Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
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I. Quase um bilhão de pessoas vivia com um transtorno mental.
II. Os 14% de adolescentes do mundo vivia com um transtorno mental.
III. Em 2019, um bom número de pessoas vivia com um transtorno mental.
IV. Sabe-se que 14% dos adolescentes do mundo viviam com um transtorno mental.
Observando-se a correção gramatical e a coerência de acordo com o período destacado no enunciado, estão corretas apenas
( ) No período “Como a linguagem está em constante transformação, outras expressões correm o risco de serem excluídas, ou por serem ofensivas ou por não fazerem mais sentido.”, os termos em destaque constituem expressões indicativas de causa.
( ) De acordo com a norma-padrão, o trecho “Expressões se conhecem e expressões se ensinam. Outra que envelheceu mal foi ‘armado até os dentes.’” está corretamente reescrito assim: “Expressões se conhecem cujo se ensinam. Outra que envelheceu mau foi ‘armado até os dentes’”.
( ) Conforme sua estrutura composicional, o texto “Expressões banidas do português” pertence ao gênero artigo científico, pois tem a função de deixar acessível ao leitor leigo as informações e novidades acerca de certas expressões idiomáticas contidas em estudos e pesquisas linguísticas.
( ) Expressões como “descascar abacaxi”, “custar os olhos da cara”, “negócio da China” e “armado até os dentes” são formas linguísticas denominadas estrangeirismos, que se harmonizam com a linguagem dos dias atuais, dão mais vivacidade à linguagem e despertam o interesse do receptor.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é
TEXTO I
“Consideradas machistas, sentenças como ‘mal-amada’ e ‘essa é para casar’ também foram sentenciadas ao cancelamento, embora ainda sejam usadas com afinco por todos os tios no Natal”.
TEXTO II

No TEXTO I, a palavra “cancelamento” foi empregada no sentido __________. Já no TEXTO II, esse termo designa uma técnica matemática. Assim, de acordo com Cegalla (2010, p. 312), “uma palavra pode ter mais de uma significação. A esse fato linguístico dá-se o nome de __________. Ainda segundo o gramático, as palavras “têm grande poder evocativo, uma extraordinária carga __________; são capazes de sugerir muito mais do que o objeto designado, desencadeando, conforme a situação, ideias, sentimentos e emoções de toda ordem”.
A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é
CEREJA, William Roberto, MAGALHÃES, Thereza Cochar. Gramática reflexiva: texto, semântica e interação. São Paulo: Atual, 2013, p. 19.
No seu texto, para explicar semanticamente expressões idiomáticas, a autora valoriza, principalmente, a função da linguagem denominada
O texto veicula algumas “expressões idiomáticas” que integram o léxico luso-brasileiro, utilizando recursos linguístico-estilísticos caracterizados por
I ‒ construir sentidos para aquelas mais presentes no cotidiano dos menos letrados.
II ‒ externar os preconceitos contra as pessoas que insistem em utilizá-las no dia a dia.
III ‒ elaborar definições, indicando a que grupos sociais elas estão diretamente relacionadas.
IV ‒ esclarecer, em tom crítico-irônico, mas bem-humorado, seus significados e contextos de uso.
V – demonstrar que elas adquirem novos sentidos, conotativos, ultrapassando seus significados literais.
Está correto apenas o que se afirma em
TExTO I
“Até os colchetes, mais afeitos à linguagem matemática, apareceram; ponto e vírgula que é bom, nenhunzinho. Em contrapartida, abundam os pontos de exclamação, enterrados no jornal pelo bate-estaca de colunistas fanfarrões. Adicione-se ao estrondo exclamativo o ponto final por extenso”.
TExTO II

Disponível em: <https://br.pinterest.com/pin/382806037074799131/>.
Avalie o que se afirma sobre os dois textos.
I – No Texto II, as palavras “Você” e “isto” pertencem à mesma classe gramatical; já “irônica” e “sozinha” qualificam o termo ao qual respectivamente se referem.
II – Em “Até os colchetes, mais afeitos à linguagem matemática, apareceram; ponto e vírgula que é bom, nenhunzinho.” (Texto I), o diminutivo confere um tom irônico e bem-humorado à frase.
III – Nas orações “abundam os pontos de exclamação” (Texto I) e “Descobriu isto sozinha?” (Texto II), com base na transitividade verbal, é correto afirmar que os verbos destacados são intransitivos.
IV – No Texto I, alterando-se a expressão “o ponto final” para o plural, o último período assumirá, em conformidade com a norma-padrão de concordância da língua portuguesa, a seguinte redação: “Adicionese ao estrondo exclamativo os pontos finais por extenso”.
Está correto apenas o que se afirma em
NOPRINCÍPIOERAOVERBOEOVERBOESTAVAEMDEUSEOVERBOERADEUS.”
Leia a passagem transcrita do texto, considere o gênero textual, os aspectos da textualidade e preencha corretamente as lacunas.
A intertextualidade é o diálogo entre textos. No trecho mencionado ela ocorre, inicialmente, por meio da __________ a obras de filósofos da Antiguidade e ao livro sagrado do cristianismo. Em um segundo momento, por meio de um gênero textual popular, reconhecido na expressão “Deus não escrevia certo por linhas tortas”. Todavia, nele se percebe o efeito de sentido __________ pela __________ do provérbio.
A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é
I – Na passagem “...até os parênteses, que encapsulam outro sentido, como faz Drummond em ‘(não cantarei o mar: que ele se vingue de meu silêncio nesta concha)’”, os parênteses denotam uma pausa para separar orações coordenadas de certa expressão.
II – No trecho “...o simpático sinal de pontuação não foi usado nos últimos três dias na Folha. Até os colchetes, mais afeitos à linguagem matemática, apareceram;”, as palavras “três” e “até” foram acentuadas porque possuem o mesmo número de sílabas.
III – No período “Henry James não escrevia sem ter ao lado da escrivaninha um barril de pontos e vírgulas. Chegou à inverter a ordem de importância entre pontuação e palavras.”, de acordo com as prescrições da norma-padrão é incorreto o emprego da crase em “à inverter”.
IV – Em “Ao publicar ‘O Etna’, ensaio em forma de diálogo sobre o vulcão ‒ de autoria do cardeal Pietro Bembo ‒, Manutius teve a divina ideia de captar a elocução do distinto prelado.”, os travessões podem ser substituídos por vírgulas, sem prejuízos para a coerência e a coesão textuais.
Está correto apenas o que se afirma em
CEREJA, William Roberto, MAGALHÃES, Thereza Cochar. Gramática reflexiva: Texto, semântica e interação. São Paulo: Atual, 2013, p. 19.
A esse respeito, leia os textos a seguir.
TExTO I
“Manutius [...] criou o símbolo gráfico que marca pausa maior que a da vírgula e menor que a do ponto. Com a obra pronta, vieram as regras: o ponto e vírgula separa orações numa mesma frase; organiza listas; economiza conectivos (e) ou adversativas (mas). Permaneceu perene, porém, o preceito básico ‒ registrar um silêncio específico, advindo da linguagem oral”.
TExTO II

Disponível em: <https://twitter.com/dukechargista/status/1144638363783356418>.
No Texto I, ao se explicar a criação e as regras para o emprego do ponto e vírgula e no Texto II, quando o chargista reflete acerca da própria autoria da charge, identifica-se o predomínio de qual função da linguagem?
( ) Na passagem “Foi com tijolos textuais como esse que se construiu o saber ocidental.”, a palavra “tijolos” está empregada no sentido próprio.
( ) No trecho “Até os colchetes, mais afeitos à linguagem matemática, apareceram.”, o vocábulo sublinhado apresenta novos significados se usado em outros contextos.
( ) No período “Para Adorno, o ponto e vírgula parece ‘um bigode caído’ e passa ‘um sabor rústico.’”, identifica-se um pleonasmo e uma antítese, respectivamente.
( ) Em “Gregários, os homens adotam convenções para se comunicar e mudar...”, o termo em destaque, sem prejuízo para o sentido, pode ser substituído por “visionários”.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é