Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
Foram encontradas 127.509 questões
Texto 6 para responder às questões de 60 a 64.
---------------------O que é gramática?
1---------Num certo sentido, gramática é algo estático – é um
-----conjunto de descrições a respeito de uma língua. É nesse
-----sentido que a palavra é usada quando dizemos “a gramática
4----do Celso Cunha”, “a gramática do Rocha Lima”. Cada uma
-----dessas gramáticas tem suas propriedades específicas. A de
-----Rocha Lima é tida em geral como a mais normativa das
7----duas. A de Celso Cunha já é não normativa, mas
-----compartilha com a de Rocha Lima o caráter taxionômico,
-----porque arrola fatos e regras de estrutura linguística. Um
10---exemplo disso é o capítulo dessas gramáticas sobre
-----conjunções e tipos de orações. São apresentadas uma lista de
-----conjunções coordenativas e subordinativas e uma lista de
13---orações coordenadas e subordinadas. De qualquer modo,
-----gramática nesse sentido é um compêndio com descrições de
-----uma língua.
16--------Num outro sentido, gramática tem caráter dinâmico e
-----corresponde a um construto mental, que cada membro da
-----espécie humana desenvolve, desde que exposto a dados da
19---língua em questão, já que se trata aqui de gramática de uma
-----língua. [...] Quando se começa a refletir quanto a fatos de
-----língua, fica claro que os seres humanos nascem com uma
22---estrutura mental organizada de tal modo que torna a
-----aquisição de língua algo inevitável, inexorável. Podemos
-----chamar essa estrutura mental inata de diferentes nomes.
25---Muitos usam as expressões gramática universal, faculdade
26---de linguagem ou dispositivo de aquisição de língua.
------LOBATO, Lúcia. Linguística e Ensino de Línguas. Brasília:
-------------------------Editora UnB, 2015, com adaptações.
Considerando a tipologia e o gênero textual, assinale a alternativa correta.
Texto 4 para responder às questões de 41 a 55.
1-----------Prezado Ronaldo Fenômeno,
-----------Meu nome é Artur, mas pode me chamar de Pinguim
-----(depois explico). Jogo de centroavante no infantil do São
4---Cristóvão, moro no Rio de Janeiro, tenho 12 anos e sou seu
-----fã.
-----------Meu melhor amigo (nível 1) é o Parede, zagueiro do
7---nosso time. Meu outro melhor amigo (nível 2) se chama seu
-----Almeida, tem 60 anos e é meu vizinho lá na vila.
-----------Pra você ver a coincidência: moro numa casa de vila
10---que fica no bairro de Vila Isabel e ainda por cima morei
-----também na Vila da Penha e na Vila Valqueire antes de vir
-----pra cá. Por causa disso, o nosso técnico lá no São Cristóvão
13---vive dizendo que estou no time errado, devia jogar era no
-----Santos, que tem o campo dele na Vila Belmiro.
-----------Não acho graça nenhuma, sinceramente. Não é por
16---nada, não, só porque a piada é boba mesmo, não tem nada a
-----ver, mas toda vez que ele diz isso eu prefiro dar pelo menos
-----um risinho amarelo, pra ele não me colocar no banco, como
19---já aconteceu.
-----------O nosso técnico gosta de ser chamado de Professor.
-----Não fez faculdade nem nada, acho que ele nem terminou a
22---escola, mas todo técnico agora virou professor, você sabe, e
-----ai de quem chamar o nosso pelo nome de verdade, que eu
-----nem sei qual é, pensando bem.
25-------Sei que não pega bem ficar falando mal de técnico,
-----ainda mais que o nosso deve ganhar uma merreca por mês,
-----coitado, e deve estar ali porque gosta mesmo de futebol e
28---acho até que gosta um pouco da gente também, mas, cá
-----entre nós, técnico assim é duro de aturar, você não acha,
-----Ronaldo?
31-------Eu estava contando dos meus dois melhores amigos.
-----Foi por causa deles que resolvi escrever esta carta e espero
-----que ela chegue sã e salva aí na Espanha e você possa me
34---responder um dia. Só peço que não demore muito porque,
-----enquanto você não me escrever de volta contando a verdade
-----sobre o que vou perguntar, nunca vou poder mostrar pro
37---Parede que ele é um idiota, e eu gostaria muito de dizer isso
-----pra ele.
-----------Foi o Parede quem me sugeriu escrever esta carta e foi
40---o seu Almeida quem reforçou a ideia, lembrando que para
-----ser escritor precisa treinar muito, que nem jogador de
-----futebol, e uma boa forma de treinar pra escritor é escrevendo
43---carta, ele me disse.
-----------O seu Almeida é escritor, Ronaldo, já publicou um
-----montão de livros, mas pelo jeito não venderam muito porque
46---ele não é famoso nem nada e mora lá na casinha dele sem
-----luxo nenhum, vivendo nem sei bem de quê. O seu Almeida
-----sempre desconversa quando pergunto como ele ganha
49---dinheiro. Umas rendas aí, umas rendas aí, ele responde, e eu
-----fico sem entender xongas. Bandido eu sei que ele não é,
-----aposentado também não, pelo menos ele me diz que nunca
52---teve carteira assinada e meu tio Álvaro me disse que sem
-----carteira assinada não tem como se aposentar. Então, eu
54---realmente não sei, é um mistério.
CARNEIRO, Flávio. Prezado Ronaldo.----------------------------------------------------------------------------------
São Paulo: Edições SM, 2. ed., 2017, com adaptações.---------------------------------------------------------------------------------
A palavra “carteira” (linhas 52 e 53), no texto, corresponde a um documento oficial. Em outros contextos, no entanto, esse vocábulo pode adquirir outros sentidos, tais como mesa escolar, acessório para guardar dinheiro, entre outros. Esse fenômeno que denota os variados sentidos que uma mesma palavra pode adquirir denomina-se
Texto 4 para responder às questões de 41 a 55.
1-----------Prezado Ronaldo Fenômeno,
-----------Meu nome é Artur, mas pode me chamar de Pinguim
-----(depois explico). Jogo de centroavante no infantil do São
4---Cristóvão, moro no Rio de Janeiro, tenho 12 anos e sou seu
-----fã.
-----------Meu melhor amigo (nível 1) é o Parede, zagueiro do
7---nosso time. Meu outro melhor amigo (nível 2) se chama seu
-----Almeida, tem 60 anos e é meu vizinho lá na vila.
-----------Pra você ver a coincidência: moro numa casa de vila
10---que fica no bairro de Vila Isabel e ainda por cima morei
-----também na Vila da Penha e na Vila Valqueire antes de vir
-----pra cá. Por causa disso, o nosso técnico lá no São Cristóvão
13---vive dizendo que estou no time errado, devia jogar era no
-----Santos, que tem o campo dele na Vila Belmiro.
-----------Não acho graça nenhuma, sinceramente. Não é por
16---nada, não, só porque a piada é boba mesmo, não tem nada a
-----ver, mas toda vez que ele diz isso eu prefiro dar pelo menos
-----um risinho amarelo, pra ele não me colocar no banco, como
19---já aconteceu.
-----------O nosso técnico gosta de ser chamado de Professor.
-----Não fez faculdade nem nada, acho que ele nem terminou a
22---escola, mas todo técnico agora virou professor, você sabe, e
-----ai de quem chamar o nosso pelo nome de verdade, que eu
-----nem sei qual é, pensando bem.
25-------Sei que não pega bem ficar falando mal de técnico,
-----ainda mais que o nosso deve ganhar uma merreca por mês,
-----coitado, e deve estar ali porque gosta mesmo de futebol e
28---acho até que gosta um pouco da gente também, mas, cá
-----entre nós, técnico assim é duro de aturar, você não acha,
-----Ronaldo?
31-------Eu estava contando dos meus dois melhores amigos.
-----Foi por causa deles que resolvi escrever esta carta e espero
-----que ela chegue sã e salva aí na Espanha e você possa me
34---responder um dia. Só peço que não demore muito porque,
-----enquanto você não me escrever de volta contando a verdade
-----sobre o que vou perguntar, nunca vou poder mostrar pro
37---Parede que ele é um idiota, e eu gostaria muito de dizer isso
-----pra ele.
-----------Foi o Parede quem me sugeriu escrever esta carta e foi
40---o seu Almeida quem reforçou a ideia, lembrando que para
-----ser escritor precisa treinar muito, que nem jogador de
-----futebol, e uma boa forma de treinar pra escritor é escrevendo
43---carta, ele me disse.
-----------O seu Almeida é escritor, Ronaldo, já publicou um
-----montão de livros, mas pelo jeito não venderam muito porque
46---ele não é famoso nem nada e mora lá na casinha dele sem
-----luxo nenhum, vivendo nem sei bem de quê. O seu Almeida
-----sempre desconversa quando pergunto como ele ganha
49---dinheiro. Umas rendas aí, umas rendas aí, ele responde, e eu
-----fico sem entender xongas. Bandido eu sei que ele não é,
-----aposentado também não, pelo menos ele me diz que nunca
52---teve carteira assinada e meu tio Álvaro me disse que sem
-----carteira assinada não tem como se aposentar. Então, eu
54---realmente não sei, é um mistério.
CARNEIRO, Flávio. Prezado Ronaldo.----------------------------------------------------------------------------------
São Paulo: Edições SM, 2. ed., 2017, com adaptações.---------------------------------------------------------------------------------
No texto, o sentido da palavra “xongas” (linha 50) é
Texto 4 para responder às questões de 41 a 55.
1-----------Prezado Ronaldo Fenômeno,
-----------Meu nome é Artur, mas pode me chamar de Pinguim
-----(depois explico). Jogo de centroavante no infantil do São
4---Cristóvão, moro no Rio de Janeiro, tenho 12 anos e sou seu
-----fã.
-----------Meu melhor amigo (nível 1) é o Parede, zagueiro do
7---nosso time. Meu outro melhor amigo (nível 2) se chama seu
-----Almeida, tem 60 anos e é meu vizinho lá na vila.
-----------Pra você ver a coincidência: moro numa casa de vila
10---que fica no bairro de Vila Isabel e ainda por cima morei
-----também na Vila da Penha e na Vila Valqueire antes de vir
-----pra cá. Por causa disso, o nosso técnico lá no São Cristóvão
13---vive dizendo que estou no time errado, devia jogar era no
-----Santos, que tem o campo dele na Vila Belmiro.
-----------Não acho graça nenhuma, sinceramente. Não é por
16---nada, não, só porque a piada é boba mesmo, não tem nada a
-----ver, mas toda vez que ele diz isso eu prefiro dar pelo menos
-----um risinho amarelo, pra ele não me colocar no banco, como
19---já aconteceu.
-----------O nosso técnico gosta de ser chamado de Professor.
-----Não fez faculdade nem nada, acho que ele nem terminou a
22---escola, mas todo técnico agora virou professor, você sabe, e
-----ai de quem chamar o nosso pelo nome de verdade, que eu
-----nem sei qual é, pensando bem.
25-------Sei que não pega bem ficar falando mal de técnico,
-----ainda mais que o nosso deve ganhar uma merreca por mês,
-----coitado, e deve estar ali porque gosta mesmo de futebol e
28---acho até que gosta um pouco da gente também, mas, cá
-----entre nós, técnico assim é duro de aturar, você não acha,
-----Ronaldo?
31-------Eu estava contando dos meus dois melhores amigos.
-----Foi por causa deles que resolvi escrever esta carta e espero
-----que ela chegue sã e salva aí na Espanha e você possa me
34---responder um dia. Só peço que não demore muito porque,
-----enquanto você não me escrever de volta contando a verdade
-----sobre o que vou perguntar, nunca vou poder mostrar pro
37---Parede que ele é um idiota, e eu gostaria muito de dizer isso
-----pra ele.
-----------Foi o Parede quem me sugeriu escrever esta carta e foi
40---o seu Almeida quem reforçou a ideia, lembrando que para
-----ser escritor precisa treinar muito, que nem jogador de
-----futebol, e uma boa forma de treinar pra escritor é escrevendo
43---carta, ele me disse.
-----------O seu Almeida é escritor, Ronaldo, já publicou um
-----montão de livros, mas pelo jeito não venderam muito porque
46---ele não é famoso nem nada e mora lá na casinha dele sem
-----luxo nenhum, vivendo nem sei bem de quê. O seu Almeida
-----sempre desconversa quando pergunto como ele ganha
49---dinheiro. Umas rendas aí, umas rendas aí, ele responde, e eu
-----fico sem entender xongas. Bandido eu sei que ele não é,
-----aposentado também não, pelo menos ele me diz que nunca
52---teve carteira assinada e meu tio Álvaro me disse que sem
-----carteira assinada não tem como se aposentar. Então, eu
54---realmente não sei, é um mistério.
CARNEIRO, Flávio. Prezado Ronaldo.----------------------------------------------------------------------------------
São Paulo: Edições SM, 2. ed., 2017, com adaptações.---------------------------------------------------------------------------------
Qual expressão foi empregada, no texto, com sentido conotativo?
Texto 4 para responder às questões de 41 a 55.
1-----------Prezado Ronaldo Fenômeno,
-----------Meu nome é Artur, mas pode me chamar de Pinguim
-----(depois explico). Jogo de centroavante no infantil do São
4---Cristóvão, moro no Rio de Janeiro, tenho 12 anos e sou seu
-----fã.
-----------Meu melhor amigo (nível 1) é o Parede, zagueiro do
7---nosso time. Meu outro melhor amigo (nível 2) se chama seu
-----Almeida, tem 60 anos e é meu vizinho lá na vila.
-----------Pra você ver a coincidência: moro numa casa de vila
10---que fica no bairro de Vila Isabel e ainda por cima morei
-----também na Vila da Penha e na Vila Valqueire antes de vir
-----pra cá. Por causa disso, o nosso técnico lá no São Cristóvão
13---vive dizendo que estou no time errado, devia jogar era no
-----Santos, que tem o campo dele na Vila Belmiro.
-----------Não acho graça nenhuma, sinceramente. Não é por
16---nada, não, só porque a piada é boba mesmo, não tem nada a
-----ver, mas toda vez que ele diz isso eu prefiro dar pelo menos
-----um risinho amarelo, pra ele não me colocar no banco, como
19---já aconteceu.
-----------O nosso técnico gosta de ser chamado de Professor.
-----Não fez faculdade nem nada, acho que ele nem terminou a
22---escola, mas todo técnico agora virou professor, você sabe, e
-----ai de quem chamar o nosso pelo nome de verdade, que eu
-----nem sei qual é, pensando bem.
25-------Sei que não pega bem ficar falando mal de técnico,
-----ainda mais que o nosso deve ganhar uma merreca por mês,
-----coitado, e deve estar ali porque gosta mesmo de futebol e
28---acho até que gosta um pouco da gente também, mas, cá
-----entre nós, técnico assim é duro de aturar, você não acha,
-----Ronaldo?
31-------Eu estava contando dos meus dois melhores amigos.
-----Foi por causa deles que resolvi escrever esta carta e espero
-----que ela chegue sã e salva aí na Espanha e você possa me
34---responder um dia. Só peço que não demore muito porque,
-----enquanto você não me escrever de volta contando a verdade
-----sobre o que vou perguntar, nunca vou poder mostrar pro
37---Parede que ele é um idiota, e eu gostaria muito de dizer isso
-----pra ele.
-----------Foi o Parede quem me sugeriu escrever esta carta e foi
40---o seu Almeida quem reforçou a ideia, lembrando que para
-----ser escritor precisa treinar muito, que nem jogador de
-----futebol, e uma boa forma de treinar pra escritor é escrevendo
43---carta, ele me disse.
-----------O seu Almeida é escritor, Ronaldo, já publicou um
-----montão de livros, mas pelo jeito não venderam muito porque
46---ele não é famoso nem nada e mora lá na casinha dele sem
-----luxo nenhum, vivendo nem sei bem de quê. O seu Almeida
-----sempre desconversa quando pergunto como ele ganha
49---dinheiro. Umas rendas aí, umas rendas aí, ele responde, e eu
-----fico sem entender xongas. Bandido eu sei que ele não é,
-----aposentado também não, pelo menos ele me diz que nunca
52---teve carteira assinada e meu tio Álvaro me disse que sem
-----carteira assinada não tem como se aposentar. Então, eu
54---realmente não sei, é um mistério.
CARNEIRO, Flávio. Prezado Ronaldo.----------------------------------------------------------------------------------
São Paulo: Edições SM, 2. ed., 2017, com adaptações.---------------------------------------------------------------------------------
A função da linguagem predominante no texto é a
Texto 4 para responder às questões de 41 a 55.
1-----------Prezado Ronaldo Fenômeno,
-----------Meu nome é Artur, mas pode me chamar de Pinguim
-----(depois explico). Jogo de centroavante no infantil do São
4---Cristóvão, moro no Rio de Janeiro, tenho 12 anos e sou seu
-----fã.
-----------Meu melhor amigo (nível 1) é o Parede, zagueiro do
7---nosso time. Meu outro melhor amigo (nível 2) se chama seu
-----Almeida, tem 60 anos e é meu vizinho lá na vila.
-----------Pra você ver a coincidência: moro numa casa de vila
10---que fica no bairro de Vila Isabel e ainda por cima morei
-----também na Vila da Penha e na Vila Valqueire antes de vir
-----pra cá. Por causa disso, o nosso técnico lá no São Cristóvão
13---vive dizendo que estou no time errado, devia jogar era no
-----Santos, que tem o campo dele na Vila Belmiro.
-----------Não acho graça nenhuma, sinceramente. Não é por
16---nada, não, só porque a piada é boba mesmo, não tem nada a
-----ver, mas toda vez que ele diz isso eu prefiro dar pelo menos
-----um risinho amarelo, pra ele não me colocar no banco, como
19---já aconteceu.
-----------O nosso técnico gosta de ser chamado de Professor.
-----Não fez faculdade nem nada, acho que ele nem terminou a
22---escola, mas todo técnico agora virou professor, você sabe, e
-----ai de quem chamar o nosso pelo nome de verdade, que eu
-----nem sei qual é, pensando bem.
25-------Sei que não pega bem ficar falando mal de técnico,
-----ainda mais que o nosso deve ganhar uma merreca por mês,
-----coitado, e deve estar ali porque gosta mesmo de futebol e
28---acho até que gosta um pouco da gente também, mas, cá
-----entre nós, técnico assim é duro de aturar, você não acha,
-----Ronaldo?
31-------Eu estava contando dos meus dois melhores amigos.
-----Foi por causa deles que resolvi escrever esta carta e espero
-----que ela chegue sã e salva aí na Espanha e você possa me
34---responder um dia. Só peço que não demore muito porque,
-----enquanto você não me escrever de volta contando a verdade
-----sobre o que vou perguntar, nunca vou poder mostrar pro
37---Parede que ele é um idiota, e eu gostaria muito de dizer isso
-----pra ele.
-----------Foi o Parede quem me sugeriu escrever esta carta e foi
40---o seu Almeida quem reforçou a ideia, lembrando que para
-----ser escritor precisa treinar muito, que nem jogador de
-----futebol, e uma boa forma de treinar pra escritor é escrevendo
43---carta, ele me disse.
-----------O seu Almeida é escritor, Ronaldo, já publicou um
-----montão de livros, mas pelo jeito não venderam muito porque
46---ele não é famoso nem nada e mora lá na casinha dele sem
-----luxo nenhum, vivendo nem sei bem de quê. O seu Almeida
-----sempre desconversa quando pergunto como ele ganha
49---dinheiro. Umas rendas aí, umas rendas aí, ele responde, e eu
-----fico sem entender xongas. Bandido eu sei que ele não é,
-----aposentado também não, pelo menos ele me diz que nunca
52---teve carteira assinada e meu tio Álvaro me disse que sem
-----carteira assinada não tem como se aposentar. Então, eu
54---realmente não sei, é um mistério.
CARNEIRO, Flávio. Prezado Ronaldo.----------------------------------------------------------------------------------
São Paulo: Edições SM, 2. ed., 2017, com adaptações.---------------------------------------------------------------------------------
Qual é a figura de linguagem presente no trecho “Sei que não pega bem ficar falando mal de técnico” (linha 25)?
Texto 4 para responder às questões de 41 a 55.
1-----------Prezado Ronaldo Fenômeno,
-----------Meu nome é Artur, mas pode me chamar de Pinguim
-----(depois explico). Jogo de centroavante no infantil do São
4---Cristóvão, moro no Rio de Janeiro, tenho 12 anos e sou seu
-----fã.
-----------Meu melhor amigo (nível 1) é o Parede, zagueiro do
7---nosso time. Meu outro melhor amigo (nível 2) se chama seu
-----Almeida, tem 60 anos e é meu vizinho lá na vila.
-----------Pra você ver a coincidência: moro numa casa de vila
10---que fica no bairro de Vila Isabel e ainda por cima morei
-----também na Vila da Penha e na Vila Valqueire antes de vir
-----pra cá. Por causa disso, o nosso técnico lá no São Cristóvão
13---vive dizendo que estou no time errado, devia jogar era no
-----Santos, que tem o campo dele na Vila Belmiro.
-----------Não acho graça nenhuma, sinceramente. Não é por
16---nada, não, só porque a piada é boba mesmo, não tem nada a
-----ver, mas toda vez que ele diz isso eu prefiro dar pelo menos
-----um risinho amarelo, pra ele não me colocar no banco, como
19---já aconteceu.
-----------O nosso técnico gosta de ser chamado de Professor.
-----Não fez faculdade nem nada, acho que ele nem terminou a
22---escola, mas todo técnico agora virou professor, você sabe, e
-----ai de quem chamar o nosso pelo nome de verdade, que eu
-----nem sei qual é, pensando bem.
25-------Sei que não pega bem ficar falando mal de técnico,
-----ainda mais que o nosso deve ganhar uma merreca por mês,
-----coitado, e deve estar ali porque gosta mesmo de futebol e
28---acho até que gosta um pouco da gente também, mas, cá
-----entre nós, técnico assim é duro de aturar, você não acha,
-----Ronaldo?
31-------Eu estava contando dos meus dois melhores amigos.
-----Foi por causa deles que resolvi escrever esta carta e espero
-----que ela chegue sã e salva aí na Espanha e você possa me
34---responder um dia. Só peço que não demore muito porque,
-----enquanto você não me escrever de volta contando a verdade
-----sobre o que vou perguntar, nunca vou poder mostrar pro
37---Parede que ele é um idiota, e eu gostaria muito de dizer isso
-----pra ele.
-----------Foi o Parede quem me sugeriu escrever esta carta e foi
40---o seu Almeida quem reforçou a ideia, lembrando que para
-----ser escritor precisa treinar muito, que nem jogador de
-----futebol, e uma boa forma de treinar pra escritor é escrevendo
43---carta, ele me disse.
-----------O seu Almeida é escritor, Ronaldo, já publicou um
-----montão de livros, mas pelo jeito não venderam muito porque
46---ele não é famoso nem nada e mora lá na casinha dele sem
-----luxo nenhum, vivendo nem sei bem de quê. O seu Almeida
-----sempre desconversa quando pergunto como ele ganha
49---dinheiro. Umas rendas aí, umas rendas aí, ele responde, e eu
-----fico sem entender xongas. Bandido eu sei que ele não é,
-----aposentado também não, pelo menos ele me diz que nunca
52---teve carteira assinada e meu tio Álvaro me disse que sem
-----carteira assinada não tem como se aposentar. Então, eu
54---realmente não sei, é um mistério.
CARNEIRO, Flávio. Prezado Ronaldo.----------------------------------------------------------------------------------
São Paulo: Edições SM, 2. ed., 2017, com adaptações.---------------------------------------------------------------------------------
Na carta que escreve para o jogador Ronaldo Fenômeno, Artur (ou Pinguim) utiliza predominantemente um tipo específico de registro da linguagem.
Assinale a alternativa que corresponde a esse tipo de registro.
Texto 3 para responder às questões 9 e 10.
-
1--------Um dos espaços para a transmissão de valores é a sala
de aula, desde os balbucios do jardim de infância até a
cátedra pós-universitária. Para isso, devemos ter consciência
4--da relevância da atividade diária da aula como um espaço de
vivência exemplar e habitual dos valores a que aspiramos e
que sejam definidos socialmente. O primeiro passo consiste
7--em dar-nos conta da importância de que, como professores,
praticamos esses valores em todos os momentos, já que são
eles que nos dão uma verdadeira qualidade humana. Nossa
10--sociedade necessita, portanto, reencontrar o ser humano e
sua essência como objetivo central e, partindo dessa visão,
avançar na busca de seu bem-estar e felicidade em interação
13--harmônica com a natureza.
-
PUEBLA, Eugênia. Educar com o coração: uma educação que
desenvolve a intuição. São Paulo: Petrópolis, 1997, com adaptações.
De acordo com o texto, o professor
Texto 2 para responder às questões 7 e 8.
-
1--------No Brasil, a partir da década de 1970, sob um forte
discurso de democratização da escola, determinante da
ampliação do número de vagas, começam as preocupações
4-_com o fracasso escolar, principalmente de grupos
minoritários, o que gerou o aumento da oferta de serviços
diferenciados para atender às diferentes demandas. Os
7--vários enfoques pedagógicos buscam então reduzir a
distância funcional na utilização conjunta dos recursos
educacionais.
