Questões de Concurso Comentadas sobre intertextualidade em português

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Q3076816 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Choquei, PC Siqueira, Jéssica Vitória e as mortes póslinchamentos virtuais: qual a responsabilidade das plataformas digitais?

Coordenadora do Comitê Gestor da Internet defende celeridade na aprovação do PL 2.630, que pode ser pautado após recesso

Igor Carvalho


A morte do youtuber PC Siqueira, na tarde de quarta-feira (27), após anos de incessante linchamento nas redes sociais, jogou luz no debate sobre a necessidade de impor limites a discursos de ódio e de responsabilização das plataformas digitais na disseminação de desinformações.
Desde 2020, PC Siqueira é alvo de investigações por pedofilia. Em 2021, a Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC), da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), divulgou que não havia encontrado provas para indiciar o youtuber.
Em nota, a SSP-SP informou que “o caso segue sendo investigado pela 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Até o momento, não houve indiciamento. Demais detalhes sobre o andamento da investigação serão preservados, devido ao sigilo decretado pela Justiça”.
Alienados da investigação da polícia, usuários das redes sociais massacraram PC Siqueira nos últimos quatro anos, e o youtuber, que negava envolvimento com o caso de pedofilia, acometido por depressão, tentou suicídio em outras oportunidades, perdeu empregos e chegou a pedir ajuda financeira para seus seguidores.
Cinco dias antes da morte de PC Siqueira, na última sexta-feira (23), a jovem Jéssica Vitória, de 22 anos, também tirou a própria vida após ver seu nome envolvido em uma notícia falsa, impulsionada pela página de fofocas Choquei. Os prints mostravam uma série de imagens de supostas conversas dela com o humorista Whindersson Nunes. Ambos afirmam que a troca de mensagens nunca ocorreu.
Apesar da negativa de Nunes e Vitória, os ataques continuaram, e a jovem cometeu suicídio. Agora, a família pede a responsabilização da Choquei. A página de fofocas parou de publicar conteúdos desde a morte da jovem.
O proprietário da Choquei, o empresário Raphael Sousa chegou a debochar de um texto que Vitória publicou, em que explicava que a notícia publicada pela página era falsa. “Avisa para ela que a redação do Enem já passou. Pelo amor de Deus!”, disse Sousa. Após a morte de Jéssica Vitória, Choquei divulgou uma nota: “O compromisso deste perfil sempre foi e será com a legalidade, responsabilidade e ética na divulgação de informações dentro dos limites estabelecidos na Constituição Federal, em especial ao art. 5º, inciso IX. Por fim, reafirmamos nosso respeito pela intimidade, privacidade, bem-estar e pela integridade.”
Para a jornalista Renata Mielli, do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI), as responsabilidades seriam melhores distribuídas se o PL 2.630, projeto que trata da regulação das redes sociais, já tivesse sido aprovado pelo Congresso Nacional.

“Precisamos olhar qual deveria ser a responsabilidade das plataformas? É preciso ver se houve impulsionamento do conteúdo, se houve engajamento do conteúdo por decisão algorítmica da plataforma e como se deu a atuação da plataforma para reduzir a circulação desse conteúdo. Com o PL 2.630 teríamos condições de identificar as camadas de responsabilidade das plataformas”, explica Mielli.
Nesta quinta-feira (28), em entrevista ao site G1, o relator do PL 2.630, o deputado federal Orlando Silva (PcdoB-SP) admitiu que o texto pode ter alterações para que seja aprovado no Congresso Nacional, onde já tramita há quase quatro anos.
Mielli lamentou que os episódios recentes sejam combustível para que os deputados compreendam a urgência da regulação, mas pediu cautela com a redação final da legislação. “Espero que possamos superar esses obstáculos e aprovar o projeto. Espero que as mudanças feitas para aprovar o projeto sejam para melhorar o texto, para que possamos ter um ambiente menos tóxico nas redes sociais.”

Fonte: https://www.brasildefato.com.br/2023/12/28/linchamento-virtual-e-fakenews-mortes-de-pc-siqueira-e-jessica-vitoria-reforcam-debate-sobreresponsabilizacao-das-plataformas-digitais 
O recurso intertextual mais utilizado pelo autor do texto é 
Alternativas
Q3073610 Português
Assinale a alternativa que apresenta um exemplo de intertextualidade implícita: 
Alternativas
Q3073521 Português
Destaque a alternativa que melhor caracteriza a polifonia em um texto:
Alternativas
Q3073520 Português
Assinale a alternativa que contém um exemplo de intertextualidade implícita: 
Alternativas
Q3071786 Português

Analise a imagem a seguir: 


Imagem associada para resolução da questão



Considerando os sentidos negociados no texto/imagem, em que consta um isqueiro com a imagem da cantora/compositora Adriana Calcanhotto, acompanhada da frase “Devolva-me”, assinale a alternativa com a análise CORRETA. 


Alternativas
Q3071563 Português
Educação financeira: o exemplo que deve ser
oferecido desde cedo


Por Paulo Melo



A educação financeira é um tema cada vez mais presente na realidade e currículo das escolas e considerado fundamental para ser trabalhado desde cedo com as crianças, para que elas cresçam sabendo desenvolver uma relação mais saudável com o dinheiro. Mas tão importante quanto trabalhar o tema dentro das escolas é conscientizar os pais para que esse seja um trabalho realizado em parceria com as famílias. Todo cidadão pode - e deve - desenvolver habilidades que melhorem sua qualidade de vida e a de seus familiares, a partir de atitudes comportamentais e de conhecimentos básicos sobre gestão de finanças pessoais. O que a educação financeira se propõe a fazer é amplificar esse trabalho de consciência nas pessoas, inclusive nas crianças.



Quando um indivíduo tem as finanças em ordem, ele toma decisões e enfrenta melhor as adversidades, como, por exemplo, o momento atual da pandemia. E isso ajuda não só na organização da vida financeira como também em aspectos pessoais e familiares. Nesse sentido, ao ensinar uma criança a lidar bem com o dinheiro desde pequena, quando adulta, ela terá maiores chances de aprender a administrar o seu salário, empreender e organizar a sua vida, sabendo comprar e poupar com consciência.



Consumidores bem-educados financeiramente demandam serviços e produtos adequados às suas necessidades, incentivam a competição e desempenham papel relevante no monitoramento do mercado, uma vez que exigem maior transparência das instituições financeiras e contribuem, dessa maneira, para a solidez e para a eficiência do sistema financeiro que tanto precisamos. Além disso, a qualidade das decisões financeiras dos indivíduos influencia toda a economia, por estar intimamente ligada a questões como os níveis de endividamento e de inadimplência das pessoas e a capacidade de investimento do país.



Por isso tudo, torna-se tão importante estabelecer, desde cedo, as bases para uma relação equilibrada com o dinheiro. E para que esse trabalho seja bem sucedido, a educação financeira deve ir ao encontro da realidade de cada indivíduo e de sua família, a importante aliada nesse aprendizado. Aprendemos muito com os acontecimentos da vida, por meio dos conhecimentos adquiridos e das experiências, assim como as ações e emoções exercem grande influência em nossas decisões financeiras. Somos dependentes de fatores fisiológicos - que podem ser alterados ou influenciados, dependendo das escolhas feitas - e de fatores psicológicos. Esses últimos são mais complexos, mostrando que a relação que os pais e familiares possuem com o dinheiro tem grande influência nas escolhas dos filhos. Se os pais se relacionam com o dinheiro de forma descontrolada e sem consciência, não podem cobrar que seus filhos sejam diferentes […]



[…] O principal objetivo de educar os filhos em relação ao dinheiro é levá-los a atingir maturidade financeira, ou seja, a capacidade de adiar desejos de agora em função de futuros benefícios. É da natureza humana querer obter satisfação imediata em todos os sentidos. A educação financeira para a criança deve ser um projeto permanente. Não existe idade certa para começar. A necessidade vai aparecer na vida de todos os pais no momento em que começam os famosos pedidos "compra isso, quero aquilo".




Disponível:https://www.paulomelo.blog.br/2021/10/o
piniao-educacao-financeira-o-exemplo.html, acesso
em: 05 de junho de 2024.
Considerando o texto de referência sobre educação financeira, qual das opções abaixo melhor descreve a intertextualidade presente? 
Alternativas
Q3069700 Português
Haicai tirado de uma falsa lira de Gonzaga
Quis gravar “Amor” No tronco de um velho freixo: “Marília” escrevi.
(BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. 20 ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993.)

Assinale a afirmativa que corretamente explicita o conceito de pastiche, utilizado no “Haicai tirado de uma falsa lira de Gonzaga”.
Alternativas
Q3051736 Português
Texto 1 - A tentação do Grande Irmão


   Uma das motivações mais poderosas para o surgimento das democracias liberais foi a revolta contra a vigilância intrusiva dos monarcas absolutistas. Isso não significa que toda vigilância seja ruim. Ao contrário. Se o fundamento do Estado de Direito é a igualdade de todos perante a lei, mecanismos para vigiar a observância da lei por todos são indispensáveis.


   Qualquer discussão sobre vigilância deve reconhecer uma ambivalência congênita entre “vigiar um indivíduo ou indivíduos para mantê-los seguros, mas também vigiá-los para garantir que observem um certo padrão de comportamento”, como disse o constitucionalista Lawrence Cappello em seu livro sobre o direito à privacidade, None of Your Damn Business (Não é da sua conta, em tradução livre). “Conceitualmente, a vigilância emancipa e também constrange. É usada tanto para proteger quanto para controlar.”


   Toda geração precisa equilibrar, por meio de suas instituições, segurança e liberdade, vigilância e privacidade. Se alguém quiser um vislumbre do que acontece quando esse equilíbrio é rompido, basta olhar para a China. A pretexto de proteger os cidadãos, o Partido Comunista está empregando a tecnologia digital para implementar o maior aparato de controle social e manipulação da opinião pública da história humana. Há dezenas (provavelmente centenas) de milhões de câmeras com reconhecimento facial pelo país. A internet é cercada por uma muralha digital, dentro da qual redes sociais, e-mails e conversas no WeChat (o WhatsApp chinês) são monitorados. Desde a pandemia, os cidadãos foram obrigados a baixar um aplicativo que rastreia seus movimentos.


   As delegacias monitoram milhões de indivíduos com ficha na polícia, mas também suspeitos de ameaçar a “segurança do Estado”, incluindo ativistas, fiéis religiosos e pessoas que peticionam contra o governo. Informantes são recrutados para denunciar colegas e vizinhos insatisfeitos com as autoridades. Está em curso a implementação de um “sistema de crédito social” que ranqueia cidadãos de acordo com seus comportamentos “antissociais”. Quem pisa fora da linha pode esperar a qualquer momento uma visita da polícia.


   Como constatou uma reportagem do New York Times, sobre a “repressão preventiva” chinesa: “O objetivo não é mais apenas lidar com ameaças específicas, como vírus ou dissidentes. É incorporar o Partido tão profundamente na vida diária que nenhum problema, por mais irrelevante ou apolítico que pareça, possa sequer surgir”. [...].


   Democracias liberais precisam de autoridades que vigiem o cumprimento de suas regras. Mas o preço da liberdade é a eterna vigilância sobre os vigilantes.



Editorial – disponível em: https://www.estadao.com.br/ opiniao/a-tentacao-do-grande-irmao/ Acesso em 30 de junho de 2024.
O texto, na sua tessitura, lança mão de “muitas vozes”, ou seja, faz referência a outros discursos. A essa estratégia, chamamos de intertextualidade. Assinale a alternativa cujo sintagma nominal é um exemplo de relação intertextual denominada de alusão.
Alternativas
Q3047276 Português
Futebol de menino


  Esta pracinha sem aquela pelada virou uma chatice completa: agora, é uma babá que passa, empurrando, sem afeto, um bebê de carrinho, é um par de velhos que troca silêncios num banco sem encosto.

   E, no entanto, ainda ontem, isso aqui fervia de menino, de sol, de bola, de sonho: “Eu jogo na linha! eu sou o Pelé; no gol, eu não jogo, tô com o joelho ralado de ontem; vou ficar aqui atrás: entrou aqui, já sabe.” Uma gritaria, todo mundo se escalando, todo mundo querendo tirar o selo da bola, bendito fruto de uma suada vaquinha.

    Oito de cada lado e, para não confundir, um time fica como está; o outro joga sem camisa.

   Já reparei uma coisa: bola de futebol, seja nova, seja velha, é um ser muito compreensivo que dança conforme a música: se está no Maracanã, numa decisão de título, ela rola e quiçá com um ar dramático, mantendo sempre a mesma pose adulta, esteja nos pés de Gérson ou nas mãos de um gandula.

  Em compensação, num racha de menino ninguém é mais sapeca: ela corre para cá, corre para lá, quica no meio-fio, para de estalo no canteiro, lambe a canela de um, deixa-se espremer entre mil canelas, depois escapa, rolando, doida, pela calçada. Parece um bichinho.

   Aqui, nessa pelada inocente é que se pode sentir a pureza de uma bola. Afinal, trata-se de uma bola profissional, um número cinco, cheia de carimbos ilustres: “Copa Rio-Oficial”, “FIFA – Especial”. Uma bola assim, toda de branco, coberta de condecorações por todos os gomos (gomos hexagonais!), jamais seria barrada em recepção do Itamaraty.

  No entanto, aí está ela, correndo para cima e para baixo, na maior farra do mundo, disputada, maltratada até, pois, de quando em quando, acertam-lhe um bico, ela sai zarolha, vendo estrelas, coitadinha.

  Racha é assim mesmo: tem bico, mas tem também sem-pulo de craque como aquele do Tona, que empatou a pelada e que lava a alma de qualquer bola. Uma pintura.

   Nova saída.

  Entra na praça batendo palmas como quem enxota galinha no quintal. É um velho com cara de guarda-livros que, sem pedir licença, invade o universo infantil de uma pelada e vai expulsando todo mundo. Num instante, o campo está vazio, o mundo está vazio. Não deu tempo nem de desfazer as traves feitas de camisas.

   O espantalho-gente pega a bola, viva, ainda, tira do bolso um canivete e dá-lhe a primeira espetada. No segundo golpe, a bola começa a sangrar.

   Em cada gomo o coração de uma criança.


NOGUEIRA, Armando. Bola na rede. Ed. José Olympio. Rio de Janeiro. 1996.
Assinale a opção que apresenta o segmento da crônica que mostra intertextualidade, no sentido de reproduzir outro texto bastante conhecido.
Alternativas
Q3007338 Português
Sobre textualidade, julgue as afirmativas a seguir:
I. Coesão refere-se à forma como os elementos linguísticos presentes na superfície do texto se interligam, se interconectam, por meio de recursos também linguísticos, de modo a formar um “tecido” (tessitura). A referência, a substituição, a elipse, a conjunção e a coesão lexical são formas de coesão. Em: “As filhas de Marta estudam em uma escola municipal de Palmas. Elas saem às 11h50”, o pronome reto de terceira pessoa “Elas” cria uma coesão por referência e por elipse. II. Coerência refere-se ao nível da conexão conceitual e à estruturação do sentido, manifestando-se em grande parte, macrotextualmente. O sentido deve manter uma continuidade, caso contrário o texto é incompreensível. A continuidade forma a coerência do texto e se expressa em conceitos e relações. Há coerência em: “Nenhum homem é uma ilha – só Fernando de Noronha” (citado por Bagno, 2009, p. 168), pois nesse anúncio, vê-se a utilização criativa de uma famosa citação para tratar de Fernando de Noronha, uma ilha que tem nome de homem. III. Intertextualidade compreende as diversas maneiras pelas quais um texto mantém relação com outros textos. O anúncio “Nenhum homem é uma ilha – só Fernando de Noronha” constitui-se como um exemplo de intertextualidade, pois a primeira frase “Nenhum homem é uma ilha” é uma citação de um texto do poeta, filósofo e pregador inglês John Donne (1572-1631): “[...] Nenhum homem é uma ilha, inteiro em si mesmo [...] a morte de qualquer homem me diminui, porque estou envolvido na humanidade [...]” (John Donne citado por Bagno, 2009, p. 169).
Fonte: KOCH, I. V. Introdução à Linguística Textual. Trajetória e grandes temas. São Paulo: Contexto, 2017. (adaptado). Fonte: MARCUSCHI, L. A. Linguística de texto: o que é e como se faz? São Paulo: Parábola, 2012. (adaptado). Fonte: BAGNO. M. Os objetivos do Ensino de língua na escola: uma mudança de foco. In: COELHO, L. M. Língua maternal nas séries iniciais do Ensino Fundamental: de concepções e de suas práticas. Petrópolis – RJ: Vozes, 2009. (adaptado).
A respeito dessas afirmações, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: FGV Órgão: EPE Prova: FGV - 2024 - EPE - Advogado |
Q2758976 Português
Assinale a frase em que está presente a alusão a um outro texto bastante conhecido.
Alternativas
Q2595039 Português
Koch (2008) aponta que a intertextualidade “compreende as diversas maneiras pelas quais a produção/recepção de um dado texto depende do conhecimento de outros textos por parte dos interlocutores.” No Manifesto Antropófago, de Oswald de Andrade, o trecho “Tupi, or not tupi that is the question” é um exemplo de intertextualidade implícita porque
Alternativas
Q2581724 Português

“Guerra Civil” motivou Wagner Moura a “levantar mais pontes”: “Comecei a escutar mais, falar menos”


Por Cesar Soto


  1. Mais do que ser o primeiro grande filme de Hollywood que o coloca como um dos
  2. protagonistas, para Wagner Moura "Guerra Civil" é também a oportunidade de se abrir para o
  3. diálogo com pessoas com outras ideologias. “É um filme que está dizendo: “Olha só, a polarização
  4. é o maior perigo que existe para democracias no mundo. Nós deveríamos estar nos conectando
  5. mais.”.
  6. “Eu, pessoalmente, comecei a fazer mais isso depois de ‘Guerra Civil’”. Comecei ___
  7. levantar mais pontes, assim. Escutar mais, falar menos.”. Faz sentido. O filme coloca o ator
  8. brasileiro como um jornalista em um grupo que atravessa os Estados Unidos, no ápice de um
  9. novo conflito interno que divide o país em um futuro não muito distante. “Esse filme não tem
  10. uma agenda ideológica. Ele é um visto através do olhar de jornalistas, que têm, como sua
  11. natureza, serem imparciais. É um filme que junta Texas e Califórnia contra um ditador. Por que
  12. eles não se juntariam Você é conservador e você é liberal, mas vocês são democratas e têm
  13. um presidente déspota.”
  14. Desde que se mudou para os Estados Unidos ___ cerca de sete anos, depois de se tornar
  15. um nome conhecido em Hollywood por causa da popularidade da série “Narcos”, Moura enfileirou
  16. outros trabalhos, mas “Guerra Civil” é a consolidação de uma carreira de quem foi para o país
  17. em busca de papéis que fugissem dos estereótipos de personagens latinos. Após o lançamento
  18. nos EUA e no Canadá o filme arrecadou quase US$ 26 milhões – a maior quantia para um fim
  19. de semana de estreia de uma produção do estúdio independente A24, que bancou ou distribuiu
  20. sucessos como o vencedor do Oscar “Tudo em todo o lugar ao mesmo tempo” (2022). “Eu acho
  21. que é um filme que faz sentido em qualquer lugar. No entanto, eu acho que os americanos, que
  22. estão acostumados a produzir imagens de guerras no país dos outros, quando eles veem aquilo
  23. acontecer em Washington, aquilo é muito forte para eles” fala o ator.
  24. No filme, Moura divide grande parte do tempo de tela com Kirsten Dunst, Stephen
  25. McKinley Henderson e Cailee Spaeny, que interpretam outros jornalistas na mesma missão. A
  26. ideia é chegar ___ Casa Branca, que está sitiada, e fazer uma última entrevista com o presidente,
  27. antes que as forças insurgentes invadam o local. Depois de uma sequência de momentos tensos
  28. e tiroteios dos mais realistas, o filme encerra com um confronto violento, que exigiu muito do
  29. elenco durante as gravações.


(Disponível em: https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2024/04/18/guerra-civil-motivou-wagner-moura-a-levantar-mais-pontes-comecei-a-escutar-mais-falar-menos.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise as assertivas a seguir:


I. As falas de Wagner Moura, no texto, como em “Eu, pessoalmente, comecei a fazer mais isso depois de ‘Guerra Civil’”. (l. 06), podem ser consideradas um intertexto.

II. Dado o contexto em que se apresenta, o pronome “eles” (l. 22) retoma o termo “acostumados”.

III. Ao falar sobre o filme, a alusão a um ditador retoma um período histórico real da história da humanidade, o que também pode ser entendido como intertextualidade.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2561479 Português
Analise a sentença abaixo sobre intertextualidades e recursos estilísticos:

A alusão é o ato de indicar ou insinuar um texto anterior sem, no entanto, referir-se explicitamente a ele (1ª parte). A citação, por sua vez, sempre é explícita, ainda que realizada textualmente de forma indireta (2ª parte). Já a paráfrase consiste em um processo de intertextualidade no qual o sentido do texto original é mantido, porém afasta-se total ou parcialmente da estrutura anteriormente utilizada (3ª parte).

Quais partes estão corretas?
Alternativas
Q2561477 Português
Sobre a intertextualidade e sua manifestação na produção textual, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2560713 Português

Analise os fragmentos de textos a seguir: 



“Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá;

As aves, que aqui gorjeiam,

Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,

Nossas várzeas têm mais flores,

Nossos bosques têm mais vida,

Nossa vida mais amores”.



 (Dias, Gonçalves. Canção do Exílio.)



“Minha terra tem macieiras da Califórnia

onde cantam gaturamos de Veneza.

Os poetas da minha terra

são pretos que vivem em torres de ametista,

os sargentos do exército são monistas, cubistas,

os filósofos são polacos vendendo a prestações.

A gente não pode dormir

com os oradores e os pernilongos”.



 (Mendes, Murilo. Canção do Exílio.)



A essa citação de um texto por outro, a esse diálogo entre textos, à luz do que ensinam Platão e Fiorin, denomina-se intertextualidade. Em relação aos dois textos, analise as assertivas que seguem, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.



( ) O texto de Murilo Mendes é uma paródia, visto que inverte, contesta e deforma alguns dos sentidos do texto de Gonçalves Dias, polemizando com ele.


( ) O texto de Murilo Mendes é uma paráfrase, visto que reafirma alguns dos sentidos do texto de Gonçalves Dias.


( ) O texto de Murilo Mendes é uma mera cópia do texto de Gonçalves Dias, visto que apenas altera o vocabulário.



A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 



Alternativas
Q2560664 Português
Assinale a alternativa correta sobre o conceito de intertextualidade: 
Alternativas
Q2558327 Português
ESTAVA LÁ AQUILES, QUE ABRAÇAVA



Estava lá Aquiles, que abraçava
Enfim Heitor, secreto personagem
Do sonho que na tenda o torturava;


Estava lá Saul, tendo por pajem
Davi, que ao som da cítara cantava;
E estavam lá seteiros que pensavam
Sebastião e as chagas que o mataram.
Nesse jardim, quantos as mãos deixavam
Levar aos lábios que o atraiçoaram!
Era a cidade exata, aberta, clara:
Estava lá o arcanjo incendiado
Sentado aos pés de quem desafiara;
E estava lá um deus crucificado
Beijando uma vez mais o enforcado.



Mário Faustino. Poesia de Mário Faustino. Rio de Janeiro:
Editora Civilização Brasileira, 1966, p. 85.
Identifique, por meio do poema em análise, a alternativa, na qual, percebe-se uma das marcas da poética de Mário Faustino.  
Alternativas
Q2553498 Português
Julgue o item que se segue.


A intertextualidade e a intencionalidade discursiva são elementos que, embora contribuam para a riqueza textual, têm pouco impacto na coerência de um texto.
Alternativas
Q2541209 Português
As festas de carnaval


    O carnaval é uma festa brasileira muito conhecida em todo o mundo. Nela, as pessoas se fantasiam de diversas formas.

    Quem vai a esse tipo de comemoração, o folião, costuma se divertir muito ao longo de todo o evento.

    Além de fantasias, a festa possui sempre algum tipo de música que é tocada em volume muito alto, para que muitas pessoas possam ouvi-la. Na região Nordeste do Brasil, as músicas mais tocadas durante o carnaval são aquelas consideradas do estilo “Axé”. Na região Sudeste, o “funk” é o principal ritmo presente na comemoração.

    Há também os desfiles de escolas de samba, que reúnem uma grande quantidade de pessoas para que sejam realizados todos os anos. Artistas famosos e outras celebridades costumam desfilar em carros dessas escolas de samba.

    O carnaval é um evento que atrai muitos turistas estrangeiros para o país. Diversos trabalhadores também conseguem lucrar com a venda de produtos nessa época do ano.
    
    Em cidades do interior do país, há a realização de blocos onde os foliões se divertem de forma diferente dos demais locais. Geralmente os blocos costumam reunir muitas pessoas em torno de um carro chamado trio-elétrico, onde há sempre um ou mais cantores que animam a festa.

  Até mesmo quem trabalha nos dias de carnaval costuma se divertir durante as comemorações.

      Muitas pessoas fazem novas amizades nessa época do ano.


(Disponível em: www.lingua.com/pt. Acesso em: 27/02/2024.)
Como é denominada a pessoa que participa do carnaval principalmente para se divertir?
Alternativas
Respostas
41: B
42: B
43: A
44: D
45: D
46: D
47: B
48: E
49: D
50: B
51: A
52: D
53: C
54: D
55: A
56: C
57: A
58: A
59: E
60: A