Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 140.342 questões

Q2389250 Português
Texto – Detalhes:


O velho porteiro do palácio chega em casa trêmulo. Como sempre que tem baile no palácio, sua mulher o espera com café da manhã reforçado. Mas dessa vez, ele nem olha para a xícara fumegante, o bolo, a manteiga, as geleias. Vai direto à aguardente. Atirase na sua poltrona perto do fogão e toma um longo gole da bebida, pelo gargalo.

– Helmuth, o que foi?

– Espera Helga. Deixa eu me controlar primeiro.

Toma outro gole de aguardente.

– Conta, homem! O que houve com você? Aconteceu alguma coisa no baile?

– Co-começou tudo bem. As pessoas chegando, todo mundo de gala, todos com convite, tudo direitinho. Sempre tem, é claro, o filhinho-de-papai sem convite que quer me levar na conversa. De repente, chega a maior carruagem que eu já vi. Enorme. E toda de ouro. Puxada por três parelhas de cavalos brancos. Cavalões! Elefantes! Dentro da carruagem salta uma dona. Sozinha. Uma beleza. Eu me preparo para barrar a entrada dela porque mulher desacompanhada não entra em baile de palácio. Mas essa dona é tão bonita, tão, sei lá, radiante, que eu não digo nada e deixo ela entrar.

– Bom, Helmuth. Até aí...

– Espera. O baile continua. Tudo normal. Às vezes rola um bêbado pela escadaria, mas nada de mais. E então bate meia noite. Há um rebuliço na porta do palácio. Olho para trás e vejo uma mulher maltrapilha que desce pela escadaria, correndo. Ela perde um sapato. E o príncipe atrás dela.

– O príncipe?

– Ele mesmo. E gritando para mim segurar a esfarrapada. “Segura”! “Segura”! Me preparo para segurá-la quando ouço uma espécie de ‘vum’ acompanhado de um clarão. Me viro e...

- E o quê, meu Deus?

O porteiro esvazia a garrafa com um último gole.

– Você não vai acreditar.

– Conta!

– A tal carruagem. A de ouro. Tinha se transformado numa abóbora.

– Numa o quê?!

– Eu disse que você não ia acreditar.

– Uma abóbora?

– E os cavalos em ratos. – Helmuth...

– Não tem mais aguardente?

– Acho que você já bebeu demais por hoje.

– Juro que não bebi nada!

– Esse trabalho no palácio está acabando com você, Helmuth. Pede para ser transferido para o almoxarifado.



(Luís Fernando Veríssimo – in “Domingo”, revista do Jornal do Brasil, nº. 117). 
“O baile continua. Tudo normal. Às vezes rola um bêbado pela escadaria, mas nada demais. E então bate meia noite. Há um rebuliço na porta do palácio. Olho para trás e vejo uma mulher maltrapilha que desce pela escadaria, correndo. Ela perde um sapato. E o príncipe atrás dela.” Esse trecho do texto pode ser considerado:
Alternativas
Q2389249 Português
Texto – Detalhes:


O velho porteiro do palácio chega em casa trêmulo. Como sempre que tem baile no palácio, sua mulher o espera com café da manhã reforçado. Mas dessa vez, ele nem olha para a xícara fumegante, o bolo, a manteiga, as geleias. Vai direto à aguardente. Atirase na sua poltrona perto do fogão e toma um longo gole da bebida, pelo gargalo.

– Helmuth, o que foi?

– Espera Helga. Deixa eu me controlar primeiro.

Toma outro gole de aguardente.

– Conta, homem! O que houve com você? Aconteceu alguma coisa no baile?

– Co-começou tudo bem. As pessoas chegando, todo mundo de gala, todos com convite, tudo direitinho. Sempre tem, é claro, o filhinho-de-papai sem convite que quer me levar na conversa. De repente, chega a maior carruagem que eu já vi. Enorme. E toda de ouro. Puxada por três parelhas de cavalos brancos. Cavalões! Elefantes! Dentro da carruagem salta uma dona. Sozinha. Uma beleza. Eu me preparo para barrar a entrada dela porque mulher desacompanhada não entra em baile de palácio. Mas essa dona é tão bonita, tão, sei lá, radiante, que eu não digo nada e deixo ela entrar.

– Bom, Helmuth. Até aí...

– Espera. O baile continua. Tudo normal. Às vezes rola um bêbado pela escadaria, mas nada de mais. E então bate meia noite. Há um rebuliço na porta do palácio. Olho para trás e vejo uma mulher maltrapilha que desce pela escadaria, correndo. Ela perde um sapato. E o príncipe atrás dela.

– O príncipe?

– Ele mesmo. E gritando para mim segurar a esfarrapada. “Segura”! “Segura”! Me preparo para segurá-la quando ouço uma espécie de ‘vum’ acompanhado de um clarão. Me viro e...

- E o quê, meu Deus?

O porteiro esvazia a garrafa com um último gole.

– Você não vai acreditar.

– Conta!

– A tal carruagem. A de ouro. Tinha se transformado numa abóbora.

– Numa o quê?!

– Eu disse que você não ia acreditar.

– Uma abóbora?

– E os cavalos em ratos. – Helmuth...

– Não tem mais aguardente?

– Acho que você já bebeu demais por hoje.

– Juro que não bebi nada!

– Esse trabalho no palácio está acabando com você, Helmuth. Pede para ser transferido para o almoxarifado.



(Luís Fernando Veríssimo – in “Domingo”, revista do Jornal do Brasil, nº. 117). 
Assinale a alternativa em que o texto apresentado nos remete a um outro texto muito conhecido. 
Alternativas
Q2389248 Português
Texto – Detalhes:


O velho porteiro do palácio chega em casa trêmulo. Como sempre que tem baile no palácio, sua mulher o espera com café da manhã reforçado. Mas dessa vez, ele nem olha para a xícara fumegante, o bolo, a manteiga, as geleias. Vai direto à aguardente. Atirase na sua poltrona perto do fogão e toma um longo gole da bebida, pelo gargalo.

– Helmuth, o que foi?

– Espera Helga. Deixa eu me controlar primeiro.

Toma outro gole de aguardente.

– Conta, homem! O que houve com você? Aconteceu alguma coisa no baile?

– Co-começou tudo bem. As pessoas chegando, todo mundo de gala, todos com convite, tudo direitinho. Sempre tem, é claro, o filhinho-de-papai sem convite que quer me levar na conversa. De repente, chega a maior carruagem que eu já vi. Enorme. E toda de ouro. Puxada por três parelhas de cavalos brancos. Cavalões! Elefantes! Dentro da carruagem salta uma dona. Sozinha. Uma beleza. Eu me preparo para barrar a entrada dela porque mulher desacompanhada não entra em baile de palácio. Mas essa dona é tão bonita, tão, sei lá, radiante, que eu não digo nada e deixo ela entrar.

– Bom, Helmuth. Até aí...

– Espera. O baile continua. Tudo normal. Às vezes rola um bêbado pela escadaria, mas nada de mais. E então bate meia noite. Há um rebuliço na porta do palácio. Olho para trás e vejo uma mulher maltrapilha que desce pela escadaria, correndo. Ela perde um sapato. E o príncipe atrás dela.

– O príncipe?

– Ele mesmo. E gritando para mim segurar a esfarrapada. “Segura”! “Segura”! Me preparo para segurá-la quando ouço uma espécie de ‘vum’ acompanhado de um clarão. Me viro e...

- E o quê, meu Deus?

O porteiro esvazia a garrafa com um último gole.

– Você não vai acreditar.

– Conta!

– A tal carruagem. A de ouro. Tinha se transformado numa abóbora.

– Numa o quê?!

– Eu disse que você não ia acreditar.

– Uma abóbora?

– E os cavalos em ratos. – Helmuth...

– Não tem mais aguardente?

– Acho que você já bebeu demais por hoje.

– Juro que não bebi nada!

– Esse trabalho no palácio está acabando com você, Helmuth. Pede para ser transferido para o almoxarifado.



(Luís Fernando Veríssimo – in “Domingo”, revista do Jornal do Brasil, nº. 117). 
Assinale a alternativa correta em referência ao fato de o porteiro estar trêmulo e proceder de modo diferente de sua rotina habitual, recusando o café e tomando aguardente.
Alternativas
Q2389247 Português
Texto – Detalhes:


O velho porteiro do palácio chega em casa trêmulo. Como sempre que tem baile no palácio, sua mulher o espera com café da manhã reforçado. Mas dessa vez, ele nem olha para a xícara fumegante, o bolo, a manteiga, as geleias. Vai direto à aguardente. Atirase na sua poltrona perto do fogão e toma um longo gole da bebida, pelo gargalo.

– Helmuth, o que foi?

– Espera Helga. Deixa eu me controlar primeiro.

Toma outro gole de aguardente.

– Conta, homem! O que houve com você? Aconteceu alguma coisa no baile?

– Co-começou tudo bem. As pessoas chegando, todo mundo de gala, todos com convite, tudo direitinho. Sempre tem, é claro, o filhinho-de-papai sem convite que quer me levar na conversa. De repente, chega a maior carruagem que eu já vi. Enorme. E toda de ouro. Puxada por três parelhas de cavalos brancos. Cavalões! Elefantes! Dentro da carruagem salta uma dona. Sozinha. Uma beleza. Eu me preparo para barrar a entrada dela porque mulher desacompanhada não entra em baile de palácio. Mas essa dona é tão bonita, tão, sei lá, radiante, que eu não digo nada e deixo ela entrar.

– Bom, Helmuth. Até aí...

– Espera. O baile continua. Tudo normal. Às vezes rola um bêbado pela escadaria, mas nada de mais. E então bate meia noite. Há um rebuliço na porta do palácio. Olho para trás e vejo uma mulher maltrapilha que desce pela escadaria, correndo. Ela perde um sapato. E o príncipe atrás dela.

– O príncipe?

– Ele mesmo. E gritando para mim segurar a esfarrapada. “Segura”! “Segura”! Me preparo para segurá-la quando ouço uma espécie de ‘vum’ acompanhado de um clarão. Me viro e...

- E o quê, meu Deus?

O porteiro esvazia a garrafa com um último gole.

– Você não vai acreditar.

– Conta!

– A tal carruagem. A de ouro. Tinha se transformado numa abóbora.

– Numa o quê?!

– Eu disse que você não ia acreditar.

– Uma abóbora?

– E os cavalos em ratos. – Helmuth...

– Não tem mais aguardente?

– Acho que você já bebeu demais por hoje.

– Juro que não bebi nada!

– Esse trabalho no palácio está acabando com você, Helmuth. Pede para ser transferido para o almoxarifado.



(Luís Fernando Veríssimo – in “Domingo”, revista do Jornal do Brasil, nº. 117). 
Em relação ao texto apresentado, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).


( ). “Atira-se na sua poltrona perto do fogão e toma um longo gole de café, pelo gargalo."
( ). “Como sempre que tem baile no palácio, sua mulher raramente o espera com café da manhã reforçado.”
( ). “Toma outro gole de aguardente.”
( ). “O porteiro esvazia a garrafa com um último gole.”


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo. 
Alternativas
Q2389101 Português

Texto - “Negócio de Ocasião”.

(por Fernando Sabino)



         Quando mandou colocar mármore no chão de seu apartamento, o vizinho de baixo veio reclamar: oito horas da manhã os operários começavam a quebrar mármore mesmo em cima de sua cabeça. Durma-se com um barulho desses!

– Está bem – concordou ele, acalmando o vizinho: - Vou mandar começar mais tarde.

Mandou que os operários só começassem a trabalhar a partir das nove horas. Dois dias depois tornava o vizinho:

– Assim não é possível. Já reclamei, o senhor prometeu, e o barulho continua! – Mas é só por uns dias – argumentou ele: - o senhor vai ter paciência ...

          E mandou que os trabalhos só se iniciassem a partir das dez horas. Com isso, pensava haver contentado o vizinho. Para surpresa sua, todavia, o homem voltou ainda para protestar, e desta vez furibundo, armado de revólver:

– Ou o senhor para com esse barulho ou faço um estrago louco.

Olhou espantado para a arma e, cordato, convidou-o a entrar:

– Não precisa se exaltar, que diabo. Vamos resolver a coisa como gente civilizada. Eu disse que era só por uns dias... Se o senhor quiser que eu pare, eu paro. Cuidado com esse negócio, costuma disparar. Qual é o calibre?

– Trinta e dois.

– Prefiro trinta e oito. Mas esse parece ser muito bom...

Que marca?

– Smith-Wesson.

– Ah! Então deve ser muito bom. Cabo de madrepérola... Quanto o senhor pagou por ele?

– Cinco mil cruzeiros.

– Não foi caro. Sempre tive vontade de ter um revólver desses. Quem sabe o senhor me venderia?

– Não vim aqui para vender revólver – explodiu o outro – mas para te avisar que esse barulho...

– Não haverá mais barulho, esteja tranquilo. Agora, quanto ao revólver... Quer vender?

– O senhor está brincando...

Não estou não: pela vida de minha mãezinha. Quer saber de uma coisa? Dou dez mil por ele. Sempre tive vontade... Vamos, aceite! Dez mil, pago na hora. O homem começou a titubear. Olhou o revólver, pensativo: dez mil era um bom preço. Já pensava mesmo em vendê-lo... Olhou o dono da casa, tornou a olhar o revólver:

– Toma, é seu – decidiu-se.

          Antes de entrar na posse da arma, o comprador foi lá dentro, trouxe dez abobrinhas e estendeu-as ao vizinho. Depois, empurrou o revólver e chegou-lhe aos peitos:

– Bem, agora ponha-se daqui pra fora. E fique sabendo que eu faço o barulho que quiser e quando quiser, entendeu? Venha aqui outra vez reclamar e vai ver quem é que acaba fazendo um estrago louco.


Fernando Sabino. A Mulher do Vizinho. 2ª.ed. RJ, Ed do Autor, 1962 p.186.

“Quando mandou colocar mármore no chão de seu apartamento, o vizinho de baixo veio reclamar: oito horas da manhã os operários começavam a quebrar mármore mesmo em cima de sua cabeça.” - Esse trecho do texto pode ser considerado:
Alternativas
Q2389100 Português

Texto - “Negócio de Ocasião”.

(por Fernando Sabino)



         Quando mandou colocar mármore no chão de seu apartamento, o vizinho de baixo veio reclamar: oito horas da manhã os operários começavam a quebrar mármore mesmo em cima de sua cabeça. Durma-se com um barulho desses!

– Está bem – concordou ele, acalmando o vizinho: - Vou mandar começar mais tarde.

Mandou que os operários só começassem a trabalhar a partir das nove horas. Dois dias depois tornava o vizinho:

– Assim não é possível. Já reclamei, o senhor prometeu, e o barulho continua! – Mas é só por uns dias – argumentou ele: - o senhor vai ter paciência ...