10-------Nesse período, segundo especialistas na área, e sob a
influência desse modelo, surgiu uma resposta mais
contundente do poder público à questão das deficiências.
13--Em decorrência da ampliação do acesso à escola para a
população em geral, e mesmo diante das críticas
direcionadas à análise dos processos de produção do
16--fracasso escolar, assistiremos à consequente implantação
das classes especiais nas escolas básicas públicas.
------Hoje, a inclusão no sistema de ensino regular é uma
19--diretriz constitucional, e os documentos direcionam-se
especificamente para a ênfase em uma mudança de
paradigma – da integração à inclusão – e para a construção
22--de uma escola inclusiva para os diferentes níveis.
-
PAN, Miriam. O direito à diferença: uma reflexão sobre deficiência intelectual e
educação inclusiva. Curitiba: InterSaberes, 2013, com adaptações.
Com relação à tipologia e ao tema, assinale a alternativa correta.
Texto 1 para responder às questões de 1 a 5.
-
1-----------A violência e as violações de direitos de meninas e
meninos perpassam de muitas maneiras a escola, que pode
tanto ser produtora desse fenômeno como pode ser
4---impactada por ele.
-------Mais de 2,8 milhões de crianças e adolescentes de 4 a
17 anos de idade estavam fora da escola no País, em 2015.
7-- Essa exclusão tem rosto e endereço: trata-se de meninas e
meninos que vivem em domicílios com renda per capita de
até meio salário mínimo (53%), cuja maioria é negra e
10--possui direitos violados também em outras áreas, tais como
saúde, assistência social e proteção.
-------A exclusão escolar faz com que muitas dessas
13--crianças e adolescentes, quando conseguem retornar para a
escola, estejam em situação de atraso escolar. Quase 6,5
milhões de estudantes da educação básica pública estavam,
16--em 2018, em distorção idade-série no País, ou seja,
possuíam dois ou mais anos de atraso escolar. O perfil de
vulnerabilidade se fortalece, e milhões de crianças e
19--adolescentes ficam atados ao ciclo do fracasso escolar.
-------Estudo do Unicef a respeito dos homicídios de
adolescentes no estado do Ceará verificou que mais de 70%
22--dos adolescentes que foram assassinados em 2015, nas sete
cidades cearenses pesquisadas, estavam fora da escola há
pelo menos seis meses.
25-----------A evasão escolar e o baixo número de anos de estudo
colaboram para a vulnerabilidade de crianças e adolescentes,
o que aumenta suas chances de vitimização.
28-----------Esses dados indicam a importância do papel da
educação na proteção de crianças e de adolescentes contra
as violências. Contudo, a educação por si só não consegue
31--enfrentar a complexidade desse fenômeno, que reivindica a
participação de diversas políticas públicas, tais como as de
assistência social, saúde, segurança pública, cultura, entre
34--outras.
-
Disponível em: <https://www.unicef.org/brazil/relatorios/educacao-que
protege-contra-violencia>. Acesso em: 30 jul. 2022 (fragmento),
com adaptações.
O sentido e a correção do texto seriam mantidos caso o vocábulo “atados” (linha 19) fosse substituído por
Texto 1 para responder às questões de 1 a 5.
-
1-----------A violência e as violações de direitos de meninas e
meninos perpassam de muitas maneiras a escola, que pode
tanto ser produtora desse fenômeno como pode ser
4---impactada por ele.
-------Mais de 2,8 milhões de crianças e adolescentes de 4 a
17 anos de idade estavam fora da escola no País, em 2015.
7-- Essa exclusão tem rosto e endereço: trata-se de meninas e
meninos que vivem em domicílios com renda per capita de
até meio salário mínimo (53%), cuja maioria é negra e
10--possui direitos violados também em outras áreas, tais como
saúde, assistência social e proteção.
-------A exclusão escolar faz com que muitas dessas
13--crianças e adolescentes, quando conseguem retornar para a
escola, estejam em situação de atraso escolar. Quase 6,5
milhões de estudantes da educação básica pública estavam,
16--em 2018, em distorção idade-série no País, ou seja,
possuíam dois ou mais anos de atraso escolar. O perfil de
vulnerabilidade se fortalece, e milhões de crianças e
19--adolescentes ficam atados ao ciclo do fracasso escolar.
-------Estudo do Unicef a respeito dos homicídios de
adolescentes no estado do Ceará verificou que mais de 70%
22--dos adolescentes que foram assassinados em 2015, nas sete
cidades cearenses pesquisadas, estavam fora da escola há
pelo menos seis meses.
25-----------A evasão escolar e o baixo número de anos de estudo
colaboram para a vulnerabilidade de crianças e adolescentes,
o que aumenta suas chances de vitimização.
28-----------Esses dados indicam a importância do papel da
educação na proteção de crianças e de adolescentes contra
as violências. Contudo, a educação por si só não consegue
31--enfrentar a complexidade desse fenômeno, que reivindica a
participação de diversas políticas públicas, tais como as de
assistência social, saúde, segurança pública, cultura, entre
34--outras.
-
Disponível em: <https://www.unicef.org/brazil/relatorios/educacao-que
protege-contra-violencia>. Acesso em: 30 jul. 2022 (fragmento),
com adaptações.
Com base na leitura do texto, acerca da violência sofrida por crianças e adolescentes, assinale a alternativa correta.
Leia o poema a seguir.
A Carlos Drummond de Andrade
João Cabral de Melo Neto
Não há guarda-chuva
contra o poema
subindo de regiões onde tudo é surpresa
como uma flor mesmo num canteiro.
Não há guarda-chuva
contra o amor
que mastiga e cospe como qualquer boca,
que tritura como um desastre.
Não há guarda-chuva
contra o tédio:
o tédio das quatro paredes, das quatro
estações, dos quatro pontos cardeais.
Não há guarda-chuva
contra o mundo
cada dia devorado nos jornais
sob as espécies de papel e tinta.
Não há guarda-chuva
contra o tempo,
rio fluindo sob a casa, correnteza
carregando os dias, os cabelos.
Disponível em: www.revistaprosaversoearte.com/joao-cabral-
de-melo-neto-poemas. Acesso em: 10 maio 2022.
Nas afirmativas a seguir, são feitas algumas inferências sobre o conteúdo do poema.
I. A inspiração poética pode surgir sob condições adversas.
II. As limitações cíclicas de tempo e espaço não são superáveis.
III. O amor é efêmero e dilacerante.
IV. O tempo produz experiências que culminam em sabedoria.
De acordo com o texto, estão corretas as afirmativas
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 4.
Números, números, números
Há no mundo 1,35 bilhão de bois e vacas. Criamos 930 milhões de porcos, 1,7 bilhão de ovelhas e cabras, 1,4 bilhão de patos, gansos e perus, 170 milhões de búfalos. Some todos eles e temos uma população de animais quase equivalente à humana dedicando sua vida a nos alimentar – involuntariamente, é claro. E isso porque ainda não incluímos na conta a população de frangos e galinhas abastecendo a Terra de ovos e carne branca: 14,85 bilhões.
A indústria da carne é responsável por 18% das emissões de gases do efeito estufa, embora represente menos de 2% do PIB mundial. Na China o consumo anual de carne por habitante cresceu 55% em dez anos. A soja da América Latina vai na maior parte para a China. A China compra terras na África para este fim e outros alimentos.
O rendimento da produção de carne apresenta um grande desequilíbrio com relação ao dos cereais: são necessários pelo menos 7 quilos de grãos para fornecer 1 quilo de carne de vaca, 4 para 1 de carne de porco, 2 para 1 de carne de frango. As pastagens ocupam 68% das terras agrícolas (25% já degradadas) e a forragem, 35% das terras aráveis. No total, 78% das terras agrícolas são reservadas ao gado.
O Banco Mundial, aliás, informava em fevereiro de 2011 que “os preços mundiais dos alimentos estão prestes a atingir um nível perigoso e constituem uma ameaça para as dezenas de milhões de pobres em todos os continentes. Essa alta já começa a empurrar milhões de pessoas para a pobreza e a exercer pressão sobre os mais vulneráveis, que gastam pelo menos metade de seus salários com comida”.
E é na América do Sul que, ultimamente, os transtornos têm sido mais violentos. Reina no continente a pastagem em grande escala, deixando em seu rastro terras estéreis e saturadas de dejetos animais. Para adquirir mais terras, os produtores não hesitam em recorrer ao desmatamento ilegal, sobretudo no Brasil. Maior produtor e exportador de carne bovina e couro, o país domina, sozinho, 30% do mercado mundial, com 2,2 milhões de toneladas de carne exportadas por ano, principalmente para a Rússia e a União Europeia. Uma pesquisa feita pelo Greenpeace e publicada em 2009 mostra que o rebanho brasileiro – pelo menos 200 milhões de cabeças – é responsável por 80% do desmatamento da Amazônia. Isso representa10 milhões de hectares de floresta destruídos em dez anos – para enorme prejuízo dos pequenos agricultores e dos indígenas que foram e continuam sendo acossados por essas gigantescas máquinas de produção. Há quatro décadas, a ONG Survival não cessa de denunciar o massacre, pelos criadores de gado, dos índios que vivem na floresta brasileira.
Revista Manuelzão/UFMG – 2018.
Releia o seguinte trecho.
“Isso representa 10 milhões de hectares de floresta destruídos em dez anos – para enorme prejuízo dos pequenos agricultores e dos indígenas que foram e continuam sendo acossados por essas gigantescas máquinas de produção.”
A palavra em destaque significa:
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 4.
Números, números, números
Há no mundo 1,35 bilhão de bois e vacas. Criamos 930 milhões de porcos, 1,7 bilhão de ovelhas e cabras, 1,4 bilhão de patos, gansos e perus, 170 milhões de búfalos. Some todos eles e temos uma população de animais quase equivalente à humana dedicando sua vida a nos alimentar – involuntariamente, é claro. E isso porque ainda não incluímos na conta a população de frangos e galinhas abastecendo a Terra de ovos e carne branca: 14,85 bilhões.
A indústria da carne é responsável por 18% das emissões de gases do efeito estufa, embora represente menos de 2% do PIB mundial. Na China o consumo anual de carne por habitante cresceu 55% em dez anos. A soja da América Latina vai na maior parte para a China. A China compra terras na África para este fim e outros alimentos.
O rendimento da produção de carne apresenta um grande desequilíbrio com relação ao dos cereais: são necessários pelo menos 7 quilos de grãos para fornecer 1 quilo de carne de vaca, 4 para 1 de carne de porco, 2 para 1 de carne de frango. As pastagens ocupam 68% das terras agrícolas (25% já degradadas) e a forragem, 35% das terras aráveis. No total, 78% das terras agrícolas são reservadas ao gado.
O Banco Mundial, aliás, informava em fevereiro de 2011 que “os preços mundiais dos alimentos estão prestes a atingir um nível perigoso e constituem uma ameaça para as dezenas de milhões de pobres em todos os continentes. Essa alta já começa a empurrar milhões de pessoas para a pobreza e a exercer pressão sobre os mais vulneráveis, que gastam pelo menos metade de seus salários com comida”.
E é na América do Sul que, ultimamente, os transtornos têm sido mais violentos. Reina no continente a pastagem em grande escala, deixando em seu rastro terras estéreis e saturadas de dejetos animais. Para adquirir mais terras, os produtores não hesitam em recorrer ao desmatamento ilegal, sobretudo no Brasil. Maior produtor e exportador de carne bovina e couro, o país domina, sozinho, 30% do mercado mundial, com 2,2 milhões de toneladas de carne exportadas por ano, principalmente para a Rússia e a União Europeia. Uma pesquisa feita pelo Greenpeace e publicada em 2009 mostra que o rebanho brasileiro – pelo menos 200 milhões de cabeças – é responsável por 80% do desmatamento da Amazônia. Isso representa10 milhões de hectares de floresta destruídos em dez anos – para enorme prejuízo dos pequenos agricultores e dos indígenas que foram e continuam sendo acossados por essas gigantescas máquinas de produção. Há quatro décadas, a ONG Survival não cessa de denunciar o massacre, pelos criadores de gado, dos índios que vivem na floresta brasileira.
Revista Manuelzão/UFMG – 2018.
Releia o seguinte trecho.
“A indústria da carne é responsável por 18% das emissões de gases do efeito estufa, embora represente menos de 2% do PIB mundial”.
Assinale a alternativa em que esse trecho foi reescrito de forma coerente e coesa, de acordo com o sentido que ele tem no texto.
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 4.
Números, números, números
Há no mundo 1,35 bilhão de bois e vacas. Criamos 930 milhões de porcos, 1,7 bilhão de ovelhas e cabras, 1,4 bilhão de patos, gansos e perus, 170 milhões de búfalos. Some todos eles e temos uma população de animais quase equivalente à humana dedicando sua vida a nos alimentar – involuntariamente, é claro. E isso porque ainda não incluímos na conta a população de frangos e galinhas abastecendo a Terra de ovos e carne branca: 14,85 bilhões.
A indústria da carne é responsável por 18% das emissões de gases do efeito estufa, embora represente menos de 2% do PIB mundial. Na China o consumo anual de carne por habitante cresceu 55% em dez anos. A soja da América Latina vai na maior parte para a China. A China compra terras na África para este fim e outros alimentos.
O rendimento da produção de carne apresenta um grande desequilíbrio com relação ao dos cereais: são necessários pelo menos 7 quilos de grãos para fornecer 1 quilo de carne de vaca, 4 para 1 de carne de porco, 2 para 1 de carne de frango. As pastagens ocupam 68% das terras agrícolas (25% já degradadas) e a forragem, 35% das terras aráveis. No total, 78% das terras agrícolas são reservadas ao gado.
O Banco Mundial, aliás, informava em fevereiro de 2011 que “os preços mundiais dos alimentos estão prestes a atingir um nível perigoso e constituem uma ameaça para as dezenas de milhões de pobres em todos os continentes. Essa alta já começa a empurrar milhões de pessoas para a pobreza e a exercer pressão sobre os mais vulneráveis, que gastam pelo menos metade de seus salários com comida”.
E é na América do Sul que, ultimamente, os transtornos têm sido mais violentos. Reina no continente a pastagem em grande escala, deixando em seu rastro terras estéreis e saturadas de dejetos animais. Para adquirir mais terras, os produtores não hesitam em recorrer ao desmatamento ilegal, sobretudo no Brasil. Maior produtor e exportador de carne bovina e couro, o país domina, sozinho, 30% do mercado mundial, com 2,2 milhões de toneladas de carne exportadas por ano, principalmente para a Rússia e a União Europeia. Uma pesquisa feita pelo Greenpeace e publicada em 2009 mostra que o rebanho brasileiro – pelo menos 200 milhões de cabeças – é responsável por 80% do desmatamento da Amazônia. Isso representa10 milhões de hectares de floresta destruídos em dez anos – para enorme prejuízo dos pequenos agricultores e dos indígenas que foram e continuam sendo acossados por essas gigantescas máquinas de produção. Há quatro décadas, a ONG Survival não cessa de denunciar o massacre, pelos criadores de gado, dos índios que vivem na floresta brasileira.
Revista Manuelzão/UFMG – 2018.
De acordo com o texto, a produção de carne
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 5.
Gigantes da tecnologia se preparam para crise econômica
O congelamento das contratações no setor de tecnologia e as previsões pessimistas representam um forte contraste à reputação tradicionalmente protegida das empresas de tecnologia. Durante a última década, essas companhias cresceram bastante, contratando dezenas de milhares de trabalhadores e acumulando enormes reservas financeiras. Os preços das ações de empresas como Amazon, Microsoft, Apple e Google seguiram em direção ao céu, dominando as bolsas de valores e enriquecendo muitos investidores.
Como algumas das empresas mais valiosas do mundo, elas também exercem grande influência nas percepções da economia, em parte devido à natureza de suas atividades, que dependem de cliques e gastos do consumidor. Qualquer queda na demanda de produtos vendidos pela Amazon, pela Tesla, ou pela Apple, assim como menos anúncios comprados no Instagram ou na pesquisa do Google, causa temores em outras esferas da economia.
Há meses o setor de tecnologia dá sinais de que os tempos de prosperidade chegam ao fim. A Amazon foi uma das primeiras gigantes da tecnologia a alertar, no início deste ano, que tinha contratado trabalhadores demais para seus armazéns e construído instalações em excesso ao antecipar uma maior demanda dos clientes que, em vez disso, começou a diminuir logo após o fim do lockdown provocado pela pandemia.
Gigantes da tecnologia se preparam para crise econômica (estadao.com.br). Adaptado.
Assinale a opção CORRETA de acordo com o texto.
Observe a charge abaixo e responda:
http://www.mundoeducacao.com/upload/conteudo/tirinha-da- mafalda(1).jpg
No terceiro quadrinho a fala do personagem poderia ser substituída mantendo o sentido por:
Leia o texto abaixo para responder as questões 22 e 23.
A escola que não ensina
Os índices de educação no Brasil continuam a trazer más surpresas. Muitos falam no aumento da quantidade de crianças e jovens que vão às escolas. Mas por trás desse avanço do ingresso de alunos ainda estão muitas distorções. O IBGE revelou na semana passada que mais de 2,1 milhões de estudantes, com idade entre sete e 14 anos, podem ser considerados analfabetos. Em outras palavras: são jovens que frequentam ou estão matriculados em instituições de ensino, mas não estão aprendendo. O quadro é desolador: basta verificar que este número corresponde a 87,2% dos 2,4 milhões de analfabetos que o Brasil tem na faixa de idade entre sete e 14 anos. Os outros 300 mil estão à margem, absolutamente fora do sistema de ensino. Nos números do instituto dá para se notar ainda que cerca de 30% das crianças com sete anos matriculadas nas escolas não sabem ler e escrever. Essa é considerada a idade fundamental na trajetória de formação dos jovens. E logo nessa faixa etária os números não são nada animadores. Em especial quando se olha para a parte de cima do mapa. A desigualdade social e regional do País tem impacto forte nas estatísticas. No Nordeste do Brasil, o índice dos analfabetos de sete anos sobe para 44%. No Norte, para 39,6%.
O que o trabalho do IBGE traduz essencialmente é que as autoridades, o Estado e o sistema como um todo têm falhado no objetivo básico da educação. Seja pelo conteúdo didático inadequado, seja pela falta de investimentos na formação dos professores, pela má qualidade das estruturas educacionais ou pelo conjunto dessas deficiências. A educação, como todos sabem, é a pedra fundamental no desenvolvimento de qualquer país. E o Brasil tem demorado a fazer o salto de padrão nessa área – podendo vir a comprometer todo o resto. O orçamento destinado pelo governo para tirar o atraso, que vem de décadas de descaso, está longe do ideal. A sociedade, em um grande mutirão que reúna a iniciativa pública e privada, tem que se mobilizar para reverter essa realidade. E um dos caminhos é afastar da frente a ideia da escola que não ensina, que serve apenas como fachada de marketing para interesses eleitoreiros. Já seria um bom começo.
Carlos José Marques, (Revista Época) EDIÇÃO Nº 2710 22/12
O texto acima “A escola que não ensina”, é classificado como:
Confidência do Itabirano
- “Alguns anos vivi em Itabira.
- Principalmente nasci em Itabira
- Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.
- Noventa por cento de ferro nas calçadas.
- Oitenta por cento de ferro nas almas.
- E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação.
- A vontade de amar, que me paralisa o trabalho,
- vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes.
- E o hábito de sofrer, que tanto me diverte,
- é doce herança itabirana.
- De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço:
- esta pedra de ferro, futuro aço do Brasil,
- este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval;
- este couro de anta, estendido no sofá da sala de visitas;
- este orgulho, esta cabeça baixa...
- Tive ouro, tive gado, tive fazendas.
- Hoje sou funcionário público.
- Itabira é apenas uma fotografia na parede.
- Mas como dói!”
ANDRADE, Carlos Drummond de. Confidência do itabirano. In:_____. Obra completa. 2. ed. Rio de Janeiro, Aguilar, 1967. p. 101-2.
No texto acima o autor fala do lugar em que viveu, e para isso, é feito o uso de alguns recursos, como: estilísticos, gramaticais e recursos de pontuações que contribuem para a compreensão e interpretação textual, sendo assim, marque a alternativa correta.
I-É utilizada pelo poeta uma linguagem conotativa, na qual alguns versos foram elaborados no sentido figurado.
II-O poema apresenta um sentido denotativo, com ausência de figuras de linguagem que traz uma compreensão singular.
III-O poeta traz elementos comuns da vida cotidiana, apresenta sentimentos melancólicos no decorrer do poema e para tais características faz uso de figuras de linguagem.
IV-No poema é usada uma linguagem informal, sem necessidade de recursos estilísticos para construção de sentidos.
Sobre as opções acima é correto afirma que:
Atenção: Para responder às questões de números 1 a 10, leia a crônica abaixo.
1. Um jornal é lido por muita gente, em muitos lugares; o que ele diz precisa interessar, senão a todos, pelo menos a um certo número de pessoas. Mas o que me brota espontaneamente da máquina, hoje, não interessa a ninguém, salvo a mim mesmo. O leitor, portanto, faça o obséquio de mudar de coluna. Trata-se de um gato.
2. Não é a primeira vez que o tomo para objeto de escrita. Há tempos, contei de Inácio e de sua convivência. Inácio estava na graça do crescimento, e suas atitudes faziam descobrir um encanto novo no encanto imemorial dos gatos. Mas Inácio desapareceu − e sua falta é mais importante para mim do que as reformas do ministério.
3. Gatos somem no Rio de Janeiro. Dizia-se que o fenômeno se relacionava com a indústria doméstica das cuícas, localizada nos morros. Agora ouço dizer que se relaciona com a vida cara e a escassez de alimentos. À falta de uma fatia de vitela, há indivíduos que se consolam comendo carne de gato, caça tão esquiva quanto a outra.
4. O fato sociológico ou econômico me escapa. Não é a sorte geral dos gatos que me preocupa. Concentro-me em Inácio, em seu destino não sabido.
5. Eram duas da madrugada quando o pintor Reis Júnior, que passeia a essa hora com o seu cachimbo e o seu cão, me bateu à porta, noticioso. Em suas andanças, vira um gato cor de ouro como Inácio − cor incomum em gatos comuns − e se dispunha a ajudarme na captura. Lá fomos sob o vento da praia, em seu encalço. E no lugar indicado, pequeno jardim fronteiro a um edifício, estava o gato. A luz não dava para identificá-lo, e ele se recusou à intimidade. Chamados afetuosos não o comoveram; tentativas de aproximação se frustraram. Ele fugia sempre, para voltar se nos via distantes. Amava.
6. Seria iníquo apartá-lo do alvo de sua obstinada contemplação, a poucos metros. Desistimos. Se for Inácio, pensei, dentro de um ou dois dias estará de volta. Não voltou.
7. Um gato vive um pouco nas poltronas, no cimento ao sol, no telhado sob a lua. Vive também sobre a mesa do escritório, e o salto preciso que ele dá para atingi-la é mais do que impulso para a cultura. É o movimento civilizado de um organismo plenamente ajustado às leis físicas, e que não carece de suplemento de informação. Livros e papéis, sim, beneficiam-se com a sua presteza austera. Mais do que a coruja, o gato é símbolo e guardião da vida intelectual.
8. Depois que sumiu Inácio, esses pedaços da casa se desvalorizaram. Falta-lhes a nota grave e macia de Inácio. É extraordinário como o gato “funciona” em uma casa: em silêncio, indiferente, mas adesivo e cheio de personalidade. Se se agravar a mediocridade destas crônicas, os senhores estão avisados: é falta de Inácio. Se tinham alguma coisa aproveitável era a presença de Inácio a meu lado, sua crítica muda, através dos olhos de topázio que longamente me fitavam, aprovando algum trecho feliz, ou através do sono profundo, que antecipava a reação provável dos leitores.
9. Poderia botar anúncio no jornal. Para quê? Ninguém está pensando em achar gatos. Se Inácio estiver vivo e não sequestrado, voltará sem explicações. É próprio do gato sair sem pedir licença, voltar sem dar satisfação. Se o roubaram, é homenagem a seu charme pessoal, misto de circunspeção e leveza; tratem-no bem, nesse caso, para justificar o roubo, e ainda porque maltratar animais é uma forma de desonestidade. Finalmente, se tiver de voltar, gostaria que o fizesse por conta própria, com suas patas; com a altivez, a serenidade e a elegância dos gatos.
(ANDRADE, Carlos Drummond. Cadeira de balanço. São Paulo: Companhia das Letras, 2020)
De acordo com o Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa, os dêiticos são “expressões linguísticas que se referem à situação em que o enunciado é produzido, ao momento da enunciação e aos atores do discurso”. Por exemplo, “eu” designa a pessoa que fala “eu”. Expressões como “aqui”, “agora” devem ser interpretadas em função de onde e em que momento se encontra o locutor, quando diz “aqui” e “agora”.
Verifica-se a ocorrência de dêitico que se refere ao momento da enunciação no seguinte trecho: