Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q4200697 Português
Leia o Texto 1 para responder à questão.


Texto 1


Chomsky completa 90 anos mais atual que nunca


Aos 90 anos, completados em 07/12/2018, o intelectual americano continua a lutar por mudanças e pode olhar em retrospecto para três áreas que ajudou significativamente a moldar desde meados do século 20 até os dias de hoje – como linguista, filósofo e ativista político de esquerda.

Avram Noam Chomsky nasceu em 1928 na Filadélfia, numa família de imigrantes judeus. Seu pai era da Ucrânia e fugiu para os Estados Unidos. A mãe vinha de Belarus. Comprometida com o sionismo de esquerda, a família vivia numa espécie de gueto judeu. Aos dez anos de idade, Chomsky escreveu um primeiro artigo sobre a ameaça do fascismo e, na adolescência, começou a se identificar com a política anarquista.

Ele estudou Linguística, Matemática e Filosofia, fazendo mestrado em 1951 na área de linguística. As principais teses de seu doutorado Análise Transformacional resultaram mais tarde num livro que revolucionaria a linguística: sua monografia inovadora Estruturas Sintáticas, publicada em 1957.

Com esse livro, Chomsky definiu seu próprio tema de vida científico: as origens e os limites das habilidades cognitivas humanas. Sua pergunta inicial parece simples: como uma criança pode aprender a falar em tão pouco tempo, formar frases gramaticalmente corretas em sua língua materna depois de alguns anos, talvez até mesmo em outra língua? Em sua pesquisa, ele chegou à conclusão de que o aprendizado da linguagem é uma competência inata.

Não é a imitação do que a criança escuta em seu entorno que a transforma num ser falante. De acordo com sua tese central, há uma estrutura geneticamente impressa no cérebro humano que lhe permite perceber as coisas do mundo, pensar sobre elas – e formar um número infinito de sentenças com um número finito de regras.

Guiada pelo pensamento matemático, a sua doutrina de que as estruturas básicas de todas as línguas são iguais e que a linguagem humana segue regras complexas e lógicas – uma "gramática universal" – não influenciou somente a linguística.

Ela também implicou uma tomada de posição dentro de uma disputa filosófica que remontava ao início do Iluminismo. No início do século 17, René Descartes argumentou que a capacidade de pensar em conceitos seria inata. Chomsky catapultou esse "racionalismo cartesiano" para o século 20.

A sua teoria não permaneceu sem discordância – cientistas da comunicação do século 21, por exemplo, não aceitam mais a sua distinção fundamental entre humanos e animais, já que atualmente habilidades cognitivas também são atribuídas aos animais.


Disponível em: <https://www.cartacapital.com.br/cultura/chomsky-completa-90-anos-mais-atual-quenunca/>. Acesso em: 14 jul. 2020. (Adaptado).
A partir das ideias do Texto 1, na visão chomskyana, conclui-se que a 
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Q4200454 Português
Leia o texto a seguir, que se refere às pesquisas sobre a Covid-19.

“A ciência não é dogmática, ela tem um processo contínuo de acúmulo de evidências. Neste momento, trabalhamos com as melhores evidências existentes. Esse processo às vezes passa a impressão de que o cientista não sabe o que está fazendo, que ele muda de ideia. A ciência muda de ideia, sim — tem que mudar, quando está diante das melhores evidências”, diz a cientista Natalia Pasternak, doutora em microbiologia pela Universidade de São Paulo (USP).

Disponível em: <https://www.em.com.br/app/noticia/internacional/bbc/2020/08/03/interna_internacional,1172238/de-mascaras-a-cloroquina-o-que-idas-e-vindas-na-pandemia-ensinam-sobr.shtml>. Acesso em: 3 ago. 2020.

O texto revela que a ciência
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Q4200441 Português

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Texto 2



No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite. Houve um momento em que o silêncio foi tão grande escutando o murmurejo do Uraricoera, que a índia tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é que chamaram de Macunaíma.


Já na meninice fez coisas de sarapantar. De primeiro passou mais de seis anos não falando. Si o incitavam a falar exclamava:


— Ai! Que preguiça!...


E não dizia mais nada. Ficava no canto da maloca, trepado no jirau de paxiúba, espiando o trabalho dos outros e principalmente os dois manos que tinha, Maanape já velhinho e Jiguê na força do homem. O divertimento dele era decepar cabeça de saúva. Vivia deitado mas si punha os olhos em dinheiro, Macunaíma dandava pra ganhar vintém. E também espertava quando a família ia tomar banho no rio, todos juntos e nus. Passava o tempo do banho dando mergulho, e as mulheres soltavam gritos gozados por causa dos guaiamuns diz-que habitando a águadoce por lá. No mocambo si alguma cunhatã se aproximava dele pra fazer festinha, Macunaíma punha a mão nas graças dela, cunhatã se afastava. Nos machos guspia na cara. Porém respeitava os velhos, e frequentava com aplicação a murua a poracê o torê o bacororô a cucuicogue, todas essas danças religiosas da tribo.



ANDRADE, Mário de. Macunaíma, o herói sem nenhum caráter. São Paulo: Ubu Editora, 2017, p. 13. 

O advérbio “porém”, na última oração, rompe com a progressão textual porque Macunaíma vinha sendo descrito como um sujeito que 
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Q4200439 Português

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Texto 2



No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite. Houve um momento em que o silêncio foi tão grande escutando o murmurejo do Uraricoera, que a índia tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é que chamaram de Macunaíma.


Já na meninice fez coisas de sarapantar. De primeiro passou mais de seis anos não falando. Si o incitavam a falar exclamava:


— Ai! Que preguiça!...


E não dizia mais nada. Ficava no canto da maloca, trepado no jirau de paxiúba, espiando o trabalho dos outros e principalmente os dois manos que tinha, Maanape já velhinho e Jiguê na força do homem. O divertimento dele era decepar cabeça de saúva. Vivia deitado mas si punha os olhos em dinheiro, Macunaíma dandava pra ganhar vintém. E também espertava quando a família ia tomar banho no rio, todos juntos e nus. Passava o tempo do banho dando mergulho, e as mulheres soltavam gritos gozados por causa dos guaiamuns diz-que habitando a águadoce por lá. No mocambo si alguma cunhatã se aproximava dele pra fazer festinha, Macunaíma punha a mão nas graças dela, cunhatã se afastava. Nos machos guspia na cara. Porém respeitava os velhos, e frequentava com aplicação a murua a poracê o torê o bacororô a cucuicogue, todas essas danças religiosas da tribo.



ANDRADE, Mário de. Macunaíma, o herói sem nenhum caráter. São Paulo: Ubu Editora, 2017, p. 13. 

Pelo contexto, “sarapantar” significa
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Q4200437 Português

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Texto 1



(...) como é que, ao longo dos últimos 2 mil ou 3 mil anos, nós construímos a ideia de humanidade? Será que ela não está na base de muitas das escolhas erradas que fizemos, justificando o uso da violência? A ideia de que os brancos europeus podiam sair colonizando o resto do mundo estava sustentada na premissa de que havia uma humanidade esclarecida que precisava ir ao encontro da humanidade obscurecida, trazendo-a para essa luz incrível. Esse chamado para o seio da civilização sempre foi justificado pela noção de que existe um jeito de estar aqui na Terra, uma certa verdade, ou uma concepção de verdade, que guiou muitas das escolhas feitas em diferentes períodos da história. Agora, no começo do século XXI, algumas colaborações entre pensadores com visões distintas originadas em diferentes culturas possibilitam uma crítica dessa ideia. Somos mesmo uma humanidade?


