Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
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(Disponível em: www.iedamagri.wordpress.com/ – texto adaptado especialmente para essa prova).
1. O texto apresenta forte predominância da narração, uma vez que relata acontecimentos com progressão temporal e personagens definidos.
2. A descrição está presente em trechos como aquele em que se caracterizam fisicamente os meninos e suas personalidades.
3. Há inserção pontual do processo injuntivo, evidenciado por ações ordenadas e dirigidas ao leitor, com função prescritiva.
4. Elementos dissertativos surgem na análise psicológica dos personagens, especialmente quando se revela a opinião do narrador sobre o comportamento do pai.
5. A composição do texto combina narração e descrição, mas não comporta reflexão ou juízo interpretativo do narrador, pois há apenas objetividade.
O resultado da somatória dos números correspondentes às afirmações corretas é:
( ) O uso do pronome demonstrativo “isso” na última frase retoma todo o conteúdo da oração anterior, funcionando como elemento coesivo anafórico.
( ) A repetição do termo “histórico” com sentidos distintos constitui um recurso de coesão lexical que provoca efeito de ironia e reforça a coerência argumentativa do texto.
( ) A referência ao “Rádio Novelo Apresenta” funciona como elemento de coesão referencial exofórica, pois remete a um conhecimento externo ao texto.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
( ) A escolha lexical de termos como “ranço” e “sagaz” indica um efeito estilístico que mistura registros informais e formais, recurso frequente em textos opinativos e crônicas jornalísticas.
( ) A forma “tem que” é considerada incorreta na norma-padrão; portanto, deveria ser substituída por “é necessário” em qualquer registro escrito.
( ) A manutenção da fala com marcas de oralidade no texto pode ser interpretada como estratégia discursiva para reforçar o tom subjetivo e a identidade do narrador.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

(Disponível em: www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action&co_obra=1888 –
texto adaptado especialmente para essa prova).
I. O processo de narração é identificado principalmente na evocação cronológica de fatos passados relacionados à construção da casa.
II. O processo de dissertação é o que estrutura o trecho, pois o autor defende uma tese sobre a importância da memória pessoal na constituição da identidade.
III. A descrição manifesta-se de forma recorrente, especialmente nos segmentos que detalham os elementos físicos da casa e seus ornamentos.
IV. Há traços de injunção no uso da expressão “mas vá lá”, que se configura como apelo direto ao leitor, típico do gênero instrucional.
V. A mescla de descrição e narração é um recurso composicional que contribui para a construção de um espaço narrativo introspectivo, marcado por saudosismo.
Quais estão corretas?
“Infelizmente, não há registros de como seria o latim vulgar. Isso porque ele era falado por povos que não dominavam a escrita”.
O palestrante foi __________ ao lidar com o público. Diante de seu nervosismo, era importante manter a _________. Ao final da apresentação, todos concordaram que o evento foi ___________.
A respeito da charge abaixo, é CORRETO afirmar que:
( ) O texto cita apenas exemplos de animais do sul do país, desconsiderando espécies de outras regiões.
( ) O boto-cor-de-rosa vive no litoral brasileiro e é ameaçado apenas pela pesca predatória.
( ) A anta é um animal aquático típico da região amazônica, conhecido por viver em grandes grupos.
( ) Um animal extinto pode ter sido eliminado por causas naturais ou pela ação humana.
É compreensível por que muitas pessoas recorrem ao tratamento do silêncio. No calor de um conflito, pode parecer reconfortante manter o controle e fazer o outro "sofrer um pouco". Mas esse controle vem com um custo alto. Quando usamos o silêncio como forma de punição, o que transmitimos não é apenas distanciamento, mas rejeição, exclusão e abandono.
E não é só uma questão emocional: estudos mostram que ser ignorado ou excluído ativa no cérebro as mesmas regiões envolvidas na dor física. Em outras palavras, o silêncio imposto machuca, literalmente.
ANGELO, L. Este hábito silencioso pode arruinar o seu relacionamento sem você perceber. Vogue Brasil, São Paulo, maio 2025. Disponível em: https://vogue.globo.com/. Acesso em: 1 jun. 2025. (Fragmento)
Na expressão em destaque no texto, a escolha do pronome “você” como sujeito da oração tem como efeito
Quem teve o privilégio de conviver com ela, reconhecia que a personalidade forte e o jeito de ser que mimetizava o do sertão, podiam não ser fáceis. Niède era braba. Mas ela sabia que sem coragem e couraça não há quem enfrente os espinhos da Caatinga, as durezas da vida acadêmica, os perigos de defender o meio ambiente, a violência do preconceito e do machismo.
A mesma coragem que a levava morro acima para escavar um sítio arqueológico com pinos nos joelhos quando já passara dos 80 anos, a impulsionou para fazer o patrimônio da Serra da Capivara conhecido mundo afora. E tentou protegê-lo com todas as suas forças.
Há décadas a unidade de conservação criada graças a seus esforços já contava com placas trilíngues, projetos de visitação e modelo de gestão de um tipo que os demais parques brasileiros jamais chegaram a ter.
AZEVEDO, A. L. Guerreira, Niède Guidon nunca deixou de lutar para defender a arqueologia, o meio ambiente e superar as injustiças sociais. O Globo, Rio de Janeiro, jun. 2025. Disponível em: https://oglobo.globo.com. Acesso em: 5 jun. 2025. (Fragmento)
No trecho, a expressão destacada cumpre uma função argumentativa de
Em primeiro lugar, porque os corantes se dissolvem bastante ao entrar em contato com a água. Segundo, porque as bolhas que formam a espuma são bem fininhas.
“A cor, que já não era tão forte depois de ter sido diluída, torna-se ainda mais fraca nessa camada fina”, diz o químico Massuo Jorge Kato, da USP. Assim, cada bolha da espuma fica quase transparente.
Mas, então, por que a espuma é branca, e não translúcida como uma bolha isolada?
É que cada bolha desvia pelo menos um pouquinho dos raios de luz que chegam até ela. Quanto se juntam incontáveis bolhinhas, como na espuma, os raios acabam sendo ricocheteados para todos os lados, como se estivessem em um jogo de espelhos.
Como cada um desses raios corresponde a uma cor diferente, todos os tons possíveis são refletidos para os nossos olhos ao mesmo tempo. E adivinhe qual é a cor que surge da junção de todas as outras? É isso mesmo, a branca.
Revista Mundo Estranho. Disponível em: https://super.abril.com.br/coluna/oraculo/por-que-a-espuma-e-sempre-branca-nao-importa-acor-do-sabao/. Acesso em: 9 de maio 2025.
Considerando o texto, assinale a alternativa que NÃO apresenta relação comparativa.
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Mais vida, menos tela


