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Q2087862 Português
À medida que a comunicação não violenta substitui nossos velhos padrões de defesa, recuo ou ataque diante dos julgamentos e críticas, percebemos uma perspectiva nova a nós e aos outros, assim como nossas intenções e relacionamentos. A resistência, a postura defensiva e as reações violentas se reduzem ao mínimo. Quando nos concentramos em esclarecer o que o outro observa, sente e necessita, em vez de julgá-lo e analisá-lo, descobrimos a profundidade da compaixão. Pela ênfase na escuta profunda, de nós e dos outros, a comunicação não violenta promove respeito, atenção e empatia, gerando desejo mútuo de nos entregarmos de coração. Observe atentamente o excerto do livro “Comunicação não violenta”:
No livro, quando coisas ruins acontecem às pessoas boas, o rabino Harold Kushner conta como foi doloroso, quando seu filho estava morrendo, ouvir o que as pessoas lhe diziam com a intenção de fazê-lo sentir-se melhor. Ainda mais doloroso foi ele constatar que durante vinte anos dissera as mesmas coisas a outras pessoas em situações parecidas. A crença de que temos que consertar situações e fazer com que os outros se sintam melhor nos impede de estar presentes. Os conselheiros, os pedagogos, os orientadores educacionais, enfim, são particularmente suscetíveis a essa crença.
A etapa da comunicação não violenta que orienta a este respeito é:
Alternativas

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Comentário do Gabarito:

Tema central da questão: O foco aqui é interpretação de texto e semântica, cobrando a compreensão das etapas da Comunicação Não Violenta (CNV) descritas por Marshall Rosenberg e sua relação com o contexto apresentado no trecho. O candidato deve identificar, por meio da análise do sentido do texto, qual etapa da CNV está ilustrada.

Justificativa para a alternativa correta (B):

O texto destaca que, em situações delicadas, as pessoas costumam tentar “consertar situações” ou “fazer com que os outros se sintam melhor”, mas isso impede a presença verdadeira. O conceito-chave é o de estar presente e oferecer empatia ao outro. Pela CNV, isso corresponde à etapa “Receber com empatia”, a qual prioriza a escuta genuína dos sentimentos e necessidades, sem julgamentos ou tentativas de solucionar de imediato.

Segundo a Moderna Gramática Portuguesa (Bechara) e os manuais de interpretação, a correta identificação ocorre ao relacionar palavras-chave (“estar presentes”, “empatia”, “conselheiros”, “escuta verdadeira”) e comparar com os conceitos ofertados nas alternativas.

Análise das alternativas incorretas:

A) Observar sem avaliar: É etapa fundamental da CNV, mas não é o foco no trecho, que fala sobre como reagimos à dor do outro (empatia), não sobre avaliações.

C) Pedir o que enriquece a vida: Diz respeito a expressar pedidos e necessidades próprias; aqui o foco está no outro.

D) Identificar e expressar sentimentos: O texto não trata de autoexpressão, mas do acolhimento do sentimento alheio.

E) Responsabilizar-se pelos sentimentos: Relaciona-se ao entendimento de que nossos sentimentos vêm de nossas necessidades — não é o destaque do excerto.

Estratégia: Em questões de interpretação, busque identificar os termos que sintetizam a ideia principal e relacione-os ao que cada alternativa representa. Evite se prender a palavras isoladas e observe o sentido global do parágrafo. Isso auxilia a evitar pegadinhas que exploram termos técnicos fora do contexto principal.

Resumo: Por priorizar acolhimento e escuta empática, a resposta correta é B) Receber com empatia.

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