Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 128.012 questões

Q2649024 Português

Leia atentamente o texto a seguir para responder as próximas questões.


“Se daqui a um minuto posso estar vivo ou morto, daqui a um minuto, qualquer que seja a minha condição aparente, serei o ringue de uma briga entre a vida e a morte. A todo momento, sou apenas um ângulo, reto, agudo ou obtuso, entre a vida e a morte. A vida nos quer, a morte nos quer. Somos o resultado da tensão ocasionada pelas duas forças que nos puxam. Esse equilíbrio, antes de tudo, não é estável. Amplo, diverso e elástico é o campo de forças da vida, assim como elástico, diverso e amplo é o campo de forças da morte. Ficamos facilmente deprimidos ou exaltados em razão das oscilações de intensidade desses dois campos magnéticos, sendo o tédio o relativo equilíbrio entre os dois. Às vezes é mais intensa a pressão da vida; outras vezes é mais intensa a pressão da morte. Não se diz com isso que a exaltação seja a morte e a depressão seja a vida. De modo algum. Há exaltações e exultações que se polarizam na morte, assim como há sistemas de depressão que gravitam em torno da vida. O estranho, do ponto de vista biológico, é que somos medularmente solidários com ambos os estados de imantação mais intensa, os da vida e os da morte. Dizendo mais claro: não aproveitamos apenas a vida, mas usufruímos também as experiências da morte, desde que estas não nos matem. Tudo dependerá da resistência, não da nossa vontade, do nosso mistério: se o mergulhador descer um pouco mais, a desigualdade de pressões lhe será fatal; se o centro de gravidade da torre de Pisa se deslocar mais um pouco, ela ruirá; enquanto não ruir, a torre usufruirá de sua perigosa inclinação, do mesmo modo que os mergulhadores vivem um estado de euforia nos estágios submarinos que precedem a profundidade mortal. Mas a morte pode sobrevir, não só de doenças, mas também de acidentes, de uma organização das circunstâncias que se chama acaso. Pois acho eu que a morte, por doença ou acidente, é sempre a mesma; quando ela se apodera de nós, seja por uma queda de pressão, seja por uma queda de elevador, é que se rompeu o equilíbrio: o centro de gravidade de um sistema se deslocou o mínimo necessário; o mergulhador foi longe demais na sua ousadia pesada, mas eufórica”. (Encenação da morte, Paulo Mendes Campos, com adaptações).

No trecho “serei o ringue de uma briga entre a vida e a morte”, pode-se afirmar que o autor emprega a figura de linguagem denominada:

Alternativas
Q2648863 Português

Leia atentamente o texto a seguir para responder as próximas questões.


“Se daqui a um minuto posso estar vivo ou morto, daqui a um minuto, qualquer que seja a minha condição aparente, serei o ringue de uma briga entre a vida e a morte. A todo momento, sou apenas um ângulo, reto, agudo ou obtuso, entre a vida e a morte. A vida nos quer, a morte nos quer. Somos o resultado da tensão ocasionada pelas duas forças que nos puxam. Esse equilíbrio, antes de tudo, não é estável. Amplo, diverso e elástico é o campo de forças da vida, assim como elástico, diverso e amplo é o campo de forças da morte. Ficamos facilmente deprimidos ou exaltados em razão das oscilações de intensidade desses dois campos magnéticos, sendo o tédio o relativo equilíbrio entre os dois. Às vezes é mais intensa a pressão da vida; outras vezes é mais intensa a pressão da morte. Não se diz com isso que a exaltação seja a morte e a depressão seja a vida. De modo algum. Há exaltações e exultações que se polarizam na morte, assim como há sistemas de depressão que gravitam em torno da vida. O estranho, do ponto de vista biológico, é que somos medularmente solidários com ambos os estados de imantação mais intensa, os da vida e os da morte. Dizendo mais claro: não aproveitamos apenas a vida, mas usufruímos também as experiências da morte, desde que estas não nos matem. Tudo dependerá da resistência, não da nossa vontade, do nosso mistério: se o mergulhador descer um pouco mais, a desigualdade de pressões lhe será fatal; se o centro de gravidade da torre de Pisa se deslocar mais um pouco, ela ruirá; enquanto não ruir, a torre usufruirá de sua perigosa inclinação, do mesmo modo que os mergulhadores vivem um estado de euforia nos estágios submarinos que precedem a profundidade mortal. Mas a morte pode sobrevir, não só de doenças, mas também de acidentes, de uma organização das circunstâncias que se chama acaso. Pois acho eu que a morte, por doença ou acidente, é sempre a mesma; quando ela se apodera de nós, seja por uma queda de pressão, seja por uma queda de elevador, é que se rompeu o equilíbrio: o centro de gravidade de um sistema se deslocou o mínimo necessário; o mergulhador foi longe demais na sua ousadia pesada, mas eufórica”. (Encenação da morte, Paulo Mendes Campos, com adaptações).

