Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
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Comissão de Educação aprova projeto que proíbe uso de celular em escolas
Uso fica proibido inclusive no recreio e crianças de até dez anos não poderão sequer portar consigo o aparelho
30/10/2024 - 15:02 Fonte: Agência Câmara de Notícias
A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que proíbe o uso de telefone celular e de outros aparelhos eletrônicos portáteis por alunos da educação básica em escolas públicas e particulares, inclusive no recreio e nos intervalos entre as aulas.
Além de proibir o uso, o texto proíbe também o porte de celular por alunos da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental, para que se protejam crianças de até 10 anos de idade de possíveis abusos.
A proposta autoriza, por outro lado, o uso de celular em sala de aula para fins estritamente pedagógicos, em todos os anos da educação básica. Permite, ainda, o uso para fins de acessibilidade, inclusão e condições médicas.
(https://www.camara.leg.br/noticias/1106874-comissao-de-educacao-aprovaprojeto-que-proibe-uso-de-celular-em-escolas - acesso em 31.10.24)
Assinale a opção que apresenta uma razão pela qual se pode afirmar que se trata de um texto pertencente ao gênero “notícia”.
Observe o texto a seguir.

(https://www.threads.com/@coisadeprof/post/C-0-rQovL5k acesso em 21.1.26)
A pragmática é a área linguística responsável pela análise dos significados que extrapolam a matéria textual concreta, mobilizando conhecimentos contextuais e sociais capazes de nos fazer alcançar e/ou interpretar os textos que nos cercam.
A interpretação correta da postagem de Instagram em análise nessa questão depende de conhecimentos pragmáticos que estão corretamente descritos em uma das opções a seguir. Assinale-a.
4 de setembro de 1960
Levantei as 6 horas, preparei a refeição matinal. Eu não vou sair (...) Estou apreciando Osasco por causa da tranquilidade, e o ar puro, da a impressão que eu sai do inferno, e estou no céu. Os visinhos olha-me e sorri, as crianças são em numeros menors porque não vivem nas ruas. Na favela as crianças pareçem numerosas por causa dos barracões ser unidos.
(JESUS, Carolina Maria de. Casa de Alvenaria, volume 1: Osasco. São Paulo: Cia das Letras, 2021. p. 37)
Assinale a opção em que se avalia de modo correto a importância de se trabalhar, na escola, textos como o diário escrito por Carolina Maria de Jesus.
Tomando-se a linguagem como atividade discursiva, o texto como unidade de ensino e a noção de gramática como relativa ao conhecimento que o falante tem de sua linguagem, as atividades curriculares em Língua Portuguesa correspondem, principalmente, a atividades discursivas: uma prática constante de escuta de textos orais e leitura de textos escritos e de produção de textos orais e escritos, que devem permitir, por meio da análise e reflexão sobre os múltiplos aspectos envolvidos, a expansão e construção de instrumentos que permitam ao aluno, progressivamente, ampliar sua competência discursiva.
(BRASIL, Ministério da Educação, (1998). Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental. Brasília, MEC/SEF. p. 27)
Desde a publicação dos Parâmetros Curriculares Nacionais, a escuta e a produção de gêneros textuais orais passaram a figurar oficialmente nos manuais de ensino.
Assinale a opção que apresenta uma das razões da importância do trabalho com gêneros orais na escola.
...na escola, aprende-se a ler para, efetivamente, ler fora dela, ou seja, na família, no trabalho, no grupo social. Isso nos coloca o desafio de fazer a leitura extrapolar sua finalidade estritamente pedagógica. Na escola, o professor é o parceiro, o mediador, o articulador de muitas e diferentes leituras, de muitos e diferentes textos. Agindo assim, é o responsável pela interdisciplinaridade, na medida em que faz incursões pelos diferentes campos do conhecimento.
(SARDAGNA; Célio Antônio. Estratégias de leitura. Editora UNIASSELVI: Santa Catarina, 2016. p. 45)
Ao se destacar que a leitura deve extrapolar sua finalidade estritamente pedagógica, atribui-se, ao ato de ler, uma função
Nesse sentido, o caso particular da farinha de mandioca e de suas tecnologias de produção constituem um bom exemplo de como milênios de conhecimento e desenvolvimentos tecnológicos indígenas foram postos a serviço da constituição dos grandes impérios coloniais modernos, e, em especial, o português. Ao colocarmos o mesmo problema da perspectiva inversa, encontraremos a farinha de mandioca e, com ela, um corpo milenar de saberes ameríndios, no centro da explicação sobre a constituição histórica do capitalismo.
Adaptado de Lara de Melo dos Santos, “A farinha de mandioca e a formação do mundo atlântico na época moderna”, in: História das mercadorias: trabalho, meio ambiente e capitalismo mundial (séculos XVI-XIX) [recurso eletrônico] São Leopoldo: Casa Leiria, 2023, p 231.
Considerando a pesquisa citada na perspectiva do movimento de populações e mercadorias no tempo e no espaço e seus significados históricos, avalie as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) O texto indica que saberes e tecnologias indígenas, como a produção da farinha de mandioca, participaram de processos históricos amplos ligados à formação do mundo atlântico e das economias coloniais.
( ) O trecho sugere que, no contexto da colonização europeia, os conhecimentos produtivos indígenas foram substituídos por técnicas e saberes trazidos da Europa, considerados superiores pelos colonizadores em razão de sua suposta maior racionalidade e grau de civilização.
( ) A análise apresentada permite compreender que a circulação de produtos, técnicas e conhecimentos entre diferentes sociedades contribuiu para a formação de estruturas econômicas mais amplas, relacionadas ao desenvolvimento do capitalismo.
As afirmativas são, respectivamente,
https://ecomuseu.org.br/wp-content/uploads/2025/05/02-LIVRO_-ECOMUSEU-CSJENTRE-MEMORIAS-E-PERSPECTIVAS.pdf 29-30
Considerando o conceito de historicidade no tempo e no espaço, é correto afirmar que o texto
Nos anos 1980, os limites do ensino e aprendizagem da língua escrita se ampliam (...), o que exigiu, consequentemente, reformulação de objetivos e introdução de novas práticas no ensino da língua escrita na escola, de que é exemplo a grande ênfase que se passa a atribuir ao desenvolvimento de habilidades de leitura e de escrita de uma gama ampla e variada de gêneros textuais. Surge então o termo letramento, que se associa ao termo alfabetização para designar uma aprendizagem inicial escrita entendida não apenas como a aprendizagem da tecnologia da escrita – do sistema alfabético e suas convenções –, mas também como, de forma abrangente, a introdução da criança às práticas sociais da língua escrita.
(SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2018. p. 26-27)
O surgimento do termo letramento nas práticas de alfabetização, de acordo com o texto, está associado
(https://educacao.rs.gov.br/saeb acesso em 21.1.26)
Desde a publicação dos Parâmetros Curriculares Nacionais, em 1997, orienta-se o ensino da Língua Portuguesa a partir dos gêneros textuais.
Um professor, ciente do potencial discursivo do trabalho por gêneros textuais em suas aulas, ao utilizar esse cartaz de campanha, com uma turma de 5º ano do Ensino Fundamental, poderia explorar:
O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada tem como finalidade garantir o direito à alfabetização das crianças brasileiras até o final do 2º ano do ensino fundamental e foca a recuperação das aprendizagens das crianças do 3º, 4º e 5º ano afetadas pela pandemia. O Compromisso estabelece, entre seus princípios, a promoção da equidade educacional, sendo considerados aspectos regionais, socioeconômicos, étnico-raciais e de gênero; a colaboração entre os entes federativos; e o fortalecimento das formas de cooperação entre estados e municípios.
(https://www.gov.br/mec/pt-br/crianca-alfabetizada acesso em 20.1.26)
Uma informação que se pode depreender a partir da definição desse programa governamental é que trata-se de um compromisso
Ao longo da atual gestão tornou-se usual utilizar-se de um adágio que sintetiza a importância fundamental da alfabetização: “É preciso aprender a ler para então ler para aprender”. Sob esse prisma, portanto, é possível ter uma noção da gravidade e dos impactos negativos de uma crise de aprendizagem nos primeiros anos da trajetória escolar.
https://www.gov.br/mec/pt-br/acesso-a-informacao/institucional/estruturaorganizacional/orgaos-especificos-singulares/secretaria-dealfabetizacao/copy_of_programas-e-acoes acesso em 20.1.26
No sentido do que está exposto, é correto afirmar que a existência de um plano de alfabetização para todo o território nacional contribui para
“Nós nunca mentimos. Quando mentimos, é para o bem de vocês. Verdade. Começa na infância, quando a gente diz para a mãe que está sentindo uma coisa estranha, bem aqui, e não pode ir à aula sob pena de morrer no caminho. Se fôssemos sinceros e disséssemos que não tínhamos feito a lição de casa e por isso não podíamos enfrentar a professora a mãe teria uma grande decepção. Assim, lhe dávamos a alegria de se preocupar conosco, que é a coisa que mãe mais gosta, e a poupávamos de descobrir a nossa falta de caráter. Melhor um doente do que um vagabundo. E se ela não acreditasse, e nos mandasse ir à escola de qualquer jeito, ainda tínhamos um trunfo sentimental. “Então vou ter que inventar uma história para a professora”, querendo dizer vou ter que mentir para outra mulher como se ela fosse você. “Está bem, fica em casa estudando!” E ficávamos em casa, fazendo tudo menos estudar, dando-lhe todas as razões para dizer que não nos aguentava mais, que é outra coisa que mãe também adora.”
(VERÍSSIMO, Luís Fernando. As mentiras que os homens contam. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015)
Quanto aos elementos apresentados no prefácio do livro para justificar as razões pelas quais os homens mentem, Veríssimo parece querer defender que, para os homens, a mentira é uma condição que está relacionada às regras sociais de modo
CIDADE DE DEUS
Barracos de caixas de tomate, madeiras de lei, carnaúba, pinho-de-riga, caibros cobertos, em geral, por telhas de zinco ou folhas de compensados. Fogueiras servindo de fogão para fazer o mocotó, a feijoada, o cozido, o vatapá, mas, na maioria das vezes, para fazer aquele arroz de terceira grudado, angu duro ou muito ralo, aqueles carurus catados no mato, mal lavados, ou simplesmente nada. Apenas olhares carcomidos pela fome, em frente aos barracos, num desespero absoluto e que por ser absoluto é calado. Sem fogueira para esquentar ou iluminar como o sol, que se estendia por caminhos muitas vezes sem sentido algum para os que não soltavam pipas, não brincavam de pique-pega e não se escondiam num pique-esconde.
Os abismos têm várias faces e encantam, atraem para o seu seio como as histórias em quadrinhos que chegavam ao morro compradas nas feiras da Maia Lacerda e do Rio Comprido, baratas como a tripa de porco que sobrava na casa do compadre maneiro que nem sempre era compadre de batismo. Era apenas o adjetivo, usado como substantivo, sinônimo de uma boa amizade, de um relacionamento que era tecido por favores, empréstimos impagáveis e consideração até na hora da morte.
São as pessoas nesse desespero absoluto que a polícia procura, espanca com seus cassetetes possíveis e sua razão impossível, fazendo com que elas, com seus olhares carcomidos pela fome, achem plausíveis os feitos e os passos de Zé Pequeno e de sua quadrilha pelos becos que, por terem só uma entrada, se tornam becos sem saídas, e achem, também, corriqueira essa visão de meia cara na quina do último barraco de cada beco de crianças negras ou filhas de nordestinos, de peito sem proteção, pé no chão, shorts rasgados e olhar já cabreiro até para o próprio amigo, que, por sua vez, se tornava inimigo na disputa de um pedaço de sebo de boi achado no lixo e que aumentaria o volume da sopa, de um sanduíche quase perfeito nas imediações de uma lanchonete, de uma pipa voada, ou de um ganso dado numa partida de bola de gude.
(LINS, Paulo. Cidade de Deus. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.)
Por meio de um texto em que predomina a tipologia descritiva, o capítulo inicial da obra Cidade de Deus, de Paulo Lins, apresenta, ao leitor, a ambientação da famosa favela homônima ao título do livro.
Das opções a seguir, marque aquela em que se apresentam dois substantivos que, por si sós e por seu contexto de uso, contribuem para que o leitor tome contato com a precariedade do ambiente.
Estrangeirismo é comum no vocabulário corporativo. Isso é bom ou ruim?
Briefing, approach, CEO, commodity, deadline, feedback… A lista de palavras de fora que se tornaram comuns em conversas no mundo corporativo está cada vez maior. Você sabe o significado de todas elas? Ou fica perdido tentando entender tantos termos estranhos? A solução para não ficar de fora é se adaptar. (...)
O excesso de termos em inglês na comunicação corporativa tem se tornado desafio para muita gente, afinal, a maior parte da população brasileira não fala um idioma estrangeiro: na última edição do índice internacional de proficiência na língua inglesa da Education First (EF), o Brasil foi rebaixado e parou de fazer parte do grupo das 40 nações com melhor desempenho no idioma. Dependendo da área em que você atua, pode ter ficado perdido tentando saber o que estava sendo dito em determinadas ocasiões. Isso até poderia dar início a uma discussão sobre se o uso de palavras em outras línguas no dia a dia profissional é ou não positivo, no entanto, o recado de especialistas é claro: para não ficar por fora, o melhor é se atualizar e tentar acompanhar.
https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/eu-estudante/trabalho-eformacao/2018/06/24/interna-trabalhoeformacao-2019,690611/estrangeirismo-ecomum-no-vocabulario-corporativo-isso-e-bom-ou-ruim.shtml acesso em 12.6.25
No texto, há algumas estratégias de aproximação com o leitor. Assinale a opção em que se revela uma dessas estratégias.
Polícia prende empresário suspeito de atirar e matar gari que fazia coleta de lixo
A vítima foi socorrida pela Polícia Militar e levada em uma viatura para o hospital, onde morreu.
Por g1 Minas — Belo Horizonte. 11/08/2025 16h24. Atualizado há uma semana
A polícia prendeu na tarde desta segunda-feira (11) o empresário René da Silva Nogueira Junior, suspeito de atirar e matar Laudemir de Souza Fernandes, um gari de 44 anos. O crime ocorreu após uma discussão de trânsito no bairro Vista Alegre, em Belo Horizonte, enquanto a vítima trabalhava. A prisão ocorreu no bairro Estoril, em uma academia.
O suspeito, casado com uma delegada da Polícia Civil de Minas Gerais, foi levado para o Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). (...)
https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2025/08/11/policia-prende-homemsuspeito-de-atirar-e-matar-gari-apos-discussao-de-transito.ghtml - acesso em 25.8.25
A coesão (gramatical e lexical) é um importante mecanismo de organização das informações em um texto.
Dentre as opções a seguir, marque aquela em que se identifica corretamente um elemento de coesão associado ao termo ao qual ele se refere no texto.
Fonte: https://blogdoaftm.com.br/wp-content/ uploads/2024/05/5267.jpg acesso em: 6.10.25
No balão de fala da personagem, há a seguinte constatação: Aqui em casa não convivemos com insegurança alimentar, mas não sei se a nossa comida é muito segura. Assinale, dentre as opções a seguir, a única em que se reescreve esse período, mantendo-se sua ideia principal.
Na tirinha, André Dahmer estabelece, em relação ao uso da internet, um posicionamento: