Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 127.789 questões

Q2335706 Português

A leitura do Texto III é necessária para a resolução da questão:


TEXTO III


Bola-de-gude-azul


Clarissa Moura


    Rita me fitava com aqueles olhos azuis estrábicos e esbugalhados. Assim que entrou aqui em casa, foi a primeira coisa que vi, olhos-bola-de-gude, criança feia, careca. Todos os bebês são feios, acho que eu nasci feia também. Essa menina vem atrapalhando minha vida, desde que ainda estava dentro da minha mãe.


    Na verdade, tudo muda quando uma criatura vai pra dentro de uma fêmea. Percebi isso quando Nina, nossa cadela, pegou um bucho do cachorro vira-lata que minha mãe odeia. Ela achou ruim, reclamou. Brigava dia e noite com Nina, a cachorra fujona que saiu e voltou prenha de cinco cachorrinhos. Morreram todos. Coitada de Nina, ela ficou cansada, lenta, dorminhoca. Não fazia mais nada, só dormia. Minha mãe reclamou tanto, tanto, mais tanto, que pegou um bucho também.


    Mamãe colocou o nome da minha irmã de Rita de Cássia, a santa dela. Acho engraçado isso de dizer que a santa é sua. Pra mim, as coisas só são nossas quando a gente compra ou ganha. Do nada, a santa vira boneca que protege gente. Enquanto a barriga crescia, ela todo dia acendia uma vela, se alisava e rezava. Amenina, lá dentro, não sentia nada, não sabia de nada. Ganhou o nome da santinha que fica no quartinho ao lado da sala.


    Depois que minha mãe disse que eu ia ter uma irmãzinha, que ela ia ser minha melhor amiga e companheira, tudo mudou. Mamãe só vivia vomitando, com sono, não queria brincar comigo, triste e deitada. O médico disse que ela tinha que passar a gravidez toda acamada pra menina vingar. Toda noite que minha mãe rezava, eu rezava junto, pedindo pra aquela menina não nascer. Queria minha mãe só pra mim. Mas não adiantou.


    Meu pai, que quase não tinha tempo pra brincar comigo, passou a trabalhar mais. Eu só via ele nos fins de semana, e sempre cansado porque tinha mais uma boca pra alimentar. Minha filha, papai tem que trabalhar pra dar o melhor pra você e sua irmãzinha. Mas o melhor pra mim era ter meu pai e minha mãe somente pra mim. E, mesmo antes de nascer, a bola-de-gude-azul roubou meus pais.


    Eu queria ser filha única, como meu pai e minha mãe. Não tenho tios, e nem sinto falta. Família boa é família que tem tempo pra ficar junto e brincar feliz. Agora eu fico sozinha o tempo todo. Desde que Nina teve os cachorrinhos mortos, também não quer brincar comigo. Os bichinhos pareciam uns ratinhos, pretinhos, tamanhico de nada. Mamãe falou que eles não tinham como ficar vivos e que quase matou nossa cadela. Que ela teve sorte. Sorte mesmo seria se ela nunca tivesse pegado um bucho.


    Faz cinco dias que eu não consigo dormir, Rita está dormindo no quarto da minha mãe. Só vive pendurada nos peitos dela, mamando, mamando. Minha mãe chama ela de minha bezerrinha. Vai ser a bezerrinha mais forte de todas. Será que ela me acha fraca só porque eu não tô pendurada sugando o leite dela? Eu prefiro comer bolacha desmanchada no leite. Era tão bom quando minha mãe colocava minha comidinha, e a gente ficava vendo televisão e conversando. Ela sempre sentava em uma cadeira e ficava me vendo comer. É tão lindo te ver comendo Maria, você é a gulosa de mamãe. Eu ria, e ela alisava meus cachinhos.