          E mandou que os trabalhos só se iniciassem a partir das dez horas. Com isso, pensava haver contentado o vizinho. Para surpresa sua, todavia, o homem voltou ainda para protestar, e desta vez furibundo, armado de revólver:

– Ou o senhor para com esse barulho ou faço um estrago louco.

Olhou espantado para a arma e, cordato, convidou-o a entrar:

– Não precisa se exaltar, que diabo. Vamos resolver a coisa como gente civilizada. Eu disse que era só por uns dias... Se o senhor quiser que eu pare, eu paro. Cuidado com esse negócio, costuma disparar. Qual é o calibre?

– Trinta e dois.

– Prefiro trinta e oito. Mas esse parece ser muito bom...

Que marca?

– Smith-Wesson.

– Ah! Então deve ser muito bom. Cabo de madrepérola... Quanto o senhor pagou por ele?

– Cinco mil cruzeiros.

– Não foi caro. Sempre tive vontade de ter um revólver desses. Quem sabe o senhor me venderia?

– Não vim aqui para vender revólver – explodiu o outro – mas para te avisar que esse barulho...

– Não haverá mais barulho, esteja tranquilo. Agora, quanto ao revólver... Quer vender?

– O senhor está brincando...

Não estou não: pela vida de minha mãezinha. Quer saber de uma coisa? Dou dez mil por ele. Sempre tive vontade... Vamos, aceite! Dez mil, pago na hora. O homem começou a titubear. Olhou o revólver, pensativo: dez mil era um bom preço. Já pensava mesmo em vendê-lo... Olhou o dono da casa, tornou a olhar o revólver:

– Toma, é seu – decidiu-se.

          Antes de entrar na posse da arma, o comprador foi lá dentro, trouxe dez abobrinhas e estendeu-as ao vizinho. Depois, empurrou o revólver e chegou-lhe aos peitos:

– Bem, agora ponha-se daqui pra fora. E fique sabendo que eu faço o barulho que quiser e quando quiser, entendeu? Venha aqui outra vez reclamar e vai ver quem é que acaba fazendo um estrago louco.


Fernando Sabino. A Mulher do Vizinho. 2ª.ed. RJ, Ed do Autor, 1962 p.186.

Na terceira vez que o vizinho de baixo vai reclamar, ele aparece armado e furioso, sua atitude demostrava__________. Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.de acordo com o texto.
Alternativas
Q2389099 Português

Texto - “Negócio de Ocasião”.

(por Fernando Sabino)



         Quando mandou colocar mármore no chão de seu apartamento, o vizinho de baixo veio reclamar: oito horas da manhã os operários começavam a quebrar mármore mesmo em cima de sua cabeça. Durma-se com um barulho desses!

– Está bem – concordou ele, acalmando o vizinho: - Vou mandar começar mais tarde.

Mandou que os operários só começassem a trabalhar a partir das nove horas. Dois dias depois tornava o vizinho:

– Assim não é possível. Já reclamei, o senhor prometeu, e o barulho continua! – Mas é só por uns dias – argumentou ele: - o senhor vai ter paciência ...

          E mandou que os trabalhos só se iniciassem a partir das dez horas. Com isso, pensava haver contentado o vizinho. Para surpresa sua, todavia, o homem voltou ainda para protestar, e desta vez furibundo, armado de revólver:

– Ou o senhor para com esse barulho ou faço um estrago louco.

Olhou espantado para a arma e, cordato, convidou-o a entrar:

– Não precisa se exaltar, que diabo. Vamos resolver a coisa como gente civilizada. Eu disse que era só por uns dias... Se o senhor quiser que eu pare, eu paro. Cuidado com esse negócio, costuma disparar. Qual é o calibre?

– Trinta e dois.

– Prefiro trinta e oito. Mas esse parece ser muito bom...

Que marca?

– Smith-Wesson.

– Ah! Então deve ser muito bom. Cabo de madrepérola... Quanto o senhor pagou por ele?

– Cinco mil cruzeiros.

– Não foi caro. Sempre tive vontade de ter um revólver desses. Quem sabe o senhor me venderia?

– Não vim aqui para vender revólver – explodiu o outro – mas para te avisar que esse barulho...

– Não haverá mais barulho, esteja tranquilo. Agora, quanto ao revólver... Quer vender?

– O senhor está brincando...

Não estou não: pela vida de minha mãezinha. Quer saber de uma coisa? Dou dez mil por ele. Sempre tive vontade... Vamos, aceite! Dez mil, pago na hora. O homem começou a titubear. Olhou o revólver, pensativo: dez mil era um bom preço. Já pensava mesmo em vendê-lo... Olhou o dono da casa, tornou a olhar o revólver:

– Toma, é seu – decidiu-se.

          Antes de entrar na posse da arma, o comprador foi lá dentro, trouxe dez abobrinhas e estendeu-as ao vizinho. Depois, empurrou o revólver e chegou-lhe aos peitos:

– Bem, agora ponha-se daqui pra fora. E fique sabendo que eu faço o barulho que quiser e quando quiser, entendeu? Venha aqui outra vez reclamar e vai ver quem é que acaba fazendo um estrago louco.


Fernando Sabino. A Mulher do Vizinho. 2ª.ed. RJ, Ed do Autor, 1962 p.186.

Assinale a alternativa que preencha corretamente de acordo com o texto a afirmativa apresentada: Diante da segunda reclamação do vizinho de baixo, o vizinho de cima reagiu com __________. 
Alternativas
Q2389098 Português

Texto - “Negócio de Ocasião”.

(por Fernando Sabino)



         Quando mandou colocar mármore no chão de seu apartamento, o vizinho de baixo veio reclamar: oito horas da manhã os operários começavam a quebrar mármore mesmo em cima de sua cabeça. Durma-se com um barulho desses!

– Está bem – concordou ele, acalmando o vizinho: - Vou mandar começar mais tarde.

Mandou que os operários só começassem a trabalhar a partir das nove horas. Dois dias depois tornava o vizinho:

– Assim não é possível. Já reclamei, o senhor prometeu, e o barulho continua! – Mas é só por uns dias – argumentou ele: - o senhor vai ter paciência ...

          E mandou que os trabalhos só se iniciassem a partir das dez horas. Com isso, pensava haver contentado o vizinho. Para surpresa sua, todavia, o homem voltou ainda para protestar, e desta vez furibundo, armado de revólver:

– Ou o senhor para com esse barulho ou faço um estrago louco.

Olhou espantado para a arma e, cordato, convidou-o a entrar:

– Não precisa se exaltar, que diabo. Vamos resolver a coisa como gente civilizada. Eu disse que era só por uns dias... Se o senhor quiser que eu pare, eu paro. Cuidado com esse negócio, costuma disparar. Qual é o calibre?

– Trinta e dois.

– Prefiro trinta e oito. Mas esse parece ser muito bom...

Que marca?

– Smith-Wesson.

– Ah! Então deve ser muito bom. Cabo de madrepérola... Quanto o senhor pagou por ele?

– Cinco mil cruzeiros.

– Não foi caro. Sempre tive vontade de ter um revólver desses. Quem sabe o senhor me venderia?

– Não vim aqui para vender revólver – explodiu o outro – mas para te avisar que esse barulho...

– Não haverá mais barulho, esteja tranquilo. Agora, quanto ao revólver... Quer vender?

– O senhor está brincando...

Não estou não: pela vida de minha mãezinha. Quer saber de uma coisa? Dou dez mil por ele. Sempre tive vontade... Vamos, aceite! Dez mil, pago na hora. O homem começou a titubear. Olhou o revólver, pensativo: dez mil era um bom preço. Já pensava mesmo em vendê-lo... Olhou o dono da casa, tornou a olhar o revólver:

– Toma, é seu – decidiu-se.

          Antes de entrar na posse da arma, o comprador foi lá dentro, trouxe dez abobrinhas e estendeu-as ao vizinho. Depois, empurrou o revólver e chegou-lhe aos peitos:

– Bem, agora ponha-se daqui pra fora. E fique sabendo que eu faço o barulho que quiser e quando quiser, entendeu? Venha aqui outra vez reclamar e vai ver quem é que acaba fazendo um estrago louco.


Fernando Sabino. A Mulher do Vizinho. 2ª.ed. RJ, Ed do Autor, 1962 p.186.

Assinale a alternativa correta referente à atitude do vizinho de cima em relação à primeira queixa do vizinho de baixo.
Alternativas
Q2389097 Português

Texto - “Negócio de Ocasião”.

(por Fernando Sabino)



         Quando mandou colocar mármore no chão de seu apartamento, o vizinho de baixo veio reclamar: oito horas da manhã os operários começavam a quebrar mármore mesmo em cima de sua cabeça. Durma-se com um barulho desses!

– Está bem – concordou ele, acalmando o vizinho: - Vou mandar começar mais tarde.

Mandou que os operários só começassem a trabalhar a partir das nove horas. Dois dias depois tornava o vizinho:

– Assim não é possível. Já reclamei, o senhor prometeu, e o barulho continua! – Mas é só por uns dias – argumentou ele: - o senhor vai ter paciência ...

          E mandou que os trabalhos só se iniciassem a partir das dez horas. Com isso, pensava haver contentado o vizinho. Para surpresa sua, todavia, o homem voltou ainda para protestar, e desta vez furibundo, armado de revólver:

– Ou o senhor para com esse barulho ou faço um estrago louco.

Olhou espantado para a arma e, cordato, convidou-o a entrar:

– Não precisa se exaltar, que diabo. Vamos resolver a coisa como gente civilizada. Eu disse que era só por uns dias... Se o senhor quiser que eu pare, eu paro. Cuidado com esse negócio, costuma disparar. Qual é o calibre?

– Trinta e dois.

– Prefiro trinta e oito. Mas esse parece ser muito bom...

Que marca?

– Smith-Wesson.

– Ah! Então deve ser muito bom. Cabo de madrepérola... Quanto o senhor pagou por ele?

– Cinco mil cruzeiros.

– Não foi caro. Sempre tive vontade de ter um revólver desses. Quem sabe o senhor me venderia?

– Não vim aqui para vender revólver – explodiu o outro – mas para te avisar que esse barulho...

– Não haverá mais barulho, esteja tranquilo. Agora, quanto ao revólver... Quer vender?

– O senhor está brincando...

Não estou não: pela vida de minha mãezinha. Quer saber de uma coisa? Dou dez mil por ele. Sempre tive vontade... Vamos, aceite! Dez mil, pago na hora. O homem começou a titubear. Olhou o revólver, pensativo: dez mil era um bom preço. Já pensava mesmo em vendê-lo... Olhou o dono da casa, tornou a olhar o revólver:

– Toma, é seu – decidiu-se.

          Antes de entrar na posse da arma, o comprador foi lá dentro, trouxe dez abobrinhas e estendeu-as ao vizinho. Depois, empurrou o revólver e chegou-lhe aos peitos:

– Bem, agora ponha-se daqui pra fora. E fique sabendo que eu faço o barulho que quiser e quando quiser, entendeu? Venha aqui outra vez reclamar e vai ver quem é que acaba fazendo um estrago louco.


Fernando Sabino. A Mulher do Vizinho. 2ª.ed. RJ, Ed do Autor, 1962 p.186.

Assinale a alternativa correta que apresenta o motivo da reclamação do vizinho de baixo. 
Alternativas
Q2388641 Português

Considere o texto abaixo: 


"A população da cidade de Paraíso (SC) chegou a 4.267 pessoas no Censo de 2022, o que representa um aumento de 4,58% em comparação com o Censo de 2010. Os resultados foram divulgados nesta quarta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)."



(Fonte: G1 SC. Disponível em: Acesso em:<https://g1.globo.com/sc/santacatarina/noticia/2023/06/28/populacao-de-paraiso-sc-e-de-4-

267-pessoas-aponta-o-censo-do-ibge.ghtml> 14 de janeiro de 2024)



Com base no texto, é correto afirmar que:

Alternativas
Q2388638 Português
Considere o texto abaixo:

"Uma ponta a outra do Estado ligada por 680 quilômetros de asfalto deteriorado, acostamentos inexistentes ou precários, pista simples e trafegabilidade comprometida. Esse é o cenário da principal rota para o litoral, onde ficam os portos responsáveis por movimentar a produção catarinense, que será enviada para todos os cantos do mundo. A BR-282 tem sinais claros de que as cidades cortadas pela rodovia podem simplesmente parar no tempo e perder oportunidades de crescimento por falta de infraestrutura."
(Fonte: ND Mais. Disponível em: Acesso em: 14 de janeiro de 2024)


Com base no texto, é correto afirmar que:
Alternativas
Q2388635 Português
Leia com atenção as afirmativas abaixo:

I.Ela tinha um carro importado chiquíssimo. II.A boca dela está manchada de vinho. III.Eu deveria receber um real por cada desaforo que escuto. IV.A fé de Joaquim é inabalável.

Todas as afirmativas lidas possuem um vício de linguagem em comum. Qual o nome deste vício?
Alternativas
Q2388630 Português
Estudo baseado em IA descobriu que impressões digitais não são únicas


Um estudo publicado na revista Science Advances derruba uma verdade que diz que as impressões digitais são todas iguais. A pesquisa, foi liderada pelo aluno de graduação Gabe Guo, do departamento de Ciência da Computação da Universidade de Columbia (EUA).

"Você acha que cada impressão digital é realmente única?" Essa é uma pergunta que um professor fez durante uma conversa casual enquanto ele estava preso em casa durante o lockdown da Covid-19, esperando começar seu primeiro ano na Universidade de Columbia. "Mal sabia eu que aquela conversa prepararia o cenário para o foco da minha vida nos próximos três anos", disse Guo.

Guo, agora estudante do último ano de graduação no departamento de ciência da computação da Columbia, liderou uma equipe que fez um estudo sobre o assunto, tendo o professor Wenyao Xu, da Universidade de Buffalo, como um de seus coautores. Publicado esta semana na revista Science Advances, o artigo aparentemente derruba uma verdade há muito aceita sobre as impressões digitais: elas não são, argumentam Guo e seus colegas, todas únicas.

Na verdade, os jornais rejeitaram o trabalho diversas vezes antes de a equipe recorrer e finalmente conseguir que ele fosse aceito na Science Advances. "Inicialmente houve muita resistência por parte da comunidade forense", lembrou Guo, que não tinha experiência em ciência forense antes do estudo.

"Na primeira ou segunda iteração do nosso artigo, eles disseram que é um fato bem conhecido que não existem duas impressões digitais iguais. Acho que isso realmente ajudou a melhorar nosso estudo, porque continuamos colocando mais dados nele (aumentando a precisão) até que eventualmente a evidência se tornou incontestável", disse ele.

Para chegar aos resultados surpreendentes, a equipe empregou um modelo de inteligência artificial chamado rede contrastiva profunda, que é comumente usado para tarefas como reconhecimento facial. Os investigadores acrescentaram-lhe o seu próprio toque e depois alimentaram-no com uma base de dados do governo dos EUA com 60.000 impressões digitais em pares que por vezes pertenciam à mesma pessoa (mas de dedos diferentes) e por vezes pertenciam a pessoas diferentes.

À medida que funcionava, o sistema baseado em IA descobriu que as impressões digitais de diferentes dedos da mesma pessoa compartilhavam fortes semelhanças e, portanto, foi capaz de dizer quando as impressões digitais pertenciam ao mesmo indivíduo e quando não pertenciam, com precisão para um único par. chegando a 77% − aparentemente desmentindo que cada impressão digital é "única".

"Encontramos uma explicação rigorosa para isso: os ângulos e curvaturas no centro da impressão digital", disse Guo.

Durante centenas de anos de análise forense, acrescentou ele, as pessoas têm observado diferentes características chamadas "minúcias", as ramificações e pontos finais nas cristas das impressões digitais que são usadas como marcadores tradicionais para identificação de impressões digitais. "Eles são ótimos para correspondência de impressões digitais, mas não são confiáveis para encontrar correlações entre impressões digitais da mesma pessoa", disse Guo. "E esse foi o insight que tivemos."

Os autores disseram estar cientes de possíveis divergências nos dados. Embora acreditem que o sistema de IA funciona praticamente da mesma forma entre gêneros e raças, para que o sistema possa ser utilizado em análises forenses reais, é necessária uma validação mais cuidadosa através da análise de uma base de dados cada vez maior de impressões digitais, de acordo com o estudo.

No entanto, Guo disse estar confiante de que a descoberta pode melhorar as investigações criminais:

"A aplicação mais imediata é que pode ajudar a gerar novas pistas para casos arquivados, onde as impressões digitais deixadas na cena do crime são de dedos diferentes daqueles arquivados", disse ele. "Mas, por outro lado, isso não ajudará apenas a capturar mais criminosos. Isso também ajudará pessoas inocentes que talvez não precisem mais ser investigadas desnecessariamente. E acho que isso é uma vitória para a sociedade."

O uso de técnicas de aprendizagem profunda em imagens de impressões digitais é um tema interessante, segundo Christophe Champod, professor de ciência forense na Escola de Justiça Criminal da Universidade de Lausanne, na Suíça. No entanto, Champod, que não esteve envolvido no estudo, disse não acreditar que o trabalho tenha descoberto algo novo.

"O argumento deles de que essas formas estão de alguma forma correlacionadas entre os dedos é conhecido desde o início da impressão digital, quando era feita manualmente, e está documentado há anos", disse ele. "Acho que exageraram no papel, por falta de conhecimento, na minha opinião. Estou feliz que eles tenham redescoberto algo conhecido, mas, essencialmente, é uma tempestade em um copo d'água."

Em resposta, Guo disse que ninguém jamais quantificou ou usou sistematicamente as semelhanças entre as impressões digitais de diferentes dedos da mesma pessoa na medida do novo estudo.

"Somos os primeiros a apontar explicitamente que a semelhança se deve à orientação da crista no centro da impressão digital", disse Guo. "Além disso, somos os primeiros a tentar combinar impressões digitais de diferentes dedos da mesma pessoa, pelo menos com um sistema automatizado."

Simon Cole, professor do departamento de criminologia, direito e sociedade da Universidade da Califórnia, em Irvine, concordou que o artigo é interessante, mas disse que a sua utilidade prática é exagerada. Cole também não esteve envolvido no estudo.

"Não estávamos 'errados' sobre as impressões digitais", disse ele sobre os especialistas forenses. "A afirmação não comprovada, mas intuitivamente verdadeira, de que não existem duas impressões digitais "exatamente iguais" não é refutada pela descoberta de que as impressões digitais são semelhantes. As impressões digitais de pessoas diferentes, bem como da mesma pessoa, sempre foram conhecidas por serem semelhantes."

O jornal disse que o sistema pode ser útil em cenas de crime em que as impressões digitais encontradas são de dedos diferentes daqueles no registro policial, mas Cole disse que isso só pode ocorrer em casos raros, porque quando as impressões digitais são tiradas, todos os 10 dedos e muitas vezes palmas são registradas rotineiramente. "Não está claro para mim quando eles pensam que as autoridades policiais terão apenas algumas, mas não todas, das impressões digitais de um indivíduo registradas", disse ele.

A equipe por trás do estudo afirma estar confiante nos resultados e abriu o código-fonte da IA ??para que outros possam verificar, uma decisão elogiada por Champod e Cole. Mas Guo disse que a importância do estudo vai além das impressões digitais.

"Não se trata apenas de ciência forense, trata-se de IA. Os humanos observam impressões digitais desde que existimos, mas ninguém notou essa semelhança até que nossa IA a analisasse. Isso apenas demonstra o poder da IA para reconhecer e extrair automaticamente recursos relevantes", disse ele.

"Acho que este estudo é apenas o primeiro dominó de uma enorme sequência dessas coisas. Veremos pessoas usando IA para descobrir coisas que estavam literalmente escondidas à vista de todos, bem na frente de nossos olhos, como nossos dedos."


https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/estudo-baseado-em-ia-descobr iu-que-impressoes-digitais-nao-sao-unicas-entenda/
Qual é a crítica principal feita por Christophe Champod ao estudo sobre impressões digitais?
Alternativas
Q2388629 Português
Estudo baseado em IA descobriu que impressões digitais não são únicas


Um estudo publicado na revista Science Advances derruba uma verdade que diz que as impressões digitais são todas iguais. A pesquisa, foi liderada pelo aluno de graduação Gabe Guo, do departamento de Ciência da Computação da Universidade de Columbia (EUA).

"Você acha que cada impressão digital é realmente única?" Essa é uma pergunta que um professor fez durante uma conversa casual enquanto ele estava preso em casa durante o lockdown da Covid-19, esperando começar seu primeiro ano na Universidade de Columbia. "Mal sabia eu que aquela conversa prepararia o cenário para o foco da minha vida nos próximos três anos", disse Guo.

Guo, agora estudante do último ano de graduação no departamento de ciência da computação da Columbia, liderou uma equipe que fez um estudo sobre o assunto, tendo o professor Wenyao Xu, da Universidade de Buffalo, como um de seus coautores. Publicado esta semana na revista Science Advances, o artigo aparentemente derruba uma verdade há muito aceita sobre as impressões digitais: elas não são, argumentam Guo e seus colegas, todas únicas.

Na verdade, os jornais rejeitaram o trabalho diversas vezes antes de a equipe recorrer e finalmente conseguir que ele fosse aceito na Science Advances. "Inicialmente houve muita resistência por parte da comunidade forense", lembrou Guo, que não tinha experiência em ciência forense antes do estudo.

"Na primeira ou segunda iteração do nosso artigo, eles disseram que é um fato bem conhecido que não existem duas impressões digitais iguais. Acho que isso realmente ajudou a melhorar nosso estudo, porque continuamos colocando mais dados nele (aumentando a precisão) até que eventualmente a evidência se tornou incontestável", disse ele.

Para chegar aos resultados surpreendentes, a equipe empregou um modelo de inteligência artificial chamado rede contrastiva profunda, que é comumente usado para tarefas como reconhecimento facial. Os investigadores acrescentaram-lhe o seu próprio toque e depois alimentaram-no com uma base de dados do governo dos EUA com 60.000 impressões digitais em pares que por vezes pertenciam à mesma pessoa (mas de dedos diferentes) e por vezes pertenciam a pessoas diferentes.

À medida que funcionava, o sistema baseado em IA descobriu que as impressões digitais de diferentes dedos da mesma pessoa compartilhavam fortes semelhanças e, portanto, foi capaz de dizer quando as impressões digitais pertenciam ao mesmo indivíduo e quando não pertenciam, com precisão para um único par. chegando a 77% − aparentemente desmentindo que cada impressão digital é "única".

"Encontramos uma explicação rigorosa para isso: os ângulos e curvaturas no centro da impressão digital", disse Guo.

Durante centenas de anos de análise forense, acrescentou ele, as pessoas têm observado diferentes características chamadas "minúcias", as ramificações e pontos finais nas cristas das impressões digitais que são usadas como marcadores tradicionais para identificação de impressões digitais. "Eles são ótimos para correspondência de impressões digitais, mas não são confiáveis para encontrar correlações entre impressões digitais da mesma pessoa", disse Guo. "E esse foi o insight que tivemos."

Os autores disseram estar cientes de possíveis divergências nos dados. Embora acreditem que o sistema de IA funciona praticamente da mesma forma entre gêneros e raças, para que o sistema possa ser utilizado em análises forenses reais, é necessária uma validação mais cuidadosa através da análise de uma base de dados cada vez maior de impressões digitais, de acordo com o estudo.

No entanto, Guo disse estar confiante de que a descoberta pode melhorar as investigações criminais:

"A aplicação mais imediata é que pode ajudar a gerar novas pistas para casos arquivados, onde as impressões digitais deixadas na cena do crime são de dedos diferentes daqueles arquivados", disse ele. "Mas, por outro lado, isso não ajudará apenas a capturar mais criminosos. Isso também ajudará pessoas inocentes que talvez não precisem mais ser investigadas desnecessariamente. E acho que isso é uma vitória para a sociedade."

O uso de técnicas de aprendizagem profunda em imagens de impressões digitais é um tema interessante, segundo Christophe Champod, professor de ciência forense na Escola de Justiça Criminal da Universidade de Lausanne, na Suíça. No entanto, Champod, que não esteve envolvido no estudo, disse não acreditar que o trabalho tenha descoberto algo novo.

"O argumento deles de que essas formas estão de alguma forma correlacionadas entre os dedos é conhecido desde o início da impressão digital, quando era feita manualmente, e está documentado há anos", disse ele. "Acho que exageraram no papel, por falta de conhecimento, na minha opinião. Estou feliz que eles tenham redescoberto algo conhecido, mas, essencialmente, é uma tempestade em um copo d'água."

Em resposta, Guo disse que ninguém jamais quantificou ou usou sistematicamente as semelhanças entre as impressões digitais de diferentes dedos da mesma pessoa na medida do novo estudo.

"Somos os primeiros a apontar explicitamente que a semelhança se deve à orientação da crista no centro da impressão digital", disse Guo. "Além disso, somos os primeiros a tentar combinar impressões digitais de diferentes dedos da mesma pessoa, pelo menos com um sistema automatizado."

Simon Cole, professor do departamento de criminologia, direito e sociedade da Universidade da Califórnia, em Irvine, concordou que o artigo é interessante, mas disse que a sua utilidade prática é exagerada. Cole também não esteve envolvido no estudo.

"Não estávamos 'errados' sobre as impressões digitais", disse ele sobre os especialistas forenses. "A afirmação não comprovada, mas intuitivamente verdadeira, de que não existem duas impressões digitais "exatamente iguais" não é refutada pela descoberta de que as impressões digitais são semelhantes. As impressões digitais de pessoas diferentes, bem como da mesma pessoa, sempre foram conhecidas por serem semelhantes."

O jornal disse que o sistema pode ser útil em cenas de crime em que as impressões digitais encontradas são de dedos diferentes daqueles no registro policial, mas Cole disse que isso só pode ocorrer em casos raros, porque quando as impressões digitais são tiradas, todos os 10 dedos e muitas vezes palmas são registradas rotineiramente. "Não está claro para mim quando eles pensam que as autoridades policiais terão apenas algumas, mas não todas, das impressões digitais de um indivíduo registradas", disse ele.

A equipe por trás do estudo afirma estar confiante nos resultados e abriu o código-fonte da IA ??para que outros possam verificar, uma decisão elogiada por Champod e Cole. Mas Guo disse que a importância do estudo vai além das impressões digitais.

"Não se trata apenas de ciência forense, trata-se de IA. Os humanos observam impressões digitais desde que existimos, mas ninguém notou essa semelhança até que nossa IA a analisasse. Isso apenas demonstra o poder da IA para reconhecer e extrair automaticamente recursos relevantes", disse ele.

"Acho que este estudo é apenas o primeiro dominó de uma enorme sequência dessas coisas. Veremos pessoas usando IA para descobrir coisas que estavam literalmente escondidas à vista de todos, bem na frente de nossos olhos, como nossos dedos."


https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/estudo-baseado-em-ia-descobr iu-que-impressoes-digitais-nao-sao-unicas-entenda/
Qual foi o método utilizado pela equipe de pesquisadores para analisar as impressões digitais e qual foi a conclusão surpreendente do estudo?
Alternativas
Q2388628 Português
Estudo baseado em IA descobriu que impressões digitais não são únicas


Um estudo publicado na revista Science Advances derruba uma verdade que diz que as impressões digitais são todas iguais. A pesquisa, foi liderada pelo aluno de graduação Gabe Guo, do departamento de Ciência da Computação da Universidade de Columbia (EUA).

"Você acha que cada impressão digital é realmente única?" Essa é uma pergunta que um professor fez durante uma conversa casual enquanto ele estava preso em casa durante o lockdown da Covid-19, esperando começar seu primeiro ano na Universidade de Columbia. "Mal sabia eu que aquela conversa prepararia o cenário para o foco da minha vida nos próximos três anos", disse Guo.

Guo, agora estudante do último ano de graduação no departamento de ciência da computação da Columbia, liderou uma equipe que fez um estudo sobre o assunto, tendo o professor Wenyao Xu, da Universidade de Buffalo, como um de seus coautores. Publicado esta semana na revista Science Advances, o artigo aparentemente derruba uma verdade há muito aceita sobre as impressões digitais: elas não são, argumentam Guo e seus colegas, todas únicas.

Na verdade, os jornais rejeitaram o trabalho diversas vezes antes de a equipe recorrer e finalmente conseguir que ele fosse aceito na Science Advances. "Inicialmente houve muita resistência por parte da comunidade forense", lembrou Guo, que não tinha experiência em ciência forense antes do estudo.

"Na primeira ou segunda iteração do nosso artigo, eles disseram que é um fato bem conhecido que não existem duas impressões digitais iguais. Acho que isso realmente ajudou a melhorar nosso estudo, porque continuamos colocando mais dados nele (aumentando a precisão) até que eventualmente a evidência se tornou incontestável", disse ele.

Para chegar aos resultados surpreendentes, a equipe empregou um modelo de inteligência artificial chamado rede contrastiva profunda, que é comumente usado para tarefas como reconhecimento facial. Os investigadores acrescentaram-lhe o seu próprio toque e depois alimentaram-no com uma base de dados do governo dos EUA com 60.000 impressões digitais em pares que por vezes pertenciam à mesma pessoa (mas de dedos diferentes) e por vezes pertenciam a pessoas diferentes.

À medida que funcionava, o sistema baseado em IA descobriu que as impressões digitais de diferentes dedos da mesma pessoa compartilhavam fortes semelhanças e, portanto, foi capaz de dizer quando as impressões digitais pertenciam ao mesmo indivíduo e quando não pertenciam, com precisão para um único par. chegando a 77% − aparentemente desmentindo que cada impressão digital é "única".

"Encontramos uma explicação rigorosa para isso: os ângulos e curvaturas no centro da impressão digital", disse Guo.

Durante centenas de anos de análise forense, acrescentou ele, as pessoas têm observado diferentes características chamadas "minúcias", as ramificações e pontos finais nas cristas das impressões digitais que são usadas como marcadores tradicionais para identificação de impressões digitais. "Eles são ótimos para correspondência de impressões digitais, mas não são confiáveis para encontrar correlações entre impressões digitais da mesma pessoa", disse Guo. "E esse foi o insight que tivemos."

Os autores disseram estar cientes de possíveis divergências nos dados. Embora acreditem que o sistema de IA funciona praticamente da mesma forma entre gêneros e raças, para que o sistema possa ser utilizado em análises forenses reais, é necessária uma validação mais cuidadosa através da análise de uma base de dados cada vez maior de impressões digitais, de acordo com o estudo.

No entanto, Guo disse estar confiante de que a descoberta pode melhorar as investigações criminais:

"A aplicação mais imediata é que pode ajudar a gerar novas pistas para casos arquivados, onde as impressões digitais deixadas na cena do crime são de dedos diferentes daqueles arquivados", disse ele. "Mas, por outro lado, isso não ajudará apenas a capturar mais criminosos. Isso também ajudará pessoas inocentes que talvez não precisem mais ser investigadas desnecessariamente. E acho que isso é uma vitória para a sociedade."

O uso de técnicas de aprendizagem profunda em imagens de impressões digitais é um tema interessante, segundo Christophe Champod, professor de ciência forense na Escola de Justiça Criminal da Universidade de Lausanne, na Suíça. No entanto, Champod, que não esteve envolvido no estudo, disse não acreditar que o trabalho tenha descoberto algo novo.

"O argumento deles de que essas formas estão de alguma forma correlacionadas entre os dedos é conhecido desde o início da impressão digital, quando era feita manualmente, e está documentado há anos", disse ele. "Acho que exageraram no papel, por falta de conhecimento, na minha opinião. Estou feliz que eles tenham redescoberto algo conhecido, mas, essencialmente, é uma tempestade em um copo d'água."

Em resposta, Guo disse que ninguém jamais quantificou ou usou sistematicamente as semelhanças entre as impressões digitais de diferentes dedos da mesma pessoa na medida do novo estudo.

"Somos os primeiros a apontar explicitamente que a semelhança se deve à orientação da crista no centro da impressão digital", disse Guo. "Além disso, somos os primeiros a tentar combinar impressões digitais de diferentes dedos da mesma pessoa, pelo menos com um sistema automatizado."

Simon Cole, professor do departamento de criminologia, direito e sociedade da Universidade da Califórnia, em Irvine, concordou que o artigo é interessante, mas disse que a sua utilidade prática é exagerada. Cole também não esteve envolvido no estudo.

"Não estávamos 'errados' sobre as impressões digitais", disse ele sobre os especialistas forenses. "A afirmação não comprovada, mas intuitivamente verdadeira, de que não existem duas impressões digitais "exatamente iguais" não é refutada pela descoberta de que as impressões digitais são semelhantes. As impressões digitais de pessoas diferentes, bem como da mesma pessoa, sempre foram conhecidas por serem semelhantes."

O jornal disse que o sistema pode ser útil em cenas de crime em que as impressões digitais encontradas são de dedos diferentes daqueles no registro policial, mas Cole disse que isso só pode ocorrer em casos raros, porque quando as impressões digitais são tiradas, todos os 10 dedos e muitas vezes palmas são registradas rotineiramente. "Não está claro para mim quando eles pensam que as autoridades policiais terão apenas algumas, mas não todas, das impressões digitais de um indivíduo registradas", disse ele.

A equipe por trás do estudo afirma estar confiante nos resultados e abriu o código-fonte da IA ??para que outros possam verificar, uma decisão elogiada por Champod e Cole. Mas Guo disse que a importância do estudo vai além das impressões digitais.

"Não se trata apenas de ciência forense, trata-se de IA. Os humanos observam impressões digitais desde que existimos, mas ninguém notou essa semelhança até que nossa IA a analisasse. Isso apenas demonstra o poder da IA para reconhecer e extrair automaticamente recursos relevantes", disse ele.

"Acho que este estudo é apenas o primeiro dominó de uma enorme sequência dessas coisas. Veremos pessoas usando IA para descobrir coisas que estavam literalmente escondidas à vista de todos, bem na frente de nossos olhos, como nossos dedos."


https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/estudo-baseado-em-ia-descobr iu-que-impressoes-digitais-nao-sao-unicas-entenda/
Qual foi a conclusão do estudo mencionado no texto sobre as impressões digitais?
Alternativas
Q2388627 Português
Estudo baseado em IA descobriu que impressões digitais não são únicas


Um estudo publicado na revista Science Advances derruba uma verdade que diz que as impressões digitais são todas iguais. A pesquisa, foi liderada pelo aluno de graduação Gabe Guo, do departamento de Ciência da Computação da Universidade de Columbia (EUA).

"Você acha que cada impressão digital é realmente única?" Essa é uma pergunta que um professor fez durante uma conversa casual enquanto ele estava preso em casa durante o lockdown da Covid-19, esperando começar seu primeiro ano na Universidade de Columbia. "Mal sabia eu que aquela conversa prepararia o cenário para o foco da minha vida nos próximos três anos", disse Guo.

Guo, agora estudante do último ano de graduação no departamento de ciência da computação da Columbia, liderou uma equipe que fez um estudo sobre o assunto, tendo o professor Wenyao Xu, da Universidade de Buffalo, como um de seus coautores. Publicado esta semana na revista Science Advances, o artigo aparentemente derruba uma verdade há muito aceita sobre as impressões digitais: elas não são, argumentam Guo e seus colegas, todas únicas.

Na verdade, os jornais rejeitaram o trabalho diversas vezes antes de a equipe recorrer e finalmente conseguir que ele fosse aceito na Science Advances. "Inicialmente houve muita resistência por parte da comunidade forense", lembrou Guo, que não tinha experiência em ciência forense antes do estudo.

"Na primeira ou segunda iteração do nosso artigo, eles disseram que é um fato bem conhecido que não existem duas impressões digitais iguais. Acho que isso realmente ajudou a melhorar nosso estudo, porque continuamos colocando mais dados nele (aumentando a precisão) até que eventualmente a evidência se tornou incontestável", disse ele.

Para chegar aos resultados surpreendentes, a equipe empregou um modelo de inteligência artificial chamado rede contrastiva profunda, que é comumente usado para tarefas como reconhecimento facial. Os investigadores acrescentaram-lhe o seu próprio toque e depois alimentaram-no com uma base de dados do governo dos EUA com 60.000 impressões digitais em pares que por vezes pertenciam à mesma pessoa (mas de dedos diferentes) e por vezes pertenciam a pessoas diferentes.

À medida que funcionava, o sistema baseado em IA descobriu que as impressões digitais de diferentes dedos da mesma pessoa compartilhavam fortes semelhanças e, portanto, foi capaz de dizer quando as impressões digitais pertenciam ao mesmo indivíduo e quando não pertenciam, com precisão para um único par. chegando a 77% − aparentemente desmentindo que cada impressão digital é "única".

"Encontramos uma explicação rigorosa para isso: os ângulos e curvaturas no centro da impressão digital", disse Guo.

Durante centenas de anos de análise forense, acrescentou ele, as pessoas têm observado diferentes características chamadas "minúcias", as ramificações e pontos finais nas cristas das impressões digitais que são usadas como marcadores tradicionais para identificação de impressões digitais. "Eles são ótimos para correspondência de impressões digitais, mas não são confiáveis para encontrar correlações entre impressões digitais da mesma pessoa", disse Guo. "E esse foi o insight que tivemos."

Os autores disseram estar cientes de possíveis divergências nos dados. Embora acreditem que o sistema de IA funciona praticamente da mesma forma entre gêneros e raças, para que o sistema possa ser utilizado em análises forenses reais, é necessária uma validação mais cuidadosa através da análise de uma base de dados cada vez maior de impressões digitais, de acordo com o estudo.

No entanto, Guo disse estar confiante de que a descoberta pode melhorar as investigações criminais:

"A aplicação mais imediata é que pode ajudar a gerar novas pistas para casos arquivados, onde as impressões digitais deixadas na cena do crime são de dedos diferentes daqueles arquivados", disse ele. "Mas, por outro lado, isso não ajudará apenas a capturar mais criminosos. Isso também ajudará pessoas inocentes que talvez não precisem mais ser investigadas desnecessariamente. E acho que isso é uma vitória para a sociedade."

O uso de técnicas de aprendizagem profunda em imagens de impressões digitais é um tema interessante, segundo Christophe Champod, professor de ciência forense na Escola de Justiça Criminal da Universidade de Lausanne, na Suíça. No entanto, Champod, que não esteve envolvido no estudo, disse não acreditar que o trabalho tenha descoberto algo novo.

"O argumento deles de que essas formas estão de alguma forma correlacionadas entre os dedos é conhecido desde o início da impressão digital, quando era feita manualmente, e está documentado há anos", disse ele. "Acho que exageraram no papel, por falta de conhecimento, na minha opinião. Estou feliz que eles tenham redescoberto algo conhecido, mas, essencialmente, é uma tempestade em um copo d'água."

Em resposta, Guo disse que ninguém jamais quantificou ou usou sistematicamente as semelhanças entre as impressões digitais de diferentes dedos da mesma pessoa na medida do novo estudo.

"Somos os primeiros a apontar explicitamente que a semelhança se deve à orientação da crista no centro da impressão digital", disse Guo. "Além disso, somos os primeiros a tentar combinar impressões digitais de diferentes dedos da mesma pessoa, pelo menos com um sistema automatizado."

Simon Cole, professor do departamento de criminologia, direito e sociedade da Universidade da Califórnia, em Irvine, concordou que o artigo é interessante, mas disse que a sua utilidade prática é exagerada. Cole também não esteve envolvido no estudo.

"Não estávamos 'errados' sobre as impressões digitais", disse ele sobre os especialistas forenses. "A afirmação não comprovada, mas intuitivamente verdadeira, de que não existem duas impressões digitais "exatamente iguais" não é refutada pela descoberta de que as impressões digitais são semelhantes. As impressões digitais de pessoas diferentes, bem como da mesma pessoa, sempre foram conhecidas por serem semelhantes."

O jornal disse que o sistema pode ser útil em cenas de crime em que as impressões digitais encontradas são de dedos diferentes daqueles no registro policial, mas Cole disse que isso só pode ocorrer em casos raros, porque quando as impressões digitais são tiradas, todos os 10 dedos e muitas vezes palmas são registradas rotineiramente. "Não está claro para mim quando eles pensam que as autoridades policiais terão apenas algumas, mas não todas, das impressões digitais de um indivíduo registradas", disse ele.

A equipe por trás do estudo afirma estar confiante nos resultados e abriu o código-fonte da IA ??para que outros possam verificar, uma decisão elogiada por Champod e Cole. Mas Guo disse que a importância do estudo vai além das impressões digitais.

"Não se trata apenas de ciência forense, trata-se de IA. Os humanos observam impressões digitais desde que existimos, mas ninguém notou essa semelhança até que nossa IA a analisasse. Isso apenas demonstra o poder da IA para reconhecer e extrair automaticamente recursos relevantes", disse ele.

"Acho que este estudo é apenas o primeiro dominó de uma enorme sequência dessas coisas. Veremos pessoas usando IA para descobrir coisas que estavam literalmente escondidas à vista de todos, bem na frente de nossos olhos, como nossos dedos."


https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/estudo-baseado-em-ia-descobr iu-que-impressoes-digitais-nao-sao-unicas-entenda/
Qual é a crítica principal de Simon Cole ao estudo sobre impressões digitais?
Alternativas
Q2387907 Português
Observar a charge abaixo: 
Imagem associada para resolução da questão


Os elementos da ilustração sugerem que o objetivo da charge é: 
Alternativas
Q2387818 Português
O estado de Mato Grosso tem um destacado papel na história da demarcação de terras indígenas no Brasil, pois, em 1961, foi criado o então chamado “Parque Nacional do Xingu”, atualmente Parque Indígena do Xingu. Segundo seu decreto de criação, considerando-se a necessidade de preservar essa área como reserva florestal e campo de estudo de riquezas naturais brasileiras, tais terras, pertencentes aos índios, devem restar totalmente resguardadas de exploração, permanecendo, assim, insuscetíveis de alienação. Segundo os pesquisadores,

os povos indígenas investem mais em suas terras quando há certeza de que serão protegidas. [...] A antropóloga Jurema Machado, presidente do conselho diretor da Associação Nacional de Ação Indigenista (Anaí), reafirma a importância dessa relação entre indígenas e a mata para a proteção da floresta. “O fato de os indígenas terem retomado o território já representou um incremento para a floresta. Os territórios cuidados por eles representam proteção e crescimento da vegetação”, diz. 

Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/demarcacao- -refloresta-terra-indigena-na-mata-atlantica/. Acesso em: 14 jan. 2024.

Considerando-se os objetivos da fundação do Parque do Xingu e os recentes posicionamentos de pesquisadores acima mencionados, observa-se uma relação

Alternativas
Q2387801 Português

Sombra e água









RIBEIRO, A. E. Sombra e água. Estado de Minas. Belo

Horizonte. Disponível em: https://www.em.com.br/cultura/.

Acesso em: 6 nov. 2023. Adaptado.

O trecho que, no texto, apresenta sentido conotativo é:
Alternativas
Q2387795 Português

Sombra e água









RIBEIRO, A. E. Sombra e água. Estado de Minas. Belo

Horizonte. Disponível em: https://www.em.com.br/cultura/.

Acesso em: 6 nov. 2023. Adaptado.

Para a mulher, a jabuticabeira sobreviver e crescer frondosa em seu quintal representa
Alternativas
Respostas
40061: D
40062: C
40063: A
40064: B
40065: D
40066: D
40067: A
40068: C
40069: A
40070: C
40071: D
40072: C
40073: C
40074: C
40075: B
40076: B
40077: B
40078: B
40079: C
40080: C