Questões de Concurso Sobre morfologia - pronomes em português

Foram encontradas 14.596 questões

Q1290624 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. 

Todo dia é dia de falar sobre George Orwell

(Henrique Balbi – Revista Época – 11/09/2019 – Disponível em: https://epoca.globo.com/ - disponível)

Assinale a alternativa que NÃO apresenta o emprego de um pronome relativo.
Alternativas
Q1287583 Português

No que se refere à colocação pronominal, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta.


I – Se encantou com a música nova.

II – Eu machuquei-me no jogo.

III – Diga-me seu nome.

Alternativas
Q1287053 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.

YouTube, o paraíso da publicidade infantil

Texto especialmente adaptado para esta prova.
Daniel Salgado, Revista Época, 07/12/2018. Disponível em: https://epoca.globo.com
Considerando os processos de coesão, analise as assertivas a seguir:
I. Na linha 09, o pronome possessivo “suas” refere-se às qualidades do menino Ryan como youtuber. II. Na linha 16, o pronome demonstrativo “nesse” retoma a ideia expressa anteriormente nas linhas 14-15: “fazer propagandas para que crianças queiram comprar os mais variados brinquedos”. III. Na linha 44, o pronome possessivo “seus” refere-se ao autor e aos seus leitores, com os quais dialoga diretamente.
Quais estão corretas?
Alternativas
Q1286678 Português
Teoria científica explica por que o tempo “voa” quando envelhecemos

    O tempo voa quando ficamos mais velhos. Provavelmente você já ouviu essa frase de algum familiar ou até você mesmo tenha sentido isso. Um pesquisador da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, _____ uma nova teoria sobre o assunto, que foi publicada no periódico científico European Review, em 18 de março. Adrian Bejan, professor de engenharia mecânica na universidade, atribui a sensação de que o ritmo da vida acelera à capacidade de captação e processamento de imagens pelo cérebro, que diminui com o envelhecimento.
    Com a idade, segundo Bejan – que é Ph.D. no MIT e pesquisa sobre temas como termodinâmica, física aplicada e vida e evolução –, o ser humano experimenta cada vez mais a sensação de ter menos poder de processamento cerebral, o que causa a sensação de que tudo ficou mais rápido, como em um vídeo gravado com a técnica chamada time-lapse, que comprime horas inteiras em poucos minutos. Para ele, a mente humana sente essa discrepância temporal ao perceber menos imagens, ou seja, “o presente é diferente do passado porque a visualização mental mudou”.
    Isso seria ocasionado por mudanças no corpo, especialmente em redes nervosas e neurais, que crescem e se tornam mais complexas, tornando mais longo o caminho para os sinais externos recebidos, fora a degradação de tais percursos que acontece com a idade. O pesquisador diz que seria esse o motivo de os olhos das crianças se movimentarem mais rapidamente do que os dos adultos. Como as pessoas mais velhas ______ menos imagens, a percepção de passagem de tempo é alterada.
    “As pessoas frequentemente se mostram admiradas com o quanto conseguem se lembrar de dias que parecem ter durado para sempre quando eram jovens”, disse Bejan, em comunicado. “Não é que essas experiências eram muito mais profundas ou significativas, é apenas porque elas estavam processando tudo em alta velocidade”.
    A teoria de Bejan não é uma resposta definitiva sobre o assunto para a comunidade científica, é claro. No entanto, ela está em linha com uma pesquisa divulgada pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido, em 1993. Ele analisa a capacidade de observação de imagens do mundo. Os olhos de um adulto médio fazem de três a cinco observações por segundo, com fixações de 200 milissegundos a 300 milissegundos, enquanto as crianças observam mais com menor tempo de fixação.
https://exame.abril.com.br/ciencia... - adaptado.
O pronome relativo “que” sublinhado no trecho “Isso seria ocasionado por mudanças no corpo, especialmente em redes nervosas e neurais, que crescem e se tornam mais complexas, tornando mais longo o caminho para os sinais externos recebidos, fora a degradação de tais percursos que acontece com a idade.” (terceiro parágrafo) se refere a que termo anterior (antecedente)?
Alternativas
Q1286639 Português
Poeira no ambiente doméstico pode contribuir para
obesidade infantil
           Já ouviu falar dos disruptores endócrinos? São substâncias químicas não produzidas pelo nosso organismo que têm a capacidade de desequilibrar nossos hormônios. Esses compostos do mal estão presentes em vários lugares: embalagens, alimentos, cosméticos… E na poeira dentro de casa também.
         O alerta vem de um estudo apresentado em março no ENDO 2019, Congresso Internacional de Endocrinologia, que aconteceu em Nova Orleans, nos Estados Unidos. De acordo com a pesquisa, as substâncias encontradas na sujeira doméstica podem contribuir para a obesidade infantil.
         Trabalhos anteriores já mostraram que existe relação entre os desreguladores endócrinos e o _________ de peso. Mas esse é um dos primeiros a olhar especificamente para a presença desses compostos na poeira que se acumula dentro de casa e seus efeitos na saúde dos pequenos.
        Para fazer a investigação, os autores coletaram 194 amostras de sujeira presentes em casas da Carolina do Norte, nos EUA. Em laboratório, eles ___________ as substâncias com potencial de desequilibrar o sistema endócrino e analisaram o potencial que elas têm de promover a multiplicação de células de gordura. Foram identificados 70 compostos com essa capacidade e outros 40 que agiriam como precursores de células do tecido adiposo.
          Os resultados mostraram que baixas concentrações de poeira já são suficientes para afetar o organismo dos pequenos. Esse processo acontece aos poucos, mas, no longo prazo, pode levar a um quadro de obesidade. Os pesquisadores identificaram que, nas casas de crianças obesas ou acima do peso, a presença desses disruptores era maior.
        A ideia é continuar as investigações e focar em outras ameaças dentro de casa – detergentes, produtos de limpeza e tintas também propagam as tais substâncias maléficas. Resta saber de que outras maneiras elas podem colocar em risco a nossa saúde.
https://super.abril.com.br/saude... - adaptado.

Considerando-se a colocação pronominal, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:


( ) As crianças contentarão-se com estes doces.

( ) Sempre me disseram que eu conseguiria uma vaga.

( ) Como te ferem!

Alternativas
Q1285792 Português
Dois verbos da Língua Portuguesa geram dúvidas frequentes em relação à norma padrão: esquecer e lembrar. Veja estas frases?
I. Esqueci de que você viria hoje. II. Lembre de que sua família deve estar a caminho do hospital. III. Esqueci minha agenda no escritório. IV. Esqueci-me de minha agenda no escritório.
Assinale a opção com as alternativas que estão de acordo com a norma padrão:
Alternativas
Q1285791 Português
No ensino de Língua Portuguesa é fundamental o conhecimento, por parte do professor, da norma padrão da língua. Regras de concordância, regência, colocação pronominal são importantes na condução do processo de revisão de textos. Nas alternativas abaixo você deverá identificar qual das frases apresenta um problema em relação à norma padrão da língua.
Alternativas
Q1285788 Português
Ao passear pela cidade, avistando a placa “Se cuide quanto à AIDS” você diz: “Mais uma placa com erro gramatical”. Seu amigo lhe pergunta onde está o problema. Qual a explicação correta quanto ao erro que aparece neste enunciado?
Alternativas
Q1284948 Português

A Paz e a Lei

A paz!! Não a vejo. Não há, como não pode existir, senão uma, é a que assenta na lei, na punição dos crimes, na responsabilidade dos culpados, na guarda rigorosa das instituições livres. Outra espécie de paz, não é senão a paz da servidão, a paz indigna e aviltante dos países oprimidos, a paz abjeta que a nossa índole e o nosso regímen essencialmente repelem, a paz que humilha todos os homens honestos, a paz que nenhuma criatura humana pode tolerar sem abaixar a cabeça envergonhada.

Esta não é a paz que eu desejo. Quando peço a observância da lei, é justamente porque a lei é o abrigo da tolerância e da bondade. Não há outra bondade real, Srs. Senadores, senão aquela que consiste na distribuição da justiça, isto é, no bem distribuído aos bons e no castigo dispensado aos maus.

E a tolerância, que vem a ser senão a observância da igualdade legal? Porventura temos sido nós iguais perante a lei, neste regímen, nestes quatro anos de Governo, especialmente? Há algum chefe de partido, há algum cabeça de grupo, algum amigo íntimo da situação, algum parente ou chegado às autoridades, que não reúna em sua pessoa um feixe de regalias, que não goze de prerrogativas especiais, que não tenha em torno de sua individualidade uma guarda e defesa régia ou principesca?

Essa excursão, Srs. Senadores, me levaria longe e poderia por si só absorver os meus poucos minutos de tribuna nesta sessão.

Nas poucas vezes em que me atrevo a perturbar a serenidade absoluta deste recinto e a contrariar os sentimentos dos meus honrados colegas, tenho consciência, Sr. Presidente, de ter-me colocado sempre em um plano, que não se opõe nem à tolerância nem à paz; que é, ao contrário, o terreno onde a paz e a tolerância se devem estabelecer, o único terreno em que nós todos nos poderíamos aproximar e dar-nos as mãos, o terreno da reconciliação com a lei, com a República, com as suas instituições constantemente postergadas, debaixo da política sem escrúpulos da atualidade.

Fonte: Rui Barbosa. Discurso no Senado Federal, em 13 de outubro de 1914. In: Antologia. Rio de Janeiro, Ediouro, s.d., p. 58-59 – com adaptações. 

Na reescrita dos períodos, a seguir, assinale a alternativa em que está CORRETO o emprego do pronome oblíquo átono em substituição ao fragmento destacado.
Alternativas
Q1283871 Português
Em relação à colocação pronominal, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1283815 Português

Considerando-se as normas de colocação pronominal, assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE:


________ minha confiança, em ___________ da verdade.

Alternativas
Q1281924 Português
TEXTO
O título de guerra mundial dá a impressão de que todas as grandes nações tomaram parte no conflito, mas no Natal de 1914 – cerca de cinco meses após o começo dos combates – os habitantes de ao menos dez nações europeias podiam agradecer por não participarem dos embates. Os três países escandinavos não estavam lutando. A Holanda permanecia neutra, enquanto a Bélgica, sua vizinha, encontrava-se subjugada. É fácil esquecer que uma nação apenas pode ser neutra se seus vizinhos assim o consentirem – a Bélgica desejava ser imparcial em 1914, mas os alemães tinham outros planos e rapidamente a absorveram, usando-a como sua principal passagem militar para a França. A Espanha permaneceu neutra, enquanto Portugal fez de tudo para manter-se metade isento e metade aliado da Grã-Bretanha até 1916, quando finalmente recebeu uma declaração de guerra da Alemanha. A Itália manteve a neutralidade por algum tempo e, no mármore branco dos memoriais de guerra de milhares de praças em vilarejos do país, está inscrita uma cronologia que parece estranha à primeira vista: lamenta-se a morte de soldados italianos na Grande Guerra de 1915-1918. A Bulgária, a Romênia e a Grécia se juntaram ao conflito ainda mais tarde. Das poucas grandes nações fora da Europa, duas das maiores – os Estados Unidos e a China – só se juntariam à contenda em 1917, e a participação da China foi pequena. A América Latina também tinha muitos países neutros até quase o fim do conflito. Mas as colônias, os domínios e os “commonwealths” britânicos espalhados pelo mundo aderiram às lutas desde o início, tendo alguns deles sofrido baixas altamente significativas, considerando-se suas pequenas populações. Numa guerra em que bloqueios eram tão poderosos quanto armas, mesmo as nações neutras acabaram sentindo algum efeito. O turismo, mais importante para os suíços do que para qualquer outro povo europeu, foi afetado. (BLAINEY, Geoffrey. Uma Breve História do Século XX, 2 ed. São Paulo: Fundamento, 2011, p. 62). 
A palavra “finalmente”, utilizada pelo autor na linha 20 do texto, possui a seguinte classificação gramatica:
Alternativas
Q1281922 Português
TEXTO
O título de guerra mundial dá a impressão de que todas as grandes nações tomaram parte no conflito, mas no Natal de 1914 – cerca de cinco meses após o começo dos combates – os habitantes de ao menos dez nações europeias podiam agradecer por não participarem dos embates. Os três países escandinavos não estavam lutando. A Holanda permanecia neutra, enquanto a Bélgica, sua vizinha, encontrava-se subjugada. É fácil esquecer que uma nação apenas pode ser neutra se seus vizinhos assim o consentirem – a Bélgica desejava ser imparcial em 1914, mas os alemães tinham outros planos e rapidamente a absorveram, usando-a como sua principal passagem militar para a França. A Espanha permaneceu neutra, enquanto Portugal fez de tudo para manter-se metade isento e metade aliado da Grã-Bretanha até 1916, quando finalmente recebeu uma declaração de guerra da Alemanha. A Itália manteve a neutralidade por algum tempo e, no mármore branco dos memoriais de guerra de milhares de praças em vilarejos do país, está inscrita uma cronologia que parece estranha à primeira vista: lamenta-se a morte de soldados italianos na Grande Guerra de 1915-1918. A Bulgária, a Romênia e a Grécia se juntaram ao conflito ainda mais tarde. Das poucas grandes nações fora da Europa, duas das maiores – os Estados Unidos e a China – só se juntariam à contenda em 1917, e a participação da China foi pequena. A América Latina também tinha muitos países neutros até quase o fim do conflito. Mas as colônias, os domínios e os “commonwealths” britânicos espalhados pelo mundo aderiram às lutas desde o início, tendo alguns deles sofrido baixas altamente significativas, considerando-se suas pequenas populações. Numa guerra em que bloqueios eram tão poderosos quanto armas, mesmo as nações neutras acabaram sentindo algum efeito. O turismo, mais importante para os suíços do que para qualquer outro povo europeu, foi afetado. (BLAINEY, Geoffrey. Uma Breve História do Século XX, 2 ed. São Paulo: Fundamento, 2011, p. 62). 
A palavra “enquanto”, utilizada pelo autor do texto na linha 9, possui a seguinte classificação gramatical:
Alternativas
Q1281826 Português
São considerados pronomes pessoais oblíquos tônicos, EXCETO:
Alternativas
Q1281303 Português

Analise as seguintes assertivas a respeito do uso de pronomes no texto.


I. O ‘que’ da linha 41 classifica-se como um pronome relativo.

II. Na linha 43, ‘as’ classifica-se como um pronome e retoma ‘mídias sociais’.

III. A ocorrência de ‘que’ na linha 55 introduz uma oração adjetiva, visto se tratar de um pronome relativo.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q1279599 Português

De acordo com Cereja & Cochar (2013, p. 367-368), "colocação é o modo de dispor, na ordem direta ou inversa, os termos que compõem a oração. [...] Há, entretanto, certos princípios básicos quanto à colocação que devem ser considerados na linguagem escrita e falada. Um desses princípios é o da colocação dos pronomes pessoais oblíquos átonos."


Com base nesse postulado, leia a tirinha a seguir e informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma.


Imagem associada para resolução da questão

Disponível em:<https://abobrinhaecia.wordpress.com/category/will-tirando/page/4/> . Acesso em: 25 jun. 2019.


( ) No quinto quadrinho, a próclise foi empregada porque o advérbio antecede o verbo, sem que exista uma pausa.

( ) No segundo quadrinho, a norma-padrão da língua dita que só é correta a colocação do pronome oblíquo após o verbo.

( ) No primeiro quadrinho, na frase reconstruída do segundo balão "Eu o ganhei da Anésia", é facultativo o uso da próclise ou da ênclise.

De acordo com as afirmações, a sequência correta é
Alternativas
Q1278946 Português

Empregue o pronome pessoal do caso oblíquo no espaço em branco:


Ainda não _____ convidamos para a festa.

Alternativas
Q1278572 Português

    O casamento, para ela, era isso: quarenta e oito anos de opressão, de humilhações, de vexames. Um verdadeiro tirano, o marido dela, um homem autoritário que lhe dava ordens sem cessar e que a ridicularizava na frente de todo o mundo: minha mulher é um desastre, proclamava, não faz nada direito.

    E ela? Ela calava. Jamais protestara. Até os filhos se indignavam com aquela passividade: você não pode se deixar dominar dessa maneira, diziam, você tem de fazer alguma coisa. Ela suspirava, resignada, não dizia nada.

    Mas estava, sim, resolvida a se vingar. Sua vingança seria cruel e requintada, uma vingança capaz de indenizá-la por uma vida de sofrimentos. Só faltava descobrir a maneira de fazê-lo.

    A ideia lhe ocorreu quando, uma manhã, o marido perguntou se ela não vira seu cachimbo. Entre parênteses, gostava muito disso, de fumar cachimbo. Verdade que a ela o cheiro deixava tonta; mas ele pouco estava ligando. Entre a mulher e o cachimbo prefiro o cachimbo, costumava dizer, entre gargalhadas. Mas então ele tinha esquecido onde deixara o cachimbo − sinal de que a memória lhe falhava. E ela resolveu tirar proveito disso. Para quê? Para enlouquecer o marido. Exatamente: enlouquecê-lo. Era o mínimo a que podia almejar.

    E aí começou o jogo. Onde está o cachimbo, perguntava ele. Ali onde você o colocou, dizia ela, em cima do televisor.

    Ele ficava perplexo: eu coloquei o cachimbo em cima do televisor? E por que teria feito isso, se ali não é lugar de cachimbo? Quanto mais perturbado ele ficava, mais ela se entusiasmava. Era como uma gata brincando com um camundongo, um camundongo triste e desamparado. Você não viu o meu cachimbo? Está ali na prateleira, onde você o deixou. Eu? Eu deixei o cachimbo na prateleira? A coisa ia num crescendo, a angústia dele aumentando sempre. Ela já tinha o final planejado: um dia o cachimbo sumiria para sempre. E quando ele perguntasse ela responderia: você o jogou fora. O que seria um golpe... mortal? Mortal.

    Só que ele morreu antes disso. Um ataque do coração, provavelmente. Ela chorou muito: em parte porque tinha pena dele, em parte porque não pudera consumar sua vingança. Mas aí teve uma ideia: colocar o cachimbo no caixão. Para atormentá-lo pela eternidade afora. Procurou o cachimbo, mas não o achou. Simplesmente não conseguia lembrar de onde o colocara. Ali, em alguma parte da casa, estava o maldito objeto. Só que ela não o encontrava. E isto significava que jamais teria paz. Que aquela lembrança a torturaria até a morte.

(SCLIAR, Moacir. O imaginário cotidiano. São Paulo: Global, 2002, p. 113-114)

Que aquela lembrança a torturaria até a morte. (7o parágrafo)



Os termos sublinhados acima constituem, respectivamente,

Alternativas
Ano: 2019 Banca: FEPESE Órgão: SAP-SC Prova: FEPESE - 2019 - SAP-SC - Agente Penitenciário |
Q1278274 Português
Texto 2
Investir em educação ‘fecha’ prisões

Entrevista da BBC News Brasil com Clara Grisot.
Clara Grisot, formada em ciências políticas e sociologia, é cofundadora da associação francesa Prison Insider, que coleta informações sobre as condições das prisões no mundo.

BBC News BrasilPesquisas no Brasil indicam que a maioria concorda com a afirmação de que “bandido bom é bandido morto”. Qual seria a reação em outros países desenvolvidos?
Grisot – Esse tipo de discurso não é algo específico do Brasil. É uma visão comum no mundo. Vemos que a sociedade tem uma real falta de empatia em relação [……] pessoas encarceradas. O tratamento dado aos presidiários não interessa [……] quase ninguém, mas constatamos que isso é ainda mais forte nos países com grandes desigualdades sociais.

BBC News BrasilDe que forma a violência no Brasil, que afeta a população diariamente, influencia o olhar dos brasileiros sobre a situação nos presídios?
Grisot – O que acontece dentro das prisões em países com muita violência é a exacerbação do que acontece nas ruas. Isso explica [……] violência que surge regularmente no sistema carcerário brasileiro e, certamente, o olhar dos brasileiros sobre a situação do sistema prisional do país. Já é tão violento fora (nas ruas) que o que acontece dentro das prisões é praticamente algo que não lhes diz respeito.

BBC News BrasilNo Brasil e em outros países, prevalece a visão de que penas mais severas reduziriam os riscos da pessoa cometer um crime. Você concorda com isso?
Grisot – Com base nas informações que pudemos obter em todos os países do mundo, percebemos que a prisão não funciona. Quanto mais as penas forem longas e os prisioneiros forem tratados como um nada, menos preparamos seu retorno [……] sociedade. A prisão destrói. Estudos mostram que quanto menos a pessoa ficar presa, menos ela ficará dessocializada e menores serão as chances de reincidência. Se ela não voltar [……] praticar um delito, não haverá novas vítimas. Todo esse discurso de repressão produz efeitos contrários ao desejado. É paradoxal. Se as pessoas realmente estivessem ao lado das vítimas, elas seriam favoráveis a penas alternativas.

BBC News BrasilMuitos no Brasil acham que um país sem recursos suficientes para a educação não deveria investir em presídios. Qual é a sua avaliação?
Grisot – A corrida para o aprisionamento e a construção de prisões têm um custo extremamente alto tanto economicamente quanto socialmente. O Brasil dá continuidade a uma política repressiva que fracassou, sobretudo nos Estados Unidos, onde certos Estados gastam mais com prisões do que com universidades. Isso tem efeitos devastadores, com consequências sobre comunidades e gerações inteiras. Alguns têm recuado em razão dos estragos constatados. A educação é uma das primeiras muralhas contra a pobreza. São os pobres que são presos em massa e isso em todos os lugares. Construir presídios em detrimento da educação é uma escolha infeliz porque apostar na educação significa fechar prisões.

BBC News Brasil No Brasil, difundiu-se a ideia de que os direitos humanos são os “direitos dos manos”, dos bandidos. O que explica isso?
Grisot – Isso faz parte de uma retórica clássica que chamamos de populismo penal que quer dividir os direitos humanos. Nós dizemos que os direitos humanos são indivisíveis e não podem ser negociados. Todos devem ser tratados com dignidade. Seria um grande retrocesso pensar o contrário.

FERNANDES, Daniela. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-48445684 Acesso em 18 out.2019. [Adaptado]



Texto 3

Projeto leva leitura a presos em Santa Catarina

Santa Catarina tem 5,5 mil presos participando do Projeto Despertar Pela Leitura desenvolvido no sistema prisional do Estado. Viabilizado por meio de uma parceria entre a Secretaria de Administração Prisional e Socioeducativa (SAP) e a Secretaria da Educação (SED), o programa estimula a reinserção social do interno por meio da literatura, podendo resultar em quatro dias de remição de pena por livro lido.

Para integrar o projeto e obter o benefício, não basta apenas ler o livro. Depois de participar de uma prova de nivelamento, os internos selecionados recebem as orientações e um livro, que deverá ser lido na cela em até 30 dias. Passado o período, retornam à sala de aula para escrever uma resenha. O texto é avaliado pela comissão de ensino da unidade prisional e lhe é atribuída uma nota, sendo que a média de aprovação é 6,0 (seis). Se o reeducando for aprovado, o documento é encaminhado para o juiz da Vara de Execuções Penais, que concede ou não a remição de quatro dias de pena. Se não conseguir alcançar a média, tem mais uma chance para escrever nova resenha. Caso ainda não obtenha a pontuação mínima, o detento precisa começar a leitura de um novo livro. Cada interno pode ler até 12 livros por ano o que garante remição de 48 dias de pena.

Os livros que fazem parte do projeto são selecionados e devem seguir critérios como contribuir para a formação intelectual do interno e não estimular a violência. De acordo com a professora que atua no projeto, os textos produzidos pelos detentos revelam uma reflexão acerca dos atos que cometeram e que os levaram a estar atrás das grades. Além promover a autoanálise, o projeto tem se mostrado bastante eficiente na melhoria da produção textual, tanto que 160 internos estão cursando o ensino superior.

A Gerente de Desenvolvimento Educacional do Departamento de Administração Prisional (Deap) assinala que, no início, o objetivo do interno é apenas a remição da pena. “Mas a partir do momento em que ele começa a ter contato com a literatura, em muitos casos, é possível notar uma mudança no seu comportamento para melhor”, comenta. Segundo ela, “nosso objetivo, enquanto estado, é devolver essa pessoa privada de liberdade para a sociedade, para sua família, para sua comunidade, com uma perspectiva de vida melhor do que quando entrou no sistema”.

Para o titular da SAP, a educação constitui-se também em uma estratégia de segurança prisional. “Na medida em que podemos oferecer trabalho e ensino para o interno, ele começa a ter uma nova perspectiva de vida, se aproxima dos familiares e tem a possibilidade de recuperar os laços sociais.”

IENSEN, Jacqueline. Disponível em: http://www.sed.sc.gov.br/secretaria/imprensa/noticias/30389- projeto-leva-leitura-a-5-5-mil-presos-em-santa-catarina Acesso em: 18 out 2019. [Adaptado]


Analise as afirmativas abaixo em relação ao texto 2.
1. Clara Grisot, cofundadora da associação francesa Prison Insider, recebe, na entrevista, o tratamento formal de Vossa Senhoria, o que se infere da formulação “Qual é a sua avaliação?” (4ª pergunta). 2. Quanto ao sinal indicativo de crase, a grafia correta dos cinco vocábulos, na sequência das lacunas [……] nas respostas da entrevista, é: às • à • a • à • à. 3. Em “constatamos que isso é ainda mais forte nos países com grandes desigualdades sociais” (1ª resposta), o pronome sublinhado faz referência ao desinteresse pelo tratamento dado aos presidiários. 4. Em “Quanto mais as penas forem longas e os prisioneiros forem tratados como um nada, menos preparamos seu retorno [……] sociedade” (3ª resposta), as formas verbais sublinhadas estão, respectivamente, na voz passiva e ativa. 5. Em “não haverá novas vítimas” (3ª resposta), o verbo haver é impessoal e pode ser substituído por “existirá”, sem prejuízo de significado e sem desvio da norma culta da língua escrita.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q1277392 Português
Leia o texto para responder a questão..

Os imortais

   De vez em quando, ao olhar para o meu filho – de três anos, quase quatro – pergunto retoricamente qual será a longevidade dele.
   Nascido em 2015, ele pode conhecer o próximo século. Mas se a medicina conseguir conquistar o envelhecimento e a morte – não é esse o santo graal do momento? – será que ele vai conhecer o novo milênio?
  Esse pensamento ganhou forma com um ensaio primoroso de Regina Rini, no “Times Literary Supplement”.
    Escreve a autora: em 1900, um cidadão americano tinha uma média de vida de 47 anos. Em 1950, a meta já estava nos 68. Em 2057, é possível que o limite seja os 100.
  Agora, imagine o seguinte, caro leitor: a ciência anuncia, ainda durante as nossas vidas, que o envelhecimento e a doença serão revertidos em 2119.
   Sim, esse ano já será demasiado tarde para nós. Aliás, será demasiado tarde até para os nossos filhos.
   Mas não será para os nossos netos. Com essa data imaginária, nós seremos os últimos mortais a partilhar a Terra com os primeiros imortais. Que tipo de convivência teremos com eles? Haverá inveja? Sofrimento? Desespero ante o nosso (injusto) destino?
   O ensaio de Rini é um elegante exercício de especulação filosófica. E a autora termina a sua indagação com um pensamento consolador: se as nossas vidas se justificam pelo legado que deixamos aos outros, então devemos olhar para os primeiros imortais como os felizes depositários desse histórico legado.
     Nós seremos o último elo entre a humanidade perecível e a humanidade eterna.
    A páginas tantas, Rini cita um dos meus filmes favoritos: “Feitiço do Tempo”, uma comédia com Bill Murray. No filme, Murray está preso no tempo, condenado a viver o mesmo dia todos os dias.
   Para Rini, o filme é uma boa metáfora sobre o tédio que pode acometer os imortais e para o qual vários filósofos já nos alertaram: quando estamos condenados a viver eternamente, deixamos de ter urgência para fazer alguma coisa.
   Mas existe uma outra dimensão do filme que a autora ignorou: o personagem de Bill Murray só consegue seguir em frente quando encontra um mínimo de sentido para a sua existência.
    E esse sentido não está no hipotético legado que deixará para os vindouros. Está na forma como vive o seu presente. Quando isso acontece – quando o personagem encontra um propósito para si próprio e na relação com os outros – ele consegue finalmente quebrar o feitiço e despertar na manhã seguinte. Como diria o neurocientista Viktor Frankl, de que vale ter uma vida de eternidade quando não há razões para vivê-la?
    Da próxima vez que olhar para o meu filho, vou desejar-lhe uma vida longa, sem dúvida. Desde que essa vida seja dotada de sentido.

(João Pereira Coutinho. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/joaopereiracoutinho/2019/05/os-imortais.shtml. Publicado em 15.05.2019. Adaptado)
Assinale a alternativa em que, entre parênteses, a reescrita do trecho destacado segue a norma-padrão de emprego dos pronomes.
Alternativas
Respostas
8361: E
8362: E
8363: B
8364: C
8365: B
8366: B
8367: D
8368: B
8369: D
8370: B
8371: C
8372: C
8373: D
8374: C
8375: D
8376: A
8377: D
8378: E
8379: B
8380: C