     Hoje tive que apresentar um trabalho na escola. Segurei a cartolina e não consegui lembrar de nada. Comecei a gaguejar e a chorar. Todo mundo riu de mim. Burra, burra, chorona, chorona. Aprofessora mandou todo mundo se calar. Eu empurrei o Carlinhos, o imbecil que puxou o coro, e chorei mais ainda. Fui levada pra diretoria, fizeram um bilhete pra meus pais, e amanhã eu só posso assistir aula se eles vierem me deixar. Me ferrei.


    Sinto medo da pisa que vou levar, do castigo que não vai acabar nunca. Eu não vou poder sair pra brincar com as meninas na rua, vou ter que ficar trancada dentro de casa fazendo o dever que não tem fim. A pirralha começa a berrar de novo, muito alto. Essa menina só chora. Se não fosse por ela, eu teria dormido bem e lembraria do nome de todos os répteis da cartolina. Ódio.


    Vou pro quarto, minha mãe tá dormindo pesado, roncando. Parece a Bela Adormecida que não vai acordar nunca mais. Rita chora, chora, chora, eu choro. Corro na cozinha, pego a faca de cortar pão, volto pro quarto, seguro a fralda na boca dela até abafar o choro, enfio a faca nos olhos-azuis-bola-de-gude dela e arranco. Pego as bolinhas agora vermelhas, se desmanchando na minha mão, e coloco na minha sacola de bolas-de-gude.


    Será que amanhã eu ainda vou estar de castigo?


Clarissa Moura (1987, João Pessoa/Paraíba) é advogada, escritora, membro do Clube do Conto da Paraíba. Publica seus textos – crônicas e contos – no Medium https://clarissagmoura.medium.com/ e outras redes sociais. É coorganizadora do ebook Antologia Poética Poemas dos Dez Melhores Poetas do Extremo Oriental das Américas, publicada pela Rubaiyat Edições em 2022. É uma das autoras da Antologia Prosas de Oficina vol. II, publicação da Editora Escaleras em 2022.


Fonte: https://revistaacrobata.com.br/

A narradora encerra seu relato com o seguinte questionamento: “Será que amanhã eu ainda vou estar de castigo?”. Esse trecho sugere: 
Alternativas
Q2335700 Português
A leitura do Texto II é necessária para a resolução da questão:

TEXTO II


Ainda sobre a oração do quarto quadrinho, “Pô... Tenho que cuidar dos meus filhos hoje?!”. É CORRETO afirmar que o registro de fala utilizado pelo autor contribui para a caracterização do personagem, uma vez que:
Alternativas
Q2335543 Português
Nas garras do meu primeiro amor


     Cíntia era minha prima – filha do irmão de mamãe, que morava no Rio. Viera passar uns dias conosco. Era a primeira vez que eu tomava conhecimento da sua existência. Devia andar pelos dezessete, dezoito anos, o que queria dizer que era para mim uma mulher feita – e a mais bela que eu jamais vira de perto. Usava blusa sem manga e com decote, saia-calça, tinha os cabelos louros, os olhos verdes e ainda por cima fumava.

     Mamãe se escandalizou ao vê-la tirar calmamente da bolsa um cigarro na vista de todos e acender, para depois cruzar as pernas e soltar devagarinho a fumaça pelas narinas:

     – Você fumando, menina? Seu pai sabe disso?

     – Ora, titia, que é que tem de mais?

     – Uma moça direita não fuma.

     – Hoje em dia toda mulher fuma. Não é mais pecado.

     E ela desviou da testa uma madeixa de cabelos, movimentando a cabeça para o lado num gesto que me pareceu simplesmente lindo. 

     A sua presença fez com que nossa casa ganhasse uma aura de encanto, como um lugar privilegiado, de um fascínio que parecia impregnar o próprio ar que eu respirava. Quando ela surgia na sala, tudo se iluminava. Eu voltava correndo da escola para não perder um minuto da sua presença, e não arredava pé de casa, nem mesmo para ir ao quintal, meu reino esquecido.

     Mamãe estranhava aquela mudança nos meus hábitos:

     – Não sei o que deu nesse menino. 

     Nem eu mesmo sabia que estava experimentando pela primeira vez a sensação inebriante de uma paixão. 


(SABINO, Fernando. O menino no espelho. Rio de Janeiro, Record, 1982. p. 162-3.)
Assinale o trecho que remete a um preconceito implícito na sociedade patriarcal.
Alternativas
Q2335542 Português
Nas garras do meu primeiro amor


     Cíntia era minha prima – filha do irmão de mamãe, que morava no Rio. Viera passar uns dias conosco. Era a primeira vez que eu tomava conhecimento da sua existência. Devia andar pelos dezessete, dezoito anos, o que queria dizer que era para mim uma mulher feita – e a mais bela que eu jamais vira de perto. Usava blusa sem manga e com decote, saia-calça, tinha os cabelos louros, os olhos verdes e ainda por cima fumava.

     Mamãe se escandalizou ao vê-la tirar calmamente da bolsa um cigarro na vista de todos e acender, para depois cruzar as pernas e soltar devagarinho a fumaça pelas narinas:

     – Você fumando, menina? Seu pai sabe disso?

     – Ora, titia, que é que tem de mais?

     – Uma moça direita não fuma.

     – Hoje em dia toda mulher fuma. Não é mais pecado.

     E ela desviou da testa uma madeixa de cabelos, movimentando a cabeça para o lado num gesto que me pareceu simplesmente lindo. 

     A sua presença fez com que nossa casa ganhasse uma aura de encanto, como um lugar privilegiado, de um fascínio que parecia impregnar o próprio ar que eu respirava. Quando ela surgia na sala, tudo se iluminava. Eu voltava correndo da escola para não perder um minuto da sua presença, e não arredava pé de casa, nem mesmo para ir ao quintal, meu reino esquecido.

     Mamãe estranhava aquela mudança nos meus hábitos:

     – Não sei o que deu nesse menino. 

     Nem eu mesmo sabia que estava experimentando pela primeira vez a sensação inebriante de uma paixão. 


(SABINO, Fernando. O menino no espelho. Rio de Janeiro, Record, 1982. p. 162-3.)
Dentre os fragmentos transcritos, é possível constatar a opinião do cronista em:
Alternativas
Q2335541 Português
Nas garras do meu primeiro amor


     Cíntia era minha prima – filha do irmão de mamãe, que morava no Rio. Viera passar uns dias conosco. Era a primeira vez que eu tomava conhecimento da sua existência. Devia andar pelos dezessete, dezoito anos, o que queria dizer que era para mim uma mulher feita – e a mais bela que eu jamais vira de perto. Usava blusa sem manga e com decote, saia-calça, tinha os cabelos louros, os olhos verdes e ainda por cima fumava.

     Mamãe se escandalizou ao vê-la tirar calmamente da bolsa um cigarro na vista de todos e acender, para depois cruzar as pernas e soltar devagarinho a fumaça pelas narinas:

     – Você fumando, menina? Seu pai sabe disso?

     – Ora, titia, que é que tem de mais?

     – Uma moça direita não fuma.

     – Hoje em dia toda mulher fuma. Não é mais pecado.

     E ela desviou da testa uma madeixa de cabelos, movimentando a cabeça para o lado num gesto que me pareceu simplesmente lindo. 

     A sua presença fez com que nossa casa ganhasse uma aura de encanto, como um lugar privilegiado, de um fascínio que parecia impregnar o próprio ar que eu respirava. Quando ela surgia na sala, tudo se iluminava. Eu voltava correndo da escola para não perder um minuto da sua presença, e não arredava pé de casa, nem mesmo para ir ao quintal, meu reino esquecido.

     Mamãe estranhava aquela mudança nos meus hábitos:

     – Não sei o que deu nesse menino. 

     Nem eu mesmo sabia que estava experimentando pela primeira vez a sensação inebriante de uma paixão. 


(SABINO, Fernando. O menino no espelho. Rio de Janeiro, Record, 1982. p. 162-3.)
O termo destacado que, ao contrário dos demais, NÃO se refere ou substitui qualquer termo anterior é:
Alternativas
Q2335540 Português
Nas garras do meu primeiro amor


     Cíntia era minha prima – filha do irmão de mamãe, que morava no Rio. Viera passar uns dias conosco. Era a primeira vez que eu tomava conhecimento da sua existência. Devia andar pelos dezessete, dezoito anos, o que queria dizer que era para mim uma mulher feita – e a mais bela que eu jamais vira de perto. Usava blusa sem manga e com decote, saia-calça, tinha os cabelos louros, os olhos verdes e ainda por cima fumava.

     Mamãe se escandalizou ao vê-la tirar calmamente da bolsa um cigarro na vista de todos e acender, para depois cruzar as pernas e soltar devagarinho a fumaça pelas narinas:

     – Você fumando, menina? Seu pai sabe disso?

     – Ora, titia, que é que tem de mais?

     – Uma moça direita não fuma.

     – Hoje em dia toda mulher fuma. Não é mais pecado.

     E ela desviou da testa uma madeixa de cabelos, movimentando a cabeça para o lado num gesto que me pareceu simplesmente lindo. 

     A sua presença fez com que nossa casa ganhasse uma aura de encanto, como um lugar privilegiado, de um fascínio que parecia impregnar o próprio ar que eu respirava. Quando ela surgia na sala, tudo se iluminava. Eu voltava correndo da escola para não perder um minuto da sua presença, e não arredava pé de casa, nem mesmo para ir ao quintal, meu reino esquecido.

     Mamãe estranhava aquela mudança nos meus hábitos:

     – Não sei o que deu nesse menino. 

     Nem eu mesmo sabia que estava experimentando pela primeira vez a sensação inebriante de uma paixão. 


(SABINO, Fernando. O menino no espelho. Rio de Janeiro, Record, 1982. p. 162-3.)
Em “Quando ela surgia na sala, tudo se iluminava.” (8º§), é possível inferir que “quando” introduz uma ideia de: 
Alternativas
Q2335539 Português
Nas garras do meu primeiro amor


     Cíntia era minha prima – filha do irmão de mamãe, que morava no Rio. Viera passar uns dias conosco. Era a primeira vez que eu tomava conhecimento da sua existência. Devia andar pelos dezessete, dezoito anos, o que queria dizer que era para mim uma mulher feita – e a mais bela que eu jamais vira de perto. Usava blusa sem manga e com decote, saia-calça, tinha os cabelos louros, os olhos verdes e ainda por cima fumava.

     Mamãe se escandalizou ao vê-la tirar calmamente da bolsa um cigarro na vista de todos e acender, para depois cruzar as pernas e soltar devagarinho a fumaça pelas narinas:

     – Você fumando, menina? Seu pai sabe disso?

     – Ora, titia, que é que tem de mais?

     – Uma moça direita não fuma.

     – Hoje em dia toda mulher fuma. Não é mais pecado.

     E ela desviou da testa uma madeixa de cabelos, movimentando a cabeça para o lado num gesto que me pareceu simplesmente lindo. 

     A sua presença fez com que nossa casa ganhasse uma aura de encanto, como um lugar privilegiado, de um fascínio que parecia impregnar o próprio ar que eu respirava. Quando ela surgia na sala, tudo se iluminava. Eu voltava correndo da escola para não perder um minuto da sua presença, e não arredava pé de casa, nem mesmo para ir ao quintal, meu reino esquecido.

     Mamãe estranhava aquela mudança nos meus hábitos:

     – Não sei o que deu nesse menino. 

     Nem eu mesmo sabia que estava experimentando pela primeira vez a sensação inebriante de uma paixão. 


(SABINO, Fernando. O menino no espelho. Rio de Janeiro, Record, 1982. p. 162-3.)
Sem que haja prejuízo da coerência e sentido textuais apresentados, assinale a proposta adequada de substituição para a palavra ou expressão destacada a seguir.
Alternativas
Q2335538 Português
Nas garras do meu primeiro amor


     Cíntia era minha prima – filha do irmão de mamãe, que morava no Rio. Viera passar uns dias conosco. Era a primeira vez que eu tomava conhecimento da sua existência. Devia andar pelos dezessete, dezoito anos, o que queria dizer que era para mim uma mulher feita – e a mais bela que eu jamais vira de perto. Usava blusa sem manga e com decote, saia-calça, tinha os cabelos louros, os olhos verdes e ainda por cima fumava.

     Mamãe se escandalizou ao vê-la tirar calmamente da bolsa um cigarro na vista de todos e acender, para depois cruzar as pernas e soltar devagarinho a fumaça pelas narinas:

     – Você fumando, menina? Seu pai sabe disso?

     – Ora, titia, que é que tem de mais?

     – Uma moça direita não fuma.

     – Hoje em dia toda mulher fuma. Não é mais pecado.

     E ela desviou da testa uma madeixa de cabelos, movimentando a cabeça para o lado num gesto que me pareceu simplesmente lindo. 

     A sua presença fez com que nossa casa ganhasse uma aura de encanto, como um lugar privilegiado, de um fascínio que parecia impregnar o próprio ar que eu respirava. Quando ela surgia na sala, tudo se iluminava. Eu voltava correndo da escola para não perder um minuto da sua presença, e não arredava pé de casa, nem mesmo para ir ao quintal, meu reino esquecido.

     Mamãe estranhava aquela mudança nos meus hábitos:

     – Não sei o que deu nesse menino. 

     Nem eu mesmo sabia que estava experimentando pela primeira vez a sensação inebriante de uma paixão. 


(SABINO, Fernando. O menino no espelho. Rio de Janeiro, Record, 1982. p. 162-3.)
Na crônica, algumas ideias são reproduzidas através de uma linguagem figurada. Dentre os trechos a seguir apenas um não demonstra o emprego do recurso metafórico; assinale-o.
Alternativas
Q2335537 Português
Nas garras do meu primeiro amor


     Cíntia era minha prima – filha do irmão de mamãe, que morava no Rio. Viera passar uns dias conosco. Era a primeira vez que eu tomava conhecimento da sua existência. Devia andar pelos dezessete, dezoito anos, o que queria dizer que era para mim uma mulher feita – e a mais bela que eu jamais vira de perto. Usava blusa sem manga e com decote, saia-calça, tinha os cabelos louros, os olhos verdes e ainda por cima fumava.

     Mamãe se escandalizou ao vê-la tirar calmamente da bolsa um cigarro na vista de todos e acender, para depois cruzar as pernas e soltar devagarinho a fumaça pelas narinas:

     – Você fumando, menina? Seu pai sabe disso?

     – Ora, titia, que é que tem de mais?

     – Uma moça direita não fuma.

     – Hoje em dia toda mulher fuma. Não é mais pecado.

     E ela desviou da testa uma madeixa de cabelos, movimentando a cabeça para o lado num gesto que me pareceu simplesmente lindo. 

     A sua presença fez com que nossa casa ganhasse uma aura de encanto, como um lugar privilegiado, de um fascínio que parecia impregnar o próprio ar que eu respirava. Quando ela surgia na sala, tudo se iluminava. Eu voltava correndo da escola para não perder um minuto da sua presença, e não arredava pé de casa, nem mesmo para ir ao quintal, meu reino esquecido.

     Mamãe estranhava aquela mudança nos meus hábitos:

     – Não sei o que deu nesse menino. 

     Nem eu mesmo sabia que estava experimentando pela primeira vez a sensação inebriante de uma paixão. 


(SABINO, Fernando. O menino no espelho. Rio de Janeiro, Record, 1982. p. 162-3.)
O tema central do texto é:
Alternativas
Q2335445 Português

Julgue o item que se segue.


A elipse é uma figura de linguagem que consiste em omitir intencionalmente uma parte da frase que pode ser facilmente compreendida pelo contexto. 

Alternativas
Q2335315 Português
O objetivo do texto é: 
Alternativas
Q2335314 Português
Assinale a alternativa em que a segunda assertiva não mantém o mesmo sentido que a primeira:  
Alternativas
Q2335312 Português

O Texto serve de base para responder a questão. 


Brasileiros têm deficiência ou insuficiência de vitamina D, até no verão


Uma pesquisa brasileira que acaba de ser publicada pelo jornal cientifico inglês Journal of the Endocrine Society comprovou que, mesmo em pleno verdo, uma parcela significativa dos brasileiros apresenta insuficiência ou deficiência de vitamina D. Os indices foram de 50,7% e 15,3%, respectivamente, no grupo de 1.029 participantes.


O estudo, chamado Epidemiology of Vitamin D (EpiVida) - A Study of Vitamin D Status Among Healthy Adults in Brazil, foi produzido por pesquisadores das Universidades Federais do Parana e de S&o Paulo, Fundagdo Oswaldo Cruz e Obras Sociais Irma Dulce. A amostra foi composta por adultos saudaveis, entre 18 e 45 anos, de São Paulo (SP), Curitiba (PR) e Salvador (BA).


O objetivo foi estimar a prevalência da vitamina D em associação a estilo de vida, demografia socioeconômica e habitos culturais nestas três regiões metropolitanas. Para isso, foram avaliadas amostras de sangue e considerados dados de um questionario respondido pelos participantes.


A constatação de deficiéncia ou insuficiéncia de vitamina D em pleno verdo — periodo de maior exposição solar e que favoreceria a sintese deste micronutriente pelo organismo — é explicada por diversos fatores.


“Variáveis como genética, demografia e estilo de vida influenciam a produção de vitamina D. Os habitos recém-adquiridos durante a pandemia da COVID-19, que levou maioria da rotina da populagdo para dentro de casa, por exemplo, também podem contribuir para este quadro”, esclarece Marise Lazaretti Castro, endocrinologista, livre-docente, professora-adjunta de endocrinologia e chefe do setor de osteometabolismo da Escola Paulista de Medicina (Unifesp).


Em São Paulo, 20% dos participantes apresentaram deficiéncia de vitamina D e em mais da metade (52%) foi constatada insuficiéncia desta vitamina. Em Curitiba, os indices sdo parecidos: 12% e 52% respectivamente. Já em Salvador, os indices de deficiéncia e insuficiéncia de vitamina D foram, respectivamente, de 12% e 47% do total de participantes locais do estudo. Já no inverno, a situagdo pode agravar em mais 10%, apontam os pesquisadores.


O estudo considerou como deficiéncia de vitamina D os niveis abaixo de 20ng/ml. Já a insuficiéncia do micronutriente foi considerada para niveis abaixo 30ng/ml.


Além da falta de atividades ao ar livre, a pesquisa constatou que a deficiéncia de vitamina D teve grandes correlagdes com a obesidade e o sobrepeso da população brasileira.


Por outro lado, os pesquisadores afirmam que a exposição solar, atividades fisicas e o uso de suplementos podem ajudar significativamente na reposição do hormônio. “A suplementação orientada por um profissional, por exemplo, diminui 60% de chances de os pacientes terem deficiência de vitamina D, de acordo com o estudo”, ressalta o especialista.


Outro resultado da pesquisa se refere a questão étnico-racial. Embora Salvador tenha maior percentual de negros que Curitiba, a média dos niveis de vitamina D dos participantes não foram diferentes entre si, segundo o estudo.


“Esses achados sugerem que a maior abundéncia de radiação solar existente em Salvador, devido a sua maior proximidade com o Equador, pode ultrapassar a barreira da melanina na pele para produzir vitamina D. Então, a pele negra seria um fator de risco para deficiência de vitamina D apenas em regiões com radiação solar limitada”, afirmam os pesquisadores.


Disponivel em: https://www.correiobraziliense.com br/ciencia-e-saude/2023/03/5079602- brasileiros-tem-deficiencia-ou-insuficienciade-vitamina-d-ate-no-verao.html. Acesso em: 14 mar. 2023. 

Analise as assertivas a seguir:
I. Os participantes com maior deficiéncia de vitamina D são os de São Paulo.
II. A deficiência de vitamina D é a mesma nas três regiões metropolitanas estudadas.
III. A pesquisa demonstrou que os percentuais de deficiéncia de vitamina D são 52, 52 e 47, respectivamente, nas regides metropolitanas de São Paulo, Curitiba e Salvador.
IV. Os participantes de Salvador são os que apresentaram menor insuficiência de vitamina D.
V. Apele negra pode ser um fator de risco de deficiência de vitamina D em regiões próximas ao Equador.
Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q2335311 Português

O Texto serve de base para responder a questão. 


Brasileiros têm deficiência ou insuficiência de vitamina D, até no verão


Uma pesquisa brasileira que acaba de ser publicada pelo jornal cientifico inglês Journal of the Endocrine Society comprovou que, mesmo em pleno verdo, uma parcela significativa dos brasileiros apresenta insuficiência ou deficiência de vitamina D. Os indices foram de 50,7% e 15,3%, respectivamente, no grupo de 1.029 participantes.


O estudo, chamado Epidemiology of Vitamin D (EpiVida) - A Study of Vitamin D Status Among Healthy Adults in Brazil, foi produzido por pesquisadores das Universidades Federais do Parana e de S&o Paulo, Fundagdo Oswaldo Cruz e Obras Sociais Irma Dulce. A amostra foi composta por adultos saudaveis, entre 18 e 45 anos, de São Paulo (SP), Curitiba (PR) e Salvador (BA).


O objetivo foi estimar a prevalência da vitamina D em associação a estilo de vida, demografia socioeconômica e habitos culturais nestas três regiões metropolitanas. Para isso, foram avaliadas amostras de sangue e considerados dados de um questionario respondido pelos participantes.


A constatação de deficiéncia ou insuficiéncia de vitamina D em pleno verdo — periodo de maior exposição solar e que favoreceria a sintese deste micronutriente pelo organismo — é explicada por diversos fatores.


“Variáveis como genética, demografia e estilo de vida influenciam a produção de vitamina D. Os habitos recém-adquiridos durante a pandemia da COVID-19, que levou maioria da rotina da populagdo para dentro de casa, por exemplo, também podem contribuir para este quadro”, esclarece Marise Lazaretti Castro, endocrinologista, livre-docente, professora-adjunta de endocrinologia e chefe do setor de osteometabolismo da Escola Paulista de Medicina (Unifesp).


Em São Paulo, 20% dos participantes apresentaram deficiéncia de vitamina D e em mais da metade (52%) foi constatada insuficiéncia desta vitamina. Em Curitiba, os indices sdo parecidos: 12% e 52% respectivamente. Já em Salvador, os indices de deficiéncia e insuficiéncia de vitamina D foram, respectivamente, de 12% e 47% do total de participantes locais do estudo. Já no inverno, a situagdo pode agravar em mais 10%, apontam os pesquisadores.


O estudo considerou como deficiéncia de vitamina D os niveis abaixo de 20ng/ml. Já a insuficiéncia do micronutriente foi considerada para niveis abaixo 30ng/ml.


Além da falta de atividades ao ar livre, a pesquisa constatou que a deficiéncia de vitamina D teve grandes correlagdes com a obesidade e o sobrepeso da população brasileira.


Por outro lado, os pesquisadores afirmam que a exposição solar, atividades fisicas e o uso de suplementos podem ajudar significativamente na reposição do hormônio. “A suplementação orientada por um profissional, por exemplo, diminui 60% de chances de os pacientes terem deficiência de vitamina D, de acordo com o estudo”, ressalta o especialista.


Outro resultado da pesquisa se refere a questão étnico-racial. Embora Salvador tenha maior percentual de negros que Curitiba, a média dos niveis de vitamina D dos participantes não foram diferentes entre si, segundo o estudo.


“Esses achados sugerem que a maior abundéncia de radiação solar existente em Salvador, devido a sua maior proximidade com o Equador, pode ultrapassar a barreira da melanina na pele para produzir vitamina D. Então, a pele negra seria um fator de risco para deficiência de vitamina D apenas em regiões com radiação solar limitada”, afirmam os pesquisadores.


Disponivel em: https://www.correiobraziliense.com br/ciencia-e-saude/2023/03/5079602- brasileiros-tem-deficiencia-ou-insuficienciade-vitamina-d-ate-no-verao.html. Acesso em: 14 mar. 2023. 

Acerca das informações contidas no Texto, só não podemos afirmar que:  
Alternativas
Q2335310 Português
Analise os pares a seguir e marque a alternativa correta quanto à ocorrência de intertextualidade: 
(I) 
texto_1.jpg (351×235)
Disponível em: https://escolakids.uol.com.br/portugues. Acesso em: 14 mar. 2023. 
(II)
texto_2.jpg (674×127)
Disponível em: https://mundoeducacaouol.com.br/redacao. Acesso em: 14 mar. 2023.
(III) 
texto_3.jpg (674×232)
Disponível em: https://www.google.com/search?. Acesso em: 14 mar. 2023. 
(IV)
texto_4.jpg (675×227)
Disponivel em: https://www.google.com/search?. Acesso em: 14 mar. 2023.  
Alternativas
Q2335307 Português

O Texto serve de base para responder a questão.


texto.jpg (323×405)


Disponivel em: https:/br.pinterest.com/pin/345580971415789711/. Acesso em: 13 mar. 2023. 

Considerando o Texto, julgue as assertivas a seguir se verdadeiras (V) ou falsas (F):
() Atira propõe uma reflexão acerca de que certas atividades podem ser perigosas para todas as criangas.
() Camilo muda de ideia quanto a corrida, pois tem medo de perder a aposta para Dinho.
() Atira tece uma critica ao tratamento desigual que a policia pode dar as pessoas negras.
() Para Camilo, correr ndo é uma atividade segura para nenhum dos personagens.
() O medo de Camilo é explicado pela imagem contida no terceiro quadro.
Assinale a alternativa com a sequéncia correta: 
Alternativas
Q2335176 Português
A frase a seguir mostra uma opinião e um argumento que a sustenta.
“Não gosto dos livros desse autor. Ele tem um posicionamento político muito radical.”
Assinale a opção que apresenta o problema desse argumento.
Alternativas
Q2335173 Português
Assinale a frase que está integralmente em linguagem lógica (não figurada).
Alternativas
Q2335171 Português
Em todas as frases abaixo houve a substituição de uma oração sublinhada por um nome (adjetivo ou substantivo) de valor equivalente; assinale a opção em que essa modificação foi feita de forma inadequada.
Alternativas
Q2335170 Português
No trecho inicial de uma entrevista com Maurício Schulmann, exsecretário de Fazenda do Paraná, havia o seguinte:

Ainda hoje, o engenheiro Maurício Schulmann, 44 anos, natural de Curitiba, mesmo sorrindo, não consegue dissimular uma certa ansiedade quando se lembra do susto que levou ao ser escolhido, inesperadamente, para a presidência do Banco Nacional de Habitação (BNH).

Sobre esse segmento, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Respostas
40001: E
40002: B
40003: C
40004: D
40005: A
40006: B
40007: D
40008: B
40009: C
40010: C
40011: E
40012: D
40013: A
40014: E
40015: E
40016: B
40017: A
40018: C
40019: B
40020: D