Questões de Concurso Sobre morfologia - pronomes em português

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Q3274036 Português

Texto 03





Disponível em: https://br.pinterest.com/aline20020543/publicidade-e-propaganda/. Acesso em: 18 fev. 2025. (Adaptado)

Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura gramatical que compõe o texto.
I- O verbo “faz” se refere à máquina anunciada. II- O verbo “pergunta” se refere à máquina anunciada. III- O verbo “darão” é uma ação que se refere a filhos. IV- O pronome oblíquo “lhe” faz referência às mães. V- O pronome “lhe” é complemento indireto de “darão”.
Estão CORRETAS as afirmativas
Alternativas
Q3273883 Português
Leia atenciosamente a oração abaixo e, em seguida, siga o comando:

"Dir-lhe-emos a verdade assim que possível."

Assinale a alternativa que classifica corretamente a colocação pronominal na oração acima: 
Alternativas
Q3273482 Português
Leia com atenção as afirmativas abaixo:
I.Nunca me esqueço dos momentos especiais que vivemos juntos. II.Encontrei-o no parque enquanto caminhava tranquilamente. III.Ela cumprimentou-nos com um sorriso logo que chegamos à reunião. IV.O livro que se vende naquela loja é considerado uma raridade. V.Decidiram entregar-lhe o prêmio pessoalmente durante a cerimônia.

Em qual das afirmativas lida há o emprego de próclise?
Alternativas
Q3271234 Português
TEXTO BASE PARA A QUESTÃO.


Dia Internacional da Mulher 2025 – para TODAS as mulheres e meninas: direitos, igualdade e empoderamento.


07.01.2025


No dia 8 de março de 2025, junte-se a nós para celebrar o Dia Internacional da Mulher com o tema: “Para TODAS as mulheres e meninas: Direitos. Igualdade. Empoderamento.”

O tema deste ano representa um chamado para ações que possam ampliar a igualdade de direitos, poder e oportunidades para todas, e um futuro feminista onde nenhuma seja deixada para trás. O empoderamento da próxima geração é central para essa ideia — a juventude, especialmente as jovens mulheres e meninas, será protagonista de mudanças duradouras.
[…]


DIA INTERNACIONAL DA MULHER 2025 ONU. Disponível em: https://www.onumulheres.org.br/noticias/diainternacional-da-mulher-2025-para-todas-as-mulheres-e-meninas-direitos-igualdade-e-empoderamento/. Acesso em: 17 janeiro 2025.
No trecho “No dia 8 de março de 2025, junte-se a nós para celebrar o Dia Internacional da Mulher […]”, sobre as características e o emprego do elemento sublinhado, é correto afirmar que
Alternativas
Q3267267 Português
  O grande dia chegou e o aguardado “And the Oscar goes to…” ecoou na voz de Penélope Cruz ao anunciar: I’m Still Here. Um prêmio esperado há décadas pelos brasileiros. “Finalmente!”, exclamaram alguns. “Eu sabia!”, diziam outros. E ainda houve quem reagisse com um incrédulo “Não acredito!”. Mas, independentemente das interjeições e expressões de surpresa, houve um consenso: “Merecido!”.

  O público brasileiro estava otimista, muitos acreditavam que três estatuetas viriam. Duas eram praticamente garantidas. No entanto, a previsão não se concretizou totalmente. Apesar da conquista do Oscar de Melhor Filme Internacional, a esperada vitória de Fernanda Torres como Melhor Atriz não aconteceu. Indignação, surpresa, decepção. “Injusto? Erraram? Inacreditável! Lamentável!”. Mas, no final, restou a sensação de uma medalha de prata no peito. Não foi como queríamos, mas foi. E foi grande.

   Walter Salles demonstrou segurança ao optar, de última hora, por não consultar o papel com anotações que guardava no bolso do blazer. Confiou na essência de seu discurso, que já estava na ponta da língua. Breve, direto e sem rodeios, mas carregado de clareza e reflexão, ele transmitiu com intensidade a mensagem central de Ainda Estou Aqui.

