Questões de Concurso
Sobre morfologia - pronomes em português
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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.
Com o aumento do transporte individual, as cidades rumam em direção ao caos

(Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/blogs/br-cidades/com-transporte-individual-ascidades-rumam-em-direcao-ao-caos/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
“Estas – longe de atender aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável propostos pela ONU – reduzem a qualidade de vida urbana e tornam as cidades menos competitivas do ponto de vista econômico.” (l. 27 a 29).
Acerca do período do texto, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) A substituição de “Estas” por “Essas” preservaria a correção do texto. ( ) A estrutura principal do período tem duas orações coordenadas ligadas por uma conjunção de adição. ( ) O segmento entre travessões poderia estar grafado entre duas vírgulas sem que isso alterasse qualquer aspecto do texto. ( ) “Estas” é um termo de sentido anafórico, ou seja, um termo que faz a retomada de algo já citado.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.
Com o aumento do transporte individual, as cidades rumam em direção ao caos

(Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/blogs/br-cidades/com-transporte-individual-ascidades-rumam-em-direcao-ao-caos/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Texto para a questão.

Internet: <https:www.google.com>.
Texto para a questão.
Atendimento pediátrico por telemedicina é possível?
Segundo Ana Escobar, o atendimento médico é
essencialmente presencial, mas, devido à pandemia, o
atendimento por telemedicina emergiu como uma
possibilidade, com caráter de exceção. Agora, cabe aos
Conselhos de Medicina discutir a regulamentação da prática.

Internet: <https://jornal.usp.br> (com adaptações)
Texto para a questão.
Cientistas afirmam ter identificado nova variante do coronavírus na Europa
Pesquisa, que ainda não foi publicada em revista científica, aponta que a mutação do Sars‐CoV‐2 surgiu no início do verão europeu, provavelmente na Espanha, e se espalhou por vários países.

Internet: <https://g1.globo.com> (com adaptações).
Indique as classes gramaticais dos termos sublinhados:
I. Ele está muito alegre hoje.
II. Há muito homem que não valoriza a vida.
III. Já há bastantes roupas em seu armário.
IV. Nem tudo foi comprado este semestre.
V. Não comia peixe, nem carne, só vegetais.
No que concerne à estruturação linguístico-gramatical do texto, julgue o item.
No texto, o termo “esse” (linha 2) retoma “diversidade”
(linha 1).
Ismália
Alphonsus de Guimaraens
Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.
No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...
E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...
E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...
As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...
Assinale a alternativa que completa corretamente:
I-O apartamento......moro é muito bonito.
II-Este foi o capitulo........gostei mais.
III-O anuncio......enredo é fraco, tem dado grande prejuízo
Vossa ....................................... deve conhecer seus deveres, como representante do povo que é.
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna do texto.
I A substituição de “que” por onde, no trecho “o cérebro tem redes que exercem diferentes funções” (segundo parágrafo), manteria a correção gramatical do texto. II O pronome “isso”, na expressão “Por isso”, no último período do terceiro parágrafo, retoma a ideia expressa nos períodos que o antecedem no mesmo parágrafo. III Em “Mas há outras vantagens” (último parágrafo), a forma verbal “há” poderia ser substituída por existem sem prejuízo da correção gramatical do texto.
Assinale a opção correta.
O Outro
Ele queria muito ser eleito. Não: ele precisava muito ser eleito. Estava atrás de um emprego que lhe desse um bom salário, mordomias e verbas para gastar na contratação de assessores – além, claro, das múltiplas oportunidades que, como vereador, teria.
O problema era arrumar votos. Não tinha amigos, não era conhecido, nem sequer recebera um apelido pitoresco que pudesse usar na propaganda. Mas o pior não era isso. O pior que combinava um visual péssimo – baixinho, gordinho, careca – com uma congênita inabilidade para falar em público. Em desespero, resolveu procurar um marqueteiro. Estava disposto a gastar uma boa grana nisso, desde que pudesse adquirir uma nova imagem, uma imagem capaz de garantir a eleição.
O marqueteiro, famoso, exigiu honorários salgados, mas garantiu resultados. Que, de fato, não se fizeram esperar. Em poucas semanas o candidato era outro. Mais magro, mais alto (saltos especiais) com uma bela peruca, parecia agora um galã de novela. Além disso, transformara-se num fantástico orador, um orador capaz de galvanizar o público com uma única frase.
Se foi eleito? Foi eleito com uma avalanche de votos. O que representou um duplo alívio: de um lado, conquistava o cargo tão sonhado. De outro, podia deixar de lado a peruca, os sapatos com saltos especiais e a dieta. E também podia falar normalmente, no tom meio fanhoso que o caracterizava.
E aí começaram as surpresas desagradáveis. Quando foi tomar posse, ninguém o reconheceu. Mas como? Então era aquele tipo charmoso, magnético, da tevê e dos cartazes? Era ele sim, como o comprovou, mostrando a identidade.
Não foi a única contrariedade. Logo descobriu que, como vereador, era péssimo: não sabia falar, não convencia ninguém, sequer era procurado por lobistas. Bom mesmo, concluiu com amargura, era o Outro, aquele que o marqueteiro tinha inventado. Aquele sim podia fazer uma grande carreira, chegando quem sabe à Presidência.
Mas onde estava o Outro? Só uma pessoa poderia ajudá-lo nessa busca, o marqueteiro. Só que o marqueteiro tinha sumido. Com o dinheiro ganho nas eleições resolvera passar dois anos em alguma praia do Caribe.
Todas as noites o vereador sonha com o Outro. Vê-o na Câmara, discursando, empolgando multidões. Mas não sabe o que fazer para encontrá-lo. Sabe, sim, o que dirá se isso um dia acontecer. E o que dirá, numa voz fanhosa e emocionada, será: o senhor pode contar com meu voto - para sempre.
(Moacyr Scliar. O imaginário cotidiano. São Paulo, Gaia, 2006)
Considere o trecho retirado do texto.
“Não foi a única contrariedade. Logo descobriu que, como vereador, era péssimo: não sabia falar, não convencia ninguém, sequer era procurado por lobistas. Bom mesmo, concluiu com amargura, era o Outro, aquele que o marqueteiro tinha inventado”.
Avalie as afirmativas abaixo:
1. A palavra “não” em todos os seus usos tem a mesma classificação morfológica e desempenha a mesma função sintática.
2. A palavra sublinhada exerce a mesma função sintática desta sublinhada na frase: “Não foi recebido, ninguém o atendeu”.
3. A frase “Logo descobriu” denota tempo; é, pois, subordinada substantiva temporal.
4. A expressão “com amargura” é composta – morfologicamente – por uma preposição e um substantivo e exerce a função de adjunto adverbial.
5. Nas duas vezes em que aparece, a palavra “que” tem funções sintáticas diferentes, já que em uma delas é pronome relativo.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas
corretas.
Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.
A correção gramatical do trecho “Tinha às vezes vontade de
chamar o feitor e dar ordens” (l.15) seria mantida caso ele
fosse reescrito da seguinte forma: Tinha às vezes vontade de
chamar o feitor e dá-lo ordens.
(2º§) Quando temos dificuldade para entender uma frase, uma boa técnica de aprendizado é repeti-la várias vezes. Um dos meus primeiros professores de inglês me ensinou isso. Nunca pense que fosse usar esse truque com uma frase em português. Mas, depois de ouvir tantas vezes que o brasileiro não lê,e de discordar tanto dos que dizem isso, resolvi tentar fazer esse exercício. Talvez enfim eu os entenda. Ou talvez eu me faça entender.
(3º§) O brasileiro não lê, mas a quantidade de livros adquiridos no Brasil só acrescentado nos últimos anos. Na pesquisa mais recente da Câmara Brasileira do Livro, uma produção anual se aproximava dos 500 milhões de exemplares. Seriam aproximadamente 2,5 livros para cada brasileiro, se o brasileiro lesse.
(4º§) O brasileiro não lê, mas o país é o não maior mercado editorial do mundo, com um faturamento de R $ 6,2 bilhões. Editoras estrangeiras têm desembarcado no país para investir na publicação de livros para os brasileiros que não leem.Uma das primeiras foi a gigante espanhola Planeta, em 2003. Naquela época, imagino, os brasileiros já não liam. Outras editoras depois, no mesmo movimento incompreensível.
(5º§) O brasileiro não lê, mas desde 2004 o preço médio do livro caiu 40%, descontada a informe. Entre os motivos para a queda estão o aumento nas tiragens, o lançamento de edições mais populares e a chegada dos livros a um novo público. Um mistério, já que o brasileiro não lê.
(8º§) O brasileiro não lê - e, mesmo se lesse, só leria bobagens. Mas, há poucos meses, um poeta estava entre os mais vendidos do país. Em algumas livrarias, uma antologia Toda poesia, de Paulo Leminski (1944-1989), chegou ao primeiro lugar. Ultrapassou a trilogia Cinquenta tons de cinza, até então a favorita dos brasileiros (e brasileiras) que não leem.
(...)




