Questões de Concurso
Sobre locução verbal em português
Foram encontradas 472 questões
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Quem quer ser cientista?
Quando pensamos nos desafios da ciência brasileira, é comum falarmos de financiamento, infraestrutura, equipamentos ou bolsas. Mas quem é que fará ciência no futuro? Nenhum sistema científico existe sem pessoas dispostas a dedicar parte importante de suas vidas à produção de conhecimento. Ao passo que laboratórios podem ser construídos, equipamentos podem ser comprados e editais podem ser lançados, cientistas, por outro lado, precisam ser formados. E precisam querer ser cientistas. [...]
Iniciemos considerando que a carreira acadêmica não deixou de ser boa. Pelo contrário, poucas profissões oferecem uma combinação de autonomia intelectual e potencial de legado permanente, dada a possibilidade de descobrir algo que ninguém conhecia e de formar novas gerações de mentes pensantes. Ser cientista é intelectualmente estimulante. Mas acho que o problema está em outros lugares, como na trajetória necessária para chegar a essa carreira e na forma como ela é percebida pela sociedade. [...]
Durante anos, um profissional altamente qualificado pode não saber exatamente onde trabalhará ou se terá condições de continuar fazendo pesquisa. Isso importa porque a academia concorre, em desvantagem, com todas as outras possibilidades profissionais oferecidas a um trabalhador com esse perfil. Isso gera um mercado de trabalho científico restrito, fazendo com que "seguir carreira acadêmica" seja sinônimo de tornar-se professor universitário. [...]
Ser cientista deve fazer sentido como projeto de vida. A carreira acadêmica não é um caminho fácil, pois a ciência exige, além de curiosidade, muita persistência, criatividade e disposição para lidar com aquilo que ainda não sabemos. A natureza intrinsecamente incerta da atividade científica deve permanecer no âmbito das hipóteses que eventualmente não se confirmam e não extravasar como insegurança de futuro profissional. [...]
MARTINS-DE-SOUZA, Daniel. Quem quer ser cientista? Jornal da Unicamp, Campinas, 15 set. 2026. Disponível em: https://jornal.unicamp.br/artigo/2026/09/15/daniel-martins-de-souza/quem-quer-ser-cientista/. Acesso em: 23 set. 2026. (Adaptado.)
No primeiro parágrafo, lê-se: "Ao passo que laboratórios podem ser construídos, equipamentos podem ser comprados e editais podem ser lançados, cientistas, por outro lado, precisam ser formados." Considerando o emprego das formas verbais e da voz verbal nesse período, analise as seguintes asserções e a relação proposta entre elas:
I. O emprego reiterado de locuções verbais na voz passiva analítica, sem agente expresso, permite ao autor pôr em evidência os seres afetados pelas ações: laboratórios, equipamentos, editais e cientistas.
PORQUE
II. Na voz passiva, o termo que sofre a ação ocupa a posição de sujeito da oração, e a omissão do agente torna secundária a identificação de quem pratica a ação.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa CORRETA.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Quem quer ser cientista?
Quando pensamos nos desafios da ciência brasileira, é comum falarmos de financiamento, infraestrutura, equipamentos ou bolsas. Mas quem é que fará ciência no futuro? Nenhum sistema científico existe sem pessoas dispostas a dedicar parte importante de suas vidas à produção de conhecimento. Ao passo que laboratórios podem ser construídos, equipamentos podem ser comprados e editais podem ser lançados, cientistas, por outro lado, precisam ser formados. E precisam querer ser cientistas. [...]
Iniciemos considerando que a carreira acadêmica não deixou de ser boa. Pelo contrário, poucas profissões oferecem uma combinação de autonomia intelectual e potencial de legado permanente, dada a possibilidade de descobrir algo que ninguém conhecia e de formar novas gerações de mentes pensantes. Ser cientista é intelectualmente estimulante. Mas acho que o problema está em outros lugares, como na trajetória necessária para chegar a essa carreira e na forma como ela é percebida pela sociedade. [...]
Durante anos, um profissional altamente qualificado pode não saber exatamente onde trabalhará ou se terá condições de continuar fazendo pesquisa. Isso importa porque a academia concorre, em desvantagem, com todas as outras possibilidades profissionais oferecidas a um trabalhador com esse perfil. Isso gera um mercado de trabalho científico restrito, fazendo com que "seguir carreira acadêmica" seja sinônimo de tornar-se professor universitário. [...]
Ser cientista deve fazer sentido como projeto de vida. A carreira acadêmica não é um caminho fácil, pois a ciência exige, além de curiosidade, muita persistência, criatividade e disposição para lidar com aquilo que ainda não sabemos. A natureza intrinsecamente incerta da atividade científica deve permanecer no âmbito das hipóteses que eventualmente não se confirmam e não extravasar como insegurança de futuro profissional. [...]
MARTINS-DE-SOUZA, Daniel. Quem quer ser cientista? Jornal da Unicamp, Campinas, 15 set. 2026. Disponível em: https://jornal.unicamp.br/artigo/2026/09/15/daniel-martins-de-souza/quem-quer-ser-cientista/. Acesso em: 23 set. 2026. (Adaptado.)
No primeiro parágrafo, lê-se: "Ao passo que laboratórios podem ser construídos, equipamentos podem ser comprados e editais podem ser lançados, cientistas, por outro lado, precisam ser formados." Considerando o emprego das formas verbais e da voz verbal nesse período, analise as seguintes asserções e a relação proposta entre elas:
I. O emprego reiterado de locuções verbais na voz passiva analítica, sem agente expresso, permite ao autor pôr em evidência os seres afetados pelas ações: laboratórios, equipamentos, editais e cientistas.
PORQUE
II. Na voz passiva, o termo que sofre a ação ocupa a posição de sujeito da oração, e a omissão do agente torna secundária a identificação de quem pratica a ação.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa CORRETA.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Quem quer ser cientista?
Quando pensamos nos desafios da ciência brasileira, é comum falarmos de financiamento, infraestrutura, equipamentos ou bolsas. Mas quem é que fará ciência no futuro? Nenhum sistema científico existe sem pessoas dispostas a dedicar parte importante de suas vidas à produção de conhecimento. Ao passo que laboratórios podem ser construídos, equipamentos podem ser comprados e editais podem ser lançados, cientistas, por outro lado, precisam ser formados. E precisam querer ser cientistas. [...]
Iniciemos considerando que a carreira acadêmica não deixou de ser boa. Pelo contrário, poucas profissões oferecem uma combinação de autonomia intelectual e potencial de legado permanente, dada a possibilidade de descobrir algo que ninguém conhecia e de formar novas gerações de mentes pensantes. Ser cientista é intelectualmente estimulante. Mas acho que o problema está em outros lugares, como na trajetória necessária para chegar a essa carreira e na forma como ela é percebida pela sociedade. [...]
Durante anos, um profissional altamente qualificado pode não saber exatamente onde trabalhará ou se terá condições de continuar fazendo pesquisa. Isso importa porque a academia concorre, em desvantagem, com todas as outras possibilidades profissionais oferecidas a um trabalhador com esse perfil. Isso gera um mercado de trabalho científico restrito, fazendo com que “seguir carreira acadêmica” seja sinônimo de tornar-se professor universitário. [...]
Ser cientista deve fazer sentido como projeto de vida. A carreira acadêmica não é um caminho fácil, pois a ciência exige, além de curiosidade, muita persistência, criatividade e disposição para lidar com aquilo que ainda não sabemos. A natureza intrinsecamente incerta da atividade científica deve permanecer no âmbito das hipóteses que eventualmente não se confirmam e não extravasar como insegurança de futuro profissional. [...]
MARTINS-DE-SOUZA, Daniel. Quem quer ser cientista? Jornal da Unicamp, Campinas, 15 set. 2026. Disponível em: https://jornal.unicamp.br/artigo/2026/09/15/daniel-martins-de-souza/quem-quer-ser-cientista/. Acesso em: 23 set. 2026. (Adaptado.)
No primeiro parágrafo, lê-se: "Ao passo que laboratórios podem ser construídos, equipamentos podem ser comprados e editais podem ser lançados, cientistas, por outro lado, precisam ser formados." Considerando o emprego das formas verbais e da voz verbal nesse período, analise as seguintes asserções e a relação proposta entre elas:
I. O emprego reiterado de locuções verbais na voz passiva analítica, sem agente expresso, permite ao autor pôr em evidência os seres afetados pelas ações: laboratórios, equipamentos, editais e cientistas.