   Com tranquilidade e carisma, mencionou os principais agradecimentos de forma honrosa. Foi um discurso muito esperado, e Salles conseguiu transmiti-lo de maneira magistral. Parabéns, Walter Salles!

   Parabéns também a Fernanda Torres, Selton Mello e todos os envolvidos nessa narrativa real que trouxe à tona a angústia silenciada de Eunice Paiva nos tempos da ditadura. Uma história poderosa que atravessou fronteiras e emocionou o mundo.


https://jornaldebrasilia.com.br/blogs-e-colunas/verbalize/discurso-de-walter-salles-no-oscar2025/
[Questão Inédita] No período “Foi um discurso muito esperado, e Salles conseguiu transmiti-lo de maneira magistral.” (4º parágrafo), o pronome pessoal oblíquo átono foi empregado
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2025 - UEG - Analista de Gestão Governamental |
Q3267071 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



PESSOA, Fernando. Navegar é preciso. Seleção de textos e comentários Rafael Arrais. Disponível em:www.textosparareflexao.blogspot.com . Acesso em: 11 fev. 2025.

Os pronomes oblíquos que aparecem nas linhas 4 e 10 estabelecem uma relação referencial 
Alternativas
Q3266070 Português
Leia as frases a seguir.

Falei com Fátima e João.
Fátima é minha irmã.

Junte as duas frases em uma só, com o auxílio de um pronome relativo.
Alternativas
Q3265829 Português
Leia a frase a seguir.
O presidente e o vice devem apreciar bastante a culinária portuguesa, pois, nos últimos dias, os dois foram vistos almoçando juntos num restaurante lusitano no centro da cidade com outros políticos do mesmo partido.
Os termos sublinhados são repetidos pela seguinte palavra ou expressão:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UFSC Órgão: UFSC Prova: UFSC - 2025 - UFSC - Assistente em Administração |
Q3264401 Português

Texto 13

Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: https://mpce.mp.br/institucional/centros-de-apoio-operacional/caosaude/

acoes-e-projetos/campanha-nem-um-nem-outro-cigarros-eletronicos.


De acordo com o texto 13 e com a variedade padrão da língua escrita, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q3263101 Português

Pequenos Encontros


Por Adriana Antunes






(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2025/02/pequenosencontros-cm79d6fcx007n013c3sutqi64.html - texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta o número do termo sublinhado (inserido imediatamente depois dele) que NÃO é classificado morfologicamente como pronome.

“Aos poucos vamos nos (1) dando conta de (2) que somos escravos de nós (3) mesmos (4). Escravos das nossas (5) obrigações, nossas angústias”.
Alternativas
Q3261988 Português
Solidariedade

    O gesto não precisa ser grandioso nem público, não é necessário pertencer a uma ONG ou fazer uma campanha. Sobretudo, convém não aparecer. O gesto primeiro devia ser natural, e não decorrer de nenhum lema ou imposição, nem convite nem sugestão vinda de fora.
     Assim devíamos ser habitualmente, e não somos, ou geralmente não somos: cuidar do que está do nosso lado. Cuidar não só na doença ou na pobreza, mas no cotidiano, em que tantas vezes falta a delicadeza, a gentileza, a compreensão; esquecidos os pequenos rituais de respeito, de preservação do mistério, e igualmente da superação das barreiras estéreis entre pessoas da mesma casa, da família, das amizades mais próximas.
    Dentro de casa, onde tudo deveria começar, onde se (1) deveria fazer todo dia o aprendizado do belo, do generoso, do delicado, do respeitoso, do agradável e do acolhedor, mal passamos, correndo, tangidos pelas obrigações. Tão fácil atualmente desculpar-se (2) com a pressa: o trânsito, o patrão, o banco, a conta, a hora extra... Tudo isso é real, tudo isso acontece e nos (3) enreda e nos paralisa.
    Mas, por outro lado, se a gente parasse (mas parar pra pensar pode ser tão ameaçador...) e fizesse um pequeno cálculo, talvez metade ou boa parte desses deveres aparecesse como supérfluo, frívolo, dispensável.
    Uma hora a mais em casa não para se (4) trancar no quarto, mas para conviver. Não com obrigação, sermos felizes com hora marcada e prazo pra terminar, mas promover desde sempre a casa como o lugar do encontro, não da passagem; a mesa como lugar do diálogo, não do engolir quieto e apressado; o quarto como o lugar do afeto, não do cansaço.
     Pois se ainda não começamos a ser solidários dentro de nós mesmos e dentro de nossa casa ou do nosso círculo de amigos, como querer fazer campanhas, como pretender desfraldar bandeiras, como desejar salvar o mundo — se estamos perdidos no nosso cotidiano?
    Como dizer a palavra certa se estamos mudos, como escutar se estamos surdos, como abraçar se estamos congelados?
     Para mim, a solidariedade precisa ser antes de tudo o aprendizado da humanidade pessoal.
    Depois de sermos gente, podemos — e devemos — sair dos muros e tentar melhorar o mundo, que anda tão, tão precisado.

Lya Luft - Caminhos da Solidariedade.
No texto, destacamos, numericamente, quatro ocorrências de pronomes oblíquos átonos. Analisando-se o emprego e a colocação deles no contexto, assinalar a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3261781 Português
Literalmente latente, mas talvez não

        Melhor pecar por ser óbvio do que por ser omisso: palavras são as menores unidades de sentido autônomo da escrita. Sendo assim, nenhum escriba conseguirá ir muito longe se não cultivar com elas, quase sempre por meio da leitura, uma intimidade pelo menos razoável.

        Isso significa – não apenas, mas em primeiro lugar – saber o que elas significam em estado de dicionário. No meu caso, não há maior inimigo da boa vontade que tenho para a leitura de um texto do que descobrir que seu autor usa, por exemplo, “literal” para o que é figurado e “latente” com o sentido de “patente”.

        Sim, sou desses. Embora seja uma frase de uso comum em contextos informais, sobretudo na fala, acredito que “Estou literalmente frito” jamais ganhará circulação tranquila na linguagem culta.

        Qual é o sentido de garantir a literalidade do que não tem nenhuma? Cabe, claro, a ressalva dos casos gravíssimos de quem se fritou caindo em frigideiras industriais, mas estes são bem raros.

        A rigor, “A viagem me deixou literalmente morto de cansado” é uma afirmação que só poderia ser feita por um autor defunto como Brás Cubas – ou, quem sabe, recebida como mensagem do além em centros espíritas.

        Problema semelhante tem uma frase como “Fulano me ligou em prantos, a dor dele com a separação é latente”. Não, não é. A dor do fulano talvez fosse latente – quer dizer, não visível, presente mas não manifesta – antes do choro. Depois dele é patente, ou seja, evidente, está na cara.

        Alguns estudiosos argumentam que o uso, mesmo que a princípio esteja equivocado, acabará por normalizar tudo isso – se é que já não o fez. No inglês, o emprego de “literalmente” quando se trata de sentido figurado, como simples marca de ênfase, já ganhou a chancela de certos dicionários.

        O uso é poderoso mesmo. Não faltam na história das línguas exemplos de erros produtivos, mal-entendidos que criaram novos sentidos. A palavra “floresta” nos chegou do francês antigo “forest” e ganhou um L na alfândega porque o pessoal achou que tivesse a ver com “flor”. Não tinha, mas passou a ter.

        No entanto, a famosa cartada de que “a língua é viva” – sem dúvida de grande autoridade nas conversas sobre palavras – não me parece liquidar o jogo nesse caso. Sim, a língua é viva. Como todo organismo, pode adoecer.

        Uma coisa é reconhecer que, no fluxo contínuo da fala das ruas, todo idioma está fadado a mudar de feição o tempo todo, com as palavras ganhando pouco a pouco sutilezas que podem acabar por torná-las inteiramente diferentes do que foram um dia. É verdade.

        No entanto, quando a confusão recai sobre pares de antônimos tão perfeitos quanto literal-figurado e latente-patente, acreditar que a ignorância venha a ser produtiva me parece um excesso de otimismo.

        A única consequência lógica de que um de dois termos opostos passe a significar o mesmo que seu contrário é a destruição de ambos, sua diluição na geleia do que não faz sentido algum.
    
        Os pares literal-figurado e latente-patente são como claro-escuro, alegre-triste, quente-frio, morto-vivo, alto-baixo etc. Imagine se essas palavras fossem intercambiáveis.

        Quando o primeiro termo se define em oposição ao segundo e vice-versa, fundi-los é entropia, perda de funcionalidade da linguagem, que passa a ser capaz de dizer menos do que dizia. Numa palavra, burrice.

        Pode ser que um dia tudo isso seja considerado correto? Pode. Espero estar literalmente morto até lá.

(RODRIGUES, Sérgio. Literalmente latente, mas talvez não. Jornal Folha de S. Paulo, 2023. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergio-rodrigues/. Acesso em: janeiro de 2025.)
Em que enunciado o pronome destacado retoma referente DISTINTO dos demais? 
Alternativas
Q3261730 Português

Quando o professor tenta ensinar o que ele próprio não domina


    O linguista Sírio Possenti, professor da Unicamp, reproduziu semana passada em seu Facebook a chamada de uma dessas páginas de português que pululam na internet: “16 palavras em português que todo mundo erra o plural”.

    Comentário de Possenti, preciso: “Pessoas querem ensinar português ‘correto’ mas não conseguem formular o enunciado segundo as regras que defendem (ou defenderiam)”. Convém explicar.

    A língua padrão que as páginas de português buscam ensinar obrigaria o redator a escrever “palavras cujo plural todo mundo erra”. Ou quem sabe, mexendo mais na frase para evitar o já raro cujo, “casos de palavras em que todo mundo erra o plural”.

    A forma que usou, com o “que” introduzindo a oração subordinada, chama-se “relativa cortadora” – por cortar a preposição – e é consagrada na linguagem oral: todo mundo diz “o sabor que eu gosto”, mesmo que ao escrever use o padrão “o sabor de que eu gosto”.

    O problema com o caso apontado por Possenti não é tanto a gramática, mas a desconexão de forma e conteúdo – a pretensão do instrutor de impor um código que ele próprio demonstra não dominar.

    No discurso midiático sobre a língua, isso é mato. Muitas vezes o normativismo mais intransigente é apregoado por quem não consegue nem pagar a taxa de inscrição no clube. “Português é o que nossa página fala sobre!”

    Mesmo assim, o episódio de agora me deixou pensativo. E se o problema do conservadorismo que não está à altura de si mesmo for além das páginas de português? Poderia ser essa uma constante cultural em nosso paisão mal letrado, descalço e fascinado por trajes a rigor? Só um levantamento amplo poderia confirmar a tese. Seguem dois casos restritos, mas factuais.

    Em abril de 2022, o então presidente do Superior Tribunal Militar (STM), general Luís Carlos Gomes Mattos, submeteu a gramática a sevícias severas ao protestar contra a revelação, pelo historiador Carlos Fico, de áudios em que o STM debatia casos de tortura durante a ditadura de 1964.

    “Somos abissolutamente (sic) transparente (sic) nos nossos julgamento (sic)”, disse o general. “Então aquilo aí (sic), a gente já sabe os motivos do porquê (sic) que isso tem acontecendo (sic) agora, nesses últimos dias aí, seguidamente, por várias direções, querendo atingir Forças Armadas...”

    Gomes Mattos enfatizou ainda a importância de cuidar “da disciplina, da hierarquia que são nossos pilares (das) nossas Forças Armadas”. Mas disciplina e hierarquia não deveriam ser princípios organizadores da linguagem também? Que conservadorismo é esse?

    No início de fevereiro, o reitor da USP publicou uma nota em resposta a uma coluna em que Conrado Hübner Mendes fazia críticas ao STF. Frisando o fato evidente de que a coluna de Mendes expressava a opinião de Mendes, não da USP, Carlos Gilberto Carlotti Junior escreveu que “a liberdade de cátedra se trata de prerrogativa exclusiva dos docentes”.

    Sim, é verdade que a expressão impessoal “tratar-se de” tem sido usada por aí com sujeito, como se fosse um “ser” de gravata-borboleta. Trata-se de mais um caso de hipercorreção, fenômeno que nasce do cruzamento da insegurança linguística com nossas velhas bacharelices.

    Não é menos verdadeiro que a norma culta do português (ainda?) condena com firmeza esse uso, o que torna digna de nota sua presença num comunicado público emitido pelo mais alto escalão da universidade mais importante do país.


(RODRIGUES, SÉRGIO. Quando o professor tenta ensinar o que ele próprio não domina. Jornal Folha de S. Paulo, 2024.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/. Acesso em: janeiro de 2025. Adaptado.)

De acordo com o texto, uma oração relativa cortadora é aquela em que ocorre o “corte” da preposição que antecede o pronome relativo. O único enunciado em que NÃO houve supressão da preposição antes do pronome relativo encontra-se em:
Alternativas
Q3261385 Português

Solidariedade


    O gesto não precisa ser grandioso nem público, não é necessário pertencer a uma ONG ou fazer uma campanha. Sobretudo, convém não aparecer. O gesto primeiro devia ser natural, e não decorrer de nenhum lema ou imposição, nem convite nem sugestão vinda de fora.

    Assim devíamos ser habitualmente, e não somos, ou geralmente não somos: cuidar do que está do nosso lado. Cuidar não só na doença ou na pobreza, mas no cotidiano, em que tantas vezes falta a delicadeza, a gentileza, a compreensão; esquecidos os pequenos rituais de respeito, de preservação do mistério, e igualmente da superação das barreiras estéreis entre pessoas da mesma casa, da família, das amizades mais próximas.

    Dentro de casa, onde tudo deveria começar, onde se (1) deveria fazer todo dia o aprendizado do belo, do generoso, do delicado, do respeitoso, do agradável e do acolhedor, mal passamos, correndo, tangidos pelas obrigações. Tão fácil atualmente desculpar-se (2) com a pressa: o trânsito, o patrão, o banco, a conta, a hora extra... Tudo isso é real, tudo isso acontece e nos (3) enreda e nos paralisa.

    Mas, por outro lado, se a gente parasse (mas parar pra pensar pode ser tão ameaçador...) e fizesse um pequeno cálculo, talvez metade ou boa parte desses deveres aparecesse como supérfluo, frívolo, dispensável.

    Uma hora a mais em casa não para se (4) trancar no quarto, mas para conviver. Não com obrigação, sermos felizes com hora marcada e prazo pra terminar, mas promover desde sempre a casa como o lugar do encontro, não da passagem; a mesa como lugar do diálogo, não do engolir quieto e apressado; o quarto como o lugar do afeto, não do cansaço.

    Pois se ainda não começamos a ser solidários dentro de nós mesmos e dentro de nossa casa ou do nosso círculo de amigos, como querer fazer campanhas, como pretender desfraldar bandeiras, como desejar salvar o mundo — se estamos perdidos no nosso cotidiano?

    Como dizer a palavra certa se estamos mudos, como escutar se estamos surdos, como abraçar se estamos congelados?

    Para mim, a solidariedade precisa ser antes de tudo o aprendizado da humanidade pessoal.

    Depois de sermos gente, podemos — e devemos — sair dos muros e tentar melhorar o mundo, que anda tão, tão precisado.


Lya Luft - Caminhos da Solidariedade.

Tendo em vista os elementos coesivos do texto, assinalar a alternativa na qual se identificou CORRETAMENTE a relação entre a palavra sublinhada e o seu referente entre parênteses:
Alternativas
Q3261355 Português
Os dias lindos

        Acontece em abril nessa curva do mês que descamba para a segunda metade. Os boletins meteorológicos não se lembraram de anunciá-lo em linguagem especial. Nenhuma autoridade, munida de organismo publicitário, tirou partido do acontecimento. Discretos, silenciosos, chegaram os dias lindos. E aboliram, sem providências drásticas, o estatuto do calor. A temperatura ficou amena, conduzindo à revisão do vestuário. Protege-se um tudo-nada o corpo, que vivia por aí exposto e suado, bufando contra os excessos da natureza. Sob esse mínimo de agasalho, a pele contente recebe a visita dos dias lindos.

        A cor. Redescobrimos o azul-correto, o azul azul, que há meses se despedaçara em manchas cinzentas no branco sujo do espaço. O azul reconstituiu-se na luz filtrada, decantada, que lava também os matizes empobrecidos das coisas naturais e das fábricas. A cor é mais cor, na pureza deste ar que ousa desafiar os vapores, emanações e fuligens da era tecnológica. E o raio de sol benevolente, pousando no objeto, tem alguma coisa de carícia.

        O ar. Ficou mais leve, ou nós é que nos tornamos menos pesadões, movendo-nos com desembaraço, quando, antes, andar era uma tarefa dividida entre o sacrifício e o tédio? Tornou-se quase voluptuoso andar pelo gosto de andar, captando os sinais inconfundíveis da presença de dias lindos.

        Foi certamente num dia como este que Cecília Meireles escreveu: “A doçura maior da vida flui na luz do sol, quando se está em silêncio. Até os urubus são belos, no largo círculo dos dias sossegados”. Porque a primeira consequência da combinação de azul e leveza de ar é o sossego que baixa sobre nosso estoque de problemas. Eles não deixam de existir. Mas fica mais fácil carregá-los.

        Então, é preciso fazer justiça aos dias lindos, oferecer-lhes nossa gratidão.

        A reação em cadeia pode contribuir para amenizar um tanto o que eu chamo de desconcerto do mundo. De onde se conclui: deixar de lado, mesmo por instantes, o peso dos acontecimentos mundiais trágicos, esmagadores, para degustar a finura da atmosfera e a limpidez das imagens recortadas na luz, é um passo dado para reduzir o desconcerto, na medida em que a boa disposição de espírito de cada um pode servir de prefácio, ou rascunho de prefácio, à pacificação, ou relativa pacificação, dos povos e seus dominadores. Em vez de alienação, portanto, o prazer dos dias lindos é terapia indireta.

(Carlos Drummond de Andrade. Texto publicado no Jornal do Brasil, 1970. Fragmento.)
No trecho “Então, é preciso fazer justiça aos dias lindos, oferecer-lhes nossa gratidão.” (5º§), é possível inferir que a presença do pronome possessivo em “nossa gratidão” denota: 
Alternativas
Q3260417 Português

Com base na frase abaixo, responda à questão:


“Ao perguntarem aos 47% de leitores se haviam lido o livro inteiro” (2º parágrafo).

A expressão “o livro inteiro” encontra-se corretamente substituída por um pronome em:
Alternativas
Q3260048 Português
Acordado à noite e cansado pela manhã? Veja como regular seu sono


     Sentir-se cansado no momento “errado” é uma queixa comum que os pacientes compartilham com seus médicos do sono, segundo Sonja Schütz, neurologista especializada em medicina do sono e professora associada de neurologia da Escola de Medicina da Universidade de Michigan.

    Frequentemente, uma pessoa que luta com esse problema pode ser vista como preguiçosa, especialmente quando a questão é comumente observada em adolescentes, segundo Allison Harvey, professora de psicologia e diretora da Clínica de Pesquisa do Sono e Humor Golden Bear da Universidade da Califórnia, Berkeley.

      Mas o problema não é indicativo de força de vontade ou falta dela, e sim um sinal de que alguém pode estar lidando com uma questão como má higiene do sono, sono perturbado durante a noite ou um distúrbio do sono subjacente, segundo Schütz. Vale a pena encontrar a fonte dos problemas, já que ter um sono de qualidade é essencial para a saúde geral e a capacidade de funcionamento de uma pessoa.

     “Dormir e ter um sistema circadiano regularizado (o relógio biológico interno de 24 horas de uma pessoa) é essencial para nossa saúde mental, nossa saúde física, nossa saúde cognitiva — nossa capacidade de pensar, resolver problemas, ser criativo — e também nossa saúde social e comportamental”, diz Harvey. “Quando dormimos bem, temos menos probabilidade de assumir riscos, ser impulsivos, e temos mais probabilidade de nos dar bem com as pessoas.”

      Se alguém consistentemente acorda cansado, primeiro precisa começar a rastrear seus padrões de sono — quando vai para a cama todas as noites e quando acorda, de acordo com Michelle Drerup, diretora do programa de medicina comportamental do sono no Centro de Distúrbios do Sono da Clínica Cleveland em Ohio.

     Provavelmente, o problema pode ser que o ritmo circadiano de alguém está deslocado, fazendo com que produza melatonina mais tarde do que o horário em que precisa dormir. Pela manhã, essa melatonina ainda pode estar em modo de produção, causando inércia do sono, um estado temporário de sonolência ao acordar, acrescentou ela.

    Ser uma pessoa noturna ou madrugadora, que são descritores comuns do cronotipo de uma pessoa, está diretamente correlacionado ao ritmo circadiano e à inclinação natural do corpo para dormir ou estar alerta em certos momentos do dia. Para ajustar isso para se adequar melhor ao horário de trabalho de alguém, a consistência é fundamental, segundo Harvey. Mas o ciclo sono-vigília leva tempo para ser ajustado e não pode ser feito em grandes incrementos — Harvey recomenda ir dormir 15 a 30 minutos mais cedo a cada noite até que seu corpo se ajuste ao horário necessário.

    Nos fins de semana, as pessoas que estão consistentemente cansadas durante a semana tendem a dormir até mais tarde, mas essa mudança de rotina só tornará mais difícil acordar quando a segunda-feira chegar, de acordo com Drerup. Ela recomenda que uma pessoa mantenha seu horário habitual e não durma mais do que uma hora além do seu horário normal de despertar durante a semana.

   Outros hábitos importantes de higiene do sono a serem considerados incluem o quão tarde alguém está consumindo cafeína e certos alimentos, seus hábitos de tempo de tela e o tipo de mídia que estão usando antes de dormir que podem ser estimulantes ou causar ansiedade, diz Drerup. Para uma melhor rotina de relaxamento, procure desligar os eletrônicos uma ou duas horas antes de dormir, diminua as luzes da casa e faça uma atividade calmante como ler, segundo Schütz. Da mesma forma, os adolescentes tendem a fazer várias atividades diferentes antes de dormir, como dever de casa e usar redes sociais, o que pode dificultar o relaxamento, especialmente quando estão transitando para uma idade em que têm menos sono profundo do que quando eram crianças, completa Harvey.

    Especialistas concordam que a quantidade recomendada de sono para adultos é de sete a nove horas por noite, mas isso pode variar ligeiramente de pessoa para pessoa, diz Schütz. “É muito comum que as pessoas estejam privadas de sono sem perceber, porque seu corpo precisa de pelo menos nove horas para se sentir realmente descansado.”


Fonte: Acordado à noite e cansado pela manhã? Veja como regular seu sono | CNN Brasil


Qual a alternativa que apresenta a classe morfológica da palavra em destaque no período: “Para ajustar isso para se adequar melhor ao horário de trabalho de alguém, a consistência é fundamental, segundo Harvey”.
Alternativas
Q3259964 Português
Memorial Brumadinho: conheça homenagem às vítimas do rompimento da barragem


    A cidade de Brumadinho, em Minas Gerais, ganhou um memorial para homenagear as 272 vítimas do rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, que ocorreu em 2019. Com assinatura do escritório de arquitetura Gustavo Penna Arquitetos Associados (GPAA), o espaço no local da tragédia está aberto ao público desde janeiro deste ano e tem entrada gratuita.

    A ideia do Memorial Brumadinho, segundo o arquiteto responsável pelo projeto, nasceu a partir da mobilização das famílias das vítimas, que desenvolveram o memorial em parceria com o escritório. Por meio da reflexão e do aprendizado, o objetivo do espaço é preservar as histórias e ressignificar o local da tragédia. “É um memorial para ser conhecido e visitado como um gesto de superação”, disse o arquiteto Gustavo Penna ao CNN Viagem&Gastronomia.

    Com 1.220 metros quadrados, o Memorial Brumadinho foi construído sob a gestão da Fundação Memorial de Brumadinho e abriga diferentes espaços dedicados às vítimas, como uma área retorcida e fragmentada, que representa o impacto do rompimento. Logo em seguida, é possível observar uma drusa de cristais, um monumento que faz referência à maneira como os familiares das vítimas se referem a elas: “joias”. Em cada aniversário do desastre, às 12h28 do dia 25 de janeiro, um feixe de luz ilumina as pedras, “simbolizando a escuridão que marcou aquele momento trágico”.

    O espaço apresenta uma fenda escavada nas paredes laterais, com os nomes das vítimas gravados nelas. Com vista limitada apenas para o horizonte distante, essa seção do percurso, que se estende por 230 metros, tem como propósito induzir à introspecção e à reflexão sobre a fragilidade humana diante de tragédias. “Não é uma construção colocada em um único lugar: o memorial é um território, onde tem o bloco central de recepção. Depois, estende-se pela fenda que aponta o local do rompimento”, explicou Penna.

    Ao final da fenda, os visitantes encontram os espaços Memória e Testemunho, que homenageiam às vítimas por meio de fotos e objetos pessoais. A área é criação da cenógrafa Júlia Peregrino. Além disso, o Memorial Brumadinho conta com um mirante e um bosque, por onde a lama passou. No local, foram plantados 272 ipês amarelos — um para cada vítima. “É um parque para passeio, mas também um território de memória”, concluiu o arquiteto.

Fonte: Memorial Brumadinho: conheça homenagem às vítimas do rompimento da barragem | CNN Brasil
Assinale a alternativa que apresente o termo ao qual se refere no texto o pronome em destaque no período: “Depois, estende-se pela fenda que aponta o local do rompimento”, explicou Penna”.
Alternativas
Q3259913 Português
No nível formal da linguagem, a colocação do pronome pessoal é considerada incorreta em:
Alternativas
Q3259120 Português
“Não precisávamos ganhar a vida, todos os meses chegava a renda dos campos, e o dinheiro aumentava.” (Júlio Cortázar)

Sobre o uso do pronome “todos” acompanhado do artigo “os”, afirma-se corretamente:
Alternativas
Respostas
2041: B
2042: B
2043: B
2044: D
2045: B
2046: B
2047: A
2048: A
2049: C
2050: B
2051: D
2052: D
2053: C
2054: D
2055: B
2056: A
2057: D
2058: B
2059: D
2060: B