Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3580557 Português
A Cascata ________________ é um dos atrativos naturais de maior destaque no município de Rolante. Sua formação rochosa, com paredes arredondadas que mais parecem ter sido esculpidas, impressionam. Para chegar até ela, é preciso adentrar a mata por uma trilha e transpor o arroio por dentro d’água, o que exige um pouco de esforço em alguns pontos e não é indicado em dias de chuva.

Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
Alternativas
Q3580547 Português
Por que os maiores benefícios da tecnologia raramente chegam ao grande público?




(Disponível em: https://www.mitsloanreview.com.br/post/por-que-os-maiores-beneficios-da-tecnologiararamente-chegam-ao-grande – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando a estrutura do texto e seus efeitos de sentido, analise as assertivas a seguir:

I. Em “No período de 1720 a 1840 nasceram muitas novas tecnologias, mas sabemos que, na década de 1840, crianças de até seis anos ainda empurravam carrinhos de carvão do subsolo para fora das minas” (l. 26 a 29), existe um argumento formado com base na menção ao trabalho infantil em dado momento histórico, fato utilizado pelo autor para corroborar as contradições que envolvem as evoluções tecnológicas.
II. A expressão “não é bem assim” (l. 17) anuncia uma ideia contrária ao que foi apresentado no parágrafo anterior.
III. Pode-se dizer que o propósito da comunicação do texto é informativo e persuasivo, pois informa sobre a intencionalidade do livro dos economistas e busca convencer o leitor de que a forma como concebemos a tecnologia é problemática.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q3580546 Português
Por que os maiores benefícios da tecnologia raramente chegam ao grande público?




(Disponível em: https://www.mitsloanreview.com.br/post/por-que-os-maiores-beneficios-da-tecnologiararamente-chegam-ao-grande – texto adaptado especialmente para esta prova).
Por meio da leitura do texto, é possível inferir que:
Alternativas
Q3579504 Português
Leia com atenção as colunas abaixo:
Coluna 01
(__)Ela é bela como uma flor recém-desabrochada.
(__)O mundo é um palco e todos os homens e mulheres meros atores.
(__)As salas de aula estavam cheias de olhares curiosos.
(__)O pé da mesa quebrou.
(__)O som da risada dela tinha um gosto doce.
Coluna 02
I.Catacrese.
II.Comparação.
III.Metáfora.
IV.Metonímia.
V.Sinestesia.
Identifique quais das figuras de linguagem presentes na coluna 02 estão empregadas em cada sentença da coluna 01 e correlacione-as.
Em seguida, identifique a alternativa com a ordem correta encontrada na coluna 01:
Alternativas
Q3579499 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O poder do "não" para a nossa saúde mental


Vivemos em um mundo em que ficou mais difícil dizer não. São tantas coisas bacanas pululando ao nosso redor, são tantas as demandas na vida e no trabalho que o "sim" acaba se impondo. É como se o que está fora − as redes sociais, os amigos, os colegas de trabalho, o parceiro ou parceira, a família − importasse mais. E se aquela pessoa ficar com raiva? E se nossa relação ficar abalada? E se eu ficar desatualizado, ficar de fora, perder o emprego, ficar marcado no trabalho? Dirigimos o olhar primeiro para o outro, esquecendo de olhar para nós mesmos.


Não por acaso, muita gente acaba dizendo sim quando queria mesmo era dizer não. Não por acaso, muita gente anda se sentindo sobrecarregada, ansiosa, esgotada ou, no caso do ambiente de trabalho, sofrendo com burnout. Responder apenas com o sim nos custa mental, física e emocionalmente. É cansativo.


Aprender a dizer não é um exercício diário e que começa conosco. Se uma pessoa não consegue falar não a si mesma, não conseguirá dizer não aos outros. É como aprender uma nova competência. Eventualmente, erraremos. Mas, com uma certa insistência, aprenderemos.


O segredo está em colocar na balança os nossos valores e prioridades na vida. Também está em estabelecer o que é mais importante, essencial no dia a dia. Isso vai permitir que você se mantenha mais focado, em vez de querer responder a tudo e a todos. Cada escolha implica em uma renúncia. Não se pode ter tudo.


Estamos mal acostumados a usar a palavra "egoísta". Colocar as nossas necessidades no topo da lista não tem nada de egoísmo. Ao contrário: é determinar que dá para fazer algo apenas quando se pode. Aprender a fazer escolhas, afinal, não só nos define como também define a vida que levamos. É preciso respeitar os nossos limites. Acrescentar essa palavra tão pequena ao nosso vocabulário diário é uma das grandes formas de autocuidado. 


https://forbes.com.br/forbessaude/2023/10/arthur-guerra-o-poder-do-na

Qual é a importância de aprender a dizer "não" de acordo com o texto? 
Alternativas
Q3579498 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

'Empresas já leem nossas mentes e vão saber ainda mais com neurotecnologia', diz pesquisadora 

Alguns anos atrás, a ideia de "ameaça à privacidade de pensamento" estava mais para 1984, de George Orwell, e para o terreno da ficção científica distópica.

Para Nita Farahany, professora da Universidade Duke (EUA) que se especializou em pesquisar as consequências das novas tecnologias e suas implicações éticas, essa ameaça já é presente hoje e deve ser levada a sério.

A iraniana-americana lançou neste ano o livro The Battle for your Brain: Defending the Right to Think Freely in the Age of Neurotechnology ("A Batalha pelo seu Cérebro: Defendendo o Direito de Pensar Livremente na Era da Neurotecnologia", em tradução livre, sem edição brasileira).

Mas como é possível ler o nosso cérebro? Bem, de fato ainda não existe — como na ficção — uma supermáquina que entra na cabeça de uma pessoa e entrega uma lista completa de ideias e conceitos.

Na verdade, explica Farahany, as defesas da nossa privacidade de pensamento começaram a ser derrubadas sem a necessidade de examinar diretamente o cérebro.

Isso foi possível com a vasta quantidade de dados pessoais compartilhada em redes sociais e outros apps, que é analisada por algoritmos e depois monetizada.

Hoje as companhias de tecnologia detêm informações importantes sobre nós: quem são nossos amigos, qual conteúdo gera emoção (e, importante, que tipo de emoção), as preferências políticas, em quais produtos clicamos, por onde circulamos ao longo do dia e algumas das transações financeiras.

"Tudo isso está sendo usado por empresas para criar perfis muito precisos sobre quem somos e assim entender nossas preferências e nossos desejos", diz Farahany em entrevista à BBC News Brasil.

"É importante as pessoas entenderem que elas já estão em um mundo onde mentes são lidas."

Outra fronteira do nosso funcionamento interno começa a ser explorada com a popularização de smartwatches (relógios inteligentes), que reúnem dados sobre batimento cardíaco, níveis de estresse, qualidade do sono e muito mais.

Mas o avanço da neurotecnologia, com equipamentos em contato direto com a cabeça, leva tudo isso a um novo patamar, com mais dados e mais precisão.

Ela explica que sensores cerebrais são justamente parecidos com sensores de frequência cardíaca encontrados nos smartwatches ou em anéis que medem a temperatura do corpo quando captam a atividade elétrica no cérebro.

"E toda vez que você pensa, ou toda vez que sente algo, os neurônios disparam em seu cérebro, emitindo pequenas descargas elétricas. Padrões característicos podem ser usados para tirar conclusões", afirma.

"Por exemplo, se você vê uma propaganda e sente alegria ou estresse ou raiva, tédio, envolvimento... todas essas reações podem ser captadas por meio da atividade elétrica em seu cérebro e decodificadas com a inteligência artificial mais avançada."

Ou seja, esses sinais cerebrais transmitem o que sentimos, observamos, imaginamos ou pensamos.

Farahany afirma que as pessoas precisam compreender e aceitar que o cérebro "não é inteiramente delas".

Essa situação leva a própria filosofia a questionar o conceito de livre arbítrio, ou seja, o poder de um indivíduo de optar por suas ações.

"Imagine que você se proponha no começo da semana a não passar mais de uma hora por dia nas redes sociais. Aí você descobre no final que você gastou quatro horas por dia. O que aconteceu?", pondera a professora de Direito e Filosofia na Duke.

"Se existem algoritmos projetados para te capturar quando você quer se desconectar, se existem notificações quando você fica muito tempo fora do celular, se você quer assistir a só um episódio da série e o próximo começa automaticamente, você usou seu livre arbítrio? São ferramentas e técnicas projetadas para prejudicar aquilo com que você se comprometeu."

'Tecnologia em si raramente é o problema'

Farahany, ao contrário do que se possa pensar, é uma grande entusiasta dos avanços da neurotecnologia.

Ela enumera ao longo de The Battle for Your Brain uma longa lista de contextos em que o monitoramento cerebral poderia melhorar a humanidade e salvar vidas.

"O que eu proponho é um equilíbrio. É tanto uma forma de as pessoas enxergarem os aspectos positivos da tecnologia, mas também de estarem protegidas contra os riscos mais significativos", diz.

"Para chegar lá, é necessário mudar a forma como pensamos a nossa relação com a tecnologia. A tecnologia raramente é o problema. Quase sempre é o mau uso." 

"Não se trata de encampar posições absolutas do tipo 'tudo isso é ruim' ou 'tudo isso é ótimo', mas tentar definir quais são as funcionalidades dessa tecnologia para o bem comum e quais são os riscos de uso indevido."

Esses cenários de um futuro não tão distante, no entanto, são complexos, cheios de facas de dois gumes.

A neurotecnologia poderá reduzir o número de acidentes fatais ao acompanhar os graus de desatenção e, principalmente, de fadiga que atingem caminhoneiros e condutores de trem/metrô, por exemplo.

Essa mesma funcionalidade pode ser abusada por uma empresa ou escola em busca da produtividade total, em que momentos de distração de um empregado ou aluno são vigiados, registrados e eventualmente punidos.

Uma pulseira que capta ondas eletromagnéticas enviadas pelo cérebro para movimentar braços e mãos poderá transformar esses impulsos em sinais eletrônicos e tornar experiências digitais ou de realidade virtual muito mais intuitivas e integradas.

E há um potencial ainda mais importante nesse dispositivo: o de detectar os estágios iniciais de uma doença neurodegenerativa. A análise das atividades cerebrais como um todo poderá representar um salto imenso para a medicina e a longevidade.

Por outro lado, escreve Farahany no livro, a mesma pulseira também perceberá "se você está envolvido em uma atividade íntima usando suas mãos em seu quarto".

E todos esses dados nas mãos de governos?

Mas para a professora iraniana-americana a grande preocupação em relação à privacidade individual está em governos de posse de uma gama cada mais ampla de dados pessoais.

Ela relata que o Departamento de Defesa dos EUA financiou uma empresa que desenvolveu um sistema biométrico que combina dados de ondas cerebrais, estados cognitivos, reconhecimento facial, análise das pupilas dos olhos e mudanças na quantidade de suor produzido.

Já na China, uma reportagem de 2018 do jornal South China Morning Post contava que trabalhadores de diversos ramos e integrantes de forças militares do país já usavam monitores de ondas cerebrais para detectar picos emocionais como depressão, ansiedade ou raiva.

Além do uso para melhorar performances e assim o resultado financeiro de empresas, a reportagem dizia que outro objetivo era "manter a estabilidade social" chinesa.

Farahany afirma que, na maioria dos países, as leis sobre privacidade não contemplam explicitamente o direito à privacidade mental.

"Acredito que as Nações Unidas precisam avançar no sentido de reconhecer o que chamo de 'direito à liberdade cognitiva'. Um direito universal que nos direcionaria a uma atualização da privacidade, que diga explicitamente que há direito à privacidade mental, um direito de estar protegido contra interferências na maneira como pensamos e sentimos."

Ela diz que "liberdade de pensamento" é hoje aplicada e entendida como sendo estritamente a respeito de liberdade de religião e de crença.

"Acho que precisamos expandir esse entendimento para haver uma proteção contra a interferência, a manipulação e a punição contra o pensamento."

O problema é que a tecnologia se desenvolve sempre mais rápido que o debate e a aprovação de uma legislação, e empresas e governos se aproveitam dos vazios de legalidade.

"Trata-se realmente de tentar descobrir o quanto antes, e também conforme a tecnologia evolui, quais são seus benefícios e riscos. E depois esclarecer o que está em jogo e desenvolver um regime regulatório que aborde isso. Nem sempre é fácil de fazer", reconhece Farahany. 

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c88jmpl902lo

De acordo com a professora Nita Farahany, como as empresas de tecnologia estão coletando informações sobre as pessoas para entender suas preferências e desejos?
Alternativas
Q3579496 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

'Empresas já leem nossas mentes e vão saber ainda mais com neurotecnologia', diz pesquisadora 

Alguns anos atrás, a ideia de "ameaça à privacidade de pensamento" estava mais para 1984, de George Orwell, e para o terreno da ficção científica distópica.

Para Nita Farahany, professora da Universidade Duke (EUA) que se especializou em pesquisar as consequências das novas tecnologias e suas implicações éticas, essa ameaça já é presente hoje e deve ser levada a sério.

A iraniana-americana lançou neste ano o livro The Battle for your Brain: Defending the Right to Think Freely in the Age of Neurotechnology ("A Batalha pelo seu Cérebro: Defendendo o Direito de Pensar Livremente na Era da Neurotecnologia", em tradução livre, sem edição brasileira).

Mas como é possível ler o nosso cérebro? Bem, de fato ainda não existe — como na ficção — uma supermáquina que entra na cabeça de uma pessoa e entrega uma lista completa de ideias e conceitos.

Na verdade, explica Farahany, as defesas da nossa privacidade de pensamento começaram a ser derrubadas sem a necessidade de examinar diretamente o cérebro.

Isso foi possível com a vasta quantidade de dados pessoais compartilhada em redes sociais e outros apps, que é analisada por algoritmos e depois monetizada.

Hoje as companhias de tecnologia detêm informações importantes sobre nós: quem são nossos amigos, qual conteúdo gera emoção (e, importante, que tipo de emoção), as preferências políticas, em quais produtos clicamos, por onde circulamos ao longo do dia e algumas das transações financeiras.

"Tudo isso está sendo usado por empresas para criar perfis muito precisos sobre quem somos e assim entender nossas preferências e nossos desejos", diz Farahany em entrevista à BBC News Brasil.

"É importante as pessoas entenderem que elas já estão em um mundo onde mentes são lidas."

Outra fronteira do nosso funcionamento interno começa a ser explorada com a popularização de smartwatches (relógios inteligentes), que reúnem dados sobre batimento cardíaco, níveis de estresse, qualidade do sono e muito mais.

Mas o avanço da neurotecnologia, com equipamentos em contato direto com a cabeça, leva tudo isso a um novo patamar, com mais dados e mais precisão.

Ela explica que sensores cerebrais são justamente parecidos com sensores de frequência cardíaca encontrados nos smartwatches ou em anéis que medem a temperatura do corpo quando captam a atividade elétrica no cérebro.

"E toda vez que você pensa, ou toda vez que sente algo, os neurônios disparam em seu cérebro, emitindo pequenas descargas elétricas. Padrões característicos podem ser usados para tirar conclusões", afirma.

"Por exemplo, se você vê uma propaganda e sente alegria ou estresse ou raiva, tédio, envolvimento... todas essas reações podem ser captadas por meio da atividade elétrica em seu cérebro e decodificadas com a inteligência artificial mais avançada."

Ou seja, esses sinais cerebrais transmitem o que sentimos, observamos, imaginamos ou pensamos.

Farahany afirma que as pessoas precisam compreender e aceitar que o cérebro "não é inteiramente delas".

Essa situação leva a própria filosofia a questionar o conceito de livre arbítrio, ou seja, o poder de um indivíduo de optar por suas ações.

"Imagine que você se proponha no começo da semana a não passar mais de uma hora por dia nas redes sociais. Aí você descobre no final que você gastou quatro horas por dia. O que aconteceu?", pondera a professora de Direito e Filosofia na Duke.

"Se existem algoritmos projetados para te capturar quando você quer se desconectar, se existem notificações quando você fica muito tempo fora do celular, se você quer assistir a só um episódio da série e o próximo começa automaticamente, você usou seu livre arbítrio? São ferramentas e técnicas projetadas para prejudicar aquilo com que você se comprometeu."

'Tecnologia em si raramente é o problema'

Farahany, ao contrário do que se possa pensar, é uma grande entusiasta dos avanços da neurotecnologia.

Ela enumera ao longo de The Battle for Your Brain uma longa lista de contextos em que o monitoramento cerebral poderia melhorar a humanidade e salvar vidas.

"O que eu proponho é um equilíbrio. É tanto uma forma de as pessoas enxergarem os aspectos positivos da tecnologia, mas também de estarem protegidas contra os riscos mais significativos", diz.

"Para chegar lá, é necessário mudar a forma como pensamos a nossa relação com a tecnologia. A tecnologia raramente é o problema. Quase sempre é o mau uso." 

"Não se trata de encampar posições absolutas do tipo 'tudo isso é ruim' ou 'tudo isso é ótimo', mas tentar definir quais são as funcionalidades dessa tecnologia para o bem comum e quais são os riscos de uso indevido."

Esses cenários de um futuro não tão distante, no entanto, são complexos, cheios de facas de dois gumes.

A neurotecnologia poderá reduzir o número de acidentes fatais ao acompanhar os graus de desatenção e, principalmente, de fadiga que atingem caminhoneiros e condutores de trem/metrô, por exemplo.

Essa mesma funcionalidade pode ser abusada por uma empresa ou escola em busca da produtividade total, em que momentos de distração de um empregado ou aluno são vigiados, registrados e eventualmente punidos.

Uma pulseira que capta ondas eletromagnéticas enviadas pelo cérebro para movimentar braços e mãos poderá transformar esses impulsos em sinais eletrônicos e tornar experiências digitais ou de realidade virtual muito mais intuitivas e integradas.

E há um potencial ainda mais importante nesse dispositivo: o de detectar os estágios iniciais de uma doença neurodegenerativa. A análise das atividades cerebrais como um todo poderá representar um salto imenso para a medicina e a longevidade.

Por outro lado, escreve Farahany no livro, a mesma pulseira também perceberá "se você está envolvido em uma atividade íntima usando suas mãos em seu quarto".

E todos esses dados nas mãos de governos?

Mas para a professora iraniana-americana a grande preocupação em relação à privacidade individual está em governos de posse de uma gama cada mais ampla de dados pessoais.

Ela relata que o Departamento de Defesa dos EUA financiou uma empresa que desenvolveu um sistema biométrico que combina dados de ondas cerebrais, estados cognitivos, reconhecimento facial, análise das pupilas dos olhos e mudanças na quantidade de suor produzido.

Já na China, uma reportagem de 2018 do jornal South China Morning Post contava que trabalhadores de diversos ramos e integrantes de forças militares do país já usavam monitores de ondas cerebrais para detectar picos emocionais como depressão, ansiedade ou raiva.

Além do uso para melhorar performances e assim o resultado financeiro de empresas, a reportagem dizia que outro objetivo era "manter a estabilidade social" chinesa.

Farahany afirma que, na maioria dos países, as leis sobre privacidade não contemplam explicitamente o direito à privacidade mental.

"Acredito que as Nações Unidas precisam avançar no sentido de reconhecer o que chamo de 'direito à liberdade cognitiva'. Um direito universal que nos direcionaria a uma atualização da privacidade, que diga explicitamente que há direito à privacidade mental, um direito de estar protegido contra interferências na maneira como pensamos e sentimos."

Ela diz que "liberdade de pensamento" é hoje aplicada e entendida como sendo estritamente a respeito de liberdade de religião e de crença.

"Acho que precisamos expandir esse entendimento para haver uma proteção contra a interferência, a manipulação e a punição contra o pensamento."

O problema é que a tecnologia se desenvolve sempre mais rápido que o debate e a aprovação de uma legislação, e empresas e governos se aproveitam dos vazios de legalidade.

"Trata-se realmente de tentar descobrir o quanto antes, e também conforme a tecnologia evolui, quais são seus benefícios e riscos. E depois esclarecer o que está em jogo e desenvolver um regime regulatório que aborde isso. Nem sempre é fácil de fazer", reconhece Farahany. 

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c88jmpl902lo

De acordo com a professora Nita Farahany, qual é a visão dela sobre a tecnologia e sua influência?
Alternativas
Q3579402 Português
Leia com atenção as colunas abaixo:
Coluna 01
(__)Argumentativo.
(__)Descritivo.
(__)Expositivo.
(__)Injuntivo.
(__)Narrativo.
Coluna 02
I.Crônica.
II.Cardápio.
III.Entrevista.
IV.Artigo Científico.
V.Receita.
Correlacione os gêneros textuais com seus devidos tipos de texto. Em seguida, assinale a alternativa que apresenta a ordem correta encontrada nas lacunas da coluna 01: 
Alternativas
Q3579285 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

FLOR DE LIS - Djavan

Valei-me, Deus, é o fim do nosso amor

Perdoa, por favor

Eu sei que o erro aconteceu

Mas não sei o que fez tudo mudar de vez

Onde foi que eu errei?

Eu só sei que amei, que amei

Que amei, que amei

Será talvez que minha ilusão foi dar meu coração

Com toda força pra essa moça me fazer feliz?

E o destino não quis me ver como raiz

De uma flor de lis

E foi assim que eu vi nosso amor na poeira

Poeira

Morto na beleza fria de Maria

E o meu jardim da vida ressecou, morreu

Do pé que brotou Maria, nem margarida nasceu

E o meu jardim da vida ressecou, morreu

Do pé que brotou Maria, nem margarida nasceu

Djavan. Flor de Lis. A Voz, o Violão, a Música de Djavan. EMI-Odeon, 1976.
No trecho destacado da música Flor de Lis é perceptível o uso de uma figura de linguagem marcada pela ordenação progressiva de termos de modo a trazer intensidade ao texto. Qual é o nome desta figura de linguagem?
Alternativas
Q3579281 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Os robôs treinados para restaurar corais danificados pelo aquecimento global

"Esta parte do mundo é muito especial", afirma a bióloga marinha Taryn Foster sobre o arquipélago dos Abrolhos no Oceano Índico, a 64 km a oeste do litoral da Austrália.

"Não há palmeiras, nem vegetação exuberante", prossegue ela. "Mas, quando você entra na água, pode ver todas essas espécies de corais e peixes tropicais."

Os corais são animais conhecidos como pólipos, encontrados principalmente nas águas tropicais.

Os pólipos têm corpos moles e formam uma casca externa dura, extraindo carbonato de cálcio do mar. Com o passar do tempo, essas cascas se acumulam, formando as bases dos recifes que observamos hoje em dia.

Os recifes de coral podem cobrir apenas 0,2% do leito do oceano, mas fornecem habitat para mais de um quarto das espécies marinhas do planeta.

Essas criaturas são sensíveis ao calor e à acidificação. Por isso, nos últimos anos, com os oceanos ficando mais quentes e mais ácidos, os corais ficaram mais sujeitos a doenças mortais.

Os corais doentes ficam brancos. E Foster testemunhou em primeira mão o processo de branqueamento.

Segundo a Rede Global de Monitoramento dos Recifes de Coral (GCRMN, na sigla em inglês), um aumento de 1,5 °C da temperatura da água pode causar perdas de 70% a 90% dos recifes do planeta. E alguns cientistas acreditam que, até 2070, todos os recifes terão desaparecido.

"As mudanças climáticas são a ameaça mais significativa para os recifes de coral em todo o mundo", alerta Cathie Page, do Instituto Australiano de Ciências Marinhas (AIMS, na sigla em inglês).

"Graves eventos de branqueamento causados pelas mudanças climáticas podem ter efeitos muito negativos", prossegue ela, "e ainda não temos boas soluções."

Os esforços de restauração dos corais costumam envolver o transplante de corais minúsculos, cultivados em viveiros, sobre os recifes danificados. Este trabalho pode ser lento e de alto custo — e apenas uma fração dos recifes ameaçados está recebendo ajuda.

Mas é nas águas rasas do arquipélago dos Abrolhos no litoral da Austrália que Foster está testando um sistema que, segundo ela espera, irá fazer reviver os recifes com mais rapidez.

O processo envolve o enxerto de fragmentos de coral em pequenos suportes, que são inseridos em uma base moldada maior. Estas bases são agrupadas em lotes e colocadas sobre o leito do oceano.

Foster foi quem projetou a base, em forma de disco plano com ranhuras e uma alça, feita de concreto de rocha calcária.

"Queríamos que fosse algo que pudéssemos produzir em massa, a preço razoável", explica a bióloga. "E que fosse facilmente lançado por um mergulhador ou por um veículo de operação remota."

Até o momento, os resultados foram animadores.

"Nós desenvolvemos diversos protótipos diferentes dos nossos esqueletos de coral", explica Foster. "E também testamos com quatro espécies diferentes. Todas elas estão crescendo maravilhosamente."

"Estamos eliminando vários anos de crescimento por calcificação que são necessários para chegar ao tamanho daquela base", ela conta.

Foster formou uma startup chamada Coral Maker para cuidar do projeto. E ela espera que sua parceria com a empresa de software de engenharia Autodesk, sediada em São Francisco, nos Estados Unidos, acelere ainda mais o processo.

Os pesquisadores da Autodesk vêm treinando uma inteligência artificial para controlar robôs colaborativos ("cobots") que irão trabalhar ao lado das pessoas.

"Alguns desses processos de propagação de corais são simplesmente tarefas repetitivas, de retirada e colocação, ideais para a automação robótica", explica Foster.

Um braço robótico pode enxertar ou colar fragmentos de coral aos suportes de cultivo. E outro braço coloca os suportes na base, usando sistemas de visão para tomar decisões sobre como manuseá-los.

"Cada pedaço de coral é diferente, mesmo que seja da mesma espécie, de forma que os robôs precisam reconhecer os fragmentos de coral e saber como devem manuseá-los", afirma Nic Carey, a principal cientista de pesquisas da Autodesk.

Segundo ela, "no momento, eles são muito bons para lidar com a variabilidade dos formatos de corais".

A etapa seguinte é retirar os robôs do laboratório, o que deve acontecer, segundo Foster, nos próximos 12 a 18 meses.

Mas o mundo real apresenta muitos desafios. Os corais vivos molhados precisam ser manuseados com delicadeza, possivelmente sobre um barco em movimento. E a água salgada pode danificar os circuitos eletrônicos.

"Precisamos ter certeza de conseguir proteger os componentes mais vulneráveis", destaca Carey.

Outra dificuldade é o alto custo da tecnologia. A Coral Maker aposta na demanda da indústria do turismo e planeja emitir créditos de biodiversidade, que funcionam de forma similar aos créditos de carbono.

Para Cathie Page, "ficar à frente dos demais e permitir que os recifes de coral sobrevivam a um futuro em aquecimento exige investimentos substanciais de tempo, dinheiro e capital humano".

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c72j3n9x88zo
Como a startup Coral Maker planeja financiar o projeto de cultivo acelerado de corais? 
Alternativas
Q3579215 Português
A carreira do serviço público não é um emprego comum. O Estado, por um lado, não é uma empresa capitalista, cujo objetivo é a produção de mercadorias com vistas ao lucro. O serviço público, portanto, está longe de ser um pacote indefinido de produtos e serviços voltados para o mercado. Por outro lado, o Estado não é um "patrão" no sentido usual, que explora o trabalho alheio para promover seus próprios interesses.
Fonte: Ética e Serviço Público. ENAP - Escola Nacional de Administração Pública. Brasília, 2014.
De acordo com o expresso no texto, segundo os determinantes na ética no serviço público, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3579181 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Janaína Torres Rueda é eleita Melhor Chef Feminina da América Latina


A chef brasileira Janaína Torres Rueda é a Melhor Chef Feminina da América Latina em 2023. O título é do Latin America's 50 Best Restaurants, prestigiado ranking anual que elenca os melhores restaurantes da América Latina.


Chef e proprietária de restaurantes no centro de São Paulo, ela comanda junto de Jefferson Rueda o restaurante A Casa do Porco, casa brasileira mais bem colocado entre os 50 melhores do mundo, em que figura atualmente na 12ª colocação da lista. O restaurante também aparece no 4º lugar entre os melhores da América Latina.


Ela também é o nome à frente do Bar da Dona Onça, no térreo do Edifício Copan, assim como do Hot Pork, da Sorveteria do Centro e, mais recentemente, da Merenda da Cidade.


Defensora da democratização da gastronomia, Janaína aposta na economia regenerativa e na prática de um ecossistema sustentável em suas cozinhas. Exemplo notável são os insumos orgânicos que chegam quase diariamente Sítio Rueda, propriedade familiar que a chef mantém com Jefferson Rueda em São José do Rio Pardo, e de outros sítios parceiros da mesma região do interior de São Paulo que compõem praticamente 100% dos menus.


Considerada pela premiação como figura central no movimento da gastronomia social do Brasil, ela foi também foi voluntária durante cinco anos do Cozinheiros da Educação, projeto que visava transformar as merendas escolares do estado de São Paulo ao substituir itens processados por alternativas naturais.


Com o reconhecimento do 50 Best, Janaína Torres Rueda se junta ao grupo de chefs reconhecidas pelas valiosas contribuições à gastronomia da América Latina. Entre os nomes das edições passadas estão Manu Buffara, Narda Lepes, Pía León, Leonor Espinosa e Helena Rizzo.


A chef brasileira receberá a homenagem em mãos em evento presencial do Latin America's 50 Best Restaurants no dia 28 de novembro. A celebração ocorrerá no Rio de Janeiro e revelará a lista atualizada dos 50 melhores restaurantes da América Latina.



https://www.cnnbrasil.com.br/viagemegastronomia/gastronomia/janaina/

Qual é o restaurante brasileiro comandado por Janaína Torres Rueda mais bem posicionado na lista dos 50 melhores restaurantes do mundo?
Alternativas
Q3579180 Português
O texto seguinte servirá de base para responder às questões.

Como lidar melhor com seu próprio envelhecimento (e, assim, viver mais tempo) 

Em uma festa na piscina neste verão, Johnnie Cooper subiu no trampolim, executou um mergulho perfeito e depois se juntou a um animado jogo de polo aquático . A ocasião? Seu 90º aniversário.

"Sempre esperei por essa idade", disse a senhora Cooper, que mora em Huntsville, Alabama, e é aposentada do Comando de Aviação e Mísseis do Exército dos EUA. "Você não tem mais muitas das lutas que tinha. Há muito mais paz."

Seu entusiasmo por envelhecer pode ser parte da razão pela qual ela viveu uma vida tão longa e rica. Embora a experiência de envelhecer seja diferente para cada pessoa, os especialistas concluem cada vez mais que ter uma mentalidade positiva está associado a um envelhecimento saudável. 

Um estudo de décadas com 660 pessoas, publicado em 2002, mostrou que aqueles com crenças positivas sobre o envelhecimento viveram sete anos e meio a mais do que aqueles que tinham uma visão negativa sobre isso.

Desde então, pesquisas descobriram que uma mentalidade positiva em relação ao envelhecimento está associada a uma pressão arterial mais baixa, uma vida geralmente mais longa e saudável e um risco reduzido de desenvolver demência. A pesquisa também mostra que pessoas com uma percepção mais positiva do envelhecimento têm mais probabilidade de tomar medidas preventivas de saúde —como fazer exercícios— o que, por sua vez, pode ajudá-las a viver mais tempo.

Você não pode parar o avanço do tempo, mas não precisa temê-lo. Aqui vão algumas maneiras de ajudar a mudar seu pensamento. 

Perceba de onde vêm suas crenças sobre a idade 

Desde o vizinho rabugento até o Luddite desinformado, estereótipos negativos sobre o envelhecimento estão em toda parte. Aceitar crenças negativas sobre o envelhecimento pode afetar nossa visão do processo — e nossa saúde, disse Becca Levy, professora de epidemiologia em Yale e autora de "Breaking the Age Code: How Your Age Beliefs Determine How Long and Well You Live" (Quebrando o código da idade: como suas crenças sobre a idade determinam quanto tempo e quão bem você vive", em tradução livre).

Um estudo de 2009, por exemplo, descobriu que pessoas na casa dos 30 anos que tinham estereótipos negativos sobre o envelhecimento tinham significativamente mais chances de ter um problema cardiovascular mais tarde na vida, como um ataque cardíaco ou derrame, do que aqueles com estereótipos positivos.

Para mudar suas crenças negativas sobre a idade, você primeiro precisa se tornar mais consciente delas, disse Levy. Experimente uma semana de "registro de crenças sobre a idade", no qual você anota todas as representações de uma pessoa mais velha —seja em um filme, nas redes sociais ou em uma conversa. Em seguida, questione se essa representação foi negativa ou positiva e se a pessoa poderia ter sido apresentada de forma diferente. Simplesmente identificar as fontes de suas concepções sobre o envelhecimento pode ajudá-lo a ganhar alguma distância das ideias negativas.

"As pessoas podem fortalecer suas crenças positivas sobre a velhice em qualquer idade", disse Levy. Em um estudo de 2014, 100 adultos —com uma idade média de 81 anos— foram expostos a imagens positivas do envelhecimento e mostraram tanto uma melhora na percepção do envelhecimento quanto uma melhora na função física.

Encontre modelos de envelhecimento

Se você associa o envelhecimento apenas a perda ou limitação, "você não está tendo uma visão completa do que significa envelhecer", disse Regina Koepp, uma psicóloga especializada em envelhecimento. Em vez disso, ela recomenda: "mude sua atenção — procure por modelos de envelhecimento, veja quem está fazendo isso bem".

Isso "não precisa ser uma pessoa de 90 anos mergulhando de um trampolim", disse Koepp. Pode ser alguém que frequenta uma aula de ioga toda semana ou que faz trabalho voluntário por uma causa.

Levy recomenda pensar em cinco pessoas mais velhas que fizeram algo que você considera impressionante ou que têm uma qualidade que você admira, seja se apaixonar mais tarde na vida, mostrar dedicação em ajudar os outros ou manter um compromisso com a forma física.

Não confunda positividade forçada com otimismo

Pesquisas sugerem que mulheres otimistas têm mais chances de viver além dos 90 anos do que mulheres menos otimistas, independentemente de raça ou etnia. Mas pensar de forma mais positiva sobre o envelhecimento não significa ignorar preocupações reais com pensamentos felizes —ou usar frases como "Você não envelheceu!" como um elogio.

"Os clichês não funcionam — já os ouvimos, são banais, são insensíveis", disse Melinda Ginne, 74, uma psicóloga especialista em envelhecimento.

Em vez disso, tente olhar para a realidade honesta com otimismo. Se você se sentir desanimado porque não joga tênis tão bem aos 70 anos como costumava jogar, disse Ginne, lembre-se: "Não, eu posso não jogar tênis como fazia quando tinha 50 anos, e só posso jogar por 10 minutos. Mas ainda posso jogar."

Enfrente seus próprios medos sobre o envelhecimento

Para se sentir mais positivo em relação ao envelhecimento, Koepp recomenda examinar quais preocupações você tem sobre o processo e depois refletir sobre quão preocupantes elas realmente são.

Por exemplo, Koepp, 47 anos, tem tido um problema com seu quadril esquerdo. "Eu digo que estou velha porque me sinto rígida e rangendo", disse ela. "Mas então eu penso, bem, meu quadril direito não está rígido e rangendo, e tem a mesma idade." O ponto é que, embora o envelhecimento possa estar contribuindo para sua dor no quadril, ela disse que não é o único fator. "Mas nós confundimos idade e incapacidade, e acho que isso assusta as pessoas", disse ela.

Não descarte os benefícios 

Concentre-se também no que você está ganhando. Pesquisas mostraram, por exemplo, que o bem-estar emocional geralmente aumenta com a idade, e certos aspectos da cognição, como a resolução de conflitos, muitas vezes melhoram.

Com o tempo, "é provável que desenvolvamos mais resiliência", disse Koepp. Envelhecer com sucesso não significa que você não ficará doente, enfrentará perdas ou precisará de cuidados em algum momento, disse ela. E ninguém disse que mudar qualquer mentalidade é fácil. Mas se você puder, acrescentou, isso pode permitir que você se veja mais claramente "como uma pessoa com experiência vivida e sabedoria" à medida que envelhece. 

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2023/10/como-lidar-melhor-com -seu-proprio-envelhecimento-e-assim-viver-mais-tempo.shtml
Como Melinda Ginne sugere que as pessoas encarem a realidade do envelhecimento de forma otimista?
Alternativas
Q3579179 Português
O texto seguinte servirá de base para responder às questões.

Como lidar melhor com seu próprio envelhecimento (e, assim, viver mais tempo) 

Em uma festa na piscina neste verão, Johnnie Cooper subiu no trampolim, executou um mergulho perfeito e depois se juntou a um animado jogo de polo aquático . A ocasião? Seu 90º aniversário.

"Sempre esperei por essa idade", disse a senhora Cooper, que mora em Huntsville, Alabama, e é aposentada do Comando de Aviação e Mísseis do Exército dos EUA. "Você não tem mais muitas das lutas que tinha. Há muito mais paz."

Seu entusiasmo por envelhecer pode ser parte da razão pela qual ela viveu uma vida tão longa e rica. Embora a experiência de envelhecer seja diferente para cada pessoa, os especialistas concluem cada vez mais que ter uma mentalidade positiva está associado a um envelhecimento saudável. 

Um estudo de décadas com 660 pessoas, publicado em 2002, mostrou que aqueles com crenças positivas sobre o envelhecimento viveram sete anos e meio a mais do que aqueles que tinham uma visão negativa sobre isso.

Desde então, pesquisas descobriram que uma mentalidade positiva em relação ao envelhecimento está associada a uma pressão arterial mais baixa, uma vida geralmente mais longa e saudável e um risco reduzido de desenvolver demência. A pesquisa também mostra que pessoas com uma percepção mais positiva do envelhecimento têm mais probabilidade de tomar medidas preventivas de saúde —como fazer exercícios— o que, por sua vez, pode ajudá-las a viver mais tempo.

Você não pode parar o avanço do tempo, mas não precisa temê-lo. Aqui vão algumas maneiras de ajudar a mudar seu pensamento. 

Perceba de onde vêm suas crenças sobre a idade 

Desde o vizinho rabugento até o Luddite desinformado, estereótipos negativos sobre o envelhecimento estão em toda parte. Aceitar crenças negativas sobre o envelhecimento pode afetar nossa visão do processo — e nossa saúde, disse Becca Levy, professora de epidemiologia em Yale e autora de "Breaking the Age Code: How Your Age Beliefs Determine How Long and Well You Live" (Quebrando o código da idade: como suas crenças sobre a idade determinam quanto tempo e quão bem você vive", em tradução livre).

Um estudo de 2009, por exemplo, descobriu que pessoas na casa dos 30 anos que tinham estereótipos negativos sobre o envelhecimento tinham significativamente mais chances de ter um problema cardiovascular mais tarde na vida, como um ataque cardíaco ou derrame, do que aqueles com estereótipos positivos.

Para mudar suas crenças negativas sobre a idade, você primeiro precisa se tornar mais consciente delas, disse Levy. Experimente uma semana de "registro de crenças sobre a idade", no qual você anota todas as representações de uma pessoa mais velha —seja em um filme, nas redes sociais ou em uma conversa. Em seguida, questione se essa representação foi negativa ou positiva e se a pessoa poderia ter sido apresentada de forma diferente. Simplesmente identificar as fontes de suas concepções sobre o envelhecimento pode ajudá-lo a ganhar alguma distância das ideias negativas.

"As pessoas podem fortalecer suas crenças positivas sobre a velhice em qualquer idade", disse Levy. Em um estudo de 2014, 100 adultos —com uma idade média de 81 anos— foram expostos a imagens positivas do envelhecimento e mostraram tanto uma melhora na percepção do envelhecimento quanto uma melhora na função física.

Encontre modelos de envelhecimento

Se você associa o envelhecimento apenas a perda ou limitação, "você não está tendo uma visão completa do que significa envelhecer", disse Regina Koepp, uma psicóloga especializada em envelhecimento. Em vez disso, ela recomenda: "mude sua atenção — procure por modelos de envelhecimento, veja quem está fazendo isso bem".

Isso "não precisa ser uma pessoa de 90 anos mergulhando de um trampolim", disse Koepp. Pode ser alguém que frequenta uma aula de ioga toda semana ou que faz trabalho voluntário por uma causa.

Levy recomenda pensar em cinco pessoas mais velhas que fizeram algo que você considera impressionante ou que têm uma qualidade que você admira, seja se apaixonar mais tarde na vida, mostrar dedicação em ajudar os outros ou manter um compromisso com a forma física.

Não confunda positividade forçada com otimismo

Pesquisas sugerem que mulheres otimistas têm mais chances de viver além dos 90 anos do que mulheres menos otimistas, independentemente de raça ou etnia. Mas pensar de forma mais positiva sobre o envelhecimento não significa ignorar preocupações reais com pensamentos felizes —ou usar frases como "Você não envelheceu!" como um elogio.

"Os clichês não funcionam — já os ouvimos, são banais, são insensíveis", disse Melinda Ginne, 74, uma psicóloga especialista em envelhecimento.

Em vez disso, tente olhar para a realidade honesta com otimismo. Se você se sentir desanimado porque não joga tênis tão bem aos 70 anos como costumava jogar, disse Ginne, lembre-se: "Não, eu posso não jogar tênis como fazia quando tinha 50 anos, e só posso jogar por 10 minutos. Mas ainda posso jogar."

Enfrente seus próprios medos sobre o envelhecimento

Para se sentir mais positivo em relação ao envelhecimento, Koepp recomenda examinar quais preocupações você tem sobre o processo e depois refletir sobre quão preocupantes elas realmente são.

Por exemplo, Koepp, 47 anos, tem tido um problema com seu quadril esquerdo. "Eu digo que estou velha porque me sinto rígida e rangendo", disse ela. "Mas então eu penso, bem, meu quadril direito não está rígido e rangendo, e tem a mesma idade." O ponto é que, embora o envelhecimento possa estar contribuindo para sua dor no quadril, ela disse que não é o único fator. "Mas nós confundimos idade e incapacidade, e acho que isso assusta as pessoas", disse ela.

Não descarte os benefícios 

Concentre-se também no que você está ganhando. Pesquisas mostraram, por exemplo, que o bem-estar emocional geralmente aumenta com a idade, e certos aspectos da cognição, como a resolução de conflitos, muitas vezes melhoram.

Com o tempo, "é provável que desenvolvamos mais resiliência", disse Koepp. Envelhecer com sucesso não significa que você não ficará doente, enfrentará perdas ou precisará de cuidados em algum momento, disse ela. E ninguém disse que mudar qualquer mentalidade é fácil. Mas se você puder, acrescentou, isso pode permitir que você se veja mais claramente "como uma pessoa com experiência vivida e sabedoria" à medida que envelhece. 

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2023/10/como-lidar-melhor-com -seu-proprio-envelhecimento-e-assim-viver-mais-tempo.shtml
De acordo com o texto, o que um estudo de décadas concluiu sobre pessoas com crenças positivas sobre o envelhecimento?
Alternativas
Q3579178 Português
O texto seguinte servirá de base para responder às questões.

Como lidar melhor com seu próprio envelhecimento (e, assim, viver mais tempo) 

Em uma festa na piscina neste verão, Johnnie Cooper subiu no trampolim, executou um mergulho perfeito e depois se juntou a um animado jogo de polo aquático . A ocasião? Seu 90º aniversário.

"Sempre esperei por essa idade", disse a senhora Cooper, que mora em Huntsville, Alabama, e é aposentada do Comando de Aviação e Mísseis do Exército dos EUA. "Você não tem mais muitas das lutas que tinha. Há muito mais paz."

Seu entusiasmo por envelhecer pode ser parte da razão pela qual ela viveu uma vida tão longa e rica. Embora a experiência de envelhecer seja diferente para cada pessoa, os especialistas concluem cada vez mais que ter uma mentalidade positiva está associado a um envelhecimento saudável. 

Um estudo de décadas com 660 pessoas, publicado em 2002, mostrou que aqueles com crenças positivas sobre o envelhecimento viveram sete anos e meio a mais do que aqueles que tinham uma visão negativa sobre isso.

Desde então, pesquisas descobriram que uma mentalidade positiva em relação ao envelhecimento está associada a uma pressão arterial mais baixa, uma vida geralmente mais longa e saudável e um risco reduzido de desenvolver demência. A pesquisa também mostra que pessoas com uma percepção mais positiva do envelhecimento têm mais probabilidade de tomar medidas preventivas de saúde —como fazer exercícios— o que, por sua vez, pode ajudá-las a viver mais tempo.

Você não pode parar o avanço do tempo, mas não precisa temê-lo. Aqui vão algumas maneiras de ajudar a mudar seu pensamento. 

Perceba de onde vêm suas crenças sobre a idade 

Desde o vizinho rabugento até o Luddite desinformado, estereótipos negativos sobre o envelhecimento estão em toda parte. Aceitar crenças negativas sobre o envelhecimento pode afetar nossa visão do processo — e nossa saúde, disse Becca Levy, professora de epidemiologia em Yale e autora de "Breaking the Age Code: How Your Age Beliefs Determine How Long and Well You Live" (Quebrando o código da idade: como suas crenças sobre a idade determinam quanto tempo e quão bem você vive", em tradução livre).

Um estudo de 2009, por exemplo, descobriu que pessoas na casa dos 30 anos que tinham estereótipos negativos sobre o envelhecimento tinham significativamente mais chances de ter um problema cardiovascular mais tarde na vida, como um ataque cardíaco ou derrame, do que aqueles com estereótipos positivos.

Para mudar suas crenças negativas sobre a idade, você primeiro precisa se tornar mais consciente delas, disse Levy. Experimente uma semana de "registro de crenças sobre a idade", no qual você anota todas as representações de uma pessoa mais velha —seja em um filme, nas redes sociais ou em uma conversa. Em seguida, questione se essa representação foi negativa ou positiva e se a pessoa poderia ter sido apresentada de forma diferente. Simplesmente identificar as fontes de suas concepções sobre o envelhecimento pode ajudá-lo a ganhar alguma distância das ideias negativas.

"As pessoas podem fortalecer suas crenças positivas sobre a velhice em qualquer idade", disse Levy. Em um estudo de 2014, 100 adultos —com uma idade média de 81 anos— foram expostos a imagens positivas do envelhecimento e mostraram tanto uma melhora na percepção do envelhecimento quanto uma melhora na função física.

Encontre modelos de envelhecimento

Se você associa o envelhecimento apenas a perda ou limitação, "você não está tendo uma visão completa do que significa envelhecer", disse Regina Koepp, uma psicóloga especializada em envelhecimento. Em vez disso, ela recomenda: "mude sua atenção — procure por modelos de envelhecimento, veja quem está fazendo isso bem".

Isso "não precisa ser uma pessoa de 90 anos mergulhando de um trampolim", disse Koepp. Pode ser alguém que frequenta uma aula de ioga toda semana ou que faz trabalho voluntário por uma causa.

Levy recomenda pensar em cinco pessoas mais velhas que fizeram algo que você considera impressionante ou que têm uma qualidade que você admira, seja se apaixonar mais tarde na vida, mostrar dedicação em ajudar os outros ou manter um compromisso com a forma física.

Não confunda positividade forçada com otimismo

Pesquisas sugerem que mulheres otimistas têm mais chances de viver além dos 90 anos do que mulheres menos otimistas, independentemente de raça ou etnia. Mas pensar de forma mais positiva sobre o envelhecimento não significa ignorar preocupações reais com pensamentos felizes —ou usar frases como "Você não envelheceu!" como um elogio.

"Os clichês não funcionam — já os ouvimos, são banais, são insensíveis", disse Melinda Ginne, 74, uma psicóloga especialista em envelhecimento.

Em vez disso, tente olhar para a realidade honesta com otimismo. Se você se sentir desanimado porque não joga tênis tão bem aos 70 anos como costumava jogar, disse Ginne, lembre-se: "Não, eu posso não jogar tênis como fazia quando tinha 50 anos, e só posso jogar por 10 minutos. Mas ainda posso jogar."

Enfrente seus próprios medos sobre o envelhecimento

Para se sentir mais positivo em relação ao envelhecimento, Koepp recomenda examinar quais preocupações você tem sobre o processo e depois refletir sobre quão preocupantes elas realmente são.

Por exemplo, Koepp, 47 anos, tem tido um problema com seu quadril esquerdo. "Eu digo que estou velha porque me sinto rígida e rangendo", disse ela. "Mas então eu penso, bem, meu quadril direito não está rígido e rangendo, e tem a mesma idade." O ponto é que, embora o envelhecimento possa estar contribuindo para sua dor no quadril, ela disse que não é o único fator. "Mas nós confundimos idade e incapacidade, e acho que isso assusta as pessoas", disse ela.

Não descarte os benefícios 

Concentre-se também no que você está ganhando. Pesquisas mostraram, por exemplo, que o bem-estar emocional geralmente aumenta com a idade, e certos aspectos da cognição, como a resolução de conflitos, muitas vezes melhoram.

Com o tempo, "é provável que desenvolvamos mais resiliência", disse Koepp. Envelhecer com sucesso não significa que você não ficará doente, enfrentará perdas ou precisará de cuidados em algum momento, disse ela. E ninguém disse que mudar qualquer mentalidade é fácil. Mas se você puder, acrescentou, isso pode permitir que você se veja mais claramente "como uma pessoa com experiência vivida e sabedoria" à medida que envelhece. 

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2023/10/como-lidar-melhor-com -seu-proprio-envelhecimento-e-assim-viver-mais-tempo.shtml
O que um estudo de 2009 descobriu sobre pessoas na casa dos 30 anos que tinham estereótipos negativos sobre o envelhecimento?
Alternativas
Q3579087 Português
Dormir pouco traz tanto risco quanto beber para motoristas  

        A expressão “bêbado de sono” é de uso comum para descrever uma pessoa que está muito cansada. E dirigir nessa condição pode mesmo ser tão arriscado quanto conduzir um carro após ingerir bebidas alcoólicas. É o que aponta um novo estudo feito por pesquisadores da Universidade Central de Queensland, na Austrália, e publicado na revista científica Nature and Science of Sleep. O trabalho apontou que indivíduos que tenham dormido menos de cinco horas na noite anterior têm o mesmo risco de sofrer um acidente de carro que alguém que tenha bebido álcool.

        O estudo revelou que cerca de 20% dos acidentes de trânsito são causados por exaustão. Embora outros fatores que provocam batidas (por exemplo, dirigir alcoolizado) “tenham diminuído nas últimas décadas devido ao aumento das estratégias de educação pública e medidas punitivas, reduções semelhantes não foram observadas em acidentes relacionados à fadiga”, escreveram os autores no estudo. Os pesquisadores, então, tentaram definir de quanto sono prévio a pessoa precisa para dirigir com segurança. Para isso, eles analisaram as evidências científicas de estudos de laboratório e de campo.

        Depois de sintetizar as descobertas de 61 estudos únicos, descobriram que dormir menos de quatro a cinco horas nas 24 horas anteriores está associado a aproximadamente o dobro do risco de um acidente de carro. Essa é a mesma probabilidade de uma colisão de quando os motoristas têm uma concentração de álcool no sangue a partir de 0,05%. “Não apenas isso, mas o risco de um motorista sofrer um acidente aumenta significativamente a cada hora de sono perdida na noite anterior. Alguns estudos até sugeriram que, quando um motorista dormiu entre zero e quatro horas na noite anterior, ele pode ter até 15 vezes mais chances de sofrer um acidente”, relataram os autores do estudo Madeline Sprajcer e Drew Dawson ao portal The Conversation. Os pesquisadores sugerem, com base nos resultados e nas demais evidências científicas, que pode ser razoável exigir que os motoristas durmam um pouco mais antes de se sentar ao volante. “Se fôssemos alinhar com o grau de risco considerado aceitável para intoxicação, poderíamos considerar exigir um mínimo de quatro a cinco horas de sono antes.”.


Fonte: Jornal O Globo, 6 de abril de 2023. 
Assinale a alternativa que apresente um sinônimo adequado para o termo em destaque no período: O trabalho apontou que indivíduos que tenham dormido menos de cinco horas na noite anterior têm o mesmo risco de sofrer um acidente de carro que alguém que tenha bebido álcool.  
Alternativas
Q3579083 Português
Dormir pouco traz tanto risco quanto beber para motoristas  

        A expressão “bêbado de sono” é de uso comum para descrever uma pessoa que está muito cansada. E dirigir nessa condição pode mesmo ser tão arriscado quanto conduzir um carro após ingerir bebidas alcoólicas. É o que aponta um novo estudo feito por pesquisadores da Universidade Central de Queensland, na Austrália, e publicado na revista científica Nature and Science of Sleep. O trabalho apontou que indivíduos que tenham dormido menos de cinco horas na noite anterior têm o mesmo risco de sofrer um acidente de carro que alguém que tenha bebido álcool.

        O estudo revelou que cerca de 20% dos acidentes de trânsito são causados por exaustão. Embora outros fatores que provocam batidas (por exemplo, dirigir alcoolizado) “tenham diminuído nas últimas décadas devido ao aumento das estratégias de educação pública e medidas punitivas, reduções semelhantes não foram observadas em acidentes relacionados à fadiga”, escreveram os autores no estudo. Os pesquisadores, então, tentaram definir de quanto sono prévio a pessoa precisa para dirigir com segurança. Para isso, eles analisaram as evidências científicas de estudos de laboratório e de campo.

        Depois de sintetizar as descobertas de 61 estudos únicos, descobriram que dormir menos de quatro a cinco horas nas 24 horas anteriores está associado a aproximadamente o dobro do risco de um acidente de carro. Essa é a mesma probabilidade de uma colisão de quando os motoristas têm uma concentração de álcool no sangue a partir de 0,05%. “Não apenas isso, mas o risco de um motorista sofrer um acidente aumenta significativamente a cada hora de sono perdida na noite anterior. Alguns estudos até sugeriram que, quando um motorista dormiu entre zero e quatro horas na noite anterior, ele pode ter até 15 vezes mais chances de sofrer um acidente”, relataram os autores do estudo Madeline Sprajcer e Drew Dawson ao portal The Conversation. Os pesquisadores sugerem, com base nos resultados e nas demais evidências científicas, que pode ser razoável exigir que os motoristas durmam um pouco mais antes de se sentar ao volante. “Se fôssemos alinhar com o grau de risco considerado aceitável para intoxicação, poderíamos considerar exigir um mínimo de quatro a cinco horas de sono antes.”.


Fonte: Jornal O Globo, 6 de abril de 2023. 
Assinale a alternativa que apresente o significado adequado para o termo em destaque no período: O estudo revelou que cerca de 20% dos acidentes de trânsito são causados por exaustão.
Alternativas
Q3579082 Português
Dormir pouco traz tanto risco quanto beber para motoristas  

        A expressão “bêbado de sono” é de uso comum para descrever uma pessoa que está muito cansada. E dirigir nessa condição pode mesmo ser tão arriscado quanto conduzir um carro após ingerir bebidas alcoólicas. É o que aponta um novo estudo feito por pesquisadores da Universidade Central de Queensland, na Austrália, e publicado na revista científica Nature and Science of Sleep. O trabalho apontou que indivíduos que tenham dormido menos de cinco horas na noite anterior têm o mesmo risco de sofrer um acidente de carro que alguém que tenha bebido álcool.

        O estudo revelou que cerca de 20% dos acidentes de trânsito são causados por exaustão. Embora outros fatores que provocam batidas (por exemplo, dirigir alcoolizado) “tenham diminuído nas últimas décadas devido ao aumento das estratégias de educação pública e medidas punitivas, reduções semelhantes não foram observadas em acidentes relacionados à fadiga”, escreveram os autores no estudo. Os pesquisadores, então, tentaram definir de quanto sono prévio a pessoa precisa para dirigir com segurança. Para isso, eles analisaram as evidências científicas de estudos de laboratório e de campo.

        Depois de sintetizar as descobertas de 61 estudos únicos, descobriram que dormir menos de quatro a cinco horas nas 24 horas anteriores está associado a aproximadamente o dobro do risco de um acidente de carro. Essa é a mesma probabilidade de uma colisão de quando os motoristas têm uma concentração de álcool no sangue a partir de 0,05%. “Não apenas isso, mas o risco de um motorista sofrer um acidente aumenta significativamente a cada hora de sono perdida na noite anterior. Alguns estudos até sugeriram que, quando um motorista dormiu entre zero e quatro horas na noite anterior, ele pode ter até 15 vezes mais chances de sofrer um acidente”, relataram os autores do estudo Madeline Sprajcer e Drew Dawson ao portal The Conversation. Os pesquisadores sugerem, com base nos resultados e nas demais evidências científicas, que pode ser razoável exigir que os motoristas durmam um pouco mais antes de se sentar ao volante. “Se fôssemos alinhar com o grau de risco considerado aceitável para intoxicação, poderíamos considerar exigir um mínimo de quatro a cinco horas de sono antes.”.


Fonte: Jornal O Globo, 6 de abril de 2023. 
Assinale a alternativa INCORRETA de acordo com o texto:  
Alternativas
Q3578867 Português

Núcleo da Terra parou de girar e pode se inverter, sugere estudo

            
    A rotação do núcleo interno da Terra pode ter parado e pode até girar ao contrário, sugere uma nova pesquisa. A Terra é formada pela crosta, pelo manto e pelos núcleos interno e externo. O núcleo interno sólido está situado a cerca de 5.100 quilômetros abaixo da crosta terrestre e é separado do manto semissólido pelo núcleo externo líquido, que permite que o núcleo interno gire a uma velocidade diferente da rotação da própria Terra.

    
     Com um raio de quase 3.500 quilômetros, o núcleo da Terra tem aproximadamente o tamanho de Marte. Consiste principalmente de ferro e níquel e contém cerca de um terço da massa da Terra. Em pesquisa publicada na revista Nature Geoscience na segunda-feira (23), Yi Yang, cientista da Universidade de Pequim, e Xiaodong Song, professor catedrático da Universidade de Pequim, estudaram ondas sísmicas de terremotos que passaram pelo núcleo interno da Terra ao longo de caminhos semelhantes desde a década de 1960 até inferir o quão rápido o núcleo interno está girando.


   As descobertas foram inesperadas, eles disseram. Desde 2009, os registros sísmicos, que antes mudavam ao longo do tempo, mostraram pouca diferença. Isso, disseram eles, sugeria que a rotação do núcleo interno havia parado. “Mostramos observações surpreendentes que indicam que o núcleo interno quase cessou sua rotação na última década e pode estar passando por um retrocesso”, escreveram no estudo. “Quando você olha para a década entre 1980 e 1990, vê uma mudança clara, mas quando observa de 2010 a 2020, não vê muita mudança”, acrescentou Song.

    
    A rotação do núcleo interno é impulsionada pelo campo magnético gerado no núcleo externo e equilibrada pelos efeitos gravitacionais do manto. Saber como o núcleo interno gira pode esclarecer como essas amadas interagem e outros processos nas profundezas da Terra.


Fonte:
https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/nucleo-da-terra-parou-de-girar-e-pode-se-inverter-sugere-estudo/Acesso em 27 de janeiro de 2023.

Com base nas informações do texto e nas relações existentes entre as partes que o compõem, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q3578526 Português
Um planejamento deve ser feito de forma participativa, uma vez que, dessa forma, a probabilidade de concretização é __________, dado que quem ajudou a construí-lo está mais predisposto a __________.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima. 
Alternativas
Respostas
43521: C
43522: E
43523: D
43524: B
43525: A
43526: D
43527: C
43528: B
43529: C
43530: C
43531: B
43532: D
43533: C
43534: C
43535: D
43536: D
43537: C
43538: D
43539: D
43540: E