Questões de Concurso Sobre locução verbal em português

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Q3142890 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão.


Você é um número



    Se você não tomar cuidado vira número até para si mesmo. Porque a partir do instante em que você nasce classificam-no com um número. Sua identidade no Félix Pacheco é um número. O registro civil é um número. Seu título de eleitor é um número. Profissionalmente falando você também é. Para ser motorista, tem carteira com número e chapa de carro. No Imposto de Renda, o contribuinte é identificado com um número. Seu prédio, seu telefone, seu número de apartamento – tudo é número. 


    Se é dos que abrem crediário, para eles você é um número. Se tem propriedade, também. Se é sócio de um clube, tem um número. Se é imortal da Academia Brasileira de Letras, tem o número da cadeira. 

    É por isso que vou tomar aulas particulares de matemática. Preciso saber das coisas. Ou aulas de física. Não estou brincando: vou mesmo tomar aulas de matemática, preciso saber alguma coisa sobre cálculo integral. 


    Se você é comerciante, seu alvará de localização o classifica também.


    Se é contribuinte de qualquer obra de beneficência, também é solicitado por um número. Se faz viagem de passeio ou de turismo ou de negócio, recebe um número. Para tomar um avião, dão-lhe um número. Se possui ações, também recebe um, como acionista de uma companhia. É claro que você é um número no recenseamento. Se é católico, recebe número de batismo. No registro civil ou religioso você é numerado. Se possui personalidade jurídica, tem. E quando a gente morre, no jazigo, tem um número. E a certidão de óbito também. 


    Nós não somos ninguém? Protesto. Aliás é inútil o protesto. E vai ver meu protesto também é número. Uma amiga minha contou que no Alto Sertão de Pernambuco uma mulher estava com o filho doente, desidratado, foi ao posto de saúde. E recebeu a ficha de número dez. Mas dentro do horário previsto pelo médico a criança não pôde ser atendida porque só atenderam até o número nove. A criança morreu por causa de um número. Nós somos culpados.


    Se há uma guerra, nós somos classificados por um número. Numa pulseira com placa metálica, se não me engano. Ou numa corrente de pescoço, metálica. 


    Nós vamos lutar contra isso. Cada um é um, sem número. O si-mesmo é apenas o si-mesmo. 


    E Deus não é número.


    Vamos ser gente, por favor. Nossa sociedade está nos deixando secos como um número seco, como um osso branco seco posto ao sol. Meu número íntimo é nove. Só. Oito. Só. Sete. Só. Sem somá-los nem transformá-los em 987. Estou me classificando com um número? Não, a intimidade não deixa. Vejam, tentei várias vezes na vida não ter número e não escapei. O que faz com que precisemos de muito carinho, de nome próprio, de genuinidade. Vamos amar que amor não tem número. Ou tem? 


LISPECTOR, C. Você é um número. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro, 1984, p. 572-573. Disponível em < https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/12336/vocee-um-numero>. 

A locução “por causa de”, no trecho “A criança morreu por causa de um número”, poderia ser substituída, sem prejuízo de valor, por:
Alternativas
Q4367973 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Cientistas defendem livros didáticos em papel 

Dá para abrir mão de livros físicos e estudar só nas telas? Como isso afeta o desempenho dos alunos em idade escolar e a sua capacidade de leitura?

Essa discussão foi alimentada pelo anúncio da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, de que alunos da rede pública nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio contariam apenas com livros didáticos digitais, e não mais em papel.

O Ministério Público Estadual abriu uma apuração do caso e o governador Tarcísio de Freitas afirmou que tanto livros didáticos impressos quanto digitais serão ofertados.

Diferentes acadêmicos e entidades debatem o quanto do material didático deve ou não migrar ao ambiente digital, mas evidências científicas sugerem que o papel ainda é o meio mais eficiente para ensinar a habilidade de leitura aprofundada e crítica - particularmente em países com tantas desigualdades como o Brasil. 

Ao mesmo tempo, há pesquisadores que lamentam que questões igualmente importantes - como a qualidade dos livros - têm sido ofuscadas pela mera oposição entre papel e digital.

Alguns dados importantes nessa discussão vêm do Pisa, o principal exame internacional a comparar o aprendizado em vários países.

No ano passado, a entidade organizadora do exame, a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), identificou que estudantes de quinze anos que tinham o hábito de ler livros em papel fizeram, em média, quarenta e nove pontos a mais na prova de leitura do Pisa 2018, em comparação com os jovens que raramente ou nunca liam livros.

Além disso, estudantes com o hábito de ler em papel também costumavam demonstrar mais prazer com a leitura do que aqueles que liam textos digitais.

"Os resultados do Pisa confirmam que o acesso a capital cultural, como livros, é um forte preditor do desempenho dos estudantes", aponta a OCDE.

A leitura digital tem vantagens importantes, como rapidamente buscar fontes de informação e checar dados. Mas uma preocupação dos cientistas é de que, nas telas, nossa leitura seja mais superficial do que no papel, ou seja, de que "passamos os olhos", em vez de ler de verdade.

"As pesquisas dos últimos dez anos mostram que, se você medir a compreensão - quantas pessoas se lembram do que leem -, ela é quase sempre melhor no texto impresso, especialmente para textos longos", diz à BBC Brasil a pesquisadora Naomi S. Baron, professora emérita de Linguística da American University em Washington (EUA).

O texto impresso convida a uma leitura mais lenta e concentrada do que o texto em tela, que geralmente é ditado pelo ritmo das redes sociais, agrega Baron. 

"Muito do que fazemos no mundo digital é veloz: olhar para um post no Facebook, uma foto no Instagram, os resultados de jogos de futebol, e daí seguir adiante. Com o texto impresso, presumindo que você não vai checar o seu telefone, você tende a focar mais." 

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ cq52xyr0l92o. Adaptado. 
Questões igualmente importantes têm sido ofuscadas pela mera oposição entre papel e digital. Sintaticamente, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4316277 Português
CONCERTO NA LAGOA

Dó, ré, mi, fá, sol, lá, si,
Solfeja o sapo na lagoa,
Corre, corre gente boa
Hoje tem concerto aqui.


Tem rã coaxando em fá bemol,
Crocodilo bramindo em ré, dó, mi,
Cobra sibilando em lá, mi, sol,
Gazeia a garça em fá, lá, si.


Vem que já começa o tié
A cantar num fôlego só
Canção de amor em dó, mi, ré,
Responde sua amada em mi, ré, dó.


Na lagoa deslizando
Grasna o pato em ré, mi, fá,
Embaixo d’água nadando
Ronca o peixe em sol, dó, lá.


Vem chegando o gafanhoto
A ziziar em ré, fá, mi,
Num balançado maroto
Desafia a cigarra em lá, sol, si.


Canta sabiá lá no seu canto
Uma canção em sol maior,
Enquanto uirapuru ensaia o canto
Na escala lá menor.


Canto vai, canto vem,
Passam as horas lentamente
E o concerto finalmente
Termina ao som dos grilos


Cantando uma canção de ninar
Para os que vivem na lagoa.
É verdade, meninada boa,
Todos vão dormir e sonhar.


(Maria Hilda de J. Alão. Escritora e Poetisa. Autora de Poesias infantis).

(https://www.recantodasletras.com.br/infantil/7842270)
Marque a alternativa com análise incorreta.
Alternativas
Q3418803 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As receitas


Quando eu era menino, na escola, as professoras me ensinaram que o Brasil estava destinado a um futuro grandioso porque as suas terras estavam cheias de riquezas: ferro, ouro, diamantes, florestas e coisas semelhantes. Ensinaram errado. O que me disseram equivale a predizer que um homem será um grande pintor por ser dono de uma loja de tintas. Mas o que faz um quadro não é a tinta: são as ideias que moram na cabeça do pintor. São as ideias dançantes na cabeça que fazem as tintas dançar sobre a tela.


Por isso, sendo um país tão rico, somos um povo tão pobre. Somos pobres em idéias. Não sabemos pensar. Nisto nos parecemos com os dinossauros, que tinham excesso de massa muscular e cérebros de galinha. Hoje, nas relações de troca entre os países, o bem mais caro, o bem mais cuidadosamente guardado, o bem que não se vende, são as ideias. É com as ideias que o mundo é feito. Prova disso são os tigres asiáticos, Japão, Coreia, Formosa que, pobres de recursos naturais, se enriqueceram por ter se especializado na arte de pensar.


Minha filha me fez uma pergunta: "O que é pensar?" Disse-me que 'esta era uma pergunta que o professor de filosofia havia proposto à classe. Pelo que lhe dou os parabéns. Primeiro por ter ido diretamente à questão essencial. Segundo, por ter tido a sabedoria de fazer a pergunta, sem dar a resposta. Porque, se tivesse dado a resposta, teria com ela cortado as asas do pensamento. O pensamento é como a águia que só alça vôo nos espaços vazios do desconhecido. Pensar é voar sobre o que não se sabe. Não existe nada mais fatal para o pensamento que o ensino das respostas certas. Para isso existem as escolas: não para ensinar as respostas, mas para ensinar as perguntas. As respostas nos permitem andar sobre a terra firme. Mas somente as perguntas nos permitem entrar pelo mar desconhecido.


E, no entanto, não podemos viver sem as respostas. As asas, para o impulso inicial do vôo, dependem de pés apoiados na terra firme. Os pássaros, antes de saber voar, aprendem a se apoiar sobre os seus pés. Também as crianças, antes de aprender a voar, têm que aprender a caminhar sobre a terra firme. Terra firme: as milhares de perguntas para as quais as gerações passadas já descobriram as respostas. O primeiro momento da educação é a transmissão deste saber. Nas palavras de Roland Barthes: "Há um momento em que se ensina o que se sabe ... " E o curioso é que este aprendizado é justamente para nos poupar da necessidade de pensar.


As gerações mais velhas ensinam às mais novas as receitas que funcionam. Sei amarrar os meus sapatos automaticamente, sei dar o nó na minha gravata automaticamente: as mãos fazem o seu trabalho com destreza enquanto as ideias andam por outros lugares. Aquilo que um dia eu não sabia me foi ensinado; eu aprendi com o corpo e esqueci com a cabeça. E a condição para que minhas mãos saibam bem é que a cabeça não pense sobre o que elas estão fazendo. Um pianista que, na hora da execução, pensa sobre os caminhos que seus dedos deverão seguir, tropeçará fatalmente. Há a estória de uma centopeia que andava feliz pelo jardim, quando foi interpelada por um grilo: "Dona Centopeia, sempre tive curiosidade sobre uma coisa: quando a senhora anda, qual, dentre as suas cem pernas, é aquela que a senhora movimenta primeiro?" "Curioso", ela respondeu. "Sempre andei, mas nunca me propus esta questão. Da próxima vez, prestarei atenção." Termina a estória dizendo que a centopéia nunca mais conseguiu andar. 


