Questões de Concurso
Sobre morfologia - pronomes em português
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Mecânico de manutenção industrial: quem é e o que faz esse profissional?
O mecânico de manutenção é o profissional responsável por realizar reparos e manter equipamentos e componentes em condições de plena capacidade de uso. Também é conhecido como mecânico de manutenção industrial ou simplesmente mecânico industrial. Já faz um tempo que o mecânico de manutenção deixou de ser apenas o profissional que conserta e intervém quando um equipamento para de funcionar. Hoje esse profissional ganhou funções e responsabilidades importantes com o avanço tecnológico, pois, sobretudo com a era da manutenção industrial 4.0 e com a internet das coisas, as máquinas e os equipamentos industriais necessitam de manutenções preditivas e preventivas para se manterem confiáveis e disponíveis para sua função.
De início, a mecânica industrial é um campo da engenharia que se concentra no design, na operação e na manutenção de sistemas mecânicos em ambientes industriais. Ela envolve o estudo e a aplicação de princípios de física e engenharia para resolver problemas relacionados ao movimento e à força em máquinas e equipamentos utilizados na produção e na manufatura. Assim, os profissionais dessa área são responsáveis por garantir que as máquinas e os equipamentos funcionem de maneira eficiente e segura, além de realizar reparos e manutenções preventivas para evitar falhas. Portanto, a mecânica industrial abrange uma ampla gama de atividades, incluindo a análise de falhas, a otimização de processos, a instalação e o comissionamento de equipamentos, além da implementação de melhorias para aumentar a produtividade e reduzir custos operacionais.
O mecânico industrial é o profissional responsável por instalar, manter, reparar e supervisionar o funcionamento de máquinas e equipamentos industriais. Ou seja, cabe a ele atuar nas atividades de manutenção de máquinas industriais. Exemplos disso são envazadoras, agitadores, motores elétricos, compressores e uma infinidade de outros equipamentos, principalmente equipamentos industriais que utilizam elementos de máquinas, como: rolamentos, mancais, polias e correias, eixos e acoplamentos.
Internet:
Texto CG1A1
Com o objetivo de promover a transformação digital e atender diretamente a população, o governo de Rondônia inovou com o lançamento da primeira assistente virtual baseada em inteligência artificial (IA) no Portal da Transparência do estado. A assistente, denominada Clara, foi apresentada durante o 2.º Encontro de Controles Internos, nos dias 27 e 28 de junho de 2024, no Instituto Federal em Porto Velho.
A iniciativa fez parte de um trabalho desenvolvido pela Superintendência Estadual de Tecnologia da Informação e Comunicação (SETIC), em parceria com a Controladoria Geral do Estado (CGE), em acordo com o eixo de gestão estratégica governamental. Ela surgiu da necessidade de simplificar a relação do poder público com a sociedade, e a IA foi escolhida por sua capacidade de adaptação com base em novos treinamentos.
Para o governo de Rondônia, a Clara representa um avanço para o estado, reforçando os investimentos da gestão estadual em modernização, eficiência e qualidade das iniciativas.
O governo de Rondônia está em primeiro lugar entre os Poderes Executivos estaduais no Programa Nacional de Transparência Pública. Para alcançar essa posição, é necessário obter um nível de transparência entre 95% e 100%, e Rondônia atingiu 99,29%. A Clara é fruto da continuidade desse trabalho e do compromisso do estado com a transformação digital.
Segundo o coordenador de análise de dados da SETIC, Pedro Gomes, o uso de IA está revolucionando o mundo e a administração pública. “Apenas acompanhar e replicar tendências não é suficiente para contribuir para a modernização de serviços. Por isso é importante analisar e escolher as melhores soluções para solucionar problemas e proporcionar melhorias de processos dentro da administração pública”, destacou.
De acordo com o superintendente da SETIC, Delner Freire, a adoção de IA no setor público traz uma série de benefícios, que incluem: automatização de processos, análise de dados para tomadas de decisão, atendimentos mais eficientes e redução de custos. “Esses benefícios podem se converter em sistemas de atendimento ao cidadão e ferramentas de análise para políticas públicas. Ao contrário de outras tecnologias, a IA tem a capacidade de aprender e se adaptar continuamente, melhorando sua eficácia ao longo do tempo”, explicou.