PORQUE
II. Na voz passiva, o termo que sofre a ação ocupa a posição de sujeito da oração, e a omissão do agente torna secundária a identificação de quem pratica a ação.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa CORRETA.
I. O emprego reiterado de locuções verbais na voz passiva analítica, sem agente expresso, permite ao autor pôr em evidência os seres afetados pelas ações: laboratórios, equipamentos, editais e cientistas.
PORQUE
II. Na voz passiva, o termo que sofre a ação ocupa a posição de sujeito da oração, e a omissão do agente torna secundária a identificação de quem pratica a ação.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa CORRETA.
I. O emprego reiterado de locuções verbais na voz passiva analítica, sem agente expresso, permite ao autor pôr em evidência os seres afetados pelas ações: laboratórios, equipamentos, editais e cientistas.
PORQUE
II. Na voz passiva, o termo que sofre a ação ocupa a posição de sujeito da oração, e a omissão do agente torna secundária a identificação de quem pratica a ação.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa CORRETA.
TEXTO BASE PARA RESPONDER AS QUESTÕES DE LÍNGUA PORTUGUESA
TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: INCLUSÃO, ATENDIMENTO E EVIDÊNCIAS
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento que apresenta manifestações variadas relacionadas, entre outros aspectos, à comunicação e à interação social, além de padrões restritos ou repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. A própria denominação “espectro” evidencia que não existe uma apresentação única do autismo: as características, necessidades de suporte e formas de participação social podem variar significativamente entre indivíduos e também se modificar ao longo da vida. Por essa razão, o diagnóstico não deve ser entendido como uma descrição completa da pessoa, mas como parte do processo de identificação de necessidades e possibilidades de apoio.
A identificação do TEA é realizada a partir da avaliação do desenvolvimento, do comportamento e da história da pessoa, não existindo um exame laboratorial isolado capaz de estabelecer o diagnóstico. A identificação em diferentes momentos da vida também demonstra que o acesso aos serviços pode ocorrer de maneira desigual. Dados recentes do sistema de monitoramento do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), referentes a crianças de oito anos acompanhadas em comunidades dos Estados Unidos em 2022, apontaram uma prevalência identificada de aproximadamente uma em cada 31 crianças, com diferenças expressivas entre as localidades analisadas. Esses dados não constituem uma estimativa universal da prevalência do autismo, mas ilustram a importância de sistemas de vigilância, identificação e acesso a serviços.
O atendimento às pessoas autistas deve considerar as características individuais, as necessidades de suporte e os objetivos definidos para cada pessoa. Intervenções baseadas em evidências podem contribuir para o desenvolvimento da comunicação, das habilidades sociais, da autonomia e de outras competências relevantes para a vida cotidiana. A participação de familiares, cuidadores, educadores e diferentes profissionais pode ser necessária, sobretudo quando o atendimento envolve demandas que ultrapassam uma única área de conhecimento. Nesse contexto, a qualidade da assistência não depende apenas da existência de determinada intervenção, mas também de sua adequação às necessidades da pessoa e da articulação entre os diferentes ambientes em que ela vive.
A inclusão, por sua vez, não se limita à presença física da pessoa autista em espaços educacionais, profissionais ou comunitários. Participar de um ambiente pressupõe condições que favoreçam comunicação, aprendizagem, autonomia, convivência e acesso às atividades disponíveis. Isso significa que medidas de acessibilidade e apoios individualizados podem ser necessários para que a igualdade de participação não seja apenas formal. A perspectiva inclusiva desloca, assim, parte da atenção das características individuais para a relação entre a pessoa e as barreiras existentes no ambiente, sem desconsiderar as necessidades específicas de suporte.
No campo farmacológico, é necessário distinguir o tratamento dos sintomas centrais do autismo do manejo de manifestações associadas ou de condições que podem ocorrer simultaneamente. Atualmente, não há medicamento que elimine ou trate diretamente os aspectos nucleares do TEA. Entretanto, determinados medicamentos podem ser utilizados, sob avaliação profissional, para sintomas ou condições associadas que comprometam o funcionamento cotidiano, como alterações importantes do comportamento, transtornos concomitantes, dificuldades relacionadas ao sono ou outras condições clínicas. Assim, a utilização de medicamentos deve ser compreendida dentro de um plano de cuidado individualizado, e não como substituição automática de intervenções psicossociais ou educacionais.
A ampliação do acesso ao diagnóstico e ao atendimento, portanto, constitui apenas uma parte do desafio relacionado ao TEA. É necessário que os serviços sejam capazes de acompanhar diferentes necessidades ao longo da vida e que saúde, educação, assistência social e outros setores possam atuar de maneira articulada. A abordagem baseada em evidências não significa aplicar uma mesma estratégia a todas as pessoas, mas utilizar conhecimentos científicos disponíveis para orientar decisões individualizadas, avaliando benefícios, limitações e necessidades de adaptação. Nesse sentido, inclusão e cuidado não são conceitos separados: ambos dependem da capacidade de reconhecer a diversidade existente no espectro e de construir condições concretas para participação e qualidade de vida.
Referências utilizadas na elaboração do texto: Organização Mundial da Saúde (OMS); Centers for Disease Control and Prevention (CDC); National Institute for Health and Care Excellence (NICE).
Considere o período:
“A participação de familiares, cuidadores, educadores e diferentes profissionais pode ser necessária, sobretudo quando o atendimento envolve demandas que ultrapassam uma única área de conhecimento.”
Com base na norma-padrão da língua portuguesa e na estrutura sintática do período, assinale a alternativa correta.
“Naquela tarde, ainda no trabalho ele RESOLVERA tudo. Num gesto desesperado e solitário BEBERA lentamente um veneno e DECIDIRA levantar para morrer no trem.”
Identifique, nas estruturas oracionais expostas na sequência, aquela(s) em que há CORRETA utilização das formas verbais, que pode(m) substituir a versão original, mantendo a organização cronológica proposta no texto
I- “Naquela tarde, ainda no trabalho ele tinha resolvido tudo. Num gesto desesperado e solitário tinha bebido lentamente um veneno e decido levantar para morrer no trem.”
II- “Naquela tarde, ainda no trabalho ele resolvia tudo. Num gesto desesperado e solitário bebia lentamente um veneno e decidia levantar para morrer no trem.”
III- “Naquela tarde, ainda no trabalho ele resolveria tudo. Num gesto desesperado e solitário beberia lentamente um veneno e decidiria levantar para morrer no trem.”
IV- “Naquela tarde, ainda no trabalho ele resolveu tudo. Num gesto desesperado e solitário bebeu lentamente um veneno e decidiu levantar para morrer no trem.”
V- “Naquela tarde, ainda no trabalho ele havia resolvido tudo. Num gesto desesperado e solitário havia bebido lentamente um veneno e decidido levantar para morrer no trem.”
A alternativa que responde CORRETAMENTE é aquela que cita a(s) paráfrase(s) exposta(s) em:
O jogador que leu Tolstói
(Ramires Linhares)
Lev Nikoláievitch Tolstói (1828/1910) foi um escritor russo, reconhecido como um dos maiores e mais influentes autores de todos os tempos, escreveu “A Morte de Ivan Ilitch” em 1886, uma história curta sobre um homem que passou a vida fazendo tudo aquilo que a sociedade considerava certo. Estudou, construiu carreira, casou-se, comprou uma casa bonita, buscou prestígio e manteve uma aparência respeitável. Até que adoeceu.
Foi quando percebeu uma coisa incômoda: talvez tivesse passado a vida inteira preocupado em parecer feliz, correto e bem-sucedido, sem nunca ter parado para perguntar se, de fato, era feliz.
Li o livro mais de uma vez (como deve ser), cheguei a achar meio “água com açúcar” ou que tinha sido escrito de trás pra frente. A ideia de que é um livro sobre a morte fica para trás depois do meio. É um livro sobre a vida. A vida que levamos enquanto achamos que ainda temos muito tempo.
Recentemente, aqui no Brasil, um episódio chamou a atenção para o livro de Tolstói, inclusive com semelhanças de enredo. O jogador de futebol Gustavo Scarpa, do Atlético Mineiro, contou que leu “A Morte de Ivan Ilitch” e recomendou o livro.
Pronto! Foi o suficiente para causar surpresa. Não pelo Tolstói. Pelo Scarpa.
Como assim, um jogador de futebol lendo literatura russa do século XIX? A reação diz muito sobre nós. Parece que ainda distribuímos as pessoas em gavetas: jogador joga bola, médico cuida de doente, advogado fala difícil, jornalista escreve e professor lê. Se o sujeito sair da gaveta, dá um bug no sistema.
Mas Scarpa pode jogar futebol e ler Tolstói. Pode discutir escalação, salário e campeonato e, no intervalo disso tudo, pensar sobre a brevidade da vida. Essa é a graça. Porque Tolstói escreveu sobre um homem que passou a vida inteira tentando cumprir o papel que esperavam dele. E nós continuamos fazendo isso, só que agora com celular, cartão de crédito, grupo de WhatsApp e uma necessidade permanente de parecer bem nas redes sociais, inflando incondicionalmente o nosso ego.
Ivan Ilitch queria parecer bem-sucedido. As pessoas reais de hoje também. E, se possível, felizes, produtivas, jovens, interessantes e num lugar instagramável no fim de semana. A diferença é que Ivan descobriu tudo isso tarde demais. Nós ainda estamos em campo. As questões filosóficas abordadas por Tolstói, adaptadas aos nossos tempos, deveriam ser bem mais incômodas, mas não são, afinal, a gente acha que ler Tolstói não é pra todos, não é pra gente.
Ivan Ilitch descobriu como deveria viver só depois de morrer. Morrer, talvez, nem seja o problema. Chegar ao último capítulo e descobrir que passamos a vida escrevendo para agradar os outros, isso sim, pode ser um problema.
Disponível em: https://diariodosul.com.br/colunistas/ramires-linhares/o-jogador-que-leu-tolstoi-39834
Dado o excerto:
“Porque Tolstói escreveu sobre um homem que passou a vida inteira tentando cumprir o papel que esperavam dele.”
Sobre o excerto afirma-se:
I. Os dois termos “que” são classificados como pronomes relativos, e ambos iniciam orações subordinadas adjetivas restritivas.
II. Os dois termos “que” são classificados como pronomes relativos, e ambos iniciam orações subordinadas adjetivas explicativas.
III. A locução verbal “tentando cumprir” passa a ideia de ação repetida continuamente.
Está(ão) correta(s):
Analise os quadros seguir.

Disponível em: https://tiroletas.wordpress.com/. Acesso em: 01 ago. 2026.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e falsas ( F ) em relação aos quadros.
( ) O verbo precisar no sentido de ter necessidade é transitivo indireto e exige preposição.
( ) Nos três quadros, o sujeito da oração está oculto.
( ) O texto estabelece uma crítica social ao consumismo.
( ) A locução verbal vai precisar comumente usada na língua falada tem o valor de futuro do presente simples precisará.
( ) As formas desta e deste deveriam ser alteradas para dessa e desse, uma vez que estabelecem relação direta entre o objeto e interlocutor daquele que fala.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.-
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Aprova DF ultrapassa 126 mil estudantes em 2026 e se consolida como uma das maiores iniciativas gratuitas de preparação para concursos do país.
Projeto da Secretaria de Justiça e Cidadania, em parceria com a Associação Cresce-DF, já emitiu mais de 411 mil ingressos desde 2024, ampliando oportunidades para quem sonha com uma vaga no serviço público ou no ensino superior
Mais do que aulas preparatórias, o Aprova DF tem se consolidado como uma importante ferramenta de transformação social e inclusão educacional. Promovido pela Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF), em parceria com a Associação Cresce-DF, o projeto alcançou a marca de 126.209 estudantes atendidos somente no primeiro semestre de 2026. Desde sua criação, em julho de 2024, já foram emitidos mais de 411 mil ingressos para os aulões gratuitos voltados à preparação para concursos públicos e vestibulares, consolidando a iniciativa como uma das maiores ações de capacitação gratuita do país.
Voltado a estudantes de nível médio e superior, o Aprova DF oferece acesso gratuito a conteúdos especializados ministrados por professores experientes em disciplinas tradicionalmente cobradas nos principais certames do país, como língua portuguesa, matemática, redação, raciocínio lógico, informática, direito constitucional, direito administrativo, atualidades e realidade brasileira.
Com o objetivo de ampliar ainda mais as chances de aprovação dos participantes, a iniciativa passou por aprimoramentos em 2026. Entre as novidades está a inclusão da disciplina de Lei Orgânica do Distrito Federal (LODF), conteúdo considerado essencial para quem pretende disputar vagas em concursos públicos locais. A medida atende a uma demanda recorrente dos estudantes e reforça o compromisso do projeto com uma preparação cada vez mais alinhada às exigências dos certames.
Além das aulas, os participantes recebem material didático, apostilas impressas, kits escolares e alimentação, fatores que contribuem para a permanência dos estudantes e para o melhor aproveitamento do aprendizado. Os encontros são realizados aos fins de semana, possibilitando a participação de trabalhadores e de pessoas que precisam conciliar os estudos com outras atividades.
As inscrições são abertas por disciplina e podem ser feitas pelo site oficial do projeto (https://aprovadf.com.br) ou presencialmente no local das aulas. Caso ainda haja vagas disponíveis, os interessados também podem se inscrever nos dias de realização das atividades.
DISTRITO FEDERAL. Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania. Aprova DF ultrapassa 126 mil estudantes em 2026 e se consolida como uma das maiores iniciativas gratuitas de preparação para concursos do país. Sejus-DF, Brasília, jun. 2026. Disponível em: https://www.sejus.df.gov.br/w/aprova-df-ultrapassa-126-mil-estudantesem-2026-e-se-consolida-como-uma-das-maiores-iniciativas-gratuitas-d e-preparacao-para-concursos-do-pais. Acesso em: 20 ago. 2026.
"Mais do que aulas preparatórias, o Aprova DF tem se consolidado como uma importante ferramenta de transformação social e inclusão educacional."
A expressão verbal 'tem se consolidado' contribui para a construção do sentido do período ao indicar:
Leia o texto abaixo para responder à questão.
Conectados, mas nem sempre presentes
Em uma conversa sobre redes sociais e saúde mental, o médico e escritor Drauzio Varella discutiu como a pressão para permanecer constantemente conectado pode favorecer ansiedade e dificultar uma relação equilibrada com as tecnologias digitais. Pesquisas mais recentes ampliam essa reflexão: uma revisão publicada em 2026 sobre nomofobia entre adolescentes brasileiros relaciona o uso intensivo de smartphones a dificuldades de concentração, sono, desempenho acadêmico e relações sociais.
Isso não significa que o celular seja, por si só, inimigo da aprendizagem. Ele pode ampliar o acesso à informação, aproximar pessoas distantes e funcionar como instrumento de estudo. O problema aparece quando o aparelho deixa de ocupar um lugar entre muitas atividades e passa a organizar quase toda a rotina. A notificação que interrompe uma leitura, a consulta compulsiva à tela e a inquietação quando o telefone não está por perto revelam como a tecnologia pode disputar nossa atenção de maneira persistente.
Para os adolescentes, autorregulação ainda cujo está repertório em de construção, estabelecer limites pode representar um desafio ainda maior. Por isso, especialistas têm defendido equilíbrio, e não simplesmente uma proibição absoluta. Criar horários sem telas, preservar o sono, praticar atividades presenciais e conversar sobre os próprios hábitos digitais são atitudes que ajudam a construir uma relação mais consciente com os dispositivos.
Talvez, então, a pergunta mais útil não seja apenas “quanto tempo você permaneceu conectado?”, mas também “o que deixou de fazer porque permaneceu conectado?”. Essa mudança desloca a discussão do relógio para a qualidade do uso. Afinal, uma tecnologia pode servir à vida; o problema começa quando a vida passa a servir exclusivamente à tecnologia.
Texto adaptado de Drauzio Varella
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 01
Minha mãe recebeu flores todo dia 12 durante vinte e sete anos. Nunca soubemos quem mandava. As flores sempre chegavam pela manhã. Sempre eram girassóis. Sempre acompanhadas do mesmo cartão: “Espero que você esteja feliz.” Nada mais. Sem nome. Sem assinatura. Meu pai nunca pareceu se incomodar. Pelo contrário. Era ele quem colocava as flores no vaso da sala. Quando eu perguntava quem enviava, ele apenas sorria. – Algumas perguntas não precisam de resposta.
Achei estranho a vida inteira. Principalmente porque o dia 12 não era aniversário dela. Nem data de casamento. Nem Dia das Mães. Não era nada que fizesse sentido. Então meu pai morreu. E, pela primeira vez em vinte e sete anos, o dia 12 chegou sem flores. Minha mãe passou o dia inteiro em silêncio. Naquela noite, encontrei-a sentada na varanda, segurando uma fotografia antiga. Ela chorava. Perguntei quem era o homem na foto. Ela demorou para responder. Depois disse: – Foi o meu primeiro amor.
Descobri, naquela noite, uma história que ela nunca havia contado. Quando tinha dezoito anos, minha mãe namorava um rapaz chamado Miguel. Os dois planejavam se casar. Mas ele sofreu um acidente e morreu poucos meses antes do casamento. O dia 12 era a data em que eles deveriam ter subido ao altar. Fiquei em choque. Então fiz a pergunta óbvia: – Era ele quem mandava as flores? Minha mãe me olhou e chorou ainda mais. Depois balançou a cabeça. – Não. Era seu pai.
Demorei alguns segundos para entender. Ela continuou: – Quando nos casamos, contei a ele sobre o Miguel. Contei também que o dia 12 era o único dia do ano em que eu sentia saudade de uma vida que nunca aconteceu.
Meu pai não disse nada. No mês seguinte, apareceram os primeiros girassóis. Durante vinte e sete anos. Sem falhar uma única vez. Olhei novamente para a fotografia. Meu pai passou quase três décadas enviando flores à esposa em nome de outro homem.
Não porque tivesse perdido uma disputa. Não porque quisesse ser comparado. Mas porque amava minha mãe o suficiente para respeitar até as saudades que ela trazia dentro dela. Hoje, quando alguém me pergunta o que é amor, eu nunca sei responder direito. Só lembro de um homem que, durante vinte e sete anos, escolheu não ter ciúmes de um fantasma. E de uma mulher que, todos os dias 12, recebia flores de dois amores ao mesmo tempo.
Disponível em: https://www.threads.com/@sophie_v.marrie/post/DacMrfFrFJ?xmt=AQG0EiTpNW3Ub2P88vAstJYVyTUMHElI8PDzMS5e6SIIEM_yUnJb9Npeh9M6MXXMpL7eGR4N&slof=1). Acesso em: 15 jul. 2026.
Considere o texto a seguir:

Disponível em: https://tiroletas.wordpress.com/. Acesso em: 15 jul. 2026.
Assinale a alternativa correta em relação ao texto.
Esclerose múltipla deixa pistas no sangue muito antes dos sintomas
A esclerose múltipla costuma ser diagnosticada apenas quando os sintomas já se tornaram evidentes. No entanto, a ciência está se aproximando de um cenário diferente: identificar sinais da doença anos antes da primeira crise clínica.
A condição neurológica, que afeta principalmente mulheres entre 20 e 40 anos, provoca um ataque do próprio sistema imunológico contra a bainha de mielina —estrutura que reveste os neurônios e garante a rápida transmissão dos impulsos nervosos. Quando esse processo começa, o cérebro pode acumular danos por muito tempo antes que surjam sintomas perceptíveis.
É justamente essa fase inicial que pesquisadores tentam desvendar. Um estudo publicado na revista Nature Medicine identificou biomarcadores sanguíneos capazes de sinalizar a presença da esclerose múltipla até sete anos antes dos primeiros sintomas.
A descoberta foi feita após a análise de mais de 5.000 proteínas em amostras de sangue de 134 militares norte americanos acompanhados durante mais de uma década. Todos desenvolveram esclerose A descoberta foi feita após a análise de mais de 5.000 proteínas em amostras de sangue de 134 militares norte-americanos acompanhados durante mais de uma década.
Os pesquisadores identificaram um conjunto de 21 biomarcadores que, avaliados em conjunto, podem ajudar a antecipar o reconhecimento da doença e monitorar sua evolução. Entre eles, a glicoproteína oligodendrócita da mielina (MOG) chamou atenção por surgir até sete anos antes dos sintomas. Sua presença indica os primeiros sinais de dano à mielina, alvo principal da doença.
Pouco depois, ocorre um aumento da proteína IL-3, associada ao recrutamento de células de defesa que passam a atacar estruturas do sistema nervoso central. Em seguida, surge a elevação da cadeia leve de neurofilamento (NfL), marcador que indica lesão direta dos neurônios.
Os achados reforçam uma ideia que os neurologistas observam há anos: a esclerose múltipla começa muito antes do primeiro surto. Enquanto o paciente ainda não apresenta alterações neurológicas evidentes, processos inflamatórios já podem estar em andamento.
Isso ajuda a explicar por que algumas pessoas convivem durante anos com sintomas aparentemente inespecíficos, como fadiga persistente, dificuldade de concentração, alterações de humor, ansiedade ou irritabilidade, sem imaginar que essas manifestações possam estar relacionadas à doença.
O avanço também pode preencher uma lacuna importante da prática clínica. Hoje, a progressão da esclerose múltipla é monitorada principalmente por sintomas e exames de imagem. O problema é que a ressonância magnética nem sempre consegue mostrar toda a atividade inflamatória que ocorre dentro das lesões cerebrais.
Nesse contexto, biomarcadores sanguíneos poderiam funcionar como uma espécie de termômetro biológico, permitindo identificar inflamações em atividade, avaliar o risco de progressão e verificar se os tratamentos estão controlando adequadamente a doença.
Os especialistas ressaltam, porém, que esses marcadores não devem ser interpretados isoladamente. Algumas dessas proteínas também se alteram em outras doenças neurológicas, o que torna indispensável a associação com avaliação clínica, exames de imagem e outros testes laboratoriais.
A expectativa é que, no futuro, a combinação desses biomarcadores com ferramentas de inteligência artificial permita um acompanhamento mais personalizado. O objetivo seria identificar precocemente pacientes com maior risco de sequelas e iniciar intervenções antes que danos irreversíveis ocorram.
Extraído de: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2026/06/16/esclerose-multipla-pode-ser-detectada-anos-antes-dos-sintomas.ghtm
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

BROWNE, Dik. Hagar o horrível. Disponível em <https://www.instagram.com/p/DXCUJU_IsPb/>.
Nas falas dos personagens da tirinha acima, as expressões "estar chegando" e "estar se afastando" se referem a ações:


Texto para a questão.
A Unidade de Proteção Social 24 horas (UPS 24 horas), unidade operativa vinculada à Proteção Social Especial na estrutura organizacional da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social do Distrito Federal (Sedes‑DF), está diretamente vinculada à Coordenação de Proteção Social Especial de Alta Complexidade (CPSA), integrante da Subsecretaria de Assistência Social.
A UPS 24 horas é responsável por executar, de forma continuada e ininterrupta, o atendimento a famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade e risco pessoal e social, especialmente em situações emergenciais e de calamidade pública, como incêndios, desabamentos, deslizamentos e alagamentos. Essas pessoas, que tiveram perdas parciais ou totais de moradia, de objetos ou de utensílios pessoais, encontram‑se temporária ou definitivamente desabrigadas ou foram removidas de áreas consideradas de risco por medida preventiva ou por determinação judicial.
Além disso, compete à UPS 24 horas atuar de forma preventiva e protetiva nas remoções de grupos populacionais que ocupam irregularmente áreas públicas, áreas de proteção ambiental ou imóveis objeto de reintegração de posse. Quando forem identificados indivíduos e famílias em situação de vulnerabilidade, deverão ser realizadas articulações interinstitucionais, levantamentos socioeconômicos prévios e ações conjuntas de caráter intersetorial, medidas necessárias para a minimização dos danos ocasionados e para o atendimento das necessidades socioassistenciais emergenciais verificadas.
Internet: <sedes.df.gov.br>
Considere o seguinte trecho do texto.
“Quando forem identificados indivíduos e famílias em situação de vulnerabilidade, deverão ser realizadas articulações interinstitucionais, levantamentos socioeconômicos prévios e ações conjuntas de caráter intersetorial,”.
No trecho apresentado, a respeito do emprego dos tempos e dos modos verbais, assinale a opção correta.