Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 127.509 questões

Q2398451 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.



      Entre as sugestões que vieram da editora sobre meu novo livro, havia a de trocar “índios” por “indígenas”. Sempre fui um defensor do politicamente correto. Algumas mudanças na ética verbal, porém, me parecem contraproducentes. Em certos momentos dos anos 90, “favela” virou “comunidade”. “Favelado” era um termo pejorativo e é compreensível que os moradores dessas áreas não quisessem ser chamados assim, mas mudar para “morador de comunidade”. Mas embora a mudança amacie na semântica, não leva água encanada, esgoto e luz para ninguém. Pelo contrário.

     A gente ouve “comunidade” e dá a impressão de que aquelas pessoas estão todas de mãos dadas fazendo uma ciranda em torno da horta orgânica, não apinhando-se em condições sub-humanas, sem esgoto, asfalto, educação, saúde. Talvez fosse bom deixarmos o incômodo nos tomar toda vez que disséssemos ou ouvíssemos “favela” ou “favelados”. Nosso objetivo deveria ser dar condições de vida decente para aquela gente, não nos sentirmos confortáveis ao mencioná-la.

    O mesmo vale para “morador em situação de rua”. Parece que o cara teve um problema pra voltar pra casa numa terça, dormiu “em situação de rua” num ponto de ônibus e na quarta vai retornar ao conforto do lar. É mentira. A pessoa que mora na rua tá ferrada, é alguém que perdeu tudo na vida, até virar “mendigo”. “Mendigo” é um termo horrível não porque as vogais e consoantes se juntem de forma deselegante, mas pelo que ele nomeia: gente que dorme na calçada, revira lixo pra comer, não tem sequer acesso a um banheiro. Mas quando a gente fala “morador em situação de rua” vem junto o mesmo morninho no coração de “comunidade”: essa situação, pensamos, é temporária. Vai mudar. Logo, logo, ele estará em outra.

     Não, não estará se não nos indignarmos com a indigência, e agirmos. Algumas palavras têm que doer, porque a realidade dói. Do contrário, a linguagem deixa de ser uma ferramenta que busca representar a vida como ela é e se torna um tapume nos impedindo de enxergá-la. Sobre “índios” e “indígenas”, li alguns textos. Os argumentos giram em torno do fato de “índio” ter se tornado um termo pejorativo, ligado aos preconceitos que os brancos sempre tiveram com os povos originários da América: preguiçosos, atrasados, primitivos. Tá certo. Mas o problema, pensei, não está no termo “índio”, mas no preconceito do homem branco.


(PRATA, Antonio. As palavras e as coisas. Folha de São
Paulo, 03.07.2022. Adaptado).
De acordo com o autor do texto, a troca de uma palavra por outra
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Q2398285 Português

INSTRUÇÃO: Leia o ofício fictício a seguir para responder às questões 9 e 10.


Pedra Verde, 18 de fevereiro de 2022.


Ao Querido Senhor


João da Silva, presidente da Câmara Municipal


Referência/Assunto: Ofício n.º 001/2022. Solicita informações sobre motivos e medidas sobre a qualidade da água distribuída no município de Pedra Verde em 05/01/2022.


Estimado Presidente,


Em atenção ao ofício em referência, informamos que o abastecimento da localidade se dá por meio de poços profundos, havendo necessidade de algumas manutenções nas redes de distribuição da água, ocasionando variação da cor e turbidez, momentaneamente. A Companhia de Tratamento está tomando as medidas necessárias para a resolução desse problema.


Colocamo-nos à disposição para quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários.


Um abraço de seu amigo


Pedro Paulo de Sousa

Gerente do Distrito Regional de Pedra Verde


Fonte: texto fictício.

A linguagem empregada nesse ofício é

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Q2398283 Português

INSTRUÇÃO: Leia um trecho do Regimento Interno da Câmara Municipal de Ibirité para responder às questões 7 e 8.


CAPÍTULO V

DA AUDIÊNCIA PÚBLICA


Art. 75. A audiência pública garante o exercício direto do poder pelo povo.

Art. 77. A audiência pública será requerida por iniciativa popular, através de requerimento assinado por eleitores do município, para a discussão de matéria do interesse da comunidade.

Parágrafo único. O requerimento indicará as pessoas que debaterão com os Vereadores, sem prejuízo da participação dos presentes, se autorizada pela Presidência da Câmara.

Art. 78. A Mesa Diretora convocará reunião extraordinária para a audiência pública com uma antecedência mínima de três dias e máxima de quinze.

Parágrafo único. Decorridos quinze dias sem as providências do Presidente, a reunião se instalará no primeiro dia útil que se seguir, mesmo sem o quórum regimental.

Art. 79. Das atividades da audiência pública será feita ata, em livro próprio, a qual será assinada por todos os presentes.

Art. 80. Das decisões aprovadas será feito relatório às autoridades competentes.


Disponível em: www.camaraibirite.mg.gov.br.

Acesso em: 28 fev. 2022.

Releia este trecho.


“Art. 79. Das atividades da audiência pública será feita ata, em livro próprio, a qual será assinada por todos os presentes.

Art. 80. Das decisões aprovadas será feito relatório às autoridades competentes.”


Considerando a ordem dos termos da oração e a relação de subordinação entre eles, é correto afirmar que as preposições que encabeçam ambos os artigos do trecho são regidas, respectivamente, pelos substantivos

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Q2398282 Português

INSTRUÇÃO: Leia um trecho do Regimento Interno da Câmara Municipal de Ibirité para responder às questões 7 e 8.


CAPÍTULO V

DA AUDIÊNCIA PÚBLICA


Art. 75. A audiência pública garante o exercício direto do poder pelo povo.

Art. 77. A audiência pública será requerida por iniciativa popular, através de requerimento assinado por eleitores do município, para a discussão de matéria do interesse da comunidade.

Parágrafo único. O requerimento indicará as pessoas que debaterão com os Vereadores, sem prejuízo da participação dos presentes, se autorizada pela Presidência da Câmara.

Art. 78. A Mesa Diretora convocará reunião extraordinária para a audiência pública com uma antecedência mínima de três dias e máxima de quinze.

Parágrafo único. Decorridos quinze dias sem as providências do Presidente, a reunião se instalará no primeiro dia útil que se seguir, mesmo sem o quórum regimental.

Art. 79. Das atividades da audiência pública será feita ata, em livro próprio, a qual será assinada por todos os presentes.

Art. 80. Das decisões aprovadas será feito relatório às autoridades competentes.


Disponível em: www.camaraibirite.mg.gov.br.

Acesso em: 28 fev. 2022.

A respeito das audiências públicas, é correto afirmar que estas

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Q2398276 Português

INSTRUÇÃO: Leia o poema a seguir para responder às questões de 1 a 3.


Maldição


Olavo Bilac


Se por vinte anos, nesta furna escura,

Deixei dormir a minha maldição,

– Hoje, velha e cansada da amargura,

Minh’alma se abrirá como um vulcão.


E, em torrentes de cólera e loucura,

Sobre a tua cabeça ferverão

Vinte anos de silêncio e de tortura,

Vinte anos de agonia e solidão…


Maldita sejas pelo Ideal perdido!

Pelo mal que fizeste sem querer!

Pelo amor que morreu sem ter nascido!


Pelas horas vividas sem prazer!

Pela tristeza do que eu tenho sido!

Pelo esplendor do que eu deixei de ser!…


Disponível em: www.tudoepoema.com.br/olavo-bilac-maldicao/.

Acesso em: 4 fev. 2022.

Analise as afirmativas a seguir no que se refere aos sentidos contextuais das palavras no poema.


I. O verbo dormir, na primeira estrofe, tem o sentido de descansar.

II. A referência a vulcão é apresentada como uma comparação.

III. O substantivo torrentes, na segunda estrofe, exprime uma conotação de intensidade e não deve ser interpretado literalmente.

IV. O sentimento de amor ao qual o poema faz alusão deixou de ser recíproco com o passar do tempo.


Estão corretas as afirmativas

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Q2397825 Português

Leia a tirinha abaixo para responder à questão.






De acordo com o texto da tirinha, é correto afirmar que o arrependimento
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Q2397824 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.



      Entre as sugestões que vieram da editora sobre meu novo livro, havia a de trocar “índios” por “indígenas”. Sempre fui um defensor do politicamente correto. Algumas mudanças na ética verbal, porém, me parecem contraproducentes. Em certos momentos dos anos 90, “favela” virou “comunidade”. “Favelado” era um termo pejorativo e é compreensível que os moradores dessas áreas não quisessem ser chamados assim, mas mudar para “morador de comunidade”. Mas embora a mudança amacie na semântica, não leva água encanada, esgoto e luz para ninguém. Pelo contrário.

     A gente ouve “comunidade” e dá a impressão de que aquelas pessoas estão todas de mãos dadas fazendo uma ciranda em torno da horta orgânica, não apinhando-se em condições sub-humanas, sem esgoto, asfalto, educação, saúde. Talvez fosse bom deixarmos o incômodo nos tomar toda vez que disséssemos ou ouvíssemos “favela” ou “favelados”. Nosso objetivo deveria ser dar condições de vida decente para aquela gente, não nos sentirmos confortáveis ao mencioná-la.

    O mesmo vale para “morador em situação de rua”. Parece que o cara teve um problema pra voltar pra casa numa terça, dormiu “em situação de rua” num ponto de ônibus e na quarta vai retornar ao conforto do lar. É mentira. A pessoa que mora na rua tá ferrada, é alguém que perdeu tudo na vida, até virar “mendigo”. “Mendigo” é um termo horrível não porque as vogais e consoantes se juntem de forma deselegante, mas pelo que ele nomeia: gente que dorme na calçada, revira lixo pra comer, não tem sequer acesso a um banheiro. Mas quando a gente fala “morador em situação de rua” vem junto o mesmo morninho no coração de “comunidade”: essa situação, pensamos, é temporária. Vai mudar. Logo, logo, ele estará em outra.

     Não, não estará se não nos indignarmos com a indigência, e agirmos. Algumas palavras têm que doer, porque a realidade dói. Do contrário, a linguagem deixa de ser uma ferramenta que busca representar a vida como ela é e se torna um tapume nos impedindo de enxergá-la. Sobre “índios” e “indígenas”, li alguns textos. Os argumentos giram em torno do fato de “índio” ter se tornado um termo pejorativo, ligado aos preconceitos que os brancos sempre tiveram com os povos originários da América: preguiçosos, atrasados, primitivos. Tá certo. Mas o problema, pensei, não está no termo “índio”, mas no preconceito do homem branco.



(PRATA, Antonio. As palavras e as coisas. Folha de São
Paulo, 03.07.2022. Adaptado).
Assinale a alternativa cujos termos entre parêntesis substituam as palavras destacadas, em concordância com a norma-padrão da Língua Portuguesa. 
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Q2397823 Português

Analise as frases abaixo para responder à questão.



“Favelado” era um termo ‘pejorativo’ e é ‘compreensível’ que os moradores dessas áreas não quisessem ser chamados assim, mas mudar para “morador de comunidade”.


“Não, não estará se não nos indignarmos com a ‘indigência’, e agirmos”.

Assinale a alternativa cujas palavras substituem, respectivamente, os termos destacados sem alterar o sentido das frases.
Alternativas
Q2397821 Português

Analise as frases abaixo para responder à questão.



“Algumas mudanças na ética verbal, ‘porém’, me parecem contraproducentes”.

É correto afirmar que o termo destacado possui o sentido de
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Q2397820 Português

Analise as frases abaixo para responder à questão.



“Sempre fui um defensor do ‘politicamente’ correto”.


“‘Talvez’ fosse bom deixarmos o incômodo nos tomar”.

É correto afirmar que os termos destacados possuem, respectivamente, o sentido de
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Q2396075 Português

Atenção: Para responder às questões de números 1 a 10, leia a crônica abaixo.

-

1.----------Um jornal é lido por muita gente, em muitos lugares; o que ele diz precisa interessar, senão a todos, pelo menos a um certo número de pessoas. Mas o que me brota espontaneamente da máquina, hoje, não interessa a ninguém, salvo a mim mesmo. O leitor, portanto, faça o obséquio de mudar de coluna. Trata-se de um gato.

2.----------Não é a primeira vez que o tomo para objeto de escrita. Há tempos, contei de Inácio e de sua convivência. Inácio estava na graça do crescimento, e suas atitudes faziam descobrir um encanto novo no encanto imemorial dos gatos. Mas Inácio desapareceu − e sua falta é mais importante para mim do que as reformas do ministério.

3.----------Gatos somem no Rio de Janeiro. Dizia-se que o fenômeno se relacionava com a indústria doméstica das cuícas, localizada nos morros. Agora ouço dizer que se relaciona com a vida cara e a escassez de alimentos. À falta de uma fatia de vitela, há indivíduos que se consolam comendo carne de gato, caça tão esquiva quanto a outra.

4.----------O fato sociológico ou econômico me escapa. Não é a sorte geral dos gatos que me preocupa. Concentro-me em Inácio, em seu destino não sabido.

5.----------Eram duas da madrugada quando o pintor Reis Júnior, que passeia a essa hora com o seu cachimbo e o seu cão, me bateu à porta, noticioso. Em suas andanças, vira um gato cor de ouro como Inácio − cor incomum em gatos comuns − e se dispunha a ajudar-me na captura. Lá fomos sob o vento da praia, em seu encalço. E no lugar indicado, pequeno jardim fronteiro a um edifício, estava o gato. A luz não dava para identificá-lo, e ele se recusou à intimidade. Chamados afetuosos não o comoveram; tentativas de aproximação se frustraram. Ele fugia sempre, para voltar se nos via distantes. Amava.

6.----------Seria iníquo apartá-lo do alvo de sua obstinada contemplação, a poucos metros. Desistimos. Se for Inácio, pensei, dentro de um ou dois dias estará de volta. Não voltou.

7.----------Um gato vive um pouco nas poltronas, no cimento ao sol, no telhado sob a lua. Vive também sobre a mesa do escritório, e o salto preciso que ele dá para atingi-la é mais do que impulso para a cultura. É o movimento civilizado de um organismo plenamente ajustado às leis físicas, e que não carece de suplemento de informação. Livros e papéis, sim, beneficiam-se com a sua presteza austera. Mais do que a coruja, o gato é símbolo e guardião da vida intelectual.

8.----------Depois que sumiu Inácio, esses pedaços da casa se desvalorizaram. Falta-lhes a nota grave e macia de Inácio. É extraordinário como o gato “funciona” em uma casa: em silêncio, indiferente, mas adesivo e cheio de personalidade. Se se agravar a mediocridade destas crônicas, os senhores estão avisados: é falta de Inácio. Se tinham alguma coisa aproveitável era a presença de Inácio a meu lado, sua crítica muda, através dos olhos de topázio que longamente me fitavam, aprovando algum trecho feliz, ou através do sono profundo, que antecipava a reação provável dos leitores.

9.----------Poderia botar anúncio no jornal. Para quê? Ninguém está pensando em achar gatos. Se Inácio estiver vivo e não sequestrado, voltará sem explicações. É próprio do gato sair sem pedir licença, voltar sem dar satisfação. Se o roubaram, é homenagem a seu charme pessoal, misto de circunspeção e leveza; tratem-no bem, nesse caso, para justificar o roubo, e ainda porque maltratar animais é uma forma de desonestidade. Finalmente, se tiver de voltar, gostaria que o fizesse por conta própria, com suas patas; com a altivez, a serenidade e a elegância dos gatos.

-

(ANDRADE, Carlos Drummond. Cadeira de balanço. São Paulo: Companhia das Letras, 2020)

Retoma um termo mencionado anteriormente no texto a palavra sublinhada em:

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Q2394093 Português
Analise o trecho abaixo para responder à questão.


“Afinal, podemos ir para o céu, para o inferno, inclusive para o nada. Certeza, mesmo, apenas a dessa reencarnação promovida não por um deus, mas pelas operadoras de celular: quando o número de telefone enfim muda de dono e nos deparamos com a foto de um estranho entre nossos contatos”.
Assinale a alternativa que apresenta a correta paráfrase do trecho acima.
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Q2394092 Português
Leia o trecho abaixo para responder à questão.



     Semana passada, um conhecido morreu de forma trágica, o que gerou imensa comoção e o compartilhamento de ternas homenagens pelas redes sociais. Somos adultos, sim. Sabemos que pessoas morrem e que, com o passar do tempo, tendem a morrer com mais frequência. Contudo, nada nos prepara para certas ausências, principalmente porque são duas, na prática: a física e a digital.

    Confesso ter dificuldade para o luto online. Até hoje, não consigo desfazer amizade com duas grandes amigas. Ambas morreram há mais de cinco anos e, é claro, eu poderia clicar na opção "deixar de seguir". Mas como encará-las como não pessoas? Os avatares resistem e, por vezes, passeio por suas publicações. Algo me escapa entre os retratos, porém segue sendo vínculo. Talvez últimas palavras, numa legenda feliz do Instagram.

      Ao vasculhar minha caixa de e-mails, é comum que um termo da busca traga por acaso meu pai e nossa antiga troca de mensagens. Vou relendo tudo embargada de emoção, reconhecendo seu modo de se expressar. Ao contrário das cartas, que amarelam, o que corre pela tela é um fluxo vivo de pensamento, como se conversássemos de novo a partir daquelas linhas. Sua voz grave ecoando na minha cabeça.

     Seria a vida digital, então, a verdadeira vida após a morte? Afinal, podemos ir para o céu, para o inferno, inclusive para o nada. Certeza, mesmo, apenas a dessa reencarnação promovida não por um deus, mas pelas operadoras de celular: quando o número de telefone enfim muda de dono e nos deparamos com a foto de um estranho entre nossos contatos. Mero “invólucro” de pixels.

     É por isso que tantos perfis continuam no ar, feito memoriais. Deles surge toda sorte de atualizações, como votos de saudade e feliz aniversário. Memórias datadas de "há tantos anos, neste dia". Deixo lá meus likes como se depositasse pedrinhas no jazigo dos entes queridos. Seguem mortos, mas não desconectados da nossa realidade.




(Bia Braune. www1.folha.uol.com.br. Adaptado).
De acordo com o texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q2393749 Português

Analise o trecho abaixo para responder à questão.



“A ‘douta ignorância’ significa ‘a condição para uma reflexão antropológica radicada na finitude e aberta à infinitude que saiba fazer do outro não um objeto de posse ou um sujeito que nos é possível dominar pelo poder do discurso, mas o que transforme em autêntico interlocutor de uma relação que é disposição para o ‘tu’ sob a forma de encontro e de recíproca vinculação ao mundo que é de todos’”.

Assinale a alternativa que apresenta um antônimo da palavra “douta” destacada no trecho acima.
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Q2393748 Português

Analise o trecho abaixo para responder à questão.



“A ‘douta ignorância’ significa ‘a condição para uma reflexão antropológica radicada na finitude e aberta à infinitude que saiba fazer do outro não um objeto de posse ou um sujeito que nos é possível dominar pelo poder do discurso, mas o que transforme em autêntico interlocutor de uma relação que é disposição para o ‘tu’ sob a forma de encontro e de recíproca vinculação ao mundo que é de todos’”.

Assinale a alternativa que resume corretamente o sentido de “douta ignorância” no trecho acima.
Alternativas
Q2393747 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.



     Uma das descobertas mais importantes de uma vida dedicada ao conhecimento é tomar consciência de que nós, seres humanos, somos limitados e que, justamente em decorrência dessa condição, precisamos produzir conhecimento junto com os outros. É, pois, do reconhecimento dos nossos limites que nasce a busca por um saber genuíno construído em comunidade de diálogo. Talvez o mais importante princípio ético da filosofia seja o exigente e difícil ato de humildade.


     Quando eu era criança, inquietava-me ao imaginar se um dia eu teria a possibilidade de conhecer tudo. Na época não tinha Google. Conhecer dava muito trabalho, literalmente falando. Lembro-me do peso e do fascínio de uma coleção da editora Abril Cultural chamada Tudo – Dicionário Enciclopédico Ilustrado. A lição mais importante tirada desse generoso livro de milhares de páginas fora a de que todos os seres humanos estão fadados ao fracasso em um dia conhecer tudo.

   Nossa condição humana impõe-nos uma barreira intransponível diante de tudo. O que é bastante frustrante, visto que ansiamos pela totalidade mesmo sabendo que jamais poderemos alcançá-la.

    Nicolau de Cusa, o grande filósofo alemão do século 15, chamou a isso de douta ignorância. Isto é: saber dos limites do nosso próprio saber. Diz ele que a douta ignorância significa “a condição para uma reflexão antropológica radicada na finitude e aberta à infinitude que saiba fazer do outro não um objeto de posse ou um sujeito que nos é possível dominar pelo poder do discurso, mas o que transforme em autêntico interlocutor de uma relação que é disposição para o ‘tu’ sob a forma de encontro e de recíproca vinculação ao mundo que é de todos”.

  Notem a beleza das palavras: como sabemos dos nossos limites, então devemos tratar os outros como autênticos interlocutores de uma relação do tipo eu-tu. Pois o conhecimento se constrói em comunidade de diálogos e não em relações de poder. Meu fascínio com as enciclopédias, que hoje consigo traduzir em palavras, partia desse dado social do conhecimento. Nunca era um exercício de autossuficiência.




(www.gazetadopovo.com.br).
A partir da leitura do texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q2393342 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.



Na escola



       Democrata é Dona Amarílis, professora na escola pública de uma rua que não vou contar, e mesmo o nome de Dona Amarílis é inventado, mas o caso aconteceu.
       
        Ela se virou para os alunos, no começo da aula, e falou assim:

        – Hoje eu preciso que vocês resolvam uma coisa muito importante. […] Será uma espécie de plebiscito. Cada um dá sua opinião, a gente soma as opiniões e a maioria é que decide. […] Então, vamos ao assunto. Surgiu um movimento para as professoras poderem usar calça comprida nas escolas. O governo disse que deixa, a diretora também, mas no meu caso eu não quero decidir por mim. O que se faz na sala de aula deve ser de acordo com os alunos. Para todos ficarem satisfeitos e um não dizer que não gostou. Assim não tem problema. Bem, vou começar pelo Renato Carlos. Renato Carlos, você acha que sua professora deve ou não deve usar calça comprida na escola? 

        – Acho que não deve – respondeu, baixando os olhos. […] Porque minissaia é muito mais bacana.

       – Perfeito. Um voto contra. Marilena, me faz um favor, anote aí no seu caderno os votos contra. E você, Leonardo, por obséquio, anote os votos a favor, se houver. Agora quem vai responder é Inesita.

         – Claro que deve, professora. Lá fora a senhora usa, por que vai deixar de usar aqui dentro?

         […]

         – Um a favor. E você, Aparecida?

         – Eu, se fosse a senhora, não usava. […] O quadril, sabe? Fica meio saliente …

         – Obrigada, Aparecida. Você anotou, Marilena? Agora você, Edmundo.

       – Eu acho que Aparecida não tem razão, professora. A senhora deve ficar muito bacana de calça comprida. O seu quadril é certinho.

         – Meu quadril não está em votação, Edmundo. A calça sim. Você é contra ou a favor da calça?

         – A favor 100%.

         – Você, Peter?

         – Pra mim tanto faz.

         – Não tem preferência?

         – Sei lá. Negócio de mulher eu não me meto, professora.

       – Uma abstenção. Mônica, você fica encarregada de tomar nota dos votos iguais ao de Peter: nem contra nem a favor.

         Assim iam todos, votando, como se escolhessem o Presidente da República. […] A vez de Rinalda:

        – Ah, cada um na sua.

        – Na sua, como?

        – Eu na minha, a senhora na sua, cada um na dele, entende?

        – Explique melhor.

        – Negócio seguinte. Se a senhora quer vir de pantalona, venha. Eu quero vir de midi, de máxi, de short, venho. Uniforme é papo furado.

        – Você foi além da pergunta, Rinalda. Então é a favor?

        – Evidente. Cada um curtindo à vontade.

       – Legal! – exclamou Jorgito. – Uniforme está superado, professora. A senhora vem de calça comprida, e a gente aparecemos de qualquer jeito.

       – Não pode – refutou Gilberto. – Vira bagunça. Lá em casa ninguém anda de pijama ou de camisa aberta na sala. A gente tem de respeitar o uniforme.

       Respeita, não respeita, a discussão esquentou, Dona Amarílis pedia ordem, ordem, assim não é possível, mas os grupos se haviam extremado, falavam todos ao mesmo tempo, ninguém se fazia ouvir, pelo que, com quatro votos a favor de calça comprida, dois contra, e um tanto-faz, e antes que fosse decretada por maioria absoluta a abolição do uniforme escolar, a professora achou prudente declarar encerrado o plebiscito, e passou à lição de História do Brasil.




(Carlos Drummond de Andrade. Para Gostar de Ler. V. 2. pp. 55-57. Adaptado). 
De acordo com o texto, é correto afirmar que
Alternativas
Ano: 2022 Banca: INSTITUTO MAIS Órgão: Prefeitura de Santana de Parnaíba - SP Provas: INSTITUTO MAIS - 2022 - Prefeitura de Santana de Parnaíba - SP - Professor de Educação Básica II – PEB II – Química | INSTITUTO MAIS - 2022 - Prefeitura de Santana de Parnaíba - SP - Professor de Educação Básica I – PEB I – Educação Infantil | INSTITUTO MAIS - 2022 - Prefeitura de Santana de Parnaíba - SP - Professor de Artes – Artes Plásticas, Desenho, Grafite e Cartoon | INSTITUTO MAIS - 2022 - Prefeitura de Santana de Parnaíba - SP - Professor de Dança – Contemporânea e Ritmos | INSTITUTO MAIS - 2022 - Prefeitura de Santana de Parnaíba - SP - Professor de Música – Cavaco e Cavaquinho | INSTITUTO MAIS - 2022 - Prefeitura de Santana de Parnaíba - SP - Professor de Música – Saxofone | INSTITUTO MAIS - 2022 - Prefeitura de Santana de Parnaíba - SP - Professor de Música – Violão Popular | INSTITUTO MAIS - 2022 - Prefeitura de Santana de Parnaíba - SP - Professor de Teatro | INSTITUTO MAIS - 2022 - Prefeitura de Santana de Parnaíba - SP - Professor de Educação Básica II – PEB II – Educação Especial – Deficiência Intelectual | INSTITUTO MAIS - 2022 - Prefeitura de Santana de Parnaíba - SP - Professor de Educação Básica II – PEB II – Espanhol | INSTITUTO MAIS - 2022 - Prefeitura de Santana de Parnaíba - SP - Professor de Música – Violino | INSTITUTO MAIS - 2022 - Prefeitura de Santana de Parnaíba - SP - Analista em Gestão Pública |
Q2386494 Português
A tirinha aborda uma concepção atual sobre família. É correto afirmar que hoje o(a) 
Alternativas
Ano: 2022 Banca: INSTITUTO MAIS Órgão: Prefeitura de Santana de Parnaíba - SP Provas: INSTITUTO MAIS - 2022 - Prefeitura de Santana de Parnaíba - SP - Professor de Educação Básica II – PEB II – Química | INSTITUTO MAIS - 2022 - Prefeitura de Santana de Parnaíba - SP - Professor de Educação Básica I – PEB I – Educação Infantil | INSTITUTO MAIS - 2022 - Prefeitura de Santana de Parnaíba - SP - Professor de Artes – Artes Plásticas, Desenho, Grafite e Cartoon | INSTITUTO MAIS - 2022 - Prefeitura de Santana de Parnaíba - SP - Professor de Dança – Contemporânea e Ritmos | INSTITUTO MAIS - 2022 - Prefeitura de Santana de Parnaíba - SP - Professor de Música – Cavaco e Cavaquinho | INSTITUTO MAIS - 2022 - Prefeitura de Santana de Parnaíba - SP - Professor de Música – Saxofone | INSTITUTO MAIS - 2022 - Prefeitura de Santana de Parnaíba - SP - Professor de Música – Violão Popular | INSTITUTO MAIS - 2022 - Prefeitura de Santana de Parnaíba - SP - Professor de Teatro | INSTITUTO MAIS - 2022 - Prefeitura de Santana de Parnaíba - SP - Professor de Educação Básica II – PEB II – Educação Especial – Deficiência Intelectual | INSTITUTO MAIS - 2022 - Prefeitura de Santana de Parnaíba - SP - Professor de Educação Básica II – PEB II – Espanhol | INSTITUTO MAIS - 2022 - Prefeitura de Santana de Parnaíba - SP - Professor de Música – Violino | INSTITUTO MAIS - 2022 - Prefeitura de Santana de Parnaíba - SP - Analista em Gestão Pública |
Q2386493 Português

Leia a tirinha abaixo para responder à questão.

Assinale a alternativa cujos termos entre parêntesis substituam as palavras destacadas, em conformidade com a norma-padrão da Língua Portuguesa.
Alternativas
Ano: 2022 Banca: INSTITUTO MAIS Órgão: Prefeitura de Santana de Parnaíba - SP Provas: INSTITUTO MAIS - 2022 - Prefeitura de Santana de Parnaíba - SP - Professor de Educação Básica II – PEB II – Química | INSTITUTO MAIS - 2022 - Prefeitura de Santana de Parnaíba - SP - Professor de Educação Básica I – PEB I – Educação Infantil | INSTITUTO MAIS - 2022 - Prefeitura de Santana de Parnaíba - SP - Professor de Artes – Artes Plásticas, Desenho, Grafite e Cartoon | INSTITUTO MAIS - 2022 - Prefeitura de Santana de Parnaíba - SP - Professor de Dança – Contemporânea e Ritmos | INSTITUTO MAIS - 2022 - Prefeitura de Santana de Parnaíba - SP - Professor de Música – Cavaco e Cavaquinho | INSTITUTO MAIS - 2022 - Prefeitura de Santana de Parnaíba - SP - Professor de Música – Saxofone | INSTITUTO MAIS - 2022 - Prefeitura de Santana de Parnaíba - SP - Professor de Música – Violão Popular | INSTITUTO MAIS - 2022 - Prefeitura de Santana de Parnaíba - SP - Professor de Teatro | INSTITUTO MAIS - 2022 - Prefeitura de Santana de Parnaíba - SP - Professor de Educação Básica II – PEB II – Educação Especial – Deficiência Intelectual | INSTITUTO MAIS - 2022 - Prefeitura de Santana de Parnaíba - SP - Professor de Educação Básica II – PEB II – Espanhol | INSTITUTO MAIS - 2022 - Prefeitura de Santana de Parnaíba - SP - Professor de Música – Violino | INSTITUTO MAIS - 2022 - Prefeitura de Santana de Parnaíba - SP - Analista em Gestão Pública |
Q2386492 Português
       Ontem de noite, vivenciando uma potente imersão no pujante polo de produção intelectual chamado caixinha do chaveiro, me dei conta de uma questão linguística pouco discutida: número só muda o gênero até o dois. Um, uma, dois, duas. Três, tresa? Quatro, quatra? Cinca? Seisa? Seta? Oita? Nova? Nada.

        Por alguma razão para além dos estreitos limites da minha têmpera intelectual, uma laranja e um limão merecem ser tratados no feminino e no masculino. Mas se trouxerem pra roda família e amigos, possivelmente terão de se contentar com o genérico masculino. Por que será que o povo, este “inventa línguas”, acha importante tratar duas rebimbocas da parafuseta como moças e vinte e sete na indefinição?

        Tá, é verdade. Num país em que falta comida, justiça, caráter e tantos outros itens de primeira necessidade, a escassez mais grave certamente não é a de palavras. Mas é aquele negócio: mesmo numa guerra, tendo um tempinho, convém escovar os dentes. De modo que seguirei aqui tentando adubar a nossa querida flor do Lácio.


(PRATA, Antonio. Tresa, quatra, cinca. Folha
de São Paulo, 28.11. 2021. Adaptado).
Analise as frases abaixo para responder à questão .

“Ontem de noite, vivenciando uma ‘potente’ imersão no ‘pujante’ polo de produção intelectual chamado caixinha do chaveiro”.

“Mas é aquele negócio: mesmo numa guerra, tendo um tempinho, ‘convém’ escovar os dentes”.


Assinale a alternativa cujas palavras substituam, respectivamente, os termos destacados, conservando o mesmo sentido. 
Alternativas
Respostas
49461: C
49462: D
49463: A
49464: B
49465: C
49466: C
49467: C
49468: B
49469: B
49470: A
49471: C
49472: A
49473: D
49474: A
49475: C
49476: D
49477: B
49478: A
49479: B
49480: A