Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 127.510 questões

Q4073994 Português
O texto a seguir é referência para a questão

Cientistas sequenciam genoma humano das ruínas de Pompeia

Pesquisadores conseguiram sequenciar o genoma do corpo de um antigo habitante de Pompeia. Pompeia foi uma cidade romana que, no ano 79, foi destruída pela erupção do vulcão Vesúvio. Muitos moradores perderam a vida esmagados por rochas ou pelos destroços de casas e construções. Mas a maior parte morreu por causa do calor intenso e do chamado fluxo piroclástico, uma nuvem de gás quente e cinzas liberada após a erupção de vulcões. Essa chuva de cinzas soterrou completamente a cidade, que se manteve escondida por 1.600 anos – ela foi redescoberta por acaso em 1748. As mesmas cinzas que se espalharam e a destruíram também ajudaram a protegê-la da ação do tempo.

(Disponível em https://super.abril.com.br/historia/cientistas-sequenciam-genoma-humano-das-ruinas-de-pompeia/. Adaptado.) 
O termo “que”, em destaque no texto, faz referência a: 
Alternativas
Q4073991 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Minhocas saltadoras se proliferam na Califórnia e causam preocupação

Conhecidas como minhocas saltadoras ou minhocas saltadoras asiáticas, os animais da espécie Amynthas agrestis estão causando preocupação na Califórnia. Exóticas por , elas estão se proliferando na região e são conhecidas pelo “apetite voraz”. Essas minhocas são nativas do leste asiático e sua presença é mais comum no Japão e na península coreana. Teriam chegado aos Estados Unidos através de plantas importadas e, nos últimos meses, estão sendo vistas com frequência no solo da Califórnia. Podem medir até 20 centímetros e conseguem pular 30 centímetros.

De acordo com um relatório do CDFA, o Departamento de Alimentação e Agricultura da Califórnia, essas minhocas são extremamente ativas, agressivas e têm apetite insaciável. Tal voracidade é justamente o que preocupa os especialistas.

As minhocas saltadoras têm o poder de acabar rapidamente com a matéria orgânica do solo em que estão inseridas. "Elas são destrutivas e causam sérios danos às florestas de madeira de lei. O solo é a _________ da vida – e as minhocas saltadoras asiáticas mudam isso. Inclusive, minhocas podem ter impactos tão grandes que são capazes de _________ os ecossistemas ao seu redor", disse pesquisador _________ em solo do Serviço Florestal americano, em um comunicado do órgão.

(Disponível em https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio-Ambiente/noticia/2022/05/minhocas-saltadoras-se-proliferam-na-california-e-causampreocupacao.html. Adaptado.) 
A sentença “Tal voracidade é justamente o que preocupa os especialistas”, destacada no texto, pode ser substituída, mantendo-se o sentido, por:  
Alternativas
Q4073990 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Minhocas saltadoras se proliferam na Califórnia e causam preocupação

Conhecidas como minhocas saltadoras ou minhocas saltadoras asiáticas, os animais da espécie Amynthas agrestis estão causando preocupação na Califórnia. Exóticas por , elas estão se proliferando na região e são conhecidas pelo “apetite voraz”. Essas minhocas são nativas do leste asiático e sua presença é mais comum no Japão e na península coreana. Teriam chegado aos Estados Unidos através de plantas importadas e, nos últimos meses, estão sendo vistas com frequência no solo da Califórnia. Podem medir até 20 centímetros e conseguem pular 30 centímetros.

De acordo com um relatório do CDFA, o Departamento de Alimentação e Agricultura da Califórnia, essas minhocas são extremamente ativas, agressivas e têm apetite insaciável. Tal voracidade é justamente o que preocupa os especialistas.

As minhocas saltadoras têm o poder de acabar rapidamente com a matéria orgânica do solo em que estão inseridas. "Elas são destrutivas e causam sérios danos às florestas de madeira de lei. O solo é a _________ da vida – e as minhocas saltadoras asiáticas mudam isso. Inclusive, minhocas podem ter impactos tão grandes que são capazes de _________ os ecossistemas ao seu redor", disse pesquisador _________ em solo do Serviço Florestal americano, em um comunicado do órgão.

(Disponível em https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio-Ambiente/noticia/2022/05/minhocas-saltadoras-se-proliferam-na-california-e-causampreocupacao.html. Adaptado.) 
Considere as seguintes características:
1. Muitíssimo agitadas. 2. Inofensivas. 3. Famintas. 4. Violentas.
É/São característica(s) das minhocas saltadoras:  
Alternativas
Q4073989 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Minhocas saltadoras se proliferam na Califórnia e causam preocupação

Conhecidas como minhocas saltadoras ou minhocas saltadoras asiáticas, os animais da espécie Amynthas agrestis estão causando preocupação na Califórnia. Exóticas por , elas estão se proliferando na região e são conhecidas pelo “apetite voraz”. Essas minhocas são nativas do leste asiático e sua presença é mais comum no Japão e na península coreana. Teriam chegado aos Estados Unidos através de plantas importadas e, nos últimos meses, estão sendo vistas com frequência no solo da Califórnia. Podem medir até 20 centímetros e conseguem pular 30 centímetros.

De acordo com um relatório do CDFA, o Departamento de Alimentação e Agricultura da Califórnia, essas minhocas são extremamente ativas, agressivas e têm apetite insaciável. Tal voracidade é justamente o que preocupa os especialistas.

As minhocas saltadoras têm o poder de acabar rapidamente com a matéria orgânica do solo em que estão inseridas. "Elas são destrutivas e causam sérios danos às florestas de madeira de lei. O solo é a _________ da vida – e as minhocas saltadoras asiáticas mudam isso. Inclusive, minhocas podem ter impactos tão grandes que são capazes de _________ os ecossistemas ao seu redor", disse pesquisador _________ em solo do Serviço Florestal americano, em um comunicado do órgão.

(Disponível em https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio-Ambiente/noticia/2022/05/minhocas-saltadoras-se-proliferam-na-california-e-causampreocupacao.html. Adaptado.) 
O termo “lá”, em negrito e sublinhado no texto, refere-se a:  
Alternativas
Q4073987 Português
Considere o seguinte texto:
Através deste serviço, é possível imprimir (se você possuir guias em aberto) as guias para recolhimento das parcelas referentes ao Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU).
(Disponível em: https://colombo.atende.net/?pg=autoatendimento#!/tipo/servico/valor/49/padrao/1/. Adaptado.)
O trecho em destaque pode ser reescrito, mantendo-se o sentido, por:  
Alternativas
Q4073985 Português

O texto a seguir é referência para a questão.


Folclore e incentivo à leitura 


Inspirado no folclore brasileiro do Bumba meu boi, o livro “O curioso causo do Boi Bolé”, do autor Nélio Spréa e ilustrado por Eduardo Santos, teve 588 exemplares distribuídos gratuitamente para as 196 bibliotecas da Rede Municipal de Bibliotecas Escolares de Curitiba.


Feita a partir de uma imersão lúdica, cultural e histórica, a obra tem como destaque as quadrinhas: criação poética composta por quatro estrofes, em que o segundo e o quarto versos rimam. “As quadrinhas são estruturas literárias muito potentes para trabalhar no ambiente pedagógico. São uma importante ferramenta para o letramento de crianças, incentivam a leitura e aguçam a criatividade. É gratificante saber que crianças terão acesso a essa forma poética, somada ao conhecimento do folclore do nosso país”.


Os textos narram os apuros de Chico e Catirina diante do boi que está prestes a morrer, e as ilustrações dão vida aos cenários repletos de emoções.



(Disponível em: https://www.bemparana.com.br/blog/teatrocuritiba#.YpZkHajMJPY. Adaptado.)

No trecho “as ilustrações dão vida aos cenários repletos de emoções”, o termo sublinhado e em negrito tem o mesmo sentido de: 
Alternativas
Q4073984 Português

O texto a seguir é referência para a questão.


Folclore e incentivo à leitura 


Inspirado no folclore brasileiro do Bumba meu boi, o livro “O curioso causo do Boi Bolé”, do autor Nélio Spréa e ilustrado por Eduardo Santos, teve 588 exemplares distribuídos gratuitamente para as 196 bibliotecas da Rede Municipal de Bibliotecas Escolares de Curitiba.


Feita a partir de uma imersão lúdica, cultural e histórica, a obra tem como destaque as quadrinhas: criação poética composta por quatro estrofes, em que o segundo e o quarto versos rimam. “As quadrinhas são estruturas literárias muito potentes para trabalhar no ambiente pedagógico. São uma importante ferramenta para o letramento de crianças, incentivam a leitura e aguçam a criatividade. É gratificante saber que crianças terão acesso a essa forma poética, somada ao conhecimento do folclore do nosso país”.


Os textos narram os apuros de Chico e Catirina diante do boi que está prestes a morrer, e as ilustrações dão vida aos cenários repletos de emoções.



(Disponível em: https://www.bemparana.com.br/blog/teatrocuritiba#.YpZkHajMJPY. Adaptado.)

A expressão “essa forma poética”, em negrito e sublinhada no texto, faz referência a:
Alternativas
Q4073983 Português

O texto a seguir é referência para a questão.


Folclore e incentivo à leitura 


Inspirado no folclore brasileiro do Bumba meu boi, o livro “O curioso causo do Boi Bolé”, do autor Nélio Spréa e ilustrado por Eduardo Santos, teve 588 exemplares distribuídos gratuitamente para as 196 bibliotecas da Rede Municipal de Bibliotecas Escolares de Curitiba.


Feita a partir de uma imersão lúdica, cultural e histórica, a obra tem como destaque as quadrinhas: criação poética composta por quatro estrofes, em que o segundo e o quarto versos rimam. “As quadrinhas são estruturas literárias muito potentes para trabalhar no ambiente pedagógico. São uma importante ferramenta para o letramento de crianças, incentivam a leitura e aguçam a criatividade. É gratificante saber que crianças terão acesso a essa forma poética, somada ao conhecimento do folclore do nosso país”.


Os textos narram os apuros de Chico e Catirina diante do boi que está prestes a morrer, e as ilustrações dão vida aos cenários repletos de emoções.



(Disponível em: https://www.bemparana.com.br/blog/teatrocuritiba#.YpZkHajMJPY. Adaptado.)

 Com base no texto, considere as seguintes afirmativas:
1. Quadrinhas são criações poéticas compostas por quatro estrofes. 2. O texto de “O curioso causo do Boi Bolé” apresenta rimas. 3. A estrutura da obra está distante dos objetivos de sala de aula.
Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4073982 Português

O texto a seguir é referência para a questão.


Folclore e incentivo à leitura 


Inspirado no folclore brasileiro do Bumba meu boi, o livro “O curioso causo do Boi Bolé”, do autor Nélio Spréa e ilustrado por Eduardo Santos, teve 588 exemplares distribuídos gratuitamente para as 196 bibliotecas da Rede Municipal de Bibliotecas Escolares de Curitiba.


Feita a partir de uma imersão lúdica, cultural e histórica, a obra tem como destaque as quadrinhas: criação poética composta por quatro estrofes, em que o segundo e o quarto versos rimam. “As quadrinhas são estruturas literárias muito potentes para trabalhar no ambiente pedagógico. São uma importante ferramenta para o letramento de crianças, incentivam a leitura e aguçam a criatividade. É gratificante saber que crianças terão acesso a essa forma poética, somada ao conhecimento do folclore do nosso país”.


Os textos narram os apuros de Chico e Catirina diante do boi que está prestes a morrer, e as ilustrações dão vida aos cenários repletos de emoções.



(Disponível em: https://www.bemparana.com.br/blog/teatrocuritiba#.YpZkHajMJPY. Adaptado.)

Sobre o livro “O curioso causo do Boi Bolé”, é correto afirmar:  
Alternativas
Q4073548 Português
É fundamental considerar que a criança inserida em contextos sociais está aprendendo constantemente, desde como conviver, conhecer e respeitar as diferenças culturais, até compreender e participar das práticas sociais e hábitos culturais da sociedade em que faz parte. Portanto, os momentos de higiene, repouso, alimentação, que marcam questões fisiológicas e de sobrevivência do ser humano, constituem aprendizados de suma importância para a infância.


Metodologias da Alimentação, Higiene e Repouso: Educar e Cuidar na Educação Infantil: Caminhos Metodológicos para a Rede Municipal de Joinville. Secretaria de Educação. Prefeitura de Joinville. Santa Catarina, 2016.
Portanto, de acordo com o texto e seus conhecimentos sobre o assunto, existem algumas características sobre esses momentos, algumas delas estão descritas abaixo, EXCETO:
Alternativas
Q4073146 Português
Analise os excertos abaixo:

Excerto I: O serviço de copa está relacionado a um apoio a cozinha, a copa é que se organiza pequenos lanches, mesas e responsável também por servir ao cliente.
Excerto II: O serviço de copa não é responsável pela limpeza de objetos e utensílios que utiliza para as atividades, apenas pela organização.

Assinale a alternativa CORRETA, sobre os excertos acima:
Alternativas
Q4072594 Português
As informações do Cadastro Único contribuem para a formulação e a implantação de políticas públicas capazes de promoverem a melhoria de vida dessas famílias, uma vez que ele propicia a identificação deste público e o mapeamento de suas necessidades. Sobre isso, responda à próxima questão.
Atribua (V) verdadeiro ou (F) falso às assertivas e marque a alternativa verdadeira.
( ) A inscrição no Cadastro Único é um requisito para participar da seleção no Auxílio Brasil e nos outros programas sociais, mas não garante que a família será selecionada.
( ) A informações do Cadastro Único são utilizadas pelo Governo Federal, pelos Estados e pelos Municípios, para implementação de políticas públicas capazes de promover a melhoria da vida dessas famílias.
( ) É possível consultar as famílias “Sem Registro Civil” e “Em Cadastramento” ,famílias que apresentam “Pendências, ou Ocorrências”, famílias que possuem indicação de RL e famílias que estão “Em Cadastramento” originárias de APP, todas essas vinculadas ao município do operador. 
Alternativas
Q4072591 Português
Responda à próxima questão sobre O Programa SER Família.
Leia os itens e marque a alternativa correta.
I- O Programa SER Família abrange todos os municípios do Estado de Mato Grosso com a finalidade de reduzir as desigualdades sociais.
II- O SER se sustenta em três grandes pilares: Superação, Esperança e Respeito.
III- A palavra SER carrega a importância do SERVIR, no sentido da doação ao próximo. 
Alternativas
Q4070108 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Arqueólogos israelenses encontram restos de ópio em cerâmicas de 3.500 anos


Arqueólogos israelenses anunciaram a descoberta de resíduos de ópio em peças de cerâmica de 3.500 anos, uma prova que apoia a teoria que esta droga alucinógena era utilizada em rituais funerários.

O estudo conjunto da Autoridade de Antiguidades de Israel e o Instituto Weizmann de Ciências começou em 2012, quando as escavações na cidade de Yehud, no centro, revelaram uma série de tumbas da Idade do Bronze.

Os pesquisadores encontraram recipientes de cerâmica que se assemelhavam às flores da papoula-dormideira, a qual se deriva o ópio, que datavam do século XIV a.C.

Logo examinaram se haviam servido de recipiente para a droga que, de acordo com escritos anteriores, era utilizada nos rituais funerários em Canaã, e encontraram "resíduos de ópio em oito recipientes", disseram os investigadores em um comunicado.

É provável que esses recipientes "eram colocados nas tumbas para cerimoniais - ritos e rituais realizados pelos vivos para seus familiares mortos", disse Ron Be'eri, arqueólogo da Autoridade de Antiguidades.

Durante essas cerimônias, "os membros da família ou um sacerdote em seu nome tentavam convocar o espírito de seus familiares mortos e entrar em um estado de êxtase através do uso do ópio", contou Be'eri.

No entanto, o arqueólogo reconheceu que o uso da droga nos tempos antigos é muito desconhecido. "Só podemos especular sobre o que se fazia com o ópio", afirma o pesquisador.


Arqueólogos israelenses encontram restos de ópio em cerâmicas de 3.500 anos (msn.com). Adaptado.
Os textos possuem linguagem e estrutura próprias. Há inúmeros gêneros textuais inseridos nas categorias de tipologia textual. Assim, gêneros textuais são estruturas textuais características dos tipos de textos: narrativo, descritivo, dissertativo-argumentativo, expositivo e injuntivo.

A tipologia textual 'predominante' no texto apresentado é:
Alternativas
Q4070096 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Arqueólogos israelenses encontram restos de ópio em cerâmicas de 3.500 anos


Arqueólogos israelenses anunciaram a descoberta de resíduos de ópio em peças de cerâmica de 3.500 anos, uma prova que apoia a teoria que esta droga alucinógena era utilizada em rituais funerários.

O estudo conjunto da Autoridade de Antiguidades de Israel e o Instituto Weizmann de Ciências começou em 2012, quando as escavações na cidade de Yehud, no centro, revelaram uma série de tumbas da Idade do Bronze.

Os pesquisadores encontraram recipientes de cerâmica que se assemelhavam às flores da papoula-dormideira, a qual se deriva o ópio, que datavam do século XIV a.C.

Logo examinaram se haviam servido de recipiente para a droga que, de acordo com escritos anteriores, era utilizada nos rituais funerários em Canaã, e encontraram "resíduos de ópio em oito recipientes", disseram os investigadores em um comunicado.

É provável que esses recipientes "eram colocados nas tumbas para cerimoniais - ritos e rituais realizados pelos vivos para seus familiares mortos", disse Ron Be'eri, arqueólogo da Autoridade de Antiguidades.

Durante essas cerimônias, "os membros da família ou um sacerdote em seu nome tentavam convocar o espírito de seus familiares mortos e entrar em um estado de êxtase através do uso do ópio", contou Be'eri.

No entanto, o arqueólogo reconheceu que o uso da droga nos tempos antigos é muito desconhecido. "Só podemos especular sobre o que se fazia com o ópio", afirma o pesquisador.


Arqueólogos israelenses encontram restos de ópio em cerâmicas de 3.500 anos (msn.com). Adaptado.
De acordo com alguns dicionários, o ópio é uma mistura de alcaloides extraídos da papoula, e sua utilização pode envolver ação analgésica, narcótica, hipnótica, entre outros.

O texto nos informa que essa substância foi encontrada há 3.500 anos e que: 
Alternativas
Q4070070 Português
O fim do mundo


   A primeira vez que ouvi falar no fim do mundo, o mundo para mim não tinha nenhum sentido, ainda; de modo que não me interessavam nem o seu começo nem o seu fim. Lembro-me, porém, vagamente, de umas mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas, e aludiam a um cometa que andava pelo céu, responsável pelo acontecimento que elas tanto temiam.

   Nada disso se entendia comigo: o mundo era delas, o cometa era para elas; nós, crianças, existíamos apenas para brincar com as flores da goiabeira e as cores do tapete.

   Mas, uma noite, levantaram-me da cama, enrolada num lençol e, estremunhada, levaram-me à janela para me apresentarem à força ao temível cometa. Aquilo que até então não me interessara nada, que nem vencia a preguiça dos meus olhos, pareceu-me, de repente, maravilhoso. Era um pavão branco, pousado no ar, por cima dos telhados? Era uma noiva, que caminhava pela noite, sozinha, ao encontro da sua festa? Gostei muito do cometa. Devia sempre haver um cometa no céu, como há lua, sol, estrelas. Por que as pessoas andavam tão apavoradas? A mim não me causava medo nenhum.

   Ora, o cometa desapareceu, aqueles que choravam enxugaram os olhos, o mundo não se acabou, talvez tenha ficado um pouco triste – mas que importância tem a tristeza das crianças?

   Passou-se muito tempo. Aprendi muitas coisas, entre as quais o suposto sentido do mundo. Não duvido de que o mundo tenha sentido. Deve ter mesmo muitos, inúmeros, pois em redor de mim as pessoas mais ilustres e sabedoras fazem cada coisa que bem se vê haver um sentido do mundo peculiar a cada um.

   Dizem que o mundo termina em fevereiro próximo. Ninguém fala em cometa, e é pena, porque eu gostaria de tornar a ver um cometa, para verificar se a lembrança que conservo dessa imagem do céu é verdadeira ou inventada pelo sono dos meus olhos naquela noite já muito antiga.

   O mundo vai acabar, e certamente saberemos qual era o seu verdadeiro sentido. Se valeu a pena que uns trabalhassem tanto e outros tão pouco. Por que fomos tão sinceros ou tão hipócritas, tão falsos ou tão leais. Por que pensamos tanto em nós mesmos ou só nos outros. Por que mentimos tanto, com palavras tão judiciosas. Tudo isso saberemos e muito mais do que cabe enumerar numa crônica.

   Se o fim do mundo for mesmo em fevereiro, convém pensarmos desde já se utilizamos este dom de viver da maneira mais digna.

   Ainda há uns dias para a reflexão e o arrependimento: por que não os utilizaremos? Se o fim do mundo não for em fevereiro, todos teremos fim, em qualquer mês...


(Cecília Meireles. Escolha o seu sonho: Crônicas. 26ª Ed. Rio de Janeiro: Record, 2005. Adaptado.) 
No trecho “Lembro-me, porém, vagamente, de umas mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas, (...)” (1º§), o termo assinalado é um importante elemento de conexão entre as orações, que pode ser substituído, sem prejuízo semântico, por, EXCETO:
Alternativas
Q4070069 Português
O fim do mundo


   A primeira vez que ouvi falar no fim do mundo, o mundo para mim não tinha nenhum sentido, ainda; de modo que não me interessavam nem o seu começo nem o seu fim. Lembro-me, porém, vagamente, de umas mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas, e aludiam a um cometa que andava pelo céu, responsável pelo acontecimento que elas tanto temiam.

   Nada disso se entendia comigo: o mundo era delas, o cometa era para elas; nós, crianças, existíamos apenas para brincar com as flores da goiabeira e as cores do tapete.

   Mas, uma noite, levantaram-me da cama, enrolada num lençol e, estremunhada, levaram-me à janela para me apresentarem à força ao temível cometa. Aquilo que até então não me interessara nada, que nem vencia a preguiça dos meus olhos, pareceu-me, de repente, maravilhoso. Era um pavão branco, pousado no ar, por cima dos telhados? Era uma noiva, que caminhava pela noite, sozinha, ao encontro da sua festa? Gostei muito do cometa. Devia sempre haver um cometa no céu, como há lua, sol, estrelas. Por que as pessoas andavam tão apavoradas? A mim não me causava medo nenhum.

   Ora, o cometa desapareceu, aqueles que choravam enxugaram os olhos, o mundo não se acabou, talvez tenha ficado um pouco triste – mas que importância tem a tristeza das crianças?

   Passou-se muito tempo. Aprendi muitas coisas, entre as quais o suposto sentido do mundo. Não duvido de que o mundo tenha sentido. Deve ter mesmo muitos, inúmeros, pois em redor de mim as pessoas mais ilustres e sabedoras fazem cada coisa que bem se vê haver um sentido do mundo peculiar a cada um.

   Dizem que o mundo termina em fevereiro próximo. Ninguém fala em cometa, e é pena, porque eu gostaria de tornar a ver um cometa, para verificar se a lembrança que conservo dessa imagem do céu é verdadeira ou inventada pelo sono dos meus olhos naquela noite já muito antiga.

   O mundo vai acabar, e certamente saberemos qual era o seu verdadeiro sentido. Se valeu a pena que uns trabalhassem tanto e outros tão pouco. Por que fomos tão sinceros ou tão hipócritas, tão falsos ou tão leais. Por que pensamos tanto em nós mesmos ou só nos outros. Por que mentimos tanto, com palavras tão judiciosas. Tudo isso saberemos e muito mais do que cabe enumerar numa crônica.

   Se o fim do mundo for mesmo em fevereiro, convém pensarmos desde já se utilizamos este dom de viver da maneira mais digna.

   Ainda há uns dias para a reflexão e o arrependimento: por que não os utilizaremos? Se o fim do mundo não for em fevereiro, todos teremos fim, em qualquer mês...


(Cecília Meireles. Escolha o seu sonho: Crônicas. 26ª Ed. Rio de Janeiro: Record, 2005. Adaptado.) 
Considerando o excerto “Mas, uma noite, levantaram-me da cama, enrolada num lençol e, estremunhada, levaram-me à janela para me apresentarem à força ao temível cometa.” (3º§), a expressão destacada pode ser substituída, sem alteração semântica, por:
Alternativas
Q4070066 Português
O fim do mundo


   A primeira vez que ouvi falar no fim do mundo, o mundo para mim não tinha nenhum sentido, ainda; de modo que não me interessavam nem o seu começo nem o seu fim. Lembro-me, porém, vagamente, de umas mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas, e aludiam a um cometa que andava pelo céu, responsável pelo acontecimento que elas tanto temiam.

   Nada disso se entendia comigo: o mundo era delas, o cometa era para elas; nós, crianças, existíamos apenas para brincar com as flores da goiabeira e as cores do tapete.

   Mas, uma noite, levantaram-me da cama, enrolada num lençol e, estremunhada, levaram-me à janela para me apresentarem à força ao temível cometa. Aquilo que até então não me interessara nada, que nem vencia a preguiça dos meus olhos, pareceu-me, de repente, maravilhoso. Era um pavão branco, pousado no ar, por cima dos telhados? Era uma noiva, que caminhava pela noite, sozinha, ao encontro da sua festa? Gostei muito do cometa. Devia sempre haver um cometa no céu, como há lua, sol, estrelas. Por que as pessoas andavam tão apavoradas? A mim não me causava medo nenhum.

   Ora, o cometa desapareceu, aqueles que choravam enxugaram os olhos, o mundo não se acabou, talvez tenha ficado um pouco triste – mas que importância tem a tristeza das crianças?

   Passou-se muito tempo. Aprendi muitas coisas, entre as quais o suposto sentido do mundo. Não duvido de que o mundo tenha sentido. Deve ter mesmo muitos, inúmeros, pois em redor de mim as pessoas mais ilustres e sabedoras fazem cada coisa que bem se vê haver um sentido do mundo peculiar a cada um.

   Dizem que o mundo termina em fevereiro próximo. Ninguém fala em cometa, e é pena, porque eu gostaria de tornar a ver um cometa, para verificar se a lembrança que conservo dessa imagem do céu é verdadeira ou inventada pelo sono dos meus olhos naquela noite já muito antiga.

   O mundo vai acabar, e certamente saberemos qual era o seu verdadeiro sentido. Se valeu a pena que uns trabalhassem tanto e outros tão pouco. Por que fomos tão sinceros ou tão hipócritas, tão falsos ou tão leais. Por que pensamos tanto em nós mesmos ou só nos outros. Por que mentimos tanto, com palavras tão judiciosas. Tudo isso saberemos e muito mais do que cabe enumerar numa crônica.

   Se o fim do mundo for mesmo em fevereiro, convém pensarmos desde já se utilizamos este dom de viver da maneira mais digna.

   Ainda há uns dias para a reflexão e o arrependimento: por que não os utilizaremos? Se o fim do mundo não for em fevereiro, todos teremos fim, em qualquer mês...


(Cecília Meireles. Escolha o seu sonho: Crônicas. 26ª Ed. Rio de Janeiro: Record, 2005. Adaptado.) 
É possível inferir que a autora do texto usa elementos temporais para caracterizar as atitudes humanas. Assinale o trecho que comprova tal afirmação.
Alternativas
Q4069958 Português
Tentação


   Ela estava com soluço. E como se não bastasse a claridade das duas horas, ela era ruiva.

   Na rua vazia as pedras vibravam de calor – a cabeça da menina flamejava. Sentada nos degraus de sua casa, ela suportava. Ninguém na rua, só uma pessoa esperando inutilmente no ponto do bonde. E como se não bastasse seu olhar submisso e paciente, o soluço a interrompia de momento a momento, abalando o queixo que se apoiava conformado na mão. Que fazer de uma menina ruiva com soluço? Olhamo‐nos sem palavras, desalento contra desalento. Na rua deserta nenhum sinal de bonde.

  Foi quando se aproximou a sua outra metade neste mundo, um irmão em Grajaú. A possibilidade de comunicação surgiu no ângulo quente da esquina, acompanhando uma senhora, e encarnada na figura de um cão. Era um basset lindo e miserável, doce sob a sua fatalidade. Era um basset ruivo.

  Lá vinha ele trotando, à frente de sua dona, arrastando seu comprimento. Desprevenido, acostumado, cachorro.

  A menina abriu os olhos pasmada. Suavemente avisado, o cachorro estacou diante dela. Sua língua vibrava. Ambos se olhavam.

   Entre tantos seres que estão prontos para se tornarem donos de outro ser, lá estava a menina que viera ao mundo para ter aquele cachorro. Ele fremia suavemente, sem latir. Ela olhava‐o sob os cabelos, fascinada, séria.

   Os pelos de ambos eram curtos, vermelhos.

   Que foi que se disseram? Não se sabe. Sabe‐se apenas que se comunicaram rapidamente, pois não havia tempo. Sabe‐se também que sem falar eles se pediam. Pediam‐se com urgência, com encabulamento, surpreendidos.

   Eles se fitavam profundos, entregues, ausentes de Grajaú. Mais um instante e o suspenso sonho se quebraria, cedendo talvez à gravidade com que se pediam.

   Mas ambos eram comprometidos.

   Ela com sua infância impossível, o centro da inocência que só se abriria quando ela fosse uma mulher. Ele, com sua natureza aprisionada.

   A dona esperava impaciente sob o guarda‐sol. O basset ruivo afinal despregou‐se da menina e saiu sonâmbulo. Ela ficou espantada, com o acontecimento nas mãos, numa mudez que nem pai nem mãe compreenderiam. Acompanhou‐o com olhos pretos que mal acreditavam, debruçada sobre a bolsa e os joelhos, até vê‐lo dobrar a outra esquina.

Mas ele foi mais forte que ela. Nem uma só vez olhou para trás.


(Clarice Lispector. Felicidade Clandestina: Contos. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. Adaptado.)
No excerto “Ele fremia suavemente, sem latir.” (6º§), o termo destacado pode ser substituído, sem modificação semântica, por:
Alternativas
Q4069957 Português
Tentação


   Ela estava com soluço. E como se não bastasse a claridade das duas horas, ela era ruiva.

   Na rua vazia as pedras vibravam de calor – a cabeça da menina flamejava. Sentada nos degraus de sua casa, ela suportava. Ninguém na rua, só uma pessoa esperando inutilmente no ponto do bonde. E como se não bastasse seu olhar submisso e paciente, o soluço a interrompia de momento a momento, abalando o queixo que se apoiava conformado na mão. Que fazer de uma menina ruiva com soluço? Olhamo‐nos sem palavras, desalento contra desalento. Na rua deserta nenhum sinal de bonde.

  Foi quando se aproximou a sua outra metade neste mundo, um irmão em Grajaú. A possibilidade de comunicação surgiu no ângulo quente da esquina, acompanhando uma senhora, e encarnada na figura de um cão. Era um basset lindo e miserável, doce sob a sua fatalidade. Era um basset ruivo.

  Lá vinha ele trotando, à frente de sua dona, arrastando seu comprimento. Desprevenido, acostumado, cachorro.

  A menina abriu os olhos pasmada. Suavemente avisado, o cachorro estacou diante dela. Sua língua vibrava. Ambos se olhavam.

   Entre tantos seres que estão prontos para se tornarem donos de outro ser, lá estava a menina que viera ao mundo para ter aquele cachorro. Ele fremia suavemente, sem latir. Ela olhava‐o sob os cabelos, fascinada, séria.

   Os pelos de ambos eram curtos, vermelhos.

   Que foi que se disseram? Não se sabe. Sabe‐se apenas que se comunicaram rapidamente, pois não havia tempo. Sabe‐se também que sem falar eles se pediam. Pediam‐se com urgência, com encabulamento, surpreendidos.

   Eles se fitavam profundos, entregues, ausentes de Grajaú. Mais um instante e o suspenso sonho se quebraria, cedendo talvez à gravidade com que se pediam.

   Mas ambos eram comprometidos.

   Ela com sua infância impossível, o centro da inocência que só se abriria quando ela fosse uma mulher. Ele, com sua natureza aprisionada.

   A dona esperava impaciente sob o guarda‐sol. O basset ruivo afinal despregou‐se da menina e saiu sonâmbulo. Ela ficou espantada, com o acontecimento nas mãos, numa mudez que nem pai nem mãe compreenderiam. Acompanhou‐o com olhos pretos que mal acreditavam, debruçada sobre a bolsa e os joelhos, até vê‐lo dobrar a outra esquina.

Mas ele foi mais forte que ela. Nem uma só vez olhou para trás.


(Clarice Lispector. Felicidade Clandestina: Contos. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. Adaptado.)
Trata-se de um paradoxo a seguinte citação textual:
Alternativas
Respostas
48181: X
48182: A
48183: D
48184: B
48185: D
48186: B
48187: E
48188: C
48189: D
48190: C
48191: D
48192: D
48193: D
48194: D
48195: C
48196: B
48197: D
48198: D
48199: D
48200: D