IV - A expressão “as máquinas” possui um sentido mais amplo, ou seja, é uma palavra de significado geral que inclui outros termos mais específicos.
Está correto o que se afirma em
Na frase acima, a forma “-las” substitui corretamente o termo “tecnologias”. Assinale a alternativa em que o pronome oblíquo átono não substitui corretamente o termo destacado:
Assinale a alternativa que apresenta o estabelecimento da coesão textual por meio de próformas nominais:
Leia atentamente as afirmativas abaixo e identifique em quais há emprego de pronome relativo, considerando sua função de retomar um antecedente explícito no enunciado:
I.O livro que o professor indicou será debatido na próxima aula.
II.Esses são os documentos necessários para a matrícula no curso.
III.A pesquisadora apresentou a teoria cuja fundamentação foi amplamente discutida.
IV.Aquela foi a decisão mais difícil de toda a carreira do magistrado.
V.Eles compareceram à audiência antes do horário previsto.
Em quais afirmativas há emprego de pronome relativo?
A respeito da colocação pronominal na normapadrão, considere as frases adaptadas do tema do texto:
I. É necessário que se considerem as diferentes realidades dos estudantes no planejamento pedagógico.
II. Os professores devem se atualizar constantemente para atender às demandas educacionais contemporâneas.
III. Em contextos de desigualdade, nunca pode-se desconsiderar o impacto das condições sociais na aprendizagem.
IV. Se faz imprescindível o desenvolvimento de práticas pedagógicas inclusivas nos anos iniciais.
Está correto o que se afirma APENAS em:
Os pronomes 'ela', 'ele' e 'lo' foram empregados para substituir:
Os mecanismos de coesão são extremamente importantes para a construção de qualquer texto. Com base na análise do trecho acima, julgue as afirmativas a seguir:
I.O uso da forma pronominal 'los' em "protegê-los" estabelece coesão referencial com 'pais', estabelecendo coesão e coerência, contribuindo para o entendimento do texto.
II.O uso da forma pronominal 'la' em servi-la', estabelece coesão referencial, substituindo o termo 'Geração Z', que foi empregado anteriormente.
III.A conjunção 'mas' foi utilizada de forma adequada, introduzindo uma oposição entre a ideia anterior e a nova argumentação.
É correto o que se afirma em:
São Paulo: Perspectiva, 2004, p. 175
Julgue o item a seguir, relativo ao texto de Erich Auerbach sobre a Divina Comédia, obra do poeta italiano Dante Alighieri escrita no século XIV.
No segundo período, os vocábulos "mesma", em "põe a mesma a seu serviço", e "a", em "a obscurece", ambos classificados como pronomes, são empregados, respectivamente, em referência a diferentes objetos: à "indestrutibilidade" e à "ordem divina".