Internet: <rondonia.ro.gov.br> (com adaptações).

No trecho apresentado, observa-se o uso adequado da colocação pronominal, em conformidade com uma regra específica. Com base nisso, analise as frases a seguir e assinale aquela em que a colocação pronominal está incorreta.
Leia o trecho.
Aqueles documentos devem ser entregues imediatamente ao setor responsável.
Na frase, a palavra aqueles é classificada como
Considerando os recursos de coerência e coesão utilizados no trecho, julgue as afirmativas:
I.O uso de 'Isso' atua como um elemento de coesão referencial anafórica, retomando uma ideia já apresentada no contexto anterior, isto é, o conjunto de circunstâncias descritas no texto que torna oportuno perseguir formigas-rainhas e comercializá-las.
II.O pronome relativo 'que' em 'que se aproveita...' retoma 'mercado negro global' e introduz uma oração subordinada que especifica e amplia essa informação, contribuindo para a progressão temática do texto.
III.A retomada do referente 'insetos' ocorre por meio de elipse do sujeito em "constroem uma colônia", mantendo-se o mesmo referente implícito, bem como pela continuidade temática do texto, sem a utilização de substituição lexical explícita por pronomes.
IV.A inserção de uma vírgula após 'Isso' não comprometeria a correção gramatical da frase, embora altere o valor semântico ao enfatizar o momento enunciativo.
Assinale a alternativa que apresenta as proposições corretas.
Assinale a alternativa correta quanto à reescrita da frase com substituição do trecho destacado por pronome oblíquo adequado.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão
Por que é melhor comer com inteligência do que contar calorias?
A sabedoria popular indica que a solução para manter o peso saudável é contar quantas calorias ingerimos e quantas nós gastamos.
Este cálculo faz sentido: a energia que entra em comparação com a que sai. Parece simples, não é mesmo?
Mas esta forma de pensar desconsidera uma verdade importante: nem todas as calorias da nossa alimentação são iguais.
Na verdade, existe uma complexa interação biológica ocorrendo no interior do nosso corpo, influenciada pelo tipo de alimento que ingerimos, pela rapidez com que o consumimos e pela sua interação com a agitada comunidade de micróbios que vive nos nossos intestinos.
"Esta é uma área de pesquisa em enorme expansão", afirma a professora de nutrição Sarah Berry, do King's College de Londres.
"Estamos realmente começando a ver como a nossa reação aos alimentos varia e que eu posso comer algo que irei metabolizar de forma muito diferente da sua, em relação ao mesmo alimento."
Quando comemos
O que comemos certamente ainda é importante. Uma alimentação rica em legumes e verduras frescas será melhor do que se for dominada por x-búrguers.
Mas esta consideração está longe de ser a única.
O horário da refeição, por exemplo, também influencia a qualidade da digestão e quais nutrientes serão absorvidos pelo nosso corpo.
Um estudo demonstrou que mulheres obesas e com excesso de peso perderam mais peso ao consumir a maior parte das suas calorias no horário do café da manhã, em comparação com aquelas que comiam mais à noite, mesmo que o total de calorias fosse o mesmo.
Outro pequeno estudo, realizado por pesquisadores do Reino Unido, concluiu que reduzir o período de tempo entre a primeira e a última refeição do dia pode fazer com que você, ao todo, coma menos calorias.
Quando adultos saudáveis, mas levemente acima do peso, postergaram sua primeira refeição do dia em uma hora e meia e comeram pela última vez 90 minutos mais cedo que o normal, sua ingestão de energia foi menor e eles sofreram redução da gordura corporal, em comparação com um grupo controle, mesmo tendo acesso à mesma quantidade de comida.
Os cientistas acreditam que isso pode ocorrer porque o nosso ritmo circadiano é conectado a como digerimos e metabolizamos os alimentos. Este é um campo emergente de pesquisa conhecido como crononutrição.
E comer mais cedo também pode ajudar. Pesquisadores da Espanha descobriram que as pessoas que almoçam mais cedo perderam peso ou mantiveram peso mais baixo com mais facilidade do que aquelas que comem após as 15 horas.
