Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3708242 Português
Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.

Cientistas revivem vírus de 48.500 anos congelado no permafrost

texto.jpg (344×823)
Como reportagem jornalística, o texto apresenta, eminentemente, prevalência da tipologia 
Alternativas
Q3708241 Português
Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.

Cientistas revivem vírus de 48.500 anos congelado no permafrost

texto.jpg (344×823)
Em relação à leitura do texto e suas possíveis inferências, analise as afirmativas a seguir:
I. Uma vez que o degelo das calotas polares colocou em reativação os vírus pré-históricos, os cientistas resolveram descongelá-los e reativá-los a fim de produzir mecanismos de combate a eles.
II. O estudo científico busca estudar vírus antigos, não conhecidos pelo homem, a fim de, ao reativá-los, estudá-los para que se esteja preparado caso venham a contaminar seres humanos.
III. Há conhecimento de que os vírus antigos, revividos, caso infectem seres humanos, podem ser bastante nocivos, uma vez que não há antibióticos de amplo espectro capazes de atacar essas ameaças microbianas.
Assinale
Alternativas
Q3708215 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

FIM DO MUNDO
Carlos Drummond de Andrade

Não se sabe ainda se o mundo acabou realmente no sábado, como fora anunciado. Pode ser que sim, e não seria a primeira vez que isso acontece. A falta de sinais estrondosos e visíveis não é prova bastante da continuação. Muitas vezes o mundo acaba em silêncio, ou fazendo um barulho leve de folha. Tempos depois é que se percebe, mas já estamos vivendo em outro mundo, com sua estrutura e seus regulamentos próprios, e ninguém leva lenço aos olhos pelo falecido.

O mundo primitivo dos répteis, o mundo neolítico, o egípcio, o persa, o grego, o romano, o maia... todos esses acabaram, e muitos outros ainda. A história é cemitério de mundos, notando-se que uns tantos acabaram de morte tão acabada que nem sequer figuram lá com uma tabuleta; não se sabe que fim levaram as cinzas.

Pessoas que aí estão vivas assistiram à morte do mundo em agosto de 1914, mas estavam lendo jornal e não compreenderam no momento. Era apenas mais uma guerra na Europa, mas acabou com a belle époque, a douceur de vivre, a respeitabilidade vitoriana, o franco, a supremacia da libra, os suspensórios, o rapé, os conceitos econômicos, políticos e éticos do século XIX − mundo que parecia eterno. Pedaços dele andam por aí, vagando, como o colonialismo, a opressão de grupos financeiros, a servidão civil da mulher, mas pertencem a um contexto liquidado, rabo de lagartixa vibrando depois que o corpo foi abatido.

(...)

Aos sete anos de idade imaginei que ia presenciar a morte do mundo, ou antes, que morreria com ele. Um cometa mal-humorado visitava o espaço. Em certo dia de 1910, sua cauda tocaria a Terra; não haveria mais aula de aritmética, nem missa de domingo, nem obediência aos mais velhos. Essas perspectivas eram boas. Mas também não haveria mais geleia, Tico-Tico, a árvore de moedas que um padrinho surrealista preparava para o afilhado que ia visitá-lo. Ideias que aborreciam. Havia ainda a angústia da morte, o tranco final, com a cidade inteira (e a cidade, para o menino, era o mundo) se despedaçando − mas isso, afinal, seria um espetáculo. Preparei-me para morrer, com terror e curiosidade.

O que aconteceu à noite foi maravilhoso. O cometa Halley apareceu mais nítido, mais denso de luz e airosamente deslizou sobre nossas cabeças sem dar confiança de exterminar-nos. No ar frio, o véu dourado baixou ao vale, tornando irreal o contorno dos sobrados, da igreja, das montanhas. Saíamos para a rua banhados de ouro, magníficos e esquecidos da morte, que não houve. Nunca mais houve cometa igual, assim terrível, desdenhoso e belo. (...)

Nem todas as concepções de fim material do mundo terão a magnificência desta que liga a desintegração da Terra ao choque com a cabeleira luminosa de um astro. Concepção antiquada, concordo. Admitia a liquidação do nosso planeta como uma tragédia cósmica que o homem não tinha poder de evitar. Hoje, o excitante é imaginar a possibilidade dessa destruição por obra e graça do homem. A Terra e os cometas devem ter medo de nós.

(Fonte: A bolsa e a vida. Rio de Janeiro: Record, 2008.)
Em relação ao texto "Fim do mundo", é INCORRETO afirmar que
Alternativas
Q3708111 Português
Inteligência Artificial: a inesperada demissão de Sam Altman, criador do ChatGPT


O mundo da tecnologia está em choque.


Nesta sexta-feira (17/11), Sam Altman — uma das mentes mais brilhantes da emergente indústria da Inteligência Artificial e um homem que para muitos se tornou o porta-voz da AI — foi demitido sem cerimônia da empresa que cofundou.


A AI está em nossas vidas há muito tempo — organizando nossos feeds de redes sociais, recomendando filmes em plataformas de streaming de vídeo e ajudando no cálculo de nossos prêmios de seguro.


Mas foi a partir do lançamento do ChatGPT por Altman que a maioria das pessoas passou a falar sobre AI.


A Inteligência Artificial é uma tecnologia incrivelmente poderosa e divide opiniões: alguns dizem que ela poderia salvar o mundo ou destruí-lo.


Sua demissão da OpenAI, empresa por trás do bot ChatGPT, foi tão repentina quanto dramática.


É justo dizer que meu telefone explodiu quando a notícia foi divulgada, enquanto a comunidade de tecnologia e os jornalistas se esforçavam para entender o que estava acontecendo.


Num comunicado, o Conselho de Administração da empresa disse acreditar que Altman não tinha sido "consistentemente sincero nas comunicações" com eles e, como resultado, tinha "perdido a confiança" na sua liderança.


Nas entrelinhas, pode-se supor que havia algo que Altman lhes contou ou não — e de alguma forma ele foi pego de surpresa por isso. O texto do comunicado é tão poderoso que quase parece pessoal. Existem rumores, mas, até agora, nada mais veio à tona.


Não é incomum nas empresas de tecnologia que uma cultura de trabalho tóxica leve à queda do CEO — mas até agora nenhum caso do tipo apareceu envolvendo a OpenAI.


Em outubro, a empresa estava avaliada em US$ 80 bilhões (cerca de R$ 400 bilhões) — ou seja, também não parece ter havido nenhum problema financeiro. Será que o problema é com a própria tecnologia?


Há alguns dias, Altman escreveu sobre o ChatGPT tendo dificuldades para atender a um "aumento na demanda', o que fez com que as inscrições para seu serviço de assinatura paga fossem pausadas.


Mas isso é suficiente para uma demissão?


Seu cofundador, Greg Brockman, que foi demitido do conselho poucos minutos depois de Altman, disse que os dois homens ficaram chocados com a rapidez com que tudo aconteceu.


Havia apenas seis pessoas nesse conselho, incluindo Brockman e Altman. Se eles foram realmente pegos de surpresa, isso significa que essa decisão foi tomada por apenas quatro membros. O que aconteceu para que este pequeno grupo agisse de forma tão decisiva e rápida?


Altman, agora ex-CEO da OpenAI, dirigiu-se a líderes mundiais em discussões sobre os riscos e benefícios representados pela poderosa tecnologia em que foi pioneiro.


Ele disse, de forma memorável, que a AI era "uma ferramenta e não uma criatura" e parecia honesto sobre seus temores de que um dia ela pudesse sair de controle.


Há apenas duas semanas, Altman esteve no Reino Unido, na primeira cúpula mundial de segurança de AI, como um dos cerca de 100 delegados globais. Ele fez um discurso na semana passada sobre o futuro de sua empresa e sua tecnologia.


Como repórter de tecnologia, considero seguro presumir que ele realmente não tinha ideia do que estava por vir.


Até agora, os grandes nomes do Vale do Silício ofereceram apoio a Altman, incluindo o cofundador do Google, Eric Schmidt, que o descreveu como "meu herói".


O CEO da Microsoft, Satya Nadella, disse ter "confiança" na empresa. Não surpreende, uma vez que a Microsoft investiu bilhões na OpenAI, e a tecnologia por trás do ChatGPT agora está incorporada nos aplicativos do Office da Microsoft.


Um personagem que tem estado estranhamente quieto até agora é Elon Musk.


Ele e Altman criaram a OpenAI juntos, em parceria com outras pessoas, mas teriam se desentendido sobre a decisão dela deixar de ser uma organização sem fins lucrativos.


Há rumores de que é exatamente essa questão que mais uma vez dividiu opiniões dentro da empresa.


O X (anteriormente conhecido como Twitter) de Musk, por sua vez, lançou um novo chatbot chamado Grok.


Talvez Musk não esteja chateado com o fato de a OpenAI estar um pouco distraída por um drama que não é de hoje.


Enquanto isso, cabe à diretora de tecnologia da ChatGPT, Mira Murati, assumir interinamente o cargo de CEO.


O mundo da tecnologia é pequeno — coincidentemente, ela já trabalhou na Tesla, empresa automobilística de Musk.


A grande pergunta é: Murat poderá conter tamanha instabilidade?


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd1p37k7ddjo

Qual evento recente relacionado ao ChatGPT pode ter contribuído para a demissão de Sam Altman?
Alternativas
Q3707827 Português
Explosão de raios gama a dois bilhões de anos-luz de distância causou alterações na atmosfera da Terra


Cientistas alegam que uma enorme explosão de raios gama, produzida pela explosão de uma estrela a quase dois bilhões de anos-luz de distância, foi tão poderosa que alterou a atmosfera da Terra.

Os raios gama são as ondas eletromagnéticas de menor comprimento de onda e maior quantidade de energia. Na Terra, eles provêm de relâmpagos, explosões nucleares e decaimento radioativo. No espaço, acredita-se que eles se originem da explosão de estrelas, como uma supernova, ou da colisão de duas estrelas de nêutrons densas.

Esta explosão de raios gama veio de dois bilhões de anos-luz de distância, o que significa que ocorreu há dois bilhões de anos.

Publicado na revista Nature Communications, um novo artigo revela que a explosão ocorreu em outubro de 2022 e causou um distúrbio significativo em uma camada da atmosfera da Terra chamada ionosfera.

A ionosfera está localizada entre 50 e 950 quilômetros acima da superfície da Terra. "Foi provavelmente o surto de raios gama mais brilhante que já detectamos", disse Mirko Piersanti, da Universidade de L'Aquila, na Itália, e autor principal do artigo, em um comunicado para imprensa.

A explosão de energia, que durou pouco mais de 13 segundos, é considerada um evento único a cada 10.000 anos. As novas pesquisas mostram que a ionosfera da Terra foi perturbada por várias horas pela explosão.

O GRB 221009A veio de dois bilhões de anos-luz de distância, mas ainda teve um efeito marcante na ionosfera.

"Essa perturbação impactou as camadas mais baixas da ionosfera da Terra, situadas a apenas dezenas de quilômetros acima da superfície do nosso planeta, deixando uma marca comparável a uma grande explosão solar", disse Laura Hayes, pesquisadora associada e física solar na ESA.

O GRB 221009A pode não ter sido a primeira vez que raios gama de uma supernova atingiram a Terra. "Houve um grande debate sobre as possíveis consequências de um surto de raios gama em nossa galáxia", disse Piersanti.

Essa nova pesquisa reforça a ideia de que uma supernova na Via Láctea poderia afetar a ionosfera e até danificar a camada de ozônio, que nos protege contra a perigosa radiação ultravioleta do sol.

Extinções em massa na história da Terra podem ter sido causadas por algo semelhante, mas muito mais forte do que o GRB 221009A.



https://forbes.com.br/forbes-tech/2023/11/explosao-de-raios-gama-a-dois-bilhoes-de-anos-luz-de-distancia-causou-alteracoes-na-terra/
O que a pesquisa revelou sobre a explosão de raios gama em outubro de 2022?
Alternativas
Q3707732 Português
Três em cada dez brasileiros afirmam que já tiveram dengue, diz levantamento


Um levantamento realizado com 2 mil pessoas mostrou que três em cada dez brasileiros afirmam já terem sido acometidos pela dengue — 69% dos participantes da pesquisa dizem conhecer alguém que já teve a doença. Entre as pessoas que já tiveram dengue, 69% foram diagnosticados uma vez, 23% duas vezes e 6% três vezes ou mais.

Os dados são de uma pesquisa realizada pela Ipsos, a pedido da biofarmacêutica Takeda e com a coordenação científica da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

A dengue, afeta bebês, crianças e adultos. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde, a infecção pode ser assintomática ou pode apresentar sintomas que variam entre: febre, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores musculares e nas articulações e erupções cutâneas.

A enfermidade é popular no Brasil e 99% dos entrevistados afirmam conhecê-la. Dentre os números, 67% lembraram da dengue quando questionados sobre quais surtos de doenças são recorrentes no Brasil − índice muito superior aos 39% da primeira edição da pesquisa, realizada em novembro de 2021.

Segundo dados do Ministério da Saúde, existem mais de 1,6 milhão de casos registrados de dengue no Brasil e mil mortes em 2023, superando os casos de 2022 (cerca de 1,4 milhão) e quase atingindo o mesmo patamar de óbitos (1.016).

Apesar do conhecimento em relação a dengue, 69% dos entrevistados não souberam responder quantas vezes uma pessoa pode contrair a doença e apenas 2% acertaram a resposta: 4 vezes. "Há uma falsa ideia de imunização após infecção por dengue, ou seja, a pessoa que já pegou acredita estar imune à doença.", analisa Dr. Alberto Chebabo, médico infectologista e presidente da SBI, em comunicado.

A vacina que previne a dengue começou a ser disponibilizada em clínicas privadas em julho deste ano, entretanto, 73% dos entrevistados ainda desconheciam a forma de prevenção. Entre aqueles que já ouviram falar do assunto, 86% dizem acreditar na sua eficácia e se manifestam de forma favorável a ela.



https://www.cnnbrasil.com.br/saude/tres-em-cada-dez-brasileiros -afirmam-que-ja-tiveram-dengue-diz-levantamento/
O que o levantamento revela sobre o conhecimento das pessoas em relação à quantidade de vezes que alguém pode contrair a dengue?
Alternativas
Q3707731 Português
Três em cada dez brasileiros afirmam que já tiveram dengue, diz levantamento


Um levantamento realizado com 2 mil pessoas mostrou que três em cada dez brasileiros afirmam já terem sido acometidos pela dengue — 69% dos participantes da pesquisa dizem conhecer alguém que já teve a doença. Entre as pessoas que já tiveram dengue, 69% foram diagnosticados uma vez, 23% duas vezes e 6% três vezes ou mais.

Os dados são de uma pesquisa realizada pela Ipsos, a pedido da biofarmacêutica Takeda e com a coordenação científica da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

A dengue, afeta bebês, crianças e adultos. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde, a infecção pode ser assintomática ou pode apresentar sintomas que variam entre: febre, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores musculares e nas articulações e erupções cutâneas.

A enfermidade é popular no Brasil e 99% dos entrevistados afirmam conhecê-la. Dentre os números, 67% lembraram da dengue quando questionados sobre quais surtos de doenças são recorrentes no Brasil − índice muito superior aos 39% da primeira edição da pesquisa, realizada em novembro de 2021.

Segundo dados do Ministério da Saúde, existem mais de 1,6 milhão de casos registrados de dengue no Brasil e mil mortes em 2023, superando os casos de 2022 (cerca de 1,4 milhão) e quase atingindo o mesmo patamar de óbitos (1.016).

Apesar do conhecimento em relação a dengue, 69% dos entrevistados não souberam responder quantas vezes uma pessoa pode contrair a doença e apenas 2% acertaram a resposta: 4 vezes. "Há uma falsa ideia de imunização após infecção por dengue, ou seja, a pessoa que já pegou acredita estar imune à doença.", analisa Dr. Alberto Chebabo, médico infectologista e presidente da SBI, em comunicado.

A vacina que previne a dengue começou a ser disponibilizada em clínicas privadas em julho deste ano, entretanto, 73% dos entrevistados ainda desconheciam a forma de prevenção. Entre aqueles que já ouviram falar do assunto, 86% dizem acreditar na sua eficácia e se manifestam de forma favorável a ela.



https://www.cnnbrasil.com.br/saude/tres-em-cada-dez-brasileiros -afirmam-que-ja-tiveram-dengue-diz-levantamento/
De acordo com o levantamento mencionado, quantos brasileiros já tiveram dengue?
Alternativas
Q3707509 Português
Após críticas, Las Vegas une esporte e entretenimento na Fórmula 1


O Grande Prêmio de Las Vegas, disputado na noite do último sábado (18) nos Estados Unidos, marcou um novo padrão de esporte e entretenimento para a Fórmula 1 em seus mais de 70 anos de história.

No início, houve quem criticasse, sobretudo após uma falha na pista provocar o adiamento do primeiro treino livre e criar o caos logístico, incluindo a expulsão de torcedores das arquibancadas às duas da manhã.

Parecia que o excesso de preocupação com a parte do "show business" tinha superado a parte esportiva − uma das principais críticas do atual campeão da F1, Max Verstappen. Mas eis que a corrida da noite do sábado trouxe o que os fãs e promotores enfim esperavam: uma corrida extremamente movimentada, com disputas de posições intensas e incluindo três pilotos brigando pela vitória em luta franca até a volta final: Charles Leclerc, da Ferrari, Sergio Perez e o próprio Verstappen − ambos da Red Bull.

Após a corrida, um Rolls Royce levou os pilotos para as entrevistas oficiais no local mais famoso de Las Vegas: a fonte do hotel Bellagio. A conversa dos três mostrava que a parte esportiva, afinal, foi atingida com sucesso − e o lado entretenimento também, com uma cena inédita dos pilotos chegando de forma luxuosa ao popular cenário de diversos filmes de Hollywood (como Ocean's Eleven) em plena Las Vegas Boulevard, a popular Strip.

Além disso, foi muito bem amarrada a outra parte muito importante: a dos negócios, já que toda a cerimônia, transmitida ao vivo para mais de 150 países e antes do pódio, certamente contribuiu como ação de marketing para promover o turismo local e o hotel e casino parceiro do evento. Neste mesmo local foi erguido uma das maiores áreas VIP de toda temporada, com capacidade para 3.600 pessoas.

Após a corrida, até mesmo o antes crítico da prova, Max Verstappen, admitiu que a prova foi uma das melhores do ano. Vale lembrar que, no dia anterior, ele afirmou que a corrida em Las Vegas era a "liga nacional" enquanto Mônaco, por exemplo, era a "Champions League".

Mesmo tendo perdido a prova nas voltas finais, Leclerc também destacou a corrida como bastante emocionante. Sua ultrapassagem no derradeiro giro para garantir o segundo lugar foi comemorada como gol pelos norte-americanos, que torciam para Perez e também para a Ferrari ao mesmo tempo. Até mesmo a manobra de Verstappen pela liderança foi bastante celebrada − o que valia era o show.

Os ingredientes de sucesso foram o traçado de Las Vegas, com uma reta de quase dois quilômetros na Strip, a avenida dos hotéis famosos e casinos, e uma baixa aderência da pista, por conta da F1 ser o único evento do final de semana (sem provas preliminares, que ajudam a emborrachar o asfalto). Além disso, a dificuldade em controlar os carros também foi agravada pela baixa temperatura no deserto durante o período noturno (a prova foi disputada entre 22h e 23h30).

"Isso é algo que poderia ser repensado para os próximos GPs aqui em Las Vegas, com uma categoria preliminar ajudando a deixar a pista em melhores condições e também o horário, que é muito frio", sugeriu Perez.

De fato, ao final do evento, a impressão de que é possível tornar o GP mais esportivo e menos entretenimento ficou evidente. E da mesma forma ficou a impressão de que formatos como o visto em Las Vegas vieram para ficar na F1.

Com os novos donos norte-americanos (Liberty Media), o jeito de apresentar o esporte a antigos fãs revolucionou os negócios na categoria. Ela já estava acostumada a altas cifras, mas agora finalmente conquistou o sonhado mercado norte-americano, ainda há um preço "alto" a se pagar, com três corridas na América: Miami, Austin e agora, Las Vegas.

O grid na noite de sábado foi certamente o mais cheio de toda a temporada − quiçá de toda a história da F1. Era possível "tropeçar" em celebridades em Las Vegas, seja Brad Pitt, Rihanna, Axl Rose, Tom Brady, Renée Zellweger...E melhor do que isso, em todo o circuito e nos hotéis espalhados por Las Vegas, era possível encontrar milhares de torcedores vindo de todos os estados norte-americanos usando camisas de seus times e pilotos favoritos − e isso não inclui apenas Red Bull, Mercedes ou Ferrari.

Se Las Vegas vai se consolidar como uma etapa de fato especial no calendário, como o "Super Bowl" do automobilismo para a F1 nos Estados Unidos (talvez como é a Indy-500 hoje para os norte-americanos), ainda é cedo para dizer.

Mas que o evento deste final de semana provou ser possível unir esporte e entretenimento, isso é inegável. Agora, resta definir se os promotores da F1 conseguirão dosar na medida certa esta equação para agradar pilotos, equipes, patrocinadores e, principalmente, os novos torcedores. Mas também sem perder a essência daquilo que os fãs mais antigos se apaixonaram pelo esporte.



https://forbes.com.br/forbeslife/forbes-motors/2023/11/apos-criticas-lasvegas-une-esporte-e-entretenimento-na-formula-1/
Assinale a alternativa que contenha dois antônimos empregados em trecho do texto:
Alternativas
Q3707508 Português
Após críticas, Las Vegas une esporte e entretenimento na Fórmula 1


O Grande Prêmio de Las Vegas, disputado na noite do último sábado (18) nos Estados Unidos, marcou um novo padrão de esporte e entretenimento para a Fórmula 1 em seus mais de 70 anos de história.

No início, houve quem criticasse, sobretudo após uma falha na pista provocar o adiamento do primeiro treino livre e criar o caos logístico, incluindo a expulsão de torcedores das arquibancadas às duas da manhã.

Parecia que o excesso de preocupação com a parte do "show business" tinha superado a parte esportiva − uma das principais críticas do atual campeão da F1, Max Verstappen. Mas eis que a corrida da noite do sábado trouxe o que os fãs e promotores enfim esperavam: uma corrida extremamente movimentada, com disputas de posições intensas e incluindo três pilotos brigando pela vitória em luta franca até a volta final: Charles Leclerc, da Ferrari, Sergio Perez e o próprio Verstappen − ambos da Red Bull.

Após a corrida, um Rolls Royce levou os pilotos para as entrevistas oficiais no local mais famoso de Las Vegas: a fonte do hotel Bellagio. A conversa dos três mostrava que a parte esportiva, afinal, foi atingida com sucesso − e o lado entretenimento também, com uma cena inédita dos pilotos chegando de forma luxuosa ao popular cenário de diversos filmes de Hollywood (como Ocean's Eleven) em plena Las Vegas Boulevard, a popular Strip.

Além disso, foi muito bem amarrada a outra parte muito importante: a dos negócios, já que toda a cerimônia, transmitida ao vivo para mais de 150 países e antes do pódio, certamente contribuiu como ação de marketing para promover o turismo local e o hotel e casino parceiro do evento. Neste mesmo local foi erguido uma das maiores áreas VIP de toda temporada, com capacidade para 3.600 pessoas.

Após a corrida, até mesmo o antes crítico da prova, Max Verstappen, admitiu que a prova foi uma das melhores do ano. Vale lembrar que, no dia anterior, ele afirmou que a corrida em Las Vegas era a "liga nacional" enquanto Mônaco, por exemplo, era a "Champions League".

Mesmo tendo perdido a prova nas voltas finais, Leclerc também destacou a corrida como bastante emocionante. Sua ultrapassagem no derradeiro giro para garantir o segundo lugar foi comemorada como gol pelos norte-americanos, que torciam para Perez e também para a Ferrari ao mesmo tempo. Até mesmo a manobra de Verstappen pela liderança foi bastante celebrada − o que valia era o show.

Os ingredientes de sucesso foram o traçado de Las Vegas, com uma reta de quase dois quilômetros na Strip, a avenida dos hotéis famosos e casinos, e uma baixa aderência da pista, por conta da F1 ser o único evento do final de semana (sem provas preliminares, que ajudam a emborrachar o asfalto). Além disso, a dificuldade em controlar os carros também foi agravada pela baixa temperatura no deserto durante o período noturno (a prova foi disputada entre 22h e 23h30).

"Isso é algo que poderia ser repensado para os próximos GPs aqui em Las Vegas, com uma categoria preliminar ajudando a deixar a pista em melhores condições e também o horário, que é muito frio", sugeriu Perez.

De fato, ao final do evento, a impressão de que é possível tornar o GP mais esportivo e menos entretenimento ficou evidente. E da mesma forma ficou a impressão de que formatos como o visto em Las Vegas vieram para ficar na F1.

Com os novos donos norte-americanos (Liberty Media), o jeito de apresentar o esporte a antigos fãs revolucionou os negócios na categoria. Ela já estava acostumada a altas cifras, mas agora finalmente conquistou o sonhado mercado norte-americano, ainda há um preço "alto" a se pagar, com três corridas na América: Miami, Austin e agora, Las Vegas.

O grid na noite de sábado foi certamente o mais cheio de toda a temporada − quiçá de toda a história da F1. Era possível "tropeçar" em celebridades em Las Vegas, seja Brad Pitt, Rihanna, Axl Rose, Tom Brady, Renée Zellweger...E melhor do que isso, em todo o circuito e nos hotéis espalhados por Las Vegas, era possível encontrar milhares de torcedores vindo de todos os estados norte-americanos usando camisas de seus times e pilotos favoritos − e isso não inclui apenas Red Bull, Mercedes ou Ferrari.

Se Las Vegas vai se consolidar como uma etapa de fato especial no calendário, como o "Super Bowl" do automobilismo para a F1 nos Estados Unidos (talvez como é a Indy-500 hoje para os norte-americanos), ainda é cedo para dizer.

Mas que o evento deste final de semana provou ser possível unir esporte e entretenimento, isso é inegável. Agora, resta definir se os promotores da F1 conseguirão dosar na medida certa esta equação para agradar pilotos, equipes, patrocinadores e, principalmente, os novos torcedores. Mas também sem perder a essência daquilo que os fãs mais antigos se apaixonaram pelo esporte.



https://forbes.com.br/forbeslife/forbes-motors/2023/11/apos-criticas-lasvegas-une-esporte-e-entretenimento-na-formula-1/
O que inicialmente gerou críticas em relação ao Grande Prêmio de Las Vegas?
Alternativas
Q3707397 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Inteligência Artificial: a inesperada demissão de Sam Altman, criador do ChatGPT

O mundo da tecnologia está em choque.

Nesta sexta-feira (17/11), Sam Altman — uma das mentes mais brilhantes da emergente indústria da Inteligência Artificial e um homem que para muitos se tornou o porta-voz da AI — foi demitido sem cerimônia da empresa que cofundou.

A AI está em nossas vidas há muito tempo — organizando nossos feeds de redes sociais, recomendando filmes em plataformas de streaming de vídeo e ajudando no cálculo de nossos prêmios de seguro.

Mas foi a partir do lançamento do ChatGPT por Altman que a maioria das pessoas passou a falar sobre AI.

A Inteligência Artificial é uma tecnologia incrivelmente poderosa e divide opiniões: alguns dizem que ela poderia salvar o mundo ou destruí-lo.

Sua demissão da OpenAI, empresa por trás do bot ChatGPT, foi tão repentina quanto dramática.

É justo dizer que meu telefone explodiu quando a notícia foi divulgada, enquanto a comunidade de tecnologia e os jornalistas se esforçavam para entender o que estava acontecendo.

Num comunicado, o Conselho de Administração da empresa disse acreditar que Altman não tinha sido "consistentemente sincero nas comunicações" com eles e, como resultado, tinha "perdido a confiança" na sua liderança.

Nas entrelinhas, pode-se supor que havia algo que Altman lhes contou ou não — e de alguma forma ele foi pego de surpresa por isso. O texto do comunicado é tão poderoso que quase parece pessoal.

Existem rumores, mas, até agora, nada mais veio à tona.

Não é incomum nas empresas de tecnologia que uma cultura de trabalho tóxica leve à queda do CEO — mas até agora nenhum caso do tipo apareceu envolvendo a OpenAI.

Em outubro, a empresa estava avaliada em US$ 80 bilhões (cerca de R$ 400 bilhões) — ou seja, também não parece ter havido nenhum problema financeiro.

Será que o problema é com a própria tecnologia?

Há alguns dias, Altman escreveu sobre o ChatGPT tendo dificuldades para atender a um "aumento na demanda', o que fez com que as inscrições para seu serviço de assinatura paga fossem pausadas.

Mas isso é suficiente para uma demissão?

Seu cofundador, Greg Brockman, que foi demitido do conselho poucos minutos depois de Altman, disse que os dois homens ficaram chocados com a rapidez com que tudo aconteceu.

Havia apenas seis pessoas nesse conselho, incluindo Brockman e Altman. Se eles foram realmente pegos de surpresa, isso significa que essa decisão foi tomada por apenas quatro membros.

O que aconteceu para que este pequeno grupo agisse de forma tão decisiva e rápida?

Altman, agora ex-CEO da OpenAI, dirigiu-se a líderes mundiais em discussões sobre os riscos e benefícios representados pela poderosa tecnologia em que foi pioneiro.

Ele disse, de forma memorável, que a AI era "uma ferramenta e não uma criatura" e parecia honesto sobre seus temores de que um dia ela pudesse sair de controle.

Há apenas duas semanas, Altman esteve no Reino Unido, na primeira cúpula mundial de segurança de AI, como um dos cerca de 100 delegados globais. Ele fez um discurso na semana passada sobre o futuro de sua empresa e sua tecnologia.

Como repórter de tecnologia, considero seguro presumir que ele realmente não tinha ideia do que estava por vir.

Até agora, os grandes nomes do Vale do Silício ofereceram apoio a Altman, incluindo o cofundador do Google, Eric Schmidt, que o descreveu como "meu herói".

O CEO da Microsoft, Satya Nadella, disse ter "confiança" na empresa. Não surpreende, uma vez que a Microsoft investiu bilhões na OpenAI, e a tecnologia por trás do ChatGPT agora está incorporada nos aplicativos do Office da Microsoft.

Um personagem que tem estado estranhamente quieto até agora é Elon Musk.

Ele e Altman criaram a OpenAI juntos, em parceria com outras pessoas, mas teriam se desentendido sobre a decisão dela deixar de ser uma organização sem fins lucrativos.

Há rumores de que é exatamente essa questão que mais uma vez dividiu opiniões dentro da empresa.

O X (anteriormente conhecido como Twitter) de Musk, por sua vez, lançou um novo chatbot chamado Grok.

Talvez Musk não esteja chateado com o fato de a OpenAI estar um pouco distraída por um drama que não é de hoje.

Enquanto isso, cabe à diretora de tecnologia da ChatGPT, Mira Murati, assumir interinamente o cargo de CEO.

O mundo da tecnologia é pequeno — coincidentemente, ela já trabalhou na Tesla, empresa automobilística de Musk.

A grande pergunta é: Murat poderá conter tamanha instabilidade?

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd1p37k7ddjo 
Quem assumiu interinamente o cargo de CEO da OpenAI após a demissão de Sam Altman?
Alternativas
Q3707165 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Ferrari mais cara já leiloada alcança preço de US$ 51,7 milhões

Uma Ferrari 250 GTO foi vendida por US$ 51,7 milhões (mais de R$ 250 milhões), se tornando o carro da marca italiana de valor mais alto a ser vendido em um leilão.

A venda por preço recorde aconteceu na Sotheby's, em Nova York, na segunda-feira (13), quando o carro foi oferecido publicamente pela primeira vez em 38 anos.

Gord Duff, diretor de leilões na Sotheby's, disse que a venda "destaca a estatura sem paralelo da Ferrari como um dos objetos mais desejados do mundo".

"Essa transação adiciona um novo capítulo à história de um veículo com um legado incomparável", afirmou Duff em um comunicado à imprensa.

"Agora, ele figura entre os carros mais caros já vendidos em leilão, um verdadeiro testamento de seu lugar singular na história", acrescentou.

Apenas 39 exemplares do 250 GTO foram fabricados pela lendária marca italiana entre os anos de 1962 e 1964, e é extremamente raro que um dos donos desfaça do carro, seja qual for o preço.

A unidade vendida, de chassi de número 3765, é uma das 34 feitas com a carroceria Tipo 1962, e a única entre essas a ser usada em corrida pela equipe da Scuderia Ferrari, participando de corridas como a Le Mans 24 Hour.

"Reivindicando uma origem de construção única e um notável pedigree de corridas de época, este espetacular GTO está entre os exemplos mais singulares do modelo", escreveu a casa de leilões no anúncio, que apresentava a venda como "uma chance extraordinária de adquirir o Santo Graal do panteão dos carros esportivos, algo que deve ser apreciado pela oportunidade que representa".

A raridade do veículo indica que ele foi destaque em várias revistas especializadas em Ferrari ao longo das décadas, e a Sotheby's sugere que "a disponibilidade pública de um GTO tão singular pode nunca mais se repetir em nossa vida".

Enquanto o 3765 é agora o Ferrari mais caro já vendido em leilão, outro 250 GTO detém o recorde de Ferrari mais cara já vendida.

O renomado colecionador de carros David MacNeil, fundador e CEO da empresa de tapetes automotivos WeatherTech, comprou o chassi número 4153 GT por US$ 70 milhões em 2018.

Na época, James Knight, presidente do grupo de automóveis da casa de leilões britânica Bonhams, comparou os 250 GTOs a algumas das obras de arte mais exclusivas do mundo.

"O Ferrari 250 GTO é como "Os Girassóis" de Van Gogh e um talismã para qualquer coleção de alto nível", disse Knight. "E o GTO que recentemente foi vendido está entre os cinco melhores existentes."

https://www.cnnbrasil.com.br/lifestyle/ferrari-mais-cara-ja-leiloada-alcan ca-preco-de-us-517-milhoes/
Leia com atenção o seguinte trecho do texto:
O Ferrari 250 GTO é como "Os Girassóis" de Van Gogh e um talismã para qualquer coleção de alto nível.
Qual a figura de linguagem está sendo usada para comparar a exclusividade da Ferrari com outros itens valiosos?
Alternativas
Q3706319 Português
Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.

James Webb e Artemis inauguram nova era para a Nasa em 2022

texto.png (345×861)
texto_1.png (349×826)
texto_2.png (347×162)
texto_3.png (350×340)

O texto é eminentemente
Alternativas
Q3706318 Português
Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.

James Webb e Artemis inauguram nova era para a Nasa em 2022

texto.png (345×861)
texto_1.png (349×826)
texto_2.png (347×162)
texto_3.png (350×340)

Eis porque o Webb ganhou o apelido de “sucessor do Hubble”: ele enxerga mais longe, por ser sensível a luz com um comprimento de onda que o antigo telescópio não consegue detectar. (L.25-28)
O segmento sublinhado no período acima, em relação ao trecho anterior, desempenha papel de
Alternativas
Q3706317 Português
Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.

James Webb e Artemis inauguram nova era para a Nasa em 2022

texto.png (345×861)
texto_1.png (349×826)
texto_2.png (347×162)
texto_3.png (350×340)

Dá a impressão de que desta vez o movimento vem para ficar. (L.128-129)


O pronome sublinhado no período acima desempenha papel

Alternativas
Q3706316 Português
Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.

James Webb e Artemis inauguram nova era para a Nasa em 2022

texto.png (345×861)
texto_1.png (349×826)
texto_2.png (347×162)
texto_3.png (350×340)

Em relação à leitura do texto e suas possíveis inferências, analise as afirmativas a seguir:
I. A necessidade de projetar o telescópio James Webb como origami se deu em função de precisar agregar a ele um toldo enorme com capacidade de resfriar a temperatura aumentada durante seu funcionamento.
II. A missão Artemis, desdobrada em várias etapas, tem como objetivo maior levar naves tripuladas para fora da Terra, para, num projeto posterior, mas ainda não desenvolvido, chegar a Marte.
III. A ida à Lua repetirá os passos da Apollo 8, à procura de garantir que naves tripuladas possam levar pessoas ao solo lunar e depois trazê-las de volta.
Assinale
Alternativas
Q3705246 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


CRÔNICA DE UM AMOR ANUNCIADO


Martha Medeiros


Toda pessoa apaixonada é um publicitário em potencial. Não anuncia cigarros, hidratantes ou máquinas de lavar, mas anuncia seu amor, como se vivê-lo em segredo diminuísse sua intensidade.


O hábito começa na escola. O caderno abarrotado de regras gramaticais, fórmulas matemáticas e lições de geografia, e lá, na última página, centenas de corações desenhados com caneta vermelha. Parece aula de ciências, mas é introdução à publicidade. Em breve se estarão desenhando corações em árvores, escrevendo atrás da porta do banheiro e grafitando a parede do corredor: Suzana ama João.


A partir de uma certa idade, a veia publicitária vai tornando-se mais discreta. Já não anunciamos nossa paixão em muros e bancos de jardim. Dispensa-se a mídia de massa e parte-se para o telemarketing. Contamos por telefone mesmo, para um público selecionado, as últimas notícias da nossa vida afetiva. Mas alguns não resistem em seguir propagando com alarde o seu amor. Colocam anúncios de verdade no jornal, geralmente nos classificados: Kika, te amo. Beto, volta pra mim. Everaldo, não me deixe por essa loira de farmácia. Joana, foi bom pra você também?


O grau máximo de profissionalismo é atingido quando o apaixonado manda colocar sua mensagem num outdoor em frente à casa da pessoa amada. O recado é para ela, mas a cidade inteira fica sabendo que alguém está tentando recuperar seu amor. Em grau menor de assiduidade, há casos em que apaixonados mandam despejar de um helicóptero pétalas de rosas no endereço do namorado, ou gastam uma fortuna para que a fumaça de um avião desenhe as iniciais do casal no céu. A criatividade dos amantes é infinita.


O amor é uma coisa íntima, mas todos nós temos a necessidade de torná-lo público. É a nossa vitória contra a solidão. Assim como as torcidas de futebol comemoram seus títulos com buzinaços, foguetório e cantorias, queremos também alardear nossa conquista pessoal, dividir a alegria de ter alguém que faz nosso coração bater mais forte. É por isso que, mesmo não sendo adepta do estardalhaço, me consterno por aqueles que amam escondido, amam em silêncio, amam clandestinamente. Mesmo que funcione como fetiche, priva o prazer de ter um amor compartilhado.


(Fonte: https://www.pensador.com/cronica_filosofica/)

Em relação ao texto "Crônica de um amor anunciado", é CORRETO afirmar que
Alternativas
Q3704805 Português
Considere a sentença “A editora está trabalhando sobre o florilégio da literatura brasileira contemporânea”. Neste contexto, a palavra “florilégio” significa:
Alternativas
Q3704284 Português

CRÔNICA DE UM AMOR ANUNCIADO


Martha Medeiros


Toda pessoa apaixonada é um publicitário em potencial. Não anuncia cigarros, hidratantes ou máquinas de lavar, mas anuncia seu amor, como se vivê-lo em segredo diminuísse sua intensidade.

O hábito começa na escola. O caderno abarrotado de regras gramaticais, fórmulas matemáticas e lições de geografia, e lá, na última página, centenas de corações desenhados com caneta vermelha. Parece aula de ciências, mas é introdução à publicidade. Em breve se estarão desenhando corações em árvores, escrevendo atrás da porta do banheiro e grafitando a parede do corredor: Suzana ama João.

A partir de uma certa idade, a veia publicitária vai tornando-se mais discreta. Já não anunciamos nossa paixão em muros e bancos de jardim. Dispensa-se a mídia de massa e parte-se para o telemarketing. Contamos por telefone mesmo, para um público selecionado, as últimas notícias da nossa vida afetiva. Mas alguns não resistem em seguir propagando com alarde o seu amor. Colocam anúncios de verdade no jornal, geralmente nos classificados: Kika, te amo. Beto, volta pra mim. Everaldo, não me deixe por essa loira de farmácia. Joana, foi bom pra você também?

O grau máximo de profissionalismo é atingido quando o apaixonado manda colocar sua mensagem num outdoor em frente à casa da pessoa amada. O recado é para ela, mas a cidade inteira fica sabendo que alguém está tentando recuperar seu amor. Em grau menor de assiduidade, há casos em que apaixonados mandam despejar de um helicóptero pétalas de rosas no endereço do namorado, ou gastam uma fortuna para que a fumaça de um avião desenhe as iniciais do casal no céu. A criatividade dos amantes é infinita.

O amor é uma coisa íntima, mas todos nós temos a necessidade de torná-lo público. É a nossa vitória contra a solidão. Assim como as torcidas de futebol comemoram seus títulos com buzinaços, foguetório e cantorias, queremos também alardear nossa conquista pessoal, dividir a alegria de ter alguém que faz nosso coração bater mais forte. É por isso que, mesmo não sendo adepta do estardalhaço, me consterno por aqueles que amam escondido, amam em silêncio, amam clandestinamente. Mesmo que funcione como fetiche, priva o prazer de ter um amor compartilhado.


(Fonte: https://www.pensador.com/cronica_filosofica/)

"É por isso que, mesmo não sendo adepta do estardalhaço , me consterno por aqueles que amam escondido, amam em silêncio, amam clandestinamente ."



As palavras sublinhadas no trecho acima, na mesma ordem em que são apresentadas, são SINÔNIMAS de

Alternativas
Q3704222 Português

Sobre o gênero e o tipo textuais do texto "Psicodélicos agem contra a depressão ao estimular conexões entre neurônios", analise o trecho a seguir:



O texto pertence ao gênero ________, que é caracterizado por divulgar pesquisas científicas para público não especialista. Nesse gênero, predomina o tipo textual _____, que é caracterizado por apresentar um assunto e, possivelmente, argumentar sobre ele.



Assinale a alternativa que correta e respectivamente preenche as lacunas do trecho:

Alternativas
Q3703855 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


FIM DO MUNDO


Carlos Drummond de Andrade


Não se sabe ainda se o mundo acabou realmente no sábado, como fora anunciado. Pode ser que sim, e não seria a primeira vez que isso acontece. A falta de sinais estrondosos e visíveis não é prova bastante da continuação. Muitas vezes o mundo acaba em silêncio, ou fazendo um barulho leve de folha. Tempos depois é que se percebe, mas já estamos vivendo em outro mundo, com sua estrutura e seus regulamentos próprios, e ninguém leva lenço aos olhos pelo falecido.


O mundo primitivo dos répteis, o mundo neolítico, o egípcio, o persa, o grego, o romano, o maia... todos esses acabaram, e muitos outros ainda. A história é cemitério de mundos, notando-se que uns tantos acabaram de morte tão acabada que nem sequer figuram lá com uma tabuleta; não se sabe que fim levaram as cinzas.


Pessoas que aí estão vivas assistiram à morte do mundo em agosto de 1914, mas estavam lendo jornal e não compreenderam no momento. Era apenas mais uma guerra na Europa, mas acabou com a belle époque, a douceur de vivre, a respeitabilidade vitoriana, o franco, a supremacia da libra, os suspensórios, o rapé, os conceitos econômicos, políticos e éticos do século XIX − mundo que parecia eterno. Pedaços dele andam por aí, vagando, como o colonialismo, a opressão de grupos financeiros, a servidão civil da mulher, mas pertencem a um contexto liquidado, rabo de lagartixa vibrando depois que o corpo foi abatido.


 (...)


Aos sete anos de idade imaginei que ia presenciar a morte do mundo, ou antes, que morreria com ele. Um cometa mal-humorado visitava o espaço. Em certo dia de 1910, sua cauda tocaria a Terra; não haveria mais aula de aritmética, nem missa de domingo, nem obediência aos mais velhos. Essas perspectivas eram boas. Mas também não haveria mais geleia, Tico-Tico, a árvore de moedas que um padrinho surrealista preparava para o afilhado que ia visitá-lo. Ideias que aborreciam. Havia ainda a angústia da morte, o tranco final, com a cidade inteira (e a cidade, para o menino, era o mundo) se despedaçando − mas isso, afinal, seria um espetáculo. Preparei-me para morrer, com terror e curiosidade.


O que aconteceu à noite foi maravilhoso. O cometa Halley apareceu mais nítido, mais denso de luz airosamente deslizou sobre nossas cabeças sem dar confiança de exterminar-nos. No ar frio, o véu dourado baixou ao vale, tornando irreal o contorno dos sobrados, da igreja, das montanhas. Saíamos para a rua banhados de ouro, magníficos e esquecidos da morte, que não houve. Nunca mais houve cometa igual, assim terrível, desdenhoso e belo. (...)


Nem todas as concepções de fim material do mundo terão a magnificência desta que liga a desintegração da Terra ao choque com a cabeleira luminosa de um astro. Concepção antiquada, concordo. Admitia a liquidação do nosso planeta como uma tragédia cósmica que o homem não tinha poder de evitar. Hoje, o excitante é imaginar a possibilidade dessa destruição por obra e graça do homem. A Terra e os cometas devem ter medo de nós.


(Fonte: A bolsa e a vida. Rio de Janeiro: Record, 2008.)

Em relação ao texto "Fim do mundo", é INCORRETO afirmar que
Alternativas
Respostas
41801: B
41802: C
41803: A
41804: C
41805: E
41806: B
41807: D
41808: C
41809: E
41810: B
41811: B
41812: D
41813: A
41814: C
41815: B
41816: D
41817: A
41818: A
41819: E
41820: E