Em relação à interpretação do texto, pode-se afirmar que o seu autor faz uma reflexão sobre:

Alternativas
Q2648851 Português

Atenção: Para responder às questões de números 6 a 8, leia o trecho de “Torto Arado”.


De loucura meu pai entendia, assim diziam, porque ele mesmo já havia caído louco num período remoto de sua vida. Os curadores serviam para restituir a saúde do corpo e do espírito dos doentes, era o que sabíamos desde o nascimento. O que mais chegava à nossa porta eram as moléstias do espírito dividido, gente esquecida de suas histórias, memórias, apartada do próprio eu, sem se distinguir de uma fera perdida na mata. Diziam que talvez fosse por conta do passado minerador do povo que chegou à região, ensandecido pela sorte de encontrar um diamante, de percorrer seu brilho na noite, deixando um monte para adentrar noutro, deixando a terra para entrar no rio. Gente que perseguia a fortuna, que dormia e acordava desejando a ventura, mas que se frustrava depois de tempos prolongados de trabalho fatigante, quebrando rochas, lavando cascalho, sem que o brilho da pedra pudesse tocar de forma ínfima o seu horizonte. Quantos dos que encontravam a pedra estavam libertos dos delírios? Quantos tinham que proteger seu bambúrrio da cobiça alheia, passando dias sem dormir, com os diamantes debaixo do corpo, sem se banhar nas águas dos rios, atentos a qualquer gesto de trapaça que poderia vir de onde menos se esperava?

(VIEIRA Jr., Itamar. Torto arado. São Paulo: Todavia, 2019. Edição eletrônica)


No contexto em que se encontra, o termo

Alternativas
Q2647809 Português

Exemplos de aporofobia.


É um exemplo de aporofobia a arquitetura "antipobres" presente em metrópoles no mundo todo. Em grandes cidades brasileiras pode ser percebida no uso de grades, espetos de ferro, cacos de vidro, pedras e até sistemas de gotejamento instalados em diversas construções e equipamentos públicos para evitar a presença e a permanência dos mais pobres, principalmente pessoas em situação de rua.


O padre Júlio Lancelote, da Pastoral do Povo de rua em São Paulo, usa as redes sociais para criticar essas intervenções e pressionar para que empresas e até mesmo órgãos públicos recuem e retirem essas instalações. O pároco também faz denúncias de mercados e lojas que solicitam a seus clientes que não ajudem pessoas em situação de rua. Esse tipo de situação é outro exemplo de aporofobia.


Em conclusão, percebemos atitudes aporófobas nos condomínios fechados em bairros que muitas vezes são projetados para criar barreiras físicas e sociais entre os moradores e o seu entorno. Eles geralmente têm muros altos, segurança privada e acesso restrito, criando uma sensação de segregação em relação ás comunidades circundantes e de aversão ao pobre.


https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/aporofobia.htm

A substituição do complemento verbal pelo pronome falhou em:

Alternativas
Q2647807 Português

Exemplos de aporofobia.


É um exemplo de aporofobia a arquitetura "antipobres" presente em metrópoles no mundo todo. Em grandes cidades brasileiras pode ser percebida no uso de grades, espetos de ferro, cacos de vidro, pedras e até sistemas de gotejamento instalados em diversas construções e equipamentos públicos para evitar a presença e a permanência dos mais pobres, principalmente pessoas em situação de rua.


O padre Júlio Lancelote, da Pastoral do Povo de rua em São Paulo, usa as redes sociais para criticar essas intervenções e pressionar para que empresas e até mesmo órgãos públicos recuem e retirem essas instalações. O pároco também faz denúncias de mercados e lojas que solicitam a seus clientes que não ajudem pessoas em situação de rua. Esse tipo de situação é outro exemplo de aporofobia.