Também podemos reavaliar o horário dos nossos lanches, pois as pesquisas relacionaram os lanches após as 21 horas a altos níveis de colesterol ruim e açúcar no sangue, o que pode aumentar o risco de obesidade e doenças cardiovasculares.
Nos EUA e no Reino Unido, cerca de 25% da nossa energia diária vêm dos lanches. Por isso, repensar o que lanchamos e quando fazemos pode melhorar nossa saúde.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/czxr55plyk5o- fragmento
"Os cientistas acreditam que isso pode ocorrer porque o nosso ritmo circadiano é conectado a como digerimos e metabolizamos os alimentos."
O pronome demonstrativo 'isso' desempenha papel essencial na coesão textual. Assinale a alternativa correta que indica a que elemento do texto esse termo refere.
TEXTO I
O fim da política.
Nosso poder está no raciocínio, no conhecimento, na consciência e em nossas ações
Roberto Motta
O que você quer da política? Uma revolução que conserte todos os erros, coloque os bandidos na cadeia, livre os inocentes, corrija as injustiças e livre o país da corrupção? Não vai acontecer. Ninguém deve depender da política para ser feliz. Muito menos de revoluções. Especialmente de revoluções. Mas é isso que muitos esperam, inclusive pessoas que se acham “conservadoras”. Uma revolução.
Como já explicaram David Horowitz e Thomas Sowell, a disputa entre progressistas e conservadores é assimétrica. Progressistas vivem da política e para a política; conservadores só querem ser deixados em paz. Conservadores se envolvem em causas pontuais para defender direitos, enquanto para o militante progressista, tudo é oportunidade para ocupar espaços. Para estes, como já ensinou Saul Alinsky, “a questão nunca é a questão, a questão é sempre o poder”.
O modelo “democrático” incentiva o populismo irresponsável, o uso pessoal do poder e a degradação constante das finanças e da liberdade. Tudo o que o político precisa para alcançar o poder máximo são votos; cria-se então um óbvio incentivo para que ele minta, fraude eleições e compre votos, e para que seja irresponsável no exercício do poder. Niall Ferguson explicou isso em “A Grande Degeneração”, Karsten e Beckman em “Além da Democracia” e Hans-Hermann Hoppe em “Democracia, o Deus Que Falhou”.
Até que isso mude, políticos ruins serão substituídos por políticos piores. Exceções são raras. Isso não é acidente, mas a consequência inevitável. Essa não é uma postura derrotista. É uma visão realista. Não estou dizendo que está tudo perdido e que nada vale a pena. Ao contrário: afirmo que a vida é maravilhosa, cheia de possibilidades e que o progresso abriu inúmeras oportunidades de felicidade e realização pessoal – mas isso depende principalmente da ação individual. A política é apenas um instrumento – incompleto, imperfeito e sempre injusto. Não podemos depender dele.
Não dependa da política, dos políticos ou do Estado para nada. Construa sua vida, se desenvolva, cuide de sua família e proteja seus direitos de todas as formas possíveis. Acima de tudo, não transforme a frustração com a política em uma intolerância que vai encher a vida de rancor e ressentimento.
Nosso grande poder não está no voto, como os políticos querem nos fazer acreditar. Nosso poder está no raciocínio, no conhecimento, na consciência e em nossas ações. Apesar de tudo – apesar dos políticos – é possível prosperar e ser feliz, exercendo de forma consciente as faculdades que nos foram dadas por Deus.
Na política, nossas escolhas serão sempre pela alternativa menos ruim. As escolhas que fazemos em nossas vidas devem ser exatamente o contrário.
Fonte: MOTTA Roberto. O fim da política. https://revistaoeste.com/revista/edicao-319/o-fim-da-politica/

As palavras do quadro, (aprenda, pessoas, você), são respectivamente:
I. Uma reescrita correta do Título do texto I, respeitando-se as regras de concordância verbal da Gramática normativa, seria “Menos de duzentos milhões de brasileiros têm domínio de tarefas digitais avançadas”.
II. Em “A especialista em Políticas e Indústrias da CNI, Cláudia Perdigão, disse que o brasileiro precisa se capacitar para continuar acompanhando o avanço da tecnologia” (2º par.), o pronome em destaque possui natureza reflexiva em relação ao Sujeito “o brasileiro”.
III. Uma possibilidade de reescrita gramaticalmente correta do subtítulo no texto I seria: “Diferenças de idade expõem lacunas quanto ao uso das ferramentas digitais”.
IV. Em “A avaliação da CNI indica necessidade de maior qualificação da população para acompanhar o avanço das tecnologias” (4º par.), o termo em destaque é um Complemento Nominal no contexto.
Nota-se como correto, segundo a norma culta, o que foi afirmado somente em:
TEXTO I
OAB cria comissão para pressionar reforma do Judiciário.
Davi Vittorazzi
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) criou uma comissão para promover a reforma do Poder Judiciário. A iniciativa ocorre em meio às discussões de mudanças na estrutura da Justiça, que deve também estar em pauta nas eleições deste ano. Segundo a portaria que instaura o grupo, a finalidade é articular propostas já aprovadas pela OAB sobre o tema. O documento foi publicado em 14 de abril.
A instituição justifica que, nos últimos anos, vem “amadurecendo reflexões institucionais relevantes sobre o aperfeiçoamento da estrutura, do funcionamento e dos mecanismos de controle do Poder Judiciário, em temas que dizem respeito à própria conformação do Estado Democrático de Direito”.
O colegiado será responsável por coordenar a atuação institucional da OAB, mobilizar a advocacia e consolidar contribuições das seccionais para o encaminhamento das medidas. Para o presidente nacional da instituição, Beto Simonetti, a atuação da entidade busca dar sequência às deliberações já consolidadas internamente.
“A OAB já aprovou em plenário seu apoio a itens fundamentais da reforma do Judiciário, como a adoção de mandatos fixos para ministros do STF, limitação das decisões monocráticas e estabelecimento de regras para a atuação de parentes de juízes na advocacia”, afirmou o presidente da entidade. “Uma comissão sobre o tema foi formalmente constituída pelo Conselho Federal da OAB. Qualquer discussão sobre reforma do Judiciário só será legítima, no entanto, se envolver a advocacia.”
A comissão de reforma do Judiciário
A secretária-geral da OAB Nacional, Rose Morais, vai presidir a comissão. Também integram o grupo os conselheiros federais Breno Augusto Pinto de Miranda (MT), Marilena Indira Winter (PR) e Silvia Virginia Silva de Souza (SP), além dos presidentes das seccionais Daniela Borges (BA), Márcio Nogueira (RO) e Rafael Lara Martins (GO).
A portaria também prevê a participação das seccionais e conselhos federais, que terão prazo de 15 dias para encaminhar sugestões ao colegiado, com apoio técnico da assessoria jurídica do Conselho Federal. As seccionais de São Paulo e Rio Grande do Sul já apresentaram contribuições. Os documentos serão analisados em conjunto com as demais propostas.
Fonte: VITTORAZZI, Davi. OAB cria comissão para pressionar reforma do Judiciário. https://revistaoeste.com/politica/oab-cria-comissao-parapressionar-reforma-do-judiciario
Analise as afirmações abaixo antes de julgar o que será pedido.
I. Em “Segundo a portaria que instaura o grupo, a finalidade é articular propostas já aprovadas pela OAB sobre o tema.” (1º par.), o elemento coesivo em destaque poderia ser corretamente substituído pela expressão “Consoante” a fim de manter o valor semântico inicial.
II. Em “Qualquer discussão sobre reforma do Judiciário só será legítima, no entanto, se envolver a advocacia.” (4º par.), o pronome oblíquo átono em destaque se encontra em posição proclítica em relação ao verbo.
III. Em “A instituição justifica que, nos últimos anos, vem “amadurecendo reflexões institucionais relevantes sobre o aperfeiçoamento da estrutura...” (2º par.), a conjunção integrante em destaque inicia uma oração subordinada subjetiva no contexto.
IV. Em “A portaria também prevê a participação das seccionais e conselhos federais, que terão prazo de 15 dias para encaminhar sugestões ao colegiado.” (6º par.), o vocábulo em destaque foi usado para expressar valor de finalidade no contexto.
A partir da análise feita sobre os elementos coesivos em destaque acima, pode-se constatar como correto o que foi dito somente em:
A saga do print: quando a conversa vira prova
O primeiro print nasce inocente. Ele aparece como quem diz: "Só vou registrar, por garantia." O segundo print já nasce com intenção. O terceiro é praticamente um documento. E, quando você vê, a conversa virou processo.
Tudo começou com uma mensagem no grupo do setor, num fim de tarde que já cheirava a cansaço:
— Pode enviar hoje?
Três palavras. Nenhum complemento. Pode enviar o quê? Para quem? Hoje, que horas? Mas a mensagem tinha um detalhe perigoso: o ponto de interrogação. Ponto de interrogação, em ambiente de trabalho, não pergunta só. Ele cobra.
Eu respondi:
— Consigo até 18h. Aí veio outra mensagem:
— Ok.
Sem emoji, sem ponto, sem nada. Um "ok" que podia significar concordância, alívio ou julgamento. O "ok" é o camaleão do escritório.
Às 18h02, eu enviei o arquivo e escrevi:
— Enviado.
Cinco minutos depois, uma colega me chamou no privado:
— Você viu o que ele mandou no grupo?
Abri o grupo e vi um print. Um print meu. Um recorte da conversa, com o meu "Consigo até 18h" e o "ok" dele. Só que, no print, não aparecia o envio do arquivo. Nem aparecia a hora. Nem aparecia a pergunta anterior. O print era perfeito do jeito que uma meia-verdade sabe ser: pequeno, limpo e convincente.
A legenda do print dizia: "Mais uma vez prometeu e não entregou."
Eu li e senti meu estômago virar arquivo compactado.
O problema do print é que ele parece prova absoluta. Ele não grita, não xinga, não se contradiz. Ele só mostra. E mostrar, sem contexto, é um tipo de poder.
Eu fiz o que todo assistente administrativo aprende cedo: fui atrás do histórico. Apontei data, hora e sequência. Peguei meu próprio print, agora completo, com a pergunta anterior, o meu compromisso, o envio do arquivo e o "Enviado". Coloquei tudo numa linha do tempo mental, porque o escritório ama linhas do tempo.
Enviei para a colega:
— Olha a sequência completa.
Ela respondeu:
— Entendi. Mas já espalharam.
Espalhar. A palavra que transforma um mal-entendido em reputação.
No dia seguinte, na reunião, o coordenador abriu com aquela frase que tenta parecer neutra:
— Precisamos falar sobre alinhamento de entregas.
Eu ouvi "alinhamento" e soube que alguém tinha promovido meu print a pauta.
Ele projetou o print na tela. O recorte. O pedaço. O meu "Consigo até 18h" preso no aquário do "ok".
— Isso aqui não pode acontecer.
Eu respirei e fiz o que ninguém gosta de fazer em reunião: pedi a palavra com calma.
— Posso mostrar a conversa completa?
Houve um silêncio pequeno. Não era silêncio de permissão. Era silêncio de resistência. Porque contexto dá trabalho. Recorte é mais rápido.
Projetei meu print completo. E a sala viu, pela primeira vez, o que o print recortado escondia: a pergunta anterior e o envio às 18h02.
O coordenador pigarreou e disse a frase mais humana do mundo corporativo:
— Ah. Certo.
O "Ah. Certo." é a forma elegante de pedir desculpa sem pedir desculpa.
A reunião seguiu. O assunto mudou. Mas eu fiquei pensando numa coisa: print não é mentira. Print é seleção. E seleção é poder.
No fim do dia, eu organizei minha pasta de trabalho e criei uma subpasta chamada "Evidências". Não por paranoia.
Por aprendizado. Porque, no escritório, às vezes você não precisa fazer mais. Você precisa registrar melhor. E, principalmente, precisa lembrar que comunicação não é só o que foi dito. É o que ficou fácil de provar.
Fonte: Banca Examinadora
I. No período, a partícula “que” é classificada morfologicamente como conjunção integrante.
II. No período, o pronome pessoal do caso oblíquo “ela”, referese ao termo “hipocrisia”.
III. No período, a partícula “que” exerce a função morfológica de pronome relativo.
IV. No período, a conjunção coordenativa “mas” estabelece uma relação de oposição com o período anterior.
V. No período, a conjunção subordinativa “mas” inicia um período formado como oração adverbial concessiva.