Autor: Felipe Daroit (adaptado).
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Mais vida, menos tela


Autor: Felipe Daroit (adaptado).
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Mais vida, menos tela


Autor: Felipe Daroit (adaptado).
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Mais vida, menos tela


Autor: Felipe Daroit (adaptado).
O autor utiliza exemplos da infância no passado e da rotina tecnológica atual para reforçar sua argumentação. Com base nisso, é possível inferir que:
I. As brincadeiras e interações do passado favoreciam a criatividade e a conexão afetiva entre pais e filhos.
II. O uso excessivo das telas compromete o desenvolvimento da imaginação e das habilidades sociais.
III. A tecnologia, quando utilizada sem moderação e mediação, reforça a passividade e a dependência comportamental.
Está correto o que se afirma em:
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Mais vida, menos tela


Autor: Felipe Daroit (adaptado).
O sucessor do Xandão por aquelas bandas, nomeado Ptolomeu I, ordenou a construção de um centro de ensino e pesquisa em Alexandria para atrair a elite intelectual da época. Tipo uma versão helênica e antiquíssima do Instituto de Estudos Avançados de Princeton, onde monstros sagrados das exatas como Einstein, Gödel e Neumann trabalharam juntos na década de 1950.
O nome dessa instituição era Mouseion. Em português, “Museu”. O significado original da palavra é “templo dedicado às musas” – as deusas do panteão grego que, na tradição helênica, inspiravam as artes, a literatura e a ciência. Essa também é a origem etimológica de “música”, diga-se. Compôs uma bela canção? Legal, mas não foi bem você. Tudo que é belo emana dessas divas – artistas são só os meros mortais que, volta e meia, têm o privilégio de receber um download de versos do Olimpo.
VAIANO, B. A Biblioteca de Alexandria não foi destruída pelo fogo, mas pelo esquecimento. Superinteressante, São Paulo, 16 maio 2025. Disponível em: https://super.abril.com.br/. Acesso em: 28 mai. 2025. (Fragmento)
No trecho em destaque, a metáfora utilizada pelo autor produz o seguinte efeito de sentido: