Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3908079 Português
Por que cabecear a bola em esportes como futebol pode ser tão perigoso

Para muitos jogadores de futebol, cabecear a bola em alta velocidade e marcar um gol é um dos momentos mais marcantes do esporte. Contudo, cresce o número de evidências científicas indicando que a repetição desse gesto ao longo da carreira provoca danos ao cérebro que se manifestam décadas depois, na forma de doenças neurodegenerativas, como mal de Alzheimer, mal de Parkinson e doença do neurônio motor.

Os riscos dos esportes de contato são conhecidos há quase um século. Em 1928, o patologista Harrison Martland descreveu uma condição observada em lutadores profissionais, chamada punch drunk, caracterizada por confusão mental e dificuldade de locomoção, associada a golpes repetidos na cabeça. Em alguns casos, o quadro evoluía para uma demência, mais tarde denominada demência pugilística. Inicialmente, acreditava-se que esse problema se restringisse ao boxe, mas o conhecimento se ampliou nas últimas décadas.

Casos envolvendo outros esportes reforçaram essa associação. Jogadores de futebol e de futebol americano que desenvolveram demência precoce tiveram, após a morte, diagnóstico de encefalopatia traumática crônica (ETC), condição degenerativa ligada a impactos repetidos no crânio. A ETC apresenta características específicas, como depósitos anormais de proteína no cérebro, e tem sido identificada em diversos atletas profissionais e ex-atletas.

Estudos com grandes grupos de ex-jogadores mostraram que esportistas profissionais têm risco significativamente maior de desenvolver doenças neurodegenerativas em comparação com a população em geral. Esse risco aumenta conforme o tempo de carreira e varia de acordo com a posição em campo, sendo mais elevado entre aqueles que cabeceiam a bola com maior frequência.

Pesquisas também indicam que o cabeceio não está relacionado apenas à ETC, mas a alterações cognitivas detectáveis ainda em jogadores jovens. Impactos repetidos, mesmo sem causar concussões evidentes, produzem acelerações rápidas da cabeça, fazendo com que o cérebro se movimente dentro do crânio. Esse movimento estira estruturas delicadas responsáveis pela transmissão de informações, sobretudo em regiões frontais do cérebro, consideradas mais vulneráveis.

As lesões microscópicas resultantes não causam sintomas imediatos, mas, ao longo do tempo, favorecem processos inflamatórios, danos nos vasos sanguíneos e degeneração neuronal progressiva. Nem todos os atletas desenvolverão doenças, o que sugere a influência de fatores individuais, como genética e estilo de vida, mas o risco acumulado permanece relevante.

Diante desse cenário, medidas preventivas vêm sendo adotadas. Tecnologias para reduzir impactos na cabeça estão em desenvolvimento, e, no futebol, a diminuição do número de cabeceios, especialmente durante os treinos, tem sido apontada como estratégia eficaz, já que a maior parte dos impactos ocorre fora dos jogos.

Embora seja difícil eliminar totalmente os choques na cabeça nos esportes de contato, reduzir sua frequência é uma das principais formas de proteção. A prevenção continua sendo a estratégia mais eficaz para diminuir o risco de danos cerebrais e preservar a saúde neurológica de atletas no longo prazo.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4g4xdn9k4qo.adaptado. 
A leitura do texto permite analisar os princípios de organização interna responsáveis por sua clareza e unidade de sentido.
Quanto aos princípios de coesão e coerência textuais, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3908078 Português
Por que cabecear a bola em esportes como futebol pode ser tão perigoso

Para muitos jogadores de futebol, cabecear a bola em alta velocidade e marcar um gol é um dos momentos mais marcantes do esporte. Contudo, cresce o número de evidências científicas indicando que a repetição desse gesto ao longo da carreira provoca danos ao cérebro que se manifestam décadas depois, na forma de doenças neurodegenerativas, como mal de Alzheimer, mal de Parkinson e doença do neurônio motor.

Os riscos dos esportes de contato são conhecidos há quase um século. Em 1928, o patologista Harrison Martland descreveu uma condição observada em lutadores profissionais, chamada punch drunk, caracterizada por confusão mental e dificuldade de locomoção, associada a golpes repetidos na cabeça. Em alguns casos, o quadro evoluía para uma demência, mais tarde denominada demência pugilística. Inicialmente, acreditava-se que esse problema se restringisse ao boxe, mas o conhecimento se ampliou nas últimas décadas.

Casos envolvendo outros esportes reforçaram essa associação. Jogadores de futebol e de futebol americano que desenvolveram demência precoce tiveram, após a morte, diagnóstico de encefalopatia traumática crônica (ETC), condição degenerativa ligada a impactos repetidos no crânio. A ETC apresenta características específicas, como depósitos anormais de proteína no cérebro, e tem sido identificada em diversos atletas profissionais e ex-atletas.

Estudos com grandes grupos de ex-jogadores mostraram que esportistas profissionais têm risco significativamente maior de desenvolver doenças neurodegenerativas em comparação com a população em geral. Esse risco aumenta conforme o tempo de carreira e varia de acordo com a posição em campo, sendo mais elevado entre aqueles que cabeceiam a bola com maior frequência.

Pesquisas também indicam que o cabeceio não está relacionado apenas à ETC, mas a alterações cognitivas detectáveis ainda em jogadores jovens. Impactos repetidos, mesmo sem causar concussões evidentes, produzem acelerações rápidas da cabeça, fazendo com que o cérebro se movimente dentro do crânio. Esse movimento estira estruturas delicadas responsáveis pela transmissão de informações, sobretudo em regiões frontais do cérebro, consideradas mais vulneráveis.

As lesões microscópicas resultantes não causam sintomas imediatos, mas, ao longo do tempo, favorecem processos inflamatórios, danos nos vasos sanguíneos e degeneração neuronal progressiva. Nem todos os atletas desenvolverão doenças, o que sugere a influência de fatores individuais, como genética e estilo de vida, mas o risco acumulado permanece relevante.

Diante desse cenário, medidas preventivas vêm sendo adotadas. Tecnologias para reduzir impactos na cabeça estão em desenvolvimento, e, no futebol, a diminuição do número de cabeceios, especialmente durante os treinos, tem sido apontada como estratégia eficaz, já que a maior parte dos impactos ocorre fora dos jogos.

Embora seja difícil eliminar totalmente os choques na cabeça nos esportes de contato, reduzir sua frequência é uma das principais formas de proteção. A prevenção continua sendo a estratégia mais eficaz para diminuir o risco de danos cerebrais e preservar a saúde neurológica de atletas no longo prazo.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4g4xdn9k4qo.adaptado. 
A leitura do texto permite identificar o nível de linguagem adotado pelo autor para tratar de um tema científico dirigido ao público geral.
Quanto aos níveis de linguagem, é CORRETO afirmar que o texto utiliza:
Alternativas
Q3908063 Português
Em um atendimento ao público, o borracheiro precisa explicar o serviço de forma simples e respeitosa. Uma comunicação bem feita reduz desentendimentos e ajuda o usuário a colaborar, como aguardar o prazo e seguir orientações. Além disso, a organização do diálogo evita que informações importantes se percam. Complete a lacuna da frase a seguir: "Ao atender o usuário, é adequado ____ o problema relatado, ____ o procedimento de forma clara e ____ o prazo aproximado."
Assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3907970 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A conexão primordial


A comunicação fundamenta as relações humanas, transmite sentimentos, experiências e conhecimentos, permitindo ao indivíduo compreender a si mesmo e ao mundo. Desde a Grécia Antiga, o diálogo ocupa lugar central na construção das ideias, como demonstram os métodos filosóficos baseados na palavra, na escuta e na reflexão coletiva.

Na educação, o pensamento de Paulo Freire reafirma o diálogo como prática transformadora, capaz de construir sentidos e promover consciência crítica. No entanto, em uma sociedade marcada pela superexposição e pela comunicação mediada por tecnologias, a linguagem tende a se esvaziar, tornando as interações mais rápidas, superficiais e individualizadas.

O diálogo exige presença, referências físicas e envolvimento emocional, pois olhar, escutar e sentir são dimensões essenciais da experiência humana. Valorizar a conversa, as vivências compartilhadas e as relações comunitárias significa reconhecer o diálogo como ato ético, estético e transformador, capaz de fortalecer vínculos, promover a fraternidade e projetar um futuro mais humano e solidário.

