Questões de Concurso
Sobre morfologia - pronomes em português
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Famoso quem?

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/06/famoso-quemcmqb7uylf1dfl01l73peypqoy.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
“Por eu escrever livros e colunas, acontece, ___ vezes, de alguém me apresentar para outra pessoa”.
Famoso quem?

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/06/famoso-quemcmqb7uylf1dfl01l73peypqoy.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Leia com atenção um excerto do texto Não tem 8 horas para dormir?, a fim de analisar os recursos usados pelo autor para construir a coesão textual. Registre V, para verdadeiras, e F, para as falsas:
"Tem mais! Se você tem tentando emagrecer ou adquirir hábitos saudáveis e não tem dormido bem, pode enfrentar dificuldades — já que se o seu corpo não repuser as energias durante a noite, ele tende a buscar mais energia quando acordado. Daí vem a vontade extrema de comer doces e alimentos calóricos. Você também sente mais fome que o normal e, dificilmente, sentirá disposição para exercícios físicos, incentivando o sedentarismo."
(https://www.amplasaude.com/blog/n%C3%A3o-tem-8-horas-para-dormir)
(__)O autor inicia o texto lançando mão de um articulador textual que indica condicionalidade a fim de convidar o leitor, marcado pelo pronome "você", a participar da conversa. Mantendo a coesão e a coerência, o autor usa o pronome "seu" para se referir ao corpo do leitor. A fim de não repetir a palavra "corpo", o autor usa um pronome pessoal do caso reto.
(__)Para construir a ligação lógica das ideias, já na parte inicial do texto, o autor lança mão de três articuladores. O primeiro explora relação de condicionalidade, a qual é expressa pela combinação de duas proposições, estabelecendo relação entre antecedente e consequente. O segundo indica uma relação de disjunção por relacionar proposições cujo conteúdo indica uma alternância. O terceiro tem a função de articular, sequencialmente, proposições que se adicionam a favor de uma mesma conclusão.
(__)Para construir uma relação de conformidade, o autor selecionou o articulador "já que", o qual indica que há uma relação entre as duas proposições "pode enfrentar dificuldades" e o corpo repor energias durante a noite, ou seja, um age conforme o outro. Já o articulador "daí", típico da linguagem oral, tem a função apenas de marcar a continuidade do discurso no texto.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Leia o texto a seguir e analise o uso dos pronomes, sua função e seu uso na construção textual. Em seguida, associe a segunda coluna com a primeira, relacionando o pronome a sua respectiva classificação e uso:
Os óculos inteligentes são dispositivos tecnológicos que oferecem diversos recursos, como acesso à internet, câmera e comandos por voz. Eles ajudam os usuários a realizar tarefas do dia a dia com mais praticidade. Esse equipamento também pode ser utilizado para navegação, tradução de idiomas e até monitoramento de atividades físicas. O sistema, o qual foi desenvolvido para facilitar a interação entre a pessoa e a tecnologia, torna o uso dos óculos mais eficiente e intuitivo. Dessa forma, os óculos inteligentes representam uma inovação que pode transformar a maneira como as pessoas utilizam a tecnologia no cotidiano.
Primeira coluna: pronome usado no texto
1.Eles
2.Esse
3.O qual
Segunda coluna: classificação e uso do pronome no texto
(__)É um pronome relativo, cuja função é unir orações, retomando o antecedente, bem como evitando a repetição.
(__)É um pronome pessoal e foi usado para evitar a repetição de um termo, tornando o texto mais coeso e fluido. Nesse caso, trata-se de uma coesão referencial por substituição.
(__)É um pronome demonstrativo usado com a função de retomar um referente já apresentado no texto, estabelecendo uma relação de continuidade e evitando, também, a repetição. Trata-se de coesão referencial.
Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
O pronome destacado no verso acima pode ser substituído corretamente por:
( ) Para mim, acordar cedo é um sacrifício.
( ) Para eu acordar cedo é um sacrifício.
( ) Está tudo bem entre eu e vocês?
( ) Traga um bom prato para mim degustar.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
POLUIÇÃO E SOCIEDADE
A poluição causa diversos prejuízos ao meio ambiente e à qualidade de vida da população. Os poluentes lançados na atmosfera contribuem para as mudanças climáticas, intensificam o aquecimento global, favorecem o derretimento das calotas polares e alteram os regimes de chuva, a ocorrência de tempestades e outras características climáticas de diferentes regiões.
Além disso, a presença de poluentes na atmosfera interfere na quantidade de radiação solar que alcança a superfície terrestre, influenciando a evaporação da água, a formação de nuvens e o ciclo hidrológico. Essas alterações afetam o equilíbrio ambiental e podem provocar impactos em diversos ecossistemas.
A poluição do ar também compromete a saúde humana. A exposição contínua aos poluentes pode favorecer o surgimento de doenças respiratórias, cardiovasculares e alguns tipos de câncer. Entre as principais fontes desses poluentes estão a circulação de veículos, os lixões, as atividades agrícolas e a queima de combustíveis fósseis.
Embora a conscientização ambiental tenha aumentado, ainda são necessárias ações efetivas para reduzir a poluição. Entre elas estão a ampliação do uso de energias limpas, a melhoria dos combustíveis, a redução das emissões de veículos, o incentivo à coleta seletiva e ao tratamento de resíduos, o fortalecimento da fiscalização e a adoção de políticas públicas que estimulem a preservação do meio ambiente.
Por Reginaldo Borgan (2025).
Leia com atenção o texto Turismo em massa: nunca se viajou tanto, e isso pode ser um problema:
"Se você foi para Machu Picchu antes de junho de 2024, teve uma experiência diferente daquela vivenciada por quem visita a cidadela inca hoje. Não se pode mais andar com a relativa liberdade de antes. Agora, todos devem seguir circuitos predeterminados, em passarelas com fila única.
Se foi para o arquipélago de Ko Phi Phi antes de 2018 e visitou a Baía Maya, famosa desde que foi cenário do filme A Praia (2000), você vivenciou algo muito diferente do que é possível hoje. Após anos fechada para um programa de restauro ecológico, a baía reabriu em 2022 com controle rígido e policiado. Antes, os turistas mergulhavam e até acampavam na praia. Hoje, podem, no máximo, molhar os pés."
(Felipe van Deursen, Superinteressante, 17 jun 2026. https://super.abril.com.br/sociedade/turismo-de-massa-nunca-se-viajou tanto-e-isso-pode-ser-um-problema/.)
Quanto ao uso de recursos estilísticos, no texto, analise as sentenças a seguir a respeito do uso de pronomes:
I.O uso de você, nos dois parágrafos do texto, tem a função de convidar o leitor a participar do diálogo do texto. Sabendo disso, o autor escolheu um pronome de tratamento na terceira pessoa do singular, que é usado para se dirigir diretamente ao interlocutor.
II.O uso de daquela, contração da preposição de com o pronome demonstrativo aquela, no texto, tem a função de retomada do termo "experiência" citado um pouco antes.
III.Ao final do primeiro parágrafo, na sentença "Todos devem seguir circuitos predeterminados", a palavra todos funciona como um pronome relativo no plural, indicando uma totalidade de forma genérica e abrangente.
É correto o que se afirma em:
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda às questão.
Texto 01
Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore?
Um gesto simples pode parecer estranho aos olhos de quem desaprendeu a sentir. Abraçar uma árvore pode ser motivo de chacota para aqueles que se afastaram do sentir. Em meio à pressa das cidades, ao ritmo produtivo — que (des)organiza nossas necessidades — e às regras silenciosas do comportamento social, parar diante de uma árvore, encostar o corpo em seu tronco e permanecer ali por alguns instantes pode ser visto como algo excêntrico e digno de rótulos preconceituosos. Mas o que exatamente está sendo julgado nesse gesto? Talvez não seja o ato em si, mas aquilo que ele revela.
Vivemos um tempo marcado por um massivo afastamento da natureza. As paisagens naturais vêm sendo substituídas por estruturas artificiais e, junto com essa transformação externa, a nossa capacidade de nos reconhecer como parte dela também se deslocou. Fomos nos habituando a existir como se estivéssemos separados, como se fôssemos apenas observadores do mundo, e não parte dele.
Nesse contexto, o gesto de abraçar uma árvore pode soar estranho porque rompe uma lógica dominante. Ele não é produtivo, não é performático, não responde a uma finalidade valorizada pela lógica da massa tecnológica. É um gesto que não “serve” para nada, além do descanso, do relaxamento e do deleite de não precisar cumprir nada para fora de si. Por isso, é tão difícil de ser compreendido em um mundo onde o descanso é visto como perda de tempo.
O contato com a natureza tem sido amplamente estudado, e práticas como o shinrin-yoku, o chamado “banho de floresta”, evidenciam efeitos importantes sobre o organismo físico e emocional. A simples presença em ambientes naturais, especialmente quando mediada pelo toque, pode contribuir para a redução dos níveis de estresse, para a regulação do sistema nervoso e para a promoção de estados de relaxamento e bem-estar.
No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla. Não se trata apenas de “estar na natureza”, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente. A sensação de calma que emerge nesse contato não vem de fora, é um retorno a um estado de integração. Sob essas perspectivas, abraçar uma árvore deixa de ser um gesto excêntrico e passa a ser compreendido como uma forma essencial de nutrição e reconexão. Essa reconexão não acontece como uma ideia, mas sim com a experiência. [...]
Fonte: TORREZAN, Laura. Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore? Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. 2026. Adaptado.
Disponível em: https://bichinhosdejardim.com/. Acesso em: 20 jun. 2026. Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura linguística de composição das falas que compõem o texto 02.
I- A preposição “para” insere, nas falas dos quadros em que é usada, ideia de finalidade. II- A preposição “de”, usada na fala do quarto quadro, é exigida pelo verbo “lembrar”. III- O termo “ah”, presente na fala do terceiro quadro, pertence à classe das interjeições. IV- O verbo “lembrar”, presente na fala do terceiro quadro, foi usado como pronominal. V- O termo “se”, presente na fala do terceiro quadro, expressa uma ideia de condição.
Estão CORRETAS apenas as afirmativas
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere. Texto 01
Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore?
Um gesto simples pode parecer estranho aos olhos de quem desaprendeu a sentir. Abraçar uma árvore pode ser motivo de chacota para aqueles que se afastaram do sentir. Em meio à pressa das cidades, ao ritmo produtivo — que (des)organiza nossas necessidades — e às regras silenciosas do comportamento social, parar diante de uma árvore, encostar o corpo em seu tronco e permanecer ali por alguns instantes pode ser visto como algo excêntrico e digno de rótulos preconceituosos. Mas o que exatamente está sendo julgado nesse gesto? Talvez não seja o ato em si, mas aquilo que ele revela.
Vivemos um tempo marcado por um massivo afastamento da natureza. As paisagens naturais vêm sendo substituídas por estruturas artificiais e, junto com essa transformação externa, a nossa capacidade de nos reconhecer como parte dela também se deslocou. Fomos nos habituando a existir como se estivéssemos separados, como se fôssemos apenas observadores do mundo, e não parte dele.
Nesse contexto, o gesto de abraçar uma árvore pode soar estranho porque rompe uma lógica dominante. Ele não é produtivo, não é performático, não responde a uma finalidade valorizada pela lógica da massa tecnológica. É um gesto que não “serve” para nada, além do descanso, do relaxamento e do deleite de não precisar cumprir nada para fora de si. Por isso, é tão difícil de ser compreendido em um mundo onde o descanso é visto como perda de tempo.
O contato com a natureza tem sido amplamente estudado, e práticas como o shinrin-yoku, o chamado “banho de floresta”, evidenciam efeitos importantes sobre o organismo físico e emocional. A simples presença em ambientes naturais, especialmente quando mediada pelo toque, pode contribuir para a redução dos níveis de estresse, para a regulação do sistema nervoso e para a promoção de estados de relaxamento e bem-estar.
No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla. Não se trata apenas de “estar na natureza”, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente. A sensação de calma que emerge nesse contato não vem de fora, é um retorno a um estado de integração. Sob essas perspectivas, abraçar uma árvore deixa de ser um gesto excêntrico e passa a ser compreendido como uma forma essencial de nutrição e reconexão. Essa reconexão não acontece como uma ideia, mas sim com a experiência. [...]
Fonte: TORREZAN, Laura. Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore?
Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. 2026. Adaptado.
“A revelação daqueles números da matemática fria provocou uma comoção avassaladora.”
Em relação ao trecho lido, analise as afirmativas abaixo.
I – Há artigo definido. II – Há adjetivo. III – Há pronome relativo.
Das afirmativas acima, qual(is) está(ão) correta(s)?
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Simplicidade
Uma das coisas que eu mais admiro em algumas pessoas é a capacidade de viver com simplicidade. Vejam bem: não estou falando de voto de pobreza, nem de um falso minimalismo ou de militância fake pelo desapego. Falo de pessoas genuinamente simples.
Ao longo da minha vida, eu tive a oportunidade de conhecer algumas pessoas verdadeiramente simples. Algumas delas, para a minha sorte, da minha própria família. Outras, gratas surpresas com que a vida me presenteia de vez em quando.
Minha avó era uma pessoa simples. Me lembro até hoje de como ela era autenticamente feliz com coisas simples. Cuidar de suas plantinhas. Passear com os netos. Alimentar seus cachorros. Ir à igreja fazer suas orações. Ela teve uma vida muito dificil, e em sua velhice eram essas pequenas coisas que a faziam feliz. Ela valorizava os momentos com as pessoas que amava, e não as coisas. (...)
Em tempos de consumismo desenfreado, ostentação, status medido por número de likes nas redes sociais, manter-se simples é um desafio. Manter o foco no que é realmente importante e fundamental, sem nos deixar distrair com as tentações das futilidades, parece ser a utopia do século. O segredo para atingir este ideal eu não conheço, mas sei de um bom caminho: preste atenção no que realmente toca sua alma, e diferencie do que apenas satisfaz o seu ego. A fórmula pode estar por aí.
GODOY, Mayara. Simplicidade. Crônicas de categoria. Disponível em <https://cronicasdecategoria.com/2020/03/02/simplicida
de/>.
Assinale a alternativa cujos elementos preenchem corretamente as lacunas a seguir, na mesma ordem:
- Eis o funcionário ________ confio plenamente.
- Aquele é o meu vizinho, ________ desconfio o tempo todo.
- Esta é a mercadoria ________ me referi no documento que entreguei ontem à Diretoria.
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Vida na roça
Muitos, como eu, nasceram e viveram a infância na roça. Eu sinto orgulho de ser um filho da roça, porque a vida no "interior" me ensinou valores finos e refinados.
Na companhia de árvores frutíferas, animais, nascentes, riachos e lavouras, as pessoas que lá residem formam verdadeira comunidade. Comunidade quer dizer comunhão, integração, relação. Esta comunhão se perdeu na vida urbana atribulada e estressante.
O tempo na cidade tem de ser um tempo ocupado. O tempo na roça segue o ritmo da própria natureza. Só agora entendi razões pelas quais meu avô paterno, um agricultor das antigas, dizia que, quando fora mais jovem, os anos não tinham pressa para passar e que, de repente, o tempo foi "aligeirado" também na roça. Um tempo ocupado com mais coisas para fazer tem mais pressa. Acontece que nas cidades não temos mais tempo para curtir o próprio ritmo (do tempo) porque temos muitas coisas a fazer, o tempo todo.
Roça é um lugar de fartura, mas também de muito trabalho. Iludem-se aqueles que pensam que uma "chácara" é um lugar maravilhoso sem dar muito trabalho. Para quem não pode oferecer seu trabalho, terá de ofertar dinheiro para que alguém cuide, zele e organize o ambiente, para poder desfrutá-lo lindo, aconchegante e organizado.
Quantos, como eu, matam saudades de sua terra visitando propriedades que ainda resistem em levar adiante um estilo de vida interiorano! Colhem, no inverno abundante das frutas, o sabor de suas saudades e recordações. Visitam, no verão, matas, riachos, casas, salões comunitários, em busca de algo que um dia deixaram para trás: a simplicidade e a compaixão pela terra. (...)
A natureza nos permite a compreensão da própria existência. A vida na roça nos fornece importantes aprendizagens sobre os próprios desafios do ser humano. Valorizando a terra, estaremos sempre valorizando a nossa dimensão de humanidade e dignidade.
PIES, Nei Alberto. Vida na roça. Neipies. Disponível em
<https://www.neipies.com/vida-na-roca-2/>