Em conclusão, percebemos atitudes aporófobas nos condomínios fechados em bairros que muitas vezes são projetados para criar barreiras físicas e sociais entre os moradores e o seu entorno. Eles geralmente têm muros altos, segurança privada e acesso restrito, criando uma sensação de segregação em relação ás comunidades circundantes e de aversão ao pobre.


https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/aporofobia.htm

A identificação do antônimo está inadequada semanticamente em:

Alternativas
Q2647806 Português

Exemplos de aporofobia.


É um exemplo de aporofobia a arquitetura "antipobres" presente em metrópoles no mundo todo. Em grandes cidades brasileiras pode ser percebida no uso de grades, espetos de ferro, cacos de vidro, pedras e até sistemas de gotejamento instalados em diversas construções e equipamentos públicos para evitar a presença e a permanência dos mais pobres, principalmente pessoas em situação de rua.


O padre Júlio Lancelote, da Pastoral do Povo de rua em São Paulo, usa as redes sociais para criticar essas intervenções e pressionar para que empresas e até mesmo órgãos públicos recuem e retirem essas instalações. O pároco também faz denúncias de mercados e lojas que solicitam a seus clientes que não ajudem pessoas em situação de rua. Esse tipo de situação é outro exemplo de aporofobia.


Em conclusão, percebemos atitudes aporófobas nos condomínios fechados em bairros que muitas vezes são projetados para criar barreiras físicas e sociais entre os moradores e o seu entorno. Eles geralmente têm muros altos, segurança privada e acesso restrito, criando uma sensação de segregação em relação ás comunidades circundantes e de aversão ao pobre.


https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/aporofobia.htm

Opõe-se à arquitetura hostil, antipobre citada:

Alternativas
Q2647801 Português

Origem da aporofobia.


A origem desse novo conceito é a unrao das palavras gregas áporos (pobre) e phobos (medo). Ele apareceu em uma série de textos publicados pela escritora e filósofa espanhola Adela Cortina desde os anos 1990. Segundo a professora espanhola, a repugnância aos pobres é a verdadeira atitude comportamentos subjacente supostamente a racistas xenofóbicos.


Em 2017 esse nome foi eleito a palavra do ano pela Fundación dei Espãnol Urgente (Fundéu BBVA), sendo usado em vários artigos jornalísticos e em livros. A filósofa Adela Cortina criou o termo para dar visibilidade a essa patologia social que existe no mundo todo. O rechaço aos grupos, raças e etnias que habitualmente não têm recursos e, portanto, não podem oferecer nada, ou parece que não o podem.


https://brasilescola. uol. com. br/sociologia/aporofobia. htm

O pronome "Ele" faz referência ao termo:

Alternativas
Q2647799 Português

Origem da aporofobia.


A origem desse novo conceito é a unrao das palavras gregas áporos (pobre) e phobos (medo). Ele apareceu em uma série de textos publicados pela escritora e filósofa espanhola Adela Cortina desde os anos 1990. Segundo a professora espanhola, a repugnância aos pobres é a verdadeira atitude comportamentos subjacente supostamente a racistas xenofóbicos.


Em 2017 esse nome foi eleito a palavra do ano pela Fundación dei Espãnol Urgente (Fundéu BBVA), sendo usado em vários artigos jornalísticos e em livros. A filósofa Adela Cortina criou o termo para dar visibilidade a essa patologia social que existe no mundo todo. O rechaço aos grupos, raças e etnias que habitualmente não têm recursos e, portanto, não podem oferecer nada, ou parece que não o podem.


https://brasilescola. uol. com. br/sociologia/aporofobia. htm

A troca da partícula muda o sentido em:

Alternativas
Q2647797 Português

O que é aporofobia?


Aporafobia é um sentimento difuso de rechaço ao pobre. E o preconceito ainda pouco estudado com o fato de uma pessoa viver em estado de pobreza. O que significa que, além de não ter dinheiro, essa pessoa parece ser uma desamparada, isto é, carente de recursos, direitos, oportunidades, ou até capacidades para deixar de ser pobre.


A aporofobia é comum em sociedades como as nossas que são organizadas em torno da ideia de contrato. O pobre é o verdadeiramente diferente. Não pelo fato de viver com muito pouco dinheiro, mas porque ele nada tem de atrativo para oferecer aos outros. O pobre do qual se tem medo é aquele visto como incapaz de contratar ou ser contratado em qualquer esfera social.


É este tipo de desprezo que caracteriza atitudes aporófobas. É o rechaço a quem não pode entregar nada em troca ou ao menos parece não poder. E por isso é excluído da condição de contrato político, econômico ou social desse mundo de dar e receber no qual só podem entrar os que parecem ter algo de interessante para dar em retorno.


https://brasilescola. uol. com. br/sociologia/aporofobia. htm

A figura de linguagem presente em: "( ... ) desse mundo de dar e receber( ... )" é:

Alternativas
Q2647795 Português

O que é aporofobia?


Aporafobia é um sentimento difuso de rechaço ao pobre. E o preconceito ainda pouco estudado com o fato de uma pessoa viver em estado de pobreza. O que significa que, além de não ter dinheiro, essa pessoa parece ser uma desamparada, isto é, carente de recursos, direitos, oportunidades, ou até capacidades para deixar de ser pobre.


A aporofobia é comum em sociedades como as nossas que são organizadas em torno da ideia de contrato. O pobre é o verdadeiramente diferente. Não pelo fato de viver com muito pouco dinheiro, mas porque ele nada tem de atrativo para oferecer aos outros. O pobre do qual se tem medo é aquele visto como incapaz de contratar ou ser contratado em qualquer esfera social.


É este tipo de desprezo que caracteriza atitudes aporófobas. É o rechaço a quem não pode entregar nada em troca ou ao menos parece não poder. E por isso é excluído da condição de contrato político, econômico ou social desse mundo de dar e receber no qual só podem entrar os que parecem ter algo de interessante para dar em retorno.


https://brasilescola. uol. com. br/sociologia/aporofobia. htm

Sobre o período, "Aporofobia é um sentimento difuso de rechaço ao pobre", há falha de análise em:

Alternativas
Q2647793 Português

Aporofobia


Aporofobia é o sentimento de aversão ao pobre. É um temo novo criado para nomear o preconceito e a exclusão de pessoas com base em sua situação socioeconômica.


É uma palavra criada pela filósofa espanhola Adela Cortina para designar a aversão aos pobres e suas implicações na democracia. É um neologismo que remete etimologicamente às palavras gregas áporos (pobre, desvalido) e phobos (medo, aversão). A aporofobia aborda pensamentos, atitudes, práticas e políticas presentes nas relações sociais que desprezam uma pessoa por sua condição puramente socioeconômica.


A aporofobia possui fundamentos estruturais dentro de classes sociais. As causas da aporofobia são muitas e vão desde as desigualdades sociais até os esteriótipos que o nosso cérebro cria naturalmente. As possíveis soluções para a aporofobia passam põr uma educação ética que conscientize as pessoas sobre a importância da compaixão pelo outro e políticas públicas que assegurem uma renda mínima para a população que vive em extrema pobreza.


https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/aporofobia.htm

Os parênteses, no texto, contém:

Alternativas
Q2647792 Português

Aporofobia


Aporofobia é o sentimento de aversão ao pobre. É um temo novo criado para nomear o preconceito e a exclusão de pessoas com base em sua situação socioeconômica.


É uma palavra criada pela filósofa espanhola Adela Cortina para designar a aversão aos pobres e suas implicações na democracia. É um neologismo que remete etimologicamente às palavras gregas áporos (pobre, desvalido) e phobos (medo, aversão). A aporofobia aborda pensamentos, atitudes, práticas e políticas presentes nas relações sociais que desprezam uma pessoa por sua condição puramente socioeconômica.


A aporofobia possui fundamentos estruturais dentro de classes sociais. As causas da aporofobia são muitas e vão desde as desigualdades sociais até os esteriótipos que o nosso cérebro cria naturalmente. As possíveis soluções para a aporofobia passam põr uma educação ética que conscientize as pessoas sobre a importância da compaixão pelo outro e políticas públicas que assegurem uma renda mínima para a população que vive em extrema pobreza.


https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/aporofobia.htm

A solução para o término da aporofobia fundamenta-se em:

Alternativas
Ano: 2023 Banca: MPE-GO Órgão: MPE-GO Prova: MPE-GO - 2023 - MPE-GO - Oficial de Promotoria |
Q2647534 Português

A relação entre verdade e justiça


Gostaria de me deter um instante na relação verdade-justiça, porque, claro, é um dos temas fundamentais da filosofia ocidental. Afinal de contas, um dos pressupostos mais imediatos e mais radicais de todo discurso judiciário, político, crítico é o de que existe pertinência essencial entre o enunciado da verdade e a prática da justiça. Ora, acontece que, no ponto em que vêm encontrar-se a instituição destinada a administrar a justiça, de um lado, e as instituições qualificadas para enunciar a verdade, de outro, sendo mais breve, no ponto em que se encontram o tribunal e o cientista, onde se cruzam a instituição judiciária e o saber médico ou científico em geral, nesse ponto são formulados os enunciados que possuem o estatuto de discursos verdadeiros, que detêm efeitos judiciários consideráveis e que têm, no entanto, a curiosa propriedade de serem alheios a todas as regras, mesmo as mais elementares, de formação dos discursos científicos, de serem alheios também às regras do direito e de serem, no sentido estrito, grotescos.


(Michel Foucault. Os anormais. São Paulo: Martins Fontes, 2002, p. 14-15)


Tomando por base o texto, extraído da obra “Os Anormais”, de Michel Foucault, marque a alternativa correta:

Alternativas
Ano: 2023 Banca: MPE-GO Órgão: MPE-GO Prova: MPE-GO - 2023 - MPE-GO - Oficial de Promotoria |
Q2647533 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


Dos delitos e das penas


As condições em que vivem os presos, em nossos cárceres superlotados, deveriam assustar todos os que planejam se tornar delinquentes. Mas a criminalidade só vem aumentando, causando medo e perplexidade na população.

Muitas vozes têm se levantado em favor do endurecimento das penas, da manutenção ou ampliação da Lei dos Crimes Hediondos, da defesa da sociedade contra o crime, enfim, do que se convencionou chamar “doutrina da lei e da ordem”, apostando em tais caminhos como forma de dissuadir novas práticas criminosas. Geralmente, valem-se de argumentos retóricos e emocionais, raramente escorados em dados de realidade ou em estudos que apontem ser esse o melhor caminho a seguir. Embora sedutora e aparentemente sintonizada com o sentimento geral de indignação, tal corrente aponta para o caminho errado, para o retorno ao direito penal vingativo e irracional, tão combatido pelo iluminismo jurídico.

O coro dessas vozes aumenta exatamente quando o governo acaba de encaminhar ao Congresso o anteprojeto do Código Penal, elaborado por renomados juristas, com participação da sociedade organizada, com o objetivo de racionalizar as penas, reservando a privação da liberdade somente aos que cometerem crimes mais graves e, mesmo para esses, tendo sempre em vista mecanismos de reintegração social. Destaca-se o emprego das penas alternativas, como a prestação de serviços à comunidade, a compensação por danos causados, a restrição de direitos etc.

Contra a ideia de que o bandido é um facínora que optou por atacar a sociedade, prevalece a noção de que são as vergonhosas condições sociais e econômicas do Brasil que geram a criminalidade; enquanto essas não mudarem, não há mágica: os crimes vão continuar aumentando, a despeito do maior rigor nas penas ou da multiplicação de presídios.


(WEIS, Carlos. Dos delitos e das penas. Folha de S.Paulo, Tendências e debates) (adaptado)


Marque a alternativa que contém uma interpretação coerente do texto acima:

Alternativas
Q2647349 Português

Texto para responder às questões de 5 a 8.

Patrimônio Material – Espírito Santo (ES)

1 A ocupação do território capixaba remonta à

Capitania Hereditária do ES, destinada a Vasco Fernandes

Coutinho. Nos primeiros anos, foram fundados diversos

4 povoamentos, entre eles Vitória, Vila Velha, Nova Almeida

e Reritiba (atual Anchieta). Entretanto, são parcos os

vestígios dos primeiros tempos, além da própria localização.

7 Os jesuítas tiveram papel importante em todo o território

brasileiro, e o padre José de Anchieta foi seu missionário

mais ilustre e fundou alguns dos núcleos mais antigos do

10 Estado, destacando-se as atuais cidades de Anchieta,

Guarapari e Viana.

O universo dos 12 edifícios tombados pelo Instituto

13 do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no ES

testemunha o processo de colonização do seu território, com

o predomínio da arquitetura religiosa. A proteção desse

16 patrimônio iniciou-se em 1940, pelo único exemplar da

arquitetura rural do final do século 18 em Vitória, a Chácara

Barão de Monjardim, sede da antiga Fazenda Jucutuquara.

19 Em 1943, foram tombados três conjuntos religiosos

do século 16: Outeiro, Convento e Igreja de Nossa Senhora

da Penha, implantado pelos franciscanos sobre outeiro de

22 elevada posição geográfica e relevância paisagística em Vila

Velha e Vitória, Igreja Nossa Senhora da Assunção e antiga

residência anexa em Anchieta, e a Igreja dos Reis Magos e

25 residência em Nova Almeida, atual município de Serra.

Os demais tombamentos ocorreram nas décadas

seguintes: em 1946, a Capela de Santa Luzia e as igrejas de

28 Nossa Senhora do Rosário e de São Gonçalo (Vitória); em

1950, as igrejas do Rosário de Vila Velha e de Nossa Senhora

d’Ajuda de Araçatiba (Viana); em 1967, os dois sobrados do

31 século 18, situados em Vitória (Cidade Alta); e, em 1970, a

32 Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Guarapari.

Disponível em:<http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/1353/> . Acesso em: 10 ago. 2023, com adaptações.

Em “Entretanto, são parcos os vestígios dos primeiros tempos, além da própria localização.” (linhas 5 e 6), a palavra sublinhada pode ser substituída, sem prejuízo ao sentido original do texto, por

Alternativas
Q2647348 Português

Texto para responder às questões de 5 a 8.

Patrimônio Material – Espírito Santo (ES)

1 A ocupação do território capixaba remonta à

Capitania Hereditária do ES, destinada a Vasco Fernandes

Coutinho. Nos primeiros anos, foram fundados diversos

4 povoamentos, entre eles Vitória, Vila Velha, Nova Almeida

e Reritiba (atual Anchieta). Entretanto, são parcos os

vestígios dos primeiros tempos, além da própria localização.

7 Os jesuítas tiveram papel importante em todo o território

brasileiro, e o padre José de Anchieta foi seu missionário

mais ilustre e fundou alguns dos núcleos mais antigos do

10 Estado, destacando-se as atuais cidades de Anchieta,

Guarapari e Viana.

O universo dos 12 edifícios tombados pelo Instituto

13 do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no ES

testemunha o processo de colonização do seu território, com

o predomínio da arquitetura religiosa. A proteção desse

16 patrimônio iniciou-se em 1940, pelo único exemplar da

arquitetura rural do final do século 18 em Vitória, a Chácara

Barão de Monjardim, sede da antiga Fazenda Jucutuquara.

19 Em 1943, foram tombados três conjuntos religiosos

do século 16: Outeiro, Convento e Igreja de Nossa Senhora

da Penha, implantado pelos franciscanos sobre outeiro de

22 elevada posição geográfica e relevância paisagística em Vila

Velha e Vitória, Igreja Nossa Senhora da Assunção e antiga

residência anexa em Anchieta, e a Igreja dos Reis Magos e

25 residência em Nova Almeida, atual município de Serra.

Os demais tombamentos ocorreram nas décadas

seguintes: em 1946, a Capela de Santa Luzia e as igrejas de

28 Nossa Senhora do Rosário e de São Gonçalo (Vitória); em

1950, as igrejas do Rosário de Vila Velha e de Nossa Senhora

d’Ajuda de Araçatiba (Viana); em 1967, os dois sobrados do

31 século 18, situados em Vitória (Cidade Alta); e, em 1970, a

32 Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Guarapari.

Disponível em:<http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/1353/> . Acesso em: 10 ago. 2023, com adaptações.

Na perspectiva das ideias apresentadas no texto, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2647347 Português

Texto para responder às questões 3 e 4


Projeto mapeia e resgata a história de prédios antigos do centro de Vitória

1 Um professor de arquitetura, junto com os alunos,

resolveu resgatar a história de prédios antigos do centro de

Vitória. O projeto reuniu todas as informações históricas em

4 um site, que pode ser acessado em qualquer dispositivo.

No centro de Vitória, as construções históricas estão

por todos os lados. Mas até quem passa o dia inteiro

7 trabalhando nos prédios antigos sabe muito pouco acerca da

história dessas construções.

“Não conheço a história, não sei quando esse prédio

10 foi construído”, disse o comerciante Elizath Coelho.

“Às vezes a pessoa não percebe pelos maus-tratos.

Tem que estar sempre limpinho, mais pintado, bonito”,

13 falou o comerciante Gabriel Heleno.

A falta de informação incomodava o professor de

arquitetura, que se mudou para o Espírito Santo há poucos

16 anos. Por isso, ele reuniu um grupo de alunos e juntos

fizeram uma pesquisa a respeito de todos os prédios

protegidos pelo valor histórico.

19 “Aqui no centro de Vitória, a gente tem história de

vários períodos e de vários estilos arquitetônicos.

Edificações do estilo colonial, eclético, art decor, o

22 neocolonial e moderno. E, portanto, um museu ao ar livre”,

23 explicou o professor João Sayd.

Disponível em: . Acesso em:<https://g1.globo.com/es/espirito-santo/noticia/> 11 ago. 2023, com adaptações.

Em “Um professor de arquitetura, junto com os alunos, resolveu resgatar a história de prédios antigos do centro de Vitória. O projeto reuniu todas as informações históricas em um site, que pode ser acessado em qualquer dispositivo.” (linhas de 1 a 4), a palavra sublinhada pode ser substituída, sem prejuízo ao sentido original do texto, por

Alternativas
Q2647346 Português

Texto para responder às questões 3 e 4


Projeto mapeia e resgata a história de prédios antigos do centro de Vitória

1 Um professor de arquitetura, junto com os alunos,

resolveu resgatar a história de prédios antigos do centro de

Vitória. O projeto reuniu todas as informações históricas em

4 um site, que pode ser acessado em qualquer dispositivo.

No centro de Vitória, as construções históricas estão

por todos os lados. Mas até quem passa o dia inteiro

7 trabalhando nos prédios antigos sabe muito pouco acerca da

história dessas construções.

“Não conheço a história, não sei quando esse prédio

10 foi construído”, disse o comerciante Elizath Coelho.

“Às vezes a pessoa não percebe pelos maus-tratos.

Tem que estar sempre limpinho, mais pintado, bonito”,

13 falou o comerciante Gabriel Heleno.

A falta de informação incomodava o professor de

arquitetura, que se mudou para o Espírito Santo há poucos

16 anos. Por isso, ele reuniu um grupo de alunos e juntos

fizeram uma pesquisa a respeito de todos os prédios

protegidos pelo valor histórico.

19 “Aqui no centro de Vitória, a gente tem história de

vários períodos e de vários estilos arquitetônicos.

Edificações do estilo colonial, eclético, art decor, o

22 neocolonial e moderno. E, portanto, um museu ao ar livre”,

23 explicou o professor João Sayd.

Disponível em: . Acesso em:<https://g1.globo.com/es/espirito-santo/noticia/> 11 ago. 2023, com adaptações.

No que se refere à compreensão das ideias apresentadas no texto, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2647345 Português

Texto para responder às questões 1 e 2.

A história do arquiteto capixaba e flamenguista que projetou o Centro de Treinamento (CT) do Flamengo

1 Para A Gazeta, Alexandre Feu contou como foi

projetar o espaço onde os jogadores do Flamengo treinam e

que virou uma referência no País, e deu detalhes da amizade

4 com Paulo Mendes da Rocha, autor do Cais das Artes, em

Vitória.

Nascido em Vitória, Alexandre Feu, de 65 anos,

7 contou para A Gazeta os bastidores de como foi projetar o

CT Presidente George Helal, o Ninho do Urubu, inaugurado

em 2018 no bairro Vargem Grande, na zona oeste do Rio de

10 Janeiro, e por qual razão não aceitou fazer projeto

semelhante para o Vasco.

A Gazeta – Como surgiu essa proposta de fazer um

13 projeto tão importante como o CT do Flamengo, hoje

reconhecido por todo o futebol do Brasil como um espaço

de ponta para os atletas?

16 Alexandre Feu – A gente tem um escritório de

arquitetura bastante representativo, não só no Rio, mas no

Brasil afora. Nós somos 38 arquitetos. É um escritório

19 considerado de médio para grande porte no País. Fomos

convidados pelo Flamengo para fazer um projeto. Nesse

momento, eles tinham recém-inaugurado um CT para o

22 profissional. E eles me chamaram, na verdade, para fazer o

CT da base. Fui fazer uma visita, convidado pelo então

diretor de imobiliário do Flamengo, Alexandre Wrobel, e

25 um engenheiro, que vieram aqui ao nosso escritório,

conversaram comigo e eu fui fazer uma visita ao CT

recém-inaugurado.

28 A Gazeta – Alexandre, eu queria te perguntar se

Vitória é tão bonita como o Rio de Janeiro.

Alexandre – Vitória é uma joia, cara, é uma

31 maravilha. Eu adoro Vitória. Acho uma cidade maravilhosa.

Realmente é uma cidade muito linda. É uma cidade muito

bem cuidada, isso realmente impressiona. Eu olhei essa

34 região da Praia do Canto, está muito bacana. E essa Curva da

Jurema aí... está muito gostoso. Eu tive aí recentemente,

uns 15 dias atrás, quando fui à UFES fazer uma palestra e

37 dar um workshop para os alunos da arquitetura. Acordei de

manhã, fiz uma caminhada, uma corrida na Curva da

Jurema, fui até a Praça do Papa, voltei, fui até o Iate Clube,

40 é uma maravilha isso aí, a cidade tem vida. Alegre, um

monte de gente bonita correndo, os quiosques cheios, todos

arrumadinhos. Vitória está uma beleza. E a Praia do Canto,

43 à noite, também, viva, muito bacana.

Disponível em:<https://www.agazeta.com.br/es/cotidiano/> . Acesso em: 11 ago. 2023, com adaptações.

No que tange à compreensão das ideias apresentadas no texto, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2647305 Português

Texto para responder às questões 1 e 2.

A história do arquiteto capixaba e flamenguista que projetou o Centro de Treinamento (CT) do Flamengo

1 Para A Gazeta, Alexandre Feu contou como foi

projetar o espaço onde os jogadores do Flamengo treinam e

que virou uma referência no País, e deu detalhes da amizade

4 com Paulo Mendes da Rocha, autor do Cais das Artes, em

Vitória.

Nascido em Vitória, Alexandre Feu, de 65 anos,

7 contou para A Gazeta os bastidores de como foi projetar o

CT Presidente George Helal, o Ninho do Urubu, inaugurado

em 2018 no bairro Vargem Grande, na zona oeste do Rio de

10 Janeiro, e por qual razão não aceitou fazer projeto

semelhante para o Vasco.

A Gazeta – Como surgiu essa proposta de fazer um

13 projeto tão importante como o CT do Flamengo, hoje

reconhecido por todo o futebol do Brasil como um espaço

de ponta para os atletas?

16 Alexandre Feu – A gente tem um escritório de

arquitetura bastante representativo, não só no Rio, mas no

Brasil afora. Nós somos 38 arquitetos. É um escritório

19 considerado de médio para grande porte no País. Fomos

convidados pelo Flamengo para fazer um projeto. Nesse

momento, eles tinham recém-inaugurado um CT para o

22 profissional. E eles me chamaram, na verdade, para fazer o

CT da base. Fui fazer uma visita, convidado pelo então

diretor de imobiliário do Flamengo, Alexandre Wrobel, e

25 um engenheiro, que vieram aqui ao nosso escritório,

conversaram comigo e eu fui fazer uma visita ao CT

recém-inaugurado.

28 A Gazeta – Alexandre, eu queria te perguntar se

Vitória é tão bonita como o Rio de Janeiro.

Alexandre – Vitória é uma joia, cara, é uma

31 maravilha. Eu adoro Vitória. Acho uma cidade maravilhosa.

Realmente é uma cidade muito linda. É uma cidade muito

bem cuidada, isso realmente impressiona. Eu olhei essa

34 região da Praia do Canto, está muito bacana. E essa Curva da

Jurema aí... está muito gostoso. Eu tive aí recentemente,

uns 15 dias atrás, quando fui à UFES fazer uma palestra e

37 dar um workshop para os alunos da arquitetura. Acordei de

manhã, fiz uma caminhada, uma corrida na Curva da

Jurema, fui até a Praça do Papa, voltei, fui até o Iate Clube,

40 é uma maravilha isso aí, a cidade tem vida. Alegre, um

monte de gente bonita correndo, os quiosques cheios, todos

arrumadinhos. Vitória está uma beleza. E a Praia do Canto,

43 à noite, também, viva, muito bacana.

Disponível em:<https://www.agazeta.com.br/es/cotidiano/> . Acesso em: 11 ago. 2023, com adaptações.

Quanto aos tipos e gêneros textuais, assinale a alternativa que indica a classificação do texto apresentado.

Alternativas
Respostas
38281: D
38282: B
38283: A
38284: A
38285: D
38286: C
38287: B
38288: A
38289: A
38290: C
38291: B
38292: C
38293: A
38294: C
38295: D
38296: A
38297: B
38298: E
38299: A
38300: C