Texto Adaptado


GEDEON, Leo. A conexão primordial. A Folha Torres, [s.l.], [s.d.]. Disponível em: https://afolhatorres.com.br/colunas/a-conexao-primordial/ . Acesso em: 18 jan. 2026.
No trecho "a linguagem tende a se esvaziar, tornando as interações mais rápidas, superficiais e individualizadas", a escolha lexical do termo "esvaziar", aplicada à linguagem, estabelece um efeito semântico específico no texto. Considerando as noções de significação, sentido contextual e valor metafórico no discurso, assinale a alternativa que interpreta CORRETAMENTE esse emprego.
Alternativas
Q3907967 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A conexão primordial


A comunicação fundamenta as relações humanas, transmite sentimentos, experiências e conhecimentos, permitindo ao indivíduo compreender a si mesmo e ao mundo. Desde a Grécia Antiga, o diálogo ocupa lugar central na construção das ideias, como demonstram os métodos filosóficos baseados na palavra, na escuta e na reflexão coletiva.

Na educação, o pensamento de Paulo Freire reafirma o diálogo como prática transformadora, capaz de construir sentidos e promover consciência crítica. No entanto, em uma sociedade marcada pela superexposição e pela comunicação mediada por tecnologias, a linguagem tende a se esvaziar, tornando as interações mais rápidas, superficiais e individualizadas.

O diálogo exige presença, referências físicas e envolvimento emocional, pois olhar, escutar e sentir são dimensões essenciais da experiência humana. Valorizar a conversa, as vivências compartilhadas e as relações comunitárias significa reconhecer o diálogo como ato ético, estético e transformador, capaz de fortalecer vínculos, promover a fraternidade e projetar um futuro mais humano e solidário.

Texto Adaptado


GEDEON, Leo. A conexão primordial. A Folha Torres, [s.l.], [s.d.]. Disponível em: https://afolhatorres.com.br/colunas/a-conexao-primordial/ . Acesso em: 18 jan. 2026.
Com base no texto, assinale a alternativa que interpreta corretamente a tese central e a relação entre presença, tecnologia e dimensão ética do diálogo: 
Alternativas
Q3907916 Português
A cultura, as artes e a preservação da memória histórica contribuem para a identidade de um município e para o fortalecimento do sentimento de pertencimento da população. Em Contagem, iniciativas culturais e ações de valorização da história local colaboram para a formação cidadã e para o desenvolvimento social. Essas políticas integram o conjunto de responsabilidades do Poder Público municipal. Diante desse contexto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3907896 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Regresso ou progresso


Quando compramos um produto, pensamos em preço, benefício e satisfação, raramente refletindo sobre a cadeia de ações, injustiças e sofrimentos envolvidos em sua produção. Mais recentemente, passou-se a considerar a pegada de carbono, associada ao aquecimento global, como critério de avaliação do consumo.

O consumo de carne ilustra bem essa lógica: valoriza-se o paladar e o teor de proteínas, mas ignora-se o custo ambiental, social e ético desse alimento. Embora difundida como indispensável, a proteína animal não é a única fonte nutritiva, pois as proteínas estão naturalmente presentes nos vegetais.

Pesquisas indicam que dietas vegetarianas e veganas podem promover ganhos de saúde e longevidade. Além disso, é necessário considerar os impactos globais da cadeia produtiva, marcada por sofrimento humano e animal, exploração, poluição e emissões que afetam todo o planeta.

Ao mesmo tempo, a competitividade econômica tem ocultado práticas de trabalho degradantes e a supressão de direitos, tratadas como questões internas de soberania. Esses fatores não conduzem ao progresso, mas a um regresso civilizatório que já não pode ser ignorado.

Texto Adaptado

MEDIOLI, Vittorio. Regresso ou progresso. O Tempo, [s.l.], 18 jan. 2026. Disponível em:

https://www.otempo.com.br/opiniao/vittorio-medioli/2026/1/18/regressoou-progresso . Acesso em: 18 jan. 2026. 
Considerando a organização semântica do texto e os efeitos de sentido produzidos por escolhas lexicais avaliativas, assinale a alternativa cuja interpretação está adequada aos mecanismos de construção de significado empregados pelo autor.
Alternativas
Q3907890 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Regresso ou progresso


Quando compramos um produto, pensamos em preço, benefício e satisfação, raramente refletindo sobre a cadeia de ações, injustiças e sofrimentos envolvidos em sua produção. Mais recentemente, passou-se a considerar a pegada de carbono, associada ao aquecimento global, como critério de avaliação do consumo.

O consumo de carne ilustra bem essa lógica: valoriza-se o paladar e o teor de proteínas, mas ignora-se o custo ambiental, social e ético desse alimento. Embora difundida como indispensável, a proteína animal não é a única fonte nutritiva, pois as proteínas estão naturalmente presentes nos vegetais.

Pesquisas indicam que dietas vegetarianas e veganas podem promover ganhos de saúde e longevidade. Além disso, é necessário considerar os impactos globais da cadeia produtiva, marcada por sofrimento humano e animal, exploração, poluição e emissões que afetam todo o planeta.

Ao mesmo tempo, a competitividade econômica tem ocultado práticas de trabalho degradantes e a supressão de direitos, tratadas como questões internas de soberania. Esses fatores não conduzem ao progresso, mas a um regresso civilizatório que já não pode ser ignorado.

Texto Adaptado

MEDIOLI, Vittorio. Regresso ou progresso. O Tempo, [s.l.], 18 jan. 2026. Disponível em:

https://www.otempo.com.br/opiniao/vittorio-medioli/2026/1/18/regressoou-progresso . Acesso em: 18 jan. 2026. 
Com base no texto, analise as proposições abaixo à luz de uma leitura crítica e inferencial, e assinale a alternativa que expressa, com maior exatidão e fidelidade, a articulação entre os argumentos apresentados ao longo do texto e a tese implícita do autor.
Alternativas
Q3907889 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Regresso ou progresso


Quando compramos um produto, pensamos em preço, benefício e satisfação, raramente refletindo sobre a cadeia de ações, injustiças e sofrimentos envolvidos em sua produção. Mais recentemente, passou-se a considerar a pegada de carbono, associada ao aquecimento global, como critério de avaliação do consumo.

O consumo de carne ilustra bem essa lógica: valoriza-se o paladar e o teor de proteínas, mas ignora-se o custo ambiental, social e ético desse alimento. Embora difundida como indispensável, a proteína animal não é a única fonte nutritiva, pois as proteínas estão naturalmente presentes nos vegetais.

Pesquisas indicam que dietas vegetarianas e veganas podem promover ganhos de saúde e longevidade. Além disso, é necessário considerar os impactos globais da cadeia produtiva, marcada por sofrimento humano e animal, exploração, poluição e emissões que afetam todo o planeta.

Ao mesmo tempo, a competitividade econômica tem ocultado práticas de trabalho degradantes e a supressão de direitos, tratadas como questões internas de soberania. Esses fatores não conduzem ao progresso, mas a um regresso civilizatório que já não pode ser ignorado.

Texto Adaptado

MEDIOLI, Vittorio. Regresso ou progresso. O Tempo, [s.l.], 18 jan. 2026. Disponível em:

https://www.otempo.com.br/opiniao/vittorio-medioli/2026/1/18/regressoou-progresso . Acesso em: 18 jan. 2026. 
No período "Embora difundida como indispensável, a proteína animal não é a única fonte nutritiva, pois as proteínas estão naturalmente presentes nos vegetais", assinale a alternativa que identifica corretamente o valor semântico-discursivo da palavra "embora".
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Bento Gonçalves - RS Provas: FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Contador | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Enfermeiro | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Fonoaudiólogo | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Angiologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Cardiologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Cirurgia Geral | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Clínica Médica | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Endocrinologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Dermatologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Gastroenterologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Geral Comunitário | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Ginecologista/Obstetra | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Infectologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Ginecologista/Obstetra - Edital n° 1 | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Neurologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Generalista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Oftalmologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Ortopedista Traumatologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Otorrinolaringologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Pediatra | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Pneumologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Psiquiatra | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Radiologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Urologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Terapeuta Ocupacional |
Q3907837 Português

Por que crianças não quebram mais o braço?





Por Pedro Guerra  


(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2025/12/por-que-criancas-nao-quebram-mais-o-braco-cmj2y6ojc01y8014o699c5t7b.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta uma palavra que poderia substituir corretamente a palavra “rótulos” no trecho a seguir sem causar alterações significativas ao seu sentido:
“cresceu o número de diagnósticos, rótulos e ansiedades que não faziam parte da infância”.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Bento Gonçalves - RS Provas: FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Contador | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Enfermeiro | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Fonoaudiólogo | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Angiologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Cardiologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Cirurgia Geral | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Clínica Médica | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Endocrinologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Dermatologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Gastroenterologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Geral Comunitário | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Ginecologista/Obstetra | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Infectologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Ginecologista/Obstetra - Edital n° 1 | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Neurologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Generalista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Oftalmologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Ortopedista Traumatologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Otorrinolaringologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Pediatra | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Pneumologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Psiquiatra | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Radiologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Urologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Terapeuta Ocupacional |
Q3907836 Português

Por que crianças não quebram mais o braço?





Por Pedro Guerra  


(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2025/12/por-que-criancas-nao-quebram-mais-o-braco-cmj2y6ojc01y8014o699c5t7b.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta uma possibilidade de reescrita do trecho a seguir sem causar alterações significativas ao seu sentido original:
“[...] considerando que nem toda infância tem acesso ao diagnóstico formal”.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Bento Gonçalves - RS Provas: FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Contador | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Enfermeiro | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Fonoaudiólogo | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Angiologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Cardiologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Cirurgia Geral | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Clínica Médica | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Endocrinologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Dermatologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Gastroenterologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Geral Comunitário | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Ginecologista/Obstetra | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Infectologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Ginecologista/Obstetra - Edital n° 1 | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Neurologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Generalista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Oftalmologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Ortopedista Traumatologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Otorrinolaringologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Pediatra | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Pneumologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Psiquiatra | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Radiologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Médico Urologista | FUNDATEC - 2026 - Prefeitura de Bento Gonçalves - RS - Terapeuta Ocupacional |
Q3907832 Português

Por que crianças não quebram mais o braço?





Por Pedro Guerra  


(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2025/12/por-que-criancas-nao-quebram-mais-o-braco-cmj2y6ojc01y8014o699c5t7b.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:
I. O autor parte de uma cena do cotidiano — crianças com braços quebrados — para estabelecer uma reflexão sobre questões emocionais que acometem adultos, o que se constitui como a tese central defendida por ele.
II. O autor estabelece uma metáfora entre a queda física e a queda emocional e afirma que os ferimentos desta não são visíveis como os daquela, mas causam danos de cura mais lenta.
III. É possível inferir que questões emocionais que afetam as crianças podem estar presentes antes mesmo que elas possam vir a ser alvo de outras situações perigosas.
Quais estão corretas? 
Alternativas
Q3907801 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As mudanças climáticas e o saneamento básico


As mudanças climáticas têm gerado crescente apreensão em todo o mundo devido às adversidades já observadas e às que ainda podem ocorrer. Entre os setores mais impactados está o saneamento básico, que vem sofrendo com ondas de calor, secas prolongadas e tempestades cada vez mais intensas, exigindo respostas estruturais urgentes.

Os serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto e drenagem urbana tornam-se mais sobrecarregados diante desses eventos extremos. Enchentes comprometem sistemas de esgoto e contaminam mananciais, enquanto as secas reduzem a disponibilidade de água potável e forçam o uso de fontes de menor qualidade.

O aumento da temperatura afeta diretamente os corpos d'água, favorecendo a proliferação de algas, bactérias e outros agentes patogênicos, além de intensificar processos como a eutrofização. A elevação do nível do mar também ameaça regiões litorâneas, com a salinização de fontes de água doce e impactos diretos na operação dos sistemas de saneamento.

Diante desse cenário, torna-se indispensável planejar políticas públicas voltadas à adaptação climática, com investimentos em infraestrutura resiliente e gestão integrada dos recursos hídricos. A relação entre mudanças climáticas e saneamento básico exige ações coordenadas, sustentáveis e educativas, sob pena de agravamento dos riscos ambientais e à saúde pública.

Texto Adaptado


OLIVER, Francisco Carlos. As mudanças climáticas e o saneamento básico. Folha BV, [s.l.], [s.d.]. Disponível em: https://www.folhabv.com.br/opiniao/as-mudancas-climaticas-e-o-saneamento-basico/ . Acesso em: 18 jan. 2026. 
No contexto do texto, certas expressões apresentam significado técnico, enquanto outras carregam sentidos ampliados pelo uso conotativo. Considerando os efeitos de denotação e conotação na construção do sentido, qual alternativa interpreta corretamente o emprego das palavras destacadas no texto?
Alternativas
Q3907800 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As mudanças climáticas e o saneamento básico


As mudanças climáticas têm gerado crescente apreensão em todo o mundo devido às adversidades já observadas e às que ainda podem ocorrer. Entre os setores mais impactados está o saneamento básico, que vem sofrendo com ondas de calor, secas prolongadas e tempestades cada vez mais intensas, exigindo respostas estruturais urgentes.

Os serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto e drenagem urbana tornam-se mais sobrecarregados diante desses eventos extremos. Enchentes comprometem sistemas de esgoto e contaminam mananciais, enquanto as secas reduzem a disponibilidade de água potável e forçam o uso de fontes de menor qualidade.

O aumento da temperatura afeta diretamente os corpos d'água, favorecendo a proliferação de algas, bactérias e outros agentes patogênicos, além de intensificar processos como a eutrofização. A elevação do nível do mar também ameaça regiões litorâneas, com a salinização de fontes de água doce e impactos diretos na operação dos sistemas de saneamento.

Diante desse cenário, torna-se indispensável planejar políticas públicas voltadas à adaptação climática, com investimentos em infraestrutura resiliente e gestão integrada dos recursos hídricos. A relação entre mudanças climáticas e saneamento básico exige ações coordenadas, sustentáveis e educativas, sob pena de agravamento dos riscos ambientais e à saúde pública.

Texto Adaptado


OLIVER, Francisco Carlos. As mudanças climáticas e o saneamento básico. Folha BV, [s.l.], [s.d.]. Disponível em: https://www.folhabv.com.br/opiniao/as-mudancas-climaticas-e-o-saneamento-basico/ . Acesso em: 18 jan. 2026. 
O texto adaptado sustenta uma relação sistêmica entre eventos climáticos extremos e o desempenho dos serviços de saneamento, enfatizando implicações operacionais e de política pública. À luz dessa argumentação, assinale a inferência compatível com o sentido global do texto, considerando a coerência causal entre impactos físicos, riscos sanitários e diretrizes de gestão:
Alternativas
Q3907799 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As mudanças climáticas e o saneamento básico


As mudanças climáticas têm gerado crescente apreensão em todo o mundo devido às adversidades já observadas e às que ainda podem ocorrer. Entre os setores mais impactados está o saneamento básico, que vem sofrendo com ondas de calor, secas prolongadas e tempestades cada vez mais intensas, exigindo respostas estruturais urgentes.

Os serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto e drenagem urbana tornam-se mais sobrecarregados diante desses eventos extremos. Enchentes comprometem sistemas de esgoto e contaminam mananciais, enquanto as secas reduzem a disponibilidade de água potável e forçam o uso de fontes de menor qualidade.

O aumento da temperatura afeta diretamente os corpos d'água, favorecendo a proliferação de algas, bactérias e outros agentes patogênicos, além de intensificar processos como a eutrofização. A elevação do nível do mar também ameaça regiões litorâneas, com a salinização de fontes de água doce e impactos diretos na operação dos sistemas de saneamento.

Diante desse cenário, torna-se indispensável planejar políticas públicas voltadas à adaptação climática, com investimentos em infraestrutura resiliente e gestão integrada dos recursos hídricos. A relação entre mudanças climáticas e saneamento básico exige ações coordenadas, sustentáveis e educativas, sob pena de agravamento dos riscos ambientais e à saúde pública.

Texto Adaptado


OLIVER, Francisco Carlos. As mudanças climáticas e o saneamento básico. Folha BV, [s.l.], [s.d.]. Disponível em: https://www.folhabv.com.br/opiniao/as-mudancas-climaticas-e-o-saneamento-basico/ . Acesso em: 18 jan. 2026. 
A partir do texto apresentado, que discute impactos das mudanças climáticas sobre o saneamento básico, qual alternativa descreve de forma adequada seu gênero e sua tipologia textual?
Alternativas
Q3907793 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A conexão primordial


A comunicação fundamenta as relações humanas, transmite sentimentos, experiências e conhecimentos, permitindo ao indivíduo compreender a si mesmo e ao mundo. Desde a Grécia Antiga, o diálogo ocupa lugar central na construção das ideias, como demonstram os métodos filosóficos baseados na palavra, na escuta e na reflexão coletiva.

Na educação, o pensamento de Paulo Freire reafirma o diálogo como prática transformadora, capaz de construir sentidos e promover consciência crítica. No entanto, em uma sociedade marcada pela superexposição e pela comunicação mediada por tecnologias, a linguagem tende a se esvaziar, tornando as interações mais rápidas, superficiais e individualizadas.

O diálogo exige presença, referências físicas e envolvimento emocional, pois olhar, escutar e sentir são dimensões essenciais da experiência humana. Valorizar a conversa, as vivências compartilhadas e as relações comunitárias significa reconhecer o diálogo como ato ético, estético e transformador, capaz de fortalecer vínculos, promover a fraternidade e projetar um futuro mais humano e solidário.

Texto Adaptado


GEDEON, Leo. A conexão primordial. A Folha Torres, [s.l.], [s.d.]. Disponível em: https://afolhatorres.com.br/colunas/a-conexao-primordial/ . Acesso em: 18 jan. 2026.
Com base no texto, assinale a alternativa que interpreta corretamente a tese central e a relação entre presença, tecnologia e dimensão ética do diálogo:
Alternativas
Q3907792 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A conexão primordial


A comunicação fundamenta as relações humanas, transmite sentimentos, experiências e conhecimentos, permitindo ao indivíduo compreender a si mesmo e ao mundo. Desde a Grécia Antiga, o diálogo ocupa lugar central na construção das ideias, como demonstram os métodos filosóficos baseados na palavra, na escuta e na reflexão coletiva.

Na educação, o pensamento de Paulo Freire reafirma o diálogo como prática transformadora, capaz de construir sentidos e promover consciência crítica. No entanto, em uma sociedade marcada pela superexposição e pela comunicação mediada por tecnologias, a linguagem tende a se esvaziar, tornando as interações mais rápidas, superficiais e individualizadas.

O diálogo exige presença, referências físicas e envolvimento emocional, pois olhar, escutar e sentir são dimensões essenciais da experiência humana. Valorizar a conversa, as vivências compartilhadas e as relações comunitárias significa reconhecer o diálogo como ato ético, estético e transformador, capaz de fortalecer vínculos, promover a fraternidade e projetar um futuro mais humano e solidário.

Texto Adaptado


GEDEON, Leo. A conexão primordial. A Folha Torres, [s.l.], [s.d.]. Disponível em: https://afolhatorres.com.br/colunas/a-conexao-primordial/ . Acesso em: 18 jan. 2026.
No trecho "a linguagem tende a se esvaziar, tornando as interações mais rápidas, superficiais e individualizadas", a escolha lexical do termo "esvaziar", aplicada à linguagem, estabelece um efeito semântico específico no texto. Considerando as noções de significação, sentido contextual e valor metafórico no discurso, assinale a alternativa que interpreta CORRETAMENTE esse emprego.
Alternativas
Q3907755 Português
Assinale a alternativa cuja palavra destacada está empregada em seu sentido próprio. 
Alternativas
Q3907754 Português
Você já se acostumou com a biometria facial?


    Essa semana fiz o cadastro de biometria facial para entrar na minha própria casa. Não preciso mais de chave, nem de senha, nem chamar o porteiro. Só meu rosto. Eu olho para a câmera e a porta se abre, como mágica – ou como num desses filmes futuristas. Ainda não me acostumei: sempre sorrio e digo “obrigada”. Não sei se por educação ou por medo de que a máquina fique ofendida e me deixe do lado de fora.

    Fiquei pensando no porteiro. Ele, que por tanto tempo foi o guardião das entradas e saídas, agora é coadjuvante de um sistema que reconhece rostos, mas não reconhece pessoas. Por trás dessa eficiência tecnológica, há uma cadeia de mudanças invisíveis: empregos que desaparecem, funções que se tornam obsoletas. (...)

    No fim de semana, fui ao clube. “Senhorita, pode encostar o carro? Vamos cadastrar sua biometria facial.” Lá estava eu de novo, frente à câmera. E, de presente, também me pediram o dedo – da mão esquerda, claro, que sai da janela do motorista. A vida virou uma sucessão de pequenos cadastros. Agora, na próxima visita, basta olhar, encostar o dedo e, como num passe de mágica, a cancela vai se abrir. Não faço mais carteirinhas: faço biometrias. Mas cada dado entregue é um voto de confiança cega – nem sempre consciente – em sistemas nem sempre transparentes.

    Vejo trabalhadores registrando seus próprios desaparecimentos em vídeos tristes. Uma funcionária de supermercado, diante de caixas de autoatendimento, desabafou: “Aos pouquinhos eu vou perdendo meu emprego”. Disse com a voz baixa, como quem já sabe o desfecho. Eu mesma ainda não me acostumei. Continuo sorrindo para a câmera e dizendo  “obrigada”, talvez como lembrete de que, no fim das contas, ainda sou humana.


AZENHA, Isabele. Você já se acostumou com a biometria
facial? Ciência e Tecnologia. Disponível em
<https://agenciadenoticias.uniceub.br/ciencia-etecnologia/cronica-voce-ja-se-acostumou-com-abiometria-facial/>.

“empregos que desaparecem, funções que se tornam obsoletas.”

A palavra destacada no trecho acima é sinônima de:

Alternativas
Q3907752 Português
Você já se acostumou com a biometria facial?


    Essa semana fiz o cadastro de biometria facial para entrar na minha própria casa. Não preciso mais de chave, nem de senha, nem chamar o porteiro. Só meu rosto. Eu olho para a câmera e a porta se abre, como mágica – ou como num desses filmes futuristas. Ainda não me acostumei: sempre sorrio e digo “obrigada”. Não sei se por educação ou por medo de que a máquina fique ofendida e me deixe do lado de fora.

    Fiquei pensando no porteiro. Ele, que por tanto tempo foi o guardião das entradas e saídas, agora é coadjuvante de um sistema que reconhece rostos, mas não reconhece pessoas. Por trás dessa eficiência tecnológica, há uma cadeia de mudanças invisíveis: empregos que desaparecem, funções que se tornam obsoletas. (...)

    No fim de semana, fui ao clube. “Senhorita, pode encostar o carro? Vamos cadastrar sua biometria facial.” Lá estava eu de novo, frente à câmera. E, de presente, também me pediram o dedo – da mão esquerda, claro, que sai da janela do motorista. A vida virou uma sucessão de pequenos cadastros. Agora, na próxima visita, basta olhar, encostar o dedo e, como num passe de mágica, a cancela vai se abrir. Não faço mais carteirinhas: faço biometrias. Mas cada dado entregue é um voto de confiança cega – nem sempre consciente – em sistemas nem sempre transparentes.

    Vejo trabalhadores registrando seus próprios desaparecimentos em vídeos tristes. Uma funcionária de supermercado, diante de caixas de autoatendimento, desabafou: “Aos pouquinhos eu vou perdendo meu emprego”. Disse com a voz baixa, como quem já sabe o desfecho. Eu mesma ainda não me acostumei. Continuo sorrindo para a câmera e dizendo  “obrigada”, talvez como lembrete de que, no fim das contas, ainda sou humana.


AZENHA, Isabele. Você já se acostumou com a biometria
facial? Ciência e Tecnologia. Disponível em
<https://agenciadenoticias.uniceub.br/ciencia-etecnologia/cronica-voce-ja-se-acostumou-com-abiometria-facial/>.
No texto “Você já se acostumou com a biometria facial?”, a frase narrativa que introduz cada um dos parágrafos se apresenta na:
Alternativas
Respostas
6961: B
6962: C
6963: B
6964: D
6965: C
6966: A
6967: C
6968: D
6969: A
6970: E
6971: D
6972: D
6973: D
6974: C
6975: B
6976: C
6977: A
6978: E
6979: E
6980: C