Pensemos nas nossas instituições mais bem consolidadas, como universidades ou organismos multilaterais, que surgiram no século XX: Banco Mundial, Organização dos Estados Americanos (OEA), Organização das Nações Unidas (ONU), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Quando a gente quis criar uma reserva da biosfera em uma região do Brasil, foi preciso justificar para a Unesco por que era importante que o planeta não fosse devorado pela mineração. Para essa instituição, é como se bastasse manter apenas alguns lugares como amostra grátis da Terra. Se sobrevivermos, vamos brigar pelos pedaços de planeta que a gente não comeu, e os nossos netos ou tataranetos — ou os netos de nossos tataranetos — vão poder passear para ver como era a Terra no passado.


Essas agências e instituições foram configuradas e mantidas como estruturas dessa humanidade. E nós legitimamos sua perpetuação, aceitamos suas decisões, que muitas vezes são ruins e nos causam perdas, porque estão a serviço da humanidade que pensamos ser. As andanças que fiz por diferentes culturas e lugares do mundo me permitiram avaliar as garantias dadas ao integrar esse clube da humanidade. E fiquei pensando: “Por que insistimos tanto e durante tanto tempo em participar desse clube, que na maioria das vezes só limita a nossa capacidade de invenção, criação, existência e liberdade?”. Será que não estamos sempre atualizando aquela nossa velha disposição para a servidão voluntária? Quando a gente vai entender que os Estados nacionais já se desmancharam, que a velha ideia dessas agências já estava falida na origem? Em vez disso, seguimos arrumando um jeito de projetar outras iguais a elas, que também poderiam manter a nossa coesão como humanidade. Como justificar que somos uma humanidade se mais de 70% estão totalmente alienados do mínimo exercício de ser? 


KRENAK, Aílton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019, p. 10-14. 



No último parágrafo, o uso predominante do pronome na 1ª pessoa do plural e a série sintática de perguntas instauram uma sequência textual de natureza
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Q4200436 Português

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Texto 1



(...) como é que, ao longo dos últimos 2 mil ou 3 mil anos, nós construímos a ideia de humanidade? Será que ela não está na base de muitas das escolhas erradas que fizemos, justificando o uso da violência? A ideia de que os brancos europeus podiam sair colonizando o resto do mundo estava sustentada na premissa de que havia uma humanidade esclarecida que precisava ir ao encontro da humanidade obscurecida, trazendo-a para essa luz incrível. Esse chamado para o seio da civilização sempre foi justificado pela noção de que existe um jeito de estar aqui na Terra, uma certa verdade, ou uma concepção de verdade, que guiou muitas das escolhas feitas em diferentes períodos da história. Agora, no começo do século XXI, algumas colaborações entre pensadores com visões distintas originadas em diferentes culturas possibilitam uma crítica dessa ideia. Somos mesmo uma humanidade?


Pensemos nas nossas instituições mais bem consolidadas, como universidades ou organismos multilaterais, que surgiram no século XX: Banco Mundial, Organização dos Estados Americanos (OEA), Organização das Nações Unidas (ONU), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Quando a gente quis criar uma reserva da biosfera em uma região do Brasil, foi preciso justificar para a Unesco por que era importante que o planeta não fosse devorado pela mineração. Para essa instituição, é como se bastasse manter apenas alguns lugares como amostra grátis da Terra. Se sobrevivermos, vamos brigar pelos pedaços de planeta que a gente não comeu, e os nossos netos ou tataranetos — ou os netos de nossos tataranetos — vão poder passear para ver como era a Terra no passado.


Essas agências e instituições foram configuradas e mantidas como estruturas dessa humanidade. E nós legitimamos sua perpetuação, aceitamos suas decisões, que muitas vezes são ruins e nos causam perdas, porque estão a serviço da humanidade que pensamos ser. As andanças que fiz por diferentes culturas e lugares do mundo me permitiram avaliar as garantias dadas ao integrar esse clube da humanidade. E fiquei pensando: “Por que insistimos tanto e durante tanto tempo em participar desse clube, que na maioria das vezes só limita a nossa capacidade de invenção, criação, existência e liberdade?”. Será que não estamos sempre atualizando aquela nossa velha disposição para a servidão voluntária? Quando a gente vai entender que os Estados nacionais já se desmancharam, que a velha ideia dessas agências já estava falida na origem? Em vez disso, seguimos arrumando um jeito de projetar outras iguais a elas, que também poderiam manter a nossa coesão como humanidade. Como justificar que somos uma humanidade se mais de 70% estão totalmente alienados do mínimo exercício de ser? 


KRENAK, Aílton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019, p. 10-14. 



Na oração explicativa “porque estão a serviço da humanidade que pensamos ser”, o pronome relativo que introduz uma
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Q4200435 Português

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Texto 1



(...) como é que, ao longo dos últimos 2 mil ou 3 mil anos, nós construímos a ideia de humanidade? Será que ela não está na base de muitas das escolhas erradas que fizemos, justificando o uso da violência? A ideia de que os brancos europeus podiam sair colonizando o resto do mundo estava sustentada na premissa de que havia uma humanidade esclarecida que precisava ir ao encontro da humanidade obscurecida, trazendo-a para essa luz incrível. Esse chamado para o seio da civilização sempre foi justificado pela noção de que existe um jeito de estar aqui na Terra, uma certa verdade, ou uma concepção de verdade, que guiou muitas das escolhas feitas em diferentes períodos da história. Agora, no começo do século XXI, algumas colaborações entre pensadores com visões distintas originadas em diferentes culturas possibilitam uma crítica dessa ideia. Somos mesmo uma humanidade?


Pensemos nas nossas instituições mais bem consolidadas, como universidades ou organismos multilaterais, que surgiram no século XX: Banco Mundial, Organização dos Estados Americanos (OEA), Organização das Nações Unidas (ONU), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Quando a gente quis criar uma reserva da biosfera em uma região do Brasil, foi preciso justificar para a Unesco por que era importante que o planeta não fosse devorado pela mineração. Para essa instituição, é como se bastasse manter apenas alguns lugares como amostra grátis da Terra. Se sobrevivermos, vamos brigar pelos pedaços de planeta que a gente não comeu, e os nossos netos ou tataranetos — ou os netos de nossos tataranetos — vão poder passear para ver como era a Terra no passado.


Essas agências e instituições foram configuradas e mantidas como estruturas dessa humanidade. E nós legitimamos sua perpetuação, aceitamos suas decisões, que muitas vezes são ruins e nos causam perdas, porque estão a serviço da humanidade que pensamos ser. As andanças que fiz por diferentes culturas e lugares do mundo me permitiram avaliar as garantias dadas ao integrar esse clube da humanidade. E fiquei pensando: “Por que insistimos tanto e durante tanto tempo em participar desse clube, que na maioria das vezes só limita a nossa capacidade de invenção, criação, existência e liberdade?”. Será que não estamos sempre atualizando aquela nossa velha disposição para a servidão voluntária? Quando a gente vai entender que os Estados nacionais já se desmancharam, que a velha ideia dessas agências já estava falida na origem? Em vez disso, seguimos arrumando um jeito de projetar outras iguais a elas, que também poderiam manter a nossa coesão como humanidade. Como justificar que somos uma humanidade se mais de 70% estão totalmente alienados do mínimo exercício de ser? 


KRENAK, Aílton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019, p. 10-14. 



No segundo parágrafo, ao tratar do modo de exploração e consequente destruição do planeta por uma determinada concepção de vida, o autor usa enunciados 
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Q4200434 Português

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Texto 1



(...) como é que, ao longo dos últimos 2 mil ou 3 mil anos, nós construímos a ideia de humanidade? Será que ela não está na base de muitas das escolhas erradas que fizemos, justificando o uso da violência? A ideia de que os brancos europeus podiam sair colonizando o resto do mundo estava sustentada na premissa de que havia uma humanidade esclarecida que precisava ir ao encontro da humanidade obscurecida, trazendo-a para essa luz incrível. Esse chamado para o seio da civilização sempre foi justificado pela noção de que existe um jeito de estar aqui na Terra, uma certa verdade, ou uma concepção de verdade, que guiou muitas das escolhas feitas em diferentes períodos da história. Agora, no começo do século XXI, algumas colaborações entre pensadores com visões distintas originadas em diferentes culturas possibilitam uma crítica dessa ideia. Somos mesmo uma humanidade?


Pensemos nas nossas instituições mais bem consolidadas, como universidades ou organismos multilaterais, que surgiram no século XX: Banco Mundial, Organização dos Estados Americanos (OEA), Organização das Nações Unidas (ONU), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Quando a gente quis criar uma reserva da biosfera em uma região do Brasil, foi preciso justificar para a Unesco por que era importante que o planeta não fosse devorado pela mineração. Para essa instituição, é como se bastasse manter apenas alguns lugares como amostra grátis da Terra. Se sobrevivermos, vamos brigar pelos pedaços de planeta que a gente não comeu, e os nossos netos ou tataranetos — ou os netos de nossos tataranetos — vão poder passear para ver como era a Terra no passado.


Essas agências e instituições foram configuradas e mantidas como estruturas dessa humanidade. E nós legitimamos sua perpetuação, aceitamos suas decisões, que muitas vezes são ruins e nos causam perdas, porque estão a serviço da humanidade que pensamos ser. As andanças que fiz por diferentes culturas e lugares do mundo me permitiram avaliar as garantias dadas ao integrar esse clube da humanidade. E fiquei pensando: “Por que insistimos tanto e durante tanto tempo em participar desse clube, que na maioria das vezes só limita a nossa capacidade de invenção, criação, existência e liberdade?”. Será que não estamos sempre atualizando aquela nossa velha disposição para a servidão voluntária? Quando a gente vai entender que os Estados nacionais já se desmancharam, que a velha ideia dessas agências já estava falida na origem? Em vez disso, seguimos arrumando um jeito de projetar outras iguais a elas, que também poderiam manter a nossa coesão como humanidade. Como justificar que somos uma humanidade se mais de 70% estão totalmente alienados do mínimo exercício de ser? 


KRENAK, Aílton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019, p. 10-14. 



Para criticar a Unesco, o autor afirma ironicamente “Para essa instituição, é como se bastasse manter apenas alguns lugares como amostra grátis da Terra”. Essa ironia constitui-se por meio de
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Q4200433 Português

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Texto 1



(...) como é que, ao longo dos últimos 2 mil ou 3 mil anos, nós construímos a ideia de humanidade? Será que ela não está na base de muitas das escolhas erradas que fizemos, justificando o uso da violência? A ideia de que os brancos europeus podiam sair colonizando o resto do mundo estava sustentada na premissa de que havia uma humanidade esclarecida que precisava ir ao encontro da humanidade obscurecida, trazendo-a para essa luz incrível. Esse chamado para o seio da civilização sempre foi justificado pela noção de que existe um jeito de estar aqui na Terra, uma certa verdade, ou uma concepção de verdade, que guiou muitas das escolhas feitas em diferentes períodos da história. Agora, no começo do século XXI, algumas colaborações entre pensadores com visões distintas originadas em diferentes culturas possibilitam uma crítica dessa ideia. Somos mesmo uma humanidade?


Pensemos nas nossas instituições mais bem consolidadas, como universidades ou organismos multilaterais, que surgiram no século XX: Banco Mundial, Organização dos Estados Americanos (OEA), Organização das Nações Unidas (ONU), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Quando a gente quis criar uma reserva da biosfera em uma região do Brasil, foi preciso justificar para a Unesco por que era importante que o planeta não fosse devorado pela mineração. Para essa instituição, é como se bastasse manter apenas alguns lugares como amostra grátis da Terra. Se sobrevivermos, vamos brigar pelos pedaços de planeta que a gente não comeu, e os nossos netos ou tataranetos — ou os netos de nossos tataranetos — vão poder passear para ver como era a Terra no passado.


Essas agências e instituições foram configuradas e mantidas como estruturas dessa humanidade. E nós legitimamos sua perpetuação, aceitamos suas decisões, que muitas vezes são ruins e nos causam perdas, porque estão a serviço da humanidade que pensamos ser. As andanças que fiz por diferentes culturas e lugares do mundo me permitiram avaliar as garantias dadas ao integrar esse clube da humanidade. E fiquei pensando: “Por que insistimos tanto e durante tanto tempo em participar desse clube, que na maioria das vezes só limita a nossa capacidade de invenção, criação, existência e liberdade?”. Será que não estamos sempre atualizando aquela nossa velha disposição para a servidão voluntária? Quando a gente vai entender que os Estados nacionais já se desmancharam, que a velha ideia dessas agências já estava falida na origem? Em vez disso, seguimos arrumando um jeito de projetar outras iguais a elas, que também poderiam manter a nossa coesão como humanidade. Como justificar que somos uma humanidade se mais de 70% estão totalmente alienados do mínimo exercício de ser? 


KRENAK, Aílton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019, p. 10-14. 



Segundo o texto de Aílton Krenak, quem participa do “clube da Humanidade”?
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Q4200047 Português
Leia o Texto II para responder à questão. 


Texto II 

Q5_6.png (293×205)

Disponível em: <http://blogdoxandro.blogspot.com/2008_07_15_archive.htmlwr>.
Acesso em: 10 set. 2022.
Em relação à forma como as palavras estão escritas na expressão "naum eh verdade”, pode-se indicar que
Alternativas
Q4200043 Português
Leia o Texto I para responder à questão.


Texto I  


EXPERIÊNCIAS EM INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL EM SAÚDE


Em trabalho recente, Mukherjee (2010) relata a experiência de Sebastian Thrun, da Universidade de Stanford, que armazena, numa rede neural de computação, 130 mil imagens de lesões da pele classificadas por dermatologistas. O sistema usa algoritmos que reconhecem imagens e suas características (pattern recognition). Em junho de 2015, Thrun e equipe começaram a validar o sistema usando um conjunto de 14 mil imagens que haviam sido diagnosticadas por dermatologistas, solicitando que o sistema reconhecesse três tipos de lesão: benignas, malignas e crescimentos não cancerosos. O sistema acertou 72% das vezes, comparado com um acerto de 66% obtido por dermatologistas qualificados. A experiência de Thrun foi ampliada para incluir 25 dermatologistas e uma amostra de 2 mil casos biopsiados. A máquina continuou sendo mais acurada. O desafio é diagnosticar e intervir precocemente. O reconhecimento de imagens feito por Inteligência Artificial (IA) poderia obviar esse desafio pelo reconhecimento de pequenos detalhes indicando áreas suspeitas em cortes de CT que poderiam passar despercebidas. O computador pode acertar o knowwhat, mas o médico, conversando com seu paciente, explica o know-why, ou seja, não explica o porquê nem alivia a angústia do paciente. [Adaptado].


Fonte: LOBO, Luiz Carlos. Inteligência Artificial e Medicina. Rev. bras. educ. med., 41 (2), abr./jun. 2017. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/1981-
52712015v41n2esp>. Acesso em: 25 ago. 2022. (Adaptado). 
Na frase "O reconhecimento de imagens feito por IA poderia obviar esse desafio pelo reconhecimento de pequenos detalhes indicando áreas suspeitas em cortes de CT que poderiam passar despercebidas”, o sintagma verbal sublinhado refere-se a  
Alternativas
Q4197046 Português

Leia atenciosamente a tirinha:


Imagem associada para resolução da questão


O tema principal tratado na tirinha é:

Alternativas
Q4194840 Português

Leia o texto e responda a questão.

À medida que vencemos a covid-19, com diminuição dos números da doença em todo o Brasil, cresce a flexibilização das restrições trazidas pela pandemia, o que aumenta a circulação de outros vírus respiratórios, como a influenza.


Com a possiblidade de circulação dos dois vírus, influenza e covid-19, é hora de ter atenção redobrada com as pessoas mais vulneráveis a essas doenças. A vacina vai reduzir a carga da doença, prevenindo hospitalizações, mortes e consultas ambulatoriais, além de reduzir sobrecarga sobre os serviços de saúde.

Já a vacinação contra o sarampo permitirá interromper a circulação do vírus no país, minimizando a carga da doença e protegendo a população, em especial as nossas crianças, que são mais vulneráveis, e os trabalhadores da saúde, considerando o risco de adoecimento e maior exposição ao vírus.


Disponível em https://www.gov.br/saude/pt-br/campanhas-dasaude/2022/vacinacao-contra-gripe-e-sarampo/a-importancia-da-vacina

O informativo alerta sobre a importância de vacinarse contra
Alternativas
Q4194836 Português

Leia o texto e responda a questão.

À medida que vencemos a covid-19, com diminuição dos números da doença em todo o Brasil, cresce a flexibilização das restrições trazidas pela pandemia, o que aumenta a circulação de outros vírus respiratórios, como a influenza.


Com a possiblidade de circulação dos dois vírus, influenza e covid-19, é hora de ter atenção redobrada com as pessoas mais vulneráveis a essas doenças. A vacina vai reduzir a carga da doença, prevenindo hospitalizações, mortes e consultas ambulatoriais, além de reduzir sobrecarga sobre os serviços de saúde.

Já a vacinação contra o sarampo permitirá interromper a circulação do vírus no país, minimizando a carga da doença e protegendo a população, em especial as nossas crianças, que são mais vulneráveis, e os trabalhadores da saúde, considerando o risco de adoecimento e maior exposição ao vírus.


Disponível em https://www.gov.br/saude/pt-br/campanhas-dasaude/2022/vacinacao-contra-gripe-e-sarampo/a-importancia-da-vacina

Analise: “é hora de ter atenção redobrada com as pessoas mais vulneráveis a essas doenças.” E assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4194835 Português

Leia o texto e responda a questão.

À medida que vencemos a covid-19, com diminuição dos números da doença em todo o Brasil, cresce a flexibilização das restrições trazidas pela pandemia, o que aumenta a circulação de outros vírus respiratórios, como a influenza.


Com a possiblidade de circulação dos dois vírus, influenza e covid-19, é hora de ter atenção redobrada com as pessoas mais vulneráveis a essas doenças. A vacina vai reduzir a carga da doença, prevenindo hospitalizações, mortes e consultas ambulatoriais, além de reduzir sobrecarga sobre os serviços de saúde.

Já a vacinação contra o sarampo permitirá interromper a circulação do vírus no país, minimizando a carga da doença e protegendo a população, em especial as nossas crianças, que são mais vulneráveis, e os trabalhadores da saúde, considerando o risco de adoecimento e maior exposição ao vírus.


Disponível em https://www.gov.br/saude/pt-br/campanhas-dasaude/2022/vacinacao-contra-gripe-e-sarampo/a-importancia-da-vacina

Qual o sinônimo de “vulneráveis”?
Alternativas
Q4194834 Português

Leia o texto e responda a questão.

À medida que vencemos a covid-19, com diminuição dos números da doença em todo o Brasil, cresce a flexibilização das restrições trazidas pela pandemia, o que aumenta a circulação de outros vírus respiratórios, como a influenza.


Com a possiblidade de circulação dos dois vírus, influenza e covid-19, é hora de ter atenção redobrada com as pessoas mais vulneráveis a essas doenças. A vacina vai reduzir a carga da doença, prevenindo hospitalizações, mortes e consultas ambulatoriais, além de reduzir sobrecarga sobre os serviços de saúde.

Já a vacinação contra o sarampo permitirá interromper a circulação do vírus no país, minimizando a carga da doença e protegendo a população, em especial as nossas crianças, que são mais vulneráveis, e os trabalhadores da saúde, considerando o risco de adoecimento e maior exposição ao vírus.


Disponível em https://www.gov.br/saude/pt-br/campanhas-dasaude/2022/vacinacao-contra-gripe-e-sarampo/a-importancia-da-vacina

Qual o antônimo de “flexibilização”? 
Alternativas
Q4194779 Português

Leia o texto para responder a questão.


Querido André,

Quando eu nasci minhas duas irmãs e meu irmão já tinham mais de dez anos. Fico achando que é por isso que ninguém aqui em casa tem paciência comigo: todo o mundo já é bem grande há muito tempo, menos eu.

Não sei quantas vezes eu ouvi minhas irmãs dizendo: "A Raquel nasceu de araque. A Raquel nasceu fora de hora. A Raquel nasceu quando a mamãe já não tinha mais condições de ter filho."

Tô sobrando, André. Já nasci sobrando. É ou não é?

Um dia perguntei pra elas: "Por que é que a mamãe não tinha mais condições de ter filho?"

Elas falaram que a minha mãe trabalhava demais, já tava cansada, e que também a gente não tinha dinheiro pra educar direito três filhos, quanto mais quatro.

Fiquei pensando: mas se ela não queria mais filho por que é que eu nasci? Pensei nisso demais, sabe?

E acabei achando que a gente só devia nascer quando a mãe da gente quer ver a gente nascendo. Você não acha, não? Raquel.


Trecho do livro “A bolsa amarela” de Lygia Bojunga. 

Qual o sinônimo da palavra “araque”? 
Alternativas
Q4194778 Português

Leia o texto para responder a questão.


Querido André,

Quando eu nasci minhas duas irmãs e meu irmão já tinham mais de dez anos. Fico achando que é por isso que ninguém aqui em casa tem paciência comigo: todo o mundo já é bem grande há muito tempo, menos eu.

Não sei quantas vezes eu ouvi minhas irmãs dizendo: "A Raquel nasceu de araque. A Raquel nasceu fora de hora. A Raquel nasceu quando a mamãe já não tinha mais condições de ter filho."

Tô sobrando, André. Já nasci sobrando. É ou não é?

Um dia perguntei pra elas: "Por que é que a mamãe não tinha mais condições de ter filho?"

Elas falaram que a minha mãe trabalhava demais, já tava cansada, e que também a gente não tinha dinheiro pra educar direito três filhos, quanto mais quatro.

Fiquei pensando: mas se ela não queria mais filho por que é que eu nasci? Pensei nisso demais, sabe?

E acabei achando que a gente só devia nascer quando a mãe da gente quer ver a gente nascendo. Você não acha, não? Raquel.


Trecho do livro “A bolsa amarela” de Lygia Bojunga. 

Qual o antônimo da palavra “cansada”? 
Alternativas
Q4192789 Português

O robô carregador 


Os dias de arrastar sacolas do mercado acabaram. Pelo menos é o que promete a empresa italiana Piaggio, que criou robôs que te seguem na rua, carregando as compras. Os robôs se chamam Gita e Gitamini. O funcionamento é simples: você coloca suas compras ou objetos dentro deles – o menor comporta até 10 kg, o maior 20 kg –, sai andando e o treco vai atrás.
Ele tem autonomia de 20 km e é esperto o suficiente para desviar de obstáculos (inclusive à noite). Os preços: o menor custa US$ 1.850, e o maior US$ 2.950. Você compraria?


Disponível em #Tech no Instagram

Segundo o texto, é possível afirmar que
Alternativas
Q4192788 Português

O robô carregador 


Os dias de arrastar sacolas do mercado acabaram. Pelo menos é o que promete a empresa italiana Piaggio, que criou robôs que te seguem na rua, carregando as compras. Os robôs se chamam Gita e Gitamini. O funcionamento é simples: você coloca suas compras ou objetos dentro deles – o menor comporta até 10 kg, o maior 20 kg –, sai andando e o treco vai atrás.
Ele tem autonomia de 20 km e é esperto o suficiente para desviar de obstáculos (inclusive à noite). Os preços: o menor custa US$ 1.850, e o maior US$ 2.950. Você compraria?


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Qual o sinônimo da palavra “esperto”? 
Alternativas
Respostas
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