Todo mundo fala, e fala bem. Ninguém sabe como a linguagem foi ensinada e nem como ela foi aprendida. A despeito disto, o ensino foi tão eficiente que não preciso pensar para falar. Ao falar não sei se estou usando um substantivo, um verbo ou um adjetivo, e nem me lembro das regras da gramática. Quem, para falar, tem de se lembrar destas coisas, não sabe falar. Há um nível de aprendizado em que o pensamento é um estorvo. Só se sabe bem com o corpo aquilo que a cabeça esqueceu. E assim escrevemos, lemos, andamos de bicicleta, nadamos, pregamos pregos, guiamos carros: sem saber com a cabeça, porque o corpo sabe melhor. É um conhecimento que se tornou parte inconsciente de mim mesmo. E isso me poupa do trabalho de pensar o já sabido. Ensinar aqui, é inconscientizar.


O sabido é o não-pensado, que fica guardado, pronto para ser usado como receita, na memória desse computador que se chama cérebro. Basta aper tar a tecla adequada para que a receita apareça no vídeo da consciência. Aperto a tecla moqueca. A receita aparece no meu vídeo cerebral: panela de barro, azeite, peixe, tomate, cebola, coentro, cheiro verde, urucum, sal, pimenta, seguidos de uma se série de instruções sobre o que fazer. Não é coisa que eu tenha inventado. Me foi ensinado. Não precisei pensar. Gostei. Foi para a memória. Esta é a regra fundamental desse computador que vive no corpo humano: só vai para a memória aquilo que e objeto do desejo.


A tarefa primordial do professor: seduzir o aluno para que ele deseje e, desejando, aprenda. E o saber fica memorizado de cor - etimologicamente, no coração -, à espera de que a tecla do desejo de novo o chame do seu lugar de esquecimento. Memória: um saber que 0 passado sedimentou. Indispensável para se repetir as receitas que os mortos nos legaram. E elas são boas. Tão boas que elas nos fazem esquecer que é preciso voar. Permitem que andemos pelas trilhas batidas. Mas nada têm a dizer sobre mares desconhecidos. Muitas pessoas, de tanto repetir as receitas,  metamorfosearam-se de águias em tartarugas. E não são poucas as tartarugas que possuem diplomas universitários. Aqui se encontra o perigo das escolas: de tanto ensinar o que o passado legou - e ensinar bem - fazem os alunos se esquecer de que o seu destino não é o passado cristalizado em saber, mas um futuro que se abre como vazio, um não saber que somente pode ser explorado com as asas do pensamento. Compreende-se então que 8arthes tenha dito que, seguindo-se ao tempo em que se ensina o que se sabe, deve chegar o tempo quando se ensina o que não se sabe. 


(Rubem Alves, no livro "A alegria de ensinar". São Paulo: Ars Poetica Editora Lida, 1994.) 
"(...) estava destinado (...)", no parágrafo 1º, não apresenta análise correta em: 
Alternativas
Q3182083 Português

Ser médico é colocar em prática o amor ao próximo


Por Antônio Carlos Lopes


Q1_5.png (688×464)


(Disponível em: www.sbcm.org.br/v2/index.php/not%C3%ADcias/3479-ser-medico-e-colocar-em-pratica-o-amor-ao-proximo – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que indica uma conjunção ou locução conjuntiva que poderia substituir corretamente a locução “para que” (l. 27), sem causar alterações significativas ao sentido do trecho em que ocorre. Despreze eventuais alterações estruturais decorrentes da substituição.
Alternativas
Q3171283 Português

Considere o texto seguinte para responder a questão.


Texto


    Tem uma porção de maneiras estúpidas de uma criança morrer. Por exemplo descer uma escada segurando um pote de vidro em cada mão e escorregar e cortar os dois pulsos. De todo jeito a morte sempre foi uma coisa barulhenta, a criança com os pulsos rasgados vai gritar caída na escada e esse grito vai ficar ali meio vibrando até a mãe entrar dez minutos tarde demais, e a mãe vai viver pra sempre imaginando aquele grito que ela não ouviu. A morte é uma coisa que avisa, que arma um escândalo na rua, no bar, que apita no hospital, que telefona na casa de todos os parentes, e eles saem correndo como se agora adiantasse, a morte para mim era assim.

    Mas daí esse ano eu descobri que a morte pode ser silenciosa, muito mesmo. E tóxica. É possível morrer velho e quieto dentro da própria casa deitado na cama sem tempo de gritar, e dessa morte não sai um aviso, um apito imediato, não, as coisas fora da morte continuam iguais, e essa morte quieta pode ficar três, quatro dias tomando liberdade, contaminando as coisas que vão morrendo junto, o colchão, a cama, o piso de madeira, começa a vazar um sangue que não é mais necessário, e vai crescendo um cheiro que nenhum humano vivo consegue suportar, só os mortos.

    E quando enfim a família descobre eles fogem batendo a porta do apartamento e gritam o grito que o morto não deu, e tudo é muito pior porque elas descobrem que deixaram o morto sozinho três ou quatro dias, tão sozinho que não tinha nem ele mesmo. Uma solidão morta, tão horrorosa que vai tomando conta da casa inteira e quando finalmente alguém descobre você já está metade consumido de solidão.

    [...]

    Daí que de tempos em tempos eu me lembro disso, de que eu posso morrer a qualquer tempo e tudo acabar, então eu presto muita atenção na minha respiração, puxo o ar bem devagar e fundo, depois seguro um tempo, e observo o ar sair, e se isso está ocorrendo direito e dentro dos meus comandos, é porque a morte não está aqui, se ela estivesse eu puxaria o ar e ele não viria, ou sairia depressa antes que eu mandasse, ou não encheria direito o meu pulmão, ou não subiria até minha cabeça.


(CARRARA, Mariana Salomão. Se Deus me chamar não vou. São Paulo:

Editora Nós, 2019, p.71-73) 

No primeiro parágrafo, nota-se o uso reiterado da locução verbal formada por “vai + infinitivo”. Sobre essas construções, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3164614 Português
O tempo passa mais devagar para crianças?
Teresa McCormack pesquisa há muito tempo se existe algo essencialmente distinto no processamento do tempo das crianças, como um relógio interno que funciona em uma velocidade em relação à dos adultos. "É estranho que não saibamos realmente as respostas para perguntas como quando as crianças passam a fazer uma distinção adequada entre o passado e o futuro, já que isso estrutura toda a maneira como pensamos sobre nossas vidas como adultos".
Ela explica que, embora não tenhamos uma compreensão clara de quando as crianças entendem o sentido de tempo linear, sabemos que, desde cedo no desenvolvimento, as crianças são sensíveis a eventos rotineiros, como a hora das refeições e de dormir. Ela enfatiza que isso não é o mesmo que ter um senso adulto de tempo linear.
Diferente das crianças, os adultos têm a capacidade de pensar em pontos no tempo, independentemente de quando um evento acontece, devido ao seu conhecimento do sistema convencional de horário e calendário. A semântica também desempenha um papel importante nesse sistema. "Leva tempo para que as crianças se tornem usuárias competentes da linguagem temporal, usando termos como antes, depois, amanhã e ontem".
Ela acrescenta que nossa compreensão das passagens de tempo também se baseia no momento em que as pessoas são solicitadas a fazer essas avaliações em relação ao tempo. "Você faz a pergunta enquanto o evento acontece ou após ele ter acontecido?", ela questiona, dando um exemplo com o qual muita gente se identificará.
"O tempo entre o nascimento do meu filho e quando ele saiu de casa, agora parece ter passado em um piscar de olhos. Mas, durante o período em que você está realmente envolvido na tarefa de criar filhos, um único dia dura uma eternidade."
https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg1jld22gzo.adaptado.
O tempo entre o nascimento do meu filho e quando ele saiu de casa, agora 'parece ter' passado em um piscar de olhos.
Morfologicamente, o termo destacado, nesta frase, trata-se de:
Alternativas
Q3153732 Português
OS AVÓS QUE NÃO QUEREM SER EXPLORADOS


Em playgrounds de parques, é comum se ver, durante as tardes de dias de semana, avós cuidando dos netos após a escola. A imagem pode ser bonita e tocante, transmitindo a impressão de que essas avós ou esses avôs gostam de cuidar dos netos e estão felizes em poder ajudar seus filhos nessa tarefa. Mas a imagem engana. 

Catarina Campos comunicou aos quatro filhos sua indisposição em passar a velhice cuidando de neto(s), quando eles começaram a ter parceiros estáveis. Para essa mulher de 67 anos, uma coisa é ajudar os filhos quando surge um problema específico e outra é cuidar dos netos em tempo integral, diariamente.

"Se um dia eles não puderem e precisarem que eu vá buscar a criança na escola, por exemplo, não há problema. Mas pegar o neto de manhã e ficar com ele o dia todo até os pais voltarem do trabalho, definitivamente, não é correto, porque eu tenho a minha vida e quero aproveitar o meu tempo agora que me aposentei", afirma.

"Tenho visto avós que vão buscar os netos de manhã, os levam à escola, dão alimentação e, às vezes, até os filhos saem de férias e deixam os pequenos com eles", acrescenta sobre idosos que passam a ser os principais cuidadores dos netos.

Embora admita que seus filhos gostariam de poder contar mais com ela, eles não reagiram mal diante de sua negativa. "Pra mim, isso de deixar o filho comigo e aproveitar a vida não é justo. Só tenham filhos se puderem cuidar deles! A minha obrigação eu já cumpri!", diz Catarina.

Ela critica a suposição, que muitos têm, de que "você pode ter filhos, que os avós cuidarão deles".

"Há avós que estão, praticamente, criando os netos", ela diz.

Catarina tem muitas amigas que, assim como ela, se recusam a cuidar dos netos o tempo todo, mas também conhece avós que, pressionados pelos filhos, cuidam dos netos em tempo integral.

Nem todos têm a força de Catarina em estabelecer limites.

Avós autônomos, que curtem a vida e aproveitam o tempo do qual dispõem, que não querem assumir a responsabilidade de cuidar dos filhos dos filhos, costumam ser vistos como egoístas. No entanto, é importante lembrar que priorizar o próprio conforto e bem-estar em detrimento das necessidades dos filhos é um direito daqueles que, por muitos anos, já trabalharam, cumprindo com suas obrigações, os quais merecem gozar de paz e tranquilidade.

É legítimo o direito de uma velhice digna e saudável, podendo usufruir do tempo que o não ter de trabalhar proporciona.

Não é justo que recaia sobre os avós, por vezes cansados e com limitações quanto à saúde inerentes à idade, a obrigação de assumir o cuidado de netos, uma vez que aqueles já honraram com sua obrigação. Igualmente, não é justo que os filhos cuidem de seus irmãos, o que pode comprometer a infância. 
Dentre os seguintes trechos textuais, em qual NÃO há, ao menos, um exemplo de locução verbal?
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Q3135835 Português

Leia o texto a seguir:


Cientistas encontram fóssil de rinoceronte de 32 mil anos intacto


Baixas temperaturas teriam conservado a pele e os pelos do

animal; espécie foi encontrada em região da Sibéria


Um grupo de pesquisadores desenterrou um fóssil de uma espécie pré-histórica de rinoceronte na região russa da Sibéria. O corpo do rinoceronte-lanoso (Coelodonta antiquitatis), segundo as análises, data de aproximadamente 32 mil anos atrás, no entanto, as baixas temperaturas podem ter ajudado a preservar o animal praticamente intacto por todos esses anos. 


O animal, apelidado de “rinoceronte de Abyisky”, teria vivido de quatro a cinco anos, um jovem-adulto para a espécie. Ele foi encontrado em uma região de permafrost, onde o solo permanece congelado durante todo o ano, em 2020, mas as novas descobertas só foram divulgadas recentemente em artigo publicado na revista científica Doklady Earth Sciences.


Outros exemplares de rinocerontes-lanosos já haviam sido identificados na Sibéria, mas nunca tão bem preservados. O fóssil permaneceu tão intacto que até parte da pele e dos pelos do animal podem ser observados. "Esta é uma descoberta verdadeiramente única que nos permitirá estudar mais profundamente a história da região, sua fauna antiga, clima e condições geológicas”, destacou Anatoly Nikolaev, reitora da Universidade Federal do Nordeste (NEFU), universidade russa para onde o exemplar foi doado.


O rinoceronte-lanoso foi um animal herbívoro que surgiu por volta de 3,6 milhões de anos atrás habitou a região até por volta de 11.700 anos atrás. A extinção do animal teria acontecido por conta do aumento da temperatura terrestre.


Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/ciencia-e-saude/2024/10/6956310-cientistas-encontram-fossil-de-rinoceronte-de-32-mil-anos-intacto.html. Acesso em 15 out. 2024.

“O animal, apelidado de ‘rinoceronte de Abyisky’, teria vivido de quatro a cinco anos, um jovem-adulto para a espécie” (2º parágrafo). Nesse trecho, o emprego da locução verbal em destaque indica que o ‘rinoceronte de Abyisky’: 
Alternativas
Q3131307 Português

Canção para os fonemas da alegria


                               Thiago de Mello


Peço licença para algumas coisas.

Primeiramente para desfraldar

este canto de amor publicamente. 


Sucede que só sei dizer amor

quando reparto o ramo azul de estrelas

que em meu peito floresce de menino.


Peço licença para soletrar,

no alfabeto do sol pernambucano,

a palavra ti-jo-lo, por exemplo, 


e poder ver que dentro dela vivem

paredes, aconchegos e janelas,

e descobrir que todos os fonemas 


são mágicos sinais que vão se abrindo

constelação de girassóis gerando

em círculos de amor que de repente

estalam como flor no chão da casa. 


Às vezes nem há casa: é só o chão.

Mas sobre o chão quem reina agora é um homem

diferente, que acaba de nascer: 


porque unindo pedaços de palavras

aos poucos vai unindo argila e orvalho,

tristeza e pão, cambão e beija-flor,


e acaba por unir

a própria vida no seu peito partida e repartida

quando afinal descobre num clarão 


que o mundo é seu também, que o seu trabalho

não é a pena que paga por ser homem,

mas um modo de amar — e de ajudar 


o mundo a ser melhor. Peço licença

para avisar que, ao gosto de Jesus,

este homem renascido é um homem novo:


ele atravessa os campos espalhando

a boa-nova, e chama os companheiros

a pelejar no limpo, fronte a fronte, 


contra o bicho de quatrocentos anos,

mas cujo fel espesso não resiste

a quarenta horas de total ternura. 


Peço licença para terminar

soletrando a canção de rebeldia

que existe nos fonemas da alegria:


canção de amor geral que eu vi crescer

nos olhos do homem que aprendeu a ler. 


Thiago de Mello. Faz escuro mas eu canto. São Paulo: Global Editora, 2017. 

Julgue o item que se segue, relativo à análise linguística do poema precedente.
A diferença de sentido entre a expressão “acaba por unir” (primeiro verso da oitava estrofe), a forma verbal “unindo” (primeiro verso da sétima estrofe) e a locução “vai unindo” (segundo verso da sétima estrofe) está relacionada ao tempo e ao modo verbais. 
Alternativas
Q3124500 Português

Leia o texto apresentado para responder a questão a seguir:



Analise o verbo destacado no excerto retirado do texto para assinalar a alternativa correta: “Mãe, pelo amor de Deus! Vai cair daí!”. 
Alternativas
Q3119449 Português

O texto a seguir deve ser lido com atenção para responder à questão.


Conheça a história da educação para relações étnico-raciais no Brasil



O Ministério da Educação (MEC) tem promovido ações e programas educacionais voltados para a superação das desigualdades étnico-raciais, com o intuito de avançar significativamente na construção de uma educação mais inclusiva e plural. Nesse sentido, a Pasta lançou, em 2024, a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq). 


Coordenada pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), a política tem, entre suas metas, a formação de profissionais da educação para gestão e docência em educação para as relações étnico-raciais (Erer) e em educação escolar quilombola (EEQ). Assim, o MEC investirá, até 2027, R$ 2 bilhões para formação de 215 mil gestores e professores em todo o país.


Outra meta da política é o reconhecimento de avanços institucionais de práticas educacionais antirracistas. Além disso, a política busca consolidar a EEQ com a implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola, instituídas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) por meio da Resolução nº 8/2012.


De acordo com a secretária da Secadi, Zara Figueiredo, a Pneerq surgiu em meio a desafios para a concretização da Erer e da EEQ na prática. Entre as dificuldades enfrentadas, estava a ausência de monitoramento da implementação da Lei nº 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana no currículo das escolas de educação básica. Mais tarde, essa legislação foi modificada pela Lei nº 11.645/2008, que incluiu o ensino da história e cultura indígena na obrigatoriedade. Por isso, a primeira ação da Política Nacional de Equidade foi realizar um levantamento das ações para o cumprimento dessas leis entre as redes de ensino de todo o país.


Além disso, a política visa abordar o baixo número de docentes com formação voltada à gestão escolar para a Erer e a EEQ; a ausência de ações oficiais para a prevenção e o enfrentamento de ações racistas na escola e nas universidades; a elevada desigualdade no percurso de estudantes da educação básica; a baixa implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Escolar Quilombola; e a inadequada estrutura física e pedagógica nas escolas quilombolas, entre outras problemáticas.


"No que toca aos avanços e aos desafios após 20 anos de promulgação da Lei nº 10.639/2003, a Pneerq objetiva implementar ações e programas voltados à superação das desigualdades étnico-raciais e do racismo na educação brasileira e à promoção da política educacional para a população quilombola", explicou a secretária da Secadi.


Fonte: https://www.gov.br/mec/pt-br/assuntos/noticias/2024/novembro/conheca-a-historia-da-educacao-para-relacoes-etnico-raciais-no-brasil (adaptado).

No trecho "Além disso, a política visa abordar o baixo número de docentes com formação voltada à gestão escolar para a Erer e a EEQ", os termos "Além disso" classificam-se, gramaticalmente, como:
Alternativas
Q3098679 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão.


Seu Afredo


        Seu Afredo (ele sempre subtraía o “l” do nome, ao se apresentar com uma ligeira curvatura: “Afredo Paiva, um seu criado...”) tornou-se inesquecível à minha infância porque tratava-se muito mais de um linguista que de um encerador. Como encerador, não ia muito lá das pernas. Lembro-me que, sempre depois de seu trabalho, minha mãe ficava passeando pela sala com uma flanelinha debaixo de cada pé, para melhorar o lustro. Mas, como linguista, cultor do vernáculo e aplicador de sutilezas gramaticais, seu Afredo estava sozinho.    

        Tratava-se de um mulato quarentão, ultrarrespeitador, mas em quem a preocupação linguística perturbava às vezes a colocação pronominal. Um dia, numa fila de ônibus, minha mãe ficou ligeiramente ressabiada quando seu Afredo, casualmente de passagem, parou junto a ela e perguntou-lhe à queima-roupa, na segunda do singular:

         – Onde vais assim tão elegante?

        Nós lhe dávamos uma bruta corda. Ele falava horas a fio, no ritmo do trabalho, fazendo os mais deliciosos pedantismos que já me foi dado ouvir. Uma vez, minha mãe, em meio à lide caseira, queixou-se do fatigante ramerrão do trabalho doméstico. Seu Afredo virou-se para ela e disse:

    – Dona Lídia, o que a senhora precisa fazer é ir a um médico e tomar a sua quilometragem. Diz que é muito bão.

    De outra feita, minha tia Graziela, recémchegada de fora, cantarolava ao piano enquanto seu Afredo, acocorado perto dela, esfregava cera no soalho. Seu Afredo nunca tinha visto minha tia mais gorda. Pois bem: chegou-se a ela e perguntou-lhe:

    – Cantas?

    Minha tia, meio surpresa, respondeu com um riso amarelo:

    – É, canto às vezes, de brincadeira…

    Mas, um tanto formalizada, foi queixar-se a minha mãe, que lhe explicou o temperamento do nosso encerador:

    – Não, ele é assim mesmo. Isso não é falta de respeito, não. É excesso de... gramática.

    Conta ela que seu Afredo, mal viu minha tia sair, chegou-se a ela com ar disfarçado e falou:

    – Olhe aqui, dona Lídia, não leve a mal, mas essa menina, sua irmã, se ela pensa que pode cantar no rádio com essa voz, tá redondamente enganada. Nem em programa de calouro!

    E, a seguir, ponderou:

    – Agora, piano é diferente. Pianista ela é! E acrescentou:

    – Eximinista pianista!


MORAES, V. Seu Afredo. In: Para uma menina com uma flor. São Paulo: Companhia das Letras, 2009, p. 65-66.

Considere o seguinte excerto: “Seu Afredo nunca tinha visto minha tia mais gorda.” A locução verbal “tinha visto”, empregada no excerto dado, corresponde, em relação ao aspecto da ação expressa, à forma:
Alternativas
Q3098093 Português

Internet: <www.drlucascaseri.com.br> (com adaptações).

Com base na estrutura e no vocabulário empregados no texto, julgue o item a seguir. 


A locução “ou seja” (linha 10) conecta, no texto, uma expressão a seu significado. 




Alternativas
Q3079300 Português
O atleta negro brasileiro que enfrentou o nazismo
nas Olimpíadas de 1936
(Itan Cruz)


    A poucos dias da abertura dos Jogos Olímpicos de Paris, [...] a competição de 1936 tem muito a nos ensinar. Além de ter sido realizada em Berlim, capital da Alemanha nazista de Adolf Hitler, a competição internacional testemunhou a ascensão de um dos mais brilhantes esportistas de todos os tempos: o atleta negro estadunidense James Cleveland Owens, conhecido como Jesse Owens.

   Ele desafiou o nazismo com suas quatro medalhas de ouro no atletismo, derrubando a crença hitlerista na insignificância das habilidades da população negra que apregoaria a sua inferioridade racial. Mas do que pouco se fala é que um brasileiro, também negro, esteve ao lado de Owens nesse confronto.

    Seu nome era José Bento de Assis Junior, mais conhecido como Bento de Assis. Nasceu na capital paulista em 28 de fevereiro de 1914. Com muito custo, competindo pelo Vasco da Gama, o velocista e saltador reuniu as credenciais necessárias para integrar a delegação brasileira composta por 73 atletas, que embarcaram com destino às Olimpíadas de Berlim.

    Com apenas 22 anos de idade, esse atleta conheceria uma Europa orgulhosa da sua branquitude e do seu empenho colonial instrumentalizado pela violência na África. Certamente, entre as dezenas de competidores brasileiros, Assis não era o único negro a enfrentar esse desafio.

    Também corredor como Owen, Bento de Assis não conquistou medalha naquela competição – assim como toda a delegação brasileira. No entanto, a sua simples presença na competição, tal qual a de Owen e outros negros, serviria para confrontar Hitler e toda a Alemanha ariana.

    A habilitação de atletas negros para os jogos naquele ano significava a ruína dos parâmetros tidos como “científicos” do racismo, argumento usado pelos alemães para tentar comprovar a sua vanguarda civilizacional.

    Naquele ano, os partidários de Hitler tiveram de testemunhar vários esportistas negros nas disputas. No ano seguinte, Bento de Assis, além de ter sido escolhido para empunhar a bandeira do Brasil na abertura dos jogos latino-americanos, sagrou-se campeão em quatro modalidades diferentes na corrida dos 100 e 200 metros rasos, no revezamento 4 x 100 e 4 x 400 metros.

    A falta de conhecimento sobre a trajetória de Bento de Assis comprova como o racismo também pode se manifestar pela negação da memória, na manifestação deliberada e sistemática da política de esquecimento em relação às pessoas negras no Brasil.

[...]


(Disponível em: https://noticias.uol.com.br/colunas/presencahistorica/2024/07/17/o-atleta-negro-brasileiro-que-enfrentouo-nazismo-nas-olimpiadas-de1936.htm#:~:text=Seu%20nome%20era%20Jos%C3%A9%2 0Bento,conhecido%20como%20Bento%20de%20Assis. Acesso em 18 de julho de 2024.) 
Na passagem “os partidários de Hitler tiveram de testemunhar vários esportistas negros na disputa” (7º§), a segunda ocorrência da preposição “de” revela uma:
Alternativas
Q3074668 Português
Brasil tem quatro pizzaiolos entre os 100 melhores do mundo em 2024

    Quatro nomes brasileiros estão entre os 100 melhores pizzaiolos do mundo em 2024. É o que aponta o ranking The Best Pizza Top100, revelado nesta segunda-feira (30) em Milão, na Itália. O ranking elenca os melhores pizzaiolos do mundo anualmente e funciona como um braço do The Best Chef Awards, organização que ranqueia os 100 melhores chefs do mundo.
     Na 42ª posição, o profissional brasileiro mais bem colocado da lista atual dos melhores pizzaiolos é Fellipe Zanuto, que está à frente d’A Pizza da Mooca, pizzaria com duas unidades em São Paulo, na Mooca e em Pinheiros. Em ambos os endereços, o chef foca nas redondas napolitanas. Além da pizzaria, Fellipe é o nome por trás da Hospedaria, restaurante de cozinha de imigrantes, e Da Mooca Pizza Shop, primeira pizzaria de estilo romano na capital paulista.
     Em seguida, quem figura na 56ª posição é Matheus Ramos. Ele lidera a QT Pizza Bar, pizzaria na região de Cerqueira César, em São Paulo, que serve redondas acompanhadas de bons drinques. No ano passado, o empresário havia aparecido no 67º lugar do ranking.
    Na 72ª posição aparece Dani Branca. O pizzaiolo assina o cardápio da Soffio Pizzeria, no Campo Belo, na capital paulista. Ele também está por trás da Paestum Forneria Pizza e Pasta, em Guaratinguetá (SP), no Vale do Paraíba. Nascido em Salerno, na Itália, Dani reside no Brasil desde 2005. No ano passado, o chef havia aparecido no 79º lugar da lista.
   Por fim, o chef Pedro Siqueira figura no 79º lugar do ranking atual. Ele pilota a Ella Pizzaria, no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, eleita uma das melhores da cidade pela crítica especializada e conhecida por servir redondas de massa artesanal fina e de borda alta.
    A votação do The Best Pizza Awards conta com participação ativa dos próprios membros da lista e de um grupo de profissionais da área. A votação se dá através de uma pesquisa online: cada indivíduo pode votar em 10 chefs de uma lista pré-selecionada e dar pontos de 10 a 100. Para os prêmios especiais, cada eleitor pode votar em dois nomes – o primeiro deve receber 100 pontos e o segundo 50 pontos.
   Os chefs não podem votar em si mesmos. Após concluída e enviada, a votação não pode ser alterada e a organização declara que não possui acesso aos resultados até ao final do período de votação.

Fonte: Brasil tem quatro pizzaiolos entre os 100 melhores do mundo em 2024 | CNN Brasil
Assinale a alternativa que apresente a justificativa adequada para o emprego da crase no período: “Na 42ª posição, o profissional brasileiro mais bem colocado da lista atual dos melhores pizzaiolos é Fellipe Zanuto, que está à frente d’A Pizza da Mooca, pizzaria com duas unidades em São Paulo, na Mooca e em Pinheiros”.
Alternativas
Q3074541 Português
Considere a crônica a seguir, escrita por Rubem Braga, para responder à questão.



Boa educação

        Um jornal está fazendo uma campanha a favor das boas maneiras. Eu não sou propriamente o que se convencionou chamar “uma dama”, e até hoje um amigo meu ri muito quando lembra que fui fazer uma reportagem perigosa e difícil confiando em minha simpatia pessoal, quando, em seu entender, o meu tipo é mais daqueles que inspiram a outras pessoas a frase “não sei, mas não vou com a cara daquele sujeito”. No fundo, está visto, sou uma flor. Mas a questão que se levanta não é de fundo, é exatamente de forma.
        O jornal tem razão, o carioca, outrora alegre e gentil, virou grosseiro e irritadiço. Sai de casa pela manhã como se não vivesse entre um povo cristão em uma cidade bonita, sai disposto a enfrentar sua batalha do Rio de Janeiro de todo o dia. Mantém para com o colega de bonde, ônibus ou lotação uma atitude de “neutralidade antipática” e para com o motorista ou cobrador de “beligerância em potencial”. Não cede o lugar a nenhuma senhora e defende a tese de que todas as senhoras e senhoritas vão à cidade apenas comprar um carretel de linha: e quando cede o lugar a uma bonita acha que adquiriu com isso o direito de ser louca e imediatamente amado pela mesma.
        O chofer considera a todo colega um “barbeiro” e todo pedestre um débil mental com propensão ao suicídio. O garçom irrita-se porque o freguês tem a ousadia de lhe pedir alguma coisa e cada freguês acredita ter o privilégio de ser servido em primeiro lugar. Em resumo: o próximo, a quem outrora chamávamos de “cavalheiro”, é hoje “um palhaço”.
        Há muitas explicações para isso; a crise é a principal. Mas essa crise é também uma crise de confiança. Um homem que se disponha a ser delicado acaba suspeito. E um sujeito que “não se impõe”, isto é, não tem importância, podemos tranquilamente tratá-lo com desaforo. Quanto às damas, elas se habituaram a ver em qualquer gesto de cortesia uma tentativa de abordagem.
        Qual é o remédio? Eu proporia uma série de exemplos vindos do alto, isto é, do governo. Não digo que o funcionário atrás do guichê fosse obrigado a nos receber com um sorriso encantador, nem que os rapazes do Socorro Urgente saltassem do carro com saquinhos de jujuba na mão para distribuir pelos transeuntes – mas também não precisavam rosnar nem dar pancadas antes de saber o que há. Esses são os exemplos que nos dá, diariamente, o Poder Executivo; quanto ao Legislativo… Mas sejamos delicados; não falemos dessas coisas.

(“Boa educação”, de Rubem Braga, com adaptações).
No início do texto, o autor refere que “um jornal está fazendo uma campanha”. Pode-se afirmar que a expressão “está fazendo” se trata de: 
Alternativas
Q3059109 Português
 Texto para o item.


Internet: <www.scielo.br> (com adaptações).

Com base na estrutura linguística e no vocabulário empregados no texto, julgue o item a seguir.


A locução verbal “deixava de ficar” (linha 39) poderia ser substituída, com manutenção da coerência e da correção gramatical do texto, por ficou. 

Alternativas
Q3041934 Português
Julgue o item subsequente. 

Em locuções verbais, ou seja, quando acompanhados de verbo auxiliar, os verbos HAVER e FAZER transmitem impessoalidade ao verbo auxiliar, que deve ficar no singular, como em: "Vai fazer dois meses que não chove".
Alternativas
Q3032565 Português

O pavão, Rubem Braga



Leia-se, “O que há são minúsculas bolhas d’água em que a luz se fragmenta”, as palavras destacadas, “HÁ SÃO”, podem ser classificadas gramaticalmente, como:
Alternativas
Respostas
61: D
62: A
63: D
64: D
65: A
66: B
67: B
68: C
69: B
70: E
71: C
72: C
73: B
74: C
75: A
76: A
77: C
78: E